sábado, 16 de março de 2013


Resposta apologética cristã a um mórmon.

Como prometi; eis uma resposta do Lucio ao amigo leitor do nosso blog, Leonel, que usou das ficções de Ehrman para questionar os fatos bíblicos.

"Quem disse que só pelo fato de Ehrman falar a opinião torna-se fato? Na verdade, na comunidade acadêmica há um consenso geral a favor do naturalismo, mas será que é isso mesmo que é verdade? Bom, a questão é que nenhum deles foi capaz de vencer um debate sequer contra algum apologista cristão (é verdade que alguns ficaram ‘trucados’ mas nunca houve uma derrota por parte de algum cristão), assim, o fato de a maioria concordar não quer dizer nada. Aliás, todos concordavam que o sol girava em torno da terra... como as coisas mudam na tão estável ciência ein... Como alguém já disse: a massa é burra...
Além disso, não são novas essas alegações de Ehrman. Lembro-me de Wrede, Straus, entre outros, terem dito isso a um bom tempo atrás. Dizer que os textos foram modificados por tendências teológicas é muito fácil, agora, o que nem Ehrman, nem Strauss, nem ninguém conseguiu foi explicar como essas motivações teológicas surgiram do nada na comunidade rabínica do primeiro século.
Bom, se você conhece a ciência da crítica textual, ao menos um pouco, sabe que a ‘corrupção’ do texto é tão insignificante que não afeta nenhuma doutrina cristã (admitido por Ehrman!). Na verdade, a corrupção é de menos de 1%! Isso quer dizer nada! Agora dê uma olhada em outros textos antigos e veja o que realmente é corrupção no texto. As variantes nos textos do Novo Testamento são tão insignificantes que seria um absurdo dizer que o texto é corrompido. Para sintetizar as informações que quero transmitir veja este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=16a2Db7zw3M

Estou aberto para debater o assunto.

Quando vi você falar de crítica textual achei engraçado. Já pensou na aplicação dela ao livro de Mórmon? Já pensou o que diria Ehrman sobre ele? Recorrer a Ehrman é como os fariseus se unirem aos saduceus para derrubar Jesus. Dê uma pesquisada e depois você me fala o que acontece...
Aliás, não houve uma alegação de céticos como Ehrman que não tiveram sua devida resposta. Você deve estar no mínimo muito desinformado para crer que os cristãos estão alienados sobre o assunto. Viu as críticas que Ben Wintherington III fez dele (eis um artigo bom para começar: http://benwitherington.blogspot.com/2006/03/misanalyzing-text-criticism-bart.html )? São, no mínimo, conclusivas. Ouvi falar também que James White se deu muito bem no debate contra Ehrman, pena que o debate está em inglês, sem legendas... Vale a pena conferir como estudiosos como Craig Blomberg, Craig Evans, D. Carson e tantos outros responderam muito bem às críticas negativas da alta e baixa crítica e seguem de consciência limpa afirmando a incorruptibilidade dos textos. Pensar que Ehrman está sem respostas é tão bem informado quanto pensar que Hitchens é invencível em um debate (como prefacia Dawkins na versão inglesa do ‘Deus não é grande: como a religião envenena tudo).

Outra questão estranha que você colocou foi a de que a Bíblia que temos em mãos só passou a existir em Nicéia. Se você está falando que só em Nicéia foi finalmente entrado em consenso quais eram os livros realmente inspirados, eu concordo com você. Isso não desacredita o cânon, antes o credita, pois mostra o rigor que a Igreja primitiva tinha antes de reconhecer (e não canonizar) que um livro é inspirado. Aliás, sabe quais foram os critérios?

Além de tudo isso, a Bíblia conta com um acervo de fatos históricos (e miraculosos!) que religião nenhuma no mundo possui, como a ressurreição de Jesus, a passagem pelo mar Vermelho e tantos outros. ( abertíssimo a debate!)

Por fim, vale lembrar que Ehrman não abandonou o cristianismo por causa da crítica textual, mas foi por causa do problema do mal, assunto que ele não tem competência alguma para discutir.
Resposta do irmão Lucio ao amigo ‘mórmon’ Leonel. (As partes em negritos são do Leonel.) depois dessa resposta o amigo Leonel se retirou do debate, não completando um ciclo satisfatório de argumentos.
Em breve estarei postando sugestões que nosso irmão Lucio propõe para evangelização dos ateus. O irmão Lucio contribuirá com esse blog com textos apologéticos de caráter filosóficos. ‘Como evangelizar um ateu?’ sempre será de autoria desse precioso irmão.

Leonel: Imagino que tais competições não interessam a cientistas sérios. Diferente de Dawkins ou Hitchens, Ehrman não parece interessado em "destruir" a religião. Seu esforço é noutro sentido. Porém, torno a repetir, usei-o apenas para ilustrar meu ponto de vista, que é: a Bíblia não está acima de crítica!


Lucio: Cientista sérios... interessante... quem seriam esses? Acho q você sabe que Dawkins é responsável (por parte de Oxford) por popularizar as ideias científicas. Assim, ele é um autentico representante do grande corpo docente de acadêmicos cientistas e pseudo-filósofos. Aliás, essa crítica de que a maioria dos cientistas quando tentam filosofar cometem desastres é apoiada por grandes filósofos como Antony Flew e Alvin Platinga.

Agora, se você usa Ehrman para apoiar suas opiniões, tem que lidar com as críticas à ele. É a autoridade que você recorre que estou questionando! Você viu o vídeo? Você leu o link?

Aliás, Ehrman já debateu, só que eu saiba, com Craig, Licona e J. White! Não ouvi falar que ele se deu bem...

Leonel: ...admitiu que os pontos trazidos à luz por mim em postagens anteriores são consenso na comunidade acadêmica e não delírios de um estudioso decepcionado com a religião ou reflexões "anacrônicas" de um "mórmon" desesperado diante dos "fatos".

Lucio: Bom, é por isso que citei os debates. O que afirmo é que a comunidade acadêmica está comprometida com o naturalismo e/ou qualquer válvula de escape que lhes dê sua preciosa emancipação de um Ser que lhes cobra uma vida moral (porque amam o pecado...). Mas quando essa hegemonia é trazida ao tribunal da lógica e da razão, e o debate é o melhor jeito de isso ficar claro, podemos perceber que esses consensos estão isentos de bom senso. (apesar da aliteração).


Leonel: Nada surge do nada. Leia um bom livro de História e entenderá as razões políticas e teológicas que motivaram tais modificações.

Concordo. Mas essa foi uma evasiva muito medíocre. Na verdade eu poderia ser simplório e responder a altura assim: leia um bom livro de apologética e terá as respostas...
Por favor, se você tem algum livro que explique isso, mostre o argumento aqui. Transcreva-o e vamos debater. Já que você gosta de se juntar ao inimigo de seu inimigo (como o fariseu com o saduceu para enfrentar Jesus), sugiro Bultmann ou Strauss.

Leonel: a Bíblia não está acima de crítica! (Obs: Lamento muito ouvir isso dos mórmons. Nesse momento eles têm servido a causa diabólica de sempre, desde o Éden, por a Palavra de Deus em duvida. Ass: Luciano.)

Lucio: Eu concordo. E já são 2000 anos de história que ela, de um jeito ou de outro está sendo criticada. A partir daí, troco a preposição ‘de’ para ‘da’, e retiro seu não: A Bíblia está acima DA crítica!

Leonel: Afeta um dogma central do tipo de cristianismo que você professa: a inerrância bíblica.

Lucio: Bom, parece que o Ehrman discordaria de você... (na resenha de Wintherington)
Veja o vídeo de novo por favor...
Se não conseguir captar o raciocínio, o transcreverei aqui.

"os versos finais do Evangelho de Marcos, onde Jesus, depois de sua ressurreição, diz a seus discípulos que aqueles que acreditarem nele falarão em línguas estranhas, serão capazes de lidar com cobras e de beber veneno sem correr riscos." (Ehrman)

Ehrman... ficou claro que você não leu a resenha de Ben Wintherington... Interessaria se por vê-lo traduzido?

Enfim...

Qual relevância tem esse texto para a doutrina cristã? Além do mais, não vejo os eruditos cristãos reivindicando a originalidade do final extenso de Marcos. Como é óbvio, você está desinformado. Quer uma dica de leitura? Leia o livro ‘Introdução Bíblica’ de Norman Geisler e Willian Nix. Além disso, por exemplo, o falar em outras línguas tem respaldo na carta de Paulo aos Coríntios...

Leonel: Critérios tão subjetivos que Martinho Lutero ainda discutia a "inspiração" de Tiago em meados do século XVI e recomendava sua exclusão do cânon.

Lucio: Quem sabe Lutero, à semelhança de alguns mórmons , não estaria desavisado (para ser eufêmico) quanto aos critérios de canonização. Na verdade, a dúvida de Lutero foi a dúvida da Igreja primitiva, bem como a resolução...
Sendo direto, você sabe quais são os critério de canonização? Aliás, poderíamos discutir esses critérios e buscar aplicá-los ao seu livro de mórmon. O que você acha?

Leonel: Minha opinião pessoal é que tais "fatos" acabam pesando contra a Bíblia. Se tais passagens miraculosas comprovassem algo, o Livro de Mórmon estaria acima de qualquer crítica pois tais abundam nele. Outras religiões passariam pelo mesmo teste sem qualquer arranhão à sua credibilidade (digo, no critério de fatos históricos comprovados e passagens miraculosas).

Lucio: Quero limitar meus comentários até aqui. Esse último comentário é o que eu mais queria que você fizesse. Vou produzir um texto inteiro em resposta a essas alegações.

Até a próxima Leonel."

Como disse no começo dessa postagem, Leonel se retirou, assim não teremos a conclusão que o irmão Lucio intencionou.
O Leonel nos disse que iríamos desdenhar dele por ele ter se retirado do debate. Eu disse a ele que não faríamos isso, pois quem tinha o habito de humilhar algumas pessoas (os negros) eram os profetas mórmons, e não nós. Veja as palavras diabólicas que certo profeta mórmon disse.

“Você vê alguns grupos da família humana são negros, desajeitados, feios, desagradáveis e baixos em seus costumes, selvagens e aparentemente sem a benção da inteligência...o Senhor pôs uma marca nele, que é o nariz chato e a pele negra”.
BRINGHAM YOUNG – Journal of Discourses, vol. 7, pg. 290,291.

Quão nobre seria que o Leonel, e outros mórmons, usassem suas capacidades para desmascarar essa 'bestialidade verbal'.

Fonte: MCA

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