quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Refutação da defesa da Tradução do Novo Mundo

(Enviei essa resposta em 2008, por e-mail aos administradores do site.)

"Prezado 'Carlos Silva'.

Em primeiro lugar quero parabenizá-lo pela rica e confortável colaboração que tem dado por meio do site ‘mentes bereanas’. Fui ajudado também por seus artigos. Mas tive uma escolha diferente da sua, resolvi me apegar aos antigos Cristãos no que diz respeito a doutrinas centrais da fé cristã. Minha proposta aqui é fazer uso natural de nossa liberdade em confrontar algumas objeções que o senhor lançou contra a definição trinitaria usando a Tradução do Novo Mundo e outras versões em alguns textos bíblicos. Quero ressaltar que farei uma humilde critica ao seu artigo, “A Tradução do Novo Mundo é uma Bíblia sem valor ?”

...

Definição Trinitaria.

Na introdução de seu site, ao definir em que crêem os membros do ‘mentes bereanas’, disse que não acreditam que ‘Deus seja parte de uma Trindade mística’.

Prezado Carlos Silva (desculpe-me mas pressuponho ser autor dessas palavras, ou, creio que as endossa). Poderia me citar qual trecho do Credo Atanasiano, ou mesmo alguma obra de Teologia Sistemática que assim defina a Trindade ?

Essa é a conclusão que o Corpo Governante tira das definições trinitarianas, mas não conheço algum teólogo protestante (nem católico) que assim diga da Trindade. Tem posse de alguma obra dessa natureza, ou sua conclusão é decorrente de sua própria compreensão?

Muitas pessoas acusam os testemunhas-de-jeová de não acreditarem em Jesus. Você sabe muito bem que essa é uma conclusão doutrinária. Mas vejo que no caso em apreço, agiu semelhantemente.

A forma correta seria dizer que ‘não acredita que Deus Pai é uma das pessoas da divindade Trina’. Mas nunca dizer que seja parte da divindade. Mesmo que para você essa seja a conclusão (“errônea”) não pode redefinir algo que por mais de 1600 anos já está definido. E ainda para a religião em questão, muito complicado.

A TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO (TNM)

O senhor foi muito ‘destro’ ao trazer elogios a uma tradução que traduz partes das Escrituras que se assemelham a TNM. Sem duvida alguma o Dr. Goodspeed trouxe algumas formas de traduzir que não é o convencional. Uma das intenções de seu texto foi transportar a credibilidade da An American Translation para a TNM.


Outras versões da Bíblia se assemelham a TNM. Quando eu era TJ (le-se ‘torrecrata’) tinha paixão por procurar traduções da Bíblia que traduzissem de forma semelhante da TNM. Cheguei a possuir umas 20 traduções. Parece que isso era um alivio para minha consciência. Mas estava fadado ao fracasso, pois se encontrasse cincos versículos semelhantes, outros eram esmagadores, além de saber que quase todas traduções da Bíblia estavam pelo menos uns 80%, nadando ao contrario da TNM.


Prezado Carlos Silva, uma tradução não pode confirmar outra. Lembre-se, ambas são traduções da Bíblia. Mas ainda assim existe credito em sua comparação. Se outros traduziram de forma semelhante a TNM, alguma razão tiveram. Mas quais foram essas razões gramaticais?

Quanto a eruditos elogiarem a TNM em alguns aspectos, quero invocar autoridades de renome na área linguistica do grego. Sr Carlos Silva, sei que conhece muito bem o gabarito e a incontestável erudição desses homens – Bruce M. Metzger, Julios Mantey, Willian Barclay, F.F. Bruce e Antony Hoekema. Desculpe-me, mas o testemunho dessas autoridade, contra a TNM, permite-me rejeitar o trabalho da Comissão da TNM. Quem encontramos para validar a TNM além dos autodidatas do CG? O professores Nicolas Kip e Jason Beduhn.


Uma impressão pessoal: Kip diz que os críticos da TNM deturpam as informações gramaticais para transparecer que estão dizendo uma coisa, quando estavam dizendo outra! Por mais elegante que eu seja agora, posso considerar Kip um ignorante, afinal de contas por que o livro ‘Raciocínios’ e a ‘Interlinear do Reino’ foram reeditados? Se ele não sabe disso, nem sei por que se considera uma autoridade informada. Além do mais, quais seriam essas citações distorcidas? Se pela autoridade Torrecrata ele não poderia documentar as fontes ‘apostatas’, então, que não as citasse. Nem acredito que um professor de grego se incline diante de uma atitude tão medieval dessas... Já o professor Beduhn mostra-se mais lúcido, mas convencido em estar disposto em debater com Metizger e Muntei em defender uma Tradução que nem mesmo concorda com ela em pontos cruciais. Outra coisa, os elogios de Beduhn geralmente são confundidos com a “Interlinear”, mesmo que veja a TNM como um bom trabalho. Até hoje não conheci, nem li, algum erudito que tenha uma opinião da ‘Interlinear do Reino’ como a se tem da TNM.

Gostaria de considerar agora os versículos que comparou entre a TNM e a An American Translation.


...e a Palavra era divina.” – João 1:1. Prezado Carlos Silva, duas considerações: 1) dizer que a Palavra era divina, não sustenta sua interpretação, e a de qualquer anti-trinitario. Não se pode sustentar que quando eu digo que Jesus era divino eu penso da forma que o Corpo Governante ensina. Já leu em antigos artigos das publicações da Torre que Jesus era Deus ? Deste modo um trinitario dizer divino e um TJ dizer Deus, para Jesus, por si só não resolve. Mas ...2) A palavra grega aparece em João 1.1 é theos e não theios e nem theidas. Pode-se rejeitar plenamente essa tradução*, pois trata-se de uma interpretação. Nunca o CG optou por traduzir ‘theos’ por ‘divino’.

(*)quando digo ‘rejeitar’ tenho em mira a tradução dessa palavra.

...inclinem diante dele [de Jesus].” – Hebreus 1:6. Nesse caso a pergunta é simples. A LXX em Dt 32.43 diz que os anjos se inclinavam diante do SENHOR ? E mesmo que fosse assim, eles se inclinavam diante de Deus para fazerem o que ? Podemos deduzir desse texto que independentemente de qual tradução escolha, o que foi dito para os anjos fazerem para o SENHOR foi dito para fazerem ao Cristo. O contexto lá determinou o uso de Hebreus 1.6, não uma tradução improvável. Lembre-se que a lei proibia curvar-se diante de outros deuses e prestar-lhes culto. Ambas coisas foram feitas a Cristo (Apoc 5.8 a 14). Acaso, esse texto de Apocalipse não seria uma resposta pratica à ordem de Hebreus1.6?

Tenho notado que em muitos casos as pessoas acham que o significado etimológico de uma palavra é seu significado final, acoplado. Para titulo de exemplo veja o significado da palavra, sincero. Significa uma pessoa sem falsidade, honesta. Agora o significado etimológico de sincero é ‘sem cera’- uma alusão da pratica de passar cera em estatuas para tampar as falhas. Senhor Carlos, seria correto traduzir a palavra grega adolos por ‘sem cera’? Sim! Mas não pode-se esquecer que não foi com o significado etimológico, ou sua origem linguistica, que os escritores usaram o adjetivo sincero. Mas pode acontecer do contexto determinar com muita raridade esse uso.

Dessa forma, dizer que prokineo em Hebreus 1.6 foi usado por causa da etimologia da palavra com seu sentido de ‘curvar-se com joelhos, beijar’ não resulta em produz nenhum resultado esperado pelo senhor. Observe que o pedido de Satanás a Jesus em Mateus 4.9 foi de ‘prostar-se e adorar’ (a Bíblia que uso é a ARA). Isso posto mostra que o significado de ‘inclinar’ em Hebreus 1.6 deve ser determinado pelo A) contexto original em Dt B) pelo contexto proposto pelo autor C) pelo uso final da palavra proskineo.

...Deus é teu trono... – Hebreus 1.8. Esse versículo tem sido um dos principais textos usados pelos trinitarios para provar a divindade do Senhor Jesus. No entanto essa tradução invalidaria o uso. Embora no momento estou tendo o foco na An American Translation, adiantarei a parte que o senhor escreveu sobre Hebreus 1.8. Alistou varias traduções sobre Salmos 45 e diversos argumentos em torno desse Salmo. Nesse campo existe um desvio de analise que prejudica a validez de sua prova. O Salmo 45 permite uma variação na tradução, pois o hebraico traz ‘de Deus é o teu trono’. Segundo Aldo Menezes, a LXX traduziu essa sentença como ‘ó Deus’, e foi esse texto que Hebreus 1.8 usou! Isso é simplesmente esmagador para sua teoria aqui em pauta. Se o autor inspirado fez uso de uma versão que traduziu ‘ó Deus’, por que eu deveria usar uma opção, ainda que valida naquela outra situação, aqui nesse texto? Tanto é verdade esse fato que os comentários giram em torno do Salmo 45, se traduzir assim é um vocativo ou um nominativo. Mas se podemos preferir uma alternativa á LXX ao verter o Salmo, não podemos transferir para a decisão inspirada em Hebreus 1.8.


“Eu existia antes de Abraão ter nascido!” – João 8:58. A ideia dessa tradução é aceitável, sem dúvida. Mas se direcionados para as premissas que construiriam nossas conclusões, teremos uma ideia significativa. Para um anti-trinitario, como Jesus existia antes de Abraão? Como um ser criado ou como o Criador? Ele existia desde a eternidade ou dentro do tempo? Ele existia como um deus ou como Deus? Traduzir não literalmente essa passagem assim só adia a conclusão, mais nada. Existe no entanto seguras considerações gramaticais e contextuais, que ego eimi (ego eimi)) deve ser traduzido por ‘eu sou’. Até mesmo em João temos outros casos que o verbo ficou intransitivo – 8.23,28 e 13.19 – a tradução desses versículos, em si sustentam a tradicional forma de traduzir por EU SOU. No caso de João 8.58 pela An American Translation, temos uma tradução interpretativa que abre uma via dupla de conclusões, mas não confirma necessariamente nenhuma.


“.... [Cristo] veio fisicamente deles [dos judeus] – Deus que é sobre todos seja abençoado para sempre.” – Romanos 9:5. Agora sim, temos diante de nós uma diferença perceptível. O senhor disse que não entraria em méritos gramaticais, mas que as traduções seriam responsáveis por si mesmas. O caso de Rom 9.5 oferece possibilidades diferentes. Mas o senhor concorda que mesmo o modo ‘trinitario de traduzir’, é correto? Ainda que não concorde com essa forma de traduzir sabe muito bem que a gramática permite essa tradução legitima. Assim sendo, prezado Carlos, sustentemos as duas formas de traduzir como legitimas, quem teria problemas, os trinitaria ou os anti-trinitarios?

Suas palavras: "Se você é um trinitarista convicto provavelmente seu semblante se contorceu de asco e desprezo pelas versões acima." Pelo menos na maioria dos casos não. A An American Translation não depôs contra a Divindade absoluta de Cristo. E em Rom 9.5 no máximo, propôs um caminho diferente, mas não contrario.


Quero antes de avaliar as outras versões pelo senhor citadas, confrontar uma informação concedida em seu artigo: certo periódico descreveu a TNM como “a mais completa versão das Escrituras”, já lançada no Brasil. – Revista Veja, de 03 de junho de 1987, p. 64.

Bem atual essa informação, não?!?! Desde 1987 não tivemos bíblias de estudos como a NVI de estudo, Genebra, Aplicação pessoal, etc, que faz que TNM com referencias só seja isso, uma versão com referencias? Com muitas é verdade, mas já se encontram desatualizados e em alguns casos, deturpados. Por exemplo, só para citar alguns, no que diz respeito ao uso do estudo do professor George Howard sobre o nome divino no NT? Sobre a Cruz? Sobre o artigo de Philip Harner? E a quantidade de versões da LXX não citadas que não contem o Nome divino? Outra coisa, os editores da revista ‘Veja’ são autoridades no hebraico e grego bíblicos?

João 1.1 ... (34 versões) Sr Carlos Silva, das 34 traduções catalogadas no seu texto, entendo que apenas 15 servem realmente ao propósito pelo senhor intencionado. Talvez com um exercício mental esse numero chegue aos 20 ou 22. E mesmo que esse numero fosse a realidade, quantidade é que temos de sobra em traduções que são contrarias a essa forma de traduzir João 1.1. Outra pergunta; não temos nenhumas tradução em português semelhante a TNM nesse versículo ? Traduzir que a Palavra (ou Verbo)”tinha natureza divina’, ‘tinha mesma natureza de Deus’, ‘o que Deus era a Palavra era’, etc. Não tem nada em comum com ‘o Verbo era um deus’. Tem muita fumaça nessa relação. Mas vamos por partes, consideremos uma a uma :

1) The Wiclif Translation (1380), de Jonh Wiclif: “E deus era a palavra.” (OBS.: o primeiro theos desta passagem também foi traduzido em letra minúscula). A observação, honesta, mostra que o uso minúsculo não alterou em nada para o LOGOS.

2) The New Testament, In An Improved Version (1808): “E a Palavra era um deus.”3) The Monotessaron; or, the Gospel History, According to the Four Evangelists (1829), de John S. Thompson: “E o Logos era um deus.”4) The Emphatic Diaglott (1864), de Benjamim Wilson: “E um deus era a Palavra.”5) La Sainte Bible, Segond-Oltramare (1879): “E a Palavra era um ser divino.”

Essas traduções sim, servem ao propósito do artigo. Mas dois lembretes: 1) Essas traduções cometeram o mesmo erro da TNM 2) o testemunho patrístico usa a forma tradicional de verter João 1.1. Mas continuemos...

6) O Novo Testamento (1907), de Curt Stage: “O Verbo era próprio do Ser Divino.”7) O Novo Testamento (1910), de Rudolf Boehmer: “Estava firmemente ligado com Deus, sim, próprio do Ser Divino.” O que essas traduções interpretativas se assemelham com a TNM Sr Carlos ? E como já disse, ‘divino’ não é tradução de théos.

8)The Restored New Testament (1914): “E verdadeiramente o Pensamento divino era o Deus secundário.” ‘Verdadeiramente’, ‘pensamento divino’, ‘DEUS SECUNDARIO’ onde no texto de João 1.1 tem essas palavras Sr Carlos ? Parece que procura versões da bíblia com problemas tão evidentes como a TNM.


9) O Novo Testamento de Friedrich Pfaefflin (1919): “E era de peso divino.” Uma interpretação do texto, mais uma vez. Mas tenho minhas reservas se posso dizer que essa tradução militaria sua causa. Minhas considerações acima sobre divino, tanto pelo uso trinitario como pela tradução de theos já são suficientes. Esse caso é semelhante ao 31 também.



10) The People's New Covenant (1925): “Originalmente havia a Palavra, ou DEUS-Idéia existia; e o DEUS-Idéia existia na expiação [?; em inglês é “at-one-ment”] com DEUS; e o DEUS-Idéia era DEUS-manifesto.” Um trocadilho de palavras, confusas por sinal, mas o por quê, que essa versão está em sua lista é que preciso entender. Quanto a validade dessa tradução, fica a cargo de qualquer um que ler um texto interlinear do NT.



11) La Bible du Centenaire, Societé Biblique de Paris. (1928): “E a Palavra era um ser divino.” Nem um nem ser nem divino, encontram-se correspondente no texto original. Essa versão precisa se sustentar a si própria, e está sem condições de ajudar a TNM nesse caso.



13) O Novo Testamento - Uma Nova Tradução de Johannes Greber (1937): “E o Verbo era um deus.” Mais uma tradução errada. Não tenho condições de contestar o gabarito acadêmico do espirita Greber, mas o mundo tem fortes objeções a essa tradução. Faço uso deles ao tecer minhas criticas.



14) Das Neve Testament (1946), de Ludwig Thimme: “E a Palavra era de espécie divina.” Pode ser visto como uma possivel ajuda em seu artigo. Mas não confirma a TNM. Ficar emaranhando variantes nas traduções acaba perdendo o foco. Não é diferenças que estou discutindo em seu artigo e sim se a TNM tem valor. E ela traz em João 1.1 ‘um deus’ para a Palavra, não divina.



15) Os Quatro Evangelhos - Uma Nova tradução de Charles Cutler Torrey (1947): “E o Verbo era deus.” Não é grego que resolve a questão de maiúscula ou minúscula. Mas em nossa lingua dizer que o LOGOS era ‘deus’ depõem contra a própria a idéia que ‘deus’ seja nome próprio. Essa tradução apoia seu artigo, estando com uma ressalva, fez como a antiga TNM, não colocou o artigo indefinido.



16) A New Translation of the Bible (1954), de James Moffatt: “O Logos era divino.” 17) As Sagradas Escrituras (1951), do Dr. Hermann Menge: “E Deus (=do Ser Divino) o Verbo era.”18) The Authentic New Testament (1958), de Hugh J. Schonfield: “E o Verbo era divino.” Já vimos isso anteriormente. Mas a tradução com numero 17, sem duvida, depõem contra a TNM.



19) The New Testament (1958), de James L. Tomanek: “E a Palavra era um deus.” Um erro justifica outro erro?



20) Wuest Expanded Translation (1961): “A Palavra estava em companheirismo com Deus, O Pai. E a Palavra era como a Sua absoluta deidade [isto é, como a absoluta deidade do Pai].” (Colchetes acrescentados). Prezado Carlos, foi um erro de sua parte achar que essa tradução, parafraseada, de alguma forma beneficia seu artigo. Ela é contra! Se Jesus, a Palavra, tem a absoluta deidade do Pai, como você diz que Jesus é menor que o Pai em sua essência constitucional divina? Mas faço jus a minha linha, essa não é uma tradução exata.



21) A New Translation (1968, 1969), de William Barclay: “A natureza da Palavra era a mesma que a natureza de Deus.”22) New English Bible (1970): “O que Deus era a Palavra era.” Essas traduções, ainda que não sejam literais, reforça o meu conceito trinitario da divindade do Senhor Jesus.



23) The Abbreviated Bible (1971): “– – – ” (Omite a parte final do versículo). Qual foi sua intenção de usar essa ? O senhor concorda com isso? desculpe-me, mas omitir o inciso final do texto de João 1.1 não me/nos acrescenta nada. Esse caso se repete no numero 32.



24) The Translator New Testament (1973), de W. D. McHardy: “A Palavra estava com Deus e compartilhava sua natureza.” Desde dos dias apostólicos tem-se dito isso. Jesus é da mesma essência do Pai. O que o Pai é, Cristo é.



25) Das Evangelium Nach Johannes (1975), de Siegfried Schulz: “E um deus (ou: da espécie divina) era a Palavra.” 28) Evangelium Nach Johannes (1979), de Jürgen Becker: “E um deus era o Logos.” ‘Essa é uma tradução completamente enganosa’, como escreveu W.E. Vine.



26) The Gospel of John, Revised Edition (1975), de William Barclay: “E a Palavra era Deus.” Colocou essa tradução para mostrar que Barclay mudou a tradução que tinha feito. Essa honestidade é tão ausente nas publicações do Corpo Governante!



27) Das Evangelium Nach Johannes (1978), de Johannes Schneider: “E da sorte semelhante a Deus era o Logos.” Se por semelhante entendo idêntico, não posso achar como acham os anti-trinitarios. Mas o semelhante não é idêntico, assim entendo que o uso desse versículo atinge , parcialmente, seu objetivo. Mas lembre-se isto (a tradução) é uma interpretação.



29) The Sacred Scriptures, Bethel Edition (1981): “A Palavra estava com Yahweh, e a Palavra era Elohim.” Essa tradução, não literal é obvio, não causa dificuldades ao que os trinitarios pensam sobre João 1.1. Mas dificuldades são visíveis nessa tradução. Esse texto, dessa forma traduzido, mantém também uma possibilidade para compreensão ‘Torrecrata’. Mas não existem dificuldades para nós trinitarianos. Pois seria um texto como vários outros que mostram a distinção pessoal do Filho e afirma sua divindade. Porém, não se trata uma tradução exata.



30) The Unvarnished New Testament (1981): “E Deus era o que a Palavra era.” Como o senhor vê apoio nessa tradução é que preciso saber. Sei que nossa mente é muito fértil para produzir possibilidades viáveis com um texto. Mas não raro, esse tipo de exercício vai longe demais. Uma dedução direta é que; o que a Palavra é, Deus é, e o que ‘Deus era a Palavra era’, não temos grandes mudanças em dizer que ‘o Verbo era Deus’. Os casos de numero 33 e34 são os mesmos.



Nem todas essas traduções são de real ajuda para seu artigo. Algumas são até contra. Outras, por pouco não mitlitam contra suas conclusões. Um numero bem menor de 34 você teria se fosse seguir uma linha próxima da TNM. Logo em seguida o senhor usou uma analise gramatical do dr Barclay, embora disse que não faria isso, mas fez, usando outro. Pois bem, esse trecho da analise de Barclay que também apareceu em uma Sentinela de 1977, foi um ponto controverso entre ele e a Torre de Vigia. Não foi por esse artigo que o dr Barclay se demonstrou desgostoso com o uso de seus estudos na literatura da Torre?



Na primeira edição do livro Raciocínios aparecia a analise do dr Barclay. Na segunda foi substituída pelo artigo do prof. Philip Harner , que por sua vez também não corresponde ao intento do CG. Pois Harner não apoia traduzir o substantivo qualificativo como indefinido (a ‘TNM com referencias’ repete o feito).



É incrível como a doutrinação do CG condiciona as pessoas (TJ) a pensar que o Verbo ter ‘a mesma natureza de Deus’ é = um deus !. Até entendo que um TJ mediano siga essa conclusão, mas não espero isso vindo do senhor. Sei que entende muito bem que para doutrina trinitaria, o Verbo não era o Pai, mas que aquele tinha a essência (substancia divina) deste. Não existe nada nisso que possa ser legitimamente usado pelos ant-trinitarios. Ledo engano e uma falácia.



O comentário de (?) Fenton John Antony Hort impressiona, em especial pela erudição do grego que possuía. Mas outros tantos de igual desenvergadura nunca endossaram ou confirmaram a conclusão dele. De modo velado, até mesmo o companheiro dele, Westcott, seria contra a posição dele. Diga-se de passagem que, essa não é uma decisão que alguém pode tomar. Alterar o texto não é trabalho de ninguém! Mas, quando o senhor disse que o comentário de Hort foi honesto esqueceu-se que a tradução dele não foi, pois traduziu de modo diferente, por causa de um falecido e não pela verdade!? Segundo, se ele estivesse certo, estando toda a historia cristã errada, nem mesmo a tradução ‘um deus’ caberia ai. Me dá uma impressão que, qualquer informação que possa ser usado para minimizar a evidencia a favor da tradução ‘o Verbo era Deus’, é aceitável pelos anti-trinitarios, mesmo que ponha qualquer outra coisa em duvida.



Sua citação de Philip B. Harner foi desastrosa, você sabe que ele foi citado de forma truncada na ‘TNM com referencia’ e no ‘Raciocínios’. Não tem sentido usar essa citação a partir das publicações do Corpo Governante. Ao ler o Dicionário de John L. McKenzie posso realmente dizer que nesse texto não existe confusão do que ele quis dizer. Em outras partes do Dicionário ele depõem contra a teologia anti-trinitaria, até mesmo no mesmo verbete onde ele disse isso. Não é uma tradução “rigorosamente” literal a que ele dá. Mas, parasse, que para ele não faz diferença alguma traduzir assim e continuar sendo um trinitario.

Por último e não menos importante, ao contrário, determinante, é que uma das regras de interpretação bíblica diz respeito ao ‘uso de uma mesma palavra em uma mesma conexão mais de uma vez , tem o mesmo sentido no todo’. Assim, era necessário que houvesse um indicativo claro em João 1.1 que o uso do termo Deus teve duas definições diferentes usada pelo autor. Nada no texto sugere isso.


João 8:58 -“Antes que Abraão existisse, eu sou.” - Mateus Hoepers.“Antes que Abraão fosse, eu sou.” - William Barclay. “Antes de haver um Abraão eu sou.” - Steven Byington. “Antes de Abraão ter nascido, eu já era aquele que eu sou.” - Das Neue Testament (1965), de Jörg Zink. “Antes de Abraão nascer, já eu era aquele que sou.” – O Novo Testamento, Interconfessiona l (1978). “Eu sou o que sou antes de Abraão existir.” – The Message (2002), de Eugene H. Peterson. .A diferença que vejo nessas traduções com a histórica forma de traduzir João 8.58 é o popular ditado – trocou o 6 por meia dúzia ! Achar que essas traduções (ou versões) poderiam figurar nesse seu artigo, prezado Carlos Silva, é imaginação exagerada. A não ser que pela simples diferença de grafia, maiúsculo e minúsculo, ordem e inferências do mesmo gênero, seja prova para o senhor.

“Desde antes de Abraão existir, eu tenho existido.” – The New Testament (1869), de G.R. Noyes. “Eu existo desde antes Abraão existir.” – Vérsion Popular (1983). “Eu já existia antes de Abraão ter nascido.” – James Moffatt Bible (1994).“Eu já existia antes de Abraão nascer.” – A Bíblia Viva (1996). “Antes que Abraão existisse, eu existo.” – Bíblia do Peregrino(1996). “Eu já existia antes de Abraão ter nascido!” – New Living Translation (1996).“Eu já era antes de Abraão nascer” – Worldwide English New Testament (2001). Temos aqui uma lista que de fato confirmaria a explicação de TNM e principalmente de Nicolas Kip (pois esse expôs na ‘Despertai!’, com seu nome, sua posição). Além do que eu já disse acima, estamos lidando com traduções que possam apoiar a TNM, posso dizer que a maioria esmagadora das principais traduções do mundo, em suas respectivas línguas, com seus renomados eruditos, não aceitam essa conclusão como vindo das firmes áreas da gramática grega. Sei que a maioria não garante a verdade. Mas junto com a maioria nesse assunto, existem muitos fatores e o mais esmagador é o testemunho patristico de como esse versículo foi lido na igreja primitiva. Isso é um abismo intransponível para os ati-trinitarios. “Eu sou” é a legitima e autentica tradução de ego eimi, e o senhor sabe disso. Mais uma coisa sobre esse assunto, a ‘Interlinear do Reino’ não confirma em nada o professor Kip disse. A explicação dele visa apoiar a tradução ‘eu tenho sido’ e a ‘Interlinear do Reino’ traduz ‘eu sou’.

Atos 20:28 – Nesse versículo encontramos aquilo que dizem que todo tradutor tem certa medida de liberdade para fazer algumas escolhas. Mas essas escolhas devem ser extraídas de uma sugestão implícita no próprio texto. Se no grego tivéssemos algo semelhante a; ‘a igreja que Deus comprou com o sangue do seu próprio.‘ Veríamos ai uma indicação em, ‘do seu próprio’ mesmo que a palavra ‘filho’ não aparecesse. Mas do jeito que está no original, acho que as traduções tradicionais são mais fieis. Não existe base nenhuma para essa refutação: ‘’Deus tem sangue ?...” pois Deus também não tinha corpo ( Jo 1.1,14;20.28), até que ele se fez carne e habitou entre nós. O testemunho bíblico confirma a tradução literal de Atos 20.28.

Romanos 9:5 – Por volta do ano 235 DC, Hipólito, a meu ver fez alusão a esse versiculo. (do site do Emerson)"Pois Cristo é Deus sobre todos..." - Refutação 10: 34.

Se a minha dedução estiver correta, temos um apoio irrefutável de que a tradução popular de Romanos 9.5 esteve na confissão da igreja primitiva, incontestavelmente. Já dei um parecer inicial sobre esse versículo. Segundo informações, Hipolito não é uma boa fonte de informação. Ele mistura muita suas deduções com textos bíblicos, mas tenho um livro que menciona mais de 60 pais (ou citações) que confirmam a tradução tradicional de Romanos 9.5 !!!

Pode-se citar as varias traduções, que em comparação é um numero insignificante, por outro lado temos 1) as maiorias das traduções 2) um apoio gramatical e contextual e 3) o apoio patristico*.
*Quero salientar que meu uso do testemunho patristico não é sacramental e sim corroborativo.

Filipenses 2:6

“[Mesmo Jesus] sendo em forma de Deus, não considerou ser igual a Deus como uma usurpação.” – versão Alfalit Brasil. OUTRAS VERSÕES: “O qual, sendo em forma de Deus, não achou que ter igualdade com Deus fosse algo de que devesse apossar-se.” – The New Testament (1869), de G. R. Noyes.“Sendo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus como aquilo que devia agarrar-se com força.” – Reina-Valera (1960).“Ele – realmente de natureza divina! – nunca se fez, com autoconfiança, igual a Deus.” - Das Neue Testament (1965), edição revisada, de Friedrich Pfaefflin.“O qual, embora sendo em forma de Deus, não achou que ser igual a Deus fosse algo do que gananciosamente se apoderar.” – La Bibbia Concordata (1968).“Ele sempre teve a mesma natureza de Deus, mas não tentou ser, pela força, igual a Deus.” – A Bíblia na Linguagem de Hoje (1973).“Tinha toda natureza de Deus, [mas] não considerou a igualdade com Deus algo para ser agarrado.” – New International Version (1984) [colchetes acrescentados]. “O qual, sendo em forma de Deus, não achou que a igualdade com Deus fosse algo do que se apossar.” –The New Jerusalem Bible (1985).“Ele existia na forma de Deus, [mas] não considerou a igualdade com Deus algo para ser agarrado.” – New American Standard Bible (1995). [colchetes acrescentados].“Embora sendo Deus [‘ou existindo na forma de Deus’, nota] não considerou que ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se.” – Nova Versão Internacional (2000).“Ele era na forma de Deus, mas não contou que a igualdade com Deus fosse algo para se agarrar.” – English Standard Version (2001). “Apesar dele ter existido na forma de Deus, não considerou a igualdade com Deus algo para se agarrar.” – International Standard Version (2002).“Ele tinha uma condição igual a Deus, mas não pensou muito de si mesmo a ponto de se agarrar às vantagens daquela condição não importe o que importasse.” – The Message (2002), de Eugene H. Peterson.

Com todo respeito senhor Carlos Silva o que o senhor viu nessas traduções que se assemelhe a isso; “O qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. ” TNM. ??? Lamentável

(A palavra grega morfé, nesse versículo, por si só estende e a garante a teologia trinitária da divindade de Cristo.)


Tito 2:13 [= 2 Pedro 1:1] – Diferentemente do caso acima , todas as traduções citadas acressentaram ‘de’ ou ‘do’ nesse versículo. Já fizeram uma comparação entre Tito 2.13 e 2 Pedro1.1 na TNM com 2 Pedro 1.11 e 3.18 que demonstra a inconsistência da TNM. E segundo W.E. Vine certo pesquisador mostrou que essa era uma das formas primitiva de se dirigir ao Senhor. Inácio em suas cartas inumeras vezes se refere ao Senhor de forma semelhante. Então só podemos dizer que essas traduções acrescentaram a esse texto algo ele não disse nem pediu. Um dos pais que usa muito essa forma é Inácio de Antioquia. Seria bom o senhor conferir isso pessoalmente. Lembre-se, Inácio estava mais próximo dos fatos por nós discutidos! Eu ainda estava nos laços da Torrecracia quando comecei a ler as cartas dele, que choque foi para mim ver uma linguagem tão trinitarista.

Hebreus 1:6“Adorem-no [i.e., a Jesus] todos os anjos de Deus”. – Bíblia de Jerusalém. “Que todos os anjos de Deus prostrem-se diante dele [de Jesus].” – Tradução Ecumênica da Bíblia. X TNM e “E todos os anjos de Deus se inclinem diante dele [de Jesus].” – Goodspeed Bible.

Depois o senhor deu algumas indicações para concluir-se desse versículo. Quero usar Apocalipse 5.8 ao 14 para mostrar como os anjos se inclinam diante de Jesus e como eles prestam homenagem – do mesmo modo como fazem ao Pai ! Lembre-se de João 5.23? Palavras de Cristo: “A fim de que todos honrem o Filho do modo por que horam o Pai...” Imagine, um anjo falando isso!?

Hebreus 1:8 – Acho que o disse acima é suficiente sobre esse texto. Mas quero ainda acrescentar outra informação, novamente extrai do site do Emerson: “Justino cita Heb. 1:8 para demostrar a Divindade de Cristo. "Teu trono, ó Deus, é para sempre e sempre" - Diálogo com Trifão, cap. 56 “

Mais uma leitura antiga que confirma que a forma tradicional de traduzir Hebreus 1.8 não tem apenas apoio gramatical, mas histórico.

A citação que fez de Westcott, extraída do livro ‘Raciocínios’, refere-se ao Salmo. Até mesmo o livro ‘Raciocínios’ usa o termo “relativo ao qual”, pois a discussão é na LXX. O autor da carta aos Hebreus disse ‘Ó Deus’. E isso até mesmo os ‘pais’ nos disseram. Nem Westcott pode suprimir isso! Segundo regras de gramáticas gregas existe o caso ‘nominativo vocativo’ também.

Os textos citados para confirmar sua teologia foram:  Anjo se apresentando como Deus – Êxodo 3:4,5; Atos 7:29,30. Moisés chamado por Yahweh de Deus. – Êxodo 4:16; 7:1. Anjo chamado de Deus – Juízes 13:21,22. Anjos chamados de Deuses – Salmo 8:4,5; Hebreus 2:6,7 (Vide a Septuaginta, e compare com outras traduções). Juízes israelitas chamados por Yahweh de Deuses. – Salmo 82:1,6. A casa de Davi chamada de Deus – Zaq 12.8
Aí vejo a prática de achar que o uso de ‘um termo tem o mesmo significado em todos os casos’. Isso até mesmo os trinitários praticam em alguns casos. Mas ventilemos os textos:

Exodo 4.16;7.1 – Não aplica o termo Deus a Moisés. A analogia feito pelo SENHOR foi o uso que Moisés faria de Araão, se assemelharia ao que Deus estava fazendo com Moisés. Não existe o uso nem a autorização de chamar Moisés de ‘Deus’, como não havia chamar Araão de ‘profeta’. Pelo menos nesses versiculos.

Nos versículos do ‘Anjo’ – Não vemos aí nenhuma dificuldade, nem promoção, de algum conceito explícito no que tange ao anti-trinitarismo. A teologia Cristã por muito tempo tem olhado essas manifestações como sendo Jesus pré-encarnado. E existe muita razão bíblica para isso.

Salmo 8:4,5;- Quando citou a LXX para confirmar a ‘interpretação ariana’, esqueceu-se que a força da LXX foi de traduzir elohin por anjos. Nisso, rios de celeuma escorrem-se nos labirintos da exegese. Estaria essa versão confirmando a afirmação (trinitaria) que, elohin pode ser traduzido por angellos? Ou estaria confirmando a afirmação (ariana) que, anjos são deuses? Eu procuro sempre ser razoável e lúcido em minhas conclusões, e entendo que a LXX me confirma tradução não dedução.

Salmo 82:1,6.- Ai temos uma citação que confirma sua aplicação. Se foi uma ironia, repreensão ou status, não podemos ter certeza.

Zaq 12.8 – Mais um texto sem ação em seu artigo, senhor Carlos. Não posso achar que o mais fraco ser como Davi significa que seria da realeza! Precisamos notar que o ensaio do texto tem seu objetivo em mostrar como – o fraco, a realeza, a casa de Judá seriam fortes e resistentes como Deus e o Anjo do SENHOR. Está equivocado em evocar esse versículo para sua interpretação.

No que diz respeito aos comentários que ‘minam a fé trinitária’, como foi observado, precisa ser bem sintonizado pelo senhor: 1) quem disse que esses comentários minam a exegese trinitariana? 2) o que ficou provado com os comentários? e 3) qual a base bíblica para dizer que o mesmo uso de ‘deus’ naqueles textos é no mesmo nível usado para Jesus ? Para ilustrar: o uso de Emanuel no período de Isaias, sem dúvida tinha um cumprimento em um dos filhos do profeta (capítulos 7,8). Foi com aquele uso que Mateus o fez a Nosso Senhor Jesus no evangelho? A resposta é obvia...

1 João 5:20 – Este ou Esse? Num artigo recente (de uns 4 ou 5 anos) de ‘A Sentinela’ o CG trouxe uma ponderação mais detalhada desse assunto. Mas um artigo sem referências bibliográficas, dificilmente impressiona, ainda mais vindo do CG. Se ele deturpa até citações documentadas o que dizer de outras... Mas deixando o histórico deles de lado, em grego temos no texto de I João 5.20 ‘este’ e o CG sabendo do problema que poderia causar, colocou ‘esse’.

Quanto ao seu argumento extraído de João 17.3 gostaria de lembra-lo que Judas 4 diz que ‘Jesus é o único Soberano e Senhor’ Também, que em I Cor 8.6 ele é o ‘único Senhor’. Mas que em Mateus 11.25 diz que o Pai é o ‘Senhor do céu e da terra’ e em At 4.24, I Tm 6.15, Apoc 6.10 o Soberano é o Pai e em 2 Cor 3.17,18 o Espirito é ‘o Senhor’! Não existem restrições no uso de termos divinos para as pessoas da Trindade. Nem dificuldades em terminologias ao dizer que, ‘só em Jesus há salvação’ quando a bíblia confirma que o Pai e o Espirito Santo participam completamente na salvação dos eleitos (Efe1.3-14). Sua crítica não tem conexão com a compreensão trinitariana.

Conclusão

Se seu artigo fosse entrar nos assuntos gramaticais, tanto seu texto como minha crítica, seriam bem maiores. Assim, procurei manter a mesma linha do artigo, ponderando as traduções, sem ser exaustivo nas discussões gramaticais, que no meu caso, seria sobre e sob créditos de outros. No fim, o senhor mostrou que existe alguma razoabilidade em aceitar a TNM. Essa pode ser uma impressão sua. E de vários outros. Mas a TNM, a meu ver, é um manual de doutrinas ‘Torrecratas’ com nome de bíblia. Essa conclusão pode se confirmada com um fato relatado no livro ‘Proclamadores do Reino’. Segundo esse livro de história das Testemunhas de Jeová, o número das mesmas aumentou significativamente após lançamento da TNM desde a década de 50!!! coincidência???

Meu apelo é que você repense a confissão de Tomé (João 20.28,29).

Além desses problemas acima discutidos, a prática de tirar o nome/pronome Senhor no NT 237 vezes e enxertar 237 vezes o híbrido nome Jeová no NT, sem ter um único MSS que apoie isso, evidencia o caráter da Comissão. A título de comparação, manter a ‘glosa Joanina’ em I João 5.7 tem muito mais base e evidência do que essa pratica.

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Um abraço.

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