quinta-feira, 23 de abril de 2015

A entrada de Cristo no céu

POR MARK JONES 
Você já imaginou como deve ter sido quando Cristo entrou no céu após ter ascendido? Foi um momento único na história redenção, sobre o qual provavelmente nós deveríamos meditar muito mais do que fazemos. Correndo o risco de ser ocasionalmente especulativo, aqui vão algumas ideias sobre a entrada de Cristo no céu como o Deus-homem glorificado.
O efeito sobre aqueles que estão nos céus deve ter sido incrível. Nós sabemos que há muita alegria no céu quando um pecador se arrepende (Lc 15.7). Mas, o que dizer da alegria quando Jesus, que salva todos os que entram no céu, chegou para tomar seu lugar à destra do Pai? Como John Owen disse, “nenhum coração humano pode conceber, muito menos qualquer língua expressar, a gloriosa recepção da natureza humana de Cristo no céu” (Exposição de Hebreus, 5:410).
Céus e terra necessitavam de reconciliação. Ali, Cristo adentra como aquele que uniu todas as coisas, “tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Ef 1.10). Com sua entrada no santuário celestial, os santos anjos, com os rostos descobertos, contemplaram o Senhor da glória. O que eles esperaram agora estava cumprido (1 Pe 1.12).
John Flavel considera a ascensão e a entrada de Cristo no céu a partir da perspectiva do Pai:
“O Pai o recebeu de braços abertos, regozijando sobremaneira ao vê-lo novamente nos céus; portanto é dito que Deus ‘o recebeu na glória’ (1 Tm 3.16). Por isso, aquilo que, em relação a Cristo, é chamado de ascensão, em relação ao Pai, é chamado assunção.  Ele subiu e o Pai o recebeu. Sim, o recebeu como ninguém antes dele foi recebido ou será recebido depois” (Works of Flavel, 1:506).
Jesus assegurou aos discípulos que era para seu bem que ele estava partindo, a fim de que o “Ajudador” pudesse vir (Jo 16:7). Mas, nós devemos nos lembrar que sua chegada ao céu também foi boa para os santos falecidos em glória, os exércitos celestiais, o Pai e, especialmente, o próprio Jesus, que foi “recebido acima na glória” (1 Tm 3:16).
Não surpreende que John Owen tenha refletido, tão belamente:
“Isso me faz pensar que o momento da entrada de Cristo no céu, como o sagrado santuário de Deus, foi a maior demonstração de glória criada que já existiu ou existirá, até a consumação de todas as coisas” (Works, 1:264).
O céu era um “novo” lugar quando Jesus chegou para continuar seu ministério de reconciliar todas as coisas. O céu era tão perfeito quanto era possível ser antes de Cristo entrar. Mas, ele também é tão perfeito quanto pode ser assim que ele entrou. O céu alcançou uma glória maior com a entrada de Cristo. Portanto, há pouca dúvida de que o céu, em sua perfeição, após a entrada triunfal de Cristo tornou-se um lugar onde aqueles que ali estavam tiveram um aumento na alegria e satisfação por ter o Filho retornado como aquele que venceu.

Fonte: http://reforma21.org/

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