terça-feira, 28 de abril de 2009

Outra mudança doutrinária das Testemunhas de Jeová?

Traduzido da revista A Sentinela (01/05/07) em inglês por Mary Schultze para o CPR em 15/12/07

Milhões de adeptos TJ ao longo das décadas aprenderam a crer que a chamada celestial havia terminado em 1935. De lá para cá as "outras ovelhas" seriam buscadas para compor aqueles que herdariam o paraíso terrestre. Agora a liderança muda a doutrina? Até quando tais líderes brincarão com o destino eterno dos incautos que compõem tal seita?

Enquanto a Bíblia afirma haver somente UMA ESPERANÇA, essa seita admite DUAS - celestial e terrena. Os do céu são equivalentes aos verdadeiros cristãos - nascidos do Espírito, participam da ceia, filhos de Deus, etc. Os da terra, coitados, adeptos de segunda categoria - são identificados até como NETOS DE DEUS (revista Sentinela, 01/08/95, pág.13, item 19). (leia o folheto do CPR - Deus tem Netos?)



Texto da Sentinela, 01/05/2007: (NOTA: se alguém tiver o texto original em português, o CPR agradecerá se o enviar para cpr94@terra.com.br)

Quando cessa a esperança celestial do cristão?

A Bíblia não contém uma resposta exata para essa pergunta. Não sabemos se a unção dos discípulos de Jesus com a visão de sua herança celestial começou em 33 d.C. (Atos 2:1-4). Sabemos apenas que depois da morte dos apóstolos, os cristãos genuínos ungidos (o trigo) começaram a crescer junto com os falsos cristãos (o joio) (Mateus 13:24-30). Então, a partir dos anos 1800, os cristãos ungidos tornaram-se novamente muito ativos. Em 1919, “a colheita da terra” inclusive o ajuntamento dos ungidos finais, começou a ser feita (Apocalipse 14:15-16).

Dos anos 1800 até 1931, a principal eclosão na obra da pregação foi a reunião dos membros remanescentes do corpo de Cristo. Em 1931, os estudiosos da Bíblia assumiram, embasados na Bíblia, o nome de Testemunhas de Jeová e na edição de 15/11/1933, da “Sentinela”, o pensamento foi expresso no sentido de que esse nome fosse o “denário” a que Jesus se referiu na parábola registrada em Mateus 20:1-16. As doze horas mencionadas na parábola foram consideradas como correspondendo aos 12 anos, de 1919 a 1931. Durante muitos anos, depois disso, acreditou-se que a chamada para o reino celestial havia terminado em 1931 e os que foram chamados para ser os herdeiros reunidos com Cristo entre 1930 e 1931 foram “os últimos” chamados (Mateus 20:6-8). Mesmo assim, em 1966, uma compreensão ajustada à parábola foi apresentada e tornou-se claro que ela nada tinha a ver com o final da chamada dos ungidos.

Em 1935, “a grande multidão” de Apocalipse 7:9-15 foi entendida como se referindo a “outras ovelhas”, os cristãos com esperanças terrenas, os quais surgiriam na cena mundial, nos “últimos dias” e que, como um grupo, iriam sobreviver ao Armagedom (João 10:16; 2 Timóteo 3:1; Apocalipse 21:3-4). Depois daquele ano, a explosão na obra de fazer discípulos voltou-se para o ajuntamento da grande multidão. A partir daí, especialmente depois de 1966, passou-se a crer que a chamada celestial cessou em 1935... Isso parecia ser confirmado, quando quase todos que eram batizados, depois de 1935, achavam que tinham a esperança celestial. Então, a seguir, qualquer chamada para a esperança celestial eram cridos como sendo substitutos para os cristãos ungidos que haviam comprovado ser infiéis.

Sem dúvida, se algum dos ungidos apostata sem arrependimento, Jeová logo chama outro indivíduo para tomar o lugar dele. (Romanos 11:17-22). Contudo, o número dos ungidos verdadeiros que se tornaram infiéis não parece ser grande. Por outro lado, à medida que o tempo tem passado, alguns cristãos batizados depois de 1935 têm apresentado o testemunho de que possuem a esperança celestial (Romanos 8:16-17). Desse modo, parece que não podemos estabelecer uma data específica para o término da vocação celestial dos cristãos.

Como deveria ser vista uma pessoa que determinasse em seu coração que agora é ungida e começasse a tomar parte no Memorial? Ela não deveria ser julgada. O assunto fica entre ela e Jeová (Romanos 14:12). Mesmo assim, os genuínos cristãos ungidos não exigem atenção especial. Eles não acreditam que por fazer parte da unção possam merecer uma atenção especial. Eles não acreditam que pelo fato de serem ungidos eles tenham “insights” especiais, além dos que os membros experientes da grande multidão possam ter. Eles não acreditam que necessariamente tenham mais espírito santo do que os seus companheiros e outras ovelhas tenham, nem devem merecer um tratamento especial, nem exijam que pelo fato de participarem dos locais de emblemas eles estejam acima dos anciãos na congregação. Que eles se lembrem humildemente que alguns membros ungidos no primeiro século não se qualificaram para servir como anciãos ou servos ministeriais (1 Timóteo 3:1-10, 12, 13; Tito 1:5-9; Tiago 3:1) Alguns cristãos ungidos até mesmo eram espiritualmente fracos. (1 Tessalonicenses 5:14). E as irmãs, mesmo sendo ungidas, não ensinavam na congregação. (1 Timóteo 2:11-12).

Daí que os cristãos ungidos, junto com os outros companheiros da congregação, devem se esforçar no sentido de permanecerem espiritualmente fortes, cultivando o fruto do espírito e trabalhando pela paz na congregação. Todos os cristãos, quer sejam ou não ungidos, bem como as outras ovelhas, devem trabalhar arduamente na pregação das boas novas e fazer discípulos sob a direção do Corpo Governante. Os cristãos ungidos têm prazer em fazer isso, pois essa é a vontade de Deus que todos permaneçam na terra como servos de Jeová.


--------------------------------------------------------------------------------

Extraído de http://www.geocities.com/Athens/Agora/4618/1935isover.htm

Mundaça doutrinária: a data de 1935 já era!

Pelo Irmão Brasileiro

A Sociedade Torre de Vigia (STV) dá uma nova guinada em uma de suas antigas posições acerca da chamada celestial: uma "nova luz" colocou fim a data de 1935 como o limite para as pessoas entrarem no céu. Com a nova interpretação, qualquer testemunha pode reivindicar que Jesus Cristo é o seu mediador pessoal, que é nascido de novo, e consequentemente pode tomar do vinho e comer do pão na refeição noturna do Senhor (ceia). Isto pode soar estranho para os cristãos, que obedecem ao mandamento de Cristo de fazer isto "em memória de mim" (Lc 22:19), e que sabem das conseqüências de não tomar parte no pão e no vinho: "Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos." (Jo 6:53) Entretanto, o número de vagas continua extremamente apertado: segundo a ótica extremamente míope das TJ's, apenas 144.000 pessoas têm direito a tal "privilégio", em contraste absoluto com o que disse o nosso Senhor Jesus: "Na casa de meu Pai há muitas moradas." (Jo 14:2) Por isto, na prática nada muda, senão que os chamados "novos ungidos" - aqueles que supostamente têm o testemunho de que vão para o céu - que surgiram depois de 1935 ficam devidamente "oficializados" em suas posições.

Vejamos a mudança na "A Sentinela" de ' de Maio de 2007 na página 31:

"Sem dúvida, se um ungido cai sem arrependimento, Jeová chama outro indivíduo para tomar o seu lugar. (Romanos 11:17-22) No entanto, o número de ungidos genuínos que se tornaram infiéis não é grande. Por outro lado, com o passar do tempo, alguns cristãos batizados depois de 1935 tiveram nascido o testemunho que eles têm a esperança celestial. (Romanos 8:16,17) Assim, parece que não podemos marcar uma data específica para quando a chamada dos cristãos para a esperança celestial tenha terminado." (Pode haver uma pequena diferença deste texto em relação a edição brasileira, visto que a citação aqui é da edição americana da revista, traduzida pelo Irmão Brasileiro)

Fico imaginando como pode caber na mente das pessoas tal falácia. É notório que o número de cristãos no primeiro século tenha ultrapassado a isto. Somente em Atos dos Apóstolos, vemos as conversões em massa em apenas duas ocasiões. Somente no discurso de Pedro, "agregaram-se quase três mil almas" (At 2:31), e no de Pedro e João perante o sinédrio "ouviram a palavra, creram, e se elevou o número dos homens a quase cinco mil." (At 4:4) É notória as conversões numerosas em diversas ocasiões no novo testamento, tendo somente nestes dois exemplos cerca de 8.000 novos cristãos, todos eles "ungidos" segundo a interpretação da STV. Se somente com dois dias diferentes 8.000 pessoas se agregaram a fé, imagine como fervilhava a palavra naqueles dias. É evidente que muito mais de 144.000 pessoas se ajuntaram a cristo naqueles dias dos apóstolos. Imagine ai os tantos outros que supostamente entraram nesta contabilidade louca da STV nos dias do "pastor" Russel e Rutherford. O número de 144.000 já foi amplamente ultrapassado.

Quão fácil seria aceitar a simplicidade da mensagem do evangelho. Quão fácil seria se as TJ's lessem a Bíblia livres das interpretações da Torre de Vigia. Elas veriam que as "duas classes" aparentemente criadas em João 10:16 são os judeus e os gentios, e que eles não teriam esperanças diferentes, pois seriam "um [só] rebanho e um [só] pastor". Assim, a data de 1935 nunca existiu, nem tampouco o limite de vagas no céu. Isto foi invenção de homens quem nem entram no reino dos céus e nem deixam outros entrarem. (Mt 23:13)

Que Deus os abençoe e mostre a verdade e a simplicidade que há em Jesus Cristo (2 Cor 11:3; Jo 14:6).

0 comentários: