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sábado, 3 de outubro de 2020

Vinte razões para rejeitar a transubstanciação católica romana

IS THE ROMAN CATHOLIC EUCHARIST LOGICAL?
(Jesse)
*Nota: O artigo em questão foi originalmente escrito pelo Jesse em seu blog Rational Christian Discernment (confira aqui), com o título acima. O Jesse é um apologista cristão americano que costuma comentar aqui no blog, por meio do qual eu tomei conhecimento deste artigo que, em minha opinião, é o que melhor destrinchou o dogma católico da transubstanciação. Boa leitura!

***

Deixemos que o catecismo católico romano fale:

"O memorial recebe um sentido novo no Novo Testamento. Quando a Igreja celebra a eucaristia, faz memória da páscoa de Cristo, e esta torna-se presente: o sacrifício que Cristo ofereceu na cruz uma vez por todas, continua sempre atual: todas as vezes que no altar se celebra o sacrifício da cruz, no qual Cristo, nossa páscoa, foi imolado, realiza-se a obra da nossa redenção” (#1364 do Catecismo Católico)

"Pela consagração, opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, o próprio Cristo, vivo e glorioso, está presente de modo verdadeiro, real e substancial, com o seu corpo e o seu sangue, com a sua alma e a sua divindade” (#1413 do Catecismo Católico)

Considere as palavras do ex-presbiteriano que virou católico romano, Dr. Scott Hahn, a respeito de seu primeiro encontro com a eucaristia:

"Então começou a liturgia da eucaristia. Observei e ouvi o sacerdote pronunciar as palavras da consagração e elevar a hóstia. E confesso que a última gota de dúvida foi drenada naquele momento. Olhei e disse: "Meu Senhor e meu Deus”. Quando as pessoas começaram a receber a comunhão, eu literalmente comecei a babar: “Senhor, eu quero você. Quero comunhão mais completa com você. Você entrou no meu coração. Você se tornou meu salvador e Senhor pessoal, mas agora acho que quer entrar na minha língua, no meu estômago, no meu corpo e na minha alma até que esta comunhão esteja completa" (Rome Sweet Home)

Uma crítica lógica e detalhada da transubstanciação católica romana:

Se o sacramento da eucaristia realmente confere graça sobrenatural aos católicos romanos que os consomem, por que tantos deles ainda continuam vivendo seus estilos de vida comuns e pecaminosos (Tt 2:11-12)? Onde nas Escrituras encontramos alguma menção a objetos físicos e rituais formais que têm a capacidade de transferir a graça de Deus para as pessoas?       

Por que alguém iria querer comer carne humana e beber sangue humano? O canibalismo não é um sinal seguro de apostasia espiritual (Lv 26:29; Dt 28:53-57; Ez 5:10)? Cristo já não habita plenamente nos corpos dos crentes através da presença do Espírito Santo (Jo 14:17)?

As Escrituras definem o "evangelho" como crer de coração na morte, sepultamento, ressurreição e volta de Jesus Cristo (1Co 15:1-8). Por que a eucaristia nunca é incluída em uma apresentação bíblica da mensagem do evangelho? Como os primeiros credos da Igreja não mencionam nada sobre a transubstanciação católica romana como sendo um artigo essencial da fé cristã?       

Como o chamado poder da transubstanciação não implica que a autoridade do pároco seja superior à de nosso Senhor Jesus Cristo? De alguma forma ele se tornou o criador do Criador? Onde nas Escrituras encontramos milagres que ocorrem sem deixar vestígios de evidências perceptíveis?

Se devemos interpretar o discurso do pão da vida em João 6 literalmente porque nosso Senhor Jesus Cristo havia declarado seis vezes "comer sua carne e beber seu sangue", então por que devemos aceitar o que os católicos dizem quando afirmam que o termo "mil anos" em Apocalipse 20 é simbólico, embora também seja repetido seis vezes? Como a repetição se traduz em literalidade?       

Jesus Cristo disse literalmente que todos que comem Sua carne e bebem Seu sangue receberão a vida eterna (Jo 6:54), incluindo pagãos não-arrependidos e ateus? Se formos consistentes com a interpretação literalista do discurso do pão da vida, então as pessoas que comem a carne de Cristo e bebem Seu sangue (elementos consagrados da missa) nunca devem ter fome e sede fisicamente (Jo 6:35)? Isso não é absurdo?       

Se o uso de Jesus do termo grego phago (que significa roer, mastigar, indicando um processo lento) em João 6:54-58 prova decisivamente que devemos interpretar Suas palavras literalmente, por que os discípulos não começaram a consumir Sua carne e beber Seu sangue no local? Não seria mais razoável entender esta passagem como Cristo demonstrando sua superioridade sobre a Torá (Jo 6:49-51), ou seja, que Ele pode satisfazer completamente nossa fome e sede espirituais (Jo 6: 35-40)? Por que ignorar a analogia enfaticamente estabelecida no capítulo 6 de João – precisamente que Deus havia fornecido maná aos israelitas como libertação da fome, e enviou Cristo ao mundo como uma provisão sacrificial para nos libertar da condenação? Não seria esse o significado de Cristo ser o "pão do céu"? Então, "comer Sua carne e beber Seu sangue" não significa vir até Ele e aceitar o que Ele fez em nosso favor?       

Observe o que nosso Senhor Jesus Cristo declarou sobre os elementos da comunhão: "Este é o meu corpo... este é o meu sangue...". Por que Jesus não disse sobre o pão e o vinho: “Isto se torna meu corpo... isto se torna meu sangue?”.

Que base bíblica existe para justificar a noção de que o sacrifício de Jesus Cristo e o sacrifício da missa são "um e o mesmo" (#1367)? Como isso pode ser? Onde as Escrituras ensinam que a obra de Cristo é "contínua" (#1405)? O que Jesus quis dizer quando disse sobre Sua obra: "Está consumado" (Jo 19:30)? O que as Escrituras querem dizer quando afirmam que Cristo não precisa oferecer sacrifícios dia após dia, como fizeram os sumos sacerdotes do Antigo Testamento (Hb 7:27)?        

10º Se a hóstia é verdadeiramente o corpo literal de Jesus Cristo, devemos esperar que a bolacha do pão nunca fique velha, mofada ou passe pelo processo de decomposição (Sl 16:10; At 2:27)?

11º O padre estaria disposto a consumir os elementos consagrados, se soubesse que eles estavam saturados em veneno (antes do evento de transubstanciação)?        

12º Nosso Senhor Jesus Cristo não nos instruiu especificamente a servir um copo de vinho com o pão durante a comunhão (Mt 26:26-29; 1Co 11:27-29)? Por que a Igreja Católica Romana não é consistente com as Escrituras neste ponto?        

13º Se a transubstanciação é verdadeira, então como os cristãos de Corinto, que foram considerados culpados de abusar da cerimônia da Ceia do Senhor, conseguiram ficar intoxicados com o vinho (1Co 11:20-22)? Onde estava a mudança de "substância" naquela época? Que passagem das Escrituras realmente ensinam a transubstanciação? Como funciona esse processo?       

14º Se "este é meu corpo" e "este é meu sangue" significam literalmente que o pão e o vinho foram transubstanciados no corpo e no sangue de Cristo, então "este cálice é o novo testamento" significa literalmente que o cálice torna-se uma aliança literal (Lc 22:19-20; 1Co 11:25)? O Senhor é literalmente nossa Rocha (Sl 18:31)? Por que não apenas admitir que "é" pode significar facilmente "isso é representativo de" ou "isso simboliza"? Que evidência bíblica temos sugerindo que os apóstolos haviam tomado as palavras de Jesus literalmente?

15º Se a Ceia do Senhor era realmente um serviço de missa, então como Jesus poderia estar sentado lá, ao mesmo tempo em que proclamava o pão e o vinho como Sua carne e sangue literais? Ele não estaria se segurando? Não teríamos um cenário ilógico de Jesus Cristo se oferecendo pelos pecados do mundo antes do tempo designado da crucificação?        

16º Se o corpo humano de Cristo está localizado no céu à direita do Pai, como pode estar ao mesmo tempo em milhares de lugares diferentes nas missas em todo o mundo? Como isso não viola Sua encarnação?

17º Se a bolacha da comunhão deve parecer idêntica após a transubstanciação no corpo literal de Cristo, por que não acreditar nas pessoas quando elas afirmam ter a capacidade de nos transformar em objetos inanimados, como o ferro (nossas aparências permanecem as mesmas, mas nossas substâncias são drasticamente alteradas)? Deveríamos acreditar no papa se ele tivesse pronunciado uma declaração ex cathedra declarando que os padres têm a capacidade de transformar quadrados em triângulos, e vice-versa (sem uma mudança perceptível)? Como essa doutrina romana escandalosamente ridícula da transubstanciação não viola a natureza concreta da razão, do senso comum e da realidade?

18º Como os defensores da eucaristia explicam o fato de que Jesus Cristo comeu o mesmo pão e bebeu do mesmo copo que a Igreja de Roma afirma ter se tornado Seu corpo e sangue reais (Mt 26: 27-29; Mc 14:23-25; Lc 22:7-16)? Por que Jesus precisaria comer Sua própria carne e beber Seu próprio sangue quando Ele já estava sem pecado (Hb 7:26-27)?         

19º O tempo da palavra grega "comer", conforme encontrado em João 6:50-58, é aoristo, provando a ação específica a ser feita de uma vez por todas e sem repetição. Como então poderíamos comer Sua carne e beber Seu sangue repetidamente em cada missa católica romana? Isso não é contrário a alguma noção católica da obra expiatória de Cristo em andamento?

20º O que as Escrituras querem dizer quando afirmam que Cristo se entregou como resgate pelos nossos pecados "de uma vez por todas" (Hb 10:10-14; 1Pe 3:18)? Por que o sacrifício de expiação de Cristo precisaria ser "reapresentado"? O próprio Senhor Jesus Cristo não confessou usar linguagem figurada na noite da Última Ceia (Jo 16:25-30)?

Por: Jesse (Rational Christian Discernment).


Fonte: lucasbanzoli.com

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