Por André Sanchez
Estamos nos tornando a cada dia mais insensíveis. Poucas coisas são capazes
de nos chocar e de nos mover de nossa posição. Não somos mais surpreendidos por
quase nada. Nenhuma notícia, por mais triste, ou por mais trágica que seja,
parece nos mover em direção a solidariedade e ao amor genuínos.
Tornamos-nos apenas expectadores de tragédias; frios, com pouca demonstração de que
estamos nos importando com o que os outros estão sofrendo e sentindo.
É claro que não temos recursos materiais e nem tempo suficiente para ajudarmos a todas
as pessoas em todas as situações, mas não será isto uma desculpa? Não podemos
fazer nada mesmo? Não podemos nos mover em nenhuma direção em favor dos que
sofrem? Não podemos nos solidarizar com as pessoas alvos das notícias tristes?
Nem das que estão perto de nós? Não podemos orar? Não confiamos na ação de Deus?
Arrumamos desculpas para tirarmos o nosso corpo fora e isto de deve ao nosso
total estado de insensibilidade. Estamos sentados e acomodados, aprendendo algo
que é diabólico: que temos que receber de Deus as [nossas] bênçãos. Ser uma
bênção não parece fazer parte do aprendizado e da prática.
Campanhas de ajuda ao próximo e de oração pelos necessitados, tem sempre participação
mínima, enquanto congressos e reuniões para [alcançar] as bênçãos de Deus estão
sempre lotadas.
Deus disse a Abraão: “de ti farei uma grande nação, e te
abençoarei, e te engrandecerei o nome.” e “Sê tu uma bênção!” (Gn 12. 2)
Uma via de mão dupla que não parece ser a que nos inspira no século XXI. O
desejo de Deus [Sê tu uma
bênção] parece ser a exceção nos nossos dias. Ser uma bênção deveria
ser a regra, mas não é!
Além de querer que Deus te abençoe você tem buscado com o mesmo afinco ser uma bênção?
Olhar para o próximo com sensibilidade e amor é ser uma
bênção. Deixe de lado a insensibilidade e seja uma bênção! Insensibilidade e
cristãos não combinam!
Fonte: cristaoreformado.com.br


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