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quarta-feira, 29 de junho de 2011

‘Adorando O Domingo!?’

O livro de doutrinas adventistas, Nisto Cremos, que via de regra tem uma apresentação acadêmica, segue as marcas dos passos de Ellen White. Isso todos sabem. Mas na minha leitura desse livro encontrei um trecho, dentre outros, que meu deu muita indignação. Preste atenção nisso:
A questão derradeira envolverá adoração falsa e verdadeira, o verdadeiro e o falso evangelho. Quando essa questão for claramente colocada diante do mundo, aqueles que rejeitam o memorial divino da Criação – o sábado bíblico – escolhendo adorar e honrar o domingo – mesmo depois de ter pleno e cabal conhecimento de que este não é o dia apontado por Deus para a adoração – receberão a “marca da besta”. Esta é a marca da rebelião; a besta afirma que o fato de ela haver alterado o dia de adoração é uma prova de sua autoridade em modificar a lei de Deus.” Pg 231,232(negrito meu)


Essa besteirinha profética quem disse foi Ellen White (nem sei se ela copiou isso de algum outro falso profeta). Mas observando bem o que foi escrito no Nisto Cremos, algo me chamou atenção. Na parte final transcrita, ficou bem claro que, para essa seita, os que adoram no domingo no ‘tempo final’ serão os servos da ‘besta’.

Porém na parte que deixei em negrito está transmitindo também outra ideia! Diz que as pessoas escolherão ‘adorar O Domingo’!

Ou eu estou errado? É isso mesmo?

A ânsia desse povo em criticar o Domingo é tão necrosada, que não dizem apenas que os cristãos estão errados por adorarem NO Domingo... (o que eles fazem também!), mas chegam ao ponto bizarro de dizerem que O DIA será ADORADO!
‘Critico o que faço’...?
Já ouvi alguns dizerem que os psicólogos sustentam que geralmente usamos como auto-defesa uma projeção de nossos erros em outros. Mas esses erros não seriam os mesmos, mas da mesma classe. Mais ou menos criticamos em outros, o que fazemos. Não sei se isso é verdade em todos os casos, porém me parece que isso deve ser verdadeiro no mundo Adventista.

Será que na verdade eles ‘adoram O sábado’ e ficam esperando os cristãos verdadeiros ‘adorarem o Domingo’? (Obs: Visto que eles consideram o sábado como ‘central na Lei de Deus, como a lei mais importante’, pode ser que o caminho está aberto para essa idolatria...)

Mas visto que a adoração DO Domingo não acontece, eles estão esperando ‘uma besta’ fazer isso no futuro...?

“Seguidores de Ellen White, não esperem os protestantes fiéis fazerem isso! Se não, vosso ‘armagedom’ NUNCA chegará! E o histórico de 1844 é uma má lembrança...”


http://mcapologetico.blogspot.com/

domingo, 26 de junho de 2011

As Testemunhas de Jeová, o Anti-semitismo e o Terceiro Reich

A Tentativa de Colaboração com o Nazismo Protagonizada Pela Sociedade Torre de Vigia

M. James Penton

Ao longo dos anos a Watchtower Bible and Tract Society tem dito às Testemunhas de Jeová que enquanto as igrejas alemãs foram culpadas de colaboração com Hitler e com o Partido Nazi, os seus irmãos alemães, geralmente conhecidos como "Sérios Estudantes da Bíblia," tomaram uma posição firme contra os princípios do Terceiro Reich. Devido à posição corajosa tomada por Testemunhas alemãs face a uma perseguição terrível que a muitas delas custou a vida nos campos de concentração de Hitler, elas têm sido corretamente elogiadas por historiadores seculares.


Por exemplo, a revista Watchtower [Sentinela] de 1.º de Outubro de 1984 (p.8) relatou os resultados das investigações de Christine E. King e Michael Kater relativas ao facto de o número de Testemunhas presas e mortas devido à perseguição Nazi ter sido grandemente subavaliado. Citando a Dr.ª King, a revista declarou:


"'Aderiu-se a princípios Teológicos; as Testemunhas permaneceram 'neutrais,' elas eram honestas e completamente fidedignas e como tais, ironicamente, muitas vezes viram-se empregues como criados das S.S.'"


Contudo, o que não tem sido geralmente conhecido pela maioria das Testemunhas de Jeová nem por muitos eruditos independentes é que enquanto Testemunhas alemãs comuns mantiveram em geral a sua integridade e aderência a princípios, os seus líderes -- Rutherford, Knorr e altos funcionários da Watch Tower alemães -- não o fizeram. Rutherford e os outros líderes da Watch Tower tentaram salvar o ramo alemão do seu movimento fazendo dos judeus bodes expiatórios.


Durante a primeira metade da história dos Estudantes da Bíblia-Testemunhas de Jeová, a sua posição pró-judaísmo era notória. Tal como certos milenaristas protestantes americanos do fim do século dezanove e do início do século vinte, C.T.Russell era um forte apoiante de causas Sionistas. Ele recusou tentar converter os judeus, acreditava no restabelecimento dos judeus na Palestina, e em 1910 dirigiu uma audiência judaica em Nova Iorque no canto do hino Sionista, o Hatikva. Durante algum tempo o Juiz Rutherford seguiu os seus passos. Em 1926 ele escreveu um pequeno livro intitulado Comfort for the Jews [Conforto para os judeus] que sugeria que a migração judaica para a antiga Terra Santa era um cumprimento da profecia bíblica. Quatro anos mais tarde ele escreveu um livro similar, mais extenso, intitulado Life [Vida].

Mas, subitamente, Rutherford repudiou as suas crenças a respeito dos judeus. O livro Life foi retirado de circulação e em 1932 Rutherford proclamou que o "Israel carnal" não tinha nenhum papel específico a desempenhar na história da salvação. Talvez o Juiz estivesse simplesmente ansioso em defender que as Testemunhas de Jeová eram o "verdadeiro Israel de Deus," mas ele pode ter tido outras razões para fazer uma mudança doutrinal dramática desse tipo. No fim da década de 1920 e princípio da década de 1930 o anti-semitismo estava a tornar-se exacerbado nos Estados Unidos e no Canadá com o aparecimento de uma variedade de movimentos, tanto religiosos como políticos. Também nessa altura, com o começo da Depressão em 1929, começou a parecer possível que os Nazis, violentamente anti-judeus, pudessem chegar ao poder na Alemanha -- o que aconteceu em 30 de Janeiro de 1933. Portanto, Rutherford estava provavelmente ansioso em separar de todas as maneiras possíveis as Testemunhas da comunidade judaica. No entanto, isso não pode de maneira nenhuma desculpar o que o presidente da Watch Tower e os seus ajudantes estavam prestes a fazer no primeiro ano do Terceiro Reich.

No princípio de Abril de 1933 os Nazis tomaram ação contra as Testemunhas de Jeová. A sua sede da filial em Magdeburg foi penhorada e as suas atividades religiosas pararam temporariamente. Mas em 28 de Abril as autoridades alemãs devolveram as propriedades à Watch Tower Society, e as Testemunhas começaram a reunir-se novamente para continuar o seu proselitismo de casa em casa. Contudo, os líderes das TJ (e as próprias Testemunhas em geral) sabiam que não eram populares junto dos Nazis. Portanto, foi nesse tempo, segundo a versão tradicional das Testemunhas, que o Juiz Rutherford e a comunidade de Testemunhas alemãs decidiram tomar uma posição destemida contra a ditadura de Hitler. O livro Jehovah's Witnesses in the Divine Purpose [As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino] declara:


"O Juiz Rutherford tinha estado a observar de perto a situação alemã e estava bem familiarizado com o seu desenvolvimento pois afetava o trabalho das Testemunhas. Com este sério desenrolar dos acontecimentos, ele não perdeu tempo em ir à Alemanha, acompanhado por N.H.Knorr, para ver o que podia ser feito. Em 25 de Junho [...], foi convocada uma convenção em Berlim. A Declaration of Facts [Declaração de Factos] foi apresentada às 7.000 pessoas na assistência em protesto contra o governo de Hitler pela sua forte interferência com o trabalho de testemunho da Sociedade, e foi unanimemente adoptada. A declaração foi enviada a todos os altos oficiais do governo desde o presidente até aos membros do conselho, e 2.500.000 cópias foram distribuídas ao público. A retaliação veio rapidamente. Três dias depois, em 28 de Junho, a propriedade da Sociedade foi penhorada e ocupada, e as suas instalações de impressão foram fechadas por decreto governamental."

Será que a penhora da propriedade da Watch Tower e a proscrição completa das Testemunhas de Jeová pelo governo alemão aconteceram realmente porque a Declaration of Facts era um firme protesto contra as ações Nazis? Não, muito pelo contrário: aquele documento não passava de uma declaração covarde, interesseira, na qual Rutherford e os seus lacaios tentaram fazer a comunidade das Testemunhas ganhar a simpatia dos Nazis, atacando a Grã-Bretanha, os Estados Unidos, a Liga das Nações, e acima de tudo, os judeus. Numa secção intitulada "Judeus," a declaração diz:

"Somos falsamente acusados pelos nossos inimigos de termos recebido dos judeus apoio financeiro para o nosso trabalho. Nada está mais longe da verdade. Até este momento, nunca houve a mínima quantia de dinheiro contribuída para o nosso trabalho pelos judeus. Nós somos os seguidores fiéis de Cristo Jesus e acreditamos Nele como sendo o Salvador do mundo, enquanto os judeus rejeitam inteiramente Jesus Cristo e negam enfaticamente que ele seja o Salvador do mundo enviado por Deus para o bem do homem. Por si só, isto devia ser prova suficiente em como nós não recebemos nenhum apoio dos judeus e portanto as acusações contra nós são maliciosamente falsas e só podiam vir de Satã, o nosso grande inimigo.


O maior e mais opressivo império na terra é o império anglo-americano. Por este queremos significar o Império Britânico, do qual os Estados Unidos da América são uma parte. Foram os homens de negócios judeus do Império anglo-americano que estabeleceram e têm mantido os Grandes Negócios como um meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações. Este facto aplica-se particularmente às cidades de Londres e Nova Iorque, a fortaleza dos Grandes Negócios. Este facto é tão manifesto na América que existe um provérbio a respeito da cidade de Nova Iorque que diz: "os judeus são donos dela, os católicos irlandeses governam-na, e os americanos pagam as faturas." Nós não temos nenhuma luta contra estas pessoas que mencionámos, mas como Testemunhas para Jeová e em obediência ao seu mandamento apresentado nas Escrituras, somos compelidos a chamar a atenção para a verdade acerca deles para que as pessoas possam ser iluminadas a respeito de Deus e do seu propósito."


Isto não é tudo. Além de condenar a Liga das Nações, a declaração dizia:


"O governo atual da Alemanha declarou-se contra os opressores que controlam os Grandes Negócios e em oposição à influência religiosa errada nos assuntos políticos da nação. Essa é exatamente a nossa posição..."


Em seguida proclamou:


"Em vez de sermos contra os princípios advogados pelo governo da Alemanha, nós defendemos sinceramente tais princípios, e sublinhamos que Jeová Deus através de Cristo Jesus trará a realização plena desses princípios."


É claro que, como as Testemunhas descobririam em breve, os Nazis não ficaram impressionados e desencadearam uma onda de perseguição contra eles quase de imediato. Foi então, e só então, que Rutherford, a Watch Tower Society e os líderes das Testemunhas alemãs decidiram opor-se às políticas Nazis de uma maneira intransigente. A Watch Tower Society ainda se gaba da fidelidade das Testemunhas de Jeová alemãs aos princípios cristãos sob o Terceiro Reich, mas também continua a tentar esconder a tentativa de compromisso dos seus líderes com os Nazis em 1933. Embora a Watchtower [Sentinela] de 1.º de Outubro de 1984 cite o livro The Nazi State and the New Religions [O Estado Nazi e as Novas Religiões] de Christine King, não menciona o que a Dr.ª King escreveu acerca da Declaration of Facts [Declaração de Factos] da Sociedade. Por exemplo, numa breve avaliação desse documento, ela faz uma observação que é, se encarada do ponto de vista das Testemunhas, muito incriminatória. Ela declara:


"O documento é uma obra prima no género e digna das outras quatro seitas [os Cientistas Cristãos, os Santos dos Últimos Dias, os Adventistas do Sétimo Dia e membros da Nova Igreja Apostólica], tendo todas elas apoiado, de uma maneira ou de outra, o estado Nazi."


Noutro parágrafo ela diz:


"Tendo tentado assegurar às autoridades, pela Declaration of Facts, que eram bons cidadãos, tendo interpretado e explicado os seus ensinos de um modo que, dadas as preocupações do regime, pretendia acalmar medos e oferecer uma certa medida de compromisso, as Testemunhas parecem ter esperado que daí em diante não teriam mais incómodos. Não se tinha a declaração juntado aos Nazis na condenação da Liga das Nações, não tinha descrito o Nacional Socialismo como estando contra as injustiças que os alemães tinham sofrido desde 1919 e não tinha terminado com um apelo pessoal ao Führer?"


Portanto é francamente impossível que a liderança atual da Sociedade possa estar ignorante a respeito da Declaration e da sua natureza comprometedora e anti-semita. Contudo, quando confrontados com os factos, os porta-vozes da Watch Tower Society negam tudo categoricamente, e na revista Awake! [Despertai!] de 8 de Junho de 1985 (p.10) -- depois de condenarem o clero de outras igrejas por ter apoiado o Nazismo -- proclamaram:


"Contudo, houve um grupo na Alemanha que defendeu corajosamente os princípios cristãos. Esse grupo foram as Testemunhas de Jeová. Contrariamente ao clero e aos seus seguidores, as Testemunhas recusaram colaborar com Hitler e com os Nazis. Elas recusaram-se a violar os mandamentos de Deus. Elas não quebrariam a sua neutralidade cristã em assuntos políticos. (Veja Isaías 2:2-4; João 17:16; Tiago 4:4.) Elas não atribuíram Heil, ou salvação, a Hitler, como fizeram a grande maioria dos rebanhos do clero."


É difícil imaginar como é que os líderes de uma organização religiosa que alega ser o único canal de verdade de Deus na terra podem ser culpados de tais mentiras e hipocrisia descaradas, mas que são culpados são. Os factos falam por si mesmos. Mas há mais a ser dito sobre o assunto além do que é discutido acima. Por causa das suas pretensões ultrajantes, os homens que governam as Testemunhas de Jeová têm sido culpados de muitos outros crimes terríveis.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dormindo Com o Inimigo (Hitler) — O Estilo da Watchtower

Uma fotografia no livro das TJ intitulado True Peace and Security -- How Can You Find It? (Verdadeira Paz e Segurança -- Como Poderá Encontrá-la?) mostra vários membros do clero da Igreja Católica fazendo a saudação nazi (Heil Hitler). Isto é indicativo da condenação constante que as TJ fazem à igreja, que segundo dizem as TJ "comprometeu-se de forma lamentável" durante a segunda guerra mundial. No entanto, quem tem tetos de vidro não devia atirar pedras aos telhados dos vizinhos. Ou, como Jesus disse de forma tão eloquente, "Como é que podes tirar o argueiro que está no olho do teu irmão quando tens uma trave no teu próprio olho?" Este artigo não tem por objectivo averiguar se a Igreja endossou ou denunciou os princípios do Nazismo, contudo, a verdade é que os próprios líderes da Watchtower tentaram fazer um compromisso "lamentável" com o Reich alemão!

Os livros Jehovah's Witnesses In the Divine Purpose (As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino) e Jehovah's Witnesses - Proclaimers of God's Kingdom (Testemunhas de Jeová -- Proclamadores do Reino de Deus) dizem que o governo Nazi confiscou a propriedade da Watchtower depois de ter invadido duas vezes a sua sede alemã em Magdeburg, em 1933. Em resposta à primeira invasão, foi escrita por J.F.Rutherford (segundo presidente das TJ) uma "Declaration of Facts" [Declaração de Factos], que os dois livros acima mencionados alegam ter denunciado Hitler, o seu governo e o Nazismo. Contudo, essa Declaração, que foi impressa novamente no The 1934 Yearbook of Jehovah's Witnesses (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1934), representa o proverbial "esqueleto" no armário da Watchtower.

M. James Penton, autor do livro explosivo Apocalypse Delayed (Apocalipse Adiado), expôs a hipocrisia da Watchtower num artigo escrito para o Christian Quest Journal. Segundo Penton, a Watchtower só tomou uma posição definitiva contra o governo Nazi depois de Hitler ter rejeitado a Declaração deles. Numa carta pessoal que acompanhava a Declaração, os líderes da Watchtower esforçaram-se para convencer o Fuhrer de que apoiavam os "princípios" do seu governo -- sem dúvida, isto era um esforço para continuar as suas actividades de venda de livros na Alemanha. Contudo, Hitler não ficou impressionado. Na Declaration of Facts [Declaração de Factos] Rutherford escreveu:

O governo atual da Alemanha declarou-se enfaticamente contra os opressores do Grande Comércio e em oposição à influência religiosa errada nos assuntos políticos da nação. Essa é exatamente a nossa posição: ...Longe de estarmos contra os princípios advogados pelo governo da Alemanha, nós apoiamos sinceramente esses princípios e sublinhamos que Jeová Deus através de Jesus Cristo causará a realização completa destes princípios... [ênfase acrescentada]

Que princípios advogava a Alemanha quando estava sob a governação de Hitler? A Watchtower relatou o seguinte na sua publicação God's Kingdom of a Thousand Years Has Approached [Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos]:

Pouco depois de os Estados Unidos mergulharem na Segunda Guerra Mundial, obteve-se a informação sobre este plano nazista de documentos nazistas.... Este plano tinha por objetivo uma ordem mundial nazista que Hitler imporia impiedosamente ao mundo da humanidade, se fosse bem sucedido na Segunda Guerra Mundial.... [Ele] evidentemente pensava no Santo Império Romano, germânico.... De qualquer modo, não houve nenhum restabelecimento do Santo Império Romano, conforme muitos da religião de Hitler haviam esperado.

Embora seja evidente que a Sociedade não acreditava no Nazismo, a Declaração revela que eles são tão culpados como a Cristandade que eles acusam de ter 'Dormido com o Inimigo'. Além disso, temos que interrogar-nos: a que se referia Rutherford quando mencionou os "opressores do Grande Comércio"? Ele responde:

Foram os homens de negócios Judeus do Império Anglo-Americano que estabeleceram e têm mantido os Grandes Negócios como um meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações.... Este facto é tão manifesto na América que existe um provérbio a respeito da cidade de Nova Iorque que diz: "os Judeus são donos dela, os Católicos Irlandeses governam-na, e os Americanos pagam as facturas."

Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial a Watchtower Society criticou TODOS os governos, incluindo o governo alemão, por terem sido manipulados pela Igreja Católica, a quem as TJ identificaram com a "Grande Prostituta de Babilónia." Apesar disto, a Declaração de Factos expõe a hipocrisia das TJ:

[Os] Estudantes da Bíblia estão lutando pelos mesmos objetivos e ideais elevados e éticos que o Reich alemão nacional proclamou a respeito do relacionamento do Homem com Deus.... não existem pontos de vista conflitantes.... mas antes, pelo contrário, no que diz respeito aos objetivos puramente religiosos e apolíticos.... estes estão em harmonia completa com.... o Governo Nacional do Reich alemão." [ênfase acrescentada]

Conforme vimos anteriormente, a publicação das TJ intitulada God's Kingdom Of A Thousand Years Has Approached [Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos] conta que as "muitos da religião de Hitler" ficaram desapontados quando este plano falhou. Que havemos de pensar sobre esse comentário das TJ, sabendo que elas mesmas disseram que estavam "em harmonia completa" com as posições apolíticas e religiosas do Terceiro Reich? Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimentos históricos sabe quais eram os "objetivos apolíticos" do Terceiro Reich. Só um louco como Hitler podia orquestrar a aniquilação sistemática de seis milhões de Judeus enquanto ao mesmo tempo chamava a isto um ato da vontade divina! A Watchtower Society até reconheceu a iniquidade alemã em edições posteriores da revista Watchtower [A Sentinela], acusando-os de colaborarem com "a tentativa de Satanás para desviar todos os homens de Deus e do Seu Reino." Mais ainda, na carta pessoal que as TJ enviaram a Hitler, chegaram a afirmar falsamente que o governo dos Estados Unidos os perseguiu por se terem recusado a publicar propaganda anti-alemã durante a Primeira Guerra Mundial.

É claro que esta afirmação contradiz totalmente a posição deles durante o Verão de 1918, quando a Watchtower instou os Estudantes da Bíblia fiéis para que comprassem War Bonds [Ações de Guerra]. De facto, eles chegaram ao ponto de apoiar um Dia de Oração Nacional para que a Alemanha fosse derrotada rapidamente. Apesar disto, as TJ num artigo de revista Watchtower [A Sentinela], em 1985, atacaram a "Cristandade" por ter orado pelo fim da Primeira Guerra Mundial. "...em 1914, quando as tropas alemãs entraram na Bélgica usando cintos com a inscrição 'Got mit uns' (Deus está conosco). De ambos os lados, a igreja fez orações abundantes pela vitória e atacou vitriolicamente o inimigo." A Organização das TJ nunca hesitou em apontar o dedo acusador aos outros, ignorando ao mesmo tempo as suas próprias inconsistências gritantes.

O que é que a Watchtower Society diz acerca desta Declaração e dos acontecimentos relacionados? Como seria de esperar, eles sacudiram a culpa para cima de outra pessoa. No seu 1974 Yearbook [Anuário de 1974], eles dizem que uma TJ alemã "acusou" outra, Paul Balzereit, de ter alterado a Declaração. Eles chegaram ao ponto de dizer que Balzereit escreveu a carta a Hitler, o que teria sido supostamente feito sem o conhecimento de Rutherford. No entanto, M.J.Penton questionou isso:

Independentemente de quem escreveu, editou ou 'enfraqueceu' a Declaração, o facto é que foi publicada como um documento oficial da The Watch Tower Society. Consequentemente, os líderes americanos [das TJ]... e o Juiz Rutherford em particular -- foram diretamente responsáveis por aquele anti-semitismo descarado e disposição de comprometer os seus muito anunciados princípios de 'neutralidade Cristã' com o objetivo de continuar o seu trabalho de publicação e pregação na Alemanha...

Mais ainda, Penton também descobriu um relato de proporções chocantes, feito por uma testemunha ocular. Konrad Franke, uma TJ alemã, fez estes comentários que adicionam alguns pormenores ao escândalo Nazi:

...Eu tive o privilégio de viajar com o Irmão Albert Wandres de Wiesbaden para Berlim... mas ficámos chocados quando chegámos ao Tennis Hall [a sede da Watchtower em Magdeburg] na manhã seguinte... Quando entrámos, vimos o hall enfeitado com bandeiras Suásticas!... quando a reunião começou, foi precedida por uma canção que nós já não cantávamos há muitos anos... as notas eram [retiradas] da melodia de "Deutschland, Deutschland, über alles"! ["Alemanha, Alemanha, sobre tudo." Era o hino nacional alemão.]

As Testemunhas de Jeová hoje estão proibidas pelos seus líderes de fazer a saudação às bandeiras nacionais. Será que os Estudantes da Bíblia alemães [nome que as TJ tinham naquele tempo] agiam de maneira diferente? Parece que sim, pois a Sociedade tem continuado a encobrir factos históricos com acenos de mão. No seu livro intitulado Paradise Restored to Mankind by Theocracy [O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade Pela Teocracia], a Watchtower demonstrou a sua propensão para dois pesos e duas medidas, ao dizer:

"[As Testemunhas de Jeová] Discerniram sua comissão... Apegaram-se a este proceder mesmo no meio da Segunda Guerra Mundial. Apegaram-se a uma estrita neutralidade cristã para com as controvérsias internacionais".

Como Rutherford tinha sido o autor de dois livros defendendo a proeminência profética dos Judeus, seríamos levados a pensar que um "volte-face" desta natureza era impossível. Contudo, esta "nova luz" era um prelúdio à doutrina do "Israel Espiritual/Grande Multidão". Como é que a Watchtower podia apoiar os Judeus se a própria existência deles minava esta nova revelação divina? A Watchtower espiritualizou muitas promessas bíblicas feitas aos Judeus -- afirmando que agora essas promessas aplicavam-se à sua "classe ungida." Portanto, como é que a Sociedade podia continuar a apoiar os Judeus? Teoricamente, será que um anti-semita podia ser "fiel e discreto," considerando o facto de que o Rei dos Reis é um Judeu? Não criam as palavras "Cristão anti-semita" um absurdo lógico? Embora a organização sob o primeiro Presidente da Watchtower (Charles Taze Russell) apoiasse fortemente o Sionismo, Rutherford aboliu esta posição uns 16 anos depois da morte de Russell. Ele escreveu:

...durante a [Primeira] Guerra Mundial, os Judeus receberam reconhecimento das nações gentias. Em 1917 surgiu a Declaração Balfour, patrocinada pelos governos pagãos da organização de Satanás, que deu reconhecimento aos Judeus e concedeu-lhes grandes favores.... Os Judeus receberam mais atenção do que realmente mereciam. [ênfase acrescentada]

Isto representou uma mudança tremenda em relação aos seus escritos anteriores. No seu livro Life [Vida], Rutherford afirmou que a Declaração Balfour era parte do plano divino de Deus para trazer de volta o Israel carnal ao Seu favor.
31 A Declaração Balfour preparou o caminho para a pretensão de Israel à terra da Palestina, que [supostamente] Deus lhes deu há milhares de anos. Contudo, Rutherford deixou de acreditar que os Judeus tinham qualquer parte no plano de Deus, conforme se pode ver no seu livro intitulado Enemies [Inimigos]:

...O clero Protestante... com os rabis da organização religiosa judaica, seguem as direções da organização Católica Romana... todos eles praticam a religião, da qual o Diabo é o autor.

Embora sejam traídos pela sua literatura, eles continuam a distorcer e a negar o que foi impresso por eles mesmos. As TJ escrevem a respeito de si mesmas:

Coerentes com isso [neutralidade], nunca se meteram tampouco na política de qualquer nação, nem participaram nela, na qual há tanta vituperação e incitação a muitas hostilidades e ódios divisórios."

Considerando a imensa hipocrisia de Rutherford, é ou não possível que as declarações seguintes possam provocar "hostilidades e ódios divisórios" entre a comunidade judaica?

Atualmente, os assim chamados 'Protestantes' e o clero Yiddish cooperam abertamente e são controlados pelas mãos da Hierarquia Católica Romana, como simplórios palermas..."

Ele chegou mesmo a dizer:

Entre os instrumentos que ela (a Prostituta de Babilónia) usa, estão os homens ultra-gananciosos chamados 'Judeus' que só procuram o lucro pessoal. [ênfase acrescentada]

Não podemos deixar de nos interrogar se Rutherford alguma vez leu Romanos capítulo 11, onde Paulo acautelou os crentes contra orgulho sobre o estado de descrença do Israel natural:

Dirás então: Foram cortados os ramos para que eu fosse enxertado. Isto é verdade... Não te ensoberbeças por isso... Porque, se Deus não perdoou aos ramos naturais, teme que Ele te não perdoe também a ti... E eles também, se não permanecerem na incredulidade... Deus tem poder para os enxertar de novo. Porque, se tu foste cortado do zambujeiro natural, e contra a tua natureza foste enxertado... quanto mais aqueles que, por natureza, lhe pertencem hão de ser enxertados na sua própria oliveira!

Os factos mostram que Rutherford estava MUITO familiarizado com este texto, visto que o comentou longamente no seu livro Deliverance [Retribuição] -- dizendo que ainda havia esperança para o Israel carnal. Parece que "nova luz" o levou a mudar de ideias.

Para adicionar insulto à injúria, a Watchtower também alegou que o governo Alemão organizou saudações à bandeira obrigatórias nas escolas mas os filhos das Testemunhas recusaram-se a participar devido à sua "consciência". Embora não duvidemos da sua dedicação rigorosa às ordens da Watchtower Society, temos de pôr em dúvida a honra e da integridade dos líderes da Watchtower. Porque é que eles não praticaram o que obrigaram outros a pregar? Porque é que eles permitiram que centenas de Testemunhas morressem em campos de concentração depois de eles mesmos terem tentado cortejar as boas graças do fuhrer? Eles escreveram:

Atualmente os governantes, e em particular o clero, não estão orgulhosos do seu registo durante a Guerra Mundial, e quando as Testemunhas de Jeová chamam a atenção para as ações infiéis e iníquas cometidas nesse tempo e continuamente desde então, o clero e os seus aliados sentem uma vergonha que os atormenta porque são denunciados, e por isso eles tentam impedir a publicação da verdade... no que diz respeito aos seus atos durante a guerra, à sua infidelidade a Deus e à sua ligação com o Diabo. Eles não encontram nenhuma glória no registo que fizeram e que continuam a fazer

Consequentemente, temos de enfatizar novamente que pessoas com telhados de vidro nunca deviam imprimir livros, literatura, tratados ou qualquer outra coisa que ajude outros a apanhá-los em falta.

terça-feira, 21 de junho de 2011

As mentiras sobre o Nazismo e as Testemunhas de Jeová

Não é incomum ouvir as Testemunhas dizerem que foram perseguidas pelos Nazistas. Isso é verdade. Mas existe algo nessa história, que nem elas mesmas sabem. Seus líderes esconderam (E ESCONDE) alguns fatos desse assunto que as Testemunhas de Jeová dificilmente acreditarão. Na próxima postagem sobre esse assunto vou trazer uma informação que a maioria, das Testemunhas de Jeová, não sabe. O que se segue é um exemplo de como a Liderança TJ mente sobre esse assunto.

Exploração Sem Escrúpulos de Mortes Trágicas



Desde a Segunda Guerra Mundial, a Watchtower Society tem tentado tirar o máximo de dividendos possíveis da morte de 635 Testemunhas nos campos de concentração e prisões de Hitler, antes e durante a guerra.

Aparentemente pouco satisfeitos com o número de mortos, desde aquele tempo eles têm tentado aumentar este número sempre que podem. A motivação subjacente a isto parece ser que apenas 635 mortos ainda não é o suficiente para suscitar a quantidade exata de boa vontade, de que eles tão desesperadamente precisam.

Qualquer pessoa que lide com as Testemunhas de Jeová ouvirá mais cedo ou mais tarde a história de como eles sofreram horrivelmente na Alemanha Nazi. Este argumento é trazido à discussão, embora muitas vezes completamente fora do contexto e sem qualquer ligação com o assunto discutido. Na correspondência com funcionários governamentais, jornalistas, etc., vemos muitas vezes este argumento usado, embora esteja completamente fora de qualquer contexto.

Parece que encaram essa história como uma espécie de argumento mágico, que abrirá imediatamente todas as portas e invalidará tudo o resto. "Ninguém nos pode acusar de mentirmos, de sermos fraudulentos e de matarmos pessoas, porque nós sofremos durante a Era Nazi." Parece ser esta a lógica por detrás do raciocínio da Watchtower.

E com esse tipo de pensamento, o número real de Testemunhas que morreram, não parece ser suficiente. 635 vidas humanas parecem tão insignificantes em comparação com o elevado número de Judeus, Ciganos e até homossexuais que morreram durante os anos em que Hitler governou! Por isso eles tentam elevar o número de Testemunhas mortas. Quanto mais, melhor. Mais mortos, mais credibilidade.

Já em 1950 eles começaram a exagerar o número de mortos:

"Já durante o regime de Hitler, cerca de 1.000 testemunhas de Jeová foram executadas como traidores, porque não só recusaram servir na guerra, mas também se opuseram abertamente à autoridade de Hitler. Outras 1.000 testemunhas de Jeová morreram em prisões e campos de concentração." (The Watchtower, 15 de Dezembro de 1950, p. 500.)

Como vemos, eles arredondaram o número para 2.000 mortos.

"É por essa razão que durante o regime Nazi na Alemanha, de 1933 a 1945, as Testemunhas de Jeová naquele país recusaram reconhecer Hitler como o seu Fuehrer ou Líder, e foram mandadas para campos de concentração e prisões, onde 2.000 tiveram uma morte cruel, e das 8.000 que voltaram com vida, 2.000 ficaram inválidas para o resto das suas vidas." (The Watchtower, 15 de Fevereiro de 1951, pp. 105-106.)

Aqui, em 1951, eles voltam a mencionar o número redondo que já tinham referido no ano anterior, 2.000 mortos.

"Hitler, um Católico Romano, o braço da sua igreja na Alemanha, proibiu as Testemunhas de Jeová de pregar o reino de Deus, e estes Cristãos hodiernos tiveram de dizer à Gestapo, a polícia de Hitler: Se é justo à vista de Deus escutar-vos antes que a Deus, julgai por vós mesmos. Eles continuaram a pregar, embora 10.000 deles tenham sido postos em campos de concentração e mais de 4.000 tenham morrido ali. Os restantes praticamente morreram à fome. O fim da guerra contribuiu para que sobrevivessem." (The Watchtower, 1.º de Janeiro de 1964, p. 13.)

Conforme podemos ver aqui, em 1964, eles duplicaram outra vez o número de mortos, agora já eram 4.000.

Portanto, desde o fim da guerra em 1945 até 1964, em 19 anos, eles conseguiram transformar 635 em 4.000 mortos!

Depois, em 1974, o Anuário das Testemunhas de Jeová continha a história das atividades deles na Alemanha, e como o Armagedom estava anunciado para o ano seguinte, 1975, um bocadinho de honestidade vinha a calhar, portanto aqui temos o número mais fiável de baixas durante os anos em que durou o regime Nazi:

"Mas, apesar das condições difíceis, como se regozijavam os que adoravam a Jeová! Tiveram o privilégio de provar sua integridade ao Regente Soberano do universo. Durante o regime de Hitler, 1.687 deles perderam seus empregos, 284 seus negócios, 735 os seus lares e 457 não obtiveram permissão de exercer sua profissão. Em 129 casos, sua propriedade foi confiscada, a 826 pensionistas se negou o pagamento de suas pensões, e 329 outros sofreram outras perdas pessoais. Houve 860 crianças que foram retiradas do convívio dos pais. Em 30 casos, dissolveram-se casamentos devido à pressão por parte das autoridades políticas, e, em 108 casos, foram concedidos divórcios quando solicitados por cônjuges opostos à verdade. Um total de 6.019 foram presos, vários deles duas, três ou até mesmo mais vezes, de modo que, somando-se tudo, 8.917 prisões foram registradas. Juntando-se tudo, foram sentenciados a 13.924 anos e dois meses de prisão, duas e um quarto vezes o período desde a criação de Adão. Um total de 2.000 irmãos e irmãs foram lançados nos campos de concentração, onde gastaram 8.078 anos e seis meses, uma média de quatro anos. Um total de 635 pessoas morreram na prisão, 253 tendo sido sentenciadas à morte e 203 delas tendo realmente sido executadas. Que belo registro de integridade!" (1974 Yearbook of Jehovah's Witnesses, p. 212. Em Português: Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975, p. 214.)

Como de costume, Brooklyn dá mostras do seu amor aos números ao despejar aqui uma série de números completamente irrelevante. Tudo isto para criar uma imagem de algo realmente gigantesco. Faz lembrar exatamente os relatórios que se ouvem nas assembleias, em que eles nos informam quantas toneladas de batatas, etc., foram consumidas durante a assembleia.

Passemos à frente. Durante os anos setenta eles ficaram-se por estes números, mas depois começaram outra vez os exageros. Agora a tendência é para usar fontes do exterior, não-Testemunhas, supostos "cientistas" e vários escritores e historiadores, para fazer subir outra vez os números. Eis um exemplo:

"O livro Mothers in the Fatherland relatou: "[As Testemunhas de Jeová] foram mandadas para campos de concentração, um milhar delas foram executadas, e outro milhar morreu entre 1933 e 1945.... Católicos e protestantes ouviram os seus clérigos instarem com eles para que cooperassem com Hitler. Se resistiram, fizeram-no contra as ordens tanto da igreja como do estado." (The Watchtower, 1.º de Janeiro de 1989, p. 21.)

Esta artimanha de citar uma fonte exterior, que por sua vez está a usar a Watchtower como fonte, não é nova. A fonte de informação do livro Mothers in the Fatherland é evidentemente a Watchtower de 1950, que disse:

"Já durante o regime de Hitler, cerca de 1.000 testemunhas de Jeová foram executadas como traidores, porque não só recusaram servir na guerra, mas também se opuseram abertamente à autoridade de Hitler. Outras 1.000 testemunhas de Jeová morreram em prisões e campos de concentração." (The Watchtower, 15 de Dezembro de 1950, p. 500.)

Assim, usando esta artimanha, em 1989 eles conseguem aumentar outra vez o número para 2.000 mortos. O tempo dirá se eles farão nova tentativa de elevar o número outra vez para 4.000, ou se se contentam com 2.000 mortos.

domingo, 19 de junho de 2011

‘O Cristão não usa armas!’ – Respondendo às Testemunhas de Jeová

A seita TJ é pacifista. Eles entendem que o cristão verdadeiro não serve o exército, não trabalha em qualquer serviço que precise usar arma. Com essa aparente posição de piedade, eles dizem que os demais são falsos cristãos. Ao passo que eles são os verdadeiros. 
Quais bases bíblicas eles apresentam? Como responder suas objeções?

Isaias 2.1-5: A parte ‘não aprenderão mais a guerra’ e ‘transformarão suas armas em instrumentos de trabalho’ são detalhes importantes ressaltados pelos TJs, para ‘provarem’ que os cristãos protestantes estão errados em servir o exército, por exemplo. 

Vamos ao texto: Antes de focar uma resposta, precisamos nos lembrar dos limites contextuais. Não podemos simplesmente dizer que um texto se ‘aplica ali ou aqui’, sem uma consciência abrangente do mundo e da situação que o escritor ou profeta vivia. Geralmente as profecias tiveram mais de um cumprimento.
Israel no tempo de Isaias (e de Miquéias 4) vivia sob constante ameaça. A sobrevivência da adoração divina dependia da segurança de Israel. Essa profecia de Isaias 2. 1-5 tem esse pano de fundo. E por certo teve algum cumprimento quando Israel deixou o cativeiro Babilônico.

Em Is 2. 1-5 temos uma promessa bíblica que os cristãos seriam pacíficos.
 
Os Cristãos não são mais uma nação, e assim não necessitam de uma estrutura nacional de defesa. O povo de Deus seria de várias nações. 
O que seria a força dessa nova nação de cristãos? O ensino e o amor
A igreja não estenderia seus limites com base na força. Os limites de Israel foram assim estendidos. A igreja não! Jesus disse como dominaria o mundo em Mt 28.19,20. [Acredito também, como os pós-milenistas, que o texto de Isaias garante uma expansão do cristianismo à medida que a volta de Cristo se aproxima.]
Agora quando um cristão torna-se parte da autoridade de um país, para ele tem a autorização bíblica de Romanos 13.1-7. Nenhum cristão pode promover nada pela força, ou pela ‘espada’. Mas notamos em Rm 13. 1-7 dizendo que as autoridades têm ‘a espada’, e a autorização do uso da força. O cristão age nesse caso como agente do Estado para os interesses lícitos do Estado para ordem. Não está usando a força pelo cristianismo.

Joel 3.10 está na contramão de Isaias 2.4. Em Joel a ordem é transformar os instrumentos de trabalho em armas para a batalha do dia do Senhor. Caso fossemos raciocinar da maneira que os TJs pensam, teríamos um grande problema para resolver! Em Joel também é dito que aquilo se cumpriria nos ‘últimos dias’. Veja isso em Joel 2.28- 31. Visto que acredito que esse livro tenha sido escrito por volta do século IX a.C, fica mais fácil entender que o bojo das predições de Joel tinha guerras contra Assíria, e outras, ainda por vir.
Isaias 2. 1-5 (e Miquéias 4.1-4) não é uma proibição militar secular aos cristãos. Mesmo que uma nação fosse cristã, não se aplicaria tal texto, pois Romanos 13. 1-7 concede a autoridade bélica a qualquer nação. 

‘Não matarás’
Quando um TJ coloca o mandamento de não matar num debate sobre o uso de armas por cristãos, em trabalhos que o exige, eles desconsideram um aspecto crucial. Uma autoridade quando elimina uma pessoa por meio de alguma atuação; pena capital, guerra, ação policial, etc. Não houve um homicídio pessoal, mas uma execução penal por parte do Estado que tem a espada (Rm 13.1-7). As próprias Testemunhas de Jeová não discordam da pena de morte.
Se um país pode executar, ou tirar a liberdade de um criminoso, dentro de seus limites, qual motivo esse mesmo país não teria para defender seus limites territoriais?
Claro que em muitas guerras existe a intromissão de outra nação nos abusos que certa nação faz com seus súditos. Isso também é legítimo pois nesse caso as pessoas estão sendo massacradas por puro autoritarismo. 

OBSERVAÇÃO: Na Segunda Guerra as Testemunhas de Jeová foram perseguidas pelos Nazistas (o Líder TJ da época primeiro provocou e depois bajulou  Hitler, causando a fúria do ditador.). Naquele caso as Testemunhas de Jeová pacifistas, foram libertadas pelos que fizeram uso das armas que elas condenam!

fonte: http://mcapologetico.blogspot.com/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Testemunha de Jeová - A QUESTÃO DO SANGUE E A BÍBLIA

O que devo fazer?
Meu filho está respirando com muita dificuldade. Sua contagem sanguínea está perigosamente baixa. Seu ritmo cardíaco já é de 200p/min, e está aumentando.

Os médicos nos disseram que se não houver uma transfusão, ele morrerá de insuficiência respiratória e parada cardíaca. Expansores de plasma não ajudarão a esta altura, ele precisa de mais glóbulos vermelhos. Horrivelmente pálido e com os olhos muito abertos, ele olha para mim e sussurra: “Ajude-me, papai”.

Devo deixar meu filho morrer, baseado na palavra de uma organização que tem frequentemente mudado sua opinião sobre transplante de órgãos, vacinas, deveres civis?

Devo deixar meu filho, a minha criança, morrer?

É isto realmente que Jeová espera que eu faça? Como me sentirei se a proibição do sangue finalmente se tornar apenas mais uma velha doutrina da STV (Sociedade Torre de Vigia)? Serei capaz de me perdoar?

Esse deve ter sido o dilema na mente de algumas testemunhas-de-jeová quando teve de se deparar com a necessidade clínica da transfusão ou reposição sanguínea.

Quando a transfusão de sangue foi proibida pelo Corpo Governante, grupo de lideranças internacionais das testemunhas-de-jeová, a vacinação e a inoculação de soros já eram proibidas.
Com base em Atos 15.20,29, “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue...”, afirmaram que a transfusão de sangue também era antibíblica, pois era o mesmo que comer o sangue.

Como tudo que é definido arbitrariamente por esse grupo de “teólogos”, esse ensinamento absurdo também foi amplamente aceito e divulgado inquestionavelmente pelos membros dessa seita em todo o mundo, gerando forte reação por parte da classe médica e das autoridades governamentais. Mas nada disso fez que mudassem de opinião.

Basicamente, a STV (Sociedade Torre de Vigia), sede mundial das testemunhas-de-jeová no Brooklin (EUA), argumentou este ensinamento da seguinte maneira: “Um paciente no hospital pode ser alimentado pela boca, pelo nariz ou pelas veias. Quando soluções de açúcar são dadas por via intravenosa, isso é chamado alimentação intravenosa. Portanto, a própria terminologia do hospital reconhece como alimentação o processo de colocar nutrição em nosso sistema pelas veias. Consequentemente, o enfermeiro que administra a transfusão está alimentando o paciente com sangue por via intravenosa, e o paciente que recebe o sangue está comendo pelas veias”(The Watchtower (A Sentinela) – 1º de julho de 1951, p. 415 – em inglês).

Atualmente, a STV traz o mesmo ensinamento, estabelecendo entre seus membros (sócios) que toda a recepção interna de substância orgânica de outro ser vivo, inclusive o sangue, não difere em nada de qualquer refeição feita naturalmente por via oral.

Outra analogia que usam para estabelecer a ideia de que a transfusão intravenosa é o mesmo que a ingestão de sangue diz: “Algumas pessoas podem raciocinar que receber uma transfusão de sangue realmente não é comer. Mas não é verdade que quando um paciente está impossibilitado de comer pela boca, os médicos frequentemente alimentam-no pelo mesmo método que uma transfusão de sangue é administrada? Examine as Escrituras cuidadosamente e note que elas nos dizem para nos mantermos livres de sangue e nos abstermos de sangue (At 15.20, 29).
O que significa isso? Se um médico lhe dissesse para se abster de álcool, será que isso significaria simplesmente que você não deveria tomar álcool pelo meio natural, ou seja, pela boca, mas que poderia transfundi-lo diretamente nas suas veias? É claro que não! Assim também se abster de sangue significa não introduzi-lo nos nossos corpos de modo nenhum” ( The Watchtower (A Sentinela) – 1º de junho de 1969, pp. 326-327 - em inglês).

Uma pessoa desavisada que for abordada com essas argumentações e exemplos, certamente ficará muito confusa e será facilmente seduzida, pois parecem muito racionais. Mas se submetermos esses argumentos a uma contra-refutação, logo perceberemos o quanto são frágeis e desprovidos de lógica e honestidade intelectual.

Vejamos: Vamos considerar dois pacientes em um hospital. Um deles com grave desnutrição e o outro, vítima de um terrível acidente no qual perdeu muito sangue. Se transfusão de sangue é o mesmo que alimentação via oral, ou vice-versa, conforme afirmam as testemunhas-de-jeová, poderia um médico salvar esses pacientes ministrando uma rica e equilibrada refeição ao acidentado e uma vigorosa transfusão de sangue ao pobre desnutrido? É obvio que não!

Qualquer médico de bom e são juízo, submeteria a vítima de acidente a uma imediata reposição sanguínea e ao paciente desnutrido seria ministrada uma alimentação rica em nutrientes necessários à sua reabilitação física.

Isso prova definitivamente que transfusão intravenosa não é o mesmo que ingestão via oral, como fazem parecer as testemunhas-de-jeová. O sangue, pelo sistema circulatório, leva a todos os órgãos do corpo humano oxigênio e nutrientes vitais, indispensáveis à vida, mas não pode substituir os alimentos digeridos pelo processo digestivo natural. (veja em nosso site-www.icp.com.br simulação da circulação sanguínea - esta matéria também é retirado deste site).
O Corpo Governante adotou ainda o argumento do médico Jean Baptiste Denys, do século XVII, um dos pioneiros na técnica de transfusões, que se pronunciou da seguinte forma:“Ao realizar uma transfusão, isso nada mais é do que nutrir por meio de um caminho mais curto do que o normal, ou seja, colocar nas veias sangue já feito em vez de tomar alimento, que só depois de várias mudanças se transforma em sangue” (The Watchtower (A Sentinela) – 15 de setembro de 1961, p 558 - em inglês0.

A citação de Denys, todavia, não encontra hoje sequer apoio entre os médicos ligados à STV, visto que o juramento que se faz quando se conclui um curso de medicina isenta o formando de quaisquer vínculos religiosos, restando-lhe apenas responder da forma mais responsável possível pelas vidas que lhe forem confiadas no transcurso de sua carreira que será fatalmente quebrada se obedecerem tal determinação da STV. Ou seja, em vez de salvarem uma vida, poriam a mesma a perder. Qualquer pessoa sabe que para o sangue se tornar alimento deve ser ingerido como tal, ingressando no organismo pela boca, descendo até o aparelho digestivo, onde será processado e transformado, em sua parte proveitosa, em nutrientes. Efeito que não se alcança na transfusão intravenosa.

Todos esses absurdos engendrados pelo Corpo Governante formaram um obstáculo quase que intransponível na história das Testemunhas de Jeová, uma vez considerada a hipótese de se extinguir tal doutrina, como ocorreu no passado com a proibição da vacina e do transplante de órgãos, agora liberados.

Obviamente, quando isso acontecer, a STV se defrontará com um colapso sem precedentes entre seus membros em todo o mundo. Dada tamanha problemática, não é de se estranhar a ânsia encontrada nas publicações das Testemunhas de Jeová sobre a possibilidade, hoje real, da confecção de sangue artificial.

O que foi permitido e o que foi proibido Para que possamos entender melhor esse assunto, analisaremos, a seguir, detalhadamente, todo o processo no tocante a esta questão da transfusão e o quanto há de contradições no mandamento da STV.
Abaixo, a tabela composta pelas Testemunhas de Jeová sobre a composição do sangue:

Os principais componentes do sangue (Despertai, 22 de outubro de 1990. (falta pagina) ).
• Plasma: Cerca de 55% do sangue. É constituído por 92% de água, o resto é constituído por proteínas complexas, tais como globulina, fibrinogênio e albumina.
• Plaquetas: cerca de 0.17% do sangue.
• Glóbulos Brancos: cerca de 1%.• Glóbulos Vermelhos: cerca de 45%.


Assim, o Corpo Governante passa a classificar as substâncias contidas no sangue como maiores ou menores, o que, notadamente, revela a forma arbitrária e irresponsável com a qual a STV trata seus seguidores.

Fica claro, ainda, que este “escape” teve de ser providenciado para que se reduzisse o número de baixas entre seus seguidores. Tal “providência”, obviamente, foi tomada de forma sutil para não despertar a indignação dos inúmeros adeptos da seita que, por obediência aos dirigentes internacionais, sepultaram muitos entes queridos, os quais não teriam morrido se não houvesse tão equivocada interpretação.

1. A questão do plasma
A inconsistência da política doutrinária da STV quanto a componentes aceitáveis e não aceitáveis é bem ilustrada pela sua política quanto ao plasma. Como se pode ver nas informações extraídas da edição de 22 de outubro de 1990 da revista Despertai! (ver p. 49), o plasma constitui cerca de 55% do volume do sangue. Evidentemente, segundo o critério do volume, é colocado na lista de “componentes maiores”, assim proibidos pela Torre de Vigia.

No entanto, o plasma é formado por 92% de água simples, o que nos leva a perguntar: quais são os componentes dos aproximadamente 8% restantes? Os principais são albumina, globulina (da qual as imunoglobulinas são as partes mais importantes), fibrinogênio e fatores de coagulação (usados nas soluções hemofílicas). Estes são precisamente os componentes que a organização põe na lista dos que são permitidos aos seus membros!

Veja o leitor o absurdo! O plasma, como um todo, é proibido, apesar de seus componentes principais serem permitidos, desde que sejam introduzidos no corpo separadamente.

É como se alguém fosse proibido pelo médico de comer sanduíches de queijo e presunto, mas se separar os componentes do sanduíche, ou seja, o pão, o queijo e o presunto, então poderá comê-los. Uma lógica que apenas as vítimas da STV conseguem aceitar.
2. A questão dos leucócitos
Os leucócitos, muitas vezes chamados de “células brancas do sangue” (glóbulos brancos), também são proibidos. Na realidade, o termo “células brancas do sangue” é muito relativo, pois a maioria dos leucócitos existe de fato fora do sistema sanguíneo. O nosso corpo contém aproximadamente 2 a 3 quilos de leucócitos, e apenas cerca de 2 a 3% dos leucócitos estão no sistema sanguíneo. A porcentagem restante (cerca de 97% a 98%) está espalhada por todo o tecido do corpo, formando o sistema de defesa (ou imunológico).

Dado tal aspecto e considerando que a STV passou a autorizar o transplante de órgãos, há nessa mudança de opinião outra contradição, uma vez que, em um transplante, o paciente pode receber muito mais leucócitos do que em uma transfusão de sangue.

A ausência de quaisquer bases morais ou lógicas para essa proibição é também vista no fato de o leite humano conter leucócitos, e, de fato, há mais leucócitos em um litro de leite do que se pode encontrar em um litro de sangue. O sangue contém de 4 a 11 mil leucócitos por milímetro cúbico, enquanto o leite materno pode conter, durante os primeiros meses de aleitação, até 50 mil leucócitos por milímetro cúbico. Isto representa entre cinco a doze vezes mais do que a quantidade presente no sangue. E agora? Os bebês das testemunhas-de-jeová também mamam.


3. A proibição ao armazenamento de sangue
Outra contradição gritante é o fato de a STV utilizar a lei de Moisés como fundamento para proibir a reposição de sangue. Com base em Deuteronômio12.16, afirma que todo o sangue deve ser derramado no chão, e que é contrário à Bíblia o seu armazenamento, como acontece nos respectivos bancos de coletas.

Diante dessa questão, considere agora os fatos seguintes com respeito aos componentes do sangue aceitos pela STV, ela cai em sua própria armadilha:

Componente Albumina – A albumina permitida pelas testemunhas-de-jeová é usada principalmente em tratamentos relacionados com queimaduras e hemorragias graves. Uma pessoa com queimadura de terceiro grau em 30% a 50% do corpo, necessita de 600 gramas de albumina. São necessários entre 10 e 15 litros de sangue para produzir essa quantidade.

Componente Imunoglobina – A situação é semelhante no caso da imunoglobina (anticorpos). Para produzir anticorpos em quantidade suficiente para uma vacina que as pessoas (incluindo as testemunhas-de-jeová) que viajam para certos lugares devem tomar como proteção contra a cólera, são necessários perto de 3 litros de sangue como fonte do fornecimento. Isto é ainda mais sangue do que geralmente se emprega em uma transfusão. E, de novo, os anticorpos são extraídos de sangue armazenado.

Componentes preparados hemofílicos – Por último, os preparados hemofílicos. Antes de essas substâncias começarem a ser usadas, o tempo médio de vida de um hemofílico, na década de 40, era 16 anos e meio. Hoje, graças a essas substâncias derivada do sangue, um hemofílico pode alcançar o tempo normal de vida. Para produzir essas substâncias, estima-se que são necessários 100 mil litros de sangue armazenado.

Perguntamos, então: porque a STV aceita que seus membros se beneficiem desses tratamentos, uma vez que, para isso, são utilizadas grandes quantidades de sangue armazenado, doado voluntariamente por milhares de pessoas movidas simplesmente por um ato de solidariedade, gesto este não repetido por nenhuma testemunha-de-jeová? Isso é justo?
Dando as costas para Deus?
A publicação das testemunhas-de-jeová intitulada Raciocínios à base das Escrituras, quando apresenta seus argumentos quanto à transfusão de sangue, descrevendo o tratamento que deve ser dado àqueles que os indagam dizendo: “O que fará se um médico disser: Morrerá se não tomar transfusão”, sugere como resposta: “Se a situação for realmente tão grave, poderá o médico garantir que ele não morrerá se tomar sangue? [...] Mas há alguém que pode restituir a vida à pessoa, e esse é Deus. Não acha que, quando a pessoa enfrenta a morte, seria uma péssima decisão dar as costas a Deus, violando a sua lei? Eu tenho realmente fé em Deus, e você?" ( Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).
O próprio Jesus Cristo deu exemplo de uma pessoa que, para não desfalecer faminto, transgrediu a Lei e ficou sem culpa. Trata-se de Davi. Ao chegar ao sacerdote Aimeleque, ele e seus companheiros tomaram dos pães da proposição (os quais, segundo Marcos 2.25-26, não era lícito que Davi e seus homens comessem - 1Sm 21.6) e rememoraram a Lei descrita em Levítico 24.5-9.


Ainda na referida obra, Raciocínios à base das Escrituras, sugerem o seguinte como resposta: “Isso talvez signifique que ele não saiba tratar do caso sem uso de sangue. Quando possível, procuramos pô-lo em contato com um médico que tenha a experiência necessária, ou então procuramos outro médico”. (Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).

Como é sabido, a inobservância das diretrizes ditadas pela STV implica em sérias punições para seus sócios, o que acaba levando muitos deles a tomarem atitudes que beiram à loucura, quando seguem rigorosamente essas normas.

Baseada na hipótese de o receptor correr o risco de contaminação pelo vírus HIV na transfusão e/ou reposição sanguínea, amedronta ainda mais seus membros. A exploração apelativa dessa remota possibilidade tem afetado, não somente entre seus seguidores, mas na sociedade como um todo, a boa vontade e caridade de muitos que sinceramente desejam ajudar seu semelhante, doando daquilo que possui como bem físico maior.
Alguns artigos destacados pela organização das testemunhas-de-jeová: “O sangue tornou-se um negócio de dois bilhões de dólares por ano. A busca de lucros relacionados com ele resultou numa gigantesca tragédia na França. Sangue contaminado com o vírus HIV causou a morte de 250 hemofílicos por doenças ligadas à AIDS, e centenas mais foram infectados”. (The Boston Globe, 28 de outubro de 1992, p. 4).

“Uma aliança maligna de negligência médica e ganância comercial levou à morte cerca de 400 hemofílicos alemães, e pelo menos mais 2000 foram infectados com sangue contaminado com o HIV”. (Guardian Weekly, 22 de agosto de 1993, p. 7)
“O Canadá teve também o seu escândalo do sangue. Estima-se que mais de 700 hemofílicos canadenses tenham sido tratados com sangue infectado com o HIV. O governo foi alertado em julho de 1984 de que a Cruz Vermelha estava distribuindo sangue contaminado com AIDS a hemofílicos canadenses, mas os produtos de sangue contaminado só foram retirados do mercado um ano depois, em agosto de 1985. (The Globe and Mail, 22 de julho de 1993, p. A21, e The Medical Post, 30/03/1993, p. 26 em Despertai!, 22 de maio de 1994, p. 31)

Poderíamos, então, perguntar a uma testemunha-de-jeová: por que você teme tanto esse risco de contaminação? Não foi você mesma que afirmou, minutos atrás: “...Eu tenho realmente fé em Deus...”? (Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).

Para demonstrar o quanto é falso esse temor induzido pela STV em seus membros, apresentamos na página seguinte o quadro comparativo do grau de risco fatal que se encontra na transfusão e em outros procedimentos médicos:

Como se nota, uma dose de antibiótico à base de penicilina para tratar uma mera infecção de garganta pode, caso não haja a prudência do teste prévio, levar o organismo a uma reação fatal ou a sequelas, um risco 22 vezes maior do que o ato de transfusão de sangue, o que demonstra mais uma incoerência das Testemunhas de Jeová.

O veredicto bíblico
Com a finalidade de proibir a transfusão e a reposição de sangue, a STV faz uso indevido de Gênesis 9.4: “Somente a carne com sua alma – seu sangue – não deveis comer”, e Atos 15.20: “Mas escrever-lhes que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue”. Versículos que tratam da proibição do uso de sangue animal na alimentação, afirmando que aceitar sangue de qualquer modo é o mesmo que comê-lo. Todavia, o contexto desses versículos esclarece que jamais poderia ele ser usado isoladamente para a discutida finalidade. Aos cristãos ficou apenas estabelecido que se abstenham do uso de sangue como comida.

Esses versículos também sofreram uma interpretação errônea quando utilizados para proibir a vacinação, que permaneceu “fora do alcance” das testemunhas-de-jeová por muito tempo11. Mantiveram esse posicionamento por mais de 20 anos, quando então o aboliram em A Sentinela de janeiro de 1954, p.15.

Quanto ao transplante de órgãos, A Sentinela de 1 de junho de 1968, p. 349, considera esse procedimento médico tão repugnante quanto o canibalismo, uma prática comum entre os povos bárbaros.

Está suficientemente claro para qualquer leitor da Bíblia, por mais simples que seja, que as citações bíblicas de Atos 15.20, Gênesis 9.4 e Levítico 17.10-14 referem-se, em um primeiro momento, à proibição de comer sangue de animal. Jamais esteve em foco a ideia de comer sangue humano.

A Bíblia não permite o canibalismo, isto é, o ato de comer carne humana, muito menos o ato de comer sangue humano. E mesmo o conceito médico de alimentação endovenosa, utilizado pelas Testemunhas de Jeová, pode até ser “alimentar”, mas não é comer, o que escapa da proibição objetiva da Palavra de Deus.

Considere-se, ainda, que a técnica de transfusão ou reposição não se enquadra no ato de consumo intencional por parte daqueles que o fazem por meio dos gêneros alimentícios que levam sangue em sua receita, como no caso do chouriço (mistura de sangue suíno acrescido de açúcar). Um doador e um receptor jamais cogitam que o sangue doado será objeto de solução para famintos. Antes, terá o nobre propósito de salvar a vida daquele que se vê necessitado dele para fins estritamente medicinais.

Em uma consideração mais teológica, o motivo pelo qual Deus vetou aos homens o consumo de sangue está diretamente relacionado à santidade que este fluído possuía, em especial nos rituais sacrificais do tabernáculo, observando que a regra remonta aos tempos de Noé (Gn 9.4), quando se acha frisado que a vida do animal reside em seu sangue. Esta mesma santidade deriva do fato de que era o sangue que Deus exigia para si como forma de expiação de pecados. O sangue era apresentado no altar do Senhor.

Ainda neste âmbito, todo homem era obrigado a derramar o sangue de um animal que não prestasse para o sacrifício. Uma vez que todo o sangue fosse derramado no chão, deveria ser coberto com pó, conforme rege Levítico 17.13.

Em contestação aos conceitos da STV, encontramos nas palavras do Senhor Jesus, em João 15.13, uma contundente declaração de que, se assim for necessário, a própria vida de alguém deve, como prova de extremo amor, ser entregue por seus amigos, declaração que se acha anotada com semelhante teor na TNM, onde se lê: “Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma (vida) a favor de seus amigos”.

Essa expressão está em perfeita conformidade com toda a doutrina sacrifical descrita no Velho Testamento, quando, segundo a Lei, o transgressor, a cada pecado cometido, deveria apresentar ao sacerdote, de acordo com o seu erro, um animal que se encaixasse nas especificações da Lei Mosaica para que, por meio de sua morte, o derramamento do sangue pudesse atender ao propósito da expiação, pagando o animal pelo erro de seu ofertante, conforme ensina também o Novo Testamento: “Sim, quase todas as coisas são purificadas com sangue, segundo a Lei, e a menos que se derrame sangue, não há perdão” (Hb 9.22). Ainda nos vv. 16-18, atesta-se que há necessidade de o testador morrer para que seu testamento tenha validade, constatando-se no v. 18 que mesmo a primeira aliança foi sancionada com sangue.

Nesse aspecto, contrariamente à visão das testemunhas- de-jeová, a doação de sangue recebe, em toda sociedade, o mais alto conceito de sentimento de humanidade e amor ao próximo, características que devem ser obrigatoriamente encontradas entre os que se dizem cristãos.

No que diz respeito ainda às ações humanitárias, vemos Tiago, em sua epístola universal, reprovando duramente aqueles que, tendo consciência de suas responsabilidades, deixam de beneficiar seu semelhante com seus favores. Segundo o autor, pecam os que têm consciência do benefício que devem executar em favor de seu semelhante e não o fazem (4.7). Posição esta que se equipara à citação de Cristo na parábola do servo vigilante (Lc 12.35-48). A vontade de Jesus é que “amemos o próximo como a nós mesmos” (Mt 22.39).

Entendemos, portanto: não há nenhuma passagem bíblica que regulamente a questão de transfusão e reposição de sangue. Além disso, a própria Bíblia diz que “onde não há lei não há transgressão” (Rm 4.15).


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