sexta-feira, 13 de março de 2009

Apologética - Perguntas difíceis a serem respondidas I.

Estas são algumas questões formuladas àqueles que tem dúvidas com relação à fé cristã. São perguntas que necessitam de uma resposta, visto dependerem delas a fé de muitos. Todos os artigos são do site http://www.gospelcom.net/faithfacts/ e traduzidos por Emerson Honório de Oliveira.

O cristianismo é baseado em uma fé cega?

Em um certo sentido, todos nós usamos fé diariamente em muitas áreas diferentes de nossas vidas. Se você alguma vez comeu em um restaurante, aceitou a prescrição de um médico, ou planejou o futuro, você tem operado certamente em um grau de "fé cega".
Como C. S. Lewis disse, a maioria das coisas em que você acredita são baseadas em autoridades ou em evidência secundária. Por exemplo, você pode nunca ter visto de fato um dinossauro vivo, mas você é confiante de que os dinossauros existiram. Nós somos confiantes que coisas como a gravidade e as leis da lógica existem embora nós não as possamos ver. É claro, experimentos e investigação racional deveriam aumentar sua confiança no que é a verdade.
A questão não é a fé. Todo o mundo tem fé - o ateu, agnóstico, ou cristão. A questão é qual é o objeto de nossa fé. Neste estudo mostraremos que o cristianismo é razoável e racional, que é logicamente consistente, que se ajusta com as evidências, e que é pertinente para homem moderno. E nós esperamos clarear alguns equívocos comuns sobre o cristianismo.
O cristianismo não é mera fé cega. Como enfatizou o teólogo D. James Kennedy, a afirmação que a crença no cristianismo produz uma visão irracional, inculta ou ininteligente da vida é completamente falsa. E a declaração que o ceticismo produz uma visão racional, inteligente e iluminado do Universo é igualmente falsa.
Fé cega é fé sem evidência, o que seria superstição. A Bíblia não nos pede para termos uma fé cega. A Bíblia nos pede para termos fé em evidências. Cremos que várias afirmações da verdade, inclusive o cristianismo, devem ser avaliadas na evidência.
Sim, sempre haverá um passo de fé para o cristão. Mas este passo não exige que uma pessoa deixe seu cérebro na porta da igreja.
Talvez você nunca viu uma explicação debatida, lógica do cristianismo. Esteja desafiado...


Há evidência racional para a existência de Deus?


Os autores Boa e Moddy explicam que há três possibilidades essenciais sobre a origem do Universo e as implicações sobre Deus:

1. Que o Universo surgiu do nada. Pouco precisa ser dito sobre esta noção. Nada não produz nada. Esta premissa não é lógica nem razoável.
2. Que o Universo é eterno. Há três fortes razões científicas para o Universo não ser eterno: (a) a teoria do Big Bang, (b) a abundância de hidrogênio, e (c) a decadência irreversível do Universo.
a. A descoberta por Edwin Hubble que o Universo parece estar se expandindo uniformemente em todas as direções leva à conclusão que o Universo teve um começo.
b. O hidrogênio está continuamente sendo convertido em hélio pelo processo de fusão nuclear. Este processo é irreversível. Assim, a abundância de hidrogênio no Cosmo desmente a noção de um Universo eterno.
c. A segunda lei da termodinâmica diz que enquanto a quantidade total de energia permanece constante (a primeira lei), a disponibilidade de energia utilizável no Universo constantemente está diminuindo (a segunda lei). Sem a intervenção de um agente sobrenatural (Deus), as estrelas já teriam se consumido e o Universo já teria perdido a corda como um relógio sem ninguém para dar corda nele novamente. A conclusão lógica é que não pode ser verdade que já se passou uma quantidade infinita de tempo porque o Universo teria chegado a um estado frio e inanimado de equilíbrio absoluto.
3. Que o Universo foi criado por um ser eterno. Por processo de eliminação, a existência de um Deus onipotente é a conclusão mais racional para a origem.

O bom senso leva à mesma conclusão. Há evidência de desígnio inteligente ao redor de nós. Se você ver o ninho de um pássaro, vai conclui que um pássaro o fez. Se ver um computador, ele tem que reconhecer a evidência de um desenhista inteligente de computador. O fato de uma criação exige um criador.
Há numerosas outras evidências científicas para a existência de Deus. Até mesmo cientista agnóstico Stephen Hawking, considerado o cientista mais conhecido desde Albert Einstein, reconhece: "...o Universo e as leis da física parecem ter sido especificamente projetados para nós. Se tivesse valores ligeiramente diferentes, a vida como nós a conhecemos não seria possível: o átomo não seria estável, ou eles não combinariam em moléculas, ou as estrelas não formariam os elementos mais pesados, ou o Universo se desistegraria antes que a vida pudesse se desenvolver, e assim por diante...". (Austin American-Statesman, 19 de outubro de 1997). Nós admitimos que as leis da física só poderiam ter vindo de um Deus onipotente e racional.


Os cristãos são "anti-científicos"?


Não. A ciência tem muitas raizes cristãs. A maioria dos cientistas antigos eram cristãos (Copérnico, Galileu, Pascal, Isaac Newton, Carl Linneu, Johannes Keppler, Robert Boyle, Louis Pasteur, Jean Henri Fabre, Michael Faraday, John Ambrose Fleming, etc.). Estes grandes cientistas operaram dentro de uma estrutura cristã.
Um fato interessante é que a vasta maioria de todo o desenvolvimento científico saiu da civilização ocidental, que tem o cristianismo como sua base. O cristianismo vê Deus como racional e ordeiro, o que implica que Sua Criação é racional, ordenada, podendo ser examinada. A natureza, na idéia cristã (comparada a ideologias não-cristãs) não era um objeto de medo e adoração.
A idéia de leis da natureza veio do cristianismo. E os conceitos de subjugar e cuidar da natureza vieram do primeiro livro da Bíblia--Gênesis.
Como o Dr. James Kennedy sugere, a ciência não poderia ter começado no mundo budista ou hindu. A essência dessas religiões é que o mundo físico não tem nenhuma realidade. A investigação científica requer a suposição que o mundo é real. A ciência também não poderia ter começado no mundo muçulmano porque sua ideologia é dominada pelo fatalismo, e o fatalismo é antitético ao conceito do progresso.
Houve má concepção sobre a Bíblia por muito tempo. Por exemplo, um má concepção é que a Bíblia ensina que a Terra é plana, ou que é o centro do Universo. Um exame mais profundo das Escrituras mostra o contrário. A idéia de um Terra plana da Bíblia está arraigada na linguagem bíblica de "quatro cantos" em Is. 11:12, Ap. 7:1 e "quatro ventos" em Jr. 49:36 e Mt. 24:31. As palavras hebraica e grega traduzidas como "canto" também são traduzidas como "quatro" e são melhor compreendidas como "direções" ou "rumos". O uso da Bíblia obviamente se refere às quatro direções medidas do ponto focal de interesse, sendo a forma padrão usada para medidas e mapeamentos naquela época. Além disso, em Is. 40:22 a Bíblia usa o termo "círculo do Terra", também traduzido como "esfera da Terra" como é evidente do contexto.
Podemos dizer que o cristianismo produziu as pessoas mais instruídas e cultas que qualquer outro movimento na história da humanidade. Em nosso próprio país, exceto 3 das primeiras 126 faculdades estabelecidas nos Estados Unidos, foram contruídas para propagar o Evangelho de Jesus Cristo.
A Bíblia não foi escrita como um livro de ensino de ciência. Mas, quando a Bíblia revela verdades relacionadas a ciência, a Bíblia acerta. Na verdade, a Bíblia demonstra conhecimento e conceitos científicos antes do ser humano ter desenvolvido a base tecnológica para tal conhecimento.
O biólogo William J. Cairney (no livro editado por John Warwick Montgomery, veja lista de recurso) fala das muitas afirmações desta pré-ciência bíblica nos campos de saúde humana, controle de doenças, agricultura, etc. Ele disse: "Estas regras de serviço de saúde pública e dietas se baseiam em preceitos que requeriam muito conhecimento de epidemiologia, microbiologia, fisiologia, patologia vegetal e animal, cujo desenvolvimento não ficou disponível até os últimos cem anos da história humana".
Henry Morris (no Apêndice 8 do livro O Defensor do Estudo Bíblico) lista outras numerosas indicações pré-científicas na Bíblia.
Os denominados conflitos da ciência e a Bíblia são freqüentemente conflitos entre interpretações dos fatos. Apesar de haver questões que não têm ainda nenhuma explicação, não há nenhum conflito fundamental entre a ciência e as Escrituras. (veja também a seção de Evolução e Criação em nosso site.)
Mais importante, enquanto vivemos num tempo de mudança e de grande descoberta científica, o que nós descobrimos sobre o coração humano é que ele não mudou. Os assuntos relacionados à natureza humana, às emoções, relações, e último significado permanecem as mesmas. É nas Escrituras que achamos verdades duradouras válidas tanto para homem moderno como para o homem antigo.

(Fonte: LOGOS Apologética cristã - http://logoshp.6te.net/index.htm)

2 comentários:

kal-lews disse...

Há evidência racional para a existência de Deus ?

O fato de ser a melhor das alternativas, na sua opinião, não quer dizer que seja a verdadeira.

Se o perfeito funcionamento do universo exige para ele um criador, por que a perfeição de Deus também não exige para ele um criador, gerando assim um grande paradoxo onde todo criador teria que ter um criador ?

O Peregrino disse...

Obrigado por acessar meu blog.

Primeiramente, se você não é um Cristão – que tem sido salvo por fé no Senhor Jesus Cristo e tem o Espírito Santo dentro de você – é impossível para você entender o significado das palavras das Escrituras, incluindo o que ela diz sobre Deus. As verdades da Bíblia estão escondidas daqueles que ainda não vieram a ter fé em Crist o, mas são vida para aqueles que acreditam (1 Coríntios 2:13-14; João 6:63).

Bem, sabemos que do nada, nada pode surgir. Então, se alguma vez já houve um tempo em que não existia absolutamente nada, então nada jamais viria a existir. Mas as coisas existem. Por isso, uma vez que nunca pode ter havido o nada absoluto, alguma coisa deve ter sempre existido. Esta coisa que sempre existiu (Isaías 57:15) é o que chamamos Deus. Salmo 90:1-2 diz: "Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus."

Nem precisamos dizer o quanto é importante para nós tentarmos entender a natureza de Deus! Se não o fizermos, provavelmente vamos nos levantar, procurar e adorar falsos deuses contrários a Sua vontade (Êxodo 20:3-5) e nos levar no caminho para o inferno. Apenas o que o próprio Deus escolheu de Si mesmo para ser revelado pode ser conhecido.

A leitura de alguns dos nomes de Deus pode nos ajudar em nossa busca por como é Deus. Eles são os seguintes:

Elohim – O Forte, divino (Gênesis 1:1)
Adonai – Senhor, indicando uma relação de Mestre para servo (Êxodo 4:10, 13)
El Elyon – O mais Alto, o mais Forte (Gênesis 14:20)
El Roi – o Forte que enxerga (Gênesis 16:13)
El Shaddai – Deus Todo-Poderoso (Gênesis 17:1)
El Olam – eterno Deus (Isaías 40:28)
Yahweh – SENHOR “Eu Sou”, significando o Deus eterno auto-existente (Êxodo 3:13,14).

O tema predominante de Gênesis é a existência eterna de Deus e a Sua criação do mundo. Não há nenhum esforç o por parte do autor de defender a existência de Deus; ele simplesmente afirma que Deus é, sempre foi e sempre será o Todo-Poderoso sobre todos. Da mesma forma, temos confiança nas verdades de Gênesis, apesar das afirmações daqueles que o negam.

Fique com Deus!