sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma resposta ao site fé mórmon sobre o artigo Negros
                                http://www.femormon.com.br/artigos/negro.htm



A questão do racismo sempre foi algo bastante sensível e polêmico na sociedade de uma forma geral.A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem sido bastante difamada também por essa questão. Muitos, injustamente, tem acusado a Igreja de ser racista. Muitos têm-se aproveitado da falta de clareza disso para hipocritamente disseminar inverdades.


Logo no inicio o autor do artigo começa fazendo uma defesa covarde da posição centenária da Igreja Mórmon em relação aos negros. Como sempre se passa por vitima para assim convencer seus seguidores de que os negros sempre foram bem vindos dentro do mormonismo. Não é verdade.


O fato de negros de origem africana não receberem o sacerdócio de Melquisedeque antes disso nunca impediu que outros negros de origem polinésia ou asiática, por exemplo, terem-no recebido. Muitos têm-nos imputado que defendemos a teoria de que as pessoas que nasceram com a pele negra foi devido não terem optado no grande conselho dos céus, nem por Cristo, nem por Lúcifer. Isso também não é verdade. A igreja nunca ensinou isso e muitos foram os profetas que abertamente repreenderam toda e qualquer insinuação nesse sentido.


Veja o que disse BRUCE R. McCONKIE Membro do Quorum dos Doze Apóstolos da Igreja Mórmon:” "Aqueles que eram de menor valor na preexistência, e que, portanto tiveram certas restrições espirituais impostas sobre eles durante suas vidas mortais, são conhecidas por nós como negros. Tais espíritos foram enviados a Terra através da linhagem de Caim, sendo que a marca colocada nele devido a sua revolta contra Deus e o assassinato de Abel é a pele negra (...) O filho de Noé, Cão, casou-se com Egyptus, umadescendente de Caim, preservando assim a linhagem negra através do dilúvio (...) Os negros não são iguais às outras raças no que diz respeito às bênçãos espirituais, especialmente o sacerdócio e as bênçãos do templo que procedem disso, mas esta desigualdade não é da origem do homem. É ação do Senhor, baseado nas Suas eternas leis de justiça, e procede da falta de valor espiritual dos negros, enquanto se achavam no estado original”. Mormon Doctrine (Doutrina Mórmon),décima edição, páginas 527-528.


A doutrina mórmon já ensina que os negros eram de MENOS VALOR na pré-existência ,ou seja, antes de nascer eles já eram réu do racismo pregado pelos líderes mórmons aqui na terra. Eles ensinaram sim essa doutrina, hoje covardemente homens como o Irineu (autor do artigo em questão) negam esses ensinamentos apostando na ignorância de seus seguidores. Veja mais, O profeta Mormon Joseph Fielding Smith explica este ensino: “Há uma razão porque um homem é preto carregado e com outras desvantagens, quando outro for branco carregado com vantagens grandes. A razão foi que nós tivemos uma vez uma propriedade antes que nós viemos aqui, e fomos obedientes mais ou menos, às leis que nos foram dadas lá. Aqueles que eram fiéis em todas as coisas lá receberam uns blessings mais grandes aqui, e uns aqueles que não fossem fiéis recebidos menos.” (Doutrinas do Salvation, vol.1, p.61)


Uma pergunta bem clara é , se os negros da polinésia podiam receber os sacerdórcio, por que eles nunca tiveram uma posição de destaque na Igreja mórmon? quantas autoridades gerais negras da polinésia já teve a Igreja mórmon? tenho comigo alguns livros da Igreja  já bem antigos e não tem uma foto de uma pessoa negra, todos que aparecem são Brancos. O grande coral mórmon até bem pouco tempo não existia uma pessoa negra, devo lembrar que grandes cantores e cantoras americanas negras saíram de corais de igrejas nos EUA.


Muitos membros da Igreja são negros e ocuparam e ocupam posição de destaque na liderança desta em todo o mundo. Presidente Helvécio Martins, um negro, inclusive, serviu como autoridade Geral da Igreja no Brasil, sendo a maior autoridade desta para o Brasil na década de 90'. Alto funcionário da Petrobrás, foi batizado na Igreja e permaneceu por anos aguardando receber o sacerdócio de Melquisedeque, de acordo com a presciência e desígnios de Deus.


Hoje de fato existe muitos negros na Igreja mórmon que não conhecem a verdadeira posição teológica da Igreja em relação a sua cor de pele. Essas supostas posições de destaque que o autor afirma em relações ao negros só possível quando as portas das senzalas espirituais do mormonismo foi aberta em 1978. Em 1990 o Senhor Helvécio Martins foi chamado para fazer parte do segundo quorum dos setenta, tal chamado durou até 1995 quando o mesmo foi desobrigado de suas funções de autoridade geral, passaram-se quase 15 anos para a igreja chamar outra autoridade geral negra. Apesar de afirmar que os negros possui tal posição de destaque dentro da igreja, a cúpula geral da Igreja mórmon (a primeira presidência e os doze)é ainda formada apenas por brancos. Possui apenas uma autoridade geral negra, que por “coincidência” é do Quênia, local de origem do primeiro presidente americano negro, devo lembrar que seu chamado ocorreu após as eleição presidenciáveis dos Estados Unidos. Não vai demorar muito tempo e com certeza a Igreja mórmon irá chamar um apóstolo negro, isso não é profecia e sim, lógica.


Somos acusados de racismo porque por muitos anos, os negros, membros da Igreja, não receberam o sacerdócio de Melquisedeque. Concluem assim os críticos, que a Igreja é discriminadora e segregacionista. Entretanto, todas essas falsas acusações estão longe da verdade e da coerência com o evangelho de Jesus Cristo.


Na verdade os motivos são vários, não apenas pelo fatos de os negros não possuírem o sacerdócio, e sim, pelas razões pelas quais eles não podiam receber tal sacerdócio. Os profetas e apóstolos mórmons foram claros em seus discursos ao longo do tempo. Essas acusações são verdadeiras e estão bem claras nas seguintes declarações abaixo:

Brigham Young - Caim e sua posteridade permanecerão amaldiçoadas e não receberão o sacerdócio até que todos os outros filhos de Adão tenham este privilégio. —Diário de Discursos, vol. 2, pág. 143, (12 de dezembro de 1854)

Brigham Young - A maldição permanecerá nos negros de forma que eles nunca poderão celebrar o sacerdócio mórmon até que todos os outros descendentes de Adão recebam as promessas e desfrute as bênçãos do Sacerdócio. —Diário de Discursos, vol. 7, pág. 291, (9 de outubro de 1859) ·

“Você vê alguns grupos da família humana são negros, desajeitados, feios, desagradáveis e baixos em seus costumes, selvagens e aparentemente sem a benção da inteligência que é normalmente dada à humanidade. O primeiro homem que cometeu o odioso crime de matar um de seus irmãos foi amaldiçoado por mais tempo do que qualquer outro filho de Adão. Caim matou seu irmão. Caim poderia ter sido morto e isto teria findado aquela linhagem de seres humanos. Mas não era para ser assim, e o Senhor pôs uma marca nele, que é o nariz chato e a pele negra. Siga a história da humanidade até após o dilúvio e ali uma nova maldição é lançada sobre a mesma raça — eles seriam 'servos de servos'; e assim será até que a maldição seja retirada; e aqueles que querem libertar os escravos não poderão fazer nada a respeito, nem sequer alterar este decreto". Journal of Discourses, volume 7, páginas 290-291.

Devo eu lhes falar da lei de Deus a respeito da raça africana? Se o homem branco que pertence à 'semente' escolhida misturar seu sangue com a semente de Caim, a penalidade, na lei de Deus, é morte na hora. Assim será para todo sempre”. Journal of Discourses, volume 10, página

O racismo é claro nas palavras desses falsos profetas que por tanto tempo segregaram os negros a uma classe inferior. A ideia dos homens mudam, e após muitos problemas com a justiça americana a Igreja mórmon mudou de posição em relação aos  negros dentro da igreja, no entanto, a Igreja mórmon não mudou sua teologia, ou seja, tudo que foi dito pela boca dos “profetas mórmons” em relação aos negros continua sendo  a mais pura verdade.


Pois bem, Jesus, quando esteve entre nós, no meridiano dos tempos não combateu a escravidão. Ao contrário, o seu evangelho pregou que os escravos deveriam estar sujeitos aos seus senhores. O máximo até onde o evangelho foi está na recomendação de que os senhores tratassem melhores seus escravos e estes não se rebelassem contra seus senhores.


“ Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo". (Efé. 6:5).


Aqui o autor tenta insinuar que Jesus e seus apóstolos foram a favor da escravidão,com certeza isso não passa de mais uma heresia ensinada dentro da teologia mórmon, quem conhece realmente a mensagem contida na Bíblia sabe que Jesus e seus apóstolos ensinaram uma igualdade entre as pessoas de qualquer cor, conforme vamos ver nos textos abaixo:


Mateus, 24:14

"E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim."

Mateus, 28:19

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;


Atos dos Apóstolos, 10:34

"Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas;"

Romanos, 2:11

"pois para com Deus não há acepção de pessoas."


Jesus através de seus apóstolos ensinou claramente a igualdade entre as pessoas, disse que não era para fazer acepção de pessoas, podia ser de qualquer raça ou etnia. E quem faz acepção de pessoas? Veja o que diz a palavra;

Tiago, 2:9

"Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela lei como transgressores."


Buscando amparo no texto de Efésios 6.5, o articulista mórmon condena Paulo por ter ensinado que os cristãos, quando na condição de escravos, fossem obedientes a seus senhores: “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo” (Ef 6.5).

O texto a seguir, não citado pelo o Irineu , instrui os escravos a servirem a seus senhores como se estivessem servindo a Cristo, pois Deus saberá recompensá-los: “Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre” (Ef 6.6-8).

Não podemos, porém, a partir da passagem de Efésios 6.5, afirmar que Paulo, se pudesse, não teria eliminado a escravidão. Um conselho, ou ensino, diante da realidade da escravidão, não é necessariamente endossá-la. Ele ensina que, mesmo na escravidão, as relações humanas podem ser de respeito, sem opressão. Veja que, a seguir, Paulo instrui os senhores para que tratem os escravos como irmãos em Cristo, pois não há acepção de pessoas. “E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o SENHOR deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas” (Ef 6.9)

Se diante da realidade da escravidão (não criada por Paulo) os senhores seguissem as instruções dele, o escravo seria tratado com dignidade e respeito. Ele não seria oprimido, pois como Paulo disse: “não há acepção de pessoas”

Essa é a verdadeira mensagens que Jesus deixou para os que tinham escravos, e não a mensagem deixada pela a Igreja Mórmon através de seus falsos profetas. Fico pensando onde o Irineu consegue encontrar “argumentos” para defender essa diabólica ideia que sua igreja até hoje ensina dentro de sua teologia.

1º João, 3:10

"Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão"
 
 
O articulista mórmon no final de seu texto espúrio diz o seguinte: "A questão do sacerdócio não ter sido concedido aos negros até 1978 é um assunto doutrinário e jamais racista ou discriminatório", lendo isso fico pensando o que faria o já falecido "profeta" mórmon David O.Mckay em relação ao Irineu por ensinar uma doutrina diferente da que ele acreditava, veja o que  disse o "profeta" mórmon:

"“Não há agora, e nunca houve uma doutrina nesta igreja de que os negros estão sob uma maldição divina. Não há doutrina na igreja de qualquer tipo que se refira ao negro. Nós acreditamos que temos um precedente nas escrituras para impedir o sacerdócio ao negro. É uma prática, não uma doutrina, e a prática, algum dia irá mudar. E isso é tudo.” (1.a)


E agora Irineu, os mórmons devem crer em suas palavras ou na do "profeta" vidente e revelador David O. Mckay?


Lowell L. Bennion

Lowell L. Bennion foi um mebro ativo da igreja SUD, e várias foram suas contribuições intelectuais. Porém, durante os anos 50 e 60, Lowell L.Bennion mantinha sua posição contrária quanto a negar o sacerdócio aos negros. Algumas das suas citações:


O maior problema do mundo hoje ... é a necessidade dos homens de todas as raças ... de sentirem seu próprio valor e dignidade como seres humanos. É a minha crença de que os homens brancos não são superiores aos homens de outras raças.

Se tivéssemos fé em Cristo, estaríamos ansiosamente e voluntariamente empenhados em buscar que [todas] as raças tivessem as mesmas oportunidades de educação, cultura, emprego e habitação como nós, que somos caucasianos. " Lowell L. Bennion, 1965, Instrutor

Uma outra citação que lhe causou problemas na Igreja foi esta:
A retenção do sacerdócio ao negro não é uma doutrina da igreja, é uma prática da igreja, que precisa ser justificada pela doutrina da Igreja ". Lowell L. Bennion, 1968, professor, conselheiro, Humanitário p. 253 Lythgoe Mary Bradford

Por que era um problema um homem se manter firme em defender os direitos dos negros na Igreja Mórmon? Por causa da política racista adotada oficialmente pela igreja SUD. Por exemplo, Joseph Fielding Smith escreveu:
Há uma razão pela qual um homem nasce preto e com outras desvantagens, enquanto outro nasce branco, com grande vantagem. A razão é que nós viemos de um estado pré-mortal, e fomos obedientes, para mais ou para menos, para as leis que nos foram dadas lá. Aqueles que foram fiéis em todas as coisas lá, receberam bênçãos maiores aqui, e aqueles que não foram fiéis receberam menos .... Não houveram neutros na guerra no céu. Todos tomaram partido, quer com Cristo ou com Satanás ..... O negro, evidentemente, está recebendo a recompensa que ele merece. "Joseph Fielding Smith, Doutrinas de Salvação, vol. 1, páginas 66-67

Veja outras citações racistas
AQUI.


Em 1962, Lowell L.Bennion foi demitido do Instituto de Religião SUD, na Universidade de Utah, que fundou e ensinou por 27 anos. As razões dadas para sua demissão estão documentadas e foram:

•    “...fracasso  coerente  para “recrutar ativamente estudantes"

•     "bastante relaxado", insistindo em exigências escolares, dando apenas resultados de aprovação/reprovação, sem distribuição de tarefas ou documentos

•    Não tinha "lutado para o reconhecimento do instituto como uma escola certificada cujos créditos podem ser transferidos"

•     "posição não-ortodoxa sobre a “Questão do negro "

•     "crítica das pressões sobre os missionários para batizar apressadamente na Igreja"  Lowell Bennion: professor, orientador, p. Humanitária 253 Lythgoe Mary Bradford

Porém, ele estava no lado correto da história. De fato, David O.Mackay confirma isto:
"McMurrin em seguida descreve parte de sua conversa com março 1954 com[Presidente David O. McKay] em que [o Presidente McKay declarou] sua própria crença de que a proibição do sacerdócio foi política, não doutrinária, e, portanto, suscetível à mudança." David O. McKay and the Rise of Modern Mormonism p. 97 Gregory A. Prince

Se o próprio presidente da igreja, Mackay, acreditava que a proibição do sacerdócio era apenas política e não doutrinária, e acreditava que era algo que poderia ser mudado se outros apóstolos desejassem que acontecesse, por que Lowell Bennion foi punido?

Texto adaptado de Diário História SUD


Fawn Brodie

Fawn Brodie escreveu o livro “No Man Knows my History” que foi lançado na metade de 1940. Este é uma biografia de Joseph Smith, aliás, uma das mais controversas escritas dentro do mormonismo. Por que foi tão controversa?

•    Fawn Brodie era a sobrinha de
David O. McKay-
Foi dada à ela a permissão de pesquisar nos arquivos da Igreja por seu laço de parentesco com David O. McKay

•    Perdeu seu testemunho sobre a Igreja SUD enquanto estudava sobre a vida de Joseph Smith, provavelmente pelas grandes diferenças que observou sobre o que era ensinado na Igreja na época como verdade sobre Joseph Smith e o que realmente se passou em sua vida. E seu livro ela foi extremamente bondosa, mostrando um Joseph como um homem brilhante e talentoso mas também:

•    Mostrava Joseph Smith como um charlatão

•    Usava uma análise psicológica em seus temas

•    Foi excomungada por “heresia” 6 meses após a publicação de seu livro

E como forma a solidificar a possível “errônea” idéia controversa, Hugh Nibley escreveu uma resposta ao livro de Brodie chamado de “No Ma’am That’s Not History” , onde ele usa todos os tipos de táticas apologéticas para desacreditar o livro de Fawn Brodie. Porém,  ele não responde adequadamente nenhuma das questões e dados históricos levantados por ela. A réplica do livro está mais para um tipo de retórica criticando a autora pessoalmente e sua forma de abordagem.

Mas existem uma outra série de razões pelas quais Fawn Brodie foi tão controversa: na metade do século XX, ela desmanchou a monolítica, encoberta e imaculada imagem de Joseph Smith, aquela imagem idealizada:

•    Afirmou que Joseph Smith se envolveu com busca a tesouros enterrados – uma coisa que muitas pessoas não sabiam e não sabem hoje em dia

•    Discutiu as múltiplas versões da primeira visão de Joseph – que a maioria também não sabia a respeito e não o sabem até hoje.

•    Admitiu problemas com de historicidade do Livro de Mórmon (como a origem dos Americanos Nativos como asiáticos e não Israelitas, etc.)

•    Afirmou ligações entre as cerimônias templárias Maçônicas e as cerimônias templárias SUD

•    Admitiu a prática da poligamia de Joseph Smith – incluindo poliandria e outras coisas.
 
É interessante avançarmos 60 anos no tempo: Richard Lyman Bushman em 2006 publicou o Livro “Joseph Smith – Rough Stone Rolling” e neste livro ele:

•    Afirmou que Joseph Smith se envolveu com busca de tesouros enterrados

•    Discutiu as múltiplas versões da primeira visão de Joseph

•    Admitiu problemas de historicidade com o Livro de Mórmon

•    Afirmou ligações entre as cerimônias templárias Maçônicas e as cerimônias templárias SUD

•    Admitiu a prática da poligamia de Joseph Smith – incluindo poliandria e outras coisas

•    Inclusive ele cita e elogia Fawn Brodie em seu trabalho – e confia em muito de seu trabalho e por seus estudos. 
Fawn Brodie ajudou a conhecer Joseph Smith de uma forma precisa, cuidadosa e honesta, colocando-o como um mero mortal e não um super-herói.


Juanita Brooks foi uma genial e impressionante mulher.  

Porém, voltemos um pouco na história antes de falarmos sobre ela. 

Há cerca de 150 anos atrás, em 11 de setembro de 1857, sobre o conhecido "Massacre de Montain Meadows":
 
  • 120 homens e crianças foram executadas a sangue-frio (tiros dados à queima-roupa. Alguns foram dados na cabeça ou na nuca.)
  • apenas 17 crianças, por estarem abaixo dos 8 anos de idade, foram poupadas. 
  • a Igreja SUD negou qualquer envolvimento mórmon por mais de 100 anos no massacre de ‘Moutain Meadows’ um tempo muito muito longo. 
  • A culpa do massacre foi atribuída, pela própria igreja SUD, aos índios Paiúte.

Os documentos da época mostram a reação da Igreja relativo ao massacre:

•    George Q. Cannon, então presidente da missão Califórnia respondeu aos relatos iniciais do envolvimento de mórmons acusando os jornalistas de escrever “calúnias imprudente e malignas” apesar de saberem que os mórmons do sul de Utah eram “tão inocentes... quanto um feto”.

• O jornal ‘Deseret News’ foi inicialmente lento para comentar sobre o massacre, alguns meses o jornal negou qualquer envolvimento mórmon, então permaneceu em silêncio até 1869, quando ele voltou a negar envolvimento dos mórmons.

• Em 1872, 15 anos após o evento, finalmente Brigham Young excomungou Lee e Haight pelo massacre (
fairlds.org) .

Mas estas são apenas as reações iniciais quanto ao massacre de ‘Mountain Meadows’. Para somar a estas reações, 20 anos após o massacre apenas John D. Lee (ao lado) foi condenado e executado, em 1877. 

O Presidente Brigham Young foi entrevistado por um repórter e disse que considerava o destino de Lee justo. Ele negou qualquer envolvimento pessoal, negou que a doutrina da expiação pelo sangue tivesse contribuído no massacre, porém reiterou sua crença nessa doutrina “e acredito que Lee não expiou por metade de seu grande crime

• Ao final dos anos 50, o Presidente SUD David O.Mackay criou um comitê presidido pelo apóstolo Delbert L. Stapley para investigar o massacre de ‘Mountain Meadows’. Este comitê recomendava que Mackay restaurasse a associação de John D.Lee. O presidente Mackay permitiu que um dos netos de John D.Lee fosse batizado em seu favor e então a Igreja restaurou à Lee a condição de associado da Igreja. (
fairlds.org)

Como é possível observar, a própria Igreja, no final dos anos 50, reconheceu que havia utilizado John D.Lee como bode expiatório. Porém, a igreja SUD não quis tornar esta informação pública, pois contradizia as negações constantes e o distanciamento que eles afirmavam possuir do massacre. Seria algo muito embaraçoso!

Em 1940-50, uma mulher chamada Juanita Brooks, que era uma mórmon devota, começa a fazer pesquisas históricas e escreve um livro chamado  “Mountain Meadows Massacre”, onde faz um minucioso relato com detalhes históricos sobre o evento do massacre de Mountain Meadows. Neste livro, ela reconhece que:

•   mórmons e líderes mórmons locais estavam envolvidos no massacre

•   era injusto jogar a culpa pelo massacre nos índios

•   após o massacre, ocorreu uma grande operação de encobertar os fatos pelos próximos 20 anos na Igreja em todos os níveis para evitar julgamentos e perseguições.

•   John D.Lee foi injustamente utilizado como bode expiatório

•    Queria publicar o secreto, batismo póstumo de John D.Lee


As Reações da Igreja: Juanita Brooks foi...

•   ...marginalizada pelos membros locais e liderança

•   ...ameaçada de excomunhão pelo Elder Delbert Stapley

•   David O.Mackay negou o pedido de excomunhão dizendo “Deixem ela em paz

Porém, ela pagou um preço alto por apenas escrever história factual, direta e honesta. 

Avançando a história em cerca de 40 anos após sua publicação, vemos que a Igreja SUD na revista ‘Ensign’ de 2007 escreveu um artigo sobre o massacre de ‘Mountain Meadows’ onde eles reconhecem que:

•    mórmons e líderes mórmons locais estavam envolvidos

•    que era injusto jogar a culpa no índios

•    apenas John D.Lee foi utilizado como bode expiatório e pagou pelo massacre

E eles foram até mais adiante: em um comunicado à impressa, Elder Henry B.Eyring é citado dizendo:


Manifestamos profundo pesar pelo massacre realizado neste vale à 150 anos desta data, e pelos incontáveis e desnecessários sofrimentos passados pelas vítimas, e sucessivamente por seus descendentes até o tempo presente. "
A distinta expressão de pesar nós devemos aos índios Paiute, que injustamente suportaram a culpa principal por muito tempo pelo que ocorrido durante o massacre ", disse ele. "Embora a extensão do seu envolvimento é contestado, acredita-se que não teria acontecido sem a orientação e estímulo fornecido pelos líderes da igreja local e os membros." Élder Henry B. Eyrin, Apóstolo da Igreja SUD, 11 de setembro de 2007 - Anúncio da Igreja SUD por ocasião do 150º. Aniversário do Massacre de Mountain Meadows ocorrido em 11 de setembro de 1857

Infelizmente, nenhuma desculpa foi dada a Juanita Brooks por ela ter sido punida ao trazer o fruto de seus estudos à luz da verdade.
  
Jeffrey R.Holland, numa transcrição do ‘PBS’ – “The Mormons”, disse apenas:
[Juanita Brooks] provavelmente ajudou a Igreja a encarar algo que todos nós nunca desejássemos que tivesse acontecido” Jeffrey R.Holland, Apóstolo SUD, Transcrição do PBS – The Mormons,4 de Março de 2006

Basicamente, ela foi punida e marginalizada por dizer a verdade.

Numa publicação mórmon não-oficial intitulada ‘Sunstone Magazine’, o estudioso Levi Peterson é citado dizendo:

Em tudo isso, Juanita tornou-se algo maior do que simplesmente uma historiadora respeitável. Para vários mórmons que, cedo ou tarde, que aceitem a sua interpretação do massacre, ela tem servido como uma dramaturga e uma confessora. Ela confrontou-nos com fatos terríveis e decepcionantes, despertou-nos a tristeza eo arrependimento vicário, em seguida, levou-nos a compreensão e perdão aos nossos antepassados errantes. Igualmente importante, esta corajosa dona-de-casa tem inspirado e encorajado os não-conformistas e os protestantes de todas os tipos entre os mórmons. Inquestionavelmente, Juanita Brooks permanecerá famosa como um dos grandes campeões da liberdade de investigação e do debate aberto na história do mormonismo.”Levi Peterson, Sunstone Magazine, Issue 73

E o mais inspirador é talvez, como Juanita Brooks foi capaz de realizar este meticuloso trabalho de pesquisas históricas sendo mãe, dona-de-casa e professora. Claudia Bushman lembra que:

Ela sempre manteve a tábua de passar roupas aberta, e mantinha uma cesta de roupas sujas próximas a sua escrivaninha. Quando alguém se aproximava, ela começava a passar a roupa, então ninguém saberia o que ela estava escrevendo. Para completar, Juanita viajava de ônibus durante a noite para fazer suas pesquisas em Salt Lake City ou na Biblioteca de Huntington


Um grande sacrifício foi pago por esta mulher por divulgar a verdade, questionou os ensinamentos da Igreja SUD e sua liderança e sofreu grandemente por isto.


Segundo descreve o livro de mórmon, os nefitas deflagraram várias guerras contra os lamanitas.

Em um determinado período histórico, Morôni era o capitão dos exércitos nefitas. E foi esse mesmo Morôni que, durante uma batalha contra os lamanitas, escreveu a seguinte correspondência endereçada ao líder político dos nefitas:

Alma 60:36

“Eis que eu sou Morôni, vosso capitão-chefe. Não busco poder, mas procuro abatê-lo. Não busco as honras do mundo, mas a glória de meu Deus e a liberdade e bem-estar de meu país. E assim termino minha epístola.”


(veja o mesmo termo também nos versículos 18, 19, 24, 28 e 29)

No LdM em inglês, a palavra COUNTRY aparece, portanto, não há “modificação” na tradução para o português.

Essa passagem ressalta o espírito nacionalista de Morôni. No entanto, sabemos que na antiguidade, o termo PAÍS, não se aplicava as regiões habitadas por determinado povo, pois este é um termo que apareceu na idade média.

Na antiguidade, os termos conhecidos e que designavam, territórios habitados e com governos organizados, eram REINOS, PRINCIPADOS, IMPÉRIOS, CIDADES, e TERRITÓRIOS, mas não PAÍS.

De acordo com o dicionário Oxford, lê-se:

“A palavra PAÍS desenvolveu-se do latim CONTRA, usado no sentido de "aquele que se mantém contra ou oposto; a visão" i.e., a paisagem que se estende até a visão. Deste, veio o termo latim CONTRATA, que se tornou a palavra italiana moderna CONTRADA. O termo aparece no inglês a partir do 13 século, já com vários diferentes sentidos.”
John Simpson, Edmund Weiner, ed. "country". Oxford English Dictionary (1971 compact ed.). Oxford, England: Oxford University Press

Portanto, sendo um derivado do latim, e sabendo-se que o latim apareceu DEPOIS da história do LdM, há de fato uma inconsistência nesta escrita.


Outra consideração:

Qual era o país de Morôni? Qual o seu nome, e como esse país era conhecido pelos demais povos que habitavam as regiões na américa antiga?


Essa não parece ser, uma linguagem mais apropriada para a época na qual o livro de mórmon surgiu (em 1830), do que a suposta data da confecção desta epístola, em aproximadamente 62 a.C.?

Fonte:  
http://investigacoessud.blogspot.com/

2 comentários:

Anônimo disse...

essa questão sobre escravidão apoiado ou não, existe desde o velho convênio ,esclareça-se quando sara deu sua escrava por esposa a abraão,e em outras passagens nas antigas escrituras,a ressaltar até nos 10 mandamentos em relação a cobiça(não cobiçaras nada do teu proximo na qual se Vê citado "escravo ou servo".

O Peregrino disse...

A questão principal aqui é sobre o racismo e não escravo.

Leia todo o artigo e reflita.