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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Falar mal é sempre um mal


“Não saia da vossa boca nenhuma palavra que cause destruição, mas somente a que seja útil para a edificação, de acordo com a necessidade, a fim de que comunique graça aos que a ouvem”. (Efésios 4.29 – KJV)

Você soube o que aconteceu com fulano? (…)

Se você ficou curioso sobre o que eu poderia dizer a partir da pergunta acima, pode ser que você seja uma pessoa que se agrada em saber as agruras e os pecados dos outros e possivelmente se deleite com isso. Quando falamos mal de alguém é porque nos julgamos melhores do que aquele alguém que estamos falando. Nos sentimos bem pois, afinal, não foi a gente que possivelmente praticou algum pecado. Você julga-se bom. Quase sem pecados. Afinal, como disse o filósofo Jean-Paul Sartre: “O inferno são os outros”.

Seria mesmo verdade que o mal está no outro?

Quem fala mal do outro tem que estar numa posição privilegiada. Ou então é apenas pura inveja do objeto da conversa. Vi esses dias uma frase que me chamou a atenção. Dizia assim: “Você não pode julgar as pessoas só porque elas pecam de uma forma diferente da sua”. Achei muito interessante e verdadeiro. Afinal, quem não peca, quem não erra? Já disse Jesus: “Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra”(João 8.7).

No entanto, é verdade também que há pessoas que são venenosas – você conhece alguém assim? As palavras que saem da boca de muitas pessoas são puro veneno. São pessoas que não conseguem falar bem de ninguém. Só veem os defeitos e os ampliam com suas palavras carregadas de ódio disfarçado de “minha opinião”.  Onde “ser venenoso” transformou-se hoje em “ser sincero”.

As pessoas esquecem de uma verdade inexorável: as palavras ferem. E como ferem. Às vezes criam feridas que outros levam para o resto de suas vidas.

O apóstolo Paulo nos adverte, em sua epístola aos Efésios, que da nossa boca não deveria sair nada “torpe”. A palavra “torpe” aqui, em grego, é “sapros”, que é utilizada para árvores podres que produzem frutos igualmente podres. São pessoas cujas conversas enegrecem a alma, nem sempre a do objeto de detração, mas, com certeza, daqueles que dialogam diabolicamente com aquele sorriso disfarçado nos lábios.
O que Paulo recomenda é que se faça justamente o contrário. As palavras que deveriam sair de nossas bocas deveriam ser para a edificação, ou seja, para o crescimento das pessoas e não para destruí-las. Palavras de ânimo. Cheias de misericórdia e amor. Quando tratamos as pessoas assim estamos praticando o Evangelho de Jesus. Caso contrário, seremos semelhantes aos fariseus, religiosos cheios de razão e nenhum espírito de perdão e graça.

Jesus disse que a boca fala do que está cheio o coração (Mateus 12.34). Já pensou sobre isso? Quando falo mal de alguém estou apenas expondo o próprio mal que há em mim. Se somos de fato cristãos pensaremos duas vezes antes de falar de alguém. Ao invés de usar as palavras como espada na vida dos outros, nossas palavras devem ser cheias de consolo e graça. O apóstolo lembra-nos que devemos usá-las de forma boa, edificante, no tempo certo e cheias da graça de Cristo. Como estamos precisando de pessoas assim hoje em dia. A decisão é sempre nossa. A decisão de como usar a língua é sua. Nesse sentido, ou seremos sábios ou tolos como diz Provérbios 12.18: “Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina”. Noutra versão diz assim: “As palavras do tagarela ferem como espada de dois gumes, todavia a língua dos sábios promove a cura”.

Não coloque lenha nas fogueiras dos outros, você pode ser o único que se queimará. A calúnia e difamação além de ser pecado é um crime. O apóstolo Tiago nos adverte: “Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno” (Tiago 3.6). Lembre-se do que disse também o sábio Salomão: “Sem lenha o fogo se apaga, sem o caluniador encerra-se a briga” (Pv 26.20).

A sua língua tem ferido ou trazido cura aos seus ouvintes? Responda sinceramente: se você pudesse engolir suas palavras, elas te nutririam ou te envenenariam?



Fonte: Napec.org

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