sábado, 2 de março de 2019

CARNAVAL A Festa em Homenagem aos Pecados da Carne

Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição, …” (Gálatas 6.8).

Brasil é considerado no mundo todo como o “país do carnaval“. Existe até uma música que diz: “Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu”. O Carnaval está relacionado à alegria, liberdade e muita curtição, mas nós sabemos que os excessos cometidos nesses dias de folia causam muita tristeza. A alegria dura poucos dias, mas as consequências do pecado podem durar uma vida inteira. A prostituição, o adultério e as drogas destroem vidas preciosas e muitos guardam como lembranças do Carnaval, as doenças sexuais, gravidez indesejada e muitas feridas na alma. Devemos considerar que muitas festas podem ser perigosas, principalmente quando envolvem bebidas alcoólicas e drogas, mas o Carnaval com certeza é a pior delas. Por não ser uma festa familiar, o Carnaval afasta a pessoa; principalmente o jovem, do seu lar, colocando-o num ambiente onde tudo é permitido. Por isso você precisa entender a origem desta festa:

Carnaval, provavelmente, vem da palavra latina “carnelevarium” ou “eliminação da carne” e tem suas raízes nas festas gregas realizadas por volta do ano 600 antes de Cristo, como forma de agradecimento aos deuses pela produção agrícola. Mas o nome atual e sua popularização se devem, principalmente, à iniciativa da Igreja Católica Romana, que adotou a festa no século VI d.C. como uma espécie de despedida aos prazeres da carne nos dias que antecedem à quaresma. Nos quarenta dias de penitência, inspirados no jejum de Jesus no deserto, o católico não poderia comer carne. Por isso, realizava-se, nos três dias antes da quarta-feira de cinzas, o “carne vale”, que em latim significa “adeus à carne”. Era a oportunidade para que fosse consumida a carne e outros alimentos que, se guardados, apodreceriam durante a quaresma. Sabendo-se que a quaresma seria um tempo de santificação para o católico, o Carnaval foi adquirindo a conotação de um período de liberação nas questões morais.

Com o passar dos séculos, o aspecto religioso enfraqueceu, mas a festa continuou com folias, brincadeiras, libertinagem, música e dança. As fantasias com máscaras escondem a identidade dos foliões, dando certa sensação de liberdade, podendo brincar sem ser reconhecido pelos outros. Cria-se então a ocasião propícia para expressões que não seriam aceitas no cotidiano. Assim, tornou-se muito comum a prática dos homens se vestirem de mulher e vice-versa. No Brasil, a festa reforçou seu aspecto artístico com desfiles de escolas de samba e carros alegóricos, mas por outro lado, enfatizou o erotismo, com fantasias que expõem o corpo, principalmente das mulheres.


São três dias de folia, e ao final deles, muita tristeza: famílias e relacionamentos destruídos por causa da traição, mortes por overdose de drogas, acidentes de trânsito, assaltos, grande número de homicídios e brigas. Quantas moças perdem sua virgindade na loucura do Carnaval e ficam grávidas prematuramente? Quantas crianças são roubadas de pureza e inocência? Quanta violência e loucura em nome do prazer! Um prazer passageiro, que não preenche a alma, pelo contrário, só aumenta a solidão, as frustrações e traz o peso da culpa.

O Carnaval é uma festa onde há licença para pecar e por isso Deus não aprova. A Bíblia diz que o resultado do pecado é a morte (Romanos 6.23), e nós cristãos, não podemos de maneira alguma participar disso. A Bíblia também diz que o cristão se tornou nova criatura, com uma nova natureza, e agora deve buscar a santificação, pois o corpo já não é seu – ele se tornou morada do Espírito Santo (1 Tessalonicenses 4.3,4) Por isso, você e eu não podemos nos conformar com uma festa que é sinônimo de pecado e alegria passageira, onde Deus fica de fora.


O cristão e o Carnaval


Sabemos ser o Carnaval uma festa da carne que não é devida a nós que “não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele por ninguém é julgado.  Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (I Coríntios 2.12-16). 

O Senhor nos faz sentir o prazer pela sua palavra (Salmos 1.2) e perder o prazer pelas coisas da carne, saindo da “roda dos escarnecedores” quando o Espírito Santo nos convence do pecado (João 16.8-11). Por isso não adianta combatermos o carnaval com a nossa carne (vontade ou opinião), precisamos aprender a lutar espiritualmente e pedir a Deus que convença nossos familiares, amigos e governantes a abandonar estas práticas.

O Carnaval é uma festa imprópria para todos, mas principalmente para o cristão. Alguns vão com o propósito de evangelizar e não podemos proibir o evangelismo, mas devemos alertar que é um trabalho arriscado. Todo cuidado é pouco. Alguns jovens vão com a desculpa de uma diversão inocente. Cuidado! É muito difícil alguém entrar no “esgoto” e sair sem se sujar. Nossa alegria não depende de festas. Em Cristo está o nosso prazer e a nossa alegria, que não termina na Quarta-Feira de Cinzas, mas continua para sempre!

A Bíblia diz: “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição, mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” (Gálatas 6.8).


O que acontece no Carnaval?


“Digo, porém: Andai em Espírito, e não satisfareis a concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.  Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia (sensualidade, pornografia, devassidão) idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias (teimosia, tenacidade), ciúmes, iras,discórdias, dissensões(desarmonia, divisão, desacordo), heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse,que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5.16-21). 

O que acontece no carnaval foi descrito nestes termos, mas todos os anos, através dos mesmos veículos de comunicação que divulgam esta ‘festa’ o saldo é: rombos nos cofres públicos que bancam estas comemorações, assaltos, acidentes de trânsito, assassinatos, lares desfeitos por adultérios, gravidez inconsequente, milhares de jovens experimentam drogas pela primeira vez, o vírus da Aids é comprovadamente proliferado em alta escala nestas datas, etc.  E se existissem saldos positivos, seriam mínimos diante de tais fatos.


No livro de Isaías (leia abaixo) vemos uma advertência sobre festas pagãs da época que eram muito parecidas com o Carnaval atual. Esta festa apresenta muitos atrativos, inclusive, para os jovens cristãos, porque hoje muitas coisas são aceitas sob o pretexto de que “não tem nada a ver”. Mas cuidado, pois essa festa tem sido um caminho de destruição para muitas vidas. Veja:

Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquente! E harpas e alaúdes, tamboris e gaitas, e vinho há nos seus banquetes, e não olham para a obra do Senhor, nem consideram as obras das suas mãos. Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento, os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede. Portanto, o inferno grandemente se alargou, e se abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descerão o seu esplendor, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles se alegram. Então, o plebeu se abaterá, e o nobre se humilhará; e o nobre se humilhará; e os olhos dos altivos se humilharão” (Isaías 5.11-15).

Fonte: cristaoreformado.com.br

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