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terça-feira, 29 de novembro de 2011

QUESTIONAMENTOS....

A postagem a seguir, veio de uma pessoa que ajuda muito aqui no blog. Ela mora no Estado de Utah. Isso mostra para os membros do mormonismo do Brasil, que Utah não é o céu, como muitos pensam. Aliás, o céu passa bem longe desse lugar.

Uma das coisas que nunca compreendi bem é a posição da igreja Mórmon referente ao pecado do Rei Davi. A igreja é firme quanto a isso: Davi perdeu o grau mais alto de glória que é o Reino Celestial. Isso é ensinado a todos, inclusive quando eu fazia aulas de instituto cansei de ouvir declarações desse tipo. Porém, como explicar o Livro de Salmos, onde é cheio de dor e angústia relacionado ao processo de arrependimento do Rei? A própria bíblia é uma testemunha real que Davi se arrependeu. Porque então, os Mórmons se baseiam em declarações falsas para aumentar e engrandecer a doutrina deles? Vejam bem, Davi traiu e planejou a morte de Urias (apenas de Urias). Ao mesmo tempo temos o exemplo de Hitler que matou milhões de judeus e foi batizado e selado no templo Mórmon. A igreja, como sempre, tem desculpa prá tudo, e para isso, eles dizem que a pessoa tem que ter a "oportunidade" de passar pelo templo, mesmo não recebendo a exaltação que é o Reino Celestial. Estranha contradição!
Outra coisa é: Se a igreja é verdadeira, como eles afirmam ser, por que o profeta na época, não recebeu revelação dando um basta nos casamentos de solteiros mortos? Prá quem não sabe, logo nos primeiros anos da igreja era possível selar jovens solteiros. Por exemplo: Naquela época, mães com filhos que faleceram sem ter a oportunidade de um casamento, faziam amizade com outras mães que tiveram filhas solteiras falecidas. Essas famílias então trocavam dados e os selamentos eram feitos para "toda a eternidade". Se era para toda a eternidade, por que foram extintos? Como assim? Os jovens que morreram sem conhecimento um do outro, foram “desselados” ou continuam “selados”, se essa prática foi extinta? Com o tempo o "profeta" viu que a brincadeira não deu certo? Estranho! Os Mórmons fogem da verdade “como o diabo foge da cruz”. Doutrinas antigas, mal ensinadas, são escondidas dos olhos atuais. Joseph Smith e seu livro de Mórmon contém mais aparições e fantasias , do que a bíblia inteira. Ganha até da igreja católica com a Virgem Maria.
A igreja Mórmon tem uma arma muito grande pra atrair seus fiéis. Essa arma é a família. Noite familiar, estudo das escrituras, lazer, atividades na igreja, tudo isso é muito belo e bonito, o que atrai as pessoas nos primeiros anos ao mormonismo. Se ficasse nisso seria bom, mas o que frustra são as mentiras, as invenções, o engano. Se eu fosse uma autoridade geral da igreja teria vergonha de afirmar certas coisas, como por exemplo, dizer que os três nefitas e João do Novo Testamento não morreram e continuam a fazer o trabalho de Deus na terra. Então é necessário que esses personagens não tenham descanso, enquanto o profeta e presidente Mórmon anda se embelezando e cuidando dos negócios ($$$) de Sião? A igreja afirma que os três nefitas e João do novo testamento continuam vivos, terminando a "obra de Deus" na terra. É vergonhoso enganar o povo assim, mas pudera. Se não fosse a "doutrina profunda", como venderiam seus best-sellers? Outro dia no WalMart vi um livro de Thomas Monson, por nada mais nada menos, que $50,00 dólares. Um livro menos popular que a Bíblia ou o fantasioso Livro de Mórmon por CIQUENTA DOLARES? Mas se o livro fala do profeta VIVO, tem que custar mais mesmo. Os outros já morreram... Nem livros que contam biografias dos homens mais famosos da história (incluindo Jesus Cristo) custa tanto assim. Assinar a “National Geographic” ou qualquer revista de conhecimento secular, está mais barato nos EUA. É disso que a igreja depende. Cada palavra, cada citação, cada doutrina (mesmo sem pé nem cabeça) significa muito para os bolsos gordos da igreja. Gostaria de falar mais, inclusive da característica que Joseph Smith atribuiu ao apóstolo Paulo, em seu livro "Ensinamentos do Profeta Joseph Smith", mas vou deixar isso para um próximo post, se o Antonio assim me permitir. Por hoje, gostaria que os Mórmons com suas convicções, além de prestarem seus testemunhos, respondessem essas questões prá mim. Certamente vocês, com a fé que têm podem orar e perguntar a Deus, sobre a veracidade dessas coisas. Aguardo ansiosa por respostas.

http://sobreomormonismo.blogspot.com

sábado, 26 de novembro de 2011


O Tabernáculo da Fé, seguidores de William Mariron Branham, a Congregação Cristã no Brasil, o Ministério ‘Voz da Verdade’, a igreja do Ricardo Nicotra, ex-adventista, entre outros, dizem que o Batismo para ser verdadeiro deve ser feito em Nome de Jesus. Os motivos são que, embora Mateus 28.19 ordene batizar em nome da Trindade, os apóstolos batizaram em nome de Jesus.

Irei comentar algo sobre esse assunto, e indico para informações históricas, exegéticas e teológicas o artigo do Dr Alderi AQUI.
OS CASOS EM ATOS:

Quero começar dizendo que não existe uniformidade na formula batismal em Atos. Veja:

“[...] em nome de Jesus Cristo [...]” Atos 2.38

“[...] em o nome do Senhor Jesus [...] Atos 8.16

“[...] em nome de Jesus Cristo [...]” Atos 10.48

“[...] em o nome do Senhor Jesus [...]” Atos 19.5

Duas expressões usadas. Qual destas? A seita Tabernáculo da Fé diz que o nome ‘Senhor Jesus Cristo’ corresponde aos títulos ‘Pai, Filho e Espírito Santo’. No entanto em Atos isso não foi usado. O profeta de tal seita é muito infantil e alegórico em suas interpretações. Essa é mais uma delas. A CCB faz uma salada, dizendo: ‘em nome de Jesus Cristo te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’! O Ricardo Nicotra dúvida da autenticidade de Mateus 28.19*.

De qualquer forma temos a questão nevrálgica: Por que os Apóstolos não Batizaram em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?

Antes de apresentar minha resposta quero dizer que rejeito a ideia, defendida por vários, que batizar em nome de Jesus seja sinônimo estético ou doutrinal de Mateus 28.19. Também concordo plenamente com o Dr Alderi que se o Batismo em Nome de Jesus fosse apenas um esforço de se aproximar de uma prática antiga, sem ligação com o modalismo, não teria problema algum.

Agora sim, apresento como resposta as seguintes proposições:

1) A data da composição de Mateus: Mateus escreveu seu evangelho por volta dos anos 60-70 A.D. Isto é, cerca de 30 a 10 dez anos após os acontecimentos de Atos. Talvez você me critique dizendo que de Mateus 28.19 para Atos 2 são dias, e não anos. Aceito a crítica, mas você também deve lembrar que Cristo disse que os Apóstolos deveriam ir para todas a nações e mesmo assim a igreja em Atos teve dificuldade em cumprir isso e precisou receber visões a posteriores, para cumprir essa comissão. Com a divulgação e distribuição do Evangelho de Mateus, que dizem ter sido redigido primeiro em Hebraico, alguns ensinos ficaram mais refinados e outras práticas foram observadas.

O Didaqué em 110 A.D. cita Mateus 28.19, mas também diz do batismo em ‘Nome do Senhor’. Isto é: Parece que a prática de Atos cedeu lugar ao registro de Mateus.

2) Atos um período de nascimento e amadurecimento: Em Atos vemos os cristãos circuncidando-se, cumprindo algumas cerimônias, ao mesmo tempo que começavam a sentir a nova religião cristã amadurecendo. Sendo assim, poderia ser que a preocupação em usar as palavras de Mateus 28.19 fosse substituída por questões circunstanciais?

3) As variações dos evangelhos sinópticos: É reconhecido que existem variações na maneira de registrar de cada Evangelista. Mateus, Marcos e Lucas diferem-se em estilo e ênfase. Se compararmos a Grande Comissão nos três evangelhos podemos encontrar pistas interessantes para o assunto da postagem:

Marcos registra Jesus dizendo apenas ‘quem crer e for batizado’ (16.16). Lucas por sua vez diz ‘que em Seu nome pregasse o arrependimento para perdão dos pecados’(24.47) e Mateus inclui uma ordem de batizar, ‘em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo’(28.19).

Imaginemos, quais destas perspectivas estariam norteando a prática apostólica em Atos? Em última instância, eles acoplaram a perspectiva lucana. ‘Mas Mateus era apóstolo e estava presente, e Lucas não!’ Sim, no entanto Lucas notificou exatamente a perspectiva dominante entre os cristãos primitivos (Lc 1.1-3).

Creio que esses aspectos ‘explicam’ as discrepâncias nas fórmulas batismais.

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* Mateus 28.19 é autêntico? Para Ricardo Nicotra a passagem trinitária de Mt 28.19 foi incluída por alguns após o Concílio de Nicéia. Da página 42 até 55 de seu livro, ele concentra energias para pelo menos colocar em dúvida a autenticidade das palavras de Mt 28.19. Nicotra diz que existe “evidência histórica de que a versão original muito provavelmente tenha sido adulterada.” (EPSU, p. 53). (Nicotra teria descoberto isso e Deus não foi poderoso em preservar a Palavra Dele...?)


1) Ele mostra que citações de Eusébio de Mt 28.19 não incluem as palavras ‘em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’, juntamente com a versão de George Howard. 2) Ele apresenta as referências de fazermos o uso do Nome do Senhor Jesus. 3) Todos os batismos realizados em Atos foram feitos em Nome de Jesus. 4) Nenhum outro uso do Nome do Pai do Filho e do Espírito Santo foi usado na Bíblia. 5) Várias autoridades históricas são invocadas para indicar o Batismo em nome de Cristo, ao passo que o batismo, conforme Mt 28.19, seria um desvio.


Analisemos as objeções


1) Sobre Eusébio, Nicotra diz: “Na maioria das vezes suas citações de Mateus 28:19 eram muito semelhantes a esta: “Ide e fazei discípulos de todas as nações em meu nome, ensinando os a observar todas as coisas que eu vos tenho ordenado [...] Temos plena convicção de que se os manuscritos que Eusébio tinha diante de seus olhos dissessem “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” ele jamais teria citado como citou “em meu nome” apenas.” (EPSU, p. 53). Mas depois ele acrescenta duas informações que deixam essa ‘prova’ em suspense:


A) “Segundo a Enciclopédia de Religião e Ética, volume 2, pág. 380, Eusébio citou 21 vezes a comissão de Mateus 28, ou omitindo tudo entre “nações” e “ensinando-os” ou, na forma mais frequente, “fazei discípulos de todas as nações em meu nome”.


B) “É interessante notar que no final de sua vida, após o Concílio de Nicéia, Eusébio incluiu em obras como “Contra Marcelo de Ancira” e “Sobre a Teologia da Igreja” citações de Mateus 28:19 incluindo o batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”


Conclusão: Ricardo Nicotra gira em torno de ‘evidências’ subjetivas. As provas são inconstantes, pois Eusébio não foi textualmente fiel em suas citações, como ele mesmo atestou. Mas mesmo assim, citou o batismo trinitário! Nicotra dificilmente aceitaria 1 João 5.7 por causa da citação de Cipriano, que disse em 250 AD as palavras trinitárias! A ‘prova’ apresentada em torno de Eusébio não é confirmada por nenhum manuscrito. E mesmo que fosse, tais ainda seriam contados e/ou pesados!


Sobre George Howard: Esse mesmo estudioso incluiu o tetragrama no NT para alegria das Testemunhas de Jeová. Um tempo depois rejeitou, ele mesmo, a teoria que apresentou.


Sobre a versão que ele exibe, sem nenhuma prova de um MSS sequer, é impossível agradar até mesmo Nicotra:


““18 Jesus, aproximando-se deles, disse-lhes: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide 20 e ensinai-os a observar todas as coisas que vos ordenei para sempre.” - Mateus 28:18-20. (Na Tradução de George Howard em Hebraico). Por essa versão de Howard nem mesmo o batismo Jesus teria ordenado.


2) 36 textos que ensinam usar o nome de Jesus: Não temos o que dizer aqui. Pois não se trata nenhuma objeção ao ensino de Mt 28.19.


3) Correto. Com isso discordo quando ministros evangélicos celebram casamentos ou oram em Nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Mas não posso discordar de Mt 28.19.


4) Autoridades históricas citadas na página 50: O batismo foi mudado pela igreja católica no segundo século? A fonte não tem a concepção protestante de igreja católica, pois todos sabemos que a Igreja Romano surgiu bem depois. O DIDAQUÊ um documento do fim do primeiro século início do segundo (cerca de 110 AD) já fazia menção do batismo no nome da trindade! Além também de dizer que o ‘batismo era feito no nome do Senhor’...


A citação de Justino é ainda mais problemática. Pois ele estava aqui nesse mundo por volta de 165 AD!!! Se o Didaquê e Justino afirmam o batismo trinitário (com base em Mt) o argumento de Nicotra que o trinitarismo surgiu por volta do sec. IV, vai por água abaixo.


Mateus 28.19 é um forte testemunho em favor da Trindade, mas claro que não é o único. Ricardo Nicotra serviu na verdade, a causa do diabo, quando atacou a confiabilidade bíblica, para atacar a doutrina Trinitariana.

Concluo com uma parte da Teologia Sistemática Trinitariana:

“Na grande comissão missionária para a evangelização das nações como testemunho de Jesus Cristo, pelo poder do Espírito Santo que fora enviado pelo Pai:


“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” (Mt 28:19). Esse versículo do fim do evangelho de Mateus, certamente é o mais conhecido quando se menciona a doutrina trinitariana. Fica mais do que evidente a existência das três pessoas da Divindade e que são o mesmo Deus, pois Deus não compartilharia essa glória de batizar discípulos Seus de todas as nações com mais ninguém que não "participasse" da natureza divina, ou melhor, que fosse Deus. Cristo disse "em nome" e não "nos nomes". Portanto, Pai, Filho e Espírito Santo representam o nome de Deus.” (p.139).

Fonte: MCA

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Elementos fracos e miseráveis

Gálatas 4, dos versos 8 ao 11 diz: “Outrora, é verdade que, não conhecendo a Deus, servistes a deuses que não são deuses, mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo conhecidos de Deus, como é possível voltardes novamente a estes fracos e miseráveis elementos, aos quais vos quereis escravizar outra vez? Observais dias, meses, estações, anos! Receio ter-me afadigado em vão por vós” (Bíblia de Jerusalém).

- Breve análise do versículo:

- Entende-se que após a primeira ida de Paulo à Galácia, houve muitas conversões e muitos eram hebreus. Passado um tempo ele voltou à região e verificou que o povo (por influência de Pedro) estava guardando dias (claro e óbvio que era o sábado), meses e anos. Então ele se choca e lança a pergunta: como voltastes a estes FRACOS E MISERÀVEIS ELEMENTOS (algumas versões está RUDIMENTOS) ? Isso quer dizer que a atitude de guardar sábados semanais, mensais e anuais era uma volta a RUDIMENTOS FRACOS E MISERÁVEIS. Isso está bem claro no texto. Outro ponto que ele define bem é que eles, fazendo isso, ou seja, guardando os sábados, estavam se escravizando novamente. Por fim, ele simplesmente lamentou ter trabalhado em vão com eles por essa volta ao passado. E ainda Paulo usa uma expressão que refletia seu cansaço com essas práticas: “Observai dias, meses e anos”.

Já algum tempo que venho refutando adventistas que nos escrevem bravos, revoltados, pedindo para irmos fazer debates com o pessoal da TV Novo Tempo, enfim, isso é quase todos os dias. Até xingamentos aparecem, provando que quem escreve isso não é convertido. Em todas as respostas, além de explicar que o CACP não tem interesse em debates, eu lanço um desafio, de modo que se a pessoa quiser ler este texto de Gálatas com um coração aberto, ela jamais vai afirmar que estou errado. Errado em que idéia? Na seguinte: “qualquer cristão que guarde sábado, domingo, enfim, qualquer dia que seja, VOLTOU A FRACOS E MISERÁVEIS ELEMENTOS. Vou repetir: qualquer cristão que guarde sábado, domingo, enfim, qualquer dia que seja, VOLTOU A FRACOS E MISERÁVEIS ELEMENTOS”.

De um modo geral, as igrejas cristãs usam o domingo como um dia de culto apenas para seguir normas e preceitos legais. É o dia que, por influência católica romana, tornou-se um dia de descanso, as lojas não abrem, as pessoas não trabalham, enfim um tipo de feriado semanal. No entanto, podíamos usar uma terça, ou uma sexta. Isso é irrelevante se levarmos em conta que nosso parâmetro é o apóstolo São Paulo.

Alguns amigos teólogos teimam em querer argumentar sobre questões da Ellen White, do juízo investigativo, da imortalidade da alma e outros pontos para refutar o sábado. Não coaduno com esse método, uma vez que as abordagens bíblicas nem sempre são científicas, como uma pesquisa acadêmica. Na abordagem da interpretação bíblica, pesam questões de cultura, de formação básica teológica, de influência da convivência na infância em determinada denominação e outras. Por exemplo, um membro das Assembléias de Deus, que nasceu nesta igreja, terá toda a abertura mental e de consciência para aceitar naturalmente as doutrinas que lhe foram ensinadas. Provavelmente, refutará as outras doutrinas contrárias à sua até sua idade mais avançada.

Hegel (1) tinha um ensinamento filosófico interessante: a chamada dialética. Em resumo, dialética é um processo de investigação ou pesquisa, cujos elementos são a tese, a antítese e a síntese. A tese é uma afirmação ou situação inicialmente dada. A antítese é uma oposição à tese. Do conflito entre tese e antítese surge a síntese, que é uma situação nova que carrega dentro de si elementos resultantes desse embate. A síntese, então, torna-se uma nova tese, que contrasta com uma nova antítese gerando uma nova síntese, em um processo em cadeia infinito.

Se usarmos idéias refutáveis para a questão do dom da profecia de Ellen White, os estudiosos adventistas encontrarão argumentos e que muitas vezes são sólidos e consistentes. Se tocarmos no assunto juízo investigativo ou na questão da imortalidade da alma, encontrarão até mesmo passagens bíblicas que podem ter uma interpretação diferente e manterem-se na razão deles. Assim, é a dialética, um mostra uma coisa, o outro mostra outra coisa que refuta e vão se degladiando até chegar ou não a um consenso. Na maioria das vezes não se chega a consenso algum.

Assim, o melhor é usar o argumento que se usa nos processos de segurança de aeronaves. Todo piloto, ao iniciar as operações de vôo, ele pega seu “check list” e começa a conferência dos pontos. Tem que verificar muitos e muitos itens do painel e do funcionamento da aeronave, ou avião ou helicóptero. Segundo a Aviação do Exército, se um item estiver acusando problema no CheckList, mesmo que os outros 1000 estejam funcionando perfeitamente, eles não levantam vôos. Entretanto, reportando-me à esta questão, se uma coisinha estiver errada, eles não decolam. Na Bíblia, se uma questão apenas, se um versículo sozinho for capaz de derrubar uma doutrina, então não decola.

Além disso, a prática condenável por Paulo no texto lido, diz que eram dias, meses e anos. Uma coisa interessantíssima é que os adventistas não ensinam e não guardam os sábados mensais e os anuais, apenas os semanais. Isso implica em dizer que, se Paulo não tivesse recriminado a atitude dos gálatas de voltar a guardar dias, meses e ano, os adventistas estariam errado também, porque não guardam o sábado mensal e nem o anual. Qualquer pessoa que leia a Bíblia já observou que, quando Deus se dirige ao seu povo para a guarda sabática, Ele diz os “meus sábados”. Ora, claro que ele se referia aos tipos de sábados e não ao sábado semanal, como conhecemos. Questão de vernáculo e semântica facilmente compreensiva.

Fechando, desafio a qualquer adventista, cristão judaizante e outros que guardam o sábado e o defendem com ferro e fogo a me provarem que Paulo defendeu a guarda do Sábado. Ao contrário, Paulo disse que eles VOLTAVAM A ELEMENTOS FRACOS E MISERÁVEIS, com a prática de guardar dias, meses e anos. Na contrapartida, desafio a algum adventista ou outro líder que defenda a guarda do sábado a me dizer que não é isso que Paulo quis dizer. Se conseguir, me torno adventista.


(1) Georg Wilhelm Friedrich Hegel (Estugarda, 27 de agosto de 1770 — Berlim, 14 de novembro de 1831) foi um filósofo alemão. Recebeu sua formação no Tübinger Stift (seminário da Igreja Protestante em Württemberg).

Por: Pr. Aureo Ribeiro

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

QUESTÕES IMPORTANTES SOBRE A REVELAÇÃO MÓRMON!

Dizem os membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que seus testemunhos consistem num sentimento que é revelado pelo Espírito Santo. No entanto, esse sentimento não é diferente daquele que todos os humanos também possuem. Quer estes sejam filiados a uma igreja ou não.
Se você for um membro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e pensa que tem um testemunho que mais ninguém tem, a não ser os seus colegas, membros da sua mesma igreja, veja o quanto você está induzido em erro. Porque em todo o mundo qualquer pessoa obtém esse sentimento e essa luz a que você chama de testemunho. Não se deixe enganar. Se acreditares que existe um Deus, e se acreditares em toda a sua majestade, certamente não deve achar que Ele somente volte seus olhos para vós e que é o único perante Deus. Não é mais filho que outros humanos perante Deus.
E aqui está o grande erro e engano da doutrina dos Santos dos Últimos Dias: O Espírito Santo não se revela a uns e foge de outros, porque se o fizesse, teríamos todo o direito de chamar Deus de injusto. Se isso fosse verdade, Ele se revelaria a uns, mas não a outros? Seguindo a orientação da bíblia, Deus é justo e “dá a todos de igual forma e não o lança em rosto” (Tiago 1:5).
Portanto, amigo membro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, não se deixe enganar por esse sentimento do qual lhe ensinaram a dizer que é um testemunho verdadeiro. De fato, você pode ser testemunha e testemunhar no que acredita, mas nada nesse sentimento que lhe dizem que você recebe uma revelação divina e imutável. E assim é. A menos que se deixe levar pelo engano.
Se pergunte: Será o meu testemunho, um testemunho sensato? Será um testemunho que responde ao que quero ouvir, mas não responde às outras questões elementares? Se pegarmos dois ou mais membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e pedirmos para orarem a respeito de algumas questões. Eles receberão respostas contrárias, dizendo que foram inspirados pelo Espírito Santo. Vejamos:

DEZ QUESTÕES A SEREM COLOCADAS A DOIS OU MAIS MEMBROS D’A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS PARA COMPARAREM AS RESPOSTAS OBTIDAS:

1. Como surgiu a humanidade? Da evolução dos macacos? De Adão e Eva? De nenhum dos dois?

2.
Sendo importante para as nossas vidas terrenas e espirituais, qual a tendência política que devemos optar? Direita, Esquerda, ou Centro?

3.
Porque nenhum profeta membro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias até hoje traduziu corretamente a Bíblia? Porque não revelam ao mundo a Bíblia completa e imaculada?

4.
Pode uma pessoa sem arrependimento no coração entrar nas águas batismais, e ao levantar-se, ser limpo de todos os seus pecados? Isto sem arrependimento de coração.

5.
Todos nós, bons e maus, quando morremos vamos ao encontro de Deus e depois vamos para o mundo espiritual (Alma 40: 11). É justo os mortos receberem o batismo depois de terem estado na presença de Deus e os terrenos não? Não seria mais justo para os vivos nunca terem encontrado a igreja e se batizarem?

6.
Sendo nós humanos e imperfeitos, é possível que alcancemos algo em nós que seja perfeito? Cabe alguma coisa perfeita dentro dum corpo imperfeito?

7.
Se a tradução do livro de mórmon foi correta e verdadeira, palavra por palavra, dada a Joseph Smith, porque então foram feitas mais de 3000 alterações em seu texto original? Deus se enganou?

8.
(Moroni 10: 6) Tudo que é bom é verdadeiro?

9.
A excomunhão da igreja é uma excomunhão que pode ter validade para toda a eternidade sem alternativa de voltar atrás. Uma vez que a igreja pode excomungar porque também, não pode perdoar os pecados como refere em João 20:23? Porque nenhum Presidente da Igreja sucessor de Joseph Smith, ou outra autoridade Geral da Igreja perdoou publicamente pecados? Eles não têm esse poder?

10.
Porque para Deus, Joseph Smith precisava de meninas para praticar a poligamia? Porque não são reveladas essas coisas aos membros da Igreja atualmente? Porque a Igreja esconde dos membros uma infinidade de verdades sobre o seu estabelecimento? E porque será que os membros são desencorajados a lerem e estudarem sobre o assunto?

Tenho certeza que se fossemos computar as respostas, elas seriam diferentes. Haveria certa porcentagem para uma ou outra. Não podendo nem os próprios membros chegar a um consenso. Como podemos perceber a revelação e o testemunho, que os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, se referem, não passa de uma fraude. Uma técnica de manipulação para aprisionar o incauto e ignorante. Pensem bem nisso, antes de proferirem um testemunho público.

Carlos Popinhaki

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

William Marrion Branham sob escrutínio – Parte 1

WMB, foi bem sucedido em suas campanhas evangelísticas. Tipo os ‘apóstolos’ da atualidade, e temos visto várias pessoas de alguma maneira são beneficiadas com as curas por eles efetuadas. Eu mesmo conheci uma pessoa que foi curada por um desses apóstolos. Existem igrejas que giram em torno de milagres e revelações, como é o caso da Congregação Cristã no Brasil.

Os milagres de WMB são invocados como prova de seu ministério profético. Mas isso não confirmaria necessariamente os apóstolos da atualidade. Podemos até encontrar comprovação dos milagres exibidos, mas entre isso ser verdade e a autenticação da mensagem vir a partir disso, pode haver um abismo. WMB mesmo disse que os sinais não são determinantes sem a palavra.

Por isso, e após receber alguns livros de WMB, de um apologista dele, (VEJA O SITE DELE AQUI) passarei a postar algumas coisas a respeito de WMB. Gostaria de salientar que WMB deu um bom exemplo de humildade financeira.

1) Em seu principal livro, Sete Eras da Igreja, percebe-se que ele não sabia interpretar a Bíblia. Suas interpretações são fracas e estão bem próximas das imaginações gratuitas dos intérpretes alegóricos, ou das pessoas da Congregação Cristã. Iremos demonstrar isso em postagens posteriores com base no livro citado.

2) Ele foi um forte opositor da doutrina da Trindade. E este é o ponto nevrálgico de seu erro. Ele insiste em não apresentar corretamente a definição trinitária. Ele faz o jogo do marketing distorcido, ou constrói o monstro de palha, dizendo que a crença em três deuses é a crença na Trindade (pg 7).

3) Já discutimos muito aqui no blog sobre o que ele disse de 1977, e parece que WMB estava bem convencido disso. Embora não teve visões sobre essa data, no livro ele demonstra que o fim estava bem próximo de seus dias. Ele disse (‘semelhante’ ao que disse Ellen White) que surgiu sinais no céu como prova que Jesus estaria para voltar:

“Aqui está o sinal. O último eclipse da lua foi um eclipse total. Ela minguou até uma total escuridão, em sete estágios. No sétimo estágio, a escuridão total chegou quando o Papa de Roma (Paulo VI) foi à Palestina para fazer um passeio santo em Jerusalém. O papa chama-se Paulo VI. Paulo foi o primeiro mensageiro e este homem usa esse nome. Note que é o sexto, ou número do homem. Isto é o fim. Não passará esta geração até que tudo aconteça.” (pg 324, negrito meu). Esse evento ocorreu em seus dias. Esses acontecimentos, sete sinais, apontavam para 1977, pelo menos ele achava assim. No livro Sete Eras ele não deu advertências de cautela de que poderia estar errado como deu em outras ocasiões. E isso, tanto os apologistas protestantes bem como os apologistas de WMB deveriam pesar.

4) Embora ele não tenha dito que ele era o mensageiro da era de Laodicéia (umas das interpretações mais infantis dos dispensacionalistas, medíocres por sinal, quem quer que tenha defendido isso...) ele coloca a disposição do mensageiro para ser interpretado como sendo ele. Não sei por que alguns defensores negam que ele se sentia o mensageiro da era de Laodicéia (pg 291 a 298, 306)

5) Diz que Deus vomitou os Batistas por causa de seus credos, os Metodistas por causa do batismo por aspersão e os pentecostais por causa dos sentimentos, dizendo que todos estes deixaram a Bíblia, A Palavra... (305).

6) Outra afirmação estranha foi ele insinuar que as mulheres não deveriam trabalhar fora de casa! Bem diferente da mulher de Provérbios 31. Não sei se a turma do Tabernáculo da Fé leva isso a sério... (310)

7) Ainda tem o carro bolha de plástico, que era um dos sinais que aconteceria antes de Cristo voltar... parece que isso não ‘vingou’ muito!



SOBRE A DOUTRINA DA TRINDADE

Irei usar o que WMB algumas coisas que ele escreveu sobre a Trindade em seu principal livro, Sete Eras da Igreja.

1) WMB comete o marketing do monstro de palha. Isto é, dá a conclusão errada. Ele diz que crer em três deuses é errado, portanto, diz ele, não se deve crer na doutrina da Trindade (pg 7, 14). Visto que são pessoas distintas, e cada uma sendo Deus, logo deveria ser três Deuses, diz ele.

RESPOSTA: Isso é ser intelectualmente desonesto! A Teologia Cristã jamais usou o termo desta maneira. Ele deveria ao menos trabalhar em cima da definição ortodoxa e não causar a impressão que propagou. WMB age como que a definição ‘Um Deus em essência e três pessoas distintas’ seja o mesmo que TRÊS DEUSES!

2) Um Deus e três pessoas é irracional, Deus é uma pessoa com três ofícios! Ele zomba quando chamamos isso de mistério. Dizendo até que a linguagem perde sentido...

RESPOSTA: Mas vamos usar o próprio argumento dele. Ele disse que Deus tem três ofícios, e além disso, não nega que isso também seja um mistério (pg 9)! Ele, e qualquer um sabe muito bem, que três ofícios em uma mesma pessoa não se comunicam, não comungam realmente e nem podem relacionar-se pessoalmente. Para o modalista seria uma comunicação misteriosa Deus falar consigo mesmo.

WMB que comete o erro que acusa!

Agora irei mostrar UMA PESSOA E TRÊS OFÍCIOS DE FATO (e como é impossível biblicamente ser modalista):

Cristo, Ele tem três ofícios relacionado com seu povo e é uma ÚNICA Pessoa.(WMB usa Profeta, Cordeiro e Filho. Ele não usa a definição conhecida do protestantismo, pg 10). Então uma objeção ao que WMB considera sendo a natureza de Deus é: COM ESSES OFÍCIOS, NUNCA VEMOS NA ESCRITURA, O PROFETA CRISTO CONVERSANDO COM O CRISTO CORDEIRO, NEM O CORDEIRO FALANDO COM O FILHO CRISTO!

Deus Pai, é uma pessoa... Por isso ele fala com o Filho... O Espírito glorifica o Filho!

3) Pai, Filho e Espírito Santo são títulos e não nomes. WMB deixou de entender que isso é um anacronismo, e não se aplica o que é coloquial hoje na Escritura. Vamos ler Is 9.6: “Um filho se nos deu, e o seu NOME será [...]”. Depois o profeta DE DEUS diz que Deus, Pai, Príncipe, Conselheiro, eram nomes na perspectiva bíblica. Ex 34.14: “meu NOME é ciumento”. Não existe títulos na Bíblia, mas sim nomes (pg 9)!

4) A trindade introduzida no Concílio de Nicéia. Em 325 d.C o tal concílio debateu sobre a divindade do Filho, e não necessariamente sobre a doutrina da Trindade. Isso que WMB diz é inexato (pg 8). O Credo Niceno nem mesmo cita a palavra Trindade. E ele sabia disso.

No momento é uma visão geral do que percebi na leitura do livro Sete Eras da Igreja de Willian Marrion Branham. Mas tenho dois compromissos com o assunto: Mostrar suas infantilidades hermenêuticas sobre Apocalipse e tratar do assunto prometido: O batismo em Nome de Jesus Cristo.

Fonte: MCA

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As falsas profecias de Joseph Smith 

Richard Packham
Tradução: Stephen Adams
[Nota do Tradutor: este artigo é uma versão resumida do artigo original em inglês]

Os Santos dos Últimos Dias ("mórmons") tem como um de seus primeiros e mais importantes ensinamentos, no qual todo o resto da religião é baseada, que o fundador da igreja, Joseph Smith Jr. (1805-1844) foi literalmente um profeta de Deus, senão o maior profeta que já existiu na face da Terra. Ele foi? Examine os fatos por si mesmo:

Teste de um profeta: "Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele". - Dt. 18:21-22

A realização de uma profecia não pode ser demorada por muito tempo. "Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, que provérbio é esse que vós tendes na terra de Israel: Prolongue-se o tempo, e não se cumpra a profecia?". - Ez. 12:21-28
Também veja Is. 8:20 e 9:15 sobre falsos profetas: se o que um profeta diz é diferente da lei, é porque não há "nenhuma luz nele"; um profeta que ensina mentiras será "cortado".

Nephi Lowell Morris, no prefácio de seu livro The Prophecies of Joseph Smith and Their Fulfillment (que fala só das profecias que ele considerou cumpridas), diz: 
"O tempo é o supremo teste de uma profecia. Quem tenta fazer profecias deve saber que o tempo no final, será seu juíz. De todas as pretensões do falso profeta, profetizar é o mais perigoso. Os impostores religiosos muitas vezes mostram qualidades de liderança controlando os assuntos de seus seguidores. A mais modesta de suas pretensões, porém, é que eles escapem das descobertas e investigações. Mas quando os líderes espirituais querem exercer a função de profecia, e tem a coragem para publicar suas profecias, eles colocam as reputações em jogo, e como a prensa do tempo trabalha numa garrafa de vinho, a víndima dos séculos dirá se tal profeta merece um lugar nos céus. O tempo é um inimigo da fraude, mas um amigo inseparável da Verdade". 
O próprio Joseph Smith (falando de Deus) deu testes que poderiam ser aplicados para determinar a verdade das profecias ou revelações:
"E tudo...que não é por mim ou por minha palavra,... será jogado ao chão, e não permanecerá depois dos homens estarem mortos... Pois tudo o que ficar veio de mim e tudo o que não veio de mim será exterminado e destruído". D&C 132:13-14.
"...lembrem-se que não é a obra de Deus que falha, mas as obras dos homens". D&C 3:3.

"Veja, minha casa é uma casa de ordem, diz o Senhor Deus, e não uma casa de confusão". D&C 132:8.
Pode um "verdadeiro" profeta fazer falsas revelações? Até mesmo Joseph Smith teve que admitir que algumas de suas "revelações" poderiam ser do homem ou até mesmo do diabo. Compare com História da Igreja 1:165. Isto contradiz totalmente o teste de Dt. 18:22, que diz que o fracasso no teste indica que o profeta é falso. Joseph Smith aqui diz que a profecia pode ser falsa, mas o profeta ainda continua sendo um profeta. Podemos perguntar então: quão bom é um profeta?
Hyrum Smith, que também foi um "profeta", em 1 de novembro de 1831, comentou sobre profecia e disse que "se você acertar uma vez em 10, você está certo" [citado por Abraão O. Smoot em 1868 na Provo School of the Prophets]. Esta também é uma contradição de Dt. 18:22.

Note que as profecias e promessas que estão na D&C "devem ser todas cumpridas". Se mesmo uma ficar sem ser cumprida, então esta também é uma falsa profecia. D&C 1:37

PROFECIAS DE SMITH QUE NÃO FORAM CUMPRIDAS
As seguintes profecias feitas por Joseph Smith não foram cumpridas em mais de 150 anos. Elas foram dadas em certa ordem cronológica, com exceção das muitas profecias de Missouri, que foram agrupadas.

PAZ E CONHECIMENTO: 21 de setembro de 1823. Joseph Smith diz na Pérola de Grande Preço, Joseph Smith 2:40, que Morôni lhe disse que Is. 11 estava "para ser cumprido". Is. 11:6-11 profetiza que o lobo e o cordeiro, o bezerro e o leão, etc. morarão juntos em paz, e que não haverá mal ou dano, e que a Terra estaria "cheia do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar".

CUPRIMENTO: Nada disto ainda aconteceu.

VENDA DOS DIREITOS AUTORAIS DO LIVRO DE MÓRMON: Inverno de 1829-1830. Veja História da Igreja 1:165. Joseph teve uma revelação em que Hiram Page e Oliver Cowdery foram para Toronto vender os direitos autorais do Livro de Mórmon para ganhar dinheiro.

CUMPRIMENTO: Eles foram, segundo a revelação, mas fracassaram totalmente. Joseph Smith "perguntou para Deus" e recebeu a resposta que algumas "revelações" não eram de Deus. Davi Whitmer informa este incidente em seu livro An Address To All Believers In Christ, Richmond, 1887, com fotos pelo Utah Lighthouse Ministry, pp 30-31,. (Veja o comentário acima sobre o teste de uma verdadeira profecia.)

ORAÇÕES RESPONDIDAS: 1830 de setembro. D&C 29:6. Jesus promete aos Santos que  "tudo aquilo que pedirdes com fé...recebereis" (veja D&C 132:40). Joseph Smith acreditou firmemente nesta promessa (veja Chron JS 10 de março de 1844)

CUMPRIMENTO: As orações dos mórmon fiéis, especialmente durante os períodos de conflito em Kirtland, Missouri e Nauvoo, indubitavelmente incluíram muitos pedidos de ajuda divina, vitória sobre os inimigos e paz em suas terras. Certamente eles pediram estas coisas. Mas ao invés, eles foram expulsos e não encontraram paz. Esta profecia está falhando milhares de vezes por dia, mesmo com os fiéis mórmons orando. (Esta profecia está só uma repetição de promessa de Jesus em Mt. 21:22, Mc. 11:24, Jo. 14:13-14, 15:7, 16:23, e 1 Jo. 3:22.) 

OS SANTOS REUNIDOS NO MESMO LUGAR: setembro de 1830. D&C 29:8 diz que Deus decretou que os eleitos serão reunidos em um lugar "contra o dia quando a tribulação e desolação forem enviadas aos ímpios".

CUPRIMENTO: O "lugar" continuava a mudar pois os mórmons ficavam mudando de um lugar temporário para o outro. Depois de chegar em Utah, os mórmons pensaram que aquele era o lugar de se ajuntarem. Mas a igreja moderna aparentemente já não acredita neste ajuntamento, já que ensina os novos convertidos a permanecerem em seus próprios países. A tribulação e desolação não foram enviadas aos ímpios.

OS ÍMPIOS SERÃO QUEIMADOS E TODAS AS PROFECIAS SERÃO CUMPRIDAS: setembro de 1830. D&C 29:9-11. "Pois a hora se aproxima e o dia está à mão" quando os ímpios serão queimados, todas as profecias serão cumpridas, e Jesus voltará por mil anos.

CUMPRIMENTO: Esta é outra profecia como Ez. 12:27-28: se a hora fosse perto e o dia estivesse à mão, isto teria sido cumprido dentro de 160 anos. De nenhuma forma todas as profecias foram cumpridas e muitas não podem ser cumpridas agora.

TODAS AS NAÇÕES SE CURVARÃO: março de 1831. D&C 49:9-10. As nações da Terra se curvarão ao evangelho mórmon ou elas "cairão" ou "ficarão sem poder".

CUMPRIMENTO: Nenhuma das nações da Terra aceitou o evangelho mórmon ou se "curvou" a ele e nenhuma "caiu" por causa disso.


                            PROFECIAS DE MISSOURI

2 de agosto de 1833. D&C 97:18-20. Promessa que se os santos forem obedientes a Cidade de Zion (no Missouri) prosperará e ficará gloriosa, grande e terrível, honrada pelas nações da Terra. Zion não pode cair ou mudar de lugar.

REALIZAÇÃO: os mórmons foram expulsos de Independence e de todos os lugares onde estavam no Missouri em 1839. O terreno do templo hoje não é da igreja Mórmon. Ninguém que viveu na geração em que a profecia foi feita ainda está vivo. Os ímpios dessa geração não foram mais "varridos da face da terra" que seus contemporâneos mórmons. As Dez Tribos Perdidas não foram reunidas no Missouri. Nenhuma destas profecias foi cumprida, embora a maioria dos santos continuasse ainda a seguir Smith e ser-lhe fiel.

22 de junho de 1834. D&C 105:13-15. O Senhor diz sobre Missouri: "Eu lutarei suas batalhas...enviei o destruidor para destruir e para desbaratar meus inimigos; e em alguns anos eles não contaminarão minha herança, nem blasfemarão meu nome nas terras que eu consagrei para reunir os meus santos".

REALIZAÇÃO: os inimigos dos mórmons no Missouri nunca foram destruídos, mas ainda continuaram no Missouri (e o "contaminaram"?). Os mórmons é que foram expulsos do Missouri dentro de cinco anos.

16 de agosto de 1834. HC 2:145. Joseph Smith diz que o Espírito do Senhor lhe falou que os Santos deveriam estar prontos para se mudarem ao município de Jackson, Missouri, em 11 de setembro de 1836 "que é o tempo designado para a redenção de Zion".

REALIZAÇÃO: Se Zion foi redimido em 1836, não foi redimido em 1839, quando os mórmons deixaram o Missouri. 
                          (Fim das profecias de Missouri)

GELO FLUIRÁ: 3 de novembro de 1831. D&C 133:26. Aqueles "que estão nos países do norte... golpearão as pedras, e o gelo fluirá à presença".

REALIZAÇÃO: A igreja nunca falou que esta profecia foi cumprida. Além disso, o que significa?


A SEGUNDA VINDA DE CRISTO É IMINENTE: Joseph Smith profetizou em várias ocasiões que a Segunda Vinda estaria perto.

3 de novembro de 1831. D&C 133:17. "A hora da [Segunda] vinda está perto".

23 de abril de 1834. D&C 104:59 "...prepare meu povo para o tempo quando eu morarei com eles, que está perto".

3 de abril de 1836, D&C 110:16. "O grande e terrível dia do Senhor está próximo, às  portas".

14 de fevereiro de 1835. HC 2:182. Joseph Smith pregou que a vinda do Senhor seria dentro de 56 anos (quer dizer, em 1891). Esta profecia também está em seu diário de 6 de abril de 1843 e HC 5:336. Veja também D&C 130:14-17. Joseph Smith profetiza que "aqueles que nasceram nesta geração não provarão da morte até que Cristo venha". Ele profetizou: "em nome do Senhor Deus - seja escrito: que o Filho do homem não virá nos céus até que eu tenha 85 anos, daqui a 48 anos ou em 1890" (os historiadores oficiais apagaram a última frase e  começaram com "48 anos" da história da igreja, mas ela está completa no diário original). A versão na D&C 130 tem a palavra NÃO, querendo dizer que Cristo não viria antes de 1890. Isto também depende de Joseph Smith viver até 85 anos. Joseph Smith disse (v. 16) que ele só quis dizer que se vivesse até 85 anos, ele iria onde Cristo está e por isso, veria sua face. Mas essa interpretação não teria sentido se a revelação está na resposta à pergunta de Joseph Smith sobre o tempo da segunda vinda (v. 14).

CUMPRIMENTO: A segunda vinda não ocorreu em 1891 e a igreja não diz que aconteceu. Nem aconteceu depois. Joseph Smith não viveu para ter 85 anos. Deus deve ter sabido que Ele não viria. Por que Deus faria uma revelação dependente de um evento que Ele sabia que nunca iria acontecer?  

NOVA IORQUE SERÁ DESTRUÍDA:
22-23 de setembro de 1832. D&C 84:114-115.  Nova Iorque, Albany e Boston serão destruídas se rejeitarem o evangelho. A "hora de seu juízo está próxima..."

CUMPRIMENTO: Newell K. Whitney e Joseph Smith foram para Nova Iorque, Albany e Boston e pregaram lá. Estas cidades não aceitaram o evangelho. Elas não foram destruídas.

O FIM DE TODAS AS NAÇÕES: 25 de dezembro de 1832. D&C 87. Profecia da rebelião da Carolina do Sul, guerra entre os estados. O Sul chamará a Grã-Bretanha para ajudá-los e como resultado, a guerra irá se alastrar para todas as nações; os escravos se revoltarão; os habitantes da Terra se lamentarão; haverá fome, pestes, terremotos, raios e todas as nações irão ter um fim.

CUMPRIMENTO: Esta profecia é muito citada pelos mórmons para provar o poder profético de Joseph Smith. Porém, a maioria dos mórmons não estão bem informados da situação política na América na época em que esta profecia que foi feita. Em novembro de 1832, a Carolina do Sul havia declarado seu poder para "anular" qualquer ato federal, e o Presidente Jackson foi preparado para guerrear a fim de dar força a autoridade federal. A maioria das pessoas esperavam a guerra. Assim a "profecia" não fez nada mais que refletir a opinião que havia naquela época. Mesmo quando o Sul se revoltou, em 1861, apesar da Grã- Bretanha vir em sua ajuda, outros elementos da profecia não foram cumpridos: os escravos não se rebelaram, a guerra não se alastrou a todas as nações, não houve nada de fome, pestes, terremotos em grande escala no mundo e nunca houve um "fim das nações". Morris, PJS, afirma que a Primeira Guerra Mundial, a fome e a epidemia de gripe de 1918, cumpriram esta profecia. Mas isto não aconteceu como resultado da guerra civil americana. (veja Chron JS, dez. de 1832) Morris nem mesmo afirma que houveram terremotos por causa disto. 

AS DÍVIDAS MÓRMONS SERÃO PAGAS: 23 de abril de 1834. D&C 104: 78-83. Deus promete livrar os Santos de suas dívidas. "É minha vontade que paguem todas as suas dívidas". O Senhor quebrantará os corações de seus credores.

CUMPRIMENTO: Joseph Smith e outros mórmons importantes tiveram que fugir a Kirtland para evitar os credores e deixaram dívidas de milhares de dólares não pagos. Smith entrou em bancarrota. 

SALEM, EM MASSACHUSETTS, IRÁ PERTENCER AOS MÓRMONS: 6 de agosto de 1836. D&C 111. Joseph Smith recebeu uma revelação que fosse para Salem, Massachusetts. Esta seção é a revelação dada a ele quando ele e seus companheiros tiverem chegado lá. Promete que eles receberiam a cidade e "teriam poder sobre ela" e "sua riqueza de ouro e prata deveriam pertercem a eles".

CUMPRIMENTO: Joseph Smith voltou a Kirtland em setembro. Nem ele nem os mórmons tiveram poder sobre a cidade, nem receberam seu ouro e prata. 

OS INVESTIDORES DE KIRTLAND FICARÃO RICOS: abril de 1837. SUD Mess & oAdv abril 1837 p 488 [citado em Brodie 202] "Este lugar [Kirtland, Ohio] deve ser construído, e será construído, e todo irmão que ajudar e financiar os contratos desta [terra] ficarão ricos".

CUMPRIMENTO: Ninguém ficou rico financiando as construções em Kirtland. A maioria dos envolvidos na especulação de terras em Kirtland, encorajados por Joseph Smith, perderam dinheiro. O próprio Joseph Smith ficou falido e teve que fugir dos credores. 

PROFECIA SOBRE TOMÉ MARSH: 23 de julho de 1837. D&C 112. Revelação para Tomé B. Marsh, então presidente do quórum dos Doze Apóstolos, que profetiza que ele seria "exaltado", que ele pregaria aos judeus e gentios" até "os confins da Terra", "entre as montanhas, e entre muitas nações". A profecia diz que pelas palavras de Marsh "muitos que são humilhados serão exaltados e muitos que são exaltados serão humilhados". No versículo 11, diz que "eu [Deus] conheço teu coração" (de Marsh).

CUMPRIMENTO: Menos de dois anos depois, em 17 de março de 1839, Marsh foi excomungado. Deus não conhecia muito bem o coração dele. Marsh nunca pregou o evangelho mórmon como foi profetizado, mas por muitos anos foi um amargo inimigo da igreja. Ele se arrependeu depois e voltou a igreja, mas esta profecia nunca foi cumprida. 

JOSEPH SMITH SERÁ SUCEDIDO POR SEU FILHO, JOSEPH: 22 de abril de 1839 e 27 de agosto de 1834. Joseph Smith diz que ele será sucedido por seu filho mais velho, Joseph Smith III. [Quinn pp 630, 638]

CUMPRIMENTO: Joseph Smith III deixou o corpo principal dos mórmons quando eles foram para Utah sob a direção de Brigham Young. Assim, segundo a igreja de Utah, ele não se tornou o sucessor de seu pai na igreja de Utah. Ele se tornou o presidente da Igreja Reorganizada em 1860. 

PROFECIA SOBRE GEORGE MILLER: 19 de janeiro de 1841. D&C 124:20-21. Revelação e profecia sobre George Miller. Ele "não tem maldade; pode-se confiar nele...Eu, o Senhor, o amo...que nenhum homem despreze George, porque ele me honrará".

CUMPRIMENTO: 3 de dezembro de 1848, George Miller foi desassociado pelos mórmons. Aparentemente, Deus estava enganado sobre Miller. 

A CASA DE NAUVOO SEMPRE SERÁ DE SMITH: 19 de janeiro de 1841. D&C 124:56, 60. Deus ordena a construção da Casa de Nauvoo, um hotel, onde Joseph Smith e sua "casa" terão "lugar" de geração em geração.

CUMPRIMENTO: A Casa de Nauvoo nunca foi completamente construída. Joseph Smith nunca viveu nela; sua viúva, Emma, viveu nela perto de morrer, mas a família de Smith não a possuiu nem ocupou desde então. Hoje pertence a Igreja Reorganizada SUD.

KIRTLAND SERÁ CONSTRUÍDA: 19 de janeiro de 1841. D&C 124:83. Deus diz que ele "construirá Kirtland [Ohio]" depois de castigar os moradores [não-mórmons] da cidade. A profecia quer dizer que a cidade seria construída para os Santos.

CUMPRIMENTO: Os mórmons nunca voltaram a Kirtland, exceto algumas pessoas.  Os moradores não-mórmons da cidade nunca sofreram qualquer "castigo".  A Igreja Reorganizada hoje é dona do templo. 

CIDADE DE ZARAHEMLA, IOWA,: março de 1841. D&C 125:1-4. Revelação que manda os mórmons construírem uma cidade chamada Zarahemla, no Iowa, perto do rio Nauvoo.

CUMPRIMENTO: Esta cidade nunca foi construída.

JOSEPH SMITH TRIUNFARÁ: 1 de setembro de 1842. D&C 127:2. Joseph Smith profetiza que ele "triunfará sobre todos seus inimigos".

CUMPRIMENTO: Seus inimigos o assassinaram menos de dois anos depois desta profecia. 
JOSEPH SMITH NA PALESTINA: 20 de janeiro de 1843. Joseph Smith profetiza a Orson Hyde que os dois beberão vinho juntos na Palestina. (JS MS Diary)

CUMPRIMENTO: Joseph Smith nunca esteve na Palestina (seu ato de beber vinho seria uma violação da Palavra de Sabedoria)

OS MÓRMONS NÃO TERÃO MAIS QUE COZINHAR: 6 de fevereiro de 1844. Joseph Smith profetiza que dentro de cinco anos os mórmons poderão viver sem cozinhar sua comida. (manuscrito do diário de Joseph Smith, omitido na HC. Citado em Quinn, pág. 642).

CUMPRIMENTO: Os mórmons ainda tem que cozinhar sua comida.

DAVI SMITH SERÁ PRESIDENTE E REI: 1844 de abril. Joseph Smith profetiza que seu filho se chamará Davi e será "presidente e rei de Israel". (citado em Quinn p 644)

CUMPRIMENTO: O menino se chamou Davi. No entanto, nunca foi "presidente e rei de Israel". Ele morreu em 1904, com 60 anos, passando os últimos 27 anos de sua vida em um manicômio. Ele foi membro da Igreja Reorganizada. Sua posição nominal mais elevada nesta igreja foi conselheiro ao presidente, mas ele nunca atuou neste cargo, devido a seu estado mental. 

CONCLUSÃO
Resumindo as profecias acima, há cerca de 60 profecias de Joseph Smith que não foram cumpridas. Os mórmons podem objetar que algumas delas ainda podem ser cumpridas, por exemplo, que Jesus ainda virá, o templo Far West ainda será construído, Nova Iorque ainda será destruída, Salem ainda pertencerá aos mórmons, etc. Mas muitas das profecias não podem ser cumpridas: as datas para sua realização já foram escritas e essas datas já passaram; as pessoas que foram profetizadas nelas já morreram.

Morris, PJS, fala só sobre as profecias "cumpridas" e só oito delas. Além de quatro daqueles descritas acima (ele não menciona a profecia sobre a queda dos profetas orgulhosos), ele é forçado a incluir os pronunciamentos de Joseph Smith que não eram profecias sobre o futuro, mas declarações sobre o passado, isto é, que ser humano começou na América, não no Velho Mundo; que Jesus nasceu em 6 de abril; e que o Hemisfério ocidental é uma terra escolhida e que será sempre livre de tiranos (este último, já que aparece no Livro de Mórmon, não deveria ser considerado uma profecia de Joseph Smith, já que, segundo a doutrina mórmon, Joseph Smith só traduziu o livro, não foi seu autor).

Cinco profecias cumpridas entre 65 não satisfazem nem mesmo o critério de Hyrum Smith, que falou que "
se você acertar uma vez em 10, você está certo" e está distante da falta da promessa (e profecia) em D&C 1:37 que "TODAS" serão cumpridas. Joseph Smith não pasou no teste de um verdadeiro profeta,  mesmo por seus próprios padrões ou de seus seguidores (por exemplo, Morris).

ABREVIAÇÕES

D&C - Doutrina e Convênios (uma compilação oficial de revelações, aceitas como escrituras pelos mórmons) 

JD - Diário de Discursos (uma coleção de falas feitas por líderes mórmons durante a época de Brigham Young)

Comp Hist - Comprehensive History of the Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints
HC - History of the Church (essas duas histórias são publicadas pela igreja SUD)

PJS - Nephi Lowell Morris, Prophecies of Joseph Smith and their Fulfillment, Salt Lake City, 1926

Chron JS - J. Christopher Conkling, A Joseph Smith Chronology, Salt Lake City, 1979

Brodie Fawn - M. Brodie, No Man Knows My History, 2nd ed, New York, 1993

Quinn D. - Michael Quinn, The Mormon Hierarchy, Salt Lake City, 1994

Tanner MSR - Jerald and Sandra Tanner, Mormonism - Shadow or Reality?, 5th ed, Salt Lake City, 1987

MPM - Jerald and Sandra Tanner, Major Problems of Mormonism, Salt Lake City, 1989

Veja o livro de Richard D. Baer's "Why I Left The Mormon Church," n.d., Orangeville, CA.

sábado, 12 de novembro de 2011

CRISTIANISMO E ESPIRITISMO


"Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar uma humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado pelo Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na terra” (Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos”, p. 171).

A Bíblia confirma estas palavras de Kardec que transcrevemos na capa (Hebreus 7:26) e Jesus Cristo é o assunto principal da Bíblia (João 5:39). Mas, Ele não é apenas um exemplo de perfeição moral, Ele é o Filho de Deus, Senhor de tudo e não há outro caminho para a salvação senão através de Cristo (João 14:6; Atos 4:12; 1ª Timóteo 2:5).

Allan Kardec também afirmou:

"O Espiritismo nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo” (“Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. I, item 7).

Bem, se o espiritismo nada ensina em contradição com ensinos de Cristo e Cristo enfatizou que devemos confiar em todas as Escrituras Sagradas (Antigo e Novo Testamento), vamos verificar até que ponto o cristianismo e o espiritismo divergem: Deus é o Pai dos espíritos (Hebreus 12:9; Apocalipse 22:6), Ele não é Deus de mortos, mas de vivos porque para Ele todos estão vivos, estejam nesta Terra ou não (Lucas 20:38), portanto, Ele domina o mundo dos mortos e dos vivos. Todas as almas pertencem a Ele (Ezequiel 18:4a).

É Ele quem chama as gerações à existência desde o princípio (Isaías 41:4). Ele outorgou a Cristo toda a autoridade no céu e na terra (Mateus 28:18b; Efésios 1:17-22), inclusive para entregar a Sua própria vida por nós e depois vivificar a si mesmo (João 10:17-18). Por isso, Jesus Cristo é o Senhor dos mortos e dos vivos (Romanos 14:7-9) e dá vida a quem Ele desejar (João 5:21). Cristo é o Autor da Vida (Atos 3:15), nEle foram criadas todas as coisas, inclusive visíveis e invisíveis, Ele existe antes de tudo (Colossenses 1:16-17).

A reencarnação, portanto, estaria sob o domínio de Jesus Cristo, evidentemente. Mas, observamos que a Bíblia, inteiramente aprovada por Jesus (vejam Lucas 10:16; 24:25-27; João 5:46-47; 13:20), também afirma que para os seres humanos é importante zelar por um bom comportamento aqui na Terra, pois o espírito de cada pessoa será chamado por Deus e não retornará mais para consertar alguma situação errada (Eclesiastes 3:19-22; Isaías 26:13-14). 

Ou seja, depois da morte, o ser humano não fica reencarnando sucessivamente, mas o seu espírito aguarda a ressurreição e o julgamento de suas obras:

“...aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois, disto, o juízo” (Hebreus 9:27; vejam também Lucas 16:19-31; João 5:26-29; 1ª Coríntios 15:12-44; Apocalipse 20:11-13).

Aliás, DEUS NÃO TEM PRAZER NA MORTE DE NINGUÉM, nem mesmo na morte dos perversos (Ezequiel 18:23,32). Seria difícil imaginar Deus se conformando com incontáveis mortes e renascimentos de quem quer que fosse.

Em relação a CONSULTA AOS MORTOS, vejamos: sabemos que os espíritos existentes são: Deus e os anjos (João 4:24; Hebreus 1:13-14), os espíritos dos falecidos (que não podem retornar) e os espíritos malignos (o diabo e os demônios). Os “espíritos elementais” (protetores da natureza: gnomus, fadas, duendes, etc.) não existem. Pelo contrário, a natureza manifesta a glória de Deus, o seu Criador (Salmo 19:1; Romanos 1:20). 

Certamente nem Deus e Seus anjos bons estão envolvidos nas consultas aos mortos, pois são proibidas pelo próprio Deus:

"...acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8:19b; vejam também Levítico 19:31; 20:6; Deuteronômio 18:9-14).

O que nos resta, então, são o diabo e seus anjos malignos, os demônios, astutos mentirosos e enganadores (João 8:44; Efésios 2:2; 6:11; 1ª Timóteo 4:1; Apocalipse 20:1-3), responsáveis por manifestações espirituais manipuladoras. Mesmo crendo que Deus é único e tendo medo dEle (Tiago 2:19), eles se disfarçam até mesmo em anjos de luz, ministros da justiça para enganarem pessoas bem intencionadas e carentes de um contato com um ente querido já falecido (2ª Coríntios 11:14-15).

E, assim, sem perceberem, estas pessoas estão se afastando de Deus. É preciso discernimento espiritual que Ele mesmo fornece em Sua Palavra (Gálatas 1:6-9; Tiago 4:7; 1ª João 4:1-6; 1ª Pedro 4:8).

Nós amamos os espíritas e em obediência ao mandamento de amar ao próximo, precisamos dizer: o espiritismo está sincera e honestamente enganado em sua busca a Deus. Caros amigos espíritas, quando fizerem as suas orações, não busquem aqueles que já morreram, busquem diretamente o Deus vivo, em nome de Jesus. 

Só Jesus é o Mediador entre Deus e os homens (1ª Timóteo 2:5; Efésios 2:13-18; Hebreus 10:19-22). Não somos donos da verdade, mas conhecemos a Verdade, Jesus, que pode verdadeiramente libertar (João 8:32,36).

Sem Seus ensinamentos, podemos estar nos entregando às fábulas inventadas por homens (1ª Timóteo 1:4; 2ª Timóteo 4:3-4; Tito 1:14; 2ª Pedro 1:16) e nos afastando da comunhão com o Pai e do Seu testemunho sobre o próprio Jesus, que é maior que o testemunho dos homens (1ª João 5:9-12; Atos 5:29), homens como o próprio Allan Kardec, inteligente e zeloso, que ensinou doutrinas verdadeiras, confirmadas pela Bíblia, mas que trouxe equivocadamente doutrinas como a reencarnação. Vejam ainda mais uma de suas afirmações:

“É preciso que nos façamos entender. Se alguém tem uma convicção bem assentada sobre uma doutrina, ainda que falsa, é necessário que o desviemos dessa convicção, porém pouco a pouco, eis porque nos servimos, quase sempre, de suas palavras e damos a impressão de partilhar de suas idéias, a fim de que ele não se ofusque de súbito e deixe de se instruir conosco” (“O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec: Obras Completas, 2ª edição. Opus Editora Ltda., 1985, p. 495).

Segundo Kardec, é necessário que um espírita esconda seu interesse de trazer uma determinada pessoa de outra religião para o espiritismo, fingindo concordar com sua doutrina (mentindo). Ora, todos nós sabemos que mentira é pecado (Êxodo 20:16; Efésios 4:25; Colossenses 3:9) e sinal de falta de amor ao próximo (o que não é o caso dos espíritas). 

Maquinar o mal contra o próximo é abominação diante de Deus (Provérbios 3:28-29; 6:17-19; 24:28), mas, o amor verdadeiro ao próximo se alegra com o que é correto, ele regozija-se com a verdade (1ª Coríntios 13:6).

R E F L I T A M O S:

1) Como a reencarnação explica o sofrimento de Adão e Eva se não em decorrência do pecado? Eles não haviam passado pela experiência de vidas anteriores. Seus sofrimentos, estabelecidos por Deus, não foram decorrentes de pecados em vidas anteriores;

2) Se desde o início os humanos estão se reencarnando para aperfeiçoamento, deveríamos estar vendo uma geração ou uma raça de pessoas quase perfeitas, mas onde estão elas?;

3) Se o “carma” é uma espécie de “carga” que uma pessoa deve suportar para pagar por pecados que cometeu em outras vidas, é estranho e injusto ela ter que pagar por algo que não se lembra (vejam Apocalipse 21:11-15);

4) Para que fazermos caridade, então, se a dificuldade que nosso próximo está passando é um “carma” que ele deve suportar durante a sua vida, neste “plano de existência”, para se tornar um espírito mais “evoluído”? Sendo assim, estaríamos atrapalhando-o em sua evolução espiritual e em nossa também, pois estaríamos “pecando”, indo contra Deus;

5) Se a caridade é obrigação para a evolução, na verdade é uma contradição, pois o amor verdadeiro ao próximo se excluiria neste caso, pois estaríamos apenas realizando uma mera obrigação, apenas aliviando a nossa consciência;

6) Até quando a humanidade ficaria vinculada a este ciclo de reencarnações? Haveria um dia quando a humanidade pecadora estaria apta, imaculada, para estar diante do Deus totalmente santo?

7) A humanidade tem evoluído muito no campo científico, mas no campo moral está cada vez pior. Se ela estivesse melhor, depois de milhares de anos não deveria haver muitos humanos, e sim, quase todos teriam se desencarnado e se tornado espíritos evoluídos. Mas, ocorre o contrário, a taxa de crescimento populacional é gigantesca;

8) Já que Deus é totalmente justo e bom, não seria mais justo Ele oferecer a salvação dos pecados, para que ao morrer, a pessoa possa ir para o Céu, um lugar de paz total e gozar de Sua presença para sempre do que ficar sofrendo durante inúmeras vidas para pagar por pecados que nem se lembra?

Para quem é espírita, fica o nosso convite: Espíritas, vocês também desejam seguir a Jesus, não é mesmo? Esperamos que vocês sigam o Jesus único, verdadeiro e perfeito, o da Bíblia, que morreu por nossos pecados, se oferecendo a Deus uma única e suficiente vez (Hebreus 7:26-27; 9:24-26) e ressuscitou em carne e osso (Lucas 24:36-43) e hoje está de braços abertos para presenteá-los com a vida eterna com Deus (João 11:25-26; Apocalipse 3:20; 22:17), sem tristezas, lágrimas e dor (Apocalipse 21:4) e sem precisar morrer e reencarnar incontáveis vezes.

Um grande abraço e que Deus os abençoe juntamente com as suas famílias.