segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

CCB: Os mitos criados pela ”obra de Deus”

Criar mitos para manter as pessoas dentro de uma escravidão espiritual e psicológica, não é próprio de genuínos servos de Deus. Situações como essa revela a profunda necessidade que existe de uma reforma dentro da Congregação Cristã no Brasil (CCB).

Temos tido notícias e acompanhado o êxodo crescente dos membros da CCB para as denominações evangélicas, e grupos cristãos de reforma. Isso vem acontecendo na medida em que os olhos da irmandade vão sendo abertos através da compreensão clara da verdadeira mensagem do evangelho deixado pelo Filho de Deus, e da realidade da abrangência e universalidade do Corpo de Cristo, Sua Igreja. Esse fato tem incomodado os dirigentes e mentores da CCB, principalmente porque haviam criado uma série de mitos, que provaram não serem verdadeiros. Esses mitos eram utilizados para promoverem uma falsa segurança psicológica, e manter o indivíduo preso a um sistema fechado, preconceituoso e de controle mental ferrenho. Quais são esses mitos, e como foram desmascarados?

Mito 1: “Alguém só sai da CCB se estiver no pecado"

Com isso em mente, todo aquele que saía acabava sendo rejeitado por toda irmandade, mesmo que a grande maioria não fosse pelo motivo apontado acima. Isso funcionava como uma espécie de ‘analgésico psicológico’ para que ninguém fosse estimulado a contestar, e ao mesmo tempo criar uma barreira de comunicação com o ‘membro desviado’. Esse mito foi desmascarado quando muitos daqueles que saíram não se calaram, e pela sua idoneidade e seriedade de conduta contestaram a público esse arrazoado, além das práticas nada cristãs ocultas que foram expostas, justamente daqueles que mais impingiam esse mito! Além do mais, essa era uma tática utilizada pelos próprios inimigos de Jesus, os fariseus, quando algum indivíduo se colocava ao lado do Mestre, para denegrir a credibilidade de Jesus e de seus seguidores (João 9:13-34).

Mito 2: “Deus não opera numa divisão de sua obra”

Junto com esse argumento, algumas vezes eram contados supostos testemunhos de pessoas que na tentativa de contestar a CCB e criarem um grupo paralelo, tiveram um final trágico, trazendo prejuízo para si próprio e para aqueles que os seguiram. Curiosamente eram deixados de lado casos em que o final não foi ruim, mas positivo. Sequer foram mencionados os países em que as sementes lançadas pelo fundador da CCB, foram assimiladas por grupos cristãos, e se tornaram em denominações genuinamente evangélicas. Além do que, existem vários casos na Bíblia, de divisões permitidas pelo próprio Deus, devida a corrupção e negridão espiritual dos respectivos dirigentes (Vide I Reis 11:11-13, 30-40, 12:15-17,24; Mateus 10:34-35; João 10:3; Atos 9:21-24; Apocalipse 18:4-5). Ironicamente a própria CCB é resultado de uma divisão na denominação Presbiteriana, e posteriormente no pentecostalismo!

Mito 3: “Deus não opera em tantas obras diferentes, só existe um tipo de doutrina correta, e essa é a da CCB”

Essa linha de argumentação é a que mais cria preconceito e ranço religioso na CCB, é motivo de soberba entre a irmandade, e leva nocivamente para uma forma de idolatria. Esse tipo de mentalidade chega ao ponto de fazer com que os membros da CCB passem a acreditar que o ‘Deus verdadeiro’ está somente entre eles, e que as denominações evangélicas adoram outros deuses.

O que ignoram é que esse pensamento não é novo, mas teve origem com o Catolicismo Romano quando da Reforma Protestante. Os romanistas procurando abafar a repercussão que a reforma estava causando, sustentavam o pilar do ‘catolicismo romano como a única igreja verdadeira’, neste entender, fora dela só havia divisões, doutrinas contraditórias e inúmeras interpretações bíblicas sem o apoio da ‘igreja’. Os reformadores em contra partida, defendiam o livre-exame das Escrituras, que deveria ser estudada, e toda doutrina avaliada de acordo com ela. Já imaginou se o argumento do catolicismo tivesse sido aceito, e a reforma se encerrado?

Além disso, o mover de Deus, Sua salvação, e propagação do Seu evangelho independe da diversidade dentro do cristianismo.

Em Efésios 3:21 lemos que a glória ao Senhor é dada na igreja por todas gerações, isso indica que não houve geração, apesar da diversidade na Igreja, que não tivesse trazido glória ao Senhor.

Mateus 16:18 afirma que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja do Senhor, se a diversidade no seio da igreja fosse motivo para a igreja ter deixado de existir em alguma época, o inferno teria prevalecido, e as palavras de Jesus não seriam verdadeiras.

Mateus 28:20 diz que o Senhor estaria conosco todos os dias até consumação dos séculos, se a diversidade tivesse extinguido a ação do Senhor na igreja, não faria sentido estas palavras.

Dentro do cristianismo, na essência existe unidade, mas no secundário existe diversidade. O que distingue o cristianismo das seitas e religiões, é exatamente o conteúdo do evangelho que propagam (Gálatas 1:8-9). Neste quesito a CCB está reprovada, e infelizmente longe da genuína fé cristã.

A guisa de tudo isso vemos a extrema necessidade da reforma.



por Ricardo Adan

do NAPEC para o INPR Brasil 

1 comentários:

Anônimo disse...

Sou Membro da CCB e isso foi no passado, hoje Deus deu luz aos servo e membros e cremos que não é só a CCB que salva, quem salva é Jesus Cristo e todos que servirem a ele de puro e sincero coração. E quem comete um pecado é aconselhado a não parar de frequentar a igreja, afinal quem julga é Deus e só ele pode tirar ou colocar alguém no Céu.

Espero ter contribuído. Creio que o blog deveria rever suas matérias, muitas matérias falando de roubo, mentiras, mas porque não sitar os que andam em retidão na CCB. Todas as áreas no mundo tem roubo, mentira, traição e não é na CCB que será diferente, mas quem rouba, mente ou faz algum mal e esta na frente do povo, pode até esconder aqui, mas de Deus ninguém esconde e ele será julgado e punido pelo que fizer de errado.