sexta-feira, 18 de novembro de 2011

William Marrion Branham sob escrutínio – Parte 1

WMB, foi bem sucedido em suas campanhas evangelísticas. Tipo os ‘apóstolos’ da atualidade, e temos visto várias pessoas de alguma maneira são beneficiadas com as curas por eles efetuadas. Eu mesmo conheci uma pessoa que foi curada por um desses apóstolos. Existem igrejas que giram em torno de milagres e revelações, como é o caso da Congregação Cristã no Brasil.

Os milagres de WMB são invocados como prova de seu ministério profético. Mas isso não confirmaria necessariamente os apóstolos da atualidade. Podemos até encontrar comprovação dos milagres exibidos, mas entre isso ser verdade e a autenticação da mensagem vir a partir disso, pode haver um abismo. WMB mesmo disse que os sinais não são determinantes sem a palavra.

Por isso, e após receber alguns livros de WMB, de um apologista dele, (VEJA O SITE DELE AQUI) passarei a postar algumas coisas a respeito de WMB. Gostaria de salientar que WMB deu um bom exemplo de humildade financeira.

1) Em seu principal livro, Sete Eras da Igreja, percebe-se que ele não sabia interpretar a Bíblia. Suas interpretações são fracas e estão bem próximas das imaginações gratuitas dos intérpretes alegóricos, ou das pessoas da Congregação Cristã. Iremos demonstrar isso em postagens posteriores com base no livro citado.

2) Ele foi um forte opositor da doutrina da Trindade. E este é o ponto nevrálgico de seu erro. Ele insiste em não apresentar corretamente a definição trinitária. Ele faz o jogo do marketing distorcido, ou constrói o monstro de palha, dizendo que a crença em três deuses é a crença na Trindade (pg 7).

3) Já discutimos muito aqui no blog sobre o que ele disse de 1977, e parece que WMB estava bem convencido disso. Embora não teve visões sobre essa data, no livro ele demonstra que o fim estava bem próximo de seus dias. Ele disse (‘semelhante’ ao que disse Ellen White) que surgiu sinais no céu como prova que Jesus estaria para voltar:

“Aqui está o sinal. O último eclipse da lua foi um eclipse total. Ela minguou até uma total escuridão, em sete estágios. No sétimo estágio, a escuridão total chegou quando o Papa de Roma (Paulo VI) foi à Palestina para fazer um passeio santo em Jerusalém. O papa chama-se Paulo VI. Paulo foi o primeiro mensageiro e este homem usa esse nome. Note que é o sexto, ou número do homem. Isto é o fim. Não passará esta geração até que tudo aconteça.” (pg 324, negrito meu). Esse evento ocorreu em seus dias. Esses acontecimentos, sete sinais, apontavam para 1977, pelo menos ele achava assim. No livro Sete Eras ele não deu advertências de cautela de que poderia estar errado como deu em outras ocasiões. E isso, tanto os apologistas protestantes bem como os apologistas de WMB deveriam pesar.

4) Embora ele não tenha dito que ele era o mensageiro da era de Laodicéia (umas das interpretações mais infantis dos dispensacionalistas, medíocres por sinal, quem quer que tenha defendido isso...) ele coloca a disposição do mensageiro para ser interpretado como sendo ele. Não sei por que alguns defensores negam que ele se sentia o mensageiro da era de Laodicéia (pg 291 a 298, 306)

5) Diz que Deus vomitou os Batistas por causa de seus credos, os Metodistas por causa do batismo por aspersão e os pentecostais por causa dos sentimentos, dizendo que todos estes deixaram a Bíblia, A Palavra... (305).

6) Outra afirmação estranha foi ele insinuar que as mulheres não deveriam trabalhar fora de casa! Bem diferente da mulher de Provérbios 31. Não sei se a turma do Tabernáculo da Fé leva isso a sério... (310)

7) Ainda tem o carro bolha de plástico, que era um dos sinais que aconteceria antes de Cristo voltar... parece que isso não ‘vingou’ muito!



SOBRE A DOUTRINA DA TRINDADE

Irei usar o que WMB algumas coisas que ele escreveu sobre a Trindade em seu principal livro, Sete Eras da Igreja.

1) WMB comete o marketing do monstro de palha. Isto é, dá a conclusão errada. Ele diz que crer em três deuses é errado, portanto, diz ele, não se deve crer na doutrina da Trindade (pg 7, 14). Visto que são pessoas distintas, e cada uma sendo Deus, logo deveria ser três Deuses, diz ele.

RESPOSTA: Isso é ser intelectualmente desonesto! A Teologia Cristã jamais usou o termo desta maneira. Ele deveria ao menos trabalhar em cima da definição ortodoxa e não causar a impressão que propagou. WMB age como que a definição ‘Um Deus em essência e três pessoas distintas’ seja o mesmo que TRÊS DEUSES!

2) Um Deus e três pessoas é irracional, Deus é uma pessoa com três ofícios! Ele zomba quando chamamos isso de mistério. Dizendo até que a linguagem perde sentido...

RESPOSTA: Mas vamos usar o próprio argumento dele. Ele disse que Deus tem três ofícios, e além disso, não nega que isso também seja um mistério (pg 9)! Ele, e qualquer um sabe muito bem, que três ofícios em uma mesma pessoa não se comunicam, não comungam realmente e nem podem relacionar-se pessoalmente. Para o modalista seria uma comunicação misteriosa Deus falar consigo mesmo.

WMB que comete o erro que acusa!

Agora irei mostrar UMA PESSOA E TRÊS OFÍCIOS DE FATO (e como é impossível biblicamente ser modalista):

Cristo, Ele tem três ofícios relacionado com seu povo e é uma ÚNICA Pessoa.(WMB usa Profeta, Cordeiro e Filho. Ele não usa a definição conhecida do protestantismo, pg 10). Então uma objeção ao que WMB considera sendo a natureza de Deus é: COM ESSES OFÍCIOS, NUNCA VEMOS NA ESCRITURA, O PROFETA CRISTO CONVERSANDO COM O CRISTO CORDEIRO, NEM O CORDEIRO FALANDO COM O FILHO CRISTO!

Deus Pai, é uma pessoa... Por isso ele fala com o Filho... O Espírito glorifica o Filho!

3) Pai, Filho e Espírito Santo são títulos e não nomes. WMB deixou de entender que isso é um anacronismo, e não se aplica o que é coloquial hoje na Escritura. Vamos ler Is 9.6: “Um filho se nos deu, e o seu NOME será [...]”. Depois o profeta DE DEUS diz que Deus, Pai, Príncipe, Conselheiro, eram nomes na perspectiva bíblica. Ex 34.14: “meu NOME é ciumento”. Não existe títulos na Bíblia, mas sim nomes (pg 9)!

4) A trindade introduzida no Concílio de Nicéia. Em 325 d.C o tal concílio debateu sobre a divindade do Filho, e não necessariamente sobre a doutrina da Trindade. Isso que WMB diz é inexato (pg 8). O Credo Niceno nem mesmo cita a palavra Trindade. E ele sabia disso.

No momento é uma visão geral do que percebi na leitura do livro Sete Eras da Igreja de Willian Marrion Branham. Mas tenho dois compromissos com o assunto: Mostrar suas infantilidades hermenêuticas sobre Apocalipse e tratar do assunto prometido: O batismo em Nome de Jesus Cristo.

Fonte: MCA

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