segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Jesus não sabia o dia da sua vinda – 'por isso ele não era Deus'? Uma resposta às Testemunhas de Jeová

“Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai.” (Mateus 24.36 [Mc 13.32*]).

Diante desse texto, os seguidores do Corpo Governante da Torre de Vigia, repetem o discurso de que Jesus não pode ser Deus, como o Pai Jeová, visto que com isso prova que ele, Jesus Cristo, não teria todo conhecimento, sendo assim limitado:

“Tivesse Jesus sido a parte igual do Filho numa Divindade, teria sabido o que o Pai sabia. Mas Jesus não sabia, pois não era igual a Deus.” (Deve-se crer na Trindade, p. 19).

“Naturalmente, não seria assim se o Pai, o Filho e o Espírito Santo fossem coiguais em só Deus.” (Raciocínios, p. 402).


  O que podemos responder diante dessas objeções?

Devemos reconhecer que esse é um texto aparentemente difícil dentro da abordagem da doutrina de Cristo, PORÉM, não pela objeção dos opositores da divindade de Cristo, mas pela doutrina bíblica da unidade da Pessoa de Cristo. No entanto, já que os opositores da deidade de Cristo usam esse texto, devemos, portanto, responder.

Primeiro, não há duvida de que a Bíblia ensina a Divindade absoluta de Cristo (Jo 1.1; Cl 2.9). Sua Deidade é comprovada abundantemente na Escritura Sagrada (Fl 2.5; Rm 9.5; Tt 2.13; Hb 1.3,6,8,10). Ao mesmo tempo, a Bíblia, ensina que o Filho de Deus assumiu uma natureza humana, se revestiu de humanidade, tornando-se semelhante a nós:

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” Jo 1.14

“Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.” Romanos 9.5

“Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.” Hebreus 2:17

Há muitos outros textos que confirmam isso, mas creio que os citados já são suficientes. Deus se fez carne. Ou seja, o Verbo, o Filho de Deus, assumiu outra natureza, unida à sua natureza divina. Porém, não temos duas pessoas, mas uma só Pessoa – a pessoa do Filho.

O Credo de Calcedônia exprime o ensino bíblico, sendo assim assumido por todas as igrejas cristãs:

“(...) Todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial [hommoysios] ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; “em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado”, gerado segundo a divindade antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus [Theotókos]; Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, conseparáveis e indivisíveis;[1] a distinção da naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência [hypóstasis]; não dividido ou separado em duas pessoas. Mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos padres nos transmitiu.” (Site www.monergismo.com)

O Credo Atanasiano já dizia antes de Calcedônia:

“também é necessário para a salvação eterna, que se creia fielmente na encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo. É, portanto, fé verdadeira, que creiamos e confessemos que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é tanto Deus como homem. Ele é Deus eternamente gerado da substância do Pai; homem nascido no tempo da substância da sua mãe. Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana. Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade. O qual, embora seja Deus e homem, não é dois mas um só Cristo. Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade. Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa. Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo.”

É possível Cristo ser uma única Pessoa – com duas naturezas, e ainda assim não saber o dia e hora de Seu retorno, visto que ele é Deus, e Deus sabe de todas as coisas?

A única explicação plausível é que é possível sim - segundo a sua humanidade. Observe que os Credos mostram que não houve mistura das duas naturezas, logo, cada uma continuou ser o que era – Deus e Homem. O grande teólogo Charles Hodge escreveu:

“[...] em relação à pessoa de Cristo consiste que nenhum atributo de uma natureza é transferido para outra.” (Teologia Sistemática, p. 773[grifo meu]).

Portanto, por um lado ilimitada, ao mesmo tempo que pelo outro, limitada. Como isso era processado em uma ÚNICA PESSOA, não é explicado na Bíblia, devemos apenas confessar assim (Dt 29.29). No texto em mira, Jesus podia estar falando em referencia à sua humanidade, o que é confirmada pelo contexto – no mesmo discurso Jesus, registrado por Mateus, se referiu ao Filho DO HOMEM nos versículos 27, 30, 37, 39 44; 25.13. 31.

“[Mc 13.32] sendo oculto nos conselhos do Pai de tal modo que o próprio Filho, na Sua aceitação voluntária das limitações da encarnação, não participa do segredo.” (O Novo Comentário da Bíblia, p. 1018[grifo meu]).

Não significa que quando Jesus usava o termo Filho do Homem ele estava se referindo à sua humanidade e dispensando a sua divindade, não em absoluto. Muito menos como sendo outra personalidade (Charles Hodge, Teologia Sistemática, p. 767). O que é dito de certa natureza é dito da Pessoa, e o que é dito da Pessoa é dito da natureza. Mas significava que sua humanidade era real e o que dela ele falava era de fato e em realidade, e que por homem, algumas coisas estavam incluídas – sua limitação por exemplo, naquela natureza, para que ela não fosse Divinizada, e assim ele deixaria de ser homem.

 Outra sugestão implícita é a missão do Filho. Segundo o teólogo Louis Berkhof essa passagem

“[...]provavelmente significa que este conhecimento não estava incluído na revelação que Ele, na qualidade de Mediador, tinha que realizar.” (Teologia Sistemática, p.649).

O uso de Mateus 24.36, pelo Corpo Governante, cai na classe da crítica do teólogo assembleiano Esequias Soares:

“Os grupos religiosos contrários à divindade absoluta de Jesus costumam usar fora de contexto, como ponta de lança, as passagens bíblicas que revelam as características humanas [de Cristo]. Isso vem desde os primeiros séculos da Era Cristã.” (Cristologia – a doutrina de Jesus Cristo, p. 50).


*Saber que o Senhor virá em data muito distante, poderia ser mal usada por nós, conforme explicou J. C. Ryle (Meditações em Marcos, p. 173,174).

Fonte: http://mcapologetico.blogspot.com.br

4 comentários:

Anônimo disse...

As testemunhas de Jeová tem suas crenças, você tem as suas.elas respeitam o livre arbítrio de cada um e fazem um trabalho lindo e voluntário de educação muito mais profundo do que só ir de casa em casa como as pessoas acham. É meio irracional ficar dizendo em sites o que - VOCÊ - acha q elas ensinam errado sem dar a elas a chance de se defender não acha?! Essa é a diferença das testemunhas de Jeová e as outras religiões. Elas gastam seu tempo com coisas realmente uteis! Sinto pena de pessoas que limitam a sua vida olhando "o argueiro nos olhos dos outros, enquanto tem uma trave no próprio olho".!

O Peregrino disse...

Elas pregam um falso ensino, basta você ler a Bíblia.
Jesus e Paulo entre outros lutavam contra o falso cristianismo, basta você ler o livro de Gálatas.
Acredito que você que é limitado, basta ler o que você escreveu e ver que não há argumento algum de sua parte, apenas colocando toalha quente e defendendo uma seita que distorce o evangelho de Jesus Cristo.
Queres prova?

Anônimo disse...

Você não me conhece e não pode me julgar. Eu tenho plena certeza de que conheço a Bíblia e a estudo muito mais do que você. Mais não preciso lhe provar nada. Aliás a Bíblia da um ótimo conselho e vc devia segui-lo:Gálatas 6:4, diz: “Prove cada um quais são as suas próprias obras, e então terá causa para exultação, apenas com respeito a si próprio e não EM COMPARAÇÃO COM OUTRA PESSOA.” se está tão convencido de suas crenças pq diminuir outras pra tentar ganhar alguns? Além do mais, “a testemunha falsa que profere mentiras” está entre as coisas que são detestáveis para Jeová. (Provérbios 6:16-19) Jamais serei vítima das tramas do Diabo por abandonar o “caminho da verdade” cristão para seguir instrutores falsos que procuram “introduzir ideologias arruinadoras” e nos ‘explorar com frases bem formuladas’. — 2 Pedro 2:1-3, . No tempo certo minhas palavras serão lembradas por você e no tempo certo a justiça de Jeová será feita. Não sobrará nenhum ser vivo que calunie seu nome ou de suas testemunhas. Isaías 54:17

O Peregrino disse...

Sr. Anonimo, lembre-se que foi você que fez um pré julgamento sentindo pena das pessoas...
Aqueles que seguem a Torre de Vigia, estão indo para a grota, ou seja; um cego guiando o outro ambos...
Não sei se você é uma TJ ou se foi ou será, contudo Sr. Anonimo, as escrituras nos manda combater aos falsos ensinos, não tenho nada contra uma TJ, mas contra os ensinos da Torre de Vigia, que anda enganado as pessoas.
Não tenho intenção de ganhar ninguém, isso não é da minha pessoa, a Salvação pertence ao SENHOR, é Ele que irá salvar, minha intenção é alertar as pobres pessoas que estão sendo enganadas com falsas doutrinas e erros da Associação antes Sociedade.
Fui bem claro Sr. Anonimo?
Segue os ensinos da Torre e verá o erro que irá cair, e isso é um direito seu não Sr. Anonimo?
Passar bem.