domingo, 26 de janeiro de 2020

5 coisas que Deus está irado


Porque a ira de Deus é revelada do céu contra toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. (Romanos 1:18 KJF)

1) Deus está irado com a inversão de valores morais que promove o relacionamento sexual de homens com homens e mulheres com mulheres, e com as ideologias que exploram a sexualidade infantil através de uma verdadeira lavagem cerebral (Rm 1.271 Co 6.9; Jd 7).

2) Deus está irado contra a injustiça e os subornos, que pervertem o juízo e omitem a verdade nos tribunais (Sl 82.2-4).

3) Deus está irado contra a idolatria e contra as procissões, onde levam imagens de escultura feitas por mãos humanas e louvam ídolos, venerando-os como se fossem deuses! (Is 45.20)

4) Deus está irado contra os “profetas” fraudulentos que omitem e/ou manipulam as verdades de Sua Palavra, a fim de oferecer ao povo o veneno mortífero das heresias (2 Pe 2.1-3).

5) Deus está irado contra aqueles que se dizem salvos e santos, mas na verdade vivem como se Deus não existisse! (Lc 17.1,2)

Fonte: CACP

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

CAMPANHAS E CORRENTES


A coletividade é algo presente na igreja de Cristo, a maioria das coisas que fazemos é no âmbito coletivo. Isso de certo modo é muito bom, o Senhor trabalha na união dos irmãos e deseja que todos nós sejamos “um”. A utilização de campanhas e correntes é um método de fazer com que o coletivo se una no mesmo propósito.

            Eu não vejo problema no método de campanhas, mas no conteúdo e na intenção da campanha. Podemos fazer uma campanha de estudo, por exemplo. Creio que isso seria muito bom. Podemos fazer campanhas de oração, isso estimula e incentiva o cristão a ter momentos de consagração ao Senhor (Embora todos nós devêssemos fazer isso sem que houvesse a necessidade de uma campanha). Mas de modo geral, não há problema em fazer campanhas ou correntes de oração, jejum, consagração, estudo bíblico e etc.

            Onde reside o problema então?

            Temos dois problemas fundamentais: O conteúdo doutrinário da campanha e a intenção/motivação para se fazer a campanha.
            Infelizmente, nestas igrejas que vivem de campanhas, não vemos nenhuma campanha do tipo: Campanha do Arrependimento, venha se arrepender dos seus pecados!

           Geralmente as campanhas são de outro teor. Campanha da vitória, campanha da prosperidade, campanha do “desencapecatamento”, a queda das muralhas, campanha da conquista, campanha da cura, da unção, do milagre (as vezes do milagre urgente), etc. Creio que o caro leitor já se deparou com algo parecido e sabe que o que estou relatando a mais pura verdade.
            Vemos que as campanhas não estão voltadas a consagração do crente, muito menos de ajudar o cristão a se transformar na pessoa que o Senhor deseja que ele seja. A verdade é que as campanhas são feitas para suprir as necessidades pessoais e individuais dos participantes. O principal foco é solucionar diversos problemas da vida da pessoa, como casamento, finanças, enfermidade, etc.

            O culto acaba mudando de sentido. O culto foi feito para entregarmos adoração a Deus, mas os homens estão fazendo cultos para que Deus entregue bênçãos à eles. Ou seja, não vou no culto entregar minha adoração, vou para buscar minha benção.
O primeiro a prometer bênçãos desde que fosse cultuado foi satanás (Mt 4.8 – 11). Por isso as igrejas que vivem de campanhas estão lotadas, e muitas vezes, as igrejas bíblicas estão mais vazias. Na verdade estas pessoas que frequentam estas campanhas não estão atrás de Deus, mas da benção de Deus. Não estão preocupadas com a face do Senhor, mas com suas mãos. Devemos buscar o Deus da benção, não somente a benção de Deus.

Problema doutrinário

            Como já falei, um dos maiores problemas são as doutrinas pregadas nestas campanhas. Os textos são tirados de contexto sem nenhum escrúpulo. Qualquer texto que falar sobre portas, já quer dizer portas abertas para prosperidade, qualquer texto que disser sobre chaves, já serão utilizados para falar das chaves da vitória. Temos que entender que muitos textos não são universais, mas individuais e únicos da época em foram vivenciados.

            Os exemplos mais clássicos de distorção bíblica são os textos de Josué (nas muralhas de Jericó e nas terras que ele conquistaria pisando com seu pé). Algumas pessoas tem usado as “sete voltas” para obter tudo o que desejam, como um ritual místico de “aquisição de bens de forma espiritual”. Gente! Lemos isso uma vez na Bíblia e foi de forma específica para Josué numa batalha direcionada pelo Senhor, em nenhum outro texto das Escrituras vemos isso se repetindo. Mostrando que não foi um relato “normativo”, mas apenas “descritivo”, para que pudéssemos olhar o poder do Senhor e ver que ele estava guiando Josué em todo o tempo.

            Deus fez uma promessa para Josué, “todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés” (Js 1.3). Alguns pregadores tem usado este texto para dizer que todo o lugar, que hoje, pisarmos o nosso pé, que o Senhor também nos daria. Irmãos, isso é mentira! Essa promessa foi feita especificamente para Josué e não para nós. É só você analisar o lugar que você já pisou, será que esse lugar será teu? Claro que não. É obvio que o Senhor estava falando com Josué num período de conquista da terra prometida, e portanto, naquele contexto aquela promessa se encaixaria perfeitamente. Percebeu como há muitos textos distorcidos para dar base as campanhas?

            A escravização acontece quando os pregadores começam a dizer que você não pode “quebrar a campanha”, que você não pode “quebrar a corrente”. Tudo isso para manipular e escravizar o inocente. Teologia do medo.

            Outro problema doutrinário são os símbolos proféticos, objetos místicos que fazem um sincretismo com o cristianismo.
No paganismo os símbolos são muito frequentes: trevo de quatro folhas, pé de coelho, ferradura, número 13, etc. Juntando com uma sociedade mística que sempre aprendeu sobre superstições: Chinelo virado a mãe morre, vassoura atrás da porta para visita ir embora, nota de um dólar na carteira pra atrair dinheiro, a mão coçando significa dinheiro chegando. Camisa da sorte, entrar com o pé direito, simpatias, rituais, etc...

            O Cristianismo sempre sofreu com o sincretismo de outras religiões, e nas igrejas que fazem campanhas, geralmente as neopentecostais e as pentecostais, esse sincretismo é visto por meio de alguns símbolos. No lugar da ferradura, trevos, pé de coelho, incensos... vieram as toalhas, rosas, sal, arca, candelabro, copo d’água em cima do rádio (quem começou com esta prática foi um espírita, Alziro Zarur), e tudo mais que a mente humana pode criar.

            Alguns símbolos de outras religiões foram colocados na igreja, como por exemplo os símbolos do judaísmo. Como o cristianismo se deriva do judaísmo, as igrejas não conseguem enxergar a revelação do Novo Testamento em Jesus e ainda continuam fazendo as mesmas coisas que os judeus faziam.

            Não é difícil você ver hoje em dia pastores vestidos de judeus, usando Kipá, Talit, alguns colocam em suas casas o Mezuzá. Alguns chegam ao ponto de usar o Shofar para “atrair” a presença de Deus sobre a igreja. Queridos! Estes símbolos são de outra religião, são do Judaísmo, não tem ligação com o Cristianismo e com a Igreja. O crente não usa estes símbolos.

            Como se não bastasse os símbolos, as festas também são adotadas, como por exemplo a festa do Yom Kipur, mas conhecido como Dia do perdão. Ora! Quem já conheceu Jesus e o seu perdão na Cruz do Calvário sabe que este dia já aconteceu há quase 2000 anos. Parece que fica mais legal usar os termos do judaísmo do que do cristianismo, alguns pastores nem falam mais “a paz do Senhor”, eles dizem “Shalom”, que quer dizer “Paz” em hebraico.

            O que a igreja fez foi trocar os símbolos pagãos por outros símbolos da Bíblia, que na verdade não eram para serem replicados, como o sal (que Eliseu jogou nas águas), como o lenço de Paulo (não vemos nunca mais alguém fazendo a distribuição de lenços na história da igreja). Um dos símbolos mais usados hoje em dia é a Arca da Aliança. Veja o texto abaixo:

16 Sucederá que, quando vos multiplicardes e vos tornardes fecundos na terra, então, diz o SENHOR, nunca mais se exclamará: A arca da Aliança do SENHOR! Ela não lhes virá à mente, não se lembrarão dela nem dela sentirão falta; e não se fará outra. Jr 3.16

            Creio que este texto já está escrito de forma muito clara que não era para ser feita outra arca, nem ao menos lembrar dela, por quê? Porque Jesus Cristo é a nova “arca da aliança”, Ele é a revelação daquilo que a arca representava.

            Concluindo, vamos parar de usar símbolos, visto que já temos a revelação de Jesus. Os objetos acabam se tornando pontos de contato para se aproximar de Deus, e isso não é mais necessário, pois Jesus já é o Caminho.

Problema da intenção/motivação

            Como já foi dito, o problema não está em fazer uma campanha, mas no resultado que os líderes querem alcançar com as mesmas.

            A maioria das campanhas estão atreladas com entregas financeiras. Nestas igrejas é usado o termo “sacrifício”.

            Vemos nas religiões pagãs que esta prática é muito comum. Por exemplo, para que um líder religioso (conhecido como “Pai de Santo”) possa fazer um trabalho de macumba, é pedido um valor, um sacrifício. Não só pelo líder, mas também pela entidade espiritual, a entidade que vai receber as oferendas também pede o que deseja receber, geralmente pinga, charuto, animais em sacrifícios e até mesmo corpos humanos.

            Parece que algumas igrejas querem usar a mesma prática da macumba nas campanhas, pois o que é oferecido ao cristão é uma espécie de “barganha” com Deus. Exemplo: Você tem que sacrificar ao Senhor alguma coisa pra que ele possa te dar o que você deseja!

             A Graça de Deus é anulada com estas condutas, pois querem pagar aquilo que o Senhor fez gratuitamente. Na verdade, a intenção de muitos é a arrecadação financeira e não que o povo seja abençoado.
Como já foi dito no tópico anterior, sobre símbolos proféticos, geralmente estes símbolos estão atrelados a valores financeiros. A pessoa tem que comprar os objetos e assim o mesmo se torna um produto de comércio dentro dos templos. Pergunte a estas pessoas quanto custa uma arca da aliança, pergunte quanto custa um pingente, um Mezuzá, um tijolinho. Você vai se espantar ao ver que milhares de reais são depositados em símbolos proféticos, que acabam se tornando patuás nas casas de muitos cristãos.

            As campanhas viraram comércio de produtos, se tornaram estratégias para arrecadação financeira. Deus prestará contas com todos estes líderes que fazem do evangelho uma forma de enriquecimento ilícito e usam as ovelhas do Senhor como fonte de lucro!


Autor: TARLES ELIAS
EXTRAÍDO DO LIVRO ESCRAVOS DAS HERESIAS - Tarles Elias

Via www.teologaroficial.com.br

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Quando você não tem a menor noção do que está pedindo a Deus


Desde criança fui ensinado que existem três respostas de Deus às nossas orações de súplica. A primeira é “sim”, e Deus atende nosso pedido. A segunda é “espere”, e Deus não nos responde imediatamente. A terceira é “não”, e Deus nega nosso pedido. Ocorre que em Mateus 20.20-22 encontramos outra resposta: “Você não tem a menor noção do que está pedindo”. O texto narra: “Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. ‘O que você quer?’, perguntou ele. Ela respondeu: ‘Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda’. Disse-lhes Jesus: “Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber?”.

A oração daquela mulher apresenta várias virtudes. Primeiro: o simples fato de ser uma oração! Há muitas pessoas que só reclamam e praguejam diante de Deus. Mas essa mulher estava fazendo uma oração! Segundo: era a oração de uma mãe! Oração de mãe é sempre oração de mãe! Mãe é a obra-prima de Deus. Terceiro: foi uma oração reverente, porque ela se prostrou na frente de Jesus. Quarto: foi uma oração direcionada a Jesus. Ela não apelou para homens, mas para o Filho de Deus. Do mesmo modo, devemos orar a Deus sempre em nome de Jesus. Quinto: era uma oração intercessora bem intencionada. Ela não pediu algo para ela própria, mas para seus filhos. E pediu com a sinceridade de uma mãe que quer o melhor para seus filhos.

Contudo, apesar de a oração daquela mãe apresentar várias virtudes, ainda assim foi uma oração completamente equivocada, uma oração nonsense. A resposta de Jesus foi: “Vocês não sabem o que estão pedindo”. Por que Jesus recusou de pronto a petição? A resposta é simples: aquela mulher fez um pedido equivocado. O texto de Tiago 4.3 afirma: “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres”. Nossas orações precisam ser cheias de fé, sinceras, reverentes, em nome de Jesus, mas também de acordo com a vontade de Deus. Nossas orações precisam ser saturadas com a lógica do Reino de Deus.

Certa vez um jovem jornalista entrevistou o maior oceanógrafo do século 20, Jacques Costeau. O jornalista perguntou qual a chance de um ser humano escapar de uma luta direta com um tubarão. Costeau respondeu que não havia chance alguma. O jornalista começou a retrucar perguntando se o tubarão já estivesse alimentado, se o homem estivesse com um arpão, uma roupa de mergulho, etc., se assim haveria alguma chance. Costeau respondia sempre que não haveria chances. O jornalista então disse: “Mas isso não tem lógica!”. Costeau respondeu: “Claro que tem lógica! Mas a lógica do tubarão”.

Existe um descompasso entre o modo que pensamos e o instinto dos animais. De modo ainda mais incisivo, existe uma extrema oposição entre os valores do Reino de Deus e os valores do mundo, o sistema de pensamento alienado de Deus. Quem é “amigo do mundo” é “inimigo de Deus” (Tiago 4.4). A lógica do mundo não tem nada a ver com a lógica do Reino de Deus. De acordo com a lógica do mundo o que mais importa é o poder, o domínio, a opulência. Mas de acordo com a lógica do Reino, o que importa é o serviço, o amor e a alteridade.

Como foi a reação dos outros discípulos diante do pedido de Tiago, João e sua mãe? Está escrito que “quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus os chamou e disse: ‘Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20.24-28).

Os outros discípulos ficaram irritadinhos com Tiago e João, não porque reprovaram a atitude deles, mas porque eles também queriam lugares de proeminência. É mais ou menos como o menino que diz para o colega: “Me empresta seu telefone?”. “Não”, o colega responde. E o primeiro grita: “Professora!!! Pode usar telefone em sala de aula???”.

O problema é que somos demasiadamente hipócritas. Vejo pastores falarem contra “megaigrejas”, mas que está óbvio que desejam ardentemente ter uma “megaigreja”. Vejo gente desdenhar de cantores gospel milionários que esbanjam uma vida capitalista fútil, mas que está na cara que desejavam estar no lugar desses cantores. Não adianta ficar apenas falando contra as tolices de Tiago e João se nós mesmos desejamos a mesma coisa.

Precisamos de uma absoluta transformação de mentalidade. Jesus Cristo traçou de modo bem claro a diferença entre os valores do Reino e os valores do mundo. A mãe de Tiago e João compreendia o Reino de Deus em termos políticos. Ela, como todos os outros discípulos, pensava que Jesus derrotaria os romanos e assumiria o controle político da sociedade. Do modo mais interesseiro possível, ela pede um “favor político” para Jesus. Mas Jesus não era um revolucionário social. Ele não iria fazer promessas de campanha futuras ou imaginárias, como muitos candidatos fazem. Jesus é o Salvador do mundo, ele veio com uma missão espiritual: resgatar seus escolhidos.

Jesus é mais que um mártir, ele é o Redentor da humanidade. O termo “resgate” está relacionado com a alforria de um escravo. Jesus nos resgatou das trevas para sua maravilhosa luz. O discípulo de Jesus não é mais um escravo do sistema de pensamento mundano. O Reino de Deus não repete a estratificação do arranjo social excludente do mundo em que vivemos. Jesus anuncia outra dimensão, outra proposta de autoridade. No Reino de Deus, o maior é o menor. Isso significa que enquanto no mundo o que vale é arrancar e acumular, no Reino dos céus, o que vale é sacrificar e doar. É melhor dar do que receber.

A aplicação dessa narrativa é direta: quais são suas motivações? O que você está pedindo a Deus? Qual lógica domina sua vida: a lógica do Reino ou a lógica do mundo? Precisamos abandonar nossos pedidos provincianos e umbigocentristas e começar a orar como homens e mulheres de Deus de verdade. Precisamos de discernimento espiritual. Precisamos abandonar o orgulho e egoísmo de nossas orações. John Ryle disse que o orgulho é nossa vestimenta mais íntima, mas devemos nos livrar dela resolutamente. Devemos seguir os passos de Jesus para a cruz. Mas o problema como afirmou Lutero é que “a carne sempre procura ser glorificada antes de ser crucificada”.

Que tipo de coisas você pede a Deus? Você pede o seu pão, ou o “pão nosso”? Você quer seu carro de milhares de reais, mas será que você tem um mínimo de disposição para ajudar uma família que está na miséria? Você pede por sua família? Dizia-se nos casamentos antigamente: “o que é seu é meu, e o que é meu é seu”. Hoje mudou: “o que é seu é meu, e o que é meu é meu”. Tudo é para você mesmo? Você luta o tempo todo pelos seus próprios caprichos? Jovem, você tem honrado seus pais? Maridos, em pleno século 21 e se julgando discípulos de Jesus, vocês ainda regulam dinheiro para suas respectivas esposas? Você ora pelos perdidos? Você pede pelos enlutados? Você chora com os que choram? Você pede pelos missionários? Você ora pela expansão do Reino de Deus? Você ora pelos tradutores da Bíblia? Você dá ofertas expressivas para a obra missionária, ou apenas num “desafio financeiro” para você próprio prosperar? Até quando seremos crianças espirituais? Até quando insistiremos em não entender as Escrituras? Até quando o mundo dominará nosso coração e não o amor, singeleza e pureza de Jesus Cristo? Chega de “orações contrárias”, de barganhas, de feitiços ridículos travestidos de espiritualidade. Até quando ficaremos falando sobre santidade sem a vivermos? Até quando ficaremos falando que “não importa a placa da igreja, somos todos um só”, mas na prática ficarmos falando mal uns dos outros? Até quando pediremos a Deus para gastarmos em nossos próprios prazeres?

Nossos pedidos são exageradamente mesquinhos. E não são mesquinhos por causa do tamanho do que pedimos. Jesus ensinou a pedirmos o “pão”. Nossos pedidos são mesquinhos porque não são para a glória de Deus. Queremos a nossa vontade feita no céu e não a vontade do Pai feita assim na terra como no céu. Pedimos com motivações equivocadas.

Por que será que inúmeras “megaigrejas” frequentadas por gente de muitas posses, e que arrecadam muito dinheiro, não fazem o mínimo, eu friso: O MÍNIMO esforço para combater as mazelas sociais DOS BAIRROS AO LADO DE ONDE ESTÃO SITUADAS? Jesus disse que os discípulos deveriam ir aos confins da terra, mas deveriam começar por Jerusalém, o local onde estavam. Por que pedimos respostas de Deus e coisas para nós mesmos e não pedimos para SERMOS a resposta de Deus para os marginalizados ao nosso redor?

Recentemente fiquei profundamente triste ao ver uma criancinha do tamanho da minha filha brincando com um ursinho de pelúcia debaixo de uma ponte. A menina estava descalça, imunda, com o cabelo sujo, o rosto sujo, roupa rasgada. O ursinho estava estragado, rasgado, imundo. Ela brincava na frente de uma casa de plástico e madeira, toda suja. Na mesma hora eu me lembrei da minha filha e de todo esforço que faço para dar o melhor para ela. Não é possível que professaremos seguir Jesus e não lutaremos para ajudar os pobres, o doentes, os inválidos, os dependentes químicos, os miseráveis, os excluídos, os soropositivos, os abandonados, os sem-teto e as menininhas que brincam e moram debaixo de uma ponte. Diante deste mundo sem alma, até quando pediremos coisas inúteis a Deus?

É óbvio que devemos ser felizes. Alias, mais do que felizes, devemos ser bem-aventurados. Contudo, a beatitude vem através de outros valores: pobreza de espirito, quebrantamento, mansidão, fome e sede de justiça, misericórdia. Nossos valores são outros. Jesus foi enfático: “Não será assim entre vocês”. Entre os discípulos de Jesus as coisas devem ser diferentes. Em 1Pedro 3.15 está escrito que devemos estar prontos para responder a qualquer pessoa que pedir a razão da esperança que há em nós. Mas as pessoas de fato estão perguntando isso para nós? John Piper disse que se ninguém pergunta qual a razão de sua esperança é porque provavelmente sua esperança não é diferente da esperança do mundo.

Quer ser importante? Então sirva seu próximo.

O ensinamento de Jesus precisa dominar nosso coração. Graças a Deus, Tiago, João e a mãe deles entenderam e viveram o que Jesus disse. Tiago foi decapitado por amor a Cristo (Atos 12.2). João sofreu na ilha de Patmos por amor a Cristo (Apocalipse 1.9). Conforme Mateus 27.56, a mãe de Tiago e João estava aos pés da cruz onde Jesus Cristo nos salvou.

Fonte: napec.org

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

12 características do verdadeiro filho de Deus

Por Paul Washer


Fazendo uma leitura da primeira epístola de João, podemos concluir rapidamente algumas características do verdadeiro filho de Deus apresentadas. É nossa esperança que o crente cresça em sua segurança da salvação, e que os não convertidos venham ao reconhecimento de que ainda precisam conhecer a Cristo.
Prova 1: Sabemos que somos cristãos porque andamos na luz (1João 1.4–7). Nosso estilo de vida está aos poucos se conformando ao que Deus nos revelou sobre sua natureza e vontade.
Prova 2: Sabemos que somos cristãos porque nossa vida é marcada por sensibilidade ao pecado, arrependimento e confissão (1João 1.8–10).
Prova 3: Sabemos que somos cristãos porque guardamos os mandamentos de Deus (1João 2.3–4). Desejamos conhecer a vontade de Deus, nos esforçamos por obedecê-la e lamentamos quando somos desobedientes.
Prova 4: Sabemos que somos cristãos porque andamos conforme Cristo andou (1João 2.5–6). Desejamos imitar a Cristo e crescer em conformidade a ele.
Prova 5: Sabemos que somos cristãos porque amamos os outros cristãos, desejamos comunhão com eles e procuramos servi-los em atos e em verdade (1João 2.7–11).
Prova 6: Sabemos que somos cristãos porque temos desdém cada vez maior pelo mundo rejeitamos tudo que contradiz e se opõe à natureza e vontade de Deus (1João 2.15–17).
Prova 7: Sabemos que somos cristãos porque continuamos nas doutrinas históricas e práticas da fé cristã, permanecendo dentro da comunhão com outros que fazem o mesmo (1João 2.18–19).
Prova 8: Sabemos que somos cristãos porque professamos que Cristo é Deus e o consideramos em mais alta estima (1João 2.22–24; 4.1–3, 13–15).
Prova 9: Sabemos que somos cristãos porque nossa vida é marcada por anseio e busca prática de santidade pessoal (1João 3.1–3).
Prova 10: Sabemos que somos cristãos porque praticamos a justiça (1João 2.28–29; 3.4–10). Fazemos as coisas que se conformam ao padrão da justiça de Deus.
Prova 11: Sabemos que somos cristãos porque vencemos o mundo (1João 4.4–6; 5.4–5). Embora muitas vezes sejamos pressionados e cansados, vamos em frente pela fé. Continuamos seguindo a Cristo e não voltamos para trás.
Prova 12: Sabemos que somos cristãos porque cremos naquilo que Deus revela sobre seu Filho, Jesus Cristo. Temos a vida eterna somente nele (1João 5.9–12).

Se temos essas qualidades, e admitimos que elas estão aumentando em nós, temos a evidência de que conhecemos a Deus e produzimos o fruto de um filho de Deus. Porém, se tais qualidades estão ausentes em nossa vida, devemos nos preocupar grandemente por nossas almas. Temos de ser diligentes em buscar a Deus com respeito à nossa salvação. Temos de examinar-nos novamente para ver se estamos na fé. Temos de ser diligentes e tornar seguros nosso chamado e nossa eleição.
Paul Washer obteve seu M.Div no Southwestern Theological Seminary. É fundador da sociedade missionária HeartCry, que apoia o trabalho de missões em mais de 20 países da América do Sul, Europa, África, Ásia e Oriente Médio. Autor de diversos livros, entre eles a trilogia “Recuperando o Evangelho” e os livros “O Verdadeiro Evangelho” e “Dez acusações Contra a Igreja Moderna” (Fiel).



Fonte: cristaoreformado.com.br

sábado, 18 de janeiro de 2020

Havia perdão de pecados antes da morte de Jesus?

O Novo Testamento afirma que Jesus Cristo é o único caminho à salvação. Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Pedro acrescentou: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).
Antes de Jesus, houve pecado e condenação. Todos pecaram (Romanos 3:23) e mereceram a morte espiritual (Romanos 6:23). Paulo diz que a lei do Antigo Testamento mostrou o problema (Romanos 3:20; Gálatas 3:22), e que a fé em Jesus Cristo é a solução (Gálatas 3:23-27; Romanos 3:24-26). Nesta última citação, ele comenta sobre a necessidade do sangue de Jesus para fazer propiciação pelos nossos pecados.
Como, então, pode se falar de perdão antes da morte de Jesus? Quando Moisés revelou as instruções sobre holocaustos e outros sacrifícios, ele disse que os pecados do povo seriam perdoados por meio dessas ofertas (Levítico 4:20,26,31,35; 5:10,13,16,18; 6:7; etc.). João Batista, alguns anos antes do derramamento do sangue de Jesus, pregou “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1:4).
Se já existiam meios para perdoar pecados, por que Jesus se sacrificou na cruz? O livro de Hebreus esclarece esta questão. Ele nos ensina que:
Os sacrifícios anteriores não foram suficientes para perdoar pecados: “Nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (10:3-4).
Os pecados cometidos sob o Velho Testamento foram perdoados pela morte de Jesus: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (9:15).
Para ilustrar o significado destes trechos, podemos usar a prática comum de pagar dívidas com cheques pré-datados. Os sacrifícios do Antigo Testamento e o batismo de João foram como cheques pré-datados assinados com a confiança que o sangue de Jesus seria “depositado na conta” na data certa. Foram condicionados no sacrifício futuro de Jesus.
Hoje, é diferente. Quando demonstramos a fé pelo arrependimento e o batismo para remissão dos pecados (Atos 2:38), confiamos no depósito que já foi feito no Calvário, e recebemos o perdão dos nossos pecados.
–por Dennis Allan

Fonte: cristaoreformado.com.br

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

O Pecado e as suas Consequências

O Homem Sem Pecado


Também disse Deus:  Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança . . . Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:26-27).  Intelectual, moral e fisicamente, Adão e Eva foram feitos à sua imagem.
Deus, que é Espírito, fez Adão como ele mesmo, quando “formou o espírito do homem dentro dele” (Zacarias 12:1).  Mas você já pensou que Deus, à sua própria maneira, é capaz de ver, ouvir, cheirar e falar?  Pelo menos é o que sugere Salmo 115:3-8.  Os nossos atributos físicos, então, também levam algo da imagem de Deus.
Jeová não reteve nenhum bem da humanidade.  Junto com poder e domínio, ele preparou um paraíso para ela viver.  Ele até andou e falou com o homem numa comunhão irrestrita.  Na verdade, o homem foi feito um pouco inferior a Deus e foi coroado de glória e majestade!

O Homem Recebeu o Poder de Escolher


E o Senhor Deus lhe deu esta ordem:  De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás” (Gênesis 2:16-17).  Henry Morris disse:  “Essa foi a prova mais simples que se possa imaginar da postura do homem para com o seu Criador.  Será que ele ‘confiaria e obedeceria’ porque ele amava aquele que mostrou tanto amor por ele; ou será que duvidaria da bondade de Deus e se ressentiria do controle dele, rejeitando a sua palavra e lhe desobedecendo?” (The Genesis Record, p. 92).  Para deixar clara a necessidade de obedecer, Deus fez acompanhar as mais terríveis conseqüências à sua ordem “Não comerás.“.  “Porque“, diz ele, “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17).  Desde o começo, o salário do pecado era a morte (Romanos 6:23).

O Homem Escolheu o Pecado


Deus disse: “Certamente morrerás.“.  “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrerás.” (Gênesis 3:1-4).  O diabo negou as palavra de Deus apregoando um pecado sem conseqüências.
Eva jamais pensou em perguntar-se como uma criatura inferior poderia saber mais que Deus!  Ela foi crédula o bastante para crer que pudesse ser como Deus (um deus), conhecendo o bem e o mal apenas por comer do fruto proibido.  Então, quando ela percebeu que a árvore era boa como fonte de alimento (a concupiscência da carne), que era agradável aos olhos (a concupiscência dos olhos) e a tornaria sábia (a soberba da vida), a tentação se mostrou irresistível.  Com essa artimanha de planejar algo para enganá-la, o tentador conseguiu seduzi-la.
Meu amigo, fique atento: a velha serpente continua a enganar exatamente da mesma forma hoje! (1 João 2:15-17)

As Conseqüências do Pecado


Isaías 3:11 afirma:  “Ai do perverso!  Mal lhe irá; porque a sua paga será o que as suas próprias mãos fizeram“.  A primeira coisa que ocorreu com Adão e Eva é que os seus olhos foram abertos e souberam que estavam nus (Gênesis 3:7).  Viram em seus corpos o potencial para o mal.  A carne e o espírito lutariam pela supremacia no seu interior, e essa guerra mataria cada vida humana (Gálatas 5:17).
Culpados e envergonhados, usaram folhas de figueira para cobrir a sua nudez um do outro (Gênesis 3:7).  Também, se esconderam entre as árvores da presença de Deus (Gênesis 3:8).  A presença do Senhor dos exércitos sempre traz terror aos pecadores:  eles “se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos:  Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono, e da ira do Cordeiro” (Apocalipse 6:15-17).  Almas impenitentes, atenção:  “Horrível cousa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31).
Sendo afastados da presença de Deus, Adão e Eva, naquele dia, morreram espiritualmente. Pensem em tudo o que eles perderam!  Eva tinha dito no coração:  “Vou me fazer como o Altíssimo”.  Agindo assim, ela perdeu o direito ao esplendor do Paraíso. Decretaram-se maldições sobre ela (3:16), e sobre o homem (3:17-19).  Ah, como caíram os valentes!

Sofrendo a morte espiritual, Adão e Eva também iniciaram o processo de morte física:  “E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gênesis 3:24).  Por causa do pecado deles, o homem, a mulher e os filhos de todas as épocas voltariam ao pó:  “Em Adão, todos morrem” (1 Coríntios 15:22).

– por Steve Kearney

Fonte: cristaoreformado.com.br