domingo, 15 de março de 2009

Perguntas difíceis a serem respondidas III

O que será de todas as pessoas que nunca ouviram falar de Cristo?


A Bíblia deixa claro que pela natureza e consciência cada pessoa tem um pouco de conhecimento sobre Deus e é responsável por seus atos. (Leia Rm. 1:18-2:16.) Assim, todo mundo realmente sabe, se for honesto, que Deus existe.
O cristianismo ensina que aquele que nega a salvação de Deus herda o inferno. Mas a Bíblia também ensina que Deus é justo. No final das contas só Deus pode julgar como só Ele sabe o coração do indivíduo.
Por um lado, confiamos que Deus não fará ninguém responsável por qualquer conhecimento que ele não recebeu. Ao mesmo tempo, já que Cristo é o único meio de salvação, a igreja deve levar o evangelho àqueles que não o ouviram.
Rejeitar Jesus é uma séria questão. É equivalente a recusar a oferta de reconciliação que Deus faz ao pecador. Como R.C. Sproul mostra (livro, na livros recomendados), aqueles que ouviram e rejeitaram Cristo correm perigo me dobro. Esta "religião" sem Cristo não redime as pessoas mas pode adicionar mais culpa à elas.


Como um Deus bom pode permitir o mal e o sofrimento?

Pode haver várias razões para o sofrimento. Como mortais, não podemos conhecer todas as razões de Deus. Mas, Deus nos ama o bastante para nos dar livre-arbítrio. Nós não somos robôs. Como resultado, as pessoas cometem erros. As pessoas se afastam da bondade perfeita de Deus pelo pecado.
Assim, nossas próprias escolhas às vezes produzem o mal sobre o bem. É impossível para Deus ter criado o homem com livre-arbítrio e o mal não ser uma conseqüência. As escolhas dos outros (incluindo de gerações anteriores) podem produzir o sofrimento. As conseqüências de escolhas ruins às vezes afetam não só a pessoa que faz a escolha errada mas também sua família, amigos, e às vezes sociedade inteira.
O VT e o NT mostram que o sofrimento pode ser um resultado da disciplina de Deus em nossas vidas -- semelhante à disciplina que um pai amoroso tem para o filho. Um pai amoroso não deixa seu filho pôr a mão no fogo. A criança "sofre" no momento por não poder fazer o que quer e pela dor temporária de uma surra. Mas o pai vê o "quadro" inteiro e disciplina a criança. Assim Deus nos disciplina. Hb. 12:10-11 ilustra este ponto: "...Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça".
O sofrimento é o megafone de Deus para um mundo surdo. O sofrimento pode produzir maior benefício que o próprio sofrimento. Pode fortalecer as pessoas, levar as pessoas a fé, nos ajudar a apreciar o bem, e ser uma ferramenta para influenciar outros. O sofrimento pode nos moldar. "O sofrimento produz perseverança... caráter... esperança..." (Rm. 5:3-5). E como o apóstolo que Pedro disse: "que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (IPd. 1:5-7). As provas da fé valem tanto quanto a fé! Nossa fé é fortalecida ao confiarmos em Cristo para passarmos as preocupações.
Nós podemos não conhecer a razão para sofrer em determinadas situaçõesl. Mas nós podemos afirmar, com alívio e alegria que em "todas as coisas Deus trabalha para o bem daqueles que o amam" (Rm. 8:28). Os Salmos estão cheios de gritos para libertação das dificuldade como também a garantia que Deus está conosco e nos livrará do sofrimento.
Está profetizado que Deus enviou Seu único Filho para sofrer e morrer por nós, perdoando nossos pecados e que nosso último sofrimento será aliviado. Como Paul Little disse: "Deus não só está atento ao nosso sofrimento--ele o sente. Nenhuma dor ou sofrimento que já nos aconteceu não passou antes pelo coração e pela mão de Deus". Confortantes são as palavras de Isaías, o profeta, falando da agonia de Cristo: 'Ele foi menosprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores, e familiar com sofrimento' (Is. 53:3)."

Você acredita em moral absoluta?


A Bíblia diz muito claro que Deus fixou leis morais como padrões do que é certo e errado. As pessoas não tem opção de negar estas leis (Is. 45:19, Rm. 1:25). A penalidade para desafiar a Deus nisto é severa em último sentido (Gn. 2:17, Is. 5:20, Rm. 6:23, Judas 7).
Mas nós também podemos defender morais absolutos sobre morais relativos. Primeiro, o relativismo é sempre é auto-contraditório. A afirmação que "não há nenhuma moral absoluta" é uma declaração auto-contraditória, porque isto expressa um absoluto. É uma contradição interna e não pode ser verdade.
Para ser um relativista, a pessoa tem que acreditar que (a) não há nenhuma verdade, (b) nada é conhecível e (c) nada é significante. O fato é que todas as pessoas vivem suas vidas com algum absoluto moral. Se toda a vida fosse verdadeiramente relativa, o grito para "justiça" desapareceria. Se toda a vida fosse relativa, não haveria nenhuma definição de "abuso" ou "racismo" etc.
A idéia de que não existe absoluto é freqüentemente vista hoje com a palavra tolerância. Tolerância, no uso atual, propõe que todas as idéias são moralmente equivalentes — que a verdade é relativa, que tudo o que nós aprendemos sobre moral em 4.000 anos de experiência humana nem tudo é verdade.
Se a tolerância é uma virtude em si, então nós temos que tolerar tudo. Seguindo esta lógica, então, nós devemos ser tolerantes com, por exemplo, a escravidão ou um cartel da América do Sul, etc. É quem decide qual é a moral definitiva? Mas os relativistas não podem evitar de seguir esta regra.
Cremos que tolerância e amor não são a mesma coisa. Jesus nos chama a um padrão maior que mera tolerância. Ele nos chama a compaixão. Apesar de Jesus ter andando entre prostitutas, coletores de impostos e outros, ele não pregou "tolerância". Ele ajudou as pessoas a verem a verdade. Jesus amou a adúltera que ia ser apedrejada. Ele nos ama, apesar de também merecermos a pena de morte eterna. Jesus nos salva e nos pede, como a adúltera, para "deixarmos a vida de pecado" (Jo. 8:11). E Sua mensagem sempre muda as vidas das pessoas que ele toca.
A evidência também apóia a idéia que há moral absoluta da mesma maneira que há absolutos físicos. Se nós desafiamos as leis físicas da natureza, por exemplo, dirigindo descontroladamente, cedo ou tarde ela nos alcançará. Do mesmo modo, se desafiamos as leis morais de Deus regularmente, podemos esperar sofrimento como conseqüências.
É importante reconhecer que Deus não nos deu leis morais, i.e. regras pelas quais viver, porque Ele é mau, odioso ou arbitrariamente restritivo. Ele nos deu regras justamente porque ele nos ama tanto que Ele quer que nós estejamos seguros e felizes.
Vamos ver mais evidências. Há muitas estatísticas para verificar a validade dos efeitos de viver o estilo de casado na Bíblia. Por exemplo, os estudos mostram que os casais heterossexuais monogâmicos tem maior felicidade e "satisfação" de vida e maior realização sexual que qualquer outro estilo de vida. E as pessoas que vivem um estilo de vida cristão são significativamente mais saudáveis e vivem em média mais que outros grupos

4 comentários:

kal-lews disse...

Por que Deus destruiu Sodoma e Gomorra, sem falar no dilúvio, onde ele destruiu toda vida que não entrou na arca; se ele nos deu LIVRE ARBÍTRIO para fazermos o que quisermos ? Se ele interfere para matar quando o povo faz o que é mal porque ele não interfere para salvar os inocentes das grandes tragédias ?

O Peregrino disse...

O Senhor destruiu o mundo com grande Dilúvio e depois Sodoma e Gomorra por causa do seu grande pecado contra Deus (Gênesis 6:5-7; Gênesis 18:16-22).

Deus é justo, o que quer dizer que Ele não demonstra favoritismo por algumas pessoas (Deuteronômio 32:4; Salmos 18:30). Deus é onipotente, o que significa que Ele é todo-poderoso; Ele pode fazer qualquer coisa que Lhe agrada, mas as Suas ações estarão sempre de acord o com o resto de Seu caráter (Apocalipse 19:6; Jeremias 32:17, 27). Deus é onisciente, o que significa que Ele conhece o passado, o presente e futuro, até mesmo aquilo que nós estamos pensando em qualquer dado momento; como Ele sabe tudo, Sua justiça será sempre administrada de forma justa (Salmos 139:1-5; Provérbios 5:21).

Providência Divina é o meio pelo qual Deus governa todas as coisas no universo. A doutrina da providência divina afirma que Deus tem controle completo de todas as coisas. Isso inclui o universo como um todo (Salmos 103:19), o mundo físico (Mateus 5:45), as transações das nações (Salmos 66:7), nascimento e destino humanos (Gálatas 1:15), sucessos e fracassos humanos (Lucas 1:52), e a proteção do seu povo (Salmos 4:8). Essa doutrina se mantém em direto contraste à idéia de que o universo é governa do por sorte ou acaso.

O propósito, ou objetivo, da providência divina é realizar a vontade de Deus. Para garantir que seus propósitos vão ser cumpridos, Deus governa os negócios dos homens e trabalha através da ordem natural das coisas. As leis da natureza são nada mais do que uma descrição de Deus trabalhando no universo. As leis da natureza não têm nenhum poder em si mesmas, nem trabalham independentemente; elas são regras e princípios que Deus estabeleceu para governar como as coisas funcionam.

O mesmo princípio se aplica à escolha humana. De uma forma real não somos livres para escolher ou agir separados da vontade de Deus. Tudo que fazemos e tudo que escolhemos está completamente de acordo com a vontade de Deus – até mesmo nossas escolhas pecaminosas (Gênesis 50:20). No fim das contas, Deus é quem c ontrola nossas escolhas e ações (Gênesis 45:5; Deuteronômio 8:18; Provérbios 21:1), ao mesmo tempo, Ele faz isso de tal forma que não viola nossa responsabilidade como agentes morais e livres, nem nega a realidade de nossa escolha.

A Confissão De Fé De Westminster afirma a doutrina de providência divina de uma forma sucinta e que ao mesmo tempo captura todos os elementos da doutrina: “Desde toda eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou, livre e inalteravelmente, tudo quanto acontece; porém, de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias antes estabelecidas (CFW, 3.1)”. O meio principal pelo qual Deus executa Sua vontade é através de causas secundárias (ex: leis da natureza, esco lha humana). Em outras palavras, Deus trabalha indiretamente através dessas causas secundárias para realizar a Sua vontade. A Confissão de Fé de Westminster também diz: “Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma providência, Deus ordena que elas sucedam, necessária, livre ou contingentemente, conforme a natureza das coisas secundárias” (CFW, 5.2).

continua...

O Peregrino disse...

Deus às vezes trabalha diretamente para realizar a Sua vontade. Isso é o que chamamos de milagres (quer dizer, supernatural no lugar do natural). Um milagre é Deus é alterando, por um curto período de tempo, a ordem natural das coisas para realizar Sua vontade e propósitos. Dois exemplos do livro de Atos devem servir para demonstrar Deus trabalhando direta mente e indiretamente para realizar a Sua vontade. Em Atos 9 vemos a conversão de Saulo de Tarso. Com uma luz do céu e uma voz que apenas Saulo/Paulo escutava, Deus mudou sua vida para sempre. Era da vontade de Deus usar Paulo para realizar Sua vontade, e Deus usou meios diretos para converter Paulo. Fale com qualquer pessoa que você conhece que se converteu ao Cristianismo, e provavelmente você nunca vai escutar uma história como essa. A maioria de nós vem a Cristo através de um sermão, ou de um livro, ou o testemunho persistente da um amigo ou parente. Além disso, geralmente há circunstâncias da vida que preparam o caminho – perda de um emprego, perda de um ente querido, casamento fracassado, vício a drogas. A conversão de Paulo foi direta e supernatural.

Em Atos 16:6-10 vemos Deus realizando Sua vontade indiretamente. Isso acontece durante a segunda viagem mission&aac ute;ria de Paulo. Deus queria que Paulo e seu grupo fossem a Trôade, mas quando Paulo saiu de Antioquia da Pisídia, ele queria ir leste em direção à Ásia. A Bíblia diz que o Espírito Santo os proibiu de pregar na Ásia. Então eles queriam ir para Bitínia, mas o Espírito de Cristo os impediu, e eles acabaram indo para Trôade. Isso foi escrito retrospectivamente, mas naquele tempo provavelmente eles tinham explicações lógicas de por que não podiam ir àquelas regiões. No entanto, depois do fato, eles perceberam que Deus estava dirigindo-lhes aonde queria que fossem – isso é providência. O meu versículo favorito se dirige a essa doutrina, Provérbios 16:9 diz: “O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.”

continua...

O Peregrino disse...

Por outro lado, algumas pessoas acreditam que o conceito de Deus diretamente ou indiretamente orquestrando todas as coisas destrói a possibilidade de livre arbítrio. Se Deus tem controle completo, como podemos ser realmente livres nas decisões que fazemos? Em outras palavras, para livre arbítrio fazer sentido, deve haver algumas coisas que estão fora do controle soberano de Deus, ex: a contingência da escolha humana. Vamos dizer que isso é verdade, só por uma questão de argumentação. E agora? Se Deus não está em controle de todas as contingências, então como Ele pode garantir salvação? Paulo diz em Filipenses 1:6: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” Se Deus não está em controle de todas as coisas, então essa promessa (e outras promessas bíblicas) &eac ute; inválida. Não podemos ter segurança completa de que o trabalho de salvação que foi começado em nós vai ser completado.

Além disso, se Deus não está em controle de todas as coisas, então Ele não é soberano, e se Ele não é soberano, então Ele não é Deus. O preço de manter contingências fora do controle de Deus resulta em um Deus que não é realmente Deus. E se nosso “livre” arbítrio pode substituir providência divina, então quem é Deus no fim das contas? Nós somos. Isso é, obviamente, inaceitável para qualquer pessoa com um ponto de vista Cristão e bíblico do mundo. Providência divina não destrói nossa liberdade. Ao contrário, providência divina é o que nos capacita a utilizar nossa liberdade de form a adequada.

Todas as pessoas, independentemente da cultura, nacionalidade ou língua, terão que prestar contas diante do Criador. Não obstante, por causa do pecado, introduzido ao mundo pela Queda, somos separados de Deus. No entanto, através de uma pequena nação, Israel, o plano redentor de Deus para a humanidade foi revelado e feito acessível a todos. Alegramo-nos com esse plano.

Deus criou o universo, a terra e todo ser vivo. Nós podemos confiar que Ele pode lidar com as preocupações em nossas vidas. Deus pode tomar uma situação desesperadora e fazer coisas incríveis se simplesmente confiarmos e obedecermos. Coisas terríveis e injustas podem acontecer em nossas vidas, como aconteceram com José, mas Deus sempre vai fazer surgir um bem maior se tivermos fé Nele e em Seu plano soberano. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28).

Leia a Bíblia para aprender mais sobre Deus e o que Ele espera de nós seres humanos.

Fique com Deus e tenha um bom fim de semana!