segunda-feira, 22 de maio de 2017

Série Credo Apostólico - Parte 1: Um Símbolo da Fé Cristã

INTRODUÇÃO

Vivemos numa era de incertezas, onde o chamado multiculturalismo nos diz que a simples afirmação de que cremos no Deus verdadeiro é um insulto para outros povos e outras crenças. Daí, muitos cristãos não estão certos se devem assumir dogmaticamente que a fé cristã é a verdadeira religião. Alguns, dentro das próprias igrejas e/ou seminários teológicos, advogam que a declaração de fé dogmática é coisa de outros tempos, algo que deve ficar restrito ao passado. Em suma, dizem não haver espaço para credos em nosso mundo pluralista.

Mas será que devemos nos curvar diante da cartilha multicultural e negar a nossa fé para não provocar nenhuma ofensa ou ressentimento em quem professa uma fé distinta?

Se pararmos para pensar nos cristãos do primeiro século, veremos que eles levaram a sua confissão de fé até as últimas consequências e foram mortos por sustentar as doutrinas basilares do cristianismo. Estes cristãos também viviam num mundo plural, em que o panteão de divindades era quase infindável. Cercados de ídolos por todos os lados, eles sustentavam que havia um só Deus e Senhor sobre todos e pagavam com a vida, mas não negavam a sua fé. Eles não retrocediam em nenhum ponto sequer.
O Credo dos Apóstolos, documento subscrito por católicos romanos, ortodoxos e protestantes, é uma compilação do ensino bíblico que remonta a esta época. Estudá-lo é importante, pois o seu conteúdo, traz aquilo que foi e continua sendo crido por cristãos em qualquer tempo e lugar. O conteúdo do Credo é composto de sentenças que foram retiradas da doutrina apostólica, daí a sua nomenclatura. Não é Credo dos Apóstolos por ter sido escrito pelos Doze, mas sim por resumir todo o ensino que eles levaram pelo mundo, comissionados pelo próprio SENHOR.
Resumindo o conteúdo do cristianismo em sentenças dogmáticas, o Credo dos Apóstolos acaba servindo como parâmetro para atestarmos, mediante a declaração ou negação de seus postulados, quem de fato é cristão e quem não é. Alguns podem rebater dizendo que o que atesta a fé genuína é a crença na Escritura, e que colocar o Credo como parâmetro de julgamento seria o mesmo que dizer que ele é tão autoritativo e inspirado quanto a Bíblia. Obviamente que não é isso, todavia, o Credo tem em seu texto afirmações que são provenientes da Escritura, de modo que negar uma de suas sentenças é negar o que a própria Bíblia nos ensina. O Credo nos diz “Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador dos céus e da terra”. Isso nos remete a qual texto bíblico? Tal afirmação não te leva para Gênesis 1? E quando diz em seguida “Creio em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor”, não te reporta para João 3.16? Todo o texto credal é profundamente bíblico, de modo que não crer no que ele diz é ir de encontro com o ensino da inspirada Palavra de Deus. Pode um cristão não crer que Jesus foi nascido de uma virgem? É autêntica a fé de quem nega a ressureição do Cristo? Por isso reitero que o Credo dos Apóstolos acaba servindo como critério para atestarmos quem são os autênticos cristãos.
CONTEÚDO DO CREDO
Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos, ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo, na santa Igreja universal, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna.
Amém.


UM SÍMBOLO
Um recurso comum na cultura helênica era o de quebrar um objeto em duas partes e dá uma metade para outra pessoa com quem se tinha algum negócio. Tal objeto era chamado de “símbolo” e representava a autenticidade das partes envolvidas no contrato. Os romanos tornaram o símbolo um conceito militarizado. Quando generais precisavam se comunicar, quando legiões eram separadas nas fronteiras, quebravam um vaso e pegavam dois pedaços que se encaixavam perfeitamente um no outro. Assim, quando levavam alguma mensagem, o mensageiro portava juntamente com ela aquele caco e assim, havia o reconhecimento de que era um mensageiro legítimo, portando uma mensagem legítima.
Nesse ponto, o Credo dos Apóstolos é um símbolo, pois, ao ser proferido serve para autentificar o cristão a partir de sua mensagem, que vem diretamente do que ensinaram os apóstolos. Algumas tradições até o chamam de Símbolo Apostólico ou Símbolo de Fé. Portanto, num contexto onde havia crenças concorrentes, heresias e perseguição aos cristãos, o Credo tornou-se um artifício para que aqueles que eram sinceros fossem reconhecidos, perante a igreja visível, como crentes genuínos.
A PALAVRA CREDO
Credo é uma palavra que já se inseriu em nosso idioma, todavia, sua origem é latina e a sua grafia é a mesma que usamos. Credo, em latim, é creio. O nome Credo dos Apóstolos deriva da primeira frase que diz: “Credo in Deum”.

Aqui precisamos refletir mais sobre o que significa crer. Por se tornar um termo banalizado, muitos não se dão conta de que afirmar crer em algo é o mesmo que dizer “eu confio”. A crença em Deus requer tal confiança de que assim como Ele é real, a Sua palavra também é. Logo, aquele que crê se curva ao objeto de sua crença, devotando – com plena confiança – a sua vida. Vejam Abraão, o nosso pai na fé, conforme nos diz a Escritura. A sua crença em Deus não o levara a inércia. A fé depositada é uma fé que move a vida, assim, nossos atos devem corroborar aquilo que cremos.
Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” - Tiago 2:19,20

Embora não sejamos salvos por aquilo que fazemos, isto é, não por obras, somos salvos para as boas obras e estas devem ser públicas, servindo como testemunho de nossa fé. Assim sendo, quando declaramos a nossa crença em Deus, nos comprometemos com a realização das boas obras, o que envolve o compromisso de guardar os Seus estatutos. Crer não é apenas assimilação intelectual. Também não é um emaranhado de experiências sensoriais. Crer é demonstrar com a própria vida aquilo que professamos.
Portanto, o conteúdo do Credo, quando recitado, nos lembra de nosso compromisso servil perante o Senhor de nossas vidas. E este compromisso não é particular. A profissão de fé é pública, conhecida por todos. Mesmo que “creio” esteja no singular, indicando um compromisso pessoal, ele extrapola a esfera da individualidade, pois, cada eleito do Senhor faz tal declaração, o que nos confere pertencimento a um grupo que comunga da mesma fé. Então, na comunhão dos santos, o “creio” se transforma em “cremos”.
PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO
Crer em Deus, por si só, acaba sendo uma afirmativa vaga. São muitos os que dizem crer em Deus - com exceção dos ateus e agnósticos. Mas daí, em que Deus se crê? A nomenclatura acaba sendo a mesma para outras divindades. O que dá a singularidade para o Deus cristão é grafá-lo com o D maiúsculo. Todavia, há uma distinção mais detalhada. No cristianismo, a Divindade é triúna. O Divino é único, subsistindo em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Trindade é a nomenclatura recorrente, e se tivéssemos que dar um nome para Deus, este seria um bom nome.

A estrutura do Credo é trinitariana. Nele temos a afirmação de crença em Deus Pai, no Filho Jesus Cristo e no Espírito Santo. Logo, a Igreja deve estar alicerçada nesta afirmação basilar. O triúno Deus é o único Deus verdadeiro e desde os tempos eternos Ele existe como sendo uma comunidade composta de três personas distintas. Essas três pessoas são – juntas – Deus. Estão unidas por compartilharem da mesma essência, mas são distintas. O Pai não é o Filho e vice-versa. O Filho não é o Espírito e vice-versa. O Espírito não é o Pai e vice-versa. Desde os primórdios este tem sido o credo dos cristãos. Outro credo, datado do século IV, escrito por Atanásio, num período em que heresias contrárias à doutrina trinitariana se propagavam, diz:
“Ora, a verdadeira fé cristã é esta: que honremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade. (...) Sem confundir as Pessoas ou dividir a substância. (...) Contudo não são três eternos, mas um só Eterno. (...) Contudo não são três todo-poderosos, mas um só Todo-poderoso. (...) Pois, assim como pela verdade cristã somos obrigados a confessar cada pessoa em particular como sendo Deus e Senhor, assim somos proibidos pela fé cristã de falar de três Deuses ou Senhores”.

Ao estudarmos cada postulado do Credo, esmiuçaremos a essência de cada membro da Trindade. O que nos resta afirmar sobre isso é que mesmo que possa ser algo que fira, aparentemente, a lógica, devemos ter em mente que Deus é tão intangível que alguns aspectos de Sua natureza não serão totalmente claros para nós. Todavia, o que for revelado por Ele acerca de si mesmo, devemos crer, mesmo que não saibamos explicar através da razão, assim sendo, precisamos acatar o pressuposto sabendo que nada sobre Deus é ilógico, apenas não alcançamos a plenitude do conhecimento devido a nossa finitude diante do Eterno.

CONCLUSÃO

Uma coisa maravilhosa que devemos aprender com o Credo é que seu texto não fala do homem. Ele aponta somente para Deus. Em muitas igrejas a pregação virou um meio termo entre psicanálise e palestras motivacionais. Isso porque se nutre uma atenção demasiada no ser humano. Precisamos resgatar o teocentrismo dos primeiros cristãos e falar mais sobre o Senhor e sua glória. Quanto mais conhecemos o Deus triúno, mais conheceremos sobre a natureza humana. Não há necessidade de inverter a ordem. Nossa busca por conhecimento deve começar tendo o Criador como ponto de partida, afinal, Ele é a medida de todas as coisas.

Que ao estudarmos o Credo dos Apóstolos, o Senhor possa nos abençoar com uma porção mais graúda de Sua presença em nosso meio. Que as palavras deste Credo ressoem e façam estremecer a nossa vida, para nos devotarmos a Trindade. No ato de se debruçar em cada postulado, haja deslumbramento diante da grandeza do SENHOR. Busquemos a face do Altíssimo e louvemos o esplendor de Sua santidade.

Soli Deo Gloria


Sobre o autor: Thiago Oliveira é graduado em História e especialista em Ciência Política, ambos pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso). Mestrando em Estudos Teológicos pelo Mints-Recife. Casado com Samanta e pai de Valentina, atualmente pastoreia a Igreja Evangélica Livre em Itapuama/PE.

Divulgação: Bereianos

sábado, 20 de maio de 2017

O Dia do Senhor e o Culto Reformado

Até algum tempo atrás, uma das marcas distintivas do culto reformado era o seu compromisso com a santificação do Dia do Senhor como o tempo divinamente prescrito para que o povo da aliança de Deus adorasse esse Deus da aliança.

Esta perspectiva puritana possivelmente está melhor demonstrada na Confissão de Fé de Westminster:
“Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção de tempo seja destinada ao culto de Deus, assim  também, em sua Palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens, em todas as épocas, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (= descanso) santificado por ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo, foi mudada para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado dia do Senhor (= domingo), e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão”.

Dizendo isso, os puritanos estavam em consonância com os reformadores ao dizer que o shabbat (sábado) não era o único dia em que o povo de Deus se reunia para o culto e também não estavam dizendo que a adoração é um tipo de atividade exclusivamente corporativa e que apenas acontece quando a igreja se une para adorar.
Foram os reformadores e puritanos que resgataram para nós a ideia de que adoração é a resposta do crente momento após momento à Palavra de Deus. Ao mesmo tempo eles tinham uma convicção apaixonada quanto a este ponto. Diziam que o culto cristão tem que ser ancorado e baseado no Dia do Senhor. Existe um debate que sempre está presente entre os próprios reformados com relação ao Dia do Senhor e o shabbat (sábado). Devemos considerar o Dia do Senhor como o shabbat? Isso ficará claro à medida que formos expondo o assunto.

Os que creem na perpetuidade do sábado cristão como sendo uma ordenança da graça que é obrigatória para todo povo de Deus, precisam lembrar que não estamos simplesmente engajados num conflito para persuadir nossos irmãos em Cristo e que passagens como Colossenses 2:16-17 não estão abolindo o sábado cristão que foi instituído na criação. Nossa batalha é muito mais séria que isto, pois estamos batalhando para resgatar os irmãos cristãos dos efeitos corrosivos da cultura contemporânea. O que estamos dizendo é, que o assunto tratado aqui, dentro da tradição reformada, não é somente de persuadir nossos irmãos em Cristo do caráter divino, mandatório do sábado cristão (shabbat) como sendo uma ordenança vinda da criação e do Evangelho, mas na verdade estamos diante de um trabalho ainda mais exigente. Ou seja, de persuadir nossos irmãos em Cristo da sabedoria daquele que nos deu o shabbat, do regozijo que é o sábado cristão e dos efeitos corrosivos e fatais de permitirmos que nossa cultura contemporânea venha formatar nossa vida espiritual e dos nossos filhos.
Fiquei extremamente espantado quando, há alguns anos, passei um período nos Estados Unidos e vi que o dia da final do campeonato de futebol, o evento esportivo mais enfatizado do ano, era praticado no Dia do Senhor e que muitas igrejas evangélicas, cristãs, naquele dia, até mesmo que professavam a fé reformada, cancelavam até os seus cultos dominicais para permitir que as pessoas fossem assistir este jogo. Quase não acreditei que isso estivesse acontecendo. Porém, disseram-me que mais igrejas mudariam até o horário de culto para permitir aos crentes irem a esta final de campeonato.

Eu tenho um filho que gosta muito de futebol e gosta muito de jogar. Outro dia ele me perguntou por que se marcavam tantos jogos exatamente no Dia do Senhor. Meu filho gosta muito de futebol e por isso fica frustrado quando não pode jogar e sente falta do jogo, mas mesmo assim não deixa de ir à igreja para participar dos jogos de futebol e nem ao menos pensa nisso. Mas percebo que esta situação vem continuamente se projetando para tomar controle sobre a igreja.

Levanto esta questão porque o problema não é realmente a guarda do sábado cristão, mas é algo mais profundo que isso. O assunto com o qual nos deparamos é o caráter de Deus, a Sua autoridade, a verdade de Sua Palavra e a sua suficiência. Se estamos convencidos que Deus é bom, somente bom, e que todos Seus caminhos para Seus filhos são sábios e agradáveis, isso nos deveria persuadir a abraçar com alegria a santificação do Dia do Senhor. Não deveríamos ser levados a pensar que as leis do Dia do Senhor não são mais para nós hoje e que por isso têm sido abandonadas por muitos cristãos que professam a fé reformada e que têm se esquecido de santificar este dia. A razão para isso é que eles não têm compreendido o sentido do Dia do Senhor.
O problema é mais profundo. A verdade é que as pessoas perderam o contato de quem Deus é. Creio que dificilmente poderíamos duvidar que, quando o Dia do Senhor não é uma ordenança graciosa, o culto na igreja deteriora e em seguida a sociedade deteriora. O Dia do Senhor é um testemunho da grande benignidade de Deus para com Seu povo e nos dá um tempo divinamente apontado por Deus para que nós O adoremos e Deus mesmo nos dá o foco apropriado em relação à Sua adoração.
Quero apresentar dois aspectos com respeito à guarda do Dia do Senhor.
1) Explicar o caráter obrigatório do Dia do Senhor para o cristão; essa era a convicção dos reformados puritanos e que surgiu de uma compreensão correta das Escrituras.
2) Destacar o significado e os benefícios de se observar o Dia do Senhor reservando-o para um culto que honra a Deus.

Caráter Obrigatório
I) Inicialmente gostaria de dizer que o Dia do Senhor foi instituído por Deus na criação. Lemos em Gênesis 2 que Deus terminou sua obra no sexto dia e no sétimo descansou do que havia feito. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou porque nele descansara de todas as obras que havia feito. Antes que o pecado entrasse no mundo Deus já havia providenciado um sábado (descanso) para Adão e Eva e seus filhos. Nas palavras do grande presbiteriano John Murray, o sábado é uma ordenança da criação dada por Deus para o benefício de todas as Suas criaturas. Geralmente se diz que Calvino ensinava que o sábado, como dia de descanso, havia sido ab-rogado na dispensação do Novo Testamento. Para apoiar isso, são citados seus comentários sobre o quarto mandamento e sua exposição em Colossenses 2:16-17. Sem dúvida existe alguma diferença entre a perspectiva de Calvino e os puritanos, mas na minha opinião são circunstanciais e pequenas. Quando lemos o que Calvino escreveu no seu comentário de Gênesis 2:3, escrito em 1561, dois anos depois da edição final das Institutas, o que é bastante significativo, encontramos uma exposição que o reformador faz de forma sucinta, da sua perspectiva do sábado cristão. Calvino disse:
“Quando ouvimos que o sábado foi ab-rogado pela vinda de Cristo, devemos distinguir o que pertence ao governo perpétuo da vida humana e o que pertence propriamente às figuras antigas. O uso destas foi abolida quando a verdade foi cumprida. Descanso espiritual é a mortificação da carne ao ponto de que os filhos de Deus não devem viver para si mesmos ou permitir livremente as ações de suas inclinações. Assim, na medida que o sábado era uma figura (obs: com isso os puritanos concordariam). Mas, na medida em que foi ordenado aos homens, desde o início, de que eles deveriam se engajar no culto a Deus, é legítimo que o sábado cristão deva continuar até o fim do mundo. O sábado é uma ordenação da criação que é perpétua”.

II) A segunda coisa que tenho para afirmar é que o sábado cristão está baseado no exemplo divino. Esse é o ponto de Moisés em Êxodo 20:11. O ritmo do homem alternado entre trabalho e descanso é o sério padrão do ritmo criador. John Murray faz a seguinte afirmativa: “Podemos pensar no exemplo que Deus nos deu de trabalho e descanso como sendo um padrão de conduta eterno para a raça humana nas ordenanças de trabalho e descanso”.
III) A ordem de Deus para que guardemos o Dia do Senhor está embutida nos dez mandamentos. O quarto mandamento garante e valida a permanência do mandamento para guardarmos o Dia do Senhor e estabelece a guarda do sábado cristão no coração da vida de adoração do povo de Deus. Acho absurdo quando ouço irmãos que, dizendo-se reformados, tentam me convencer que o “shabbat”, o sábado, foi abolido, deixando um dos dez mandamentos fora de validade para a vida do povo de Deus. Na verdade, Deus deu validade à guarda do sábado por colocá-lo dentro do decálogo.

IV) Nosso Senhor Jesus Cristo destacou a importância da permanência do shabbat. Jesus nos diz em Marcos 2.27: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado”. O que mais poderíamos dizer com relação a isso? A minha preocupação é simplesmente mostrar a importância do fundamento da guarda permanente do shabbat. Deus tem gravado esta verdade em Sua Palavra e nós nos desviamos dessa ordenança apenas para sermos prejudicados espiritualmente. Pertence nossa obediência à verdade revelada de Deus e nossa submissão ao nosso Pai amorável. Tendo estabelecido o fundamento bíblico para o dia do Senhor e considerando a transição do sábado para o domingo, quero considerar quais os benefícios e o significado de guardar o dia do Senhor.
Significado e Benefícios
I)            O shabbat nos dá uma oportunidade de buscar o Senhor e adorá-lo sem distração. No ano passado passei um tempo no Marrocos visitando famílias cristãs. Viver num país muçulmano como aquele significa não ter liberdade para guardar o Dia do Senhor como os cristãos gostariam. Mas em países como Brasil e Escócia ainda temos o privilégio precioso dado por Deus de preservar e guardar o Dia do Senhor como um dia santo. Irmãos, valorizem o Dia do Senhor; lutem por ele; os assuntos relacionados com a guarda do dia de descanso são profundos. Essa provisão que Deus nos faz que o adoremos sem distração alguma é uma visão que vem do próprio Deus.
II)         
II) O shabbat nos dá oportunidade de adorar coletivamente a Deus e buscá-lO juntos. O shabbat enfatiza o caráter bíblico e corporativo do culto que se deve prestar a Deus. O nosso Deus fez uma provisão graciosa por seu povo. Ou seja, que O adoremos juntos. Esta verdade perece dia após dia em nossa época. Desde o iluminismo, na cultura ocidental e particular, o indivíduo tornou-se o centro de todas as coisas e essa preocupação absorvente com o indivíduo desfechou um golpe mortal no pensamento bíblico com respeito à aliança. Os cristãos não têm mais qualquer doutrina, não têm mais esta compreensão do caráter coletivo da Igreja, e mesmo cristãos que se professam reformados não têm mais qualquer sentido do caráter corporativo do culto da aliança. Estou cada vez mais convencido que o sábado cristão é talvez o meio principal usado por Deus de educar o seu povo na vida e no culto do pacto. Guardar o Dia do Senhor, o sábado cristão, é o antídoto poderoso para aquele individualismo absorvente que marca tanto o mundo que nós vivemos como a igreja de Cristo.

III) O shabbat coloca diante de nós os grandes feitos de Deus na criação e na redenção. No sábado cristão somos graciosamente capacitados por Deus em nos centralizarmos na criação e na redenção e despertar nossos corações e mentes ao seu louvor. Calvino coloca o seu dedo exatamente nesse ponto. No livro II das Institutas, capítulo 8, ele diz:
“Durante o repouso do sétimo dia, na verdade, quando Deus determinou que se descansasse no sétimo dia, o legislador divino queria falar ao povo de Israel do descanso espiritual quando os cristãos devem deixar de lado o seu trabalho para permitir que Deus trabalhe neles”.

Em outras palavras, o shabbat nos dá oportunidade de repousar de nossas próprias obras e nos concentrar nas obras de Deus. Nesse sentido, o shabbat é um símbolo evangélico, um glorioso símbolo semanal da justificação gratuita. Nós vivemos em uma época em que os cristãos andam em busca de sinais e símbolos. Demos a eles o grande símbolo do Evangelho: um dos grandes símbolos e sinais do Evangelho é o shabbat que nos foi dado por Deus.

IV) O shabbat destaca a importância dos cultos matinais e vespertinos. Parece muito simplório. Mas mesmo assim é importante falar deles. Honrem o sábado cristão, não somente uma parte dele, mas como um todo. Se havia uma coisa que caracterizava a religião puritana, a prática puritana, era a maneira cuidadosa que brotava de seus corações e pela qual eles se entregavam alegremente, de forma não legalista, à guarda do Dia do Senhor.

V) O Dia do Senhor é uma preparação para o céu. Ouçamos as palavras de Richard Baxter: “Qual o dia mais apropriado para subir ao céu do que aquele em que Ele ressurgiu da terra e triunfou completamente sobre a morte e o inferno? Use o seu shabbat como passos para a glorificação até que tenha passado por todos eles e chegue à glória”. A religião puritana floresceu no solo regozijante da guarda do sábado cristão. É por causa destas coisas que somos chamados em Isaías 58, pelo próprio Senhor, para considerarmos o sábado como um deleite e a isso ele adiciona uma promessa. Se guardarmos seus sábados como sendo um deleite, encontraremos nossa alegria no Senhor.
Esse capítulo 58 de Isaías é mais uma confirmação de que a guarda do sábado cristão deveria ser considerada como parte da Lei Moral e não simplesmente mais uma observância pertinentes às leis cerimoniais. Esta passagem de Isaías onde o mero cerimonialismo é denunciado pelo profeta, há um apelo para a guarda do sábado como sendo importante para o culto espiritual.
Sei que existe o perigo de dar ao sábado cristão um lugar central no culto, fazendo com que ele torne-se um exercício de justiça própria. Sabemos da condenação tremenda feita pelo Senhor em Isaías 1. Mas os crentes reformados deveriam guardar o Dia do Senhor de forma santa. Devemos chamá-lo de um deleitoso. Por quê? Por causa de nossa obediência ao nosso Deus e amor ao nosso Salvador. Jesus disse: “Se vocês me amam, guardem meus mandamentos”.
Neste sentido a guarda do Dia do Senhor, o sábado cristão, ou é o resultado da obediência legalista, ou da obediência evangélica. Se for o produto de uma obediência legalista, a guarda do dia do Senhor será sem alegria, monótona, formal e alguma coisa que simplesmente traz auto-justiça e vaidade pessoal. Mas se a guarda do Dia do Senhor é o resultado de uma obediência evangélica, será profundamente regozijante. Diremos como o salmista: “Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa do Senhor”. Se for uma guarda por causa de uma obediência evangélica, será algo refrescante que nos revigora e nos humilha.
John Murray, cujos escritos trouxeram uma impressão inapagável na minha vida quando moço (Por exemplo: Redenção, Conquistada e Aplicada (Cultura Cristã ― Obra que considerei como a melhor peça sobre justificação jamais escrita por alguém), disse: “O shabbat semanal é uma promessa, um sinal, e um antegozo daquele descanso consumado. A filosofia bíblica do shabbat é de tal maneira, que negar sua perpetuidade é privar o movimento da redenção de uma das suas mais preciosas características”.

Vivemos numa época em que mais do que nunca precisamos resgatar o shabbat para o povo de Deus, porque amamos o povo de Deus e desejamos seu bem diante de Deus. Sabemos que Deus quer abençoar Seu povo com isso. Mas sabemos também que a bênção que Ele deseja dar nunca virá sem a honra que o povo deve ao Dia do Senhor. Pelo bem espiritual dos nossos filhos devemos educá-los ensinando a honrar o Dia do Senhor, mas não como uma coisa rotineira e sem alegria. Como poderia o cultuar a Deus e esperar n'Ele ser algo monótono ou cansativo? Na verdade, o Dia do Senhor foi algo criado por Deus para o bem de Seus filhos. Estou quase convencido que o sucesso dos puritanos pode ser traçado por seu compromisso de guardar o Dia do Senhor para honra de Deus. Deus abençoou grandemente seus labores, seus escritos, porque foram homens e mulheres que honraram o dia do Senhor.
Finalmente cito Baxter porque creio que suas palavras expressam o coração da compreensão puritana com respeito ao shabbat: “Que dia é mais apropriado para subir ao céu do que aquele em que ele ressurgiu da terra e triunfou plenamente sobre a morte e o inferno? Use seus shabbats como passos para a glória até que tenha passado por todos eles e lá tenha chegado”.
O Dia do Senhor é para o povo do Senhor como um antegozo ou penhor do céu que nós tanto almejamos. Nós desejamos e sonhamos com aquele dia em que estaremos com o Senhor para sempre. Até que aquele dia venha, façamos do Dia do Senhor tudo aquilo que Deus gostaria que fizéssemos. Que seja o pulso palpitante da vida espiritual da Igreja e que partindo de nossa obediência evangélica nos reunamos para o encontro com nosso Deus e para receber as promessas que Ele decidiu nos dar, para aqueles que honram o Seu dia, porque assim honram aquele que instituiu esse dia.

Amém.

Autor: Ian Hamilton


Fonte: bereianos

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Batalhando pela segurança eterna dos santos

A pergunta que nunca se cala: O crente pode perder a salvação? Essa questão inquieta teólogos e cristãos não acadêmicos de diversas denominações. Enquanto alguns se agarram nas promessas de Jesus: “ninguém as arrebatará das minhas mãos” (Jo 10.28); outros lutam para cumprir as advertências do próprio Cristo: “quem perseverar até o fim será salvo” (Mc 13.13).
Nos deteremos à posição reformada apenas: a posição de que o crente não perde a salvação. Porém, dentro da posição reformada existe divergência entre os teólogos acerca do significado das advertências. Para limitarmos nosso estudo, focaremos em apenas uma das posições e a defenderemos como posição mais coerente na interpretação das Escrituras.

Um estudo do caso
O Novo Testamento trata de alguns casos em que há uma afirmação acerca da salvação das pessoas envolvidas. Dois deles são exemplos clássicos: Pedro e Judas. Jesus estava reunido com seus discípulos em seus últimos momentos e em sua oração por eles, Jesus afirmou:
Enquanto eu estava com eles, eu os guardei e os preservei no teu nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. - João 17.12

Jesus afirmou categoricamente que Judas não fora guardado por ele para que a Escritura se cumprisse. Uma dura verdade. Mas, a salvação dos discípulos, assim como a nossa, dependia exclusivamente da preservação de Jesus. Ainda no mesmo período de tempo desta afirmação de Jesus, o Mestre previu a traição de Pedro:
Simão, Simão, Satanás vos pediu para peneirá-lo como trigo; mas eu roguei por ti, para que tua fé não esmoreça; e quando te converteres, fortalece teus irmãos. Pedro lhe disse: Senhor, estou pronto para ir contigo tanto para a prisão como para a morte. Disse-lhe Jesus: Pedro, eu te digo que o galo não cantará hoje antes que tenhas negado três vezes que me conheces.” - Lucas 22.31-34

Observe que Jesus impediu Satanás de tirar-lhe a fé. Jesus o preservou. Porém, no que dependia de Pedro, ele trairia Jesus. No entanto, Jesus afirmou que Pedro seria restaurado (QUANDO te converteres e não SE te converteres). Jesus preservou a fé final (a perseverança) dos seus discípulos, assim como faz conosco, mesmo em meio às suas quedas momentâneas.
“Minha confiança em ser preservado, não consiste na minha habilidade em preservar, mas minha confiança repousa no poder de Cristo em sustentar-me em sua graça e em sua intercessão por nós”¹ - R.C. Sproul

2. As advertências do Evangelho:
Como podemos entender as advertências do Evangelho, então? Claramente na Escritura há um chamado a examinarmos se estamos ou não em Cristo:
Examinai a vós mesmos, para ver se estais na fé. Provai a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? A não ser que já estais reprovados.”- 2 Coríntios 13.5

Em nosso ponto de vista esta questão facilmente se resolve quando entendemos o texto de Hebreus 6.4-9. Esse texto, embora muito disputado, pode ser esclarecido com o contexto da carta:
Porque temos nos tornado participantes de Cristo, se mantivermos a nossa confiança inicial firme até o fim.”- Hebreus 3.14

Entendemos que esse versículo elucida que os verdadeiros crentes são aqueles que permanecem até o fim em sua “confiança inicial”. São aqueles que professaram sua fé em Jesus e a conservaram até o fim. A Manutenção da confiança inicial até o fim é prova de que temos nos tornado participantes de Cristo.
Tendo este texto em mente, entendemos o texto de Hebreus 6.4-9:
Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública. Pois a terra que absorve a chuva, que cai frequentemente e dá colheita proveitosa àqueles que a cultivam, recebe a bênção de Deus. Mas a terra que produz espinhos e ervas daninhas, é inútil e logo será amaldiçoada. Seu fim é ser queimada. Amados, mesmo falando dessa forma, estamos convictos de coisas melhores em relação a vocês, coisas próprias da salvação.”

Entendemos que as pessoas das quais falam os versículos, provaram mas não “nasceram de novo” (Jo 3) de fato. Elas conheceram as verdades do Evangelho, e até foram influenciadas por ele, mas não são filhos de Deus (Jo 1.12). Elas se tornaram participantes ao serem apenas companheiras de caminhada, assim como haviam companheiros do povo que saiu do Egito, porém não entraram na terra prometida² (1 Cor 10.1-13). Assim, elas chegaram até a mudar certos hábitos pecaminosos, mas nunca foram regeneradas pelo Espírito Santo (Tt3.4-7).

Wayne Grudem elucida muito bem esta explicação com a seguinte ideia:
“Portanto, o autor quer fazer um grave alerta àqueles em perigo de cair da fé cristã (pressupondo que na comunidade da carta haja não regenerados). Ele quer usar a linguagem mais forte possível para dizer: ‘vejam aqui até onde a pessoa pode chegar na experiência das bênçãos temporárias, sem, no entanto, realmente estar salva’. Ele os exorta a vigiar, pois não basta depender de bênçãos e experiências temporárias. Para isso, ele fala não de uma verdadeira mudança no coração ou de algum bom fruto, mas simplesmente das bênçãos e experiências temporárias que essas pessoas tiveram e que lhes deram uma compreensão parcial do cristianismo.”³

A parábola do semeador (Mt 13.1-23) deixa bem claro a possibilidade de que na comunidade da fé exista aqueles que não são verdadeiros cristãos. A parábola afirma que em alguns dos solos houve uma “germinação”, porém não se sustiveram. Entendemos que o “solo bom” é o coração genuinamente trabalhado pelo Espírito Santo, para que possa produzir os “resultados” do Evangelho (Jo 16.7-11). Ou seja, os verdadeiros crentes permanecem:
Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos, pois se fossem dos nossos teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram, para que se manifestasse que não eram dos nossos.”- 1 João 2.19

Por fim, embora tenhamos a segurança da salvação prometida com toda a expressão possível no Novo Testamento (Jo 10.27-29; Rm 8; Ef 1.13-14; 1 Pd 1.5; Jd 24,25; etc.), não somos chamados a uma “preguiça espiritual”. Somos convidados por Jesus e os apóstolos a perseverarmos. Somos convidados a batalhar pela nossa fé na esperança confiante de que Deus vencerá por nós e nos guardará até o fim.
Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.” - Filipenses 2.12,13


Fontes:
[1] R.C. Sproul. Disponível em: O que é teologia reformada? (DVD – Fiel)
[2] Carson, D.A. Disponível em: Análise da carta de Hebreus (aula 3)
[3] Grudem, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2011.

Sobre o autor: Rafael Moraes Bezerra é formado em Direito pela UFJF; mestre no programa Master of Divinity pela EPPIBA (Escola de Pastores da Primeira Igreja Batista de Atibaia) em parceria com a TLI (Training Leaders International); Pastor auxiliar da Primeira Igreja Batista em Ubá/MG


Fonte: Bereianos

terça-feira, 16 de maio de 2017

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - ELAS ADORAVAM A JESUS DE FORMA RELATIVA

Todo perito sobre Testemunhas de Jeová reconhece que em momento algum a seita TJ ensinou que Jesus devesse ser adorado no mesmo sentido que elas adoram ao "jeová" delas. Mas sabemos também que a seita TJ, desde os dias de Russell, ensinou a adoração relativa a Jesus. Conforme veremos a seguir, a seita mudou várias vezes de ensino sobre se seria correto ou não adorar Jesus neste sentido. Veremos também as malandragens de seus apologistas virtuais, tentando dar a entender que elas sempre adoraram a Jesus no sentido de "dar honra" e "gostar muito dele", como na frase: Eu te adoro, meu querido Querubin". Observaremos também que não importa qual o significado de "adorar" que os TJs queiram dar quando afirmavam que adoravam Jesus, o que nos interessa é provar suas constantes mudanças sobre se seria correto ou não adorar a Jesus.
Nos dias de Charles Taze Russell, mesmo sem crerem que Jesus fosse o Deus verdadeiro, admitia-se que de alguma forma Jesus poderia ser adorado.

1a. LUZ (a) - JESUS PODIA SER ADORADO! - "Cremos que o nosso Senhor Jesus, enquanto esteve na terra, realmente foi adorado e assim procedido corretamente." - A Sentinela de 15 de Julho de 1898, página 216, volume encadernado.

1a. LUZ (b) - JESUS PODIA SER ADORADO! - "Muitos da Cristandade poderiam aprender numerosas lições com aqueles sábios gentios [Os Magos]: Eles caíram diante dele, prostraram-se, então fisicamente expressaram sua reverência. (2) Eles adoraram-no em seus corações [...]." - A Sentinela 1 de janeiro de 1906, página 15, em inglês.

Até aqui observamos Russell, embora não crendo que Jesus fosse o próprio Jeová, ensinando a adoração a Jesus, inclusive afirmando que a Cristandade deveria aprender a lição com os Magos que vieram adorar Jesus. É óbvio que sabemos que jamais Russell pretendeu ensinar que os adeptos de sua seita deveriam adorar a Jesus no mesmo nível que Jeová. Como veremos mais à frente, a adoração que se deveria render a Jesus era adoração relativa, não exclusiva.

Alguns sites em defesa da seita TJ tentam argumentar que nos dias de Russell, o verbo adorar, na língua Inglesa, significava também reverenciar, gostar muito. Embora isso seja verdade, o que esses malandros não contam é que a própria Sentinela, conforme mostraremos mais à frente, não explicou o uso de adoração a Jesus neste sentido, mas na acepção de ADORAÇÃO RELATIVA.

Russell morreu aos 31 de outubro de 1916 crendo que deveria adorar, de alguma forma, a Jesus. E para piorar as provas contra essa seita, após a morte de Russell, a ele A Sentinela dirigiu as seguintes palavras, conforme trazidas do original:

"Charles Taze Russell, tu tens, pelo Senhor, sido coroado um rei. E pelas eras eternas teu nome será conhecido entre as pessoas, e teus inimigos virão e adorarão a teus pés." - A Sentinela de 1 de dezembro de 1916, página 377, volume encadernado.

Argumentando com as TJs: Como pode uma organização se achar a única verdadeira, se o próprio fundador, de 1879 até 1916 não recebeu do Verdadeiro Deus a "verdade" de que não se deveria adorar a Jesus em sentido relativo? E como puderam ensinar que os inimigos adorariam Russell aos pés dele? Onde a Bíblia ensina, inclusive, a se escrever declarações a pessoas mortas, como fizeram na ocasião da morte de Russell? Quanta confusão da suposta única verdade!

1a. LUZ (c) - JESUS PODIA SER ADORADO! Jesus continuou a ser adorado nos dias de Rutherford (1916-1942) - "Jeová Deus ordena a todos a adorarem a Jesus porque Cristo Jesus é a expressa imagem de seu Pai, Jeová." (A Sentinela 15 de novembro de 1939, página 339, volume encadernado, em inglês) "No milênio, os príncipes conduzirão as pessoas em sua adoração a Jeová e a Cristo." (Vindicação, Volume III, página 295, em inglês) "As pessoas de todas as nações que obtêm a salvação devem vir à casa do Senhor e adorá-lo ali; isso quer dizer que elas devem crer e adorar a Jeová e ao Senhor Jesus Cristo." (Salvação, página 151, em inglês).

Percebeu que nestes textos fala-se de adorar a Jeová e a Cristo? Ora, de que tipo de adoração estão aqui falando? Algumas TJs sem caráter chegam a afirmar que o verbo adorar nestas frases tem dois significados: Adorar a Jeová seria serviço prestado de toda alma, mas adorar a Jesus significaria "gostar dele demais", reverenciá-lo. Isto é mentira. Conforme veremos mais adiante, o próprio Corpo Governante TJ ensinou que essa adoração a Jesus se referia a adorá-lo relativamente, ou seja, "adorar a Jeová através de Jesus". E neste texto acima, explica-se que Jesus deve ser adorado porque Jesus é a expressa imagem de Jeová, e não porque os TJs gostavam muito dele. São simplesmente ridículas as desculpas que dão sobre esses equívocos TJs.
1a. LUZ (d) - JESUS PODIA SER ADORADO! Jesus continuou sendo adorado nos dias de Nathan H. Knorr, até 1954 - "Agora, na vinda de Cristo para reinar como rei na capital da organização Sião de Jeová, para ali trazer um novo mundo justo, Jeová faz dele infinitamente maior do que anjos e mensageiros divinos e concordemente ordena-lhes adorá-lo. [...] Visto que Jeová Deus reina agora como Rei [...] então todos os que deveriam adorá-lo devem também adorar e curvar-se [...] a Cristo Jesus, seu Co-regente no trono da teocracia." - A Sentinela 15 de outubro de 1954, página 313, em inglês.

Perceba que o mesmo verbo adorar é aplicado a Jeová e a Jesus. Por quê? Porque se cria que Jeová era adorado através de Jesus e que Jesus poderia ser adorado por ser infinitamente maior do que os anjos e mensageiros. Para início de conversa, apenas Deus pode ser infinitamente maior que os anjos, pois apenas o Criador é infinito, sem limites. Se Cristo é uma criatura, por mais poderoso que ele fosse, ele teria limites, logo, sua superioridade em relação aos anjos teria um limite. Então, não seria infinitamente maior que os anjos. Quanto erro de uma seita que acha ser a única religião verdadeira! No texto acima, chegaram a dizer que os adoradores de Jeová deveriam adorar a Jesus e curvar-se diante dele. Você, que é cristão, se curvaria diante de quem não é Deus? Claro que não! Mas para os TJs, poder-se-ía curvar-se diante de Jesus porque ele é um deus menor, e como tal, poderia receber a adoração relativa. 

Como podemos perceber, de 1879 até pelo menos 1954, ou seja, durante 75 anos, por que Jeová não havia ainda revelado a elas o que hoje o Corpo Governante considera uma "verdade" - Não devem adorar a Jesus? E se esse adorar fosse apenas "gostar muito", "reverenciá-lo", por que não usam então até hoje frases sobre Jesus ser adorado? A verdade é que Jesus era adorado sim pelos TJs, mas de modo relativo, e toda adoração relativa a Deus, em nome de uma criatura, é pecado, pois constitui uma ajuda na adoração a Deus, assim como os católicos usam imagens na adoração a Deus. Eles adoram a Deus reverenciando, venerando as imagens. Isto é adoração relativa. Da mesma forma, os TJs fizeram isso com Jesus, ao adorarem Jeová.

 Se fosse um assunto secundário, até poderíamos admitir que Deus tem o seu devido tempo, mas em questão de como adorar a Deus, será que poderíamos conceber que o Soberano Senhor Jeová, o Todo Poderoso, teria permitido que seus seguidores o adorassem dividindo a adoração, mesmo que de forma relativa, com um ser criado, como pensam as TJs? Pois José do Egito, por dedução e atuação do Espírito Santo de Deus, em sua vida, negou-se a adulterar, mesmo antes de Jeová ter dado os Dez Mandamentos, então por que aqueles Estudantes Internacionais da Bíblia e depois, mesmo com o novo nome de Testemunhas de Jeová (1931), ainda não foram guiados pelo Espírito Santo de Deus a não render nenhuma adoração a Jesus até 1954? Porque não são guiados pelo Espírito Santo de Deus! Interpretam a Bíblia a seu bel prazer, como faz qualquer outra seita exclusivista.

Amamos os TJs, como pessoas, mas não temos como concordar com essa doutrina que vai e vem, vai e vem, a qual ao mesmo tempo é ensinada pelo grupo como alimento espiritual que vem de Jeová. Observe a mudança:

2a. LUZ - JESUS NÃO PODIA MAIS SER ADORADO!  - "Consequentemente, visto que as Escrituras ensinam que Jesus Cristo não é uma co-pessoa trinitária com Deus, o Pai, mas uma pessoa distinta, o Filho de Deus [...], nenhuma adoração distinta deve ser rendida a Jesus Cristo, agora glorificado no céu. Nossa adoração deve ser apenas a Jeová." - A Sentinela 1 de janeiro de 1954, página 31, em inglês.

Sabe por que a Sentinela disse nenhuma adoração distinta deve ser dada a Jesus? Porque essa seita sempre acreditou que apenas Jeová merece adoração exclusiva, mas de vez em quando ensinavam, ora sim ora não, que Jesus poderia ser adorado de forma relativa, ou seja, adorar a Jeová através da reverência a Jesus, do prestar homenagem a Jesus.

Contudo, contrariando o que Russell certa vez disse, que uma nova luz jamais anula a anterior, mas soma-se a ela, a nova luz, ou nova interpretação, dizia que se podia adorar a Jesus. Veja:

3a. LUZ - JESUS PODIA SER ADORADO DE NOVO - "Cristo deve ser adorado como Espírito Glorioso, vitorioso sobre a morte na estaca de tortura." - Certificai-vos de Todas as Coisas, página 104, edição de 1960 [a edição de 1970 retirou essa declaração]
.
O mesmo livro TJ dizia que não se deve adorar criaturas, mas unicamente a Jeová. Mas por que diziam no mesmo livro que deviam adorar apenas a Jeová, sendo que afirmaram: Jesus deve ser adorado como espírito glorioso? Porque desde a origem da seita TJ, ensinou-se a adoração relativa a Jesus. Todavia, de vez em quando a luz mudava e ensinavam que Jesus não deveria ser adorado, assim como hoje ensinam que Jesus não deve receber nem adoração relativa.

Mas a luz continuou a brilhar. E novamente adorar a Jesus não foi mais recomendado.

4a. LUZ - JESUS NÃO PODIA SER ADORADO! (DE NOVO!) - "Os trinitaristas que crêem que Jesus é Deus, ou no mínimo uma segunda pessoa do Deus triúno, não gostam das Testemunhas de Jeová dizerem que é antibíblico para adoradores do Deus vivo e verdadeiro render adoração ao Filho de Deus, Jesus Cristo." - A Sentinela de 1 de novembro de 1964, página 671, em inglês.

Percebeu que aqui nada se diz sobre qual o tipo de adoração que não se deve dar a Jesus? O motivo é que de vez em quando se negava até mesmo a adoração relativa a Jesus. Por isso que, para evitar maiores problemas, o Corpo Governte TJ deixou de ensinar em sua "bíblia" mais antiga que Jesus era adorado pelos anjos, em Hebreus 1:6, para ensinar que Jesus recebia apenas homenagens deles.

Mas o Corpo Governante mudou novamente, e Jesus agora poderia ser adorado de novo, de uma forma relativa, como quiseram ensinar antes em outros momentos dessa história de acender e apagar de luzes:

5a. LUZ - JESUS PODIA SER ADORADO!, mas de modo relativo e só pelos anjos - "Em vista de tudo isso, como devemos compreender Hebreus 1:6, que mostra que até mesmo os anjos ‘adoram’ o ressuscitado Jesus, Cristo? Caso se prefira a tradução "adorar", então se precisa compreender que tal ‘adoração’ é apenas relativa. Pois o próprio Jesus declarou enfaticamente a Satanás que "é a Jeová, teu Deus, que tens de adorar [uma forma de proskynéo] e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado". - A Sentinela de 1 de julho de 1971, página 415; A Sentinela de 15 de janeiro de 1992, página 23.

Aqui está a prova de que a adoração que sempre os TJs ensinaram a dar a Jesus é adorar no sentido relativo, e não "gostar muito". Os apologistas TJs na internet, MUITO MALANDROS, MENTEM DESCARADAMENTE, como é próprio de filhos do diabo, ao tentarem por na mente dos incautos que os TJs adoravam Jesus no sentido de se gostar muito dele. Veja o que um desses malandros ensinou no site dele:


Veja como é feio mentir, para tentar diminuir o impacto do erro de sua seita. A seita TJ oficialmente ensina que a adoração prestada a Jesus é relativa, o que significa adorar a Jeová através de Jesus. (Do ponto de vista cristão, adorar a Deus através de qualquer pessoa ou coisa é pecado, pois toda forma de adoração relativa é pecado!!) Mas o autor do texto acima, um TJ muito mentiroso por sinal, ensina que Jesus é adorado na acepção de gostar muito dele, reverenciando-o. E ainda, ele mente novamente, ao dizer, conforme provamos abaixo, que uma vez ou outra, a seita dele ensinou adoração relativa a Jesus. Veja:


A mentira está no fato de que desde os dias de Russell, ao se afirmar que Jesus poderia ser adorado, isso se tratava de adoração relativa, que é adorar a Jeová através de se honrar ou prestar homenagens a Jesus. Tanto que na primeira Tradução do Novo Mundo, a "bíblia" TJ, verteram Hebreus 1:6 como "para que os anjos o adorem", e em 1971 ensinaram adoração relativa a Jesus, conforme evidência acima, e 21 anos mais tarde, em 1992, confirmaram isso! Nesse ínterim, de Russel a 1992, afirmavam que Jesus poderia receber essa adoração, que Jesus não deveria receber adoração nenhuma, e assim ficaram mancando nessa opinião. E atualmente, não ensinam desde 1992 a adoração relativa a Jesus, algo ensinado desde os dias de Russell até 1992, salvo as mudanças para não se adorar a Jesus em sentido algum. Ou seja, de 1889 até 1992 - 103 anos, os TJs creram em Jesus ser adorado relativamente, depois em ele não receber adoração nenhuma, nem relativa. Onde estava o "deus TJ" que demorou 103 anos para supostamente esclarecer que não existe adoração relativa a Jesus? Na privada com Baal?

Aqui nos convém uma observação interessante. Em 1971, se considera a adoração relativa como possível a Jesus, mas 11 anos antes, lemos num livro das TJs:

"Adoração relativa, usando-se ajudas à devoção físicas, é contrária ao princípio cristão de adoração." - Certificai-vos de Todas as Coisas, página 244, edição de 1960.

E mesmo que se dissesse que essa declaração acima se referia apenas à adoração de imagens e não à adoração relativa a Cristo, a obra das TJs Estudo Perspicaz afirmou:

"Não existe um único caso nas Escrituras em que fiéis servos de Jeová tenham recorrido à utilização de ajudas visuais para orar a Deus ou tenham se empenhado numa forma de adoração relativa." (Estudo Perspicaz das Escrituras, volume II, páginas 92, 93).

Quanta contradição nos ensinos do Corpo Govenante! Além de contradição, palavras de confusão, bem típico do que o nome Babilônia quer dizer: Confusão, nome este que as Testemunhas de Jeová nos dão, por afirmar: TODAS AS RELIGIÕES, COM EXCEÇÃO DA NOSSA, SÃO PARTE DE BABILÔNIA A GRANDE, O IMPÉRIO MUNDIAL DA RELIGIÃO FALSA!

Errar, revisar, corrigir, é uma arte aprovada por Deus, mas errar, revisar, corrigir e se considerar a única religião verdadeira, a qual recebe de Deus as interpretações da Bíblia, através de um espirito santo com letras minúsculas NÃO pode ser algo aprovado por Deus. Isso se chama brincar com vidas, e com o próprio Deus.

Atualmente, veja o que ensina o Corpo Governante das TJs sobre se é correto ou não adorar a Jesus?

6a. LUZ - JESUS NÃO PODIA SER ADORADO DE MODO ALGUM!   Só Jeová deve ser adorado! - Portanto, a que conclusão chegamos? Que Jeová, e ninguém mais, é "o Deus verdadeiro e a vida eterna". Somente ele merece receber a adoração exclusiva de suas criaturas. — Revelação (Apocalipse) 4:11." - A Sentinela de 15 de outubro de 2004, página 31.

É importante observar que o Corpo Governante, enquanto admitiu a adoração relativa dos anjos a Jesus, ao mesmo tempo ensinava que só Jeová mereceria a adoração dos humanos. Também, a Tradução do Novo Mundo, a Bíblia dos TJs, edição de 1967, traduziu Hebreus 1:6 por "todos os anjos o adorem", mas as edições posteriores, evitando as provas de que se deva adorar a Jesus, traduziu o texto por "todos os anjos lhe prestem homenagem".

Argumentando com os TJs - Você não acha um ensino errôneo ensinar que Jesus deve ser adorado, depois ensinar que não, depois ensinar que sim, depois ensinar que a adoração a Jesus seria apenas relativa, depois que adoração relativa é idolatria, e finalmente que Jesus não deveria ser adorado? (Espere uma resposta) Você acha mesmo que o Corpo Governante, depois de tantas mudanças que vão e que vêm, ensina mesmo o que Jeová quer, ou o ensino deles é contraditório? -
 Fernando Galli.


Imagem: Google

sábado, 13 de maio de 2017

AUTOCONFIANÇA: A DESGRAÇA DO HOMEM

Com certeza você já recebeu mensagens dizendo para você ser mais autoconfiante, pois, se você não mostrar confiança em você mesmo não conseguirá o respeito de ninguém. Mas, o que ocorre é que a autoconfiança está para o nosso coração como uma poção de veneno está para uma pessoa às portas da morte. A autoconfiança é fatal.

Em Nm 13.32-33 está o relato de dez dos doze espiais que Moisés mandou à terra de Canaã. Depois que constataram que a terra era de fato muito rica  e fértil, eles disseram: “Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos“. Bem, a essa altura você pode estar dizendo que essas palavras não revelam autoconfiança, mas, sim, a falta dela, e, por isso eles ficaram com medo. E tudo isso fica ainda mais complicado quando lemos o que Josué disse: “Tão somente não sejais rebeldes contra o SENHOR e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o SENHOR é conosco; não temais”.

Mas, observe que em momento algum Josué conclamou-os à autoconfiança. Pelo contrário, ele deixou claro que o medo que os paralisara, na verdade, escondia a rebeldia de seus corações contra Deus. Tomar a terra de Canaã era algo que os israelitas deveriam fazer confiando em Deus e em obediência a Ele. Logo, a desistência apontava para rebeldia (pecado de desobediência deliberada) e incredulidade (pecado de dúvida para com a fidelidade de Deus). Para Josué, se os israelitas obedecessem e confiassem em Deus, Canaã seria derrotada e tomada, mesmo com seus gigantes.

Se os israelitas estivessem cheios de autoconfiança estariam pecando tanto quanto pecaram ao duvidar de Deus e se rebelar contra Ele, e isso porque a autoconfiança anula nossa confiança em Deus que é o único que pode realmente nos salvar e nos conduzir em cada situação dessa vida.

Com tanta ênfase dada à autoconfiança em nossos dias, com tantas mensagens e palestras sobre o assunto, nossa geração não era para estar tão abalada, amedrontada e insegura. Era para ser a mais destemida, a mais aguerrida de todos os tempos. Contudo, não é isso que nos mostram as estatísticas. O alto índice de depressão e ansiedade tem enchido os consultórios médicos e psiquiátricos.

Não se iluda. O que você e eu precisamos não é de autoconfiança, mas, sim, da confiança no Alto.

Rev. Olivar Alves Pereira


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