terça-feira, 15 de março de 2011

Refutações sobre a guarda do sábado III



Respondendo aos adventistas da promessa sobre At.20.7 e ICo. 16.2
Por: Emerson de Oliveira (http://www.logoshp.6te.net/)
Neste artigo vou refutar as teorias do pr. Genésio Mendes, um dos principais autores adventista da promessa e idealizador do Doutrinal, o manual de fé adventista da promessa, em seu livro “A Verdade sobre o drama do Calvário” (doravante DVC) sobre At. 20.7 e ICo. 16.2. Cabe dizer aqui, com todo o respeito ao pr. Genésio Mendes, pois não estou falando de sua pessoa, mas de suas idéias expostas em sua literatura, tem o estranho hábito de manipular o grego (por pouco que usa) para distorcer e passar o sentido para o sábado, sendo que ele é árduo defensor da guarda do sábado, como doutrina Adventista da Promessa (IAP). Cabe dizer que nestas interpretações, pelo menos a Adventista do Sétimo Dia (IASD) não entende como Genésio Mendes. Eles até que entendem corretamente estes versos como sendo o domingo, mas alegam que no NT não há “mandamento” para se guardar o domingo. Neste ponto, as idéias do pr. Genésio são solitárias e únicas, sendo poucos, mesmo adventistas, que compactuam com suas idéias.
O texto do livro está em preto e minhas respostas em azul.
ATOS 20:7 - "E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, falava com eles; e alargou a sua prática até a meia noite".
Este texto é dos citados em prol da guarda do domingo.
Encontram nele, os defensores do primeiro dia, uma cerimônia de Santa Ceia e base para fundamentar a doutrina domin guista.
É o que veremos neste estudo se há ou não a Santa Ceia (Eucaristia) aqui. Notem antes de tudo que Genésio Mendes pouco ou nada usa do texto grego original e isto, ao contrário do que pensam os incautos adventistas, É MUITO IMPORTANTE, pois não é possível se entender o texto do NT se não se entender também o grego. Muitos textos bíblicos só têm sentido pleno quando estudados na língua original e os IAPs são muito conhecidos por fazerem pouco uso dela.
Estudando o texto à luz da própria Bíblia e da razão, des cobre-se uma simples reunião muito comum naqueles dias e a despedida de Paulo.
“À luz da própria Bíblia” parece apropriado, mas Genésio passa ao largo do grego neste estudo. Resume-se a ler a Bíblia somente no português, um erro típico dos fundamentalistas, e não vê a exegese e hermenêutica exposta no texto. Minha posição é a seguinte:
· At. 20.7 é uma CLARA prova de que a Igreja se reunia NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA.
· Que o “partir o pão” aqui é a Santa Ceia.
Se isto for comprovado, como veremos, a teoria adventista cai por chão, deixando a guarda do sábado em delicada posição, visto que o pr. Genésio faz de tudo para interpretar o texto como sendo de sábado.
A expressão - partir o pão - não se presta, ela só, para, provar a Ceia, ou melhor, a comunhão da Mesa do Senhor. Essa cerimônia sacramental não é composta de pão, exclusiva mente.
Errado. Uma análise simplista do autor. Lembre-se que Jesus “partiu o pão” (Lc.24.30-35). Certamente, “partir o pão” nos tempos bíblicos, fazia referência a participar de refeições comuns. Deus uma vez advertiu ao profeta Jeremias a não “partir o pão” pelos mortos (Jr. 16:7). Jesus “tomou o pão e... o partiu” com os discípulos a quem apareceu no caminho de Emaús (Lc. 24.30,35). Diz-se que os cristãos perseveravam a cada dia, “partindo o pãonas casas, comiam juntos com alegria e simplicidade de coração”. (At. 2:46). Paulo uma vez “tomou o pão... epartindo-o”, instruiu a seus 275 companheiros de um navio que se dirigia à Itália a comer por sua “saúde” (At. 27.34-35). Em tempos antigos, “partir o pão” era uma figura de expressão conhecida como sinédoque, onde a parte (partir o pão) se usava pelo todo (comer uma ceia comum, sem considerar a classe de comida ou bebida consumida). O não conhecimento dessas informações é o que faz o equívoco do autor do livro.
Agora, sobre se a Ceia só é composta de pão mesmo, como diz o autor. Esta reunião regular tinha o propósito de "partir o pão", a comunhão (bem, ele omitiu convenientemente o fato de que a Última Ceia foi primeiramente instituída em Mat. 26:26, onde Jesus “partiu” o pão. A mesma palavra grega para dizer “partiu” em Mt. 26:26 é uma variante da palavra grega para dizer “partindo”, em At.20:7. Tratar de provar uma diferença entre a “Ùltima Ceia” e o “partir o pão” não tem nenhuma validez. O significado é o mesmo, mas as palavras são diferentes. Se isso não fosse o suficiente, então continua dizendo que o versículo não menciona o vinho, pelo qual não pode ser a celebração Eucarística ou comunhão. Isto simplesmente não é verdade, pois existem muitos versículos referentes à celebração da Eucaristia, ou a missa, nos quais não se menciona o vinho. Por exemplo, Lc. 24:30-31:”E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles”. Não se deu nenhuma palavra aqui sobre o vinho nesta famosa passagem do encontro de Emaús. Notaram que reconheceram a verdadeira presença de Jesus ao partir o pão?.
Outros textos bíblicos, que realmente identificam a Ceia, não usam aquela expressão, como principal, ou denominativa. Vejamos algumas:
Atos 2:42 - "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações".
Cada período desse verso, é uma sentença em separado:
· Doutrina dos Apóstolos,
· NA COMUNHÃO (a Santa Ceia)
· No partir do pão (reunião comum, caseira)
· Nas Orações.
Cada item um acontecimento distinto do outro, portanto.
Note que o autor referiu-se a At.2.42. Pois bem. O que nos salta aos olhos aí (não tanto para quem, desavisado, não percebe) é a fraquíssima análise exegética do autor. Ele coloca a “comunhão” como a SANTA CEIA. Errado! Não é! O “partir o pão” pode se referir a Ceia do Senhor. “Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? (ICo. 10:16). Em At. 2:42, podemos ver que o “partir o pão” é listado junto com outros atos de adoração. " E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações."
O problema é que Genésio só usa a Almeida, principalmente a ACF, que é muito parecida com a versão King James, que contêm algumas falhas. Ele comete dois erros primários aqui:
1 – Diz que a palavra ‘comunhão’ aqui se refere à Santa Ceia; e
2 – Que o “partir do pão” era uma refeição comum.
Genésio Mendes se equivocou duas vezes no mesmo versículo, tudo na intenção, consciente ou não, de retirar a idéia de que o NT fala do domingo. Mas isto não é honesto. É ir contra toda lingüística e hermenêutica. Ver v. 46; 20,7.11; 27,35; Lc 24,30.35; A expressão, tomada em si mesma, evoca a refeição judaica onde quem preside pronuncia uma benção antes de repartir o pão. Mas, na linguagem cristã, visa o rito eucarístico (I Cor 10,16; 11,24; Lc. 22,19p; 24,35+). Es te (v.46) não era celebrado no Templo, mas numa casa; e não era separado de uma verdadeira refeição (cf. 1Cor 11,20-34).
Neste caso, para esclareceremos melhor o verso, vejamos outras traduções, com o termo onde Genésio pensa ser a Santa Ceia anotado, todas respeitadas:
“E eles perseveraram na doutrina dos legados; e estavam juntos em oração, e partindo a Eucaristia”. (Siríaco peshitta)
“E eles se dedicaram ao ensino dos apóstolos e pelo companheirismo uns com os outros, para partir o pão e para a oração”. (Novo Testamento de Williams)
“E decidiram viver como uma grande família. E cada dia os apóstolos compartiam com eles os ensinos acerca de Deus e de Jesus. Também celebravam a Ceia do Senhor e oravam juntos”. (A Bíblia em Linguagem Simples)
“dedicando-se com constância ao ensino dos apóstolos e à comunhão fraterna, a fração do pão e às orações”. (Bíblia Castillian 2003)
Basta isto para vermos que o “tradutor” do livro VDC se esqueceu de que a palavra para “comunhão” aqui em grego é koinonia! O perito bíblico Adam Clarke comenta:
(“companheirismo”) koinonia , significando associação para propósitos religiosos e espirituais. Pode também significar a comunhão de bens, pois isto é mencionado em At. 2:44, 45, onde é dito que eles tinham todas as coisas em comum.
E sobre o “partir do pão”, Genésio está certo em dizer que era uma refeição comum? Não. Note antes que a versão siríaca entende bem como Eucaristia. O renomado Dicionário Expositório de Palavras do Novo Testamento, de Vine, estudioso altamente respeitado diz sobre At.2.42:
PÃO
Artos (NT:740)
(b) "o pão da Ceia do Senhor”, por ex., Mt. 26:26 ("Jesus tomou o pão"); o partir do "pão" se tornou o nome desta instituição, At.2.42; At. 20:7; ICo. 10:16; 11:23;
Pois bem, aí está, a exposição de alguém que conhece verdadeiramente o grego e não alguém que se aventura no grego. Irrefutavelmente, o “partir do pão” em At.2.42 É A SANTA CEIA, ao contrário do que Genésio alegou. Infelizmente, mesmo com tantas provas irrefutáveis e racionais, alguns ainda preferem ficar com os sofismas, com os achismos.
Então, embora a palavra "adoração" não seja usada diretamente em At. 20:7, nós sabemos que isto era o que aconteceu em Trôade porque no primeiro dia da semana os discípulos vieram para partir o pão juntos.
I Cor. 10: 16 - "Porventura o cálice de bênção, que abençoa mos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que par timos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?”.
Neste caso, o apóstolo associa pão e comunhão; comunhão e cálice abençoados. Aqui temos os dois emblemas que formam A COMUNHÃO. Isso revela que a comunhão da Ceia, não pode ser identificada simples ou somente pela expressão: par tir o pão.
Contrariando TODA lógica, TODA a exegese, TODA a evidência lexicográfica e TODA lingüística, Genésio Mendes arvora ter mais conhecimento de grego que eruditos que vem estudando grego há séculos. Já expus irrefutavelmente (e nem Genésio pode ir contra o dicionário grego) que Vine põe o “partir o pão” de At. 2.42, 20,7 e ICo.10.16 como a Santa Ceia. Genésio interpreta a Bíblia ao pé da letra, esquecendo-se de que as coisas não são tão simples como ele quer que sejam.
Vamos voltar para atos 2 e ficaremos bem esclarecidos sobre essa questão.
No verso 42, já descobrimos que a Igreja naqueles dias perseverava no partir do pão Lendo o verso 44-46, então a luz se nos salta aos olhos.
“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração”.
Havia na Igreja Primitiva perfeita harmonia cristã e social.
Posso fazer uma pergunta sincera? Em que linguagem foi escrito o NT? Se alguém me provar que foi em português, eu retiro tudo o que disse até agora dos escritos do Genésio Mendes. Mas se não... Notem a frase “partiam pão de casa em casa”. Genésio Mendes, tentando fazer uma esdrúxula análise sintática pseudo-grega, tenta alegar que “partir o pão” não se refere à Santa Ceia. Mas isto provei que é falso, sendo que no grego (não no português dos adventistas), At.20.7 tem a mesma frase para a Santa Ceia. Em At.2.46, o “partiam pão de casa em casa” não se refere à Santa Ceia. Ele só fala que os cristãos faziam suas refeições comuns depois de terem se reunido no templo. Mas a palavra grega para REFEIÇÕES, trofhv, NUNCA é usada para a Ceia do Senhor.
a Igreja num clima de liberdade religiosa .acentuado de tal forma, que os crentes viviam sempre juntos. Segundo o texto essa unidade era motivo de estarem sempre - de casa em casa - comendo o pão, que era repartido diariamente como alimen to natural.
Vejamos como o verso 46 emite esse pensamento;
"E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e par tindo o pão em casa ... "
No templo a comunhão, a doutrina, as orações.
Em casa, o partir do pão para todos. Logo, esse partir do pão, não era o mesmo pão abençoado da comunhão; pois se o fosse, eles comiam no templo; e não em cada casa. Essa aná lise nos prova que o costume de a Igreja se ajuntar para essa refeição comum, era peculiar nos dias apostólicos.
O texto de Atos 20:7, dá-nos essa mesma idéia da fraterni da de cristã. Paulo, estava na Grécia, onde permaneceu por três meses. Dali, resolveu voltar para Macedônia, e em Troas passou mais 7 dias. Já em Filipos Paulo havia participado da comunhão, por ocasião da festa dos asmos - o pão da Ceia. Depois dos sete dias em Troas, os crentes, sabendo que Paulo teria de viajar no dia seguinte, se reuniram para a despedida.
Nessa oportunidade, o apóstolo aproveitou para falar aos irmãos. Fez um longo discurso, nada de comunhão. O verso 11 nos informa que lá pela meia-noite houve um intervalo na quela vigília, e subindo, certamente à sala de refeição, parti ram o pão. Logo, confrontando os textos, fica claro que o par tir elo pão de Atos 20:7, foi uma refeição comum dos crentes, tenclo presente o apóstolo.
Vamos detalhar algumas coisas importantes do texto de l\los 20.
;1) -- A reunião foi promovida pelos crentes, e não pelo pasfor Palllo, v. 7;
b) o que Paulo fez foi um discurso, uma preleção, aliás,
b;lslante longa, v. 7,ll;
(') a rCllnião foi à noite e não de dia;
d) - o partir do pão, foi num intervalo, e não no lugar da reunião, v. 11.
Se, porém, a reunião fosse acompanhada da Ceia propria mente, isso não valeria como prova de santificação do primeiro dia, porque a Ceia não santifica o dia. Tomando por base as inferências do texto, a reunião foi na noite do primeiro dia para a segunda-feira; logo durante o dia passaram em seus la bores. Não há meios de provar a guarda do domingo com esse texto. Vamos, então examinar o último.
I Cor. 16:2 - "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua pros peridade, para que não se façam as coletas quando eu for".
Como se percebe, há nesse texto um parecer de Paulo aos crentes de Corinto, não sobre dia de guarda, mas sobre a co leta aos pobres da Judéia. Paulo, nesse passo bíblico, nem co gitou sobre dia de santificação.
Está de maneira explícita a palavra do apóstolo, mostrando que ele, nessa oportunidade, não tratava da doutrina referente ao dia de santificação, mas de assunto filantrópico que sempre tratava em suas epístolas, como podemos ver de Gál. 2: 10. Um assunto não se confunde com o outro. Também, agora somos levados a indagar: um parecer do apóstolo, quanto ao dia de se ajuntar umas ofertas, santificaria o dia? Incoerência, aliás, muita superficialidade nisso.
O ensino do verso de nossas considerações, afasta completa mente qualquer possibilidade de santificação do primeiro dia, senão
VEJAMOS:
"No primeiro dia da semana CADA UM DE VóS PONHA DE PARTE o que puder ajuntar, conforme a sua prosperida de, para que se NÃO FAÇAM AS COLETAS quando eu for".
A expressão - CADA UM DE VóS - individualiza os cren tes, o que nos coloca em posição definida de provar que era um trabalho feito em casa, e nunca em reunião pública da Igreja. Este pensamento está confirmado pela tradução Brasi leira, que tem a seguinte redação:
"Ao primeiro dia da semana cada um de vt'ls pOIIII,1 "111 !li"l casa ... ".
Isto é luz muito radiante para ser toldada C0111 111l'1"~; :11 gumentos. Uma vez que essas ofertas eram recolhidas ('111 (:/\ DA CASA, não precisava ser em momento marcado, \lias ;1 qualquer instante que desejassem os crentes.
" ... ponha de parte ... ". Outra particularidade importante.
Não se tratava, pois de uma coleta arrecadada, mas simples mente apartada, separada pelo dono da casa. Cada um fazia segundo sua condição financeira e desejo, sem que o vizinho disso compartilhasse.
_ " ... para que se não façam as coletas quando eu for". Eis outra prova insofismável de que as referidas coletas, nada ti nham com dia de guarda. Paulo aconselhou então aos irmãos que tivessem reunida a coleta para que em sua passagem ela lhe fosse entregue, sem necessidade de correrias ou apertos financeiros aos contribuintes, que não necessitavam então de arrumar o necessário de última hora.
Não era uma oferta oficial da Igreja, por isso mesmo podia ser guardada em casa. Destinava-se aOs necessitados de J erusa lém, conforme o v. 1. Era mais uma demonstração de genero sidade dos crentes de Corinto.
Quanto ao dia, foi um parecer do apóstolo, sem levar em consideração o valor dele. O que entrou em consideração foi a coleta e não o dia. Certamente ele havia de passar por ali, e quando passar? Por isso recomendou então que - desde o primeiro dia de atividades seculares - os crentes começassem a guardar - particularmente - as suas ofertas beneficentes.
Amado leitor, estudamos os oito textos apresentados em abo 110 da teoria que defende o primeiro dia como santificado. Fa(:a um retrospecto em sua consciência, faça agora uma pro 1'II11;Igor;i: em (lual texto encontrou-se pelo menos uma palavra '111(' desse a entender que o primeiro dia da semana foi santi l'i(;Il10 110 lllgar do sétimo dia, o s,íbado?