sexta-feira, 2 de novembro de 2012

As pancadas espíritas e a profetisa Ellen White!

As "Pancadas Misteriosas" das Irmãs Fox

Como na questão do "dia escuro de 19 de maio de 1780", o caso das "pancadas misteriosas" não é bem como muitos têm imaginado. . .

Quem foi responsável pelas pancadas misteriosas?

Em 32 de março de 1848, perto de Rochester, Nova York (EUA), duas irmãs, Katherine e Margaret Fox, com idades de 11 e 13 anos, alegavam que ouviam sons de pancadas inexplicáveis que partiam de um cômodo na casa de fazenda onde moravam. Logo, carruagens alinhavam-se junto a casa com pessoas que vinham testemunhar as irmãs supostamente comunicando-se com o espírito de um vendedor itinerante que havia sido assassinado e que, supunha-se, teria sido sepultado no porão da casa cinco anos antes.

As habilidades de Katherine e Margaret tornaram-se bastante conhecidas e elas embarcaram numa carreira lucrativa como médiuns, realizando seções em salas privadas pelos Estados Unidos e Inglaterra.

A Sra. White estava bem informada sobre elas, pois escreveu em O Conflito dos Séculos, pág. 553 [edição em inglês]:

"As misteriosas pancadas com que o espiritismo moderno teve início não foi resultado de truques ou embuste humano, mas ação direta dos anjos malignos, que assim introduziram um dos mais bem sucedidos enganos destruidores de almas."

Após 40 anos, em 1888, depois da primeira visão do Grande Conflito ter sido publicada, as irmãs Fox não mais podiam ocultar a verdade.

Elas produziam os sons de batidas, admitiram, primeiro utilizando uma maçã presa a um barbante que lançavam contra a parede de uma sala escura manipulando o barbante, e mais tarde por simplesmente fazer estalar as juntas dos artelhos. Daí partiram em "giros de exibição" e, por incrível que pareça, atraíam audiências que vinham ver o desempenho delas. People Magazine, 25 de outubro de 1999, pág. 125.

As irmãs admitiram o que muitos céticos já criam-que as batidas eram meramente um ardil bem elaborado incutido sobre pessoas crédulas. Uma das pessoas enganadas foi Ellen G. White. A Sra. White lançou a culpa de sua crença nas "pancadas misteriosas" como sendo o poder sobrenatural de Satanás ao própio Deus. Ela alegou que viu em visão dada por Deus que as batidas eram produzidas pelo poder do Maligno:


24 de agosto de 1850. "Vi que as "pancadas misteriosas" eram o poder de Satanás; algumas derivavam diretamente dele, outras indiretamente, através de seus agentes, mas tudo procedia de Satanás." Primeiros Escritos, pág. 59.

Ela chegou ao ponto de fazer uma profecia a respeito das batidas:

"Vi que em breve seria considerado blasfêmia falar contra as batidas, e que se difundiriam mais e mais, que o poder de Satanás aumentaria e alguns de seus dedicados seguidores teriam o poder de operar milagres e mesmo de trazer fogo do céu à vista dos homens." Primeiros Escritos, pág 59.

Essa profecia foi um assinalado fracasso. Não vimos qualquer evidência de jamais ter sido considerado blasfêmia falar contra as pancadas, e conquanto o movimento crescesse em popularidade por um curto período, finalmente se esvaiu. O movimento já estava em declínio antes da admissão pelas irmãs Fox em 1888, e após a morte delas nos anos da década de 1890 prosseguiu em declínio. O movimento espiritualista como um todo se desfez nos anos da década de 20 depois que o popular mágico Harry Houdini expôs numerosos médiuns famosos como embusteiros e fraudulentos

A Confissão de Margaret Fox

"Minha irmã Katie foi a primeira a descobrir que por esfregar os dedos podia produzir certo ruído com as juntas e que o mesmo efeito podia ser produzido com os artelhos. Descobrindo que podíamos criar ruídos com nossos pés-primeiro com um pé, depois com ambos-praticamos até poder fazer isso com facilidade quando a sala estava às escuras. Ninguém suspeitava de que fosse um truque nosso pois éramos crianças ainda tão novas. . . . todos os vizinhos julgavam que havia algo, e desejaram descobrir do que se tratava. Estavam convencidos de que alguém havia sido assassinado na casa. Perguntaram-nos a respeito, e praticávamos as pancadas, sendo uma para "sim", três para "não", como passamos fazer daí por diante. Nada sabíamos sobre espiritismo então. O assassinato, concluíram, devia ter sido cometido na casa. Finalmente, encontraram um homem chamado Bell e disseram que o pobre inocente havia cometido um assassinato na casa, e que aqueles sons procediam dos espíritos das pessoas assassinadas. O pobre Bell passou a ser evitado e visto como assassino por toda a comunidade. No que tange a espíritos, nem eu nem minha irmã pensávamos a respeito disso. . . . Tenho visto tanto engano danoso que estou disposta a prestar assistência o quanto puder e positivamente declarar que o espiritismo é uma fraude da pior descrição. Faço isso perante Deus, e minha ideia é denunciá-lo. . . . Estou convicta de que esta declaração, partindo solenemente de mim, a primeira e mais bem sucedida nesse engano, romperá a força do rápido crescimento do espiritismo e comprovará ser tudo uma fraude, hipocrisia e engano". New York World Newspaper, 21 de outubro de 1888.


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