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sábado, 30 de abril de 2011

Dialogando com um adepto da Congregação Cristã no Brasil Final

(Francisco) – Depois eu te mostro o ministério de Cooperador na Bíblia. Eu estava me esquecendo de um assunto muito importante, o batismo em nome do Senhor Jesus. Em Atos 2.38 ordena que Batismo deve ser feito em nome do Senhor Jesus para sermos salvos.

(Lutero) –  Você muda muito de assunto... Irmão Francisco, nenhuma ‘forma’ ou ‘fórmula’ de batismo salva. Salvação está na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, morto e ressuscitado pelos pecadores (João 3.16,36). Além do mais, a CCB não pratica o batismo em nome do Senhor Jesus, apenas. Numa invenção histórica*, a CCB acrescenta o batismo triúno de Mateus 28.19 junto ao batismo em nome de Jesus! Em toda história da igreja cristã encontramos o batismo em nome do Senhor Jesus Cristo, em especial em seus primeiros anos, depois encontramos unânimes o batismo triúno, mas NUNCA as duas ‘fórmulas’ juntas. A CCB faz isso sem nenhuma base bíblica ou mesmo histórica.

[*Obs: Para uma informação sobre onde esse batismo em um nome quadruplo pode ter iniciado veja
aqui.]

(Francisco) – Mas ambos são citados Lutero. Então a Congregação obedece, e batiza assim: “Em nome Jesus Cristo te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”!. Essa foi a revelação que Deus deu ao fundador da Congregação, o italiano Louis Francescon, ex-presbiteriano.

(Lutero) – Ao ler a história da CCB, o atual batismo da CCB não pode ser creditado a Louis Francescon. Nada disso é citado por ele no ‘Histórico’. Hoje os membros da CCB desconectam suas conclusões dos fatos históricos.

(Francisco) – Como assim Lutero?

(Lutero) – A Igreja Presbiteriana é uma das denominações protestantes que batiza por aspersão. O questionamento de Louis Francescon foi a ‘forma’, ou seja, de que modo deveria ser efetuado o batismo, por imersão ou por aspersão. Na verdade, a mesma discussão que históricamente tem os batistas com os demais cristãos. Nada de um batismo em nome de uma ‘quaternidade’, se é possível usar um termo assim para esse batismo da CCB.

(Francisco) – Eu vou verificar isso, mas sei que o batismo verdadeiro é o em nome do Senhor Jesus.

(Lutero) – O que discuti aqui não foi indagar ou reclamar o batismo ‘em nome do Senhor’. Mas sim, o ‘quadruplo’ nome usado no batismo da CCB e a ‘salvação batismal’ ensinado pela CCB.

[Para um estudo histórico e equilibrado sobre o assunto do batismo em nome de Jesus, acesse essa página
aqui.]

(Francisco) – Eu não me preocupo muito com essas coisas, busco mais a revelação, aquilo que Deus me mostra, do que ficar muito na letra.

(Lutero) – Olha Francisco, os Mórmons dizem a mesma coisa e milhões estão lá afirmando que receberam uma suposta ‘resposta divina’ que confirmou a eles que aquela igreja é ‘a verdadeira’.

(Francisco) – O diabo engana muitas pessoas Lutero.

(Lutero) – O que mais me preocupa em você Francisco, é que sua concepção da graça de Deus, está limitando-a na sua denominação.

(Francisco) – Nunca Lutero. Eu estou na graça e você é da lei, pois sua igreja tem que dar o dízimo e o dízimo é da lei, não da graça. A Congregação é o caminho para o Céu.

(Lutero) – Sim, o dízimo é da lei assim como a justiça, a misericórdia e a fé (Mateus 23.23).

(Francisco) – Mas o dízimo foi abolido, e quem está na lei está sob maldição.

(Lutero) – Acho que você precisa ver algo mais nesse assunto. O dízimo como era dado na antiga aliança, sem dúvida, foi abolido. Mas acontece que um princípio permanece com base naquele modo antigo de sustento para obra de Deus. E é esse princípio que precisamos ver o dízimo no Novo Testamento.

(Francisco) – Não adianta Lutero, o dízimo é do Velho Testamento e não existe esse mandamento no Novo. As igrejas usam uma lei que foi abolida para extorquir dinheiro das pessoas.

(Lutero) – Vejamos isso na Bíblia, irmão Francisco ... Novamente I Coríntios 9.6 ao 14. Observe o argumento do apóstolo para o sustento pastoral, é exatamente a lei de Moisés! Ele faz a transposição daquela antiga forma de ofertas/dízimos, de cereais e animais, e faz uma legitima aplicação a exatamente aquilo que você está criticando. Me parece que você tem um sério opositor. Embora ele não tenha feito uso desse direito ali, Paulo pressupõe sua legitimidade.

(Francisco) – Não admitimos isso na Congregação. Lei é Lei, Evangelho é Evangelho... é graça.

(Lutero) – Pois bem irmão Francisco, mas até agora você não teve uma reposta bíblica. Tem constantemente apelado para a autoridade que ‘a Congregação’ tem sobre suas opiniões. Lembra-me muito da autoridade Papal.

Tem uma informação sobre esse assunto no fim da postagem, que interessa aos Presbiterianos.

(Francisco) – Eu respondi sim. Mas é que você fica só na letra. Nós na congregação falamos muito no espírito, na revelação. Mas já que citou I Coríntios, o que me diz do véu?


(Lutero) – De fato o uso do véu é uma prática cristã. Não existe real motivo para achar que vocês estariam errados ter esse costume. Parece ser uma leitura direta de I Coríntios 11. Embora não exaustiva quanto se pinta, mas uma boa correspondência.

(Francisco) – Então, por que as igrejas não obedecem esse mandamento ? São desobedientes.

(Lutero) – Acontece que se tem notado que a cultura local, da cidade de Corinto, estava diretamente ligada a essa prática. Assim, de alguma maneira, o apóstolo teria orientado essa prática. Naquela localidade, geralmente prostitutas de templo ou mulheres imorais não usavam véu. Nessa linha, alguns estudiosos indicam o contexto do ensino apostólico.

(Francisco) – Está vendo Lutero como a letra mata? Temos que cumprir esse mandamento, desse jeito, para sermos Igreja de Cristo.

(Lutero) –  Observe que dentro do contexto de I Cor. 11, o apóstolo pressupõe uma reflexão local. Veja os versículos 13 e 16.

(Francisco) – Negativo Lutero. A mulher que ora sem véu desonra sua cabeça. Assim como não deve ter cabelo cortado, nem o homem ter cobertura com véu ou com cabelo comprido. É vergonhoso e Deus não aceita orações sob essas condições.

(Lutero) – Irmão Francisco, sendo a observação cultural a correta, isto era vergonhoso para eles naquela cultura! Lembre-se que Deus permitiu o nazireu usar cabelo cumprido, mesmo sendo homem, e no fim do voto ele rapava a cabeça, se fosse mulher teria a cabeça rapada. Note isso em Números 6.2,5,18.

(Francisco) – Mas essa lei era no Velho Testamento, agora estamos numa nova doutrina.

(Lutero) – Certo Francisco, mas isso ilustra que certas informações devem ser vistas dentro de seu contexto cultural e doutrinário, além do mais, o que ficou demonstrado foi o modo de Deus tratar os homens dentro de uma história especifica.

Mas eu preciso ir, tenho que visitar uma pessoa que se afastou da igreja...

(Francisco) – Mas ele pecou de morte? Na Congregação não há perdão para quem comete adultério ou fornicação, esse é o pecado de morte!

(Lutero) – Eu conheço a blasfêmia contra o Espírito Santo como pecado de morte. Por mais reprovável que seja os pecados sexuais, existe perdão.

(Francisco) – Então quer dizer que eu posso fazer e aprontar o que quiser, depois voltar para a igreja e está tudo certo!? Isso na Congregação não acontece.

(Lutero) – Não sei se com isso você revela o que está no seu coração... Mas o apelo de Cristo Jesus será sempre: NÃO FAÇA ISSO! (Ap 2.21,22; II Co 12.21).

(Francisco) – Lutero, você é meu amigo, vamos à minha igreja buscar a Palavra e Deus vai falar com você? A CCB é a graça de Deus.

(Lutero) – Não irmão Francisco, eu não vou à sua igreja buscar Palavra, pois eu já estou com ela na minha mão! Com a Bíblia não preciso de revelações extras. Até mais.



A oração do Francisco – Senhor, mostre ao Lutero que a Congregação é Tua graça na terra. Ele está enganado e não entende que a Congregação é único caminho para o Céu. Te peço isso em nome do Senhor Jesus Cristo.

A oração do LuteroPai Soberano, ajude o Francisco a ver e sentir que, somente em Teu Filho Jesus está a salvação eterna, somente Teu Filho é a manifestação de Sua bendita Graça. Liberte o Francisco da religiosidade estéril e sectária. Produza nele, ó Pai, amor pela Sua Palavra. Em nome de Jesus Cristo.



Conclusão

Quase o irmão Lutero perde a paciência!

Esse caso fictício demonstra com certo grau de precisão como pensam os membros da CCB. Minha esperança é que com esse ‘diálogo’, você possa se defender diante das  acusações dos adeptos dessa religião. Ainda que para muitos ela não é uma seita*, existe um perigo patente no bojo teológico deles.
Nos últimos anos a liderança da CCB tem diminuído o ataque a outras igrejas evangélicas, o que pode ser bom. Mas ainda o exclusivismo é a marca deles, a ponto de dizerem que a salvação está somente com os membros da CCB, por causa do seu batismo, entre outras coisas.

Precisamos fazer justiça também, que o Nosso Gracioso Deus está salvando muitas pessoas de uma vida de pecado, idolatria e espiritismo por meio deles. Felizmente ainda vemos no credo oficial da CCB os ideais do Protestantismo, e graças a esses vestígios da verdade, algo está sendo genuinamente realizado entre eles. Precisamos também nos resguardar de disseminarmos tal atitude exclusivista. Como humanos podemos cair nesse laço.

Que nosso trabalho seja o de  II Co 10.5.

_______

*
Para os Presbiterianos: Existe um documento do SC, que inclui a congregação cristã como igreja cristã evangélica, não sendo necessário o batismo. Alguns pastores já duvidaram dessa minha informação, outros ao depararem com ela, acharam que não era sobre a CCB que tal documento refere-se, pois está escrito com iniciais minúsculas, como comecei aqui. Pois bem, até que se resolva isso, qualquer membro da CCB que decida tornar-se da IPB, que não queira receber o batismo, não há razão autorizada para que o Conselho insista nisso. O documento diz assim: "SC-54-137 - Quanto às consultas dos Presbitérios de Niterói, de Sorocaba e da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo sobre como devem ser recebidos na IPB membros de igrejas pentecostais, congregação cristã ou Assembléia de Deus, bem como pessoas que professam a fé em igrejas reconhecidamente evangélicas mas que não pertencem à Confederação Evangélica do Brasil e também não concedem carta de transferência para outras denominações, o SC resolve responder que essas pessoas sejam recebidas por pública profissão de fé, independente de novo batismo." (negrito e itálico meu)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dialogando com um adepto da Congregação Cristã no Brasil II

Recapitulando: uma conversa fictícia entre Lutero de uma igreja protestante e Francisco da CCB.

(Francisco) – Mas tem outro problema muito sério que sua igreja faz, algo totalmente errado. Os pastores recebem salários para exercerem a função. Na Congregação não. Os Anciãos têm seus próprios trabalhos, pois quem não trabalha não come, diz a Escritura. E o apóstolo Paulo vendeu tenda para não ser pesado aos irmãos. A Bíblia diz que os pastores são ladrões...


(Lutero) – Calma, irmão Francisco. Eu concordo que existem muitos pastores que são verdadeiros mercenários e empresários da fé, mas não posso negar o principio bíblico do sustento pastoral por causa de exageros, além de não poder também generalizar por causa da ala podre.

(Francisco) – Não existe isso na Palavra Lutero. ‘Sustento pastoral’, isso é invenção.

(Lutero) – Irmão Francisco, veja isso então... Em I Coríntios 9 Paulo diz que não tinha deixado de trabalhar. Mas outros apóstolos e lideres da igreja tinham deixado o emprego secular! (Vers.12). Ele afirmou no versículo 11 que podia colher ‘recursos materiais’ da igreja. Além de dizer que recebeu salários de outras igrejas...

(Francisco) – Onde está isso?

(Lutero) - Em II Coríntios 11.8

(Francisco) - O que é despojar?

(Lutero) – É saquear.

(Francisco) – Olha Lutero, Deus me revelou essa graça, pois Ele é nosso Pastor, e na sua igreja existe pastor, e pastor é só o Senhor Jesus. Na Bíblia tem Ancião, Presbíteros e Bispo, mas não tem ministério de Pastor, então eles ocupam o lugar do Senhor Jesus. Não são ovelhas, João 10.1 confirma isso.

(Lutero) – Com respeito a nomenclatura, eu acho que não estamos sintonizados. Todo Presbítero/Bispo/Ancião é Pastor e vice-versa. Em alguns sistemas de governos eclesiásticos usa-se o sistema episcopal, entretanto, tratando-os como Pastores.

(Francisco) – Mas estão errados! Pastor é um só, o Senhor Jesus.

(Lutero) – Francisco ... o uso do termo não faz diferença nesse caso. Veja, Jesus Cristo é também chamado de Bispo em I Pedro 2.25, entretanto a Bíblia chama homens de Bispos.

(Francisco) – Mas não tem na Bíblia ministério ‘de pastor’, isso é uma afronta ao Senhor Jesus.

(Lutero) – Não está causando problema demais num assunto tão trivial? Veja, na CCB existe um ministério de ‘Cooperador’ (de adultos e de jovens). Existe isso na Bíblia?


(Francisco) - Sim existe. O apostolo Paulo chamou alguns de Cooperadores.

(Lutero) – ‘Cooperador’ por cooperarem com ele irmão Francisco. Não existia apresentação e/ou ordenação para tal ‘ministério’. Está notando o problema da nomenclatura? Na CCB a realidade dos fatos é: Ancião = a um Bispo Anglicano ou Metodista, muito embora com um raio de ‘domínio’ menor. Cooperador = Presbíteros, porém sem muita autonomia local.

domingo, 24 de abril de 2011

Dialogando com um adepto da Congregação Cristã no Brasil I

No dialogo fictício que se segue, temos o irmão Lutero e o irmão Francisco. Lutero é membro de uma igreja protestante histórica, já Francisco é membro da Congregação Cristã do Brasil (CCB).
Esse diálogo, embora fictício, reflete uma realidade incontestável. Veremos porque muitos cristãos hoje têm dificuldades em ver a CCB como uma igreja genuinamente cristã. A proposta aqui é que, embora o credo oficial da CCB não contenha heresias, a atitude observada entre seus membros e lideres não tem correspondido com seus pontos de fé, pontos que estão implícitos os ideais do Protestantismo Histórico. (Não compartilho da idéia que a CCB seja uma seita. Porém, não posso deixar de pensar que seja uma igreja com atitudes exclusivistas. Em vários membros e lideres, nota-se que a salvação está vinculada ao batismo lá realizado.)

Boa leitura !

( Lutero) – Olá irmão Francisco ! Tudo bem?
(Francisco)- Sim estou bem. E você Lutero?
(Lutero) – Irmão Francisco, você nunca me chama de irmão nem me cumprimenta com uma saudação cristã. Você tem alguma coisa contra mim?

(Francisco)- Não Lutero, eu gosto muito de você, mas é que você não é meu irmão na fé.

(Lutero)- Mas como não Francisco? Nós confessamos o mesmo Senhor, confiamos no mesmo Deus que salva graciosamente por meio de Cristo.


(Francisco)- Mas Lutero, tem muito mais envolvido em crer no mesmo Senhor. Às vezes Deus não se agrada de algumas coisas que sua igreja prega ou faz. Então não temos como comungar a mesma fé. A nossa doutrina não é a mesma.

(Lutero) – Tudo bem Francisco. Eu não acho que minha denominação é perfeita. Mas você acha que tudo na CCB é perfeito?


(Francisco)- Lutero, os homens erram, mas a Congregação é perfeita, é a graça!

(Lutero)- Olha Francisco, estou com dois sentimentos opostos. Admiração e indignação. Acho interessante pensar que a CCB é perfeita, mas dizer que ela é a graça de Deus!? A graça de nosso Deus não pode estar vinculada nem limitada a uma denominação religiosa, por melhor que seja. Somente uma pessoa pode concentrar em si algo tão grande: o Senhor Jesus.


(Francisco)- Você pode não entender, mas veja: Vocês oram em pé e a Bíblia diz que quem ora em pé é hipócrita! Veja em Mateus 6.5.

(Lutero)- Irmão Francisco... me desculpe mas esse versículo não diz isso, e sim que ‘os que gostam de serem vistos pelos homens’. Ou seja, Jesus está reprovando o exibicionismo, note o versículo 2, estaria Jesus reprovando as boas obras? Outra coisa, em Mateus 23.5,6,7 o Senhor deixa bem claro isso. Seriam os Anciãos de sua igreja hipócritas por ocuparem os primeiros lugares na igreja?


(Francisco)- Um dia você vai entender Lutero. Temos que orar de joelhos. A Bíblia diz que todo joelho se dobrará diante do Senhor Jesus’. É falta de respeito orar em pé. Jesus, Paulo e outros oravam de joelhos no chão!

(Lutero)- Concordo, acho realmente certo, mas não se pode condenar uma prática diferente. Até mesmo Jesus falou de oração feita em pé que foi ouvida (Lucas 18.9-14).


(Francisco)- Não, não! Só o fariseu orou em pé, o outro não diz que orou, veja o versículo 13 ... ele só clamava.

(Lutero)- Negativo Francisco, no versículo 10, Jesus disse que ‘os dois subiram para orar’, foi e é uma oração.


(Francisco)- Lutero, você precisa buscar a Deus, pedir para Ele te revelar. Tem tantas outras coisas que você não sabe. Mas só Deus para te revelar.

(Lutero)- Ok irmão Francisco, se quiser pode me falar o que quiser, se for um ensinamento bíblico estarei disposto em apreciar.


(Francisco)- Olha Lutero, vamos ver Romanos 16.16 ... aqui temos um mandamento, o ósculo santo como saudação cristã. A sua igreja saúda com o ósculo santo? Aqui diz que as igrejas de Cristo saúdam com o ósculo.

(Lutero) – Não.


(Francisco) - Se ela não faz isso, então ela não é igreja de Cristo!

(Lutero) – Então as igrejas que tem essa prática, como os ‘adventistas movimento da reforma’, e outros, são igrejas de Cristo por esse motivo?


(Francisco) – Não... Não sei deles, mas a Congregação cumpre esse mandamento e a sua não.

(Lutero) – Irmão Francisco, não acha que essa era uma prática cristã herdada dos judeus assim como o lava-pés? Um costume cristão?


(Francisco) – É Lutero, meu amigo, você não entende mesmo, isso é mandamento! Lava-pés sim era costume, ósculo é mandamento.

(Lutero) – Bem, como você pode me provar que ósculo era mandamento e o lava-pés era costume quando o próprio Cristo colocou os dois em pé de igualdade? Lucas 7.44-46.


(Francisco) – Aqui está dizendo um ‘exemplo’, exemplo não é mandamento.

(Lutero) – Por favor Francisco !? Você está usando dois pesos e duas medidas. Leia João 13.14 e veja se sua resposta condiz com isso.


(Francisco) – Aqui Lutero o Senhor Jesus está só dando um exemplo, ademais, os apóstolos não ensinaram isso.

(Lutero) – Afirmou dois enganos Primeiro; Jesus disse: “Deveis fazer isso também.” Isso não é exemplo irmão Francisco. Segundo: O apostolo Paulo usou o ‘lava-pés’ como prática cristã identificadora (I Timóteo 5.10).


(Francisco) – Eu vou refletir um pouco nisso depois. Mas vocês praticam o lava-pés Lutero?

(Lutero) – Não irmão Francisco, a Bíblia foi escrita em uma cultura diferente da nossa. E alguns costumes aceitáveis e moralmente corretos foram relatados na Bíblia, bem como incorporados na prática cristã primitiva. Um aperto de mãos, um abraço, um convite e etc., estão mais próximos de nossa realidade. Mas enfatizo, NÂO É ERRADO saudar com um beijo ou praticar o lava pés ‘cerimonialmente’. Errado está em julgar outros por isso e se identificar como única igreja verdadeira por causa desses costumes.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Resposta Apologética Cristã a um mórmon - parte 2


Resposta do irmão Lucio ao amigo ‘mórmon’ Leonel. (As partes em negritos são do Leonel.) depois dessa resposta o amigo Leonel se retirou do debate, não completando um ciclo satisfatório de argumentos.
Em breve estarei postando sugestões que nosso irmão Lucio propõe para evangelização dos ateus. O irmão Lucio contribuirá com esse blog com textos apologéticos de caráter filosóficos. ‘Como evangelizar um ateu?’ sempre será de autoria desse precioso irmão.

Leonel: Imagino que tais competições não interessam a cientistas sérios. Diferente de Dawkins ou Hitchens, Ehrman não parece interessado em "destruir" a religião. Seu esforço é noutro sentido. Porém, torno a repetir, usei-o apenas para ilustrar meu ponto de vista, que é: a Bíblia não está acima de crítica!


Lucio: Cientista sérios... interessante... quem seriam esses? Acho q você sabe que Dawkins é responsável (por parte de Oxford) por popularizar as idéias científicas. Assim, ele é um autentico representante do grande corpo docente de acadêmicos cientistas e pseudo-filósofos. Aliás, essa crítica de que a maioria dos cientistas quando tentam filosofar cometem desastres é apoiada por grandes filósofos como Antony Flew e Alvin Platinga.

Agora, se você usa Ehrman para apoiar suas opiniões, tem que lidar com as críticas à ele. É a autoridade que você recorre que estou questionando! Você viu o vídeo? Você leu o link?

Aliás, Ehrman já debateu, só que eu saiba, com Craig, Licona e J. White! Não ouvi falar que ele se deu bem...

Leonel: ...admitiu que os pontos trazidos à luz por mim em postagens anteriores são consenso na comunidade acadêmica e não delírios de um estudioso decepcionado com a religião ou reflexões "anacrônicas" de um "mórmon" desesperado diante dos "fatos".

Lucio: Bom, é por isso que citei os debates. O que afirmo é que a comunidade acadêmica está comprometida com o naturalismo e/ou qualquer válvula de escape que lhes dê sua preciosa emancipação de um Ser que lhes cobra uma vida moral (porque amam o pecado...). Mas quando essa hegemonia é trazida ao tribunal da lógica e da razão, e o debate é o melhor jeito de isso ficar claro, podemos perceber que esses consensos estão isentos de bom senso. (apesar da aliteração).


Leonel: Nada surge do nada. Leia um bom livro de História e entenderá as razões políticas e teológicas que motivaram tais modificações.

Concordo. Mas essa foi uma evasiva muito medíocre. Na verdade eu poderia ser simplório e responder a altura assim: leia um bom livro de apologética e terá as respostas...
Por favor, se você tem algum livro que explique isso, mostre o argumento aqui. Transcreva-o e vamos debater. Já que você gosta de se juntar ao inimigo de seu inimigo (como o fariseu com o saduceu para enfrentar Jesus), sugiro Bultmann ou Strauss.

Leonel: a Bíblia não está acima de crítica! (Obs: Lamento muito ouvir isso dos mórmons. Nesse momento eles têm servido a causa diabólica de sempre, desde o Éden, por a Palavra de Deus em duvida. Ass: Luciano.)

Lucio: Eu concordo. E já são 2000 anos de história que ela, de um jeito ou de outro está sendo criticada. A partir daí, troco a preposição ‘de’ para ‘da’, e retiro seu não: A Bíblia está acima DA crítica!

Leonel: Afeta um dogma central do tipo de cristianismo que você professa: a inerrância bíblica.

Lucio: Bom, parece que o Ehrman discordaria de você... (na resenha de Wintherington)
Veja o vídeo de novo por favor...
Se não conseguir captar o raciocínio, o transcreverei aqui.

"os versos finais do Evangelho de Marcos, onde Jesus, depois de sua ressurreição, diz a seus discípulos que aqueles que acreditarem nele falarão em línguas estranhas, serão capazes de lidar com cobras e de beber veneno sem correr riscos." (Ehrman)

Ehrman... ficou claro que você não leu a resenha de Ben Wintherington... Interessaria-se por vê-lo traduzido?

Enfim...

Qual relevância tem esse texto para a doutrina cristã? Além do mais, não vejo os eruditos cristãos reivindicando a originalidade do final extenso de Marcos. Como é óbvio, você está desinformado. Quer uma dica de leitura? Leia o livro ‘Introdução Bíblica’ de Norman Geisler e Willian Nix. Além disso, por exemplo, o falar em outras línguas tem respaldo na carta de Paulo aos Coríntios...

Leonel: Critérios tão subjetivos que Martinho Lutero ainda discutia a "inspiração" de Tiago em meados do século XVI e recomendava sua exclusão do cânon.

Lucio: Quem sabe Lutero, à semelhança de alguns mórmons , não estaria desavisado (para ser eufêmico) quanto aos critérios de canonização. Na verdade, a dúvida de Lutero foi a dúvida da Igreja primitiva, bem como a resolução...
Sendo direto, você sabe quais são os critério de canonização? Aliás, poderíamos discutir esses critérios e buscar aplicá-los ao seu livro de mórmon. O que você acha?

Leonel: Minha opinião pessoal é que tais "fatos" acabam pesando contra a Bíblia. Se tais passagens miraculosas comprovassem algo, o Livro de Mórmon estaria acima de qualquer crítica pois tais abundam nele. Outras religiões passariam pelo mesmo teste sem qualquer arranhão à sua credibilidade (digo, no critério de fatos históricos comprovados e passagens miraculosas).

Lucio: Quero limitar meus comentários até aqui. Esse último comentário é o que eu mais queria que você fizesse. Vou produzir um texto inteiro em resposta a essas alegações.

Até a próxima Leonel."

Como disse no começo dessa postagem, Leonel se retirou, assim não teremos a conclusão que o irmão Lucio intencionou.
O Leonel nos disse que iríamos desdenhar dele por ele ter se retirado do debate. Eu disse a ele que não faríamos isso, pois quem tinha o habito de humilhar algumas pessoas (os negros) eram os profetas mórmons, e não nós. Veja as palavras diabólicas que certo profeta mórmon disse.

“Você vê alguns grupos da família humana são negros, desajeitados, feios, desagradáveis e baixos em seus costumes, selvagens e aparentemente sem a benção da inteligência...o Senhor pôs uma marca nele, que é o nariz chato e a pele negra”.
BRINGHAM YOUNG – Journal of Discourses, vol. 7, pg. 290,291.

Quão nobre seria que o Leonel, e outros mórmons, usassem suas capacidades para desmascarar essa 'bestialidade verbal'.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Resposta Apologética Cristã a um mórmon - parte 1


Como prometi, eis uma resposta do Lucio ao amigo leitor do nosso blog, Leonel, que usou das ficções de Ehrman para questionar os fatos bíblicos.

"Quem disse que só pelo fato de Ehrman falar a opinião torna-se fato? Na verdade, na comunidade acadêmica há um consenso geral a favor do naturalismo, mas será que é isso mesmo que é verdade? Bom, a questão é que nenhum deles foi capaz de vencer um debate sequer contra algum apologista cristão (é verdade que alguns ficaram ‘trucados’ mas nunca houve uma derrota por parte de algum cristão), assim, o fato de a maioria concordar não quer dizer nada. Aliás, todos concordavam que o sol girava em torno da terra... como as coisas mudam na tão estável ciência hein... Como alguém já disse: a massa é burra...
Além disso, não são novas essas alegações de Ehrman. Lembro-me de Wrede, Straus, entre outros, terem dito isso a um bom tempo atrás. Dizer que os textos foram modificados por tendências teológicas é muito fácil, agora, o que nem Ehrman, nem Strauss, nem ninguém conseguiu foi explicar como essas motivações teológicas surgiram do nada na comunidade rabínica do primeiro século.
Bom, se você conhece a ciência da crítica textual, ao menos um pouco, sabe que a ‘corrupção’ do texto é tão insignificante que não afeta nenhuma doutrina cristã (admitido por Ehrman!). Na verdade, a corrupção é de menos de 1%! Isso quer dizer nada! Agora dê uma olhada em outros textos antigos e veja o que realmente é corrupção no texto. As variantes nos textos do Novo Testamento são tão insignificantes que seria um absurdo dizer que o texto é corrompido. Para sintetizar as informações que quero transmitir veja este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=16a2Db7zw3M
Estou aberto para debater o assunto.
Quando vi você falar de crítica textual achei engraçado. Já pensou na aplicação dela ao livro de Mórmon? Já pensou o que diria Ehrman sobre ele? Recorrer a Ehrman é como os fariseus se unirem aos saduceus para derrubar Jesus. Dê uma pesquisada e depois você me fala o que acontece...
Aliás, não houve uma alegação de céticos como Ehrman que não tiveram sua devida resposta. Você deve estar no mínimo muito desinformado para crer que os cristãos estão alienados sobre o assunto. Viu as críticas que Ben Wintherington III fez dele (eis um artigo bom para começar: http://benwitherington.blogspot.com/2006/03/misanalyzing-text-criticism-bart.html )? São, no mínimo, conclusivas. Ouvi falar também que James White se deu muito bem no debate contra Ehrman, pena que o debate está em inglês, sem legendas... Vale a pena conferir como estudiosos como Craig Blomberg, Craig Evans, D. Carson e tantos outros responderam muito bem às críticas negativas da alta e baixa crítica e seguem de consciência limpa afirmando a incorruptibilidade dos textos. Pensar que Ehrman está sem respostas é tão bem informado quanto pensar que Hitchens é invencível em um debate (como prefacia Dawkins na versão inglesa do ‘Deus não é grande: como a religião envenena tudo).
Outra questão estranha que você colocou foi a de que a Bíblia que temos em mãos só passou a existir em Nicéia. Se você está falando que só em Nicéia foi finalmente entrado em consenso quais eram os livros realmente inspirados, eu concordo com você. Isso não desacredita o cânon, antes o credita, pois mostra o rigor que a Igreja primitiva tinha antes de reconhecer (e não canonizar) que um livro é inspirado. Aliás, sabe quais foram os critérios?

Além de tudo isso, a Bíblia conta com um acervo de fatos históricos (e miraculosos!) que religião nenhuma no mundo possui, como a ressurreição de Jesus, a passagem pelo mar Vermelho e tantos outros. ( abertíssimo a debate!)

Por fim, vale lembrar que Ehrman não abandonou o cristianismo por causa da crítica textual, mas foi por causa do problema do mal, assunto que ele não tem competência alguma para discutir.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

AS SETE DIFERENÇAS ENTRE MORMONISMO E CRISTIANISMO

Apresentação

O propósito deste estudo é mostrar as sete diferenças entre o mormonismo e o cristianismo tradicional (católico, protestante, e ortodoxo). Muitos simplesmente pensam que o mormonismo é uma parte do cristianismo, principalmente por que eles são chamados de "Igreja de JESUS CRISTO dos Santos dos Últimos Dias" (grifo nosso). O problema é que nós, como cristãos tradicionais, pensamos que o
mormonismo ensina outro Jesus diferente do que a Bíblia ensina (cf. IICo. 11: 3 - 4, 13 - 15).

As Sete Diferenças

1. As escrituras mórmons ensinam que todas as várias denominações cristãs, particularmente os presbiterianos, batistas, e metodistas, são todas consideradas por Jesus Cristo como “erradas”.
Quando o profeta mórmon Joseph Smith, Jr. estava questionando, quando tinha 14 anos, a qual estas igrejas para unir, ele afirmou:

Foi-me respondido que não me unisse a qualquer delas, pois estavam todas erradas; e o Personagem que se dirigia a mim disse que todos os seus credos eram uma abominação a sua vista; que aqueles religiosos eram todos corruptos; que ‘eles se aproximam de mim com os lábios, mas seu coração está longe de mim; ensinam como doutrina os mandamentos de homens, tendo aparência de religiosidade, mas negam o seu poder’ (Pérola de Grande Valor | JS-História 1:19 – grifo nosso, cf. 1:9).

E disse-me ele: Eis que não há mais do que duas igrejas; uma é a igreja do Cordeiro de Deus e a outra, a igreja do diabo; portanto, quem não pertence à igreja do Cordeiro de Deus faz parte daquela grande igreja,
que é a mãe de abominações; e ela é a prostituta de toda a Terra (O Livro de Mórmon | 1 Néfi 14:10).

2. As Escrituras, profetas e apóstolos mórmons ensinam que há mais de um deus que criou este mundo e que há muitos deuses que governam outros mundos, e que os mórmons dignos podem
um dia se tornar deuses também. Embora os mórmons afirmem que só há um Deus, eles ainda acreditam que o Pai, Filho, e o Espírito Santo são deuses separados unidos em propósito em vez deum ser pessoal que têm a mesma eternidade.

Três personagens separados – o Pai, o Filho, e o Espírito Santo –formam a Divindade. Como cada uma destas pessoas é um Deus, é evidente, deste ponto de vista, que existe uma pluralidade de deuses. Para nós, falando no sentido finito formal, estes três são os únicos deuses que adoramos. Mas além deles há um número infinito de personagens
santos, vindos de mundos sem número, que passaram para a exaltação e agora são deuses (Bruce R. McConkie, Doutrina mórmon, 576 - 7).

Esta, então, é a vida eterna - conhecer o único sábio e verdadeiro Deus; e tendes que aprender a serem deuses por si mesmos, reis e sacerdotes a Deus, iguais a todos os deuses antes de vós, isto é, indo de um pequeno degrau a outro... até que atinjam a ressurreição dos mortos a ressurreição do mortos, e possam morar nas chamas eternas, sentando-se em glória, como aqueles entronizados no poder eterno
(Joseph Smith, Ensinos do Profeta Joseph Smith, 346 - 7).1

“Como homem é Deus já foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser” (Profeta Lorenzo Snow, A Vida de Lorenzo Snow por Thomas C. Romney,
46).

“E ENTÃO o Senhor disse: Desçamos. E eles desceram no princípio; e eles, isto é, os Deuses, organizaram e formaram os céus e a Terra” (Pérola de Grande Valor | Abraão 4:1).

3. As escrituras, profetas e apóstolos mórmons ensinam que Deus Pai é um homem exaltado com carne e ossos.

O próprio Deus já foi como somos agora, e é um homem exaltado, assentado nos céus!... Eu digo, que se pudessem vê-lo hoje, veríeis como em forma de homem – iguais as vós mesmos, na imagem e
forma humana;... vou lhes dizer como Deus veio a ser Deus. Imaginamos e supusemos que Deus foi Deus por toda a eternidade. Refutarei esta idéia e tirarei o véu, de forma que possais ver (Smith,
Ensinos do Profeta Joseph Smith, 345).

“O Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível quanto o homem” (Doutrinas e Convênios 130:22).

4. Os profetas e apóstolos mórmons ensinam que Deus Pai tem ao menos uma esposa pela qual todos nós nascemos literalmente como crianças espirituais antes de vir para esta terra. Alguns
destes profetas e apóstolos até ensinaram que Jesus teve esposas e filhos.

Esta gloriosa verdade de nossa origem celestial, incluindo um Pai e uma Mãe, é anuciado por um dos maiores hinos dos Santos dos Últimos Dias. OMeu Pai por Eliza R. Snow, escrito em 1843 durante a vida do Profeta, inclui este ensino: Nos céus os pais são sós? Não; o pensamento fita a razão! A Verdade é a razão, a verdade eterna, me diz que eu tenho uma Mãe. Quando eu deixar esta frágil existência, quando
eu deixar este ser mortal, Pai, Mãe, eu posso conhece-los nos céus? (McConkie, Doutrina mórmon, 516-7).

Mostramos claramente que Deus Pai teve uma pluralidade de esposas, uma ou mais na eternidade, por quem Ele gerou nossos espíritos, como também o espírito de Jesus, seu Primogênito, e outro ser na terra
por quem Ele gerou o tabernáculo de Jesus, como seu Unigênito neste mundo. Nós também demonstramos claramente que o Filho seguiu o exemplo do Pai, e se tornou o grande Noivo a quem as filhas de reis e
muitas Esposas honradas se casaram (Apóstolo Orson Pratt, O Vidente, 172).

Quando nosso pai Adão entrou no jardim do Éden, entrou com um corpo celestial, e trouxe Eva, uma de suas esposas, com ele. Ele ajudou a fazer e organizar este mundo. Ele é MIGUEL, o Arcanjo, o ANCIÃO
DE DIAS! sobre quem os santos varões escreveram e falaram - Ele é nosso PAI e nosso Deus, e o único Deus com quem NÓS temos que tratar (Profeta Brigham Young, Jornal de Discursos, vol. 1, 50).

NOTA: A maioria dos mórmons não sabem que Brigham Young de fato ensinou que Adão era o Deus deste mundo. Só os membros de grupos de mórmons fundamentalistas (não afiliados com A Igreja de Jesus
Cristo dos Santos dos Últimos Dias) defendem esta doutrina hoje. Independentemente desta identificação de Deus como sendo Adão, ninguém nega que Young acreditava que Deus Pai tem mais de uma esposa.

5. Os profetas e apóstolos mórmons ensinam que Deus Pai teve um Pai de onde Ele veio, assim como Jesus veio Dele. Isto segue dos pontos precedentes.

Se Abraão argumentasse assim - se Jesus Cristo fosse o Filho de Deus, e João descobriu que Deus Pai de Jesus Cristo teve um Pai, você pode supor que Ele também teve um Pai. Como pode existir um filho sem
um pai? E onde houve um pai sem ser primeiro um filho? Quando uma árvore ou qualquer outra coisa veio a existir sem um progenitor? E tudo veio deste modo... Como Jesus teve um Pai, não devemos acreditar que Deus também teve um Pai? Eu tenho certeza desta doutrina, pois a Bíblia a ensina.
Eu quero que você preste atenção particular ao que eu estou dizendo. Jesus disse que o Pai agiu precisamente da mesma maneira como seu Pai tinha feito antes dEle. Como o Pai havia feito antes? Ele deixou sua vida, e a tomou como seu Pai tinha feito antes (Smith, Ensinos do Profeta Joseph Smith, 373).

6. Os profetas e apóstolos mórmons ensinam que há muitas coisas que Jesus não criou. Por exemplo, Ele não criou nossos espíritos, Lúcifer, nem mesmo criou o planeta em que nasceu como um espírito. A razão para isto é porque os mórmons acreditam que
Jesus e Lúcifer são literalmente irmãos, e nós como humanos somos todos seus irmãos e irmãs mais jovens. Nós nascemos de pais divinos que fizeram a obra criando seu mundo (não todos os mundos) antes que chegássemos espiritualmente no céu.

A indicação de Jesus para ser o Salvador do mundo foi competido por um dos outros filhos de Deus. Ele foi chamado Lúcifer, o filho da manhã. Altivo, ambicioso, e cobiçoso de poder e glória, este espírito-irmão de Jesus tentou desesperadamente se tornar o Salvador do
ser humano (Milton R. Hunter, O Evangelho através dos tempos, 15).

7. Os profetas e apóstolos mórmons ensinam que nós não deveríamos rezar diretamente a Jesus. Na verdade, eles só podem rezar diretamente ao Pai no nome de Jesus.

O Apóstolo Bruce McConkie disse sobre o Pai, Ele é a quem temos acesso direto através da oração e se tivesse necessidade – a qual não há – de separar um membro da Divindade para uma relação especial, o Pai, e não o Filho, seria o escolhido.
Nossa relação com o Filho é de um de irmão ou irmã na vida pré-mortal.
Referindo-se a "outros que têm um zelo excessivo", McConkie disse:
Eles se dedicam em ganhar uma relação especial e pessoal com Cristo, o que é impróprio e perigoso.
Outro perigo é que aqueles muito envolvidos começam a rezar diretamente a Cristo por causa de um pouco de amizade especial que eles desenvolveram. Esta é uma clara tolice sectária.

Nossas orações são dirigidas ao Pai e só para Ele” (BYU Devotional [2 de março de 1982], 17, 19 & 20).

Uma resposta cristã

Alguns mórmons podem alegar que algumas destas fontes não são das escrituras, e assim podem ser opiniões de homens sem autoridade. Mas a Bíblia diz que se os denominados profetas e apóstolos ensinam outros deuses que não seja o que Deus já revelou sobre Ele, devem ser considerados falsos (cf. Dt. 13:1-5, IICo. 11:3-4, 13-15, e Gl. 1:6-9).

Que diferença faz se as fontes precedentes são julgadas pela Igreja mórmoncomo sendo das escrituras ou não? Se isto verdadeiramente é o que eles ensinaram, então parece bastante óbvio que estes indivíduos não estão ensinando o Deus da Bíblia e, portanto, não são cristãos (i.e., eles não estão seguindo o verdadeiro Cristo).
Os mórmons também alegam que a Bíblia está cheia de erros e que durante sua tradução muitas “claras e preciosas verdades” foram perdidas.

Assim, os mórmons depositam totalmente sua fé em sua igreja, que diz no que devem crer ou não, tão logo eles recebam uma afirmação do que é chamado “ardor no peito”. Os cristãos, por outro lado, não encontram nenhuma razão para acreditar que certas verdades foram omitidas pela Escritura. Por que é que todos os vários manuscritos hebraico, aramaico e gregos, dos quais vêm todas as várias versões, são
grandemente consistentes entre si? Onde está evidência que estes manuscritos foram alterados de maneira que apagassem as muitas “claras e preciosas verdades” encontradas hoje nas escrituras
mórmons restauradas? Os cristãos não encontram nenhuma razão para duvidar das palavras do Senhor Jesus quando disse: “a Escritura não pode falhar" (Jo. 10:35), e “os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras, não hão de passar” (Mt. 24:35). É a palavra de Deus, não nosso “ardor no peito”, que é a luz para nossos caminhos (Sl. 119:105).

A interpretação cristã da Bíblia ensina que só houve um Ser (não um time de deuses que formaram uma Divindade) que fez a obra de criação
de todos os mundos no Universo (não algum subconjunto formal disto) (Is. 43:10, 44:6, 8, 24, 45:12, & 46:9). É claro que as Escrituras
mencionam outros "deuses", mas eles são chamados de falsos deuses ou ídolos que não são por natureza deuses (Sl. 96:5, ICo. 8:1-6, Gl. 4:8 – alguns mórmons tentaram apoiar seu politeísmo nos ensinos dos Pais da Igreja e dos primitivos teólogos sobre a deificação humana. Mas na verdade todos eles acreditavam em um só Deus por natureza, e que os humanos nunca poderiam atingir as características de Deus como onipotência, eternidade, onipresença, etc. Por conseguinte, a
deificação cristã não ensina que os humanos podem se tornar literalmente deuses. Em vez disto, ensina que os humanos são “deificados” no sentido que o Espírito Santo transforma os crentes cristãos na imagem de Deus, modelados perfeitamente na natureza humana de Cristo, dotando-os na ressurreição da imortalidade e o perfeito caráter moral de Deus.)

A Bíblia também ensina que Deus não é limitado a um corpo que Ele precisa para se tornar um Deus.
Ele é muito grande para um corpo (IRe. 8:27 e Jo4:21-24). Ele é Deus imutável de eternidade a eternidade (Ml. 3:6 e Sl. 90:2). Por isto Deus tem uma natureza completamente diferente do homem. Ele não é um mero homem, nem um homem exaltado, pois Ele não é um homem (Os. 11:9).

A Bíblia também ensina que Jesus criou tudo o que foi criado desde o princípio dos céus e da terra (Jo. 1:1-3, 14 e Cl. 1:15-18). Portanto, onde quer que humanos ou Lúcifer fossem feitos, todos foram feitos por Jesus.

Por isto os cristãos não têm nenhum problema em orar a Jesus (cf. a oração de Estevão em At. 7:59). Jesus não só disse para que orássemos ao Pai, mas para Ele também (Jn. 14:14- o grego diz "Se me pedirdes
qualquer coisa em meu nome, eu o farei"). Se Jesus está fisicamente presente ou não é irrelevante, pois Ele afirmou que sempre estaria conosco (Mt. 18:20 & 28:20). Ainda que Ele se tornou completamente
homem, Ele sempre foi completamente Deus e deve ser tratado como tal (Jo. 1:1 & 14, 5:18 & 23, Rm. 9:5, Fp. 2:5-10, Cl. 2:9, Ap. 1:8, 17-18, 22:6-20). Já que Jesus é o único Filho de Deus com a natureza de Deus (“unigênito" em grego significa “único do tipo” ou “gênero”), Ele é Deus Filho (Jo. 1:18).

Especificamente falando, Ele é a segunda pessoa de Deus. O Deus cristão é mais de uma pessoa; de fato Ele é três pessoas (Pai, Filho, e Espírito Santo) que não tem nada a ver com uma ligação siamesa (compare Is.44:24 com Gn. 1:26 - o ser de Deus criou sozinho
com a pluralidade de pessoas que Seu Ser contêm).
Nunca houve um tempo quando uma das pessoas estava sem as outras. Todos são pessoas eternamente distintas e ao mesmo tempo eternamente inseparáveis assim como em propósito.

Sua salvação eterna depende de se você realmente conhece Deus ou não. Jesus disse: “Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (Jo. 8:24). Por favor, ore a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), pedindo-lhe que o limpe de todos seus pecados, principalmente de seguir outro deus e outro Jesus, arrependendo-se desses ídolos e
deixando a Igreja mórmon. Então procure conhecer uma igreja genuinamente cristã para crescer em sua nova vida espiritual.

1. Todas as citações dos Ensinos do Profeta Joseph Smith usaram a edição pré-2002. R. M. Sivulka


www.MormonInfo.org
Traduzido ao português por Emerson de Oliveira

terça-feira, 12 de abril de 2011

Joseph Smith fez sexo com suas esposas?

1. Joseph Smith teve mais de uma esposa enquanto era vivo? 
O historiador SUD Todd Compton encontrou sólidas documentações para o matrimônio de Smith com 33 mulheres enquanto ele estava vivo. Muitas mais foram seladas a ele depois de sua morte, mas Smith teve pelo menos 33 esposas enquanto ele estava vivo. 
Compton escreve:

 “No grupo das esposas bem-documentadas de Smith, onze (33%) tinham 14 a 20 anos quando se casaram. Nove esposas (27%) tinham entre 21 e 30 anos. Oito esposas (24%) eram da própria faixa de idade de Smith, entre 31 e 40 anos. No grupo de 41 a 50, há um declínio significativo: duas esposas, ou 6%, e três (9%) no grupo de 51-60”. 
“A representação adolescente é maior, apesar do grupo de 21 e 30 anos ser comparável, o que contradiz o pensamento mórmon comum que diz que a poligamia começou como uma tentativa de ajudar mulheres mais velhas, sozinhas. Estes dados sugerem que atração sexual foi uma parte importante da motivação para a poligamia de Smith. De fato, a ordem para multiplicar e encher a Terra era parte da teologia da poligamia, e por isso o matrimônio não-sexual geralmente não estava no programa polígamo, como Smith ensinou”.  (grifo nosso)
2. Por que Joseph Smith teve 33 esposas? 
Jacó 2: 24-30 
24 Portanto, meus irmãos, ouvi-me e atentai para a palavra do Senhor: Pois nenhum homem dentre vós terá mais que uma esposa; e não terá concubina alguma... Porque se eu quiser suscitar posteridade para mim, diz o Senhor dos Exércitos, ordenarei isso a meu povo; em outras circunstâncias meu povo dará ouvidos a estas coisas.
(O Senhor está dizendo aqui que a única razão para mais de uma esposa é "suscitar posteridade" a Ele.) 
 D&C 132: 

Verso 37: Abraão recebeu concubinas e elas geraram-lhe filhos; e isso lhe foi atribuído como sendo justo... 
Verso 41: E sendo que me indagaste a respeito do adultério...

(Por que adultério é um problema? Estar simplesmente casado ou “selado” com mais de uma mulher em um matrimônio casto poderia ser bigamia ou poligamia, mas não é adultério. O adultério é um ato sexual.) 
Versículos 62-63: E se dez virgens lhe forem dadas (a Joseph Smith) por essa lei, ele não estará cometendo adultério, porque elas lhe pertencem e lhe foram dadas; portanto ele está justificado.Mas se uma ou qualquer das dez virgens, depois de desposada, estiver com outro homem, terá cometido adultério e será destruída; porque elas lhe são dadas para multiplicar e encher a Terra, de acordo com meu mandamento, e para cumprir a promessa feita por meu Pai antes da fundação do mundo e para sua exaltação nos mundos eternos, a fim de gerar as almas dos homens; pois nisso se perpetua a obra de meu Pai, para que ele seja glorificado.
De fato, na revelação da poligamia original de Joseph Smith em 1831, dada a um grupo de homens casados enquanto eles estavam visitando uma tribo nativo-americana, também explica a procriação como o propósito da poligamia: 
“Porque é minha vontade, no devido tempo, deveis tomar as esposas dos lamanitas e nefitas, para que sua posteridade possa ficar branca, deleitável e justa, pois mesmo agora suas mulheres são mais virtuosas que os gentios”.
- Prophet Joseph Smith, The Joseph Smith Revelations Text and Commentary, p. 374-376, http://www.utlm.org/onlineresources/indianpolygamyrevelation.htm 
Brigham Young ensinou que “esta é a razão por que a doutrina da pluralidade de esposas foi revelada: para que os nobres espíritos que estão esperando por tabernáculos possam nascer” (Discursos de Brigham Young, pág. 197.) 
3. Mas Joseph Smith obedeceu a ordem e teve sexo com suas esposas? 

Compton escreve: 
“Por causa das alegações da Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias de que Joseph realmente não foi casado no sentido completo do termo da poligamia (i.e., com atos sexuais), os mórmons de Utah (inclusive as esposas de Joseph) afirmavam repetidamente que Joseph teve relações sexuais físicas com suas esposas plurais a despeito das convenções vitorianas na religião americana do séc. XIX que, de outra forma, teria evitado mencionar relações sexuais no matrimônio”.
 - A mórmon Melissa Lott (Smith Willes) testemunhou que ela tinha sido “de fato” esposa de Joseph Smith. (Depoimento de Melissa Willes, 3 de agosto de 1893, Temple Lot case, 98, 105; Foster, Religion and Sexuality, 156.)
 - Em uma declaração à corte, o mórmon Joseph Noble afirmou que Joseph lhe disse que ele passou a noite com Louisa Beaman. (Temple Lot case, 427)
 - Emily D. Partridge (Young Smith) disse que ela “morou num quarto” com Joseph na noite seguinte a seu matrimônio com ele e disse que ela teve “relações sexuais” com ele. (Temple Lot case (cópia completa), 364, 367, 384; ver Foster, Religion and Sexuality, 15.)
 No total, 13 mulheres mórmons que foram casadas com Joseph Smith juraram em depoimentos no tribunal que tiveram sexo com ele. 
  - Os registros do secretário pessoal de Joseph Smith atestam que em 22 de maio de 1843, a primeira esposa de Joseph Smit, Emma Smith, encontrou Joseph e Eliza Partridge sozinhos em um quarto do andar superior na casa de Smith. Emma ficou devastada. 
Anotação do diário de William Clayton durante 23 de maio (veja Smith, 105-106) 
 - O secretário de Smith, William Clayton, também registrou uma visita para a jovem Almera Johnson, em 16 de maio de 1843: “Joseph e eu fomos para B[enjamin] F. Johnsons para dormir”. Johnson depois notou que nesta visita Smith ficou com Almera ‘como homem e mulher’ e “ocupou o mesmo quarto e cama com minha irmã, que no mês anterior ele tinha ocupado com a filha do Bispo Partridge como sua esposa”. Almera Johnson também confirmou seu matrimônio secreto com Joseph Smith: “eu vivi com o profeta Joseph como sua esposa e ele me visitou na casa de meu irmão Benjamim F”. (Zimmerman, I Knew the Prophets, 44. Ver também  "The Origin of Plural Marriage, Joseph F. Smith, Jr., Deseret News Press, page 70-71.)
- O presidente de estaca mórmon Angus Cannon contou para o filho de Joseph Smith: “o irmão Heber C. Kimball, informaram-me, perguntou [a Eliza R. Snow] se ela não era virgem embora casada com Joseph Smith e depois com Brigham Young, e ela respondeu em um encontro privado: ‘eu pensei que você conhecesse Joseph Smith melhor que eu’”. (Presidente de estaca Angus M. Cannon, declaração de entrevista com Joseph III, 23, arquivo SUD.) 
 4. Joseph Smith gerou algum filho de suas esposas polígamas? 
 - O presidente de estaca Angus Cannon também testemunhou: “agora vou me referir ao um caso onde a avó da menina disse que seu pai [Joseph Smith] tem uma filha nascida de uma esposa plural. A avó da menina era Mother Sessions... ela foi a neta de Mother Sessions. Aquela menina, eu creio, está vivendo hoje, em Bountiful, ao norte desta cidade. Eu ouvi o presidente Young, um pouco tempo antes de sua morte, se referir ao relatório... Dizem que a mulher tem uma família de crianças, e eu creio que ela ainda está viva”. (Presidente de estaca Angus M. Cannon, declaração de entrevista com Joseph III, 25-26, arquivo SUD.) 
- Sylvia Seasons (Lyon), esposa de Joseph Smith, disse à sua filha em seu leito de morte, disse que ela (Josephine) era filha de Joseph Smith. Josephine testemunhou: “Ela (Sylvia) então me disse que eu era filha do profeta Joseph Smith, que ela foi selada ao profeta na época em que o marido dela (Sr. Lyon) estava fora do companheirismo com a Igreja”. (Depoimento para o historiador da igreja Andrew Jenson, 24 de fevereiro de 1915) 
 - Em seu testemunho dado em um devocional na Brigham Young University, a mórmon Mary Elizabeth Rollins Lightner declarou que ela conhecia os filhos nascidos com as esposas pluraisde Smith: “Eu sei que ele [Joseph Smith] tinha seis esposas e eu conheço algumas delas desde a infância. Eu sei que ele teve três filhos. Eles me contaram. Eu penso que dois estão vivendo hoje mas eles não são conhecidos como seus filhos porque eles mudaram de nome” (Leia seu testemunho completo na BYU aqui: http://www.ldshistory.net/pc/merlbyu.htm) 
- A mórmon Prescindia D. Huntington que foi esposa de Normal Buell e ao mesmo tempo uma “esposa plural” do profeta Joseph Smith, disse que ela não sabia se era seu marido “ou o Profeta, era o pai de seu filho, Oliver”. E um olhar a uma fotografia de Oliver mostra uma forte semelhança com os filhos de Emma Smith.  (Mary Ettie V. Smith, "Fifteen Years Among the Mormons", page 34; also Fawn Brodie "No Man Knows My History" pages 301-302, 437-39
- Os investigadores têm temporariamente identificado oito filhos que Joseph Smith possa ter tido com suas esposas plurais. Além de Josephine Fisher (n. em 8 de fevereiro de 1844) e Oliver Buell, outros possíveis filhos de Joseph Smith com suas esposas plurais são John R. Hancock (n. em 19 de abril de 1841), George A. Lightner (n. 12 de março de 1842), Orson W. Hyde (n. 9 de novembro de 1843), Frank Hyde (n. 23 de janeiro de 1845), Moroni Pratt (n. 7 de dezembro de 1844), e Zebulon Jacobs (n. 2 de janeiro de 1842). ("Mormon Polygamy: A History" pelo historiador SUD Richard S. Van Wagoner, pg. 44, 48- 49n3.)
 Há outro pedaço de evidência que você poderia considerar em examinar o comportamento sexual de Joseph Smith. O excerto seguinte é de uma carta de amor que Joseph Smith escreveu quando ele quis marcar um encontro com a filha de Newel K. Whitney, Sarah Ann Whitney, com quem Smith havia se casado “secretamente”. Revela a sutil abordagem de Smith em seus relacionamentos extramaritais: 
“...a única coisa para ter cuidado é descobrir quando a Emma vem, então você não pode estar segura, mas quando ela não está aqui, fica tudo bem. ... Só tenha cuidado para não ser observada, como muito como possível, eu sei que isto é difícil; mas tanto a maior amizade, maior a alegria, quando eu a vejo eu lhe contarei todos meus planos, eu não lhes posso escrever em papel, queime esta carta assim que você a ler; mantenha tudo guardado em seu peito, minha vida depende disto. ... Termino minha carte, eu acho que Emma não vem hoje à noite e se ela não vier, não deixe de vir aqui. Subscrevo-me. Seu mais obediente, afetuoso, companheiro e amigo. Joseph Smith”.  (Carta de Joseph Smith - http://www.xmission.com/~research/family/strange.htm
Leia a história detalhada de cada uma das 33 esposas plurais de Joseph Smith no livro do historiador SUD Todd Compton:  In Sacred Loneliness. Este livro é vendido na Deseret Book, na livraria da BYU e online na Amazon.com. 
 Para mais detalhes de outras mulheres com quem Joseph Smith se casou e engravidou veja: http://www.wivesofjosephsmith.org

sábado, 9 de abril de 2011


Quero começar outra série de evangelismo, usando aquilo que já presenciei, bem como os assuntos que pesquisei. Pela graça de Deus, espero conseguir expor algo que contribua para a verdade. Assim como fiz nas postagens ‘Dialogando com um adepto da CCB’, formularei um diálogo fictício. Farei o máximo para que reflita a realidade.

Porém, terei uma proposta como a série ‘evangelizando as Testemunhas de Jeová’, visto que eu tenho convicção que os Adventistas precisam de Jesus para serem salvos, enquanto manterem em suas mentes algumas doutrinas Adventistas, a exclusividade da obra redentora de Cristo estará ofuscada na mente deles. Acredito que vários entre eles estão libertos, mas como grupo religioso, o Adventismo é uma seita condenada ao inferno. O adventista deve urgentemente abandonar (1) a crença em Ellen White, (2) em 1844 como data de qualquer natureza para entrada de Cristo no lugar santo, (3) denunciar o adventismo como liberal e satânico por negar a inerrância bíblica e (4) não confiar na guarda sábado como sinal de salvação no tempo fim.

O diálogo envolverá os assuntos: a volta de Cristo em 1844, a doutrina de 1844, o ministério profético de Ellen White, sábado, alma, inferno e inerrância bíblica. Usarei para representar o Cristianismo Protestante o fictício Lutero (o mesmo da conversa com o Francisco da CCB) e para representar o Adventismo uma mulher adventista chamada Helena (!). Lutero sempre falará em negrito, e Helena em azul.



Helena: Oi ‘irmão’ Lutero, como vai a família? Tudo bem?

Lutero: Graças a Deus tudo bem.

Helena: Lutero, eu estou com alguns livros aqui sobre saúde. Que mostra como usar de maneira plena os recursos naturais. Será que poderia te mostrar? Além disso, se você comprar os livros sobre saúde você ganha o livro que é um Best-seller mundial, O Grande Conflito.

Lutero: Helena, não me interessa no momento. Mas sobre o livro o Grande Conflito (GC), acho que temos algo para conversar... Você é Adventista?

Helena: Sim! Nunca tivemos a oportunidade de conversar sobre isso, mas sabia que você é protestante. Você conhece a Igreja Adventista?

Lutero: Sim, tenho lido algumas coisas sobre o Adventismo. Muitas coisas me incomodaram e seria até bom se pudesse esclarecer... Por ex: O adventismo pregou a volta de Jesus para 1844?

Helena: Não, não... nunca! Olha Lutero, nós fomos organizados como igreja em 1863, como é que pregaríamos a volta de Cristo em 1844? Quem pregou isso foi o BATISTA Miller bem como os presbiterianos, metodistas e congregacionais que se uniram a ele. Mas nós, Os Adventistas do Sétimo Dia (ASD) nunca!

Lutero: Helena, essa resposta é evasiva e contraditória. Primeiro que nenhum grupo nasce organizado. Ele surge com seus ideais e só algum tempo que existe a institucionalização. Segundo, Ellen White conta no GC que o movimento adventista, e especialmente Miller, foram usados por Deus para pregar a mensagem da volta em 1844! Terceiro, Ellen White teve uma visão que diz que Miller era como um homem com a vassoura que limparia a casa de Deus. Quarto poderia me mostrar em uma Confissão oficial dessas igrejas, Presbiterianas, Batistas, Metodistas, etc. que prove que eles como grupo organizado, representando oficiamente suas igrejas de origem, pregaram a volta de Cristo para 1844? As pessoas dessas igrejas que seguiram os cálculos proféticos de Miller, e de outros anteriormente, na verdade se desviaram da verdade bíblica.

Helena: Mas não foram os ASD, foram eles! Mas o estudo de Miller foi conduzido por Deus, porém ele se equivocou em achar que Cristo voltaria em 1844.

Lutero: Continuo esperando resposta das objeções que coloquei... Mas já que mudou de assunto. Você sabia que antes de Miller um teólogo de nome John Áquila Brow, na Inglaterra escrevia um periódico escatológico que trouxe a interpretação de Daniel 8.14 que influenciou a muitos, e provavelmente Miller, a pensar que Dn 8.14 se cumpriria em 1844?

Helena: Francis Nichol cita ele rapidamente, bem como vários outros. Era um movimento mundial em torno de 1844!

Lutero: Ou seja, Ellen White se enganou quando dizia que Miller chegou a essa conclusão sozinho...? Ela disse que foi Deus e anjos que conduziram a pesquisa de Miller, o que resultou em falsa profecia?

Helena: Foi um erro mesmo. Mas nossa profetisa corrigiu isso. Ellen White jamais pregou a volta de Cristo para alguma data especifica, nem A Igreja Adventista!

Lutero: Ela não corrigiu isso. No GC ela chega ao ponto de dizer que mesmo o texto de Mt 24.36, que Jesus disse não saber o dia e hora da volta era um texto mal entendido por outros e que os adventistas explicavam de uma maneira que 1844 não era prejudicado. E a senhora Ellen White sustentou que a porta da graça estaria fechada até 1851.

Helena: Pelo que sei da história da ASD, o erro de Miller foi que ele entendia que o santuário era a terra, por isso ele achou que Cristo voltaria.

Lutero: Olha Helena, até hoje ninguém provou que Miller pensava que o santuário era a terra.

Helena: Mas Lutero, seria bom e correto concentrarmos nos ensinos atuais da ASD, o passado é passado. Foi amargo. Entendemos Dn 8.14 como tendo-se cumprido em 1844, com a entrada de Jesus no Santíssimo Celestial.


Lutero: Tudo bem Helena, qualquer grupo que no passado profetizou o fim do mundo para certo período especifico, como as Testemunhas de Jeová, deve ser esquecido, certo?

Helena: As Testemunhas de Jeová sim são falsos profetas.

Lutero: (Fica admirada com o julgamento parcial, os ‘dois pesos duas medidas’...)
Helena: Irmão Lutero, já que está nos criticando, me dê uma explicação de Daniel 8.14? Não conheço ninguém que explique isso mais biblicamente do que a Igreja Adventista.

Lutero: A explicação dos intérpretes Protestante dessa passagem é que os 2300 dias são literais e se cumpriu no período de perseguição desferido por Antíoquo Epifânio aos judeus, entre os anos 175 a 167 A.C, sem ‘mistérios’, sem cálculos cabalísticos. A maioria esmagadora dos teólogos cristãos pensa assim dessa passagem de Daniel 8.14. os ASD estão sozinhos. [No fim do diálogo tem informações adicionais sobre A. Epifânio.]
Helena: Sempre essa explicação!? Isso não faz sentido Lutero.

Lutero: Por que não?
Helena: Eu tenho um livro aqui de um erudito adventista, C. Merril Maxwell, que apresenta muitas objeções contra essa interpretação. Vamos ver se você será capaz de refutá-las:

1) Ele diz que o termo chifre em Daniel sempre é um reino e nunca um rei especifico (Uma Nova Era Segundo As Profecias de Daniel p. 158 [colocarei apenas ‘Maxwell’ como referência desse livro de sua autoria])

Lutero: Que bom Helena que você não fará uso apenas das interpretações da profetisa Ellen White, que nem mesmo usou o contexto de Daniel 8. Mas vamos lá para a primeira objeção de Maxwell: Primeiro, tal objeção carece de base, pois a Bíblia nunca diz que chifre é sempre reino e nunca o rei de tal reino. Quem estabelece isso é Maxwell, e não uma afirmação bíblica. Segundo, ou ele se esqueceu, ou desconsiderou, o que escreveu no mesmo livro:


“[...] os dois chifres desiguais de um carneiro são explicitamente identificados como os reis da Média e da Pérsia” (Maxwell p.109, 110).


Isto, por certo também pode estar certo no caso de Daniel 8.14. Os intérpretes pensam no rei que é o representante de tal reino. A contradição de C. M. Maxwell ainda pode ser observada nas páginas 145,146 onde ele interpreta vários reis como sendo tais chifres.



Helena: Isso ficou um pouco estranho mesmo, mas irei pesquisar isso depois... mas ele apresenta mais objeções. Segundo Maxwell outro problema para sua interpretação está na cronologia. Visto que Antíoco IV está no meio cronológico da dinastia Selêucida, então ele não deve ser o chifre de Dn 8.13 (Maxwell p. 158).

Lutero: Essa é uma inteligente objeção Helena, mas não é verdadeira! O versículo não diz que a manifestação do ‘chifre’ seria no fim da supremacia selêucida. O texto diz assim: “Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores acabarem, levantar-se-á um rei feroz catadura e especialista em intrigas.” Leia atentamente Daniel 8.20 ao 23. Quando o rei feroz surge? No fim do reinado Grego. O profeta diz que quando ele se revela é no termino do que restou da dinastia Grega, seus vestígios políticos estariam em declínio. A proposta de Maxwell desconsidera o contexto bíblico.

Helena: Você está entendendo errado Lutero.

Lutero: Onde? O que estou entendendo errado?

Helena: Deixa eu apresentar as outras objeções de Maxwell, depois agente conclui.

Lutero: Tudo bem, vamos lá...
Helena: Maxwell indica uma falta de sintonia entre as informações bíblicas e o reinado de Antíoco IV dizendo: “Tampouco se pode dizer que ele “prosperou” ( verso 12), ou que se “tornou muito forte”(verso 9)...” Depois informa da fraqueza de Antíoco IV e o modo como seus inimigos o tratava com desdenho. ‘Isso não poderia ser dito de alguém tão forte’, raciocina Maxwell.

Lutero: Helena, o problema dessa crítica dele é que ele desconsidera o versículo 24 que diz que o chifre (Antíoco IV) não seria forte com sua própria força. Dessa forma, sua fragilidade é garantida na própria Escritura. Segundo, o texto diz sim que ele se tornou forte, mas em comparação a o quê? Prosperou em comparação com o quê? Isso não foi estabelecido. Mas ainda assim, o jesuíta John L. Mckenzie informa que Antíoco Epifanes “era capaz de bárbaras crueldades, que chegaram a desfigurar sua época.” (Dicionário Bíblico, p.50). Alguém que desfigurou uma época, não era tão fraco.


Os cristãos confiam plenamente na verdade bíblica, e mesmo que não tenham informações suficientes para dizer onde e como exatamente foi que esse prognóstico se cumpriu em Antíoco IV, eles sabem que isso aconteceu. O que se tem da história são os atos que ele fez contra o povo de Deus (Dn 8.9-12). Outros detalhes não são claros, nem necessários. Mas os que estão descobertos nos são suficientes.
Helena: Não sei não Lutero. Acho que os protestantes exagerem sobre Antíoco. Veja Maxwell diz que até mesmo o ataque contra os Judeus não foi tão bem sucedida quanto se pinta (Maxwell p.159).

Lutero: Helena, ele desconsidera flagrantemente o que o anjo disse: “[...] será quebrado sem esforço de mãos humanas” (Dn 8.25b). Na verdade ele está desesperado para salvar a interpretação adventista de Ellen White. O pressuposto doutrinário está vestindo a camisa de força hermenêutica.


Algumas informações históricas sobre Antioco IV:


Sobre Antíoco IV existem fatos que são muito marcantes, para a interpretação tradicional. Quando assumiu o governo por volta de 175 a.C. notou que seu reino carecia de estabilidade política. A religião foi seu instrumento para alcançar a estabilidade. Assumiu e conclamou-se como o Deus manifesto (Theos Epifânio), embora inimigos o chamasse de homem louco. Seu objetivo era a helenização de Jerusalém.

Antíoco IV em 170/169 a. C. Proclamou-se rei do Egito, após invadir o Egito com um grande exército. Mas sob ameaça dos Romanos, deixou o Egito.

Quando houve uma tentativa de transferir o sacerdócio a um interessado, houve rebelião em Jerusalém. Ele foi á Jerusalém com 22000 soldados com a pretexto de manter a paz em Jerusalém. Mas o que aconteceu foi de fato, uma desolação conforme predito em Daniel 8.13,14 atacou Jerusalém num dia de sábado:


Mulheres e crianças foram tomadas como escravas, e a cidade foi saqueada e queimada. Logo depois, em 167 a.C., Antíoco decidiu exterminar a religião judaica, proibindo que os judeus vivessem de acordo com suas leis ancestrais. Proibiu a guarda do sábado, os festivais tradicionais, os sacrifícios e a circuncisão das crianças, além de ordenar que as cópias da Torah fossem destruídas. Altares pagãos foram edificados e os judeus eram obrigados a oferecer sacrifícios impuros e a comer carne de porco (2 Mac 6.18) (Enciclopédia Cultura Cristã, p. 342).

Observe que ele proibiu normas exigidas pela lei de Deus. E especificamente a proibição de sacrifícios! Convém lembrar os textos do profeta Daniel:

“Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo” (Dn 8.10,11).

Os que não obedeciam eram mortos. Porém, um dos atos mais marcante nas ações de Antíoco IV nessa investida contra os judeus, foi sacrificar um porco (uma porca) no altar judaico e transformar o templo sagrado como templo de adoração pagã, adorando a Zeus (Enciclopédia Cultura Cristã, p. 342). Ele levou uma estátua de Júpiter para dentro do Santo dos Santos (Dicionário John Davis, p. 41). A avaliação que E. A. Judge faz dessas ações de Antíoco é reveladora. Segundo ele, Antíoco IV imaginava que os atos religiosos praticados em Jerusalém eram vestígios da dinastia dos Ptolomeus: “Jamais reconheceu o significado da religião judaica” (Enciclopédia Cultura Cristã, p.342).

O fim dele foi sem esforço: “[...] morreu louco em Tabee/Gabae, Pérsia, na primavera/verão de 163 a.C.” (Enciclopédia Cultura Cristã,p.343). Mais uma vez a profecia bíblica disse sobre ele na parte final de Dn 8.25: “[...] será quebrado sem esforço de mãos humanas.”

É verdade que Judas Macabeus o derrotou. Mas em Dn 8.25 foi sua morte predita e não a derrota diante dos macabeus. A expressão ‘quebrou’, pode também ser símbolo de queda de reinado, ou derrota militar, mas nem sempre. Em Dn 8.8 ao dizer ‘quebrou o chifre’, está claro que seria a morte de Alexandre: “[...] na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre. Quando suas próprias tropas se recusaram a avançar ainda mais para o Oriente, Alexandre voltou para Babilônia, onde morreu com a idade de trinta e três anos.” (BÍBLIA DE ESTUDO GENEBRA, 1999, p. 1106).

Não é sem razão que a maioria dos comentaristas, se não todos, afirmam que o chifre pequeno representa Antíoco Epifânio, o governante sírio (cerca de 175-164 a.C.) que oprimiu o povo de Deus e profanou o templo. O esforço de Maxwell, e de outros teólogos adventistas, é contra o mundo ortodoxo e principalmente contra a evidência. Tudo pela doutrina de Ellen White, o sustentáculo do Adventismo.

Fonte: http://mcapologetico.blogspot.com