quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As Testemunhas de Jeová Refutadas pela Bíblia

“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como FALSAS TESTEMUNHAS DE DEUS” 1 Coríntios 15:14,15.


A declaração acima citada mostra que é possível que um indivíduo ou um Movimento, sinceramente afirme seguir Cristo, e no entanto, devido a ensinos erróneos, ser provado como “falsa testemunha de Deus”.

Infelizmente, a Bíblia revela que a seita, chamada Testemunhas de Jeová, estão nessa categoria.

Ao constarmos isto, não pomos em questão a sinceridade e zelo dos seus membros. De facto, eles são notáveis nesse aspecto. A sua organização de publicações inundou o mundo com uma sucessão de folhetos, panfletos e livros proclamando as suas doutrinas; usou extensivamente o rádio para emitir as suas ideias; e os seus membros são incansáveis no seu zelo na pregação.

Isto tudo seria louvável se as coisas pregadas estivessem de acordo com a Verdade Divina, mas se não, as palavras de Jesus são aplicáveis: “Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mateus 6:23). Mais que sinceridade, zelo e fervor na pregação é preciso agradar a Deus. Ele requer adoradores que “o adorem em espírito e verdade” (João 4:24). Paulo referiu-se a alguns que tinham “zelo de Deus, mas não com conhecimento” (Romanos 10:2). Estes percorriam “o mar e a terra para fazer um prosélito” somente para levá-lo a mais erros (Mateus 23:15).

Infelizmente, como iremos demonstrar, a energia das Testemunhas de Jeová tem sido utilizada para o erro e não para a verdade.

As verdadeiras Testemunhas de Deus

As Testemunhas de Jeová não hesitam em mostrar os erros de outras seitas para que todo o mundo o veja, e em classificar as outras denominações religiosas como parte “da organização de Satanás”. A seita que lida tão asperamente com as opiniões e ensinos das outras deve, ela própria, estar preparada para ter as suas ideias examinadas de maneira impiedosa. Não tem nada a temer se elas estão baseadas na Rocha da Verdade; mas se não, os seus membros são aconselhados a seguir o exemplo dos de Beréia que, quando ouviram o Evangelho de Jesus Cristo: “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11). Num livro amplamente distribuído pelas Testemunhas de Jeová, o autor constata:

“Para chegar à verdade devemos rejeitar os preconceitos religiosos do coração e mente. Devemos deixar Deus falar por Si próprio. Qualquer outra atitude levaria somente a mais confusão” (Que Deus seja Verdadeiro).

No entanto, é triste dizer que, este mesmo livro revela que as Testemunhas de Jeová não estão preparadas para fazer o que pedem aos outros. Passagens Bíblicas são citadas frequentemente fora de contexto, ou mal aplicadas para apoiar as doutrinas propagadas pela seita que são contraditas pelo verdadeiro ensino da Bíblia, como mostraremos.

Não estamos sós ao constarmos isto.

Um dos seus próprios membros, numa publicação chamada “De volta à Bíblia” (Vol. 1, N.º 4), descreve como ele foi de porta em porta com o livro da Sociedade, Que Deus seja Verdadeiro, mas sendo pressionado pela necessidade de explicar como Jeremias 32:37-44 poderia se aplicar ao Israel espiritual(como está constatado naquele livro), ele não conseguiu encontrar uma explicação satisfatória. Isto forçou-o a examinar o uso de outras referências mais cuidadosamente, por isso agora publicamente confessa que ele “não mais pode oferecer o livro ao público!”

Este uso errado das Escrituras é a causa de uma grande instabilidade das doutrinas manifestadas pela seita. Pois é um facto significativo, que embora a Verdade não varie com o tempo, as Testemunhas de Jeová, a têm revisado e alterado ao longo dos anos. Um exemplo é o seu ensino acerca dos Judeus. C. T. Russell, o fundador do Movimento, ensinou que o cumprimento de profecias Bíblicas exigia que os Judeus deviam voltar à sua terra ancestral(veja Que Deus seja Verdadeiro publicado pelas Testemunhas de Jeová). Os seus ensinos deste tema foram apoiados pelo seu sucessor J. Rutherford. Mas mais tarde as Testemunhas de Jeová mudaram de ideias e repudiaram a doutrina que antes apoiavam e proclamavam como verdade primária. Desde então, os Judeus retornaram à sua terra em cumprimento profético, como os Cristadelfianos sempre defenderam que se cumpriria. Ezequiel declarou que Deus haveria de “espalhá-los entre os gentios, e serem dispersos pelas terras”, e que nesses lugares “profanariam o santo nome de Deus”. Mas, nos últimos dias, Ele os reuniria, e os traria de novo para a sua terra (Ezequiel 36:19-24).

Estas profecias (veja também Jeremias 31:10-11; Ezequiel 37:21-22) estão a ter um cumprimento parcial no nossos dias. Em face de incríveis dificuldades, e hostilidade incessante, os Judeus retornaram à sua nação restabelecida na terra prometida aos seus antepassados. Isto é exatamente como Deus, através de Ezequiel o profeta, declarou que fariam:

“Eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre os gentios, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra. E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles... E nunca mais se contaminarão com os seu ídolos...” (Ezequiel 37:21-23)

Isto obviamente se refere ao povo Judaico como tal, pois Deus declarou que a nação que Ele dispersou pelas nações seria a que Ele prometeu restaurar. Mas as Testemunhas de Jeová tentam contornar este facto ao “espiritualizarem” os versículos, afirmando que eles se referem ao Israel espiritual! Da mesma maneira, eles aplicam os versículos, e as profecias a eles próprios! Mas será que as Testemunhas de Jeová constituem-se “uma nação na terra, nos montes de Israel” como requer a profecia? Claro que não! Somente uma interpretação tendenciosa, obviamente errada, poderia ver nesses versículos alguma referência às Testemunhas de Jeová, ou a qualquer outra seita. Os versículos referem-se ao povo Judeu. Paulo, de acordo com o Antigo Testamento ensinou que Israel como nação haveria de ser salva(Romanos 11:26). O contexto da sua afirmação claramente mostra que ele tinha em mente o povo Judeu que nessa altura estavam terrivelmente contra os cristãos; pois ele continua:

“Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição(nação escolhida por Deus), amados por causa dos pais.”

O termo “dos pais” refere-se aos pais da nação Israelita: “Abraão, Isaque e Jacó, a quais Deus fez promessas maravilhosas em relação ao futuro dos seus descendentes. É por causa destas promessas que a desobediente nação de Israel não foi destruída, e a razão pela qual foi vivificada nos últimos dias(nossos dias). Referindo-se à restauração de Israel, Deus declarou:

“Não é por respeito a vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes” (Ezequiel 36:22).

A restauração de Israel como nação, entusiasticamente endossada pelas Testemunhas de Jeová como essencial para as profecias Bíblicas é hoje em dia vigorosamente contrariada pela seita. No entanto a Bíblia, em uma centena de lugares, claramente proclama o propósito de Deus de estabelecer o Seu futuro Reino a nível mundial com base na restaurada Nação de Israel. O povo Judeu será humilhado, disciplinado e posto em sujeição para esse propósito.

De acordo com a verdade, foi prometido à mãe do Senhor Jesus que o seu Filho um dia “Se sentará no trono de Davi, seu pai... E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.” (Lucas 1:32-33). Como é que o Senhor Jesus pode fazer isso? O “trono de Davi” tem que ser outra vez estabelecido em Jerusalém onde já esteve; e a “casa de Jacó” tem que ser formada outra vez nas suas doze divisões como em tempos antigos. Nós acreditamos que até mesmo as Testemunhas de Jeová não identificam “Jacó” com o Israel espiritual. Como termo, ou título refere-se a Israel segundo a carne.

O presente reviver de Israel como nação, e o retorno parcial dos Judeus à sua terra, são o cumprimento de profecias Bíblicas. São passos em direção à consumação da profecia de Ezequiel:

“Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre os gentios, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra. E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles” (Ezequiel 37:21-22).

A profecia de Ezequiel requer em primeiro lugar a restauração do povo; segundo, um reviver da nação; e finalmente, o restabelecimento da monarquia. Duas partes desta profecia de três partes já se cumpriram, e os Cristadelfianos ansiosamente antecipam o cumprimento da terceira parte, que é “um rei será rei de todos eles”. Este “um rei” é o Senhor Jesus Cristo. A ele foi-lhe dado o título Rei dos Judeus no seu nascimento e morte(Mateus 2:2; 27:27), mas nunca foi aceite como tal. No entanto, ele será reconhecido como Rei, quando a promessa aos doze apóstolos se cumprir:

“Vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vós assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.” (Mateus 19:28).

O moderno reviver de Israel como nação testemunha a verdade da palavra profética de Deus. Com respeito a isso, o povo Judeu são as Suas verdadeiras testemunhas (Isaías 43:10), embora eles se mantenham, como a Bíblia prediz que estariam, cegos em relação à verdade em Cristo Jesus(Romanos 11:25).

A rejeição por parte das Testemunhas de Jeová deste básico ensinamento Bíblico, isto é, que o propósito de Deus requer a restauração completa da antiga nação e da monarquia de Israel por Jesus Cristo, mostra que todo o sistema de religião anunciado por eles é suspeito.

O que é mais notável é o facto de que eles já ensinaram que a profecia Bíblica requer a restauração dos Judeus à sua terra mas hoje em dia rejeitam isso. Pode alguma confiança ser depositada numa seita que revoga os seus ensinos tão drasticamente? Esta mudança doutrinária foi acompanhada por mudanças de nome. A seita era primeiramente conhecida como “A Alvorada Milenar”, mais tarde, como Os Estudantes da Bíblia Internacionais, e desde 1931 por Testemunhas de Jeová.

Entre os princípios promulgados pelas Testemunhas de Jeová alguns (como a mortalidade do homem) são verdadeiros, mas outros são falsos; alguns pertencentes somente a eles, e outros que foram importados de outros sistemas religiosos. Eles são declaradamente contra o Catolicismo Romano, no entanto eles aderem a alguns ensinamentos daquele sistema. Ambos mantêm a falsa ideia de que o diabo é um anjo caído do céu; ambos ensinam um Jesus que existiu antes de nascer; ambos colocam a morte do Senhor como substituto em vez de representativa. Ambos endossam doutrinas que estão claramente contra o ensino Bíblico.
É nos impossível refutar minuciosamente todos os erros propagados pelas Testemunhas de Jeová neste pequeno livrete. Propomos comentar alguns que são peculiares a esta seita, como o espaço permita, reconhecendo que muito mais poderia ser dito àqueles que examinamos. Não fazemos isto meramente para sermos contenciosos, mas porque a vida eterna está ligada a uma aceitação das verdades da Palavra de Deus, das quais depende a salvação (João 17:3; Romanos 1:16; 1 Coríntios 15:1-2). É responsabilidade pessoal de cada um interessado na sua salvação eterna examinar as verdades da palavra de Deus, das quais depende a salvação. O Senhor Jesus Cristo ensinou:

“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos: e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:21-32).

Um estudo cuidadoso e respeitoso da Bíblia libertará a pessoa do erro, e a levará a abraçar a Cristo em Verdade através do batismo. Dessa maneira se libertará do pecado através do misericordioso perdão de Deus (Atos 2:38).

Negada a Ressurreição corpórea de Jesus

Uma negação adicional da verdade básica da Bíblia é revelada no ensino das Testemunhas de Jeová em relação à ressurreição de Cristo. Praticamente para todos os efeitos negam a ressurreição corpórea do Senhor.

A sua negação é de tal maneira séria que merecem o título que Paulo dá aqueles que rejeitam a ressurreição corpórea do Senhor: Falsas testemunhas de Deus (1 Coríntios 15:12-15).

Claro que eles irão rejeitar a acusação que fazemos mas pergunte-lhes: O corpo de Jesus que foi colocado no túmulo, alguma vez voltou à vida? A resposta será: Não!

Não é isto de facto, uma negação da ressurreição do Senhor? Claro que é! Eles afirmam que ao Senhor lhe foi dado outro corpo, um “corpo espiritual”, invisível aos olhos mortais, enquanto que o seu corpo terreno manteve-se no estado de morte ao qual foi reduzido pela crucificação! Quando se protesta que o Senhor ressuscitado mostrou as feridas a Tomé, as feridas das mãos e do lado (João 20:26-27). Eles afirmam que isto foi um milagre temporário somente para confirmar a sua ressurreição. Isto, de facto, significa que não eram as feridas reais!

Mas Cristo teve o cuidado de convencer os seus discípulos do contrário. Convidou-os a examinar as suas mãos e seu lado onde as marcas da crucificação, e da lança, podiam ser vistas (João 20:29). Disse, “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lucas 24:39)*

Um discípulo, Tomé, que não estava presente aquando destas primeiras demonstrações, estava tão incrédulo a respeito da ressurreição, que declarou: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.” Oito dias depois, o Senhor apareceu a Tomé, e convidou-o a satisfazer a sua falta de fé de essa mesma maneira. Tomé ficou convencido! Mas o Senhor replicou: “Porque me viste, Tomé, creste, bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:24-29). No entanto hoje em dia, as Testemunhas de Jeová, enquanto que se gabam dos milhões de livros que publicaram proclamando a verdade, negam que o corpo que Tomé viu era o que anteriormente estava morto no túmulo! Com efeito, acusam o Senhor de alguma forma de truque.

Um dos seus escritores expressou assim a sua opinião:

“O corpo humano do nosso Senhor, no entanto, foi sobrenaturalmente removido do túmulo... Não sabemos nada sobre o que lhe aconteceu, exceto que não se deteriorou nem se corrompeu (Lucas 2:17-31). Se continua preservado em algum lugar como grande memorial do amor de Deus, da obediência de Cristo, e da nossa redenção, ninguém sabe”.

Ensinar que o corpo morto do Senhor, o corpo que foi colocado no túmulo, nunca voltou à vida, é negar uma doutrina fundamental da Bíblia! E isso é muito grave!

Paulo ensinou:

“Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (1 Coríntios 15:17).

Se, como as Testemunhas de Jeová ensinam, o corpo morto do Senhor nunca voltou à vida, então ele nunca foi levantado, porque a palavra “ressurreição” significa levantar-se de novo. A palavra demanda a volta à vida do corpo morto.

Porque será que eles insistem que o corpo morto do Senhor nunca voltou à vida? Devido à falta concepção da doutrina da expiação. Afirmam que o Senhor pagou com a sua vida o resgate, e tendo feito isso, não poderia ser levantado de novo. É verdade que o Senhor morreu como resgate, mas não num sentido legalista como eles ensinam. Ele não morreu em vez dos crentes, se assim fosse estes não morreriam – mas morrem! Ele morreu “por eles”, como representante e ideal. Logo, assim como ele foi levantado dos mortos, assim também eles o serão (veja Romanos 5:4).

Contrariamente ao ensino das Testemunhas de Jeová, a Bíblia expõe o levantamento para a vida do corpo do Senhor que morreu na cruz, como absolutamente vital ao propósito de Deus, e para a salvação de indivíduos. Paulo ensinou que: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3-4). O que ressuscitou dos mortos? O que morreu na cruz! Mas isto as Testemunhas de Jeová negam. Embora Paulo aponte que mais de 500 testemunhas “viram” o Cristo ressuscitado (v. 6)! Ele declarou: “E, havendo eles cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, o puseram na sepultura, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos” (Atos 13:29-30). O que Deus ressuscitou dentre os mortos? Obviamente, o que tinha sido colocado no sepulcro: o corpo morto do Senhor.

A linguagem de Pedro é bastante clara, nós aconselhamos as Testemunhas de Jeová a pensar sobre isto. Ao pregar o Evangelho, ele declarou:

“Sendo, pois, ele(David) profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que DO FRUTO DE SEUS LOMBOS, SEGUNDO A CARNE, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo...” (Atos 2:30-31).

O que é que Pedro ensinou que ressuscitou dentre os mortos? O fruto dos lombos de David segundo a carne! Esse corpo, uma vez morto, foi ressuscitado para a vida eterna. Isso é agora a esperança de todos aqueles “em Cristo” (veja Romanos 6:4-5; 1 Coríntios 15:23; Filipenses 3:20-21). O corpo carnal de Cristo tendo sido ressuscitado dentre os mortos foi revestido de imortalidade. Logo, ele possui um corpo tangível e visível, sendo o Apóstolo Pedro testemunha disso. Uma seita que ensina contradizendo este ensino explicito da Bíblia merece o título: “Falsas testemunhas de Deus” (1 Coríntios 15:15).

A afirmação das Testemunhas de Jeová de que o Senhor apareceu numa outra forma, enquanto que o seu antigo corpo permaneceu morto, é uma tolice. Às mulheres que visitaram a sepultura esperando encontrar o corpo do Senhor foi-lhes dito:

“Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia” (Mateus 28:5-7).

Quando os Judeus pediram a Jesus um sinal que testificasse a sua missão Divina, ele respondeu: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei.” Os Judeus imaginaram que ele falava do templo de Herodes, que tinha levado 46 anos a ser construído, mas o registo plenamente constata: “Mas ele falava do templo do seu corpo” (João 2:19-21). João continua: “Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito” (v, 22).

As Testemunhas de Jeová mantêm que Jesus entregou a sua vida como um sacrifício de substituição a Deus, e que assim ele não podia ser levantado (dentre os mortos) outra vez. Afirmam que a ressurreição física era para ele uma impossibilidade e que ele apareceu de uma forma diferente (veja Que Deus seja verdadeiro). Mas esta linha de raciocínio está baseada em uma falsa premissa, e é contradita pelo próprio Senhor, que declarou:

“Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Tenho o poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (João 10:17-18).

Nós aconselhamos a qualquer membro da seita que venha a ler este artigo, que examine de novo as Escrituras em relação a esta doutrina crucial, que é o fundamento da fé Cristã. As evidências que apoiam a ressurreição corpórea e visível do Senhor são esmagadoras; e a sua importância é assinalada em 1 Coríntios 15. Manter a doutrina que o corpo de Jesus não voltou à vida é tomar o lado do anti-Cristo (1 João 4:3; 2 João 7). Em confirmação da ressurreição do corpo carnal do Senhor, Pedro citou uma profecia do Antigo Testamento referente a Cristo: “Também a minha carne repousará segura, pois não deixarás a minha alma(corpo) no inferno(sepultura), nem permitirás que o teu santo veja corrupção” (Salmo 16:8-11). Em explicação deste profecia, Pedro ensina: “Neta previsão, disse(o profeta) da ressurreição de Cristo, que a sua alma(corpo) não foi deixada no inferno(sepultura), nem a sua carne viu corrupção. Deus ressuscitou a ESTE JESUS, do que todos nós somos testemunhas” (Atos 2;24,26,27,31,32).

Paulo ensinou que alguém que afirme seguir Cristo, e que no entanto negue a sua ressurreição física , prega Jesus “em vão” (1 Coríntios 15:14).

A Segunda Vinda de Cristo Distorcida

O erro fundamental das Testemunhas de Jeová acima referido, leva a outros erros destrutivos da verdade. Apesar do tremendo peso das evidências de um Jesus ressuscitado de maneira visível e corpórea, que permitiu aos seus discípulos “ser tocado e ser visto” e que foi visto por mais de 500 testemunhas que não eram nem loucos nem mentirosos, as Testemunhas de Jeová mantêm que Jesus Cristo foi morto na carne e que ressuscitou como uma criatura espiritual invisível; logo, “o mundo não o virá mais” (Que Deus seja Verdadeiro).

Em completa contradição com este ensino, a Bíblia declara que “Todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram” (Apocalipse 1:7). As Testemunhas de Jeová afirmam que estas palavras se cumprem no povo que discerne a presença nas nuvens de problemas à sua volta (Que Deus seja Verdadeiro), mas até que isto fosse reconhecido (o que não é), como poderia ser dito que “os que o trespassaram” irão vê-lo se é invisível? Cristo claramente disse àqueles Judeus que foram seus juízes, e que injustamente o condenaram à morte faz 1900 anos, que eles seriam ressuscitados para serem acusados e condenados na sua presença (Lucas 19:27). Nesse dia, eles “o virão” como ele declarou (Mateus 26:64), mas nessa altura estará investido de poder e glória.

O retorno visível do Senhor à terra está claramente testificado na mensagem dos anos, àqueles discípulos que testemunharam a sua ascensão ao céu:

“ESSE Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir ASSIM COMO PARA O CÉU O VISTES IR” (Atos 1:11).

Esta linguagem é tão clara como seria de esperar. Não existe ambiguidade, nem metáfora, nem simbolismo acerca dela. É literal e verdadeira. “ESSE Jesus”, significa o mesmo Jesus com quem os discípulos falaram, e que tocaram e viram, e que tinha comido o peixe que eles tinham preparado para ele (Mateus 28:9; Lucas 24:39-43). Ele é para voltar assim como eles viram ele partir: visível ao olho humano. Em Zacarias 13:6 é profetizado que na sua segunda vinda ele revelará a sua identidade aos Judeus incrédulos aos mostrar-lhes as suas chagas nas mãos, com o resultado que eles se convencerão da sua cegueira. Eles “olharão para aquele a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão” devido à sua cegueira (12:10).Isto ainda não aconteceu. Isto espera a segunda vinda do Senhor quando ele assumir a sua posição de direito como Rei dos Judeus, e Monarca do mundo, e suprimirá a revolta contra si de há 1900 anos atrás (João 18:37; Lucas 19:27).

Mas as Testemunhas de Jeová ensinam que Cristo já voltou em 1914, e que a ressurreição do que eles chamam “a organização celestial” ocorreu em 1918.

Quando pressionados para darem provas, explicam que é invisível ao olho humano. Cristo voltou, mas ninguém o viu!, a ressurreição ocorreu, mas ninguém notou porque, na verdade nenhum morto voltou à vida!

Com evidências tão fúteis, como estas, nada pode ser provado. Que o leitor que está preocupado com a sua salvação, examine as muitas referências ao retorno de Cristo, e verá que falam da sua presença, visível ao mundo da humanidade. “O veremos”, declarou João (1 João 3:2). “Vereis”, disse Jesus aos Judeus descrentes (Mateus 26:64). “Na revelação da sua glória”, declarou Pedro (1 Pedro 4:13). “Aparecerá”, escreveu Paulo (Hebreus 9:28). “Verão vir o Filho do homem”, declarou o Senhor (Mateus 25:31); Marcos 13:26; Lucas 21:27). Nenhuma quantidade de maneiras de baralhar as palavras poderá destruir o ensino Bíblico da presença visível do Senhor na sua Segunda vinda.

A Vinda ou “Parousia” do Senhor

As Testemunhas de Jeová tentam reforçar a sua posição da presença invisível de Cristo pelo uso da palavra parousia. O argumento é mais ou menos este: “A palavra Grega traduzida “vinda” é parousia, e significa “presença”, e não “vinda””. Tanta coisa é apoiada nesta palavra parousia que muitos membros da seita parecem ter uma concepção inteiramente errada acerca do seu significado. Em discussão com alguns deles, pareceu que eles pensam que a palavra invariavelmente significa uma presença invisível; no entanto, um argumento deste tipo não é oficialmente apresentado nos livros distribuídos pela seita, pelo menos foi o que descobrimos até agora.

Como é então usada essa palavra nas Escrituras? Em 1 Coríntios 16:17 Paulo escreve “Folgo, porém, com a vinda (parousia) de Estéfanas”. Em 2 Coríntios 7:6 ele escreve da “vinda (parousia) de Tito”. Em Filipenses 1:26 ele faz referência à “nova ida (parousia) a vós”. Claramente, o Apóstolo usou a palavra para denotar uma presença visível e corpórea. A palavra Parousia é formada pela conjunção de duas palavras Gregas: para que significa “com,” e ousia que significa “estar” do verbo eimei, ser. Logo a palavra Parousia significa “estar com.” A volta de Cristo, ou parousia, significa assim a sua presença corporal na companhia daqueles para os quais ele vem. É absurdamente falso alegar (como fazem as Testemunhas de Jeová) que Cristo retornou em 1914, e que foi estabelecido o seu reino!

De facto, Cristo advertiu os seus seguidores que tivessem atenção com aqueles que afirmariam que Cristo tinha voltado, mas não de uma maneira manifesta. Ele declarou:

“Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 26:26-27).

Isto é claramente um aviso contra aqueles que afirmam que Jesus está presente mas não pode ser visto. Cristo irá voltar para derrubar todas as formas de governo presentes, e estabelecer o seu próprio governo justo. O efeito desta intervenção nos assuntos mundiais será abertamente manifesta. As Escrituras declaram:

“O Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído... esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Daniel 2:44).

O efeito da presença e do governo de Cristo será evidente a todos. Mas se ele está presente desde 1918, como ensinado pelas Testemunhas de Jeová, a sua influência tem sido extremamente ineficaz; não realizou nada em relação a reformas mundiais como as Escrituras ensinam que ele realizará. Certamente, não tem sido surpreendentemente evidentes como Jesus declarou que haveriam de ser nas referências acima citadas.

O que é uma prova positiva que o ensino das Testemunhas de Jeová é contrário ao da Bíblia!

A Bíblia declara que na sua vinda “todo o olho o verá”, o que não é certamente o caso nos nossos dias.

Para além disso, a Bíblia ensina que quando o Senhor voltar, os seus crentes serão reunidos a ele para julgamento (2 Timóteo 3:1). Refere-se à “vinda do nosso Senhor Jesus Cristo”, e “pela nossa reunião com ele” (2 Tessalonicenses 2:1). Para esse propósito, “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:16).

E é bastante óbvio que a ressurreição ainda não aconteceu porque o Senhor ensinou que em consequência desse evento maravilhoso as pessoa verão “Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus” (Lucas 13:28). Era a esperança de Paulo ser bendito “com o crente Abraão” (veja Gálatas 3:9,29).

De passagem, deverá ser notado que a palavra parousia não denota somente “presença”, mas também sem certas ocasiões, presenças oficiais. Moulton e Milligan, coautores da obra Vocabulário do Grego do novo Testamento declaram:

“O que, no entanto, nos preocupa especificamente em conexão com o uso no Novo Testamento de parousia é a quase força técnica da palavra desde tempos Ptolomaico e daí em diante que denota a “visita” de um Rei, Imperador, ou de outra pessoa com autoridade, o carácter oficial da visita sendo ainda mais enfático pelos impostos ou pagamentos que eram extorquidos para os preparativos de uma tal visita.”

Portanto o termo, quando usado em relação a Cristo, não somente denota a sua presença, mas na sua categoria de Rei também.

Cristo voltará como rei para reinar na terra (Apocalipse 20:6; 5:9-10).

Era J. Rutherford Mais Importante Que Abraão?

As Testemunhas de Jeová dividem o Reino de Deus em duas partes: celeste e terrena. Aqueles merecedores de alcançar um lugar na “organização celestial” reinam com Cristo no Céu, e estão limitados a 144.000 Testemunhas de Jeová especialmente escolhidas para tal. Enquanto que os restantes permanecem na terra, e incluem o que é chamado de “Jonadab”, ou classe serviçal. Esta crença espantosa introduz assim uma distinção entre os eleitos, que desaprova preciosidades como Abraão, o “amigo de Deus” e “pai dos crentes,” e David “o homem segundo o coração de Deus”, pois afirma que as Testemunhas de Jeová, como C. Russell e J. Rutherford, ganham um lugar mais elevado/importante no Reino de Deus que aqueles homens de fé. No livro amplamente distribuído, Que Deus seja verdadeiro, homens como “Abraão, David, Daniel e outros que “taparam a boca de leões, etc.”” são referidos como sendo inferiores no Reino de Deus em relação a homens como C. Russell, J. Rutherford e outras Testemunhas de Jeová. É afirmado que estes últimos nunca morreram realmente, pois na altura da morte são mudados, e ascendem ao céu para reinar com Cristo. Logo, uma posição de importância é lhes conferida em vez de a Abraão, David e outros homens de fé, que, esta seita ensina que têm que esperar o tempo da ressurreição, e serão revestidos de uma forma de vida menos importante, na terra!

Afirmar que as Testemunhas de Jeová (não importa quão alta seja a sua posição na organização) receberão uma recompensa melhor que Abraão, David ou Daniel, é presunção, a estupidez disto tudo é evidente. Mas se a evidência Bíblica é procurada, será encontrada em quase todas as páginas da Bíblia. Paulo, tendo constatado “combati o bom combate, e acabei a carreira, guardei a fé.” Declarou:

“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, MAS TAMBÉM A TODOS OS QUE AMAREM A SUA VINDA” (2 Timóteo 4:1,8).

As Testemunhas de Jeová alegam que a recompensa a ser dada a Paulo é aquela vida especial reservada para os 144.000 especialmente escolhidos como é requerido pela sua teologia, mas o Apóstolo ensinou que a sua recompensa seria a herança comum recebida “por todos” os merecedores. Cristo ensinou o mesmo (Mateus 19:28-29). Ele orou por todos aqueles que acreditariam nele que “Todos sejam UM, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós... para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17:20-23). Em Gálatas 3:9 Paulo plenamente contradiz a ideia de que Abraão irá herdar uma posição inferior no Reino, como alegado pelas Testemunhas de Jeová. Ele ensina, “De sorte que os que são da fé são benditos COM o crente Abraão.” No versículo 29 ele declara que a esperança de todos os Cristãos é tornarem-se herdeiros da promessa feita a Abraão (v.16). No entanto as Testemunhas de Jeová afirmam que alguns dos seus membros receberão uma herança melhor que Abraão, aquem Paulo descreve como o “pai dos crentes” (Romanos 4:16). Isto não é o testemunho da verdade Divina ,as sim o cúmulo da estupidez.

Os Apóstolos esperavam a mesma recompensa que foi prometida a Abraão. Paulo constatou “E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui a ser julgado” (Atos 26:6). Ele fereria-se a Abraão, Isaque, Jacó, os pais de Israel. Noutra passagem, ele disse, “Pela esperança de Israel estou com esta cadeia” (Atos 28:20). Aos Coríntios ele escreveu, “sabendo que aquele que levantou a Jesus também levantará a nós, junto com Jesus, e nos apresentará junto convosco” (2 Coríntios 4:14). Citamos esta passagem na forma como ela aparece na Tradução do Novo Mundo distribuída pelas Testemunhas de Jeová. Em qualquer tradução esta passagem mostra de maneira conclusiva que Paulo ensinava que a sua esperança era a esperança comum de todos os crentes. Ele não se considerou à parte como acima de todos os outros, reivindicando uma herança “celestial”, enquanto que os outros receberiam uma “terrestre”. Ele, “junto convosco”, os Coríntios, esperavam o tempo em que todos juntos seriam trazidos à presença do Senhor. Não há distinções de classes no “(um) corpo de Cristo)”. Contrário ao ensino das Testemunhas de Jeová, a esperança de todos os remidos é estarem com Cristo (João 14:1-3; 1 João 3:2), e “reinar na terra” (Apocalipse 5:10).

As Testemunhas de Jeová têm sido desviadas da verdade por um entendimento erróneo do simbolismo Bíblico que denota o agregado dos remidos, um número que “ninguém podia contar”, pelo total figurativo de 144.000 (veja Apocalipse 7:4,9). Uma vez mais, uma interpretação errada de uma passagem simbólica das Escrituras levou-os a um erro grave.

Existe Algum Futuro Para Jerusalém?

A Bíblia aponta Jerusalém como “a cidade do grande Rei”, Jesus Cristo (Mateus 5:35). A partir dela emanarão as leis justas de Cristo para a humanidade (Isaías 2:2-4). Isto mostra que o propósito de Deus enviar Cristo para reinar de lá sobre um mundo em paz (Atos 3:19-21); Daniel 2:44); Miqueias 4:1-4; Zacarias 14:9). Embora no princípio os homens possam-se se opor à obra de Cristo, serão finalmente forçados a submeterem-se ao governo de Cristo (Salmo 2), pois toda a autoridade e poder vão estar sujeitos a ele. Ele não será somente rei dos Judeus, mas Rei de toda a humanidade, e reinará para a glória de Deus e para o benefício da humanidade. Reinando com ele estarão os fiéis; assim como ele, levantados de entre os mortos e tendo recebido imortalidade (Apocalipse 5:9-10).

O reino milenar de Cristo foi o assunto de uma maravilhosa promessa feita ao rei David. Foi-lhe dito que Deus haveria de prover-lhe um descendente que haveria de reinar para sempre sobre Israel no seu trono em Jerusalém (2 Samuel 7:11-16). Esta cidade tornar-se-á então na metrópole de um Reino de paz a nível mundial:

“Naquele tempo chamarão Jerusalém, o trono do SENHOR, e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do SENHOR, em Jerusalém; e nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno” (Jeremias 3:17).

“...quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos(Abraão, Isaque, Jacó, etc.) gloriosamente.” (Isaías 24:23).

“E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras... E o SENHOR será rei sobre toda a terra” (Zacarias 14:4,9).

O ensino claro destas passagens é que Cristo reinará desde Jerusalém em associação com os seus “anciãos”, aqueles que foram aprovados como fiéis a Deus antes do seu(de Jesus) nascimento, faz 1900 anos, como também aqueles que depois creram nele, e obedeceram aos seus preceitos.

Zedequias foi o último rei que reinou no trono de David. Ele foi provado como insatisfatório para Deus, e assim foi retirado da sua posição de autoridade, e o próprio trono derrubado, “até que” como Deus disse ao rei, “venha aquele a quem pertence de direito; a ele a(coroa/reino) darei” (Ezequiel 21:27). Assim sendo, no nascimento de Jesus, foi dito à sua mãe: “Este será grande, e será chamado filho do Altissímo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai” (Lucas 1:32).

Com base nisto, e em outras numerosas Escrituras, homens de fé são capazes de esperar pelo tempo em que as fortes e infalíveis mãos de Cristo tomarem as rédeas dos assuntos desta terra; quando ele reinar desde Jerusalém, e sujeitar todas as nações a Deus. Esta gloriosa verdade reveste o futuro de substância e esperança. Mas é destruído pelo ensino das Testemunhas de Jeová que acreditam que o Senhor já está entronizado invisivelmente no céu, no trono de David que está supostamente lá localizado! No livro Que Deus Seja Verdadeiro é alegado que “se Jesus tivesse que se sentar no trono de David na terra, então seria menos importante que os anjos.” Isto é inteiramente falso. As Escrituras não dizem que Jesus se sentaria no trono de David na fraqueza da mortalidade, mas sim “na glória do seu Pai” (Mateus 25:31). E quanto ao trono de David ser comparado ao poder dos Gentios, até mesmo nos dias em que homens mortais reinaram lá, era chamado de “trono do SENHOR” (1 Crónicas 29:23; 28:5). Este trono será restaurado e o “homem Jesus Cristo”, atualmente mediador “entre Deus e os homens” (1 Timóteo 2:5) lá reinará, não na fraqueza como homem mortal, mas como o divino(embora visível) e poderoso Filho de Deus.

“Depois disto voltarei(diz Jesus), e reedificarei o tabernáculo de Davi, QUE ESTÁ CAÍDO, LEVANTÁ-LO-EI DAS SUAS RUÍNAS, e tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque os Senhor” (Atos 15:16-17).

Termos como “caído”, “suas ruínas”, não se pode aplicar a um trono que está nos céus como é ensinado pelas Testemunhas de Jeová. O trono de David estava em Jerusalém, e os profetas ensinam que Jerusalém será chamada de “trono do SENHOR, e todas as nações se juntarão a ela” (Jeremias 3:17). Obviamente não será no céu! Zacarias revela que durante o milénio de paz que Cristo estabelecerá na terra, representantes de todas as nações deverão ir de ano em ano a Jerusalém para adorarem diante do Rei (Zacarias 14:16). Certamente não ascenderão, todos os anos, ao céu!

Guerra No Céu

As Testemunhas de Jeová têm tendência para falar mais acerca do diabo do que de Deus. Ao fazerem isso, obviamente frequentemente interpretam de maneira literal as declarações simbólicas da Bíblia, enquanto que dão um sentido parabólico àquelas que deveriam ser entendidas literalmente!

Isto leva a erros graves.

Por exemplo, profecias que estão relacionadas com o retorno dos Judeus, que formam uma ampla secção das Escrituras proféticas, são interpretadas no sentido figurativo, e aplicadas à sua própria Organização; enquanto que o simbolismo do livro de Apocalipse são tratados literalmente.

Um caso notável disto é o ensino em relação a uma guerra o céu. Afirmam que no céu deu-se uma batalha entre Cristo e o Diabo. Foi resolvida de maneira favorável a Cristo, terminando com a expulsão do seu inimigo diabólico do céu para a terra.

Uma ideia de uma guerra no céu é repulsiva de argumentar, e é derivada de interpretar literalmente as Escrituras, que obviamente deviam ser tratadas de maneira simbólica. Apocalipse 12:7-9 diz:

“E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão... E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra...”.

À primeira vista isto parece apoiar o ensino das Testemunhas de Jeová. Mas ao interpretarem assim os versículos, as Testemunhas de Jeová falham ao não terem em conta ouro ensino Bíblico de grande importância. Por exemplo, a ideia de uma guerra no céu é ridícula, pois implica que Deus não tem controle sobre o Seu reino celestial. No entanto Cristo ensinou os seus discípulos a orar: “ Venha o teu reino, seja feita a tua vontade na terra como no céu”. Esta oração pressupõe que existe uma harmonia no céu, como na realidade existe, pois a Bíblia ensina que Deus é tão puro de olhos que “não pode ver o mal” (Habacuque 1:13) sem qualquer tipo de concessão. Mais ainda, se guerras perturbam a paz no céu, como é implicado pelo ensino das Testemunhas de Jeová que importância tem orar a Deus para que estabeleça assim na terra “como no céu”?

Mas a que se refere a guerra no céu? Deixe que a própria Bíblia lhe responda. Primeiro que tudo ensina que Apocalipse é um livro amplamente dado a explicações de suas mensagens em símbolos, ou linguagem simbólica (veja Apocalipse 1:1). Entre aqueles símbolos está o “dragão” acima referido. É descrito como tendo “sete cabeças e dez chifres”, e que com a sua cauda atira um terço das estrelas do céu para a terra (Apocalipse 12:3-4). Obviamente isto não pode ser considerado de maneira literal, pois ao deitar uma estrela, ou sol, para a terra a destruiria.

Nem é esperado de nós que tratemos a declaração literalmente, pois Apocalipse provê a explicação dos símbolos. Declara:

“Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada... E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino...” (Apocalipse 17:9-12).

Sem considerar os detalhes, a partir disto é óbvio, que o “dragão” é um símbolo que representa uma organização política. É mostrado em associação com “uma mulher” descrita como “a grande Babilónia” (Apocalipse 17:5). E ela, por sua vez, é identificada com “a grande cidade que reina(naquela altura) sobre os reis da terra” (versículo 18). Aquela cidade era Roma, conhecida como a cidade das sete colinas! Esta organização político-religiosa, identificada com Roma, é chamada “a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás” porque o Catolicismo Romano perpétua a mentira da serpente “certamente não morrereis”(ao ensinar a imortalidade da alma) (Génesis 3:4; João 8:44), enquanto que acusa falsamente(o significado da palavra diabo) e brutalmente se opõe(o significado da palavra satanás) àqueles que fielmente têm com firmeza se colocado em defesa das Escrituras e da verdade Bíblica.

Em nenhum lado da Bíblia são os termos diabo(falso acusador) e satanás(adversário) aplicados a anjos imortais caídos. No entanto, eles relacionam-se com o pecado nas suas variadas formas, quer seja manifestado de maneira social, política, religiosa ou pessoal. Os termos usados em Apocalipse 12 estão relacionados com o pecado politicamente manifestado.

A profecia se cumpriu quando Constantino em 312 d. C. afirmou ter lutado por Cristo(Miguel), e ter estabelecido a Cristandade como religião de Roma em lugar do paganismo que prevalecia então.

Como pode ser isto dito que aconteceu “no céu”?

O termo “céu” é usado frequentemente nas Escrituras para definir lugares de poder na terra. Isaías ao falar aos governantes e ao povo de Israel, declarou : “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra” (Isaías 1:2). Para ilustrar o que ele queria dizer usando estes termos, continuou: “Ouvi a palavra do SENHOR, vós poderosos de Sodoma, dai ouvidos à lei do nosso Deus” (v. 10).

“Céus” e “terra” usados dessa forma não são para ser tratados literalmente mas simbolicamente como relacionando-se a governos(o que domina) e povos(o que é dominado). Os termos são usados frequentemente dessa maneira(veja Deutronómio 31:1; Isaías 34:5; Lucas 21:25, etc.), até em relação ao futuro propósito de Deus para com a terra. Por exemplo, é o propósito de Deus substituir o atual domínio humano por um governo divino de Cristo (Daniel 2:44). Isto trará “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” A metrópole desse domínio mundial será Jerusalém (Isaías 2:2-4). Simbolicamente, assim , isto significa a substituição dos atuais “céus e terra” por uma administração justa. Por conseguinte, Isaías predisse:

“Porque, eis que crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo” (Isaías 65:17-18).

Nesta declaração, “céus” e “terra” são usados de maneira figurativa, ou simbólica, representando o novo governo a ser estabelecido por Cristo em Jerusalém, e a nova ordem social, do povo a ser governado. Se este método Bíblico for aplicado a Apocalipse 12, a “guerra” lá descrita seria entendida como uma guerra nos céus políticos. Um tratamento como este libera o capítulo da ideia impossível de exércitos de anjos comprometidos numa guerra violenta nos céus literais.

No mesmo capítulo (v. 1-3) é descrito outro “sinal”, ou “maravilha” no mesmo “céu”. Uma mulher, “vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés” é descrita como dando à luz um filho no céu, enquanto que o dragão espera a oportunidade de devorá-lo assim que nasça!

Este é o mesmo “céu” onde aconteceu “a guerra” do versículo 7! É uma estupidez interpretar isto como sendo no lugar onde está o trono de Deus, no céu. Em simbolismo profético o capítulo prediz o nascimento político de Constantino como o campeão de uma pseudo-organização cristã verdadeira, a oposição amarga que recebeu foi das autoridades pagãs ou “dragão” que ocupava “os céus” ou governo da altura. É relevante que o símbolo do governo pagão da altura era um dragão vermelho - e foi depois levado pelos soldados pagãos de Roma em batalha.

O engano perpetuado pelas Testemunhas de Jeová leva ao erro que é destruidor das verdades básicas da Palavra de Deus que podem salvar. O ensino deles “limita” o poder de Deus duma tal maneira que implica que Ele tem falta de habilidade para controlar as aspirações dos Seus anjos e que assim uma guerra deflagrou nos Seus próprios domínios. Uma doutrina assim é desonrosa para Deus que é apontado nas Escrituras como Onipotente, e todo poderoso (veja Salmo 78:41).

A Oferta De Deus Aos Homens

A Bíblia guarda para a humanidade condenada à morte a esperança da vida eterna no Reino de Deus, e de governá-lo com Cristo (Mateus 19:28-29; 2 Timóteo 2:12; Apocalipse 5:9-10). O poder de Cristo estará localizado em Jerusalém a partir da qual o estenderá por toda a terra. Sob o seu governo, as nações serão educadas segundo os princípios de verdade e justiça, para que finalmente a oração do Pai Nosso se torne realidade “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...”.

A vida eterna no Reino de Deus é a maior possessão que podemos esperar ter. É a oferta que Deus faz aos que buscam sinceramente a verdade. Cristo encarregou os seus discípulos com a pregação do evangelho: “Ide por todo o mundo, pregai oevangelho... Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:15-16). Infelizmente, a Cristandade apresenta uma mistura de seitas antagónicas e de doutrinas contraditórias proclamadas no nome do Senhor Jesus. Isto não é somente desencorajador para aqueles que procuram a verdadeira mensagem de Deus, mas sujeito a desprezo e ao ridículo pelos ateus. Aconselhamos o leitor que ignore este desprezo e faça uma busca diligente pela verdade, não aceitando as palavras de homens como verdades absolutas, mas testando todos os assuntos através das Escrituras. Que o leitor estude conscientemente a Bíblia por si mesmo, não tomando em consideração somente versículos isolados, mas sim no contexto Bíblico, e que Deus o guie até à verdade.

SUMÁRIO

Ensino das Testemunhas de Jeová: O corpo morto de Jesus nunca voltou à vida.
Ensino Bíblico: O corpo morto de Jesus foi ressuscitado para a vida (Atos 2:24-32).

Ensino das Testemunhas de Jeová: Jesus retornou invisível.
Ensino Bíblico: Jesus retornará de maneira corpórea e visivelmente à terra (Atos 1:11; Zacarias 12:10).

Ensino das Testemunhas de Jeová: A recompensa dos 144000 é melhor que a de Abraão.
Ensino Bíblico: Todos os que forem aceites têm uma só esperança (Atos 26:6-7; Gálatas 3:9,26-29; 2 Timóteo 4:8).

Ensino das Testemunhas de Jeová: O Israel natural não tem futuro no propósito de Deus.
Ensino Bíblico: Os Judeus fazem parte do propósito de Deus (2 Samuel 7:23-24; Ezequiel 36:22-24; 37:21-22; Zacarias 12:10; Ezequiel 38:16).

Ensino das Testemunhas de Jeová: O diabo é um anjo caído que fez uma guerra no céu.
Ensino Bíblico: O diabo é uma personificação Bíblica para o pecado nas suas variadas manifestações (Hebreus 2:14; Romanos 6:23; 7:17; Marcos 7:15, 21-22).


1 comentários:

Anônimo disse...

Gostaria que fizesses estudos sobre uma nova seita que está se levantando negando a divindade do Messias, e a inerrância bíblica confrontada pelo Rosh Marco Andrade Abrão - "judeus messiânicos"