terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DO UNICISMO MODERNO Ou RETORNO DA VELHA HERESIA SABELIANA

Essa doutrina surgiu em uma reunião pentecostal das igrejas Assembléias de Deus realizada em abril de 1913, em Arroyo Seco, nos arredores de Los Angeles, na Califórnia, numa cerimônia de batismo. O preletor, R. E. McAlister, disse que os apóstolos batizavam em nome do Senhor Jesus e não em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e quando as pessoas ouviram isso ficaram atônitas. McAlister foi notificado que seu ensino possuía elementos heréticos. Ele tentou esclarecer sua prédica, mas ela já havia produzido efeito. Um de seus ouvintes era John Sheppe que após aquela mensagem, passou uma noite em oração, refletindo a mensagem de McAlister e concluiu que Deus havia revelado o batismo verdadeiro que seria somente em nome de Jesus. Também Franck J. Ewart, australiano, adotou essa doutrina e em 15 de abril de 1914 levantou uma tenda em Belvedere, ainda nos arredores de Los Angeles, e passou a pregar sobre a fórmula batismal de Atos 2.38. Comparando com Mt 28.19, chegou à conclusão de que o nome de Deus seria então somente o nome Jesus.

É verdade que o batismo somente no nome de Jesus era praticado por pastores pentecostais como Howard Goss e Andrew Urshan, mas foi somente com Franck J. Ewart que o batismo em nome de Jesus desenvolveu teor teológico próprio. Assim, em 15 de abril de 1914, Franck J. Ewart e Glenn Cook se batizaram mutuamente com a nova fórmula. Esse movimento começou então a crescer em cima dessa polêmica e ficou conhecido por vários nomes como: Nova Questão, movimento Somente Jesus, o Nome de Jesus, Apostólico, ou Pentecostalismo Unicista.

A essência da doutrina unicista é a centralização no nome de Jesus. Os teólogos unicistas entendem que a expressão em nome, de Mateus 28.19 referindo ao Pai, Filho e Espírito Santo são apenas nomes singulares de Jesus. Assim, o que parecia ser apenas uma polêmica referente à fórmula batismal resultou na negação da doutrina da Trindade. Os unicistas não aceitam a pluralidade de pessoas na unidade Divina, qualquer referência à idéia de Trindade eles interpretam como sendo várias manifestações de Deus ou de Jesus. Logo não são contra a Trindade pelo fato de não crer que Jesus seja Deus, mas ironicamente pelo fato de crer que Deus é só Jesus.



O que Diz o Unicismo?

O Unicismo diz que Jesus é Deus Pai e é o Espírito Santo.....

Será???

Dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.

Há muitos cristãos evangélicos que consideram o movimento Pentecostal Unicista (também conhecido como "Só Jesus") como um movimento cristão evangélico. A realidade é que este movimento está muito longe de ser considerado como cristão; está mais para uma seita. Uma das definições teológicas de seita é: Qualquer grupo que se desvia das doutrinas fundamentais do cristianismo, como a Trindade, a divindade de Jesus Cristo e a salvação pela graça, através da fé em Jesus Cristo somente.

Os maiores grupos o melhores conhecidos que compõem o movimento Pentecostal Unicista são:

• Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus
• Igreja Pentecostal Unida
• Igreja Pentecostal da Fé Apostólica
• Igreja Evangélica Cristo Vive (Miguel Angelo)
• Outros grupos independentes que também crêem na unicidade de Deus, como por exemplo, a Igreja Voz da Verdade, Pentecostal Unida do Brasil, Tabernáculo da Fé, Igreja de Deus do Sétimo Dia etc.

Os pentecostais unicistas negam uma doutrina fundamental do Cristianismo: a doutrina da Trindade.

Este artigo foi escrito exclusivamente para alertar ao corpo de Cristo acerca deste movimento sectário e demonstrar à luz das Escrituras como os Unicistas estão equivocados sobre a verdadeira natureza de Deus. Seguimos a orientação de Judas 3, que nos exorta a lutar ardentemente pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos.


O ARGUMENTO UNICISTA
A doutrina unicista está baseada no entendimento de duas verdades bíblicas. Estas bases bíblicas são usadas como fundamentos sobre o ponto de vista que tem de Deus e Jesus Cristo. A primeira verdade bíblica é que há somente um Deus e que Jesus é Deus. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que Jesus Cristo é Deus em sua totalidade, sendo assim, Jesus tem que ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo, rechaçando a doutrina da Trindade.


O ARGUMENTO TRINITÁRIO
A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estás três pessoas compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único Deus.

A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.



PRINCIPAIS GRUPOS UNICISTAS MODERNOS

-Igreja Evangélica Voz da Verdade (IEVV);
-Igreja Só Jesus;
-Igreja Local (Witness Lee)
-Adeptos do Nome Yehoshua e Suas Variantes;
-Tabernáculo da Fé.
-A Voz da Pedra Angular (Willian Soto Santiago)
-Ministério Internacional Creciendo en Gracia
-Igreja Cristo Vive (do apostolo Miguel Ângelo)
-Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus
-Igreja Pentecostal da Fé Apostólica
-Pentecostal Unida do Brasil,
-Igreja de Deus do Sétimo Dia
-Cruzada Paz Celestial,
-Evangélica Apostólica,
-Comunidade Pentecostal Beneficente Cristã,
-Primitiva do 7º dia,
-Tabernáculo de Deus,
-Pentecostal Novo Nascimento em Cristo e outras...

A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Esta noção, se dá pra assim chamar, será que está em harmonia com as Escrituras??

sábado, 6 de fevereiro de 2010

É a tríade ou a Trindade que é pagã?

No Ocidente Cristão, um dos primeiros a utilizar o termo “Trindade” foi Tertuliano, no crepúsculo do III século d.C., na sua obra "Adversus Práxeas", onde ele utilizou pela primeira vez no termo latino "Trinitas", para refutar a heresia Modalista (o sabelianismo) que confundia as pessoas da Trindade – contrariando o pensamento trinitariano expresso nas Escrituras –; tendo Noeto de Esmirna e Praxeas como os maiores expositores dessa heresia. A partir daí o termo se popularizou. Mas vale lembrar que, antes de Tertuliano, foi no Oriente Cristão que o termo apareceu, registrado no termo grego Τριας (Trias), nos escritos de Teófilo de Antioquia, em sua obra teológica, os "Três Livros a Autólico", na segunda metade do II século d.C.


Portanto, como se pode notar, é falsa a acusação de que a Igreja Católica, ou imperador Constantino, ou mesmo o Concílio de Nicéia foi quem “inventaram” a doutrina da Trindade – pois o próprio termo “Trindade” já é antes de tudo isso! Estão equivocados, os que assim declaram, pois distorcem ao seu bel-prazer, fatos históricos, quanto mais as Escrituras!

O Unitarismo, este sim, foi inventado no início do século IV d.C. pelo presbítero Ário de Alexandria, que em vez de servir e adorar apenas Um Deus na Trindade, disfarçadamente adotaram o “BITEÍSMO” (um deus maior e outro menor, uma criatura a nível de satanás - isto é paganismo!). Rebaixaram Jesus Cristo de Deus verdadeiro, para um “semideus” – não consubstancial com o Pai. Os modernos arianos, não se contentando, ainda reduziram o Espírito Santo a uma “força ativa”.

A heresia modalista (isto é, o sabelianismo), unitária (isto é, o arianismo), entre outras, sempre foram refutadas pela Igreja Cristã; mas nós podemos ver que de tempo em tempo elas são “ressuscitadas” por homens inconstantes e fraudulentos.

O Novo Testamento não ensina o triteísmo, que é a crença em três deuses. Ele não ensina o unitarismo, que nega a divindade de Jesus, o Filho, e do Espírito Santo. Não ensina o modalismo (isto é, o unicismo), que diz que Deus aparece às vezes como o Pai, às vezes como o Filho e às vezes como o Espírito Santo, como um ator trocando de máscaras. É fácil incorrer no erro ou no nonense ao pensar sobre Deus, uma vez que seus caminhos não são os nossos caminhos e seus pensamentos não são os nossos pensamentos (Is 55.8,9).

Embora a palavra "TRINDADE", propriamente dita, nunca apareça na Bíblia (assim como também não encontramos nas páginas sagradas, termos como “onisciência” e “onipresença”, mas nem por isso dizemos que o Senhor Deus não é onisciente ou onipresente), há várias passagens nas Escrituras com os devidos elementos que levaram os teólogos a desenvolverem tal conceito. "Trindade" é um TERMO TEOLÓGICO como qualquer outro, e foi desenvolvido a fim de expressar idéias profundas que Deus tinha expressado sobre si mesmo em Sua Palavra.


AS ESCRITURAS DÃO CLARO TESTEMUNHO DA TRINDADE:

* Está implícito no Antigo Testamento:

1) NA CRIAÇÃO DO MUNDO:

* “No princípio criou[bara] Deus[Elohim] os céus e a terra” (Gn 1.1).

Aqui, Deus aparece na forma hebraica plural "Elohim" (plural de Eloah), acompanhado do verbo hebraico "bara" no singular para "criou"; demonstrado que há apenas um Deus em essência, mas plural em personalidades.

Vejamos o que um dos maiores rabinos de Israel, Shimeon Ben Joachin pronunciou a respeito dessa palavra:

"Observai o mistério da palavra "Elohim"; encerra em três graus, três partes; cada uma destas partes é distinta, e é uma por si mesma, e não obstante são inseparáveis uma da outra; estão unidas juntamente e formam um só todo".

2) NA CRIAÇÃO DO HOMEM:

* "E disse[sing.] Deus[Elohim]: façamos[pl.] o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gn 1.26).

Neste evento Deus se apresenta no "singular" e faz o homem no "plural". Com quem Deus falava neste momento? Com os anjos, como alguns têm sugerido? Se Deus conversava era com os anjos, o homem não seria a "imagem e semelhança de Deus", mas seria parcialmente a imagem e semelhança dos anjos, e apenas parcialmente fruto da criação de Deus. Quando Deus disse "façamos o homem a nossa imagem e semelhança", certamente que Ele falava com outros dois Seres incriados e uno com o Pai – o Deus Filho e o Deus Espírito Santo.

* Semelhantemente ocorre:

a) Na Queda do Homem: "Então disse o Senhor Deus: o homem agora tornou-se como um de nós, conhecendo o bem e o mal;" (Gn 3.22).

b) Na confusão das línguas na Torre de Babel: "Disse o Senhor: o povo é um e todos têm uma só língua... Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem..." (Gn 11.6,7).

c) No chamado do profeta Isaias: "Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?" (Is 6.8).

3) É CLARAMENTE VISLUMBRADO PELO PROFETA ISAIAS:
* “Chegai-vos a mim, e ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez eu estava ali, e agora o Senhor Deus me enviou a mim, e o seu Espírito” (Is 48.16).

4) NO SHEMA JUDAICO:

* "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único[echad] SENHOR". (Dt 6.4).

O presente versículo, em nada ofende a doutrina da Trindade, apenas fortalece. Ele ajuda-nos a compreender e explicar o conceito de unidade composta.
A palavra hebraica para chamar Deus de “único” é "echad". “Echad” é uma palavra usada para expressar unidade composta. Quando a palavra de Deus deseja expressar unidade absoluta, a palavra usada é "yachid".
Para que seja mais bem compreendido o termo hebraico "echad", em Gêneses 2.24 diz que o homem deveria "deixar seu pai e sua mãe, unir-se-á à sua mulher, e serão ambos, uma carne". Nesse versículo, encontra-se novamente o termo "uma carne" empregada como unidade composta (echad), significando unidade composta entre marido e mulher.
Enquanto, que, para que seja mais compreendido o termo hebraico "yachid", em Gêneses 22.2, quando Deus diz a Abraão a respeito do seu filho Isaque: "E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas...". Nesse versículo, encontra-se o termo "único filho" empregado como unidade absoluta (yachid).
As Escrituras ainda dão mais pistas sobre a pluralidade do único Deus YHWH, pois o termo para “Deus” (em Dt 6.4) está no plural “Elohim”, ainda que se fale em YHWH como unidade (echad).
Por isso, aceitamos e concordamos: Há um só YHWH!

5) NA TRÍPLICE BENÇÃO SACERDOTAL (Nm 6.24-26).

“O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o SENHOR levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz.”

* Está explícito no Novo Testamento:

6) NO BATISMO DE JESUS NO JORDÃO (Mt 3.16-17; Lc 3.22):
Neste evento, Jesus ao sair da água, viu o Espírito Santo em forma de pomba vindo sobre Ele, e ouviu-se a voz do céu (do Pai) que dizia: "Este é meu filho amado em quem me comprazo". Uma clara representação das três Pessoas da Trindade – refuta o unicismo.

7) NA FÓRMULA BATISMAL:
* "...batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mt 28.19).
Aqui, a doutrina da Trindade se reveste de relevância, pois mostram o Pai, o Filho e o Espírito Santo em um mesmo nível. Nesta passagem, o termo utilizado para 'nome' é singular no grego, indicando um só Deus. Mas existem três Pessoas em Deus, cada uma delas acompanhada de um artigo definido no grego: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

8) NA BENÇÃO APOSTÓLICA:
* "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a Comunhão do Espírito Santo seja com todos vós" (2 Co 13.14).
A forma de escrever esta benção implica IGUALDADE entre as fontes de Graça, Amor e Comunhão, ou seja, entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

* As três Pessoas da Trindade também são descritas juntas (1) na promessa do envio do Espírito Santo (Jo 14.16,17; 15.26), (2) na distribuição dos dons espirituais (1 Co 12.4-6), (3) na descrição da eleição dos santos (1 Pe 1.2), (4) e na descrição da unidade da fé (Ef 4.4-6).


CADA PESSOA DA TRINDADE É DEUS VERDADEIRO.

Há um só Deus e Deus é um só (Dt 4.35,39; 6.4; Is 44.6,8; 45.5,21; 46.9; 1Co 8.6; Ef 4.6). A Bíblia, entretanto, ensina que cada Pessoa da Trindade é Deus absoluto em toda a sua plenitude. A Trindade, portanto, é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e não em uma só Pessoa, pois a unidade de Deus é composta e não absoluta, e isso em nada contradiz o princípio judaico do monoteísmo. Logo, o Pai é Deus (Jo 17.3; 1Co 8.4-6; Ef 4.6; Fl 2.11), o Filho é Deus (Is 7.14; 9.6; Jo 1.1; 20.28; Rm 9.5; Cl 2.9; Tt 2.13; Hb 1.8,9; 1Jo 5.20), e o Espírito Santo é Deus (At 5.3,4; 7.51 comp. com Sl 78.18,19). Um Deus em três Pessoas e não em uma Pessoa; devemos ter o cuidado de não confundir as Pessoas para não cairmos no Unicismo.

CADA PESSOA DA TRINDADE É CHAMADA YAHWEH (o nome pessoal de Deus, o tetragrama YHWH, pronunciado como Javé, popularmente chamado de Jeová, ou SENHOR conforme nossas versões, também conhecido no hebraico por Adonay).

As Escrituras afirmam que somente um é chamado de Jeová (Dt 6.4; Ne 9.6; 2Sm 7.22; Sl 83.18; Is 45.5,6,18); no entanto, nos ensinam que cada uma das Pessoas é Jeová – o Pai (1Sm 2.2; 1Cr 17.20; Sl 110.1; Is 37.20); o Filho (compare Is 40.3 com Mt 3.3; Jl 2.32 com Rm 10.13; Jr 23.5,6; 33.16; Ez 44.2; Sl 24.7-10) e o Espírito Santo (Jz 15.14 comp. 16.20; Hb 3.7 comp. Ex 17.7,8; 2Pe 1.21 comp. Nm 12.6).
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Fonte(s):

ATRIBUTOS NATURAIS DE CADA PESSOA DA TRINDADE.

1. ONIPOTÊNCIA. O mesmo que Todo-Poderoso. A Bíblia afirma que somente Deus é onipotente (Dt 3.24; Sl 89.6-8; Is 43.12,13; Jr 10.6), e ela mesma ensina que cada uma dessas Pessoas é Onipotente – o Pai (2Cr 20.6; Is 14.27; Ef 1.19); o Filho (Mt 28.18; Ap 1.8; 3.7) e o Espírito Santo (Zc 4.6; Lc 1.35; 1Co 12.11).

2. ETERNIDADE. Significa que não teve origem nem fim. Um ser à parte da criação. A Bíblia é clara em ensinar que somente Deus é eterno (Is 40.28; 41.4; 43.10,13; 44.6), e com essa mesma clareza a Bíblia ensina que cada uma das Pessoas da Trindade é Eterna – o Pai (Sl 90.2; 93.2); o Filho (Is 9.6; Mq 5.2; Jo 1.1; 8.58; Hb 7.3,15-21; Ap 1.17,18; 2.8) e o Espírito Santo (Gn 1.2; Hb 9.14).

3. ONIPRESENÇA. É o poder de estar em toda parte do universo ao mesmo tempo. Essa palavra não aparece na Bíblia, como também a palavra “Trindade”. Porém, a evidência da onipresença está implícita em Sl 139; 1Rs 8.27; Jr 23.24. As Escrituras ensinam que somente Deus é Onipresente (Jr 23.23,24); no entanto, revelam que cada uma dessas três Pessoas é Onipresente – o Pai (Am 9.2,3; Hb 4.13); o Filho (Mt 18.20; 28.20; Jo 3.13) e o Espírito Santo (Sl 139.7-10; 1Co 3.16; Jo 14.17).

4. ONISCIENTE. É o poder de saber todas as coisas. A Bíblia afirma que somente Deus é Onisciente (1Rs 8.39; Dn 2.20-22); no entanto, encontramos nela que cada uma das Pessoas é onisciente – o Pai (1Cr 28.9; Is 48.5-7; 42.9; Mt 24.36); o Filho (Mc 9.34,35; Jo 2.24,25; 16.30; Lc 19.41-44; Jo 6.64; 18.4; 21.17; Cl 2.2,3) e o Espírito Santo (Ez 11.5; Rm 8.26,27; 1Co 2.10,11; 1Tm 4.11).

5. CRIADOR. As Escrituras Sagradas afirmam que somente Deus é Criador (Is 44.24; 45.5-7,18); mas ao mesmo tempo ensinam que cada uma das três Pessoas é o Criador – o Pai (Ne 9.6; Jr 27.5; Sl 146.6; At 14.15); o Filho (Jo 1.1-3; Cl 1.16,17; Hb 1.2,10) e o Espírito Santo (Gn 1.1,2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30).

6. FONTE DE VIDA. A Bíblia diz que somente Deus é fonte de vida (Dt 32.39); no entanto, ela também afirma que cada uma dessas Pessoas é a Fonte de Vida – o Pai (Sl 36.9; At 17.25,28); o Filho (Jo 1.4; 5.39,40; 10.28; 11.25; 20.30,31) e o Espírito Santo (Rm 8.2; Jó 33.4).


Agora vejamos algumas citações trinitarianas dos pais pré-nicenos:

DIDAQUÊ – Escrito provavelmente em 90 d.C.

* “No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, faça com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Didaquê 7:1-3 – Autor desconhecido).

CLEMENTE ROMANO – é dito ser discípulo do apóstolo Pedro, viveu no século I d.C.

* “Não temos nós um só Deus, um só Cristo, um só Espírito de graça, que foi derramado sobre nós, e uma só vocação em Cristo?” ( ano 96, 1 Carta aos Coríntios 46:6).

* ”Pela vida de Deus, pela vida do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo, que são a fé e a esperança dos eleitos” ( 1 Carta aos Coríntios 58:2).

INÁCIO DE ANTIOQUIA – Discípulo do apóstolo João, viveu entre 67 e 110 d.C.

* “...Correi todos juntos como ao único templo de Deus, ao redor do único altar, em torno do único Jesus Cristo, que saiu do único Pai e que era único em si e para ele voltou. (...) Existe um só Deus, que se manifestou por meio de Jesus Cristo seu Filho, que é o seu Verbo saído do silêncio; e que em todas as coisas se tornou agradável àquele que o tinha enviado. (...) Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho e no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual.” (ano 110, Carta aos Magnésios 7:2; 8:2; 13:1-2).

JUSTINO, O MÁRTIR – O platônico que se tornou cristão, viveu entre 100 e 165 d.C.

*“Que não somos ateus, quem estiver em são juízo não o dirá, pois cultuamos o Criador deste universo, do qual dizemos, conforme nos ensinaram, que não tem necessidade de sangue, libações ou incenso. [...] Em seguida, demonstramos que, com razão, honramos também Jesus Cristo, que foi nosso Mestre nessas coisas e para isso nasceu, o mesmo que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, procurador na Judéia no tempo de Tibério César. Aprendemos que ele é o Filho do próprio Deus verdadeiro, e o colocamos em segundo lugar, assim como o Espírito profético, que pomos no terceiro.” (ano 151, I Apologia 13,1.3-6).

ATENÁGORAS DE ATENAS – Viveu no século II d.C.

* “Portanto, quem não se surpreenderá ao ouvir chamar de ateus indivíduos que admitem um Deus Pai, um Deus Filho e um Espírito Santo, que mostram seu poder na unidade e sua distinção na ordem?” (ano 177, Súplica pelos Cristãos, cap. 10).

* “De fato, assim como confessamos Deus, o Filho, que é o seu Verbo, e o Espírito Santo, identificados segundo o poder, mas distintos segundo a ordem: o Pai, o Filho e Espírito, porque o Filho é inteligência, Verbo e sabedoria do Pai, e o Espírito, emanação como luz do fogo” (Súplica pelos Cristãos, cap. 24).

TEÓFILO DE ANTIOQUIA – Viveu no II Século d.C.

* " Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade, de Deus[o Pai], de seu Verbo[o Filho] e de sua Sabedoria[o Espírito Santo]." (ano 181, II Livro a Autólico 15.3).

IRINEU DE LION – Viveu entre 130 e 202.

* “Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus...” (ano 189, Contra as Heresias I, 10.1).

TERTULIANO – Viveu entre 155 e 222.

* "Sempre acreditamos em um Deus, identificado como Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todos são uma pela unidade de substância que dispõe a unidade em uma Trindade ...igual em qualidade, substância e poder." (ano 216, Contra Praxeas, cap. 2).

* “Todas as Escrituras dão prova clara da Trindade, e são destas de onde é deduzido o nosso princípio... que a Trindade é claramente mostrada”. (Conta Praxeas cap. 11).

* “O Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito é Deus. Cada um é Deus. Todavia nós nunca temos dado abertura às frases ‘dois deuses e dois senhores’”. (Contra Praxeas cap. 13).

Falta espaço para citar mais...


“Atos 5:3,4 Diz que um casal morreram por mentir, Foi a Pedro, foi ao Espirito Santo, ou foi a uma força ativa?” http://br.answers.yahoo.com/question/ind…


A Graça e a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

UNICISMO

Doutrina espúria que declara existir somente uma pessoa na Divindade.

“E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro, Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou” (Jo 8.17-18).

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? E o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho” (1 Jo 3.22)

A Bíblia declara que a grande mentira está associada a negação da verdadeira natureza do Verbo encarnado (João 1.2-7; 6.46; 7.18; 15.5; I Jo 5.6,20 e 2 Jo 7,9). O mentiroso nega a verdade da encarnação e o que nela está implícito, como a humanidade verdadeira de Cristo e que o Pai é uma pessoa e o Filho é outra pessoa, mas que estão em unidade divina: “Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor” (2 Jo 3) e “Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai” (1 Jo 2.23).

Sabemos que o apóstolo João ao escrever sua Primeira Epístola defendeu a sã doutrina da encarnação contra os gnósticos, no entanto, a Palavra de Deus é como espada (Hb 4.12) e profeticamente nos protege contra as astutas ciladas do diabo (Ef 6.11).

Uma crença incorreta fatalmente levará a uma teologia inadequada, problemática, incompleta e ao distanciamento da verdade. Os unicistas, embora muitos sejam sinceros, estão sinceramente equivocados e sua defesa intransigente do monarquismo modal defronta-os inevitavelmente contra a grande doutrina bíblica da Santíssima Trindade, o único Deus eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19 e Mc 12.29).

A NATUREZA DE DEUS

A Doutrina Bíblica da Trindade

A palavra Trindade é uma palavra de cunho teológico usada para designar a doutrina bíblica da unidade composta de Deus, ou seja: um único Deus eternamente subsistente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (“pessoas” no sentido trinitariano, estamos nos referindo as distinções dentro da mesma substância). Não se trata de uma explicação de Deus, mas, sim, uma análise das evidências apresentadas pela Bíblia.

Assim sendo a Doutrina da Trindade “é uma doutrina bíblica que repousa essencialmente sobre duas premissas: 1ª) O monoteísmo é uma verdade: existe um único Deus; 2ª) a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade: existe três pessoas na unidade divina”.

O MONOTEÍSMO É UMA VERDADE

Como cristãos evangélicos cremos num único Deus. A Bíblia Sagrada diz explicitamente que existe um único Deus (Dt 6.4; Is 43.10; Jr 10.10-11; Mc 12.29-32; Jo 17.3).

A DIVINDADE DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO, TAMBÉM É UMA VERDADE

Como cristãos evangélicos cremos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas. A Bíblia Sagrada diz explicitamente que estas três pessoas é Deus.

O apóstolo João registrou essas palavras do Senhor Jesus Cristo ao Pai: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro...” (Jo 17.3a), deixando claro que existe um único Deus Verdadeiro, o Pai. Porém o mesmo João escreveu na sua Primeira Epístola Universal no capítulo 5 e versículo 20:“E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro, e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Essas palavras afirmam categoricamente a divindade de Jesus: ele é o Verdadeiro Deus e a vida eterna está nele.

O apóstolo João atribui a palavra Deus Verdadeiro, tanto à pessoa do Pai, como a pessoa do Filho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Esses textos são provas explícitas de que Deus como sendo único e verdadeiro, subsistente em mais que uma pessoa, neste caso específico duas pessoas: Pai e Filho. Não estou dizendo que o Pai seja o Filho, mas que o Pai e o Filho são duas pessoas como o próprio João declara: “Graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e caridade” (II Jo 1.3).

Em Atos dos Apóstolos no capítulo 5. Versículos 3 e 4 lemos: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herança? Guardando-a não ficava para ti? E vendida, não estava em seu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentistes aos homens, mas a Deus(GRIFO NOSSO) . Nessa passagem bíblica o Espírito Santo é chamado explicitamente de Deus.

Se o Pai é chamado de Deus Verdadeiro (Jo 17.3) e o Filho é chamado de Deus Verdadeiro (I Jo 5.20), e o Espírito Santo é chamado de Deus (Atos 5.3-4), então as três pessoas sem sombra de dúvida podem ser chamadas cada uma de Deus, no entanto, o Profeta Isaías no capítulo 43 versículo 10 e 11 escreve: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá”. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador”. Se existe três pessoas chamadas na Bíblia de Deus Verdadeiro e ela não admite outro deus ou deuses, senão o Deus único, ou admitimos a pluralidade na unidade, já que Deus é único (Is 43.10); ou cairemos nos erros dos unicistas (que entendem que há uma só pessoa e três manifestações), ou no erro dos unitaristas (onde Jesus não é Deus e o Espírito Santo uma simples força, emanação “Shekinah” ou sopro), ou ainda no erro politeísta, que é intragável e grosseiro (o Pai é Deus Todo-Poderoso e Jesus é um deus apenas poderoso, ou seja duas divindades, portanto politeísmo).

Se analisarmos a Palavra de Deus, no que se refere ao maravilhoso relacionamento do Pai e do Filho e do Espírito Santo, certamente entenderemos que só existe um Deus verdadeiro, e que essa unidade divina subsiste eternamente em três pessoas. A unidade chamamos Deus e como nessa unidade subsiste três pessoas, cada pessoa em particular também pode ser chamada de Deus. No entanto, não existem três unidades ou três deuses, mas somente uma unidade ou um só Deus.

A palavra Deus é uma polissemia, nome que se aplica a mais de uma pessoa na Bíblia. Ele se aplica ao Pai (Fp 2.11), ao Filho (Atos 20.28) e ao Espírito Santo (Atos 5.3-4). Aparece, na maioria das vezes, com referência à Trindade (Dt 6.4). Isso também ocorre com o nome YHWH (Senhor ou Jeová), aplica-se ao Pai (Sl 110.1), ao Filho (Is 40.3 ver Mt 3.3), e ao Espírito Santo (II Rs 17.14 ver Atos 7.51). No entanto aplica-se à Trindade (Dt 6.4; Sl 83.18).

ORIGEM DO TERMO TRINDADE

A palavra TRINDADE foi usada pela primeira vez, em sua forma grega por Teófilo e, em sua forma latina, por Tertuliano. Tertuliano escreveu em Contra Práxeas 2, um resumo da doutrina da Trindade e apresentou pela primeira vez essa nomenclatura: “Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa TRINDADE, colocando em sua ordem os três, Pai, Filho e Espírito Santo: três contudo...não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo” (Walker, W. História da Igreja Cristã, p. 98, Vol I e II, Juerp e Aste, Rio, 1980.

EVIDÊNCIAS BÍBLICAS DA DOUTRINA DA TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

Deus, no Antigo Testamento, é um só Deus, que se revela pelos seus nomes, pelos seus atributos e pelos seus atos. Mesmo assim o Antigo Testamento lança alguma luz sobre a pluralidade (uma distinção de Pessoas) na Deidade.

Em Gênesis 1.1, Deus é apresentado pela primeira vez com o nome hebraico (Elohim), o verbo está no singular (criou) e o sujeito no plural (Deus). Elohim é a forma plural de Eloah, mas o significado é o mesmo: Deus. Quando analisamos o contexto bíblico (Gn 1.26; 3.22; 11.7), podemos compreender a doutrina bíblica da Trindade. Embora, o nome Elohim por si só não prove a unidade composta, o contexto apóia a unidade composta de Deus:

Gn 1.26 : “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” – (v.27);

Gn 3.22: “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós...”;

Gn 11.7: “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua....”

Outras distinções pessoais na Deidade são reveladas nos textos que se referem ao “anjo do SENHOR” (Hb. Yahweh) – (Gn 16.7-13; 18.1-21; 19.1-28; 32.24-30);

A Bíblia declara que só existe um Deus (Dt 6.4; 2 Rs 19.15; Ne 9.6; Sl 83.18; Sl 86.10; Mc 12.29-32; 1Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6). Portanto o Cristianismo é MONOTEÍSTA (crença num só Deus). Em todas essas passagens a doutrina da Trindade permanece em pé, sem contradizer o monoteísmo, porque a unidade divina é composta, não absoluta. Deuteronômio 6.4 diz que YHWH (Senhor) é único. A palavra “único” no original hebraico é echad e está no construto. Se esta unidade fosse absoluta, a palavra correta aqui seria yahid, a mesma usada em Gênesis 22.2 “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque...”, para a unidade absoluta. A palavra echad é uma unidade composta, é a triunidade de Deus. Esta doutrina não foi bem esclarecida nos tempos do Velho Testamento para não confundir o povo com os deuses das religiões politeístas das nações vizinhas de Israel, todavia ela está implícita no Velho Testamento. Ela só pode ser ensinada explicitamente com o advento da segunda Pessoa, o Senhor Jesus Cristo, e com a manifestação da terceira Pessoa, o Espírito Santo.

Outras passagens do Velho Testamento apontam para a doutrina da Trindade, veja a visão do profeta Isaías (Is 6.1 ver Is 6.8). A respeito de Jesus: (Is 6.1-3 ver Jo 12.41), e a respeito do Espírito Santo (Is 6.8-10 ver Atos 28.26).

A TRINDADE NA EXPECTATIVA MESSIÂNICA DA ALMA HEBRÉIA

As profecias messiânicas (Jr 23.5; Sl 45.6-7 ver Hb 1.8; Sl 2.7 ver Atos 13.32-33; Hb 1.5;5.5). O messias fala (Is 48.16-17; 61.1 e 63.9-10). A revelação da pluralidade na Deidade fica muito claro nesse texto: (Zc 12.10). Assim saímos das sombras e prefigurações do Antigo Testamento para a luz maior da revelação no Novo Testamento.

UMA PERGUNTA FATAL: A QUEM FOI PAGA A NOSSA REDENÇÃO?

A quem Cristo pagou o resgate?

Se a doutrina ortodoxa da Trindade for negada (não há distinção entre as Pessoas da Deidade, conforme ensina o modalismo), Cristo teria pago o resgate para quem? A Bíblia responde a Deus Pai: “andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave(Ef 5.2), “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

“O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de Cristo como satisfação da justiça de Deus e, em última análise, anula a obra da cruz” (Teologia Sistemática. CPAD, 1ª. Edição, 1996, p. 280).


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com toda a confiança declaramos a nossa fé bíblica na doutrina da Trindade, porque:

Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõem a Bíblia Sagrada (Mt 28.19; Ef 4.4-6; I Co 12.4-6; II Co 13.13- Nm 6.24-26);

Não somos politeístas, já que cremos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Dt 6.4; Mc 12.29; I Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6);

Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Ex 20.2-3; Is 43.10-11);

Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos romanos ou o deus Todo-Poderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus Todo-Poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar a das Testemunhas de Jeová: Jeová o Deus Todo Poderoso e Jesus o deus poderoso;

Não aceitamos o critério da razão humana para conceber a divindade, já que Deus não é concebido através de um raciocínio lógico, nem por mentes enfermas pelo pecado, nem por uma demonstração matemática, Ele é Deus de mistério ( Is 45.15; I Tm 3.16);

“Se o cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torná-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventado religiões. Como poderíamos? Estamos lidando com Fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos!”.C. S. Lewis


PROFESSOR PASTOR ALBERTO ALVES DA FONSECA - é formado em Teologia pela FAETEL, formado em História (Licenciatura Plena) na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP, formado em Direito na Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí-SP. Foi vereador da cidade de Jundiaí, Presidente da Comissão dos Direitos Humanos na Câmara Municipal de Jundiaí, Professor e Diretor Técnico Executivo da Escola de Educação Teológica “Pr. Elyseu Queiroz de Souza” – ETEQS, Vice-Presidente e Diretor Teológico do ICP – Instituto Cristão de Pesquisas, sendo um dos coordenadores da Bíblia Apologética e da Série Apologética. Morou em Israel no Kibbutz Afikim (Jordan Valley – Israel). Atualmente é ministro do Evangelho da Assembléia de Deus de Campinas – Ministério Belém – SP, professor de diversas disciplinas teológicas da ESTEADEC, professor de História da Escola Estadual Dom Barreto, professor responsável pelo Curso de Capacitação para Professores de Escola Dominical de Jovens e Adultos, Diretor Pedagógico do Instituto Paulo Freire de Ação Social e é vereador da Câmara Municipal de Campinas-SP.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mais uma falácia


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Esse garoto aí no vídeo tenta desculpar as falsas profecias da Torre de Vigía, datas profetizada por esta seita que a muitos enganou dizendo que o fim do mundo estaria chegando, ele diz que as profecias predita pelas Testemunhas de Jeová são falíveis, mas, muitos dos artigos desta seita provam o contrário.
Assista o vídeo e depois compare com o outro vídeo abaixo, veja a contradição deste garoto.

O que diz uma das revistas:

"Não vemos qualquer razão para mudar os números — nem poderíamos mudá-los se quiséssemos. Estas são, como cremos, datas de Deus, não nossas. Mas tenham em mente que o fim de 1914 não é a data do início, mas do fim do tempo de tribulação." - A Sentinela, 15/07/1894 (=Reimpressões, pág. 1677), em inglês.



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Leia o artigo abaixo, e reflita.


"O que Jesus queria dizer ao mencionar que seu escravo fiel seria discreto?"

(A Sentinela, 1º de setembro de 2007, p. 31)



Por fim, em junho de 1939, quando eu tinha 18 anos de idade, fui batizado no rio Severn. No mesmo a no fui também designado servo e ncarregado do som. Naqueles dias usávamos um fonógrafo com amplificador e alto-falante que tocava em praças públicas a mensagem “A Religião É Laço e Extorsão”. Naquele tempo dava-se ênfase a expor a hipocrisia e os ensinos falsos da cristandade.

Certa vez eu estava na frente dum desfile, com uma faixa que proclamava num lado “A Religião É Laço e Extorsão” e no outro “Sirva a Deus e a Cristo, o Rei”. Acompanhava-nos um pônei com grandes cartazes em ambos os lados, anunciando o discurso público. Que cena deve ter sido este desfile na cidade muito religiosa de Gloucester!

Relato de John Wynn, publicado na "Sentinela" de 1º de setembro de 1997.



Gravuras: Livro "Proclamadores", p. 87 e "Sentinela", 01/04/88, p. 16



Ao longo das décadas, o "escravo fiel e discreto" (i.e., a Torre de Vigia) tem pregado a sua mensagem de diversas maneiras, dentre elas: carros com amplificadores, fonógrafos às portas de residências, passeatas com cartazes e "homens sanduiches", testemunho de casa em casa etc. Ao fazer este trabalho, o "escravo fiel" diz que está simplesmente seguindo a "orientação" que recebe de Jeová, de maneira semelhante aos antigos profetas de Israel, conforme deixa bem claro a revista "Sentinela":

"As pessoas hoje podem ver as obras criativas. Têm em mãos a Bíblia, mas ela é pouco lida ou compreendida. Portanto, tem Deus algum profeta para ajudá-las, para adverti-las dos perigos e para declarar-lhes coisas futuras? Identificação do profeta: A estas perguntas pode-se responder na afirmativa. Quem é este profeta?.... Hoje são conhecidos como testemunhas cristãs de Jeová." - A Sentinela, 01/10/1972, p. 581.

Diversos ensinos muito ousados já foram publicados pela Torre de Vigia no decorrer dos anos. Vejamos, então, algumas mensagens que o "profeta fiel e discreto" já declarou:

"Não vemos qualquer razão para mudar os números — nem poderíamos mudá-los se quiséssemos. Estas são, como cremos, datas de Deus, não nossas. Mas tenham em mente que o fim de 1914 não é a data do início, mas do fim do tempo de tribulação." - A Sentinela, 15/07/1894 (=Reimpressões, pág. 1677), em inglês.

"Antes dessa data [1914] o Reino de Deus, organizado em poder, estará na terra e então golpeará e esmagará a imagem gentia (Dan. 2: 34) - e consumirá completamente o poder destes reis." - Vol. II da série Aurora do Milênio, mais tarde chamada de Estudos das Escrituras, de 1889, pp. 77, 78, em inglês. (Algumas das predições foram ligeiramente alteradas em edições posteriores).

"À luz dos textos bíblicos supracitados se prova que a primavera de 1918 trará à cristandade um espasmo de angústias ainda maiores do que as experimentadas no outono de 1914.... As repúblicas desaparecerão no outono de 1920. Todo o reino da terra passará, será tragado pela anarquia." - Livro O Mistério Consumado, de 1917, pp. 62, 258.

"Portanto, podemos seguramente esperar que 1925 marcará a volta às condições de perfeição humana, de Abraão, Isaac, Jacob e os antigos profetas fiéis." - Livro Milhões que Agora Vivem Nunca Jamais Morrerão, de 1920, p. 112.

"Nenhum menino entrou na arca [de Noé] nem tão pouco nasceu algum ali, e, portanto, nenhum saiu da arca. Somente oito pessoas entraram e oito saíram da arca.... Isso pareceria indicar ser próprio para aqueles que formarão a 'grande multidão' esperar até depois do Armagedom para gerarem filhos." – Livro Filhos, de 1941, pp. 241, 242.

"Ao receberem o presente [o livro "Filhos", escrito por Rutherford] as crianças em fila o abraçaram, não como um brinquedo ou passatempo, mas como o instrumento provido pelo Senhor para a maior parte do trabalho efetivo nos meses que restam antes do Armagedom." - A Sentinela, 15/09/1941, p. 288, em inglês.

"O irmão Rutherford anunciou o lançamento do livro Children (Filhos), que foi recebido com brados de alegria e tremendos aplausos. Depois disso, o orador, um homem alto, participou na distribuição de exemplares grátis do livro ao passo que uma longa fileira de jovens subia à tribuna e passava diante dele. Esta cena fez muitos chorar de emoção." - Livro Testemunhas de Jeová, Proclamadores do Reino de Deus, de 1993, p. 86.

“Se é jovem, também precisa encarar o fato de que jamais se tornará velho no atual sistema de coisas. Por que não? Porque toda evidência em cumprimento da profecia bíblica indica que este corrupto sistema de coisas deverá terminar dentro de poucos anos.” - Despertai!, 22/11/1969, p. 15, § 3.

"Dentro em breve, no nosso século vinte, começará a 'batalha no dia de Jeová'." - Livro As Nações Terão que Saber que Eu Sou Jeová, de 1973, p. 200, § 9.

"Por que se edita 'Despertai!": .... esta revista gera confiança na promessa do Criador sobre um novo mundo pacífico e seguro, antes que desapareça a geração que viu os acontecimentos de 1914." - Despertai!, 08/01/.1989, p. 4.

“Receberam-se notícias a respeito de irmãos que venderam sua casa e propriedade e que planejam passar o resto dos seus dias neste velho sistema de coisas empenhados no serviço de pioneiro. Este é certamente um modo excelente de passar o pouco tempo que resta antes de findar o mundo iníquo.” - Ministério do Reino, julho de 1974.

Muitos críticos das Testemunhas de Jeová, ao verem as enfáticas declarações acima, dizem que o texto de Deuteronômio 18:21, 22 se aplica à Torre de Vigia. Esta passagem bíblica diz:

"Como saberemos qual a palavra que Jeová não falou? Quando o profeta falar em nome de Jeová e a palavra não suceder nem se cumprir, esta é a palavra que Jeová não falou. O profeta proferiu-a presunçosamente. Não deves ficar amedrontado por causa dele.’ "

Também mencionam a advertência que Jesus deu aos apóstolos, de que eles não deviam se preocupar com datas ou expectativas sobre o tempo do fim e o estabelecimento do reino:

"Tendo-se eles então reunido, perguntavam-lhe: 'Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?' Disse-lhes ele: 'Não vos cabe obter conhecimento dos tempos ou das épocas que o Pai tem colocado sob a sua própria jurisdição.' " - Atos 1:6-7.

Certamente alguns se perguntam como homens que já publicaram profecias erradas que diziam ser de Deus e de maneiras nem sempre tão discretas, podem ser chamados de "escravo fiel e discreto". Talvez seja por isso que a Torre de Vigia resolveu explicar, nesta edição da "Sentinela" de 1º de setembro de 2007, em que sentido o seu grupo de escritores é "fiel e discreto".


Sentinela, 01/09/2007

Dentre outras coisas, o artigo diz: "O seguidor discreto, ou prudente, de Jesus é o que prevê as más conseqüências de seguir a sabedoria humana. Seu discernimento e bom senso o levam a firmemente basear sua fé, ações e ensinamentos no que Jesus ensinou. 'O escravo fiel e discreto' também age assim.... Assim, quando Jesus disse que o escravo fiel era discreto, ele indicou que os representados por esse escravo mostrariam discernimento, prudência e bom senso porque baseariam sua fé, ações e ensinamentos na Palavra de Deus."

O artigo, entretanto, não mencionou os ensinos errados que foram citados acima, os quais na época que foram publicados eram considerados como vindo do próprio Jeová! Portanto, não se explicou como eles foram resultado de "discernimento, prudência e bom senso" e nem em que sentido eles eram baseados na Bíblia, visto que a Bíblia não os mencionam...


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Hebreus 1:6 uma refutação às TJ

Gerson,
Sobre Heb 1.6 parece interessante o significado de proskuneõ (traduzido adorar por muitos), segundo W E Vine (Dicionário Grego), é um termo que significa "fazer mesura", "reverência a", formado de pros (para) e kuneõ (beijar), parece um movimento do tipo abaixar para beijar. É usado em referência a Deus, Jesus, sua vinda, homens, a besta, a ídolos, a demônios, etc.

Mas "venerar" (sebomai) acentuando o sentimento de temor ou devoção só é usado para Deus (Mt 15.9; Mc 7.7; t 16.14; 18.7,13) e a uma deusa (At 19.27).

W E Vine cita J N Darby na tradução de Jo 9.38, onde esse último traduziu por "prestou homenagem".

Entendo que o uso de proskuneõ é indiscriminado nas escrituras, pode tanto se referir a um reconhecimento de superioridade ou autoridade até uma adoração (idolatria), mas é diferente do termo sebomai usado em ref. a Deus.
Talvez você possua outras referência a que eu não tenho acesso.


RESPOSTA:

Hebreus 1:6

o[tan de. pa,lin eivsaga,gh| to.n prwto,tokon eivj th.n oivkoume,nhn( le,gei\ kai. proskunhsa,twsan auvtw/| pa,ntej a;ggeloi qeou/Å

Contexto:

Hebreus 1 fala-nos de quem é Jesus. Jesus que é um intermediário entre Deus e os homens (v.2) pois através dele (Jesus) Deus se revelou (Havendo Deus antigamente falado... nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho). Acrescenta ainda que Jesus é: herdeiro, o resplendor da sua glória, a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas (Hebreus 1:1-3). Todo o capítulo 1 até ao versículo 14 dá honra a Jesus e é uma narravita que por vezes tem expressões do próprio Deus que põe Jesus numa herarquia acima dos anjos (v.4), e é o próprio Deus que ordena que os anjos o adorem (v.6) e ainda Deus diz do Filho: “Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos”. O próprio Pai chama o Filho de Deus.

O verbo proskunhsa,twsan significa: adorar e se prostrar diante de. (retirado de três dicionários de Grego bem como de explicações de 3 diferentes Bíblias para computador)

Agora, a explicação do dicionário Inglês STRONG:

G4352 προσκυνέω proskuneo (pros-koo-neh'-o) v.

1. to fawn or crouch to (procurar ser observado ou o favor através de uma atitude de servo)

2. to fall face down (prostrate) in adoration (cair prostado no chão em adoração)

3. a physical act of lowering oneself in humble submission with an attitude of utmost adoration or respect (acto físico de se rebaixar em humildade submissa com uma attitude de maxima adoração e respeito)

{literally or figuratively}

[from G4314 and a probable derivative of G2965 (meaning to kiss, like a dog licking his master's hand)(beijar como beija um cão a mão de seu dono)]

KJV: worship

Em Apocalipse 19:10 temos uma história em que João se lança aos pés de um anjo para o adorar e é o usado o mesmo verbo (προσκυνη). O anjo diz para ele (João) não fazer isso, e acrescenta: “...adora a Deus...” – mais uma vez é usado aqui o mesmo verbo (προσκυνησον).

Raciocíno: se João se lança aos pés do anjo então João já se encontra no chão e não se pode baixar mais! proskunhw não se pode aplicar aqui no sentido de “parece um movimento do tipo abaixar para beijar”: o termo proskunhw significa adorar. O termo grego pros tem uma conutação de direcção, ou seja, “direcionado a...” e não implica baixar. Ou seja, o verboproskunhw só se aplica a adoração e podemos confirmar isso no Novo Testamento se procurarmos o verbo ADORAR. Senão, o verbo adorar não existe no Novo Testamento.

No Novo Testamento, existe só o verbo proskunew para definir adoração e é o verbo mais aplicado. Para provar isso, procurei o verbo ADORAR em TODO o Novo Testamento e encontrei esse verbo proskunew nos seguintes versos (mais de 45 versículos) e o seu contexto, ou seja, a quem se dirige a adoração:

Mateus 2:2,8,11; 4:9,10; 8:2; 9,18, 14:33; 15:9,25; 28:9; 28:17; (contextos: Rei, menino, Rei, Satanás, Deus, Jesus, Senhor, Filho de Deus, Jesus, Senhor, Jesus, Jesus, Jesus.

Marcos 15:19 (Contexto: Jesus)

Lucas 4:7,8; 24:52; (Contextos: Satanás, Senhor Deus, Cristo(Messias)

João 4:20-24; 12:20; (Contextos: Deus o Pai no monte/Jerusalém, Deus em Jerusalém)

Actos 7:43; 8:27; 24:11; (Contextos: figuras de Deuses, Deus em Jerusalém,

1 Coríntios 14:15; (Contextos: Deus)

Apocalipse 4:10; 5:14; 7:11; 9:20; 11:1; 11:16; 13:4,8,12,15; 14:7,9,11 16:2; 19:4,10,20; 20:4; 22:8,9

(Contextos: Senhor Deus Jesus, Cordeiro Jesus, Deus, demónios ídolos, Santuário de Deus, Senhor e Cristo, Dragão Besta, Besta, primeira Besta, imagem da Besta, Jesus Deus Criador, Besta e sua imagem, imagem da Besta, Deus, Anjo Deus, imagem da Besta, Besta e a sua imagem, anjo, Deus.

... e outros versículos que me escapam.

Outro verbo semelhante: sebomai significa venerar, reverenciar (retirado de três diferentes dicionários de Grego bem como de explicações de 3 diferentes Bíblias para computador)

Marcos 7:7 σεβονται – Contexto: Jesus

Actos 19:27 σέβεται – Contexto: majestade

Romanos 1:25 - evseba,sqhsan – (Contexto: criatura/Jesus )

2 Tessalonissenses 2:4 – σεβασμα – (Contexto: o homem do pecado, o filho da perdição)

Dicionário Strong:

G4576 σέβομαι sebomai (seb'-om-ai) v.

1. to reverence (reverenciar)

2. (antonym) to irreverence (antónimo, irreverenciar)

Significado das palavras venerar, reverenciar e adorar no dicionário Português Priberam:

venerar v. tr. 1. Demonstrar veneração por. 2. Ter estima respeitosa por. 3. Reverenciar. 4. Acabar; ter em grande consideração.

“reverenciar v. tr. 1. Fazer reverência a. 2. Prestar culto a. = adorar, venerar 3. Manifestar respeito. = respeitar, venerar v. tr. e intr. 4. Fazer uma vénia ou saudação respeitosa.

adorar v. tr. 1. Prestar culto a. 2. Ter muito amor a.

http://www.priberam.pt/DLPO/

Conclusão:

Todo o Novo Testamento fala em adoração e quem é alvo de adoração: é uma disputa entre Deus e Satanás. Aqui, o verbo proskunew significa ADORAÇÃO. Vários versículos relatam que pessoas ou seres que iam adorar prostravam-se primeiro e depois adoravam (Apocalipse 19:10; 22:8).

Mesmo que o verbo sebomai fosse o único verbo atribuído a ADORAÇÃO, vemos que Jesus encontra-se 2 vezes nos 4 versículos existentes no contexto de Adoração. Sim, se tivermos em conta que Jesus é o Criador do mundo que é apresentado nos versículos:

porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. (Colossenses 1:16)

E ainda...

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:1-2)


Que os membros dessa seita venham refletir, inclusive uma versão da Tradução do Novo Mundo que tenho em casa está escrito " o adorem" e não "prestem homenagem".