quinta-feira, 17 de março de 2011

Refutações sobre a guarda do sábado IV

Inverdades e equívocos de um defensor do sábado

“Uma mentira consegue estar já do outro lado do mundo antes da verdade ter uma chance de colocar suas calças”. (Winston Churchill)

“Falsas palavras não só são más em si mesmas, mas elas infetam a alma com o mal” (Platão)

Esta mensagem de texto foi colhida do site http://www.dotgospel.com/forum/lembra-te-do-dia-do-sabado-t4586.html de um indivíduo que diz não ser sabatista mas defende a visão sabatista. Citei aqui no interesse de demonstrar quantas inverdades pensam alguns defensores do sabatismo no afã de defender sua doutrina.

Cabe dizer que algumas vezes vi essas mesmas falácias sendo ditas por muitos adventistas que, conscientemente ou não, apaixonados por defender o sábado, são totalmente desinformados em muitos fatos.

Interessante que neste ínterim parte para cometer alguns deslizes muito graves de exegética e história, que vou comentar. Minhas respostas, como de costume, estão em azul.

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Quem mudou o mandamento de guarda do sábado para o domingo, foi Constantino Magno, o primeiro imperador e papa, no dia 7 de março de 321 D.C.
No concílio de Laodicéia de 364 D.C, a igreja católica transferiu o sábado para o domingo conforme catecismo de Peter Geirmann, catecismo da doutrina pagina 174.

Mas que tremenda balbúrdia! Primeiro, o IMPERADOR Constantino nunca mudou a guarda do sábado para o domingo (eu mesmo pregava esta mentira em palestras na igreja). Segundo, Constantino não era Papa e sim imperador. Além do mais, já havia Papa nesta época e era Silvestre I, que inclusive aprovou a reunião do Concílio de Nicéia convocada pelo Imperador Constantino, enviando como representantes papais dois clérigos. Aliás, ditos como este “não-adventista-defensor-do-sábado” são muito comuns em pessoas com baixa informação.

Para começarmos, Constantino não foi o primeiro Imperador, que foi César Augusto (63 a.C. – 14 d.C.). Constantino foi Imperador no séc. IV d.C. E não foi o primeiro papa pois o primeiro papa foi Pedro, além do que S. Irineu nos dá uma lista de papas antes de Constantino. Então, a patranha postada pelo nosso amigo é desmascarada.

Como nos diz Canright, em sua obra “Adventismo do Sétimo Dia Renunciado”:

“Era comum aos sabatistas falarem do decreto de Constantino como o fator principal da mudança do sábado para o domingo. Nunca houve qualquer verdade nisso. Elder Waggoner destruiu esta idéia e confessou que ele não teve nada a ver com a mudança do sábado. ‘Constantino, em seus decretos, não disse uma palavra contra ou a favor da guarda do sábado da Bíblia. É seguro afirmar que não houve nada feito na época de Constantino, por ele ou qualquer outro, que teve o menor sinal de mudar o sábado’. Respostas para Elder Canright , página 150. Isso é verdade e é uma boa confissão, mas contradiz tudo aquilo que eles [os adventistas] disseram antes”.

Infelizmente, a Adventista da Promessa (e outros) continuam trombeteando esta mentira, de que Constantino mudou o sábado para o domingo, por pura desinformação (e já vi muitos que não querem nem saber das evidências e continuam em seu devaneio interpretativo). Sobre o Concílio de Laodicéia, vamos dar 4 motivos pelos quais não poderia ser esse Concílio, como nos mostra D. M. Canright:

Fala Canright sobre os seguintes fatos:

(1) Se o sábado foi mudado para o domingo nessa ocasião, pelo Papa, então certamente não foi mudado antes ou depois em qualquer outro lugar! Se foi o Papa nesse tempo quem fez a mudança, claro é que não foi Constantino em 325 A. D. ou vice-versa.

(2) Conforme a asserção citada, os sabatistas admitem logicamente que Constantino não fez coisa alguma para mudar o sábado.

(3) Temos já provado sobejamente, que todos os cristãos, muito antes desta data, eram unânimes em observar o dia do Senhor. Este fato prova o absurdo extremo da pretensão de ter sido mudado o sábado em Laodicéia, 364 A. D., ou pelo Papa em qualquer outro tempo.

(4) Eusébio, bispo de Cesaréia, na Palestina, escreveu a sua célebre "História do Cristianismo" no ano 324, justamente 40 anos antes deste concilio. E ele diz: "Todas as coisas que eram do dever fazer-se no sábado temos transferido para o dia do Senhor, muito mais honrável do que o sábado." É esta, pois, a posição da Igreja 43 anos antes do concilio. Quanta verdade, pois, há na declaração de que foi o Concilio de Laodicéia que mudou o sábado é uma vergonha tal perversão da verdade.

Além disso, o Catecismo não diz que foi o Papa quem mudou o sábado, mas a "Igreja", porque a Igreja Católica já existia desde o tempo dos apóstolos e que a observância do domingo, praticado nas igrejas apostólicas, foi instituída por ela. Isto é, pois, outro argumento forte que prova que o domingo foi observado pelas igrejas apostólicas; se é que queremos utilizar-nos da declaração católica como fazem os sabatistas.


Daniel 7:25 fala que a Babilônia mexeria nos tempos e nas leis. (Entende-se: alterando sábado para domingo).

Este versículo é muito (pessimamente) usado por sabatistas desinformados. Tiram-no fora do contexto e, como de praxe, usam para ensinar doutrinas distorcidas. Lêem o texto fora do contexto e o aplicam a bel-prazer para onde querem. Eu mesmo, ao entrar na adventista, fui logo bombardeado com esta enganosa interpretação de Dn.7.25.

Mas quem é o rei profetizado aqui então, que é o mesmo do v. 24? É Constantino? É o Papa (e que Papa, afinal, já que nenhum adventista até hoje pôde providencias o nome do suposto Papa que mudou o sábado para o domingo)? Não. Grande parte dos eruditos concorda aqui que se trata de Antíoco IV Epífanes (215-164 a.C.), o décimo primeiro sucessor de Alexandre no trono da Síria.

Os três chifres são três personagens proeminentes a quem Antíoco removeu para garantir o trono. O fundo histórico desta identificação é dado pelos livros de Macabeus. Antíoco IV fez guerra contra o povo de Deus, e, em um esforço sacrílego para eliminar a religião do Deus de Israel, aboliu a adoração litúrgica e profanou o altar de sacrifícios.

A observância da Festividade da Dedicação (hebr.: hhanukkáh) comemora a recuperação da independência judaica do domínio siro-grego e da rededicação do templo de Jerusalém a Deus, templo que havia sido dessacrado por Antíoco IV Epifânio (ou: Epifanes), que chamou a si mesmo de Theós Epifanés (“Deus Manifesto”). Construiu um altar no alto do grande altar em que antes se apresentavam diariamente as ofertas queimadas. (1 Macabeus 1:54-59,CBC) Nesta ocasião (25 de quisleu de 168 a.C.), para mostrar seu ódio ao Deus dos judeus, e seu desprezo por Ele, e para profanar ao máximo o templo Dele, Antíoco sacrificou porcos no altar e mandou aspergir o caldo feito de parte da carne deles em todo o templo. Queimou também os portões do templo, derrubou as câmaras dos sacerdotes e levou embora o altar de ouro, bem como a mesa dos pães da proposição e o candelabro de ouro. Mais tarde, o templo de Zorobabel foi rededicado ao deus pagão Zeus, do Olimpo.

Portanto, é pura mentira essa teoria cavilosa dos adventistas de que Dn.7.25 se refere a Constantino ou a um Papa.

A grande Babilônia, é a mãe das meretrizes (Ap. 17:5). Se a grande Babilônia é uma igreja, gerará filhas conforme sua espécie. São igrejas que obediente à mãe. To fora!

Bom, mais uma arenga imaginativa de apaixonados desinformados. E já vi muitos dizerem isso! Esta tola idéia já foi refutada muitas vezes (Dave Hunt é um desses protestantes fundamentalistas e escreveu um livro chamado ‘A Mulher que Cavalga a Besta’, onde tenta jogar a interpretação sobre a Igreja católica!), como emhttp://www.bringyou.to/apologetics/num36.htm.

A “Grande Babilônia” não é uma igreja, ao contrário do devaneio do amigo. É a Roma pagã (será que custa ler Ap.17.18?)!

Tiago 2:10-13 - Porque qualquer que guardar todos os mandamentos, mas se esquecer de um, será culpado de todos. (Matemática de Deus 10 menos 1 = zero!)

Percebam os leitores a falsidade do indivíduo ao torcer o versículo. O texto original não diz “mandamentos” mas “lei”.

Note que a referência para a lei era com respeito à lei inteira:

Tiago 2.10 - “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos”

O que é a lei inteira? Exatamente o que diz: a lei inteira, com todos os 613 pontos. Isto incluía da circuncisão aos sacrifícios. Assim, se Tiago estivesse ensinando a lei como afirma o defensor sabatista, então ele estava ensinando todos os cristãos foram culpados da lei.

Mas o contexto não apóia a idéia de que Tiago estava ensinando a lei. Tiago estava usando a lei como um exemplo como a lei da Liberdade agia na vida de um cristão à hora de mostrar amor e parcialidade. Até mesmo se uma pessoa demonstrasse uma vez parcialidade com respeito a uma pessoa, lei era violada, e o cristão era culpado de transgredir a lei da Liberdade. Você não pode mostrar amor a alguns, e não a outros. Um cristão tem que demonstrar amor até mesmo a um inimigo.

Portanto, não está dizendo nada do que o autor defensor do sábado diz.

Quanto ao fato dos apóstolos se reunirem no primeiro dia da semana não seria motivo para se mudar o dia de guarda. Pelo contrário: Em Atos 16:12-13, vemos que em Filipos, cidade sem sinagoga, Paulo e os irmãos da Macedônia foram para a beira de um rio fazer culto. Que dia era? Sábado. Como não encontraram lugar para orar no sábado, algo que sempre faziam nesse dia, eles saíram da cidade a procura de um bom lugar.

As citações que os sabatistas dão de Paulo indo a sinagogas ou se reunindo num lugar ao sábado só provam uma coisa: que ele queria se fazer de judeu para pregar aos judeus e não porque ele estava ensinando o sábado. Sim, porque os sabatistas ardilmente ocultam o fato de que nenhum texto mostra a Igreja toda guardando o sábado, ao contrário do que mostra At.20.7 e ICo.16.2, que menciona um agrupamento maior.

Sobre o “lugar de oração” (At. 16:13), tais lugares foram providenciados pelos judeus quando não havia homens suficientes (10) para estabelecer uma sinagoga. Esta não era obviamente nenhuma reunião da Igreja Cristã.

Como bem nos declara D. M. Canright:

Como antes, sua guarda do sábado (de Paulo) era toda vez enquanto ele estava entre os judeus em sua adoração no sábado. Mas em quantos sábados ele se reuniu com eles aqui? O versículo 11 diz: Paulo permaneceu em Corinto “um ano e seis meses”, o que dariam 78 semanas. Portanto, os adventistas dizem que ele guardou 78 sábados. Estes, somados aos seis anteriores, somam 84. Mas os versículos 6 e 7 revelam outra coisa. Em vez de discursar na sinagoga todo sábado durante este tempo, ele retirou-se dos judeus e disse: “Daqui em diante eu irei até os gentios”. Então ele entrou na casa de Justo, perto da sinagoga.Assim, não há nenhuma evidência de que ele pregou na sinagoga mais que poucos sábados. Assim, os alegados 84 sábados que Paulo guardou diminuem para dez ou uma dúzia e todos estes foram com os judeus na adoração judaica. E isto ele explica dizendo: “Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus”. ICor. 9.20.

Não há um único caso que pode ser encontrado onde Paulo guardou o sábado em uma reunião cristã, e nem isto é mencionado com qualquer relação a reuniões cristãs, enquanto é dito que os discípulos se encontraram no primeiro dia da semana. Lembre-se disto: “onde quer que os apóstolos entrassem nas sinagogas judaicas no sábado para pregar, isto foi antes da Igreja cristã ser plantada neste lugar”.


Atos 17:2, Paulo tinha como costume se encontrar com os irmãos no sábado, e por 3 sábados fizeram estudos bíblicos. Se era costume de Paulo, estaria ele desobedecendo a Jesus guardando o sábado?

A vesguice teológica do autor o impede de ver a cristalina verdade. Como era seu costume, Paulo entrou e pregou aos judeus na sinagoga em Tessalônica (os “irmãos” que o autor disse aí não eram cristãos, como ardilosamente quer fazer entender, mas judeus que não eram cristãos. Percebam como ele interpreta fraudulentamente o texto para dizer o que o adventismo ensina. “Estudos bíblicos”? Já, já, vai dizer que era “Escola Sabatina”:). Isto durou três sábados até os judeus rejeitarem. Mais uma vez, na ocasião ele foi para os judeus onde eles se encontravam.

Paulo não estaria “desobedecendo” a Jesus “guardando” o sábado (e vimos que ele não estava) porque simplesmente não era o objetivo de Jesus dizer isto em Sua missão, sendo que Ele mesmo guardou o sábado porque era judeu e viveu sob a lei (Gl. 4.4)

Não foi Jesus que disse que o sábado já era findo. Foi Sua Igreja, Seu Corpo, em Cl.2.16ss. A Igreja católica é a voz de Cristo, por meio do Espírito Santo agindo em seus dirigentes. Não crer na Igreja é não crer em Cristo.

Atos 13:27, 42, 44; 14:21 também mostram que o sábado é confirmado no NT.

D. M. Canright esclarece aqui:

Um exame cuidadoso do que os discípulos realmente fizeram por muitos anos depois da ressurreição mostrará que eles guardaram toda a lei mosaica, inclusive os dias de festa, o sábado, sacrifícios, circuncisão, votos e todo o ritual judaico. Mas eles fizeram isto como judeus, segundo sua lei nacional e costume estabelecido. Que eles não fizeram isto como um dever cristão é visto pelo fato de que não foram exigidos aos cristãos gentios que observassem estas coisas. At. 15.19-28; 21.25. “No tocante ao que os gentios creiam, escrevemos e concluímos que eles não observem tal coisa”. Toda menção do sábado em Atos, sem exceção,é com relação à adoração judaica naquele dia. At. 13.14-15, 42-45; 15.21; 16.13; 17.1 - 2; 18.4. A lei e os profetas foram lidos, e adoração judaica era ministrada como de costume. Certamente os discípulos não poderiam celebrar a reunião cristã aqui sob estas circunstâncias. Eles teriam que se reunir por si mesmos para adorar Jesus e ter a Santa Ceia do Senhor, e isso é exatamente o que os encontramos fazendo no primeiro dia da semana. At. 20.7. Não há nenhum registro de uma única reunião de cristãos gentios no sétimo dia, nem de cristãos judaicos, exceto na adoração judaica. (grifo nosso)

Atos 18:4 ---- 24 anos depois de Jesus Cristo estariam os apóstolos em desobediência aos ensinamentos de Jesus guardando o sábado?

Ele discursou na sinagoga todo sábado. Nós não sabemos quanto tempo isto continuou mas sabemos que foi por causa da oposição dos judeus que eles deixaram a sinagoga e foram para a casa de Justo em frente. Alguns tentam usar 18.11 para provar que eles continuaram no dia de sábado durante um ano e seis meses. Porém, não há nenhuma evidência sobre qual dia eles se encontraram depois que deixaram a sinagoga.

Lembrete: Jesus nunca ordenou guardar o sábado. Ele o guardou porque era judeu. E nós não somos judeus. O sábado era um comando somente ao povo de Israel e isto mesmo os rabinos ensinam.

Na letra a) Esses versículos citados por você, não ratificam nem tem relação ao dia que o “Senhor do sábado” ressuscitou, como você afirma. Sua citação 1 Co 16.1-2 não tem nada a ver com guarda de domingo. São exceções para fazer coletas em vista de Paulo viajar no dia seguinte.

Os sabatistas nunca iriam fazer alarde contra esses textos se todos eles dissessem que a Ressurreição foi no sábado ou que ICo.16.2 dissesse: “todo sábado, cada um de vós...”. Queiram ou não entender o domingo como o Dia da Ressurreição de Cristo, os sabatistas não podem ignorar o fato de que ele é muito mais mencionado com relevância com ligação ao Senhor do que o sábado, que só é mencionado 2 vezes no NT e ainda assim para ser condenado (Cl. 2.16).

Os Evangelhos mencionam o fato de que Cristo ressuscitou dos mortos no primeiro dia cinco vezes (Mt.. 28.1; Mc. 16.1; Lc.. 24.1; Jo.. 20.1, 19). Waldron faz um comentário sobre este fenômeno sem igual e sugere por que:

Esta ocorrência de cinco vezes da frase “primeiro dia da semana” é somente um detalhe interessante ou tem algum significado religioso? A importância singular repetida com referência ao primeiro dia da semana pode ser vista por fazermos a pergunta: “quantas vezes os dias da semana são mencionados pelo número no Novo Testamento?” A resposta é: “nenhuma vez”.

O terceiro dia depois da morte de Cristo é mencionado. O Dia do Senhor também é mencionado. O dia da preparação para o sábado é mencionado. Contudo, não há nenhuma outra referência a um dia da semana por seu número no Novo Testamento. Neste caso, é difícil pensar que a menção do “primeiro dia da semana” cinco vezes pelos evangelistas é incidental. Somos forçados a pensar que tem um significado religioso. Mas o que significado? Parece ser registrado para mostrar a origem da prática da Igreja de observar no primeiro dia. Não há nenhuma outra explicação natural desta insistência peculiar no “primeiro dia da semana” no relato da Ressurreição. [Samuel E. Waldron, Conferências sobre o Dia do Senhor, inédito.]

De novo sobre ICo.16.2 veja aqui onde refuto a posição do pr. Genésio Mendeshttp://www.centraladventista.110mb.com/doutrespat.htm

A afirmação sabatista que Paulo está lhes pedindo que coloquem dinheiro “em casa” não é correta. Isto seria feito de forma que nenhuma coleção seria feita quando Paulo viesse. Se eles colocassem as ofertas em casa, as coletas ainda precisariam ser feitas.

Por que especificar o primeiro dia da semana como o tempo coletar as ofertas? Eles normalmente recebiam o pagamento ao término de cada dia (Mt.. 20.8-12; Lv. 19.13). Podia-se coletar em qualquer dia. Não faz nenhum sentido especificar o dia depois do sábado a menos que eles se encontrassem no dia depois do sábado.

Em Apocalipse 1:10, clichê do ensino católico citar, não afirma que era o primeiro dia da semana. Quem prova biblicamente que era domingo? Mas qual é o dia do Senhor? Em Mateus 12:8 diz que o filho do Homem até do sábado é Senhor. Te pergunto: Qual é o dia do Senhor?

Esse (Ap.1.10) é um dos mais mal utilizados por sabatistas, que não entendem o grego por trás do texto e tentam minimizar o sentido exegético. Há pesadas provas sim de que o “dia do Senhor” aqui mencionado por S. João é o domingo e nisto perfilam-se inúmeros teólogos e eruditos de peso para confirmar minha assertiva.

Note a tradução particular da frase em consideração – “no Dia do Senhor.” Não é traduzido “o dia do Senhor” como 2 Pedro 3.10, porque é uma construção diferente e usa uma palavra diferente para Senhor. 2 Pedro 3.10 reza “o Dia do Senhor”. A palavra grega para “do Senhor,” (um substantivo genitivo singular masculino) é um substantivo que significa “Senhor.” No contexto de 2 Pd. 3, “o dia do Senhor” claramente se refere ao dia escatológico do Senhor, “o dia de Deus por causa do qual os céus serão dissolvidos” (2 Pd.. 3.12). Pedro está se referindo claramente ao último dia, o dia da Ressurreição (Jo.. 6.40).

O fato de Jesus ter dito em Mt. 12.8 ser “senhor do sábado” não tem nada a ver com a implicação sabatista do autor aqui. O sábado foi o sinal da aliança entre Jeová e a nação: Ez. 20.12-20 e o Filho do homem estava declarando Seu poder sobre ele. Se ele fosse tocado, isto terminava com a aliança.

Esta proclamação de Sua própria autoridade tirou o assunto inteiro do contexto da lei dos judeus, suas interpretações, suas opiniões, e até mesmo da Lei de Moisés. Cristo teve o direito de pôr de lado tudo isto; e, na análise final, seus discípulos não precisaram de nenhuma permissão exceto a de Cristo para fazer tudo que ele permitiu. Esta passagem é muito citada como prova de que os cristãos deveriam guardar o dia de sábado, mas o oposto é ensinado. O sábado deveria ser ignorado e totalmente rejeitado, a menos que Cristo ordenasse (o qual ele não fez); pois Paulo disse “removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl. 2.14).

Raciocine: A semana chamada ‘santa’, tinha dois sábados. Se Jesus morreu na sexta e ressuscitou no domingo, cadê o terceiro dia? Jesus mesmo disse que ficaria no ventre da terra como Jonas ficou no ventre do grande peixe, 3 dias e 3 noites – 72 horas. Jesus era exato... Onde está o terceiro dia?

Esta é a teoria defendida pelo pr. Genésio Mendes, à margem dos maiores estudos e erudição nesta área. Apesar das grandes explicações sobre Mt. 12.40, há pessoas que ainda interpretam distorcidamente este texto.

O problema com o autor aqui e muitos outros sabatistas é que interpretam a Bíblia de forma fundamentalista e ao pé-da-letra, sem se importarem o mínimo se o texto quer dizer de forma lingüística ou exegética. Isto pode levar a muitos absurdos e é um erro comum de grupos pentecostais.

O que o sabatista aqui não entende é que Mt.12.40 fala de um hebraísmo, uma figura de linguagem hebraica e Jesus não está querendo dizer 72 horas como os adventistas da promessa pensam.

“três dias e três noites” - A expressão três dias poderia ter sido simplesmente usada, mas esta é a linguagem do estilo sagrado que ao indicar tempo contínuo os dias intervenientes são adicionados (4.2 ; Gn. 7.4; 1Sm 30.12,13; Jó 2.13). (Bengel J A, Gnomon of the N.T. 1742)

Para os hebreus daquela época, qualquer parte de um dia era contada como um dia inteiro e, por isso, não tem nada a ver essa interpretação adventista de três dias e noites completos literais.

Se você ler corretamente Mateus 28:1 e 6, Ele já havia ressuscitado no fim do sábado. “Havia ressuscitado” pertence ao passado. Continuando... Então conte 3 dias a partir de sábado para trás: sábado para sexta = 1 dia, sexta para quinta = 2 dias e de quinta para quarta = 3 dias.

Mateus, neste texto, obviamente uso o método romano de contagem, fazendo o primeiro dia da semana começar ao amanhecer, ao contrário do uso judaico, que o fazia começar à noite antes do pôr-do-sol. Mc. 16. 9 é claro em demonstrar que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana.

Então em Daniel 9:27b diz que na metade da semana (quarta-feira) encerrava-se o sacrifício de animais, (pois foi substituído por Jesus). (Ver todo o contexto). Então Jesus teria morrido na quarta-feira, véspera do sábado feriado da lei de Moisés, que caiu numa quinta-feira, excepcionalmente na semana santa.

Ver todo o contexto. Este realmente é um bom conselho, se realmente fosse seguido por nosso amigo. Logo que entrei na adventista, esta foi uma das primeiras coisas ditas pelo pastor, que Dn. 9.27 ensina que Jesus morreu na quarta-feira. Além disso ser uma péssima exegese, mostra a que ponto pode chegar uma leitura fundamentalista.

O texto de Dn. 9.27 não tem nada a ver com a metade da semana (quarta-feira) literal. Trata-se da profecia das 70 semanas, um assunto muito interessante.

É admitido universalmente que as 70 semanas são os períodos de 70 anos (cf. Lv.25.8), ou 490 anos. A maioria dos intérpretes entendem que as 70 semanas são um período definido, como é mostrado por sua divisão irregular em três partes separadas 7 + 62 + 1 (25, 27) de qual a última parte é subdividida em duas metades (27).

Por exemplo, “setenta semanas de anos” é uma tradução indicada numa nota de rodapé sobre Daniel 9.24 na versãoTanakh—The Holy Scriptures (Tanakh — As Escrituras Sagradas), publicada pela The Jewish Publication Society. A versão de Matos Soares (Edições Paulinas) reza: “Setenta semanas de anos foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa.” Traduções similares aparecem nas versões inglesas de Moffatt e de Rotherham, e na nota de rodapé na Bíblia Sagrada dos Missionários Capuchinhos.

As setenta semanas se estendem até o ano 33 d.C. De fato, Israel não foi destruído até o ano 79 d.C., mas o foi virtualmente, no ano 33 d.C., aproximadamente três ou quatro anos depois da morte de Cristo, durante a qual o Evangelho foi pregado exclusivamente aos judeus. Quando os judeus perseguiram a Igreja e apedrejaram Estevão (At. 7.54-60), o repouso da graça concedido a eles estava chegou ao fim (Lc. 13:7-9). Israel, tendo rejeitado a Cristo, foi rejeitado por Cristo, e daqui em diante é contado como morto (compare Gn. 2.17 com Gn. 5.5 Os. 13.1,2), sua destruição por Tito, que é a consumação da remoção do reino de Deus do Israel para os gentios (Mt. 21.43), que não será restabelecido até a segunda vinda de Cristo, quando Israel estará na cabeça de humanidade (Mt. 23;39 At. 1.6,7 Rm. 11.25-31 15.1-32).

Contemos: Segundo o profeta Daniel, Jesus morreu na quarta-feira (chamado dia da preparação para o sábado), quinta-feira (sábado lei de Moisés), sexta-feira (santa), sábado (dia da ressurreição).

Claro, isto partindo da péssima exegese fundamentalista de Dn.9.27 e vimos que isto não tem nada a ver. A teoria adventista da promessa da morte na quarta é mínima. A maioria dos eruditos concorda com a morte na sexta. Mc 15.42 esclarece:

“Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado”.

O erudito de grego A. T. Robertson explica:

A preparação (paraskeuh). Marcos explica o termo como significando "o dia antes do sábado" (prosabbaton). Essa é nossa sexta-feira, que começava no pôr-do-sol. (Quadros Verbais do Novo Testamento)

Leiamos Lc.23.53-56:

e, tirando-o do madeiro, envolveu-o num lençol de linho, e o depositou num túmulo aberto em rocha, onde ainda ninguém havia sido sepultado. Era o dia da preparação, e começava o sábado.

As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.

Veja, claramente, que Lucas diz que o dia em que Jesus morreu foi no dia da preparação, o dia antes do sábado (7º dia). Por que sabemos disso? Porque o v. 56 diz que “no sábado, descansaram, segundo o mandamento”. Ora, vemos aí tudo explicado. Aquele sábado (Jo.19.31) foi “grande” porque coincidiu com o sábado do mandamento.

O perito bíblico John Gill explica:

Ver. 54. E aquele dia era a preparação, etc.] tanto para o sábado, e para a "hagigah", ou grande festival, que eles guardaram no décimo quinto dia do mês, de uma maneira muito pomposa, de forma que o dia a seguir foi um grande dia. (John Gill’s Expositor)


Eram sete sábados no ano, que se comemoravam festividades judaicas da lei de Moisés. Este sábado é que foi abolido na cruz, e não o do mandamento do sétimo dia, que é perpétuo, escrito em rocha e não em pergaminhos.

Pois é. Isso só mostra um péssimo entendimento do que é a Torá. A Lei é uma só, indivisível. O sábado sim, era claramente cerimonial, pois foi criado e leis morais não se criam, pois refletem o caráter de Deus. Lendo Cl.2 16, vemos que os tais “sábados cerimoniais” do autor aqui são os “dias de festa” e, portanto, não são o sábado do 7º dia que fala no final do versículo.

O fato de ter sido escrito em rocha só demonstra que o Decálogo foi um resumo da lei e não é por escrito pelo dedo de Deus ali que é mais importante ou separado do resto da Lei. A Bíblia diz que só há uma lei e um legislador e não dois, como alegam os adventistas.

(Sua letra “F”) Não foi só para Judeus. Em Gênesis 2:2 e 3, não haviam sequer judeus sobre a face da Terra. Eles surgiram 1.500 anos depois. Portanto o sábado já era para a humanidade, desde os tempos de Adão e Eva.

Pura pressuposição e especulação! A Lei só foi dada a Israel. Leiamos Lv. 27.34:

“São estes os mandamentos que o SENHOR ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai”.

O versículo 46 do capítulo anterior oferece a mesma informação básica:

“São estes os estatutos, juízos e leis que deu o SENHOR entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moisés.”

Gênesis inteiro não menciona nada sobre os Patriarcas guardarem o sábado. Mostra muito de seus costumes como oferendas, sacrifícios, mas nada do sábado. E isto pesa, visto se for de tal importância como arengam os adventistas.


Na letra “C” Os s versículos colocados por você apenas citam que Jesus resolveu aparecer no primeiro dia da semana, pois tinha ressuscitado no fim do sábado, dia anterior. Não comprovam mudança de dia de guarda.

Só o fato dos inúmeros acontecimentos mencionados com atenção no primeiro dia da semana faria qualquer honesto pensar. Aliás, o sábado não foi mudado ao domingo. Ele foi abolido (Cl. 2.16) e na Nova Aliança, a Igreja começou gradualmente a ter o domingo como dia de comemoração (não é necessário ter mandamento para isso porque os mandamentos de Cristo são outros).

h) Jesus veio justamente para eliminar esse peso da lei de Moisés. Os sábados que eram guardados da forma como você citou ali, sobrecarregados de regras, eram os 7 sábados anuais da lei de Moisés.

Jesus guardou o sábado porque era judeu. Mas isto não prova nada que devemos guardar tudo o que Ele guardou porque Ele viveu sob a lei (Gl.4.4). E nada se diz na Bíblia sobre esta divisão que fez, de que os judeus jogavam fardos em cima dos “sábados cerimoniais” e não do 7º dia.

Jesus justamente aliviou esse peso do sábado, tanto que até fez o bem nesse dia. De forma alguma Ele descumpriu, apenas mostrou que "Os mandamentos de Deus não são pesados" (I João 5:2-3)

Pois é. Devemos notar antes que Jesus não pronunciou nada sobre “mudança do sábado para o domingo” mas... epa! Ele era judeu e não foi senão até depois de Sua Ressurreição no primeiro dia que a IGREJA começou este costume, sendo que o sábado já havia sido abolido.

Mas que horror! – Pensa um adventista desavisado. – Como pode acabar uma lei moral de Deus? Pois então, aí é que está. O sábado é moral ou cerimonial?

D. M. Canright responde, em seu livro Adventismo do Sétimo Dia Refutado:

Os adventistas afirmam que não havia nada de cerimonial no Decálogo ou sobre o sábado. Mas vamos considerar o que é algo 'ceremonial'. Webster diz: "Cerimônia. Rito Externo; forma externa de religião". Isso é exatamente o que a observância do sábado era na adoração judaica. Os adventistas não classificam a guarda de todos os outros dias santos como cerimonial? Sim; mas todos eles foram "santas convocações" Lv. 23.2, como o sétimo dia. Leia os próprios argumentos de Elder Smith neste ponto. Ele diz: “Estes outros dias foram EXATAMENTE ISTO - dias de descanso e convocação, - estes dias também eram sábados, ou não?” O que Foi Pregado na Cruz, página 11. Então ele argumenta que eles eram todos sábados como o sétimo dia. Bem, então se o guardar destes foi uma cerimônia, e uma parte da "lei cerimonial", então o mesmo é verdadeiro do sétimo dia.

Alguns adventistas fazem uma grande confusão por não saberem o grego aqui (IJo. 5.2-3) e em outras partes do NT, além da confusão que fazem sobre a palavra lei e mandamento. Canright de novo responde aqui:

Os adventistas do Sétimo-Dia têm muito a dizer sobre os "mandamentos de Deus" - Ap.. 14.12, e afirmam que estes são os Dez Mandamentos. Com eles os "mandamentos" sempre significam só o Decálogo, nada mais. Onde quer que eles encontrem este termo, o aplicam assim. Mas esta é uma posição completamente errônea. Há mais de 800 textos onde a frase, "os mandamentos" em suas várias formas, é usada. Eu examinei todas elas cuidadosamente. Percebi que é um termo geral para todas as exigências da Bíblia. De acordo com meu melhor julgamento, em quarenta e nove, dentro de cinqüenta casos, significa algo mais que os Dez Mandamentos.

Novamente Jesus disse, João 14.15,21, "Se me amardes, guardareis meus mandamentos. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele. ". Como podemos, em face a estes textos claros, dizermos que Jesus não deu nenhum mandamento? Quem é que ama a Cristo? Aquele que guarda seus mandamentos. É isto o que é ser guardador do mandamento no NT. Leiamos João 15.10,14: "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando”.

Assim, “mandamentos” na Bíblia não são só os “Dez” porque “mandamentos” significam “preceitos, ordem, instrução”. Daí é especiosa a interpretação adventista de Jo. 14.15 e outros serem os “Dez Mandamentos”.

Mostre amor a Jesus Cristo por obedecer aos seus mandamentos, pois isso o ajudará a rejeitar um proceder pecaminoso. “Se observardes os meus mandamentos”, disse ele, “permanecereis no meu amor, assim como eu tenho observado os mandamentos do Pai e permaneço no seu amor”. (João 15.10) Como a aplicação dessas palavras de Jesus pode ajudá-lo a permanecer no amor de Deus?

Prestar atenção às palavras de Jesus pode ajudá-lo a manter a integridade moral. A Lei de Deus dada a Israel dizia: “Não deves cometer adultério.” (Êxodo 20.14) Mas Jesus revelou um princípio por trás desse mandamento, dizendo: “Todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” (Mateus 5.27, 28) O apóstolo Pedro disse que alguns na Igreja do primeiro século tinham os “olhos cheios de adultério” e ‘engodavam as almas instáveis’. (2 Pedro 2.14) Você, porém, pode evitar pecados sexuais se amar e obedecer a Deus e a Cristo e se estiver decidido a preservar sua relação com eles.

O que rola é uma confusão. O pessoal confunde geral o que é lei de Moisés e o que é Lei de Deus, metendo tudo no mesmo saco dizendo que Jesus acabou com a lei. Mas qual lei que ele aboliu, eliminando o julgo do povo, entregando a si mesmo?

Quem confunde sem autoridade é o adventismo. Não existe em lugar algum da Bíblia, nem no judaísmo, esta teoria das duas leis. O escritor Lindenberg Vasconcelos observa:

Deu para perceber que estas são palavras de Ellen White e, sendo assim, adquire tom profético. Se a Srª White disse que havia duas leis: uma moral e outra cerimonial, ainda que em nenhuma parte a Bíblia faça tal afirmação, mesmo assim, tão somente porque ela o disse, o adventista deve aceitar. Interessante, não? Eu por muitos anos também agi assim, sem questionar as palavras dessa bondosa senhora, porém, um dia percebi que muitas coisas não se encaixavam e ai foi quando eu descobri que, biblicamente, nunca existiu essa história de lei moral e lei cerimonial. A Bíblia só apresenta uma lei, e não duas ou mais. Aliás, faço outro desafio aqui para qualquer pastor, professor de teologia, presidentes, secretários e departamentais da administração, ancião e líderes da igreja adventista a apresentarem um texto bíblico falando claramente dessas duas leis com seus respectivos nomes. Isso é, a Lei moral está em tal passagem e a Lei cerimonial está em tal passagem. Que essas passagens sejam claras e sem dupla interpretação. Outra coisa, a Srª White menciona duas leis, mas a liderança da igreja adventista resolveu acrescentar mais outras duas, você deve ter observado isso, naturalmente.

As tábuas do concerto separadas do livro do concerto perdem, e muito, o seu sentido de existência. Aliás, se alguma vez a palavra lei legitima ou se refere alguma coisa escrita, esta palavra se reporta aos escritos de Moisés e não as dez palavras. Não podemos supervalorizar as dez palavras como se fossem superiores aos demais mandamentos, pois este não é e nunca foi o pensamento dos escritores bíblicos. Na verdade eles se “orgulhavam” muito mais pela Lei de Moisés do que pelas dez palavras. Sendo assim, Lei mesmo só havia uma: a lei que foi ministrada (transmitida e não crida) por Moisés. O Pr. Arnado (Christianini) acrescenta: “que Deus “nada acrescentou” além dos Dez Mandamentos”, só que ele se esqueceu de mostrar onde isso está escrito. Se ele quis se referir ao que está escrito em Deut.5.22, então, há todo um contexto a ser analisado.

(...)

Primeiro, onde está escrito na Bíblia que as dez palavras são chamadas de lei moral? Alguém pode apresentar um texto mencionado isso?

Segundo, onde está escrito na Bíblia que a “lei” quebrada (ou desobedecida) no Éden foram as dez palavras? Algum adventista pode apresentar um texto que confirme essa teoria?


No novo testamento está confirmado o sábado. Em Mateus 5:18, Jesus disse: Não se tirará nem um til ou um só jota da Lei sem que tudo fosse cumprido. Então não seria Ele que iria mexer numa lei (Não se refere às 613 leis de Moisés que foram abolidas conforme citado acima, e sim aos 10 mandamentos de Ex.20). Atos 15:5 fala que a lei de Moisés foi abolida.

Muito interessante! Como o autor tem a ousadia de dizer o que era “lei moral” e “lei cerimonial” sendo que a Bíblia nunca faz esta divisão, além de distorcer Mt. 5.18? O NT fala da guarda do sábado pelos judeus e discípulos antesda Ressurreição de Cristo mas nunca menciona a guarda pelos cristãos (a Igreja) depois da Ressurreição. A ausência de versículos mencionando a guarda do sábado no NT (como Paulo falando: “anseio chegar logo o sábado dos Dez Mandamentos para que possamos nós, como Igreja, adorarmos ao Senhor”).

Sempre que o NT fala de Paulo (e só ele) ir à sinagoga (nunca vi um IAP ir numa sinagoga no sábado pregar aos judeus) era somente para pregar aos judeus. Mt. 5.18 não diz nada do que o sabatista quer. Fala somente de Jesus sendo o cumprimento das profecias. Ele, e somente ELE pôde cumprir pois Ele é o Messias e as profecias (a Lei e os Profetas) falaram dele. Não diz nada para nós fazermos o mesmo.

E outra balela verborrágica do autor foi dito “Não se refere às 613 leis de Moisés que foram abolidas”. Epa. Mas o sujeito sabe o que são as “613 leis”? Será que elas incluíam os Dez Mandamentos? Sim. De acordo com tradição judaica, Deus deu para o povo judeu 613 mitzvot (mandamentos). Todos os 613 desses mitzvot eram igualmente sagrados, obrigatórios e eram a palavra de Deus. Todos estes mitzvot eram tratados como igualmente importantes, porque os seres humanos, com seu entender limitado do Universo, não têm como saber qual mitzvot é mais importante aos olhos de Deus. Pirkei Avot, um livro da Mishná, ensina “Seja meticuloso executando um mitzvah ‘menor’ como você faz com a ‘maior’, porque você não sabe que tipo de recompensa terá para vários mitzvot".

Romanos 2:13; Romanos 3:31 – Anulamos pois a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a Lei (Paulo) - Lei não se discute, cumpre-se (mais uma vez não se refere a lei de Moisés, mas a de Deus. Leia mais!!!

O que nenhum adventista até hoje pôde me responder é como eles conseguem ver Lei de uma forma e Lei de outra forma, sendo que os textos paulinos claramente mencionam uma lei. É pura mentira isso de duas leis (uma de Deus e outra de Moisés. É só ler Ne. 9.13-14). Os Dez Mandamentos nunca são chamados de “Lei de Deus” ou “Lei do Senhor”. É claro que não estou dizendo que agora se pode matar, roubar, etc. Estamos sob a lei de Cristo.

Sobre Rm. 3.31, nenhum problema, se nós entendermos o contexto. Rm. 3.31, no grego, diz: “tornamos a lei nula pela fé? Deus proíba: sim, nós estabelecemos lei". “A” (em “estabelecemos a lei”) não existe no grego. O sabatista cita errado. Nós estamos sob a lei de Cristo (1Co. 9.21) - não sob a lei antiga. E, mais uma vez, ONDE ele viu que a lei aqui em Rm. 3.31 são só os Dez Mandamentos?

Quando Deus instituiu “a Lei”, que abrangia os Dez Mandamentos, junto com mais de 600 outras leis e estatutos, e a forneceu aos israelitas, ele fixou o máximo alvo ou padrão de perfeição. Ele colocou o sarrafo no nível mais alto, por assim dizer. Esta Lei divina tinha um padrão moral tão elevado que apenas um humano perfeito poderia alcançá-lo. Eclesiastes 7.20 diz: “Não há nenhum homem justo na terra, que continue fazendo o bem e que não peque.”

Assim, o sarrafo — o padrão justo de Deus — foi colocado alto demais para os imperfeitos israelitas ou judeus. Por quê? O apóstolo cristão, Paulo, explica: “Ela [a Lei] foi acrescentada para tornar manifestas as transgressões, até que chegasse o descendente [Messias, ou Cristo] a quem se fizera a promessa.” (Gálatas 3.19) Pela Lei, Deus mostrou aos judeus que todos eles eram transgressores imperfeitos, incapazes de alcançar o alvo de serem declarados justos por suas próprias obras.

Só havia um que conseguiria passar por cima de tal sarrafo: o vindouro e prometido Messias, ou Cristo. Por conseguinte, esse elevado padrão foi colocado perante os judeus como algo a buscar, enquanto se aguardava que o derradeiro Campeão, o Messias, passasse por cima dele, e uma vez por todas.

Romanos 10:4 - Porque o fim da lei é Cristo para a Justiça daquele que crê (fim da lei de Moisés). (I Cor. 7:19)

Queria saber como, sendo que não está implícita ou explicitamente, dizendo que aí são os “Dez Mandamentos” e o autor descarta, sem autoridade, a lei de Moisés. Só vendo para crer.

Não tem nada a ver a péssima exegese do sabatista. Não é isto o que ele quer dizer que o versículo afirma. O texto não se refere à abolição da lei de Moisés (é claro que a lei foi anulada por Cristo, pois isto pode ser provado de outros textos), mas para a meta, término, e realização do propósito da lei.

Por todo o NT, a lei de Moisés é contrastada com a “graça” ou bondade imerecida que veio com Jesus Cristo. Assim, lemos que “a lei foi dada por Moisés, a “graça” e a verdade vieram por Jesus Cristo”. (João 1.17, CBC) Sim, “o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. Por “fim” não se quer dizer apenas o alvo da Lei, mas seu término. Aconselha-se, portanto, aos cristãos: “O pecado não deve dominar sobre vós, visto que não estais debaixo de lei, mas debaixo da graça.” — Rom. 10.4; 6:14.

A Lei cumpriu seu propósito, preparando os israelitas para o seu Messias, assim como lemos: “A Lei ...tornou-se o nosso tutor, conduzindo a Cristo, para que fôssemos declarados justos devido à fé. Mas agora que chegou a fé, não estamos mais debaixo dum tutor.” (Gál. 3.24, 25) Para quem a Lei era um tutor? Apenas para os judeus. Assim, quando Paulo pregou aos não-judeus em Atenas, alguns deles se tornaram crentes, cristãos, embora jamais estivessem antes sob a lei mosaica como tutor. — Atos 17.22-34.

Leia Isaías 56:6 e veja quem é servo de Deus (tudo bem que você pode não acreditar na citação por ser “antigo testamento”)

Este texto não prova nada para os gentios guardarem o sábado. Apenas afirma que os estrangeiros que quiserem ser adotados na religião de Israel deveriam abraçar o sábado. Isto prova que o sábado não é para os gentios, o que é um tiro pela culatra sabatista.

O que nos importa neste ponto é o que o NT diz e ao lermos Cl.2.16, vemos que o sábado teve um fim.

Para fechar: Como está confirmado o sábado no novo testamento, leia Hebreus 4:4-6. Paulo é enfático.

Mas que dizer dos cristãos? Aplica-se a eles o incentivo para guardar o sábado? Não diretamente, pois os cristãos não estão sob a Lei, não tendo, portanto, a obrigação de guardar o sábado. (Colossenses 2.16, 17) Não obstante, o apóstolo Paulo explicou que existe “um descanso sabático” para os cristãos fiéis. Esse “descanso sabático” inclui ter fé no sacrifício resgatador de Jesus para a salvação e deixar de confiar apenas em obras. (Hebreus 4.6-10) Assim, as palavras da profecia de Isaías a respeito do sábado lembram os atuais servos de Deus da necessidade vital de ter fé no arranjo de Deus para a salvação. É também um excelente lembrete da necessidade de cultivar uma relação estreita com Deus e de praticar uma adoração regular, constante.

O objetivo desse estudo não é convencer ninguém a guardar nada... Apenas alertar que o domingo é o dia estabelecido pelo Vaticano para se guardar, sendo totalmente contraditório intitulá-lo como "dia do Senhor" atualmente...

O objetivo do “estudo” do defensor sabatista é evidentemente cheio de distorções, equívocos e falsas informações. E infelizmente, é disto que está cheio muitos “estudos” protestantes contra a Igreja católica. Muita parvoíce, mas pouco conteúdo. O autor faria bem em estudar corretamente e abandonar uma leitura fundamentalista da Bíblia (algo feito por muitos pentecostais, que não querem nem saber de estudos sérios da Bíblia, correlatos e exegéticos, apenas “o que a Bíblia diz”, sendo que, no fim, são eles que dizem). O domingo não foi estabelecido no sentido que ele quer dizer (autoritário, ditatorial, rebelde contra a Lei de Deus) mas porque a Igreja, inspirada pelo Espírito, que tem autoridade e é o Corpo de Cristo, viu no primeiro dia da semana, o dia da Ressurreição, um dia a se comemorar este importante acontecimento.

5 comentários:

garethi disse...

Meu irmao, obrigado pelo artigo. Apesar de eu nao concordar com muita coisa que vc disse. Vou esperar ainda um artigo seu falando sobre o estado de morte do homem e como vc disse nesse artigo espero que vc nao seja inculto de usar uma traducao literal da parabola do homem rico e lazaro. Vou esperar q use a coerencia deste texto e nao use ao pe da letra uma parabola.

Celso Ribeiro disse...

Entendo que Jesus ressuscitou no Sábado e não no Domingo ou Primeiro dia da Semana, Por Que??
A Biblia diz que Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus no Primeiro dia da Semana estando ainda escuro. Correto, ela foi ao túmulo no Domingo, porque em Israel até os dias de hoje, Sábados a partir do Por do Sol já é domingo. Logo, é óbvio, que após as Adorações do Sábado, após o Por do Sol, no inicio da noite que ja era Domingo ela foi ao tumulo e Jesus já havia ressuscitado no Sábado, tres dias após a sua morte que ocorreu na Quarta-feira as 15:00 horas segundo a Biblia.

O Peregrino disse...

Graça e paz!
A guarda do sábado está contida na lei mosaica que é sombra do passado como está escrito em Oséias, Paulo salientou muito bem em Colossenses 2:16, este sábado no qual ele fala é o semanal. Jesus cumpriu toda a lei, nenhum homem será justificado pelas obras da lei.

E é por Cristo que temos tal confiança em Deus;
Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,
O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.
E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória,
Como não será de maior glória o ministério do Espírito?
Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça.
Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória.
Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece.
Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.
E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório.
Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido;
E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.
Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará.

lbenino disse...

Vc tem muito conhecimento amigo. Pode até estar certo sim em suas colocações. Quero salientar que suas colocações estão com rebarbas e para mostrar que vc não tem base biblica em todos os seus comentários quero citar apenas duas coisas, simples, muito simples. Para os curiosos começar a pensar tbm. Vc disse acima que o domingo ja era guardado pelos cristão antigos, e isto não é verdade pq nos evangelhos está escrito que como de costume Jesus ia a igreja aos sábados, tanto é que seus perseguidores o julgavam ressaltando que Jesus praticava coisas "ilícitas no sábado. Os discípulos de Jesus congregavam no sábado. Isto mostra que o domingo não foi guardado pelos cristão que viveram próximos da é poca ou antes de Jesus. Outra coisa, o Sábado foi instituído (biblicamente falando) por Deus lá na criação. Deus sempre chamou seu povo desviado para retornar para a verdadeira adoração. Veja este texto Isaías 58:13,14 Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras,
14 Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse.
Quero que me entenda que independentemente de quem disse o que, quem fez o que na reunião do não sei na onde, eu creio no que disse Deus, é só isto que vc precisa se preocupar, só isto. Esquece toda esta discussão e creia no que Deus disse, pois ele é a nossa única luz. Tenha um ótimo dia que Deus te abençoe!

O Peregrino disse...

Graça e paz Ibenino, obrigado por acessar meu blog, contudo; quando a bíblia fala sobre o dia do Senhor gostaria que você lesse Atos 20:7 e I Corintios 16:2, isso significa que, até a morte de Jesus eles guardavam o sábado, depois a guarda passou para o domingo.
A guarda do sábado foi para Israel e não para nós. Se você guarda o sábado terá de guardar toda a lei, e isso os adventistas não fazem, aliás; ninguém consegue guardar todos os mandamentos. Queres guardar o sábado guarde-o mas não faça isso uma regra.Um abraço.