sexta-feira, 18 de março de 2016

Comentários Bíblico com relação a Efésios 4:11

Um membro da seita CCB, ao invés de dialogar com relação aos artigos postados em lide, fica fazendo comentários totalmente fora do assunto, mesmo ainda mostrando os erros praticados por essa seita, o indivíduo gosta de lançar versículos fora do contexto para apazigua sua seita e seu ego; com isso; seu pensamento é que somente os da CCB estão “certos” colocando as demais denominações unida com a ICAR, o que não é verdadeiro seu ponto de vista, pois seu julgamento é pretensioso e fora das Escrituras, não à conhecendo, aliás; segundo sua seita, não há necessidade de estudar as Escrituras, porém a minha Bíblia diz em João 14:26 Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. Como o Espírito Santo vai ensinar se a pessoa não se dedica a estudar? Como o Professor vai te ensinar se nem os deveres você faz? Aí tá difícil! Pior de tudo, não conhecendo as Escrituras nem o Poder de Deus, se acham os donos da verdade, pobres almas. Vou aqui colocar os comentários com relação ao título de Pastor porque o adepto questiona que o título ou cargo de Pastor não existe.


COMENTÁRIO COM RELAÇÃO A EFÉSIOS 4:11   

Elienai Cabral - Comentário Bíblico Efésios

Pastores
"... e outros para pastores". O ministério pastoral inclui outros títulos que representam a mesma função de pastor, tais como ancião, presbítero e bispo. Todos esses nomes têm o mesmo significado em relação ao ministério pastoral.

É o ministério mais desejado na atualidade, e isto se dá mais pela função atual de um pastor na igreja, que é o de exercer liderança sobre um povo em local fixo. Entretanto, o real significado de pastor, no grego, é "guardador de ovelhas". O exemplo mais claro desse significado está na identificação que Jesus fez acerca de si mesmo como "o bom Pastor que dá a sua vida pelas ovelhas" (Jo 1.11). Em outros textos do Novo Testamento, como Hebreus 13.20 e 1 Pedro 2.25; 5.4, os escritores identificam Cristo como o exemplo do
verdadeiro pastor.

No princípio do Evangelho, com a formação de várias igrejas, houve a necessidade de homens piedosos e respeitados nas congregações para as dirigirem. As primeiras igrejas eram entregues aos "anciãos" locais (At 11.30; 14.25; 20.17; 28). Por serem homens idosos e de larga experiência na vida, eram colocados na direção das igrejas. A palavra "ancião" referia-se mais à idade e posição deles, mas o título mais oficial era bispos ou presbíteros.

Esse título indicava a ideia de uma posição de liderança na igreja local. Em outras palavras, eram pastores locais, cujo trabalho era o de alimentar o rebanho, protegê-lo dos falsos ensinos, conservar a sã doutrina, orientar os crentes na vida diária, conduzir as reuniões com "ordem e decência" (At 20.28; 1 Co 14.40; Tt 1.9,1 l;Tg 5.14; 1 Pe5.2; 2Pe2.11).

Comentário Bíblico Expositivo NT Vol. 2 - Warren W. Wiersbe

Pastores e mestres (v. 11 d). O fato de o pronome "outros" não ser repetido entre esses dois termos indica que se trata de um único cargo com dois ministérios. A designação pastor dá a entender que a congregação local é um rebanho de ovelhas (At.20:28), e que é responsabilidade desse ministro alimentar e conduzir o rebanho (1 Pe. 5:1-4, em que "presbítero" é outro nome para "pastor"). Ele o faz por meio da Palavra de Deus, o alimento que nutre as ovelhas. A Palavra e a vara que guia e que disciplina as ovelhas. A Palavra de Deus oferece proteção e provisão para a igreja local, e não há entretenimento, comunhão ou qualquer outra atividade religiosa que possa tomar seu lugar.

Comentário Bíblico Moody

Pastores e mestres. Esses dois termos estão juntos. A primeira palavra significa aquele que cuida das ovelhas. Aqueles que são pastores do rebanho também são doutores (professores). O verdadeiro pastor deve proceder em um ministério de pregação expositiva da Palavra.

O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento - Earl D. Radmacher  Ronald B. Allen  H.

Pastores fazem pela Igreja tudo o que um pastor no sentido da palavra faz pelas ovelhas: alimentam, amparam, cuidam e protegem contra os inimigos. Não cabe necessariamente ao pastor ganhar ovelhas, mas, sobretudo, cuidar delas para
que sejam fortalecidas, fiquem saudáveis, e seu rebanho cresça.

Francis Foulkes - Efésios Introdução e Comentário

Paulo passa a falar agora dos dons específicos que Ele (Jesus) deu aos homens. A luz dos versículos 7, 8 não devemos entender concedeu como um mero equivalente para "designou". Todos, em seus ministérios particulares, são dons de Deus à Igreja. "Devemos a Cristo o fato de termos ministros do evangelho", diz Calvino. A Igreja pode indicar homens para diferentes trabalhos e funções, mas, a menos que tenham os dons do Espírito e sejam, portanto, eles mesmos os dons de Cristo à Sua Igreja, sua indicação será sem valor. A expressão também "serve para lembrar aos ministros que os dons do Espírito não são para enriquecimento pessoal, e sim para enriquecimento da Igreja" (Allan). (Ênfase minha)
Se esta epístola tivesse sido escrita numa data posterior, conforme o pensamento de alguns, seria quase impossível não existir referência ao ministério local dos bispos, presbíteros e diáconos, os quais se tornaram da maior importância para a Igreja. Assim, o apóstolo não está pensando nos ministros de Cristo em seus ofícios, mas sim em seus dons espirituais específicos e suas tarefas, e havia muitos que não estavam limitados a uma determinada localidade no exercício de suas funções para a edificação
da Igreja. Este fato explica a seleção que encontramos aqui e na lista semelhante em 1 Coríntios 12:28.

Juntos então, aparecem os pastores e mestres (palavras ligadas pelo mesmo artigo em grego). É possível que esta frase descreva os ministros da igreja local, enquanto as três primeiras categorias são consideradas como pertencentes à Igreja universal. Mais provavelmente, o pensamento
dominante é ainda de funções e dons espirituais. Apóstolos e evangelistas têm a tarefa especifica de plantar a Igreja em cada lugar, profetas a de trazer uma palavra específica de Deus para uma dada situação. Os pastores e mestres são dotados para assumirem a responsabilidade pela edificação da Igreja dia a dia. Não há uma nítida linha divisória entre os
dois. Os deveres do pastor são: prover o rebanho de alimento espiritual e procurar protegê-lo de perigos espirituais. Nosso Senhor utilizou esta palavra em João 10:11,14 para descrever Sua própria obra, sendo sempre Ele mesmo, o sumo Pastor (Hb 13:20; 1 Pe 2:25; 5:4), sob Quem os homens são chamados a pastorear "o rebanho de Deus" (1 Pe 5:2; Jo
21:15; At 20:28). Cada pastor deve ser "apto para ensinar" (1 Tm 3,2; Tt 1:9), embora seja evidente que alguns possuem preeminentemente o dom de ensino, e pode-se dizer que formam uma divisão particular do ministério dentro da Igreja e que são um dom especial de Cristo a Seu povo (At 13:1; Rm 12:7, 1 Co 12:28).

William Barclay - Comentário Bíblico - Efésios

Esta passagem tem particular interesse porque oferece um quadro sobre a organização e administração da Igreja primitiva. Aqui há uma lista dos cargos da Igreja na época de Paulo. Na Igreja primitiva existiam três tipos de acusações. Eram poucos os que possuíam mandato e autoridade sobre toda a Igreja. Muitos tinham um ministério não confinado a um lugar, mas sim desempenhado em forma itinerante, indo aonde o Espírito os impulsionava e aonde Deus os enviava. Outros tinham um ministério local confinado a uma congregação e a um lugar.

Os pastores e mestres parecem constituir uma só categoria. Eram mestres. Em certo sentido tinham a tarefa mais importante em toda a Igreja. Não eram ambulantes; possuíam um cargo fixo e permanente desempenhando o trabalho numa comunidade determinada. A missão que desempenhavam era tripla.
(a) Deve-se lembrar que na Igreja primitiva existiam muito poucos livros. A imprensa foi inventada quase quatorze séculos depois. Cada livro devia ser escrito à mão. Um livro do tamanho do Novo Testamento deveria custar mais de cem dólares. Isto significa que a mensagem de Cristo tinha que ser irradiada verbalmente. Durante muito tempo existiu esta transmissão oral antes que a mesma chegasse a consignar-se por escrito. Os mestres tinham a responsabilidade tremenda de ser os depositários do relato evangélico. Sua missão consistia em conhecer e transmitir o relato da vida de Jesus. A eles devemos o fato de que a história de Jesus se perpetuasse na Igreja.
(b) A pessoa que ingressava na Igreja provinha diretamente do paganismo; não sabiam absolutamente nada do cristianismo, exceto que Jesus se apropriou de seus corações. Por esta razão os mestres ensinavam e explicavam a fé cristã aos conversos provenientes do paganismo. Os grandes temas doutrinários da Fé cristã eram o objeto do ensino; dos mestres dependia a pureza da doutrina; a eles devemos que a fé cristã se manteve pura e sem tergiversações ao ser transmitida.
(c) Estes mestres eram também pastores. Naquela época a Igreja cristã não era mais que uma pequena ilha no oceano do paganismo. Os que ingressavam nela só se apartaram da vida pagã: estavam de contínuo abertos à influência do paganismo; o perigo de recaída era constante. A tarefa do pastor consistia em apascentar o rebanho e guardá-lo em segurança.
O termo pastor é muito antigo e nobre. Nos remotos tempos do Homero o rei Agamenon era chamado o pastor do povo. Jesus mesmo se chamou o Bom Pastor (João 10:14, 14). O autor da Carta aos Hebreus chama Jesus o Grande Pastor das ovelhas (Hebreus 13:20). Pedro considera Jesus como o Pastor das almas (1 Pedro 2:25) e o Príncipe dos pastores (1 Pedro 5:4). Jesus deu a Pedro o mandato de apascentar suas ovelhas (João 21:16). Paulo admoestava aos anciãos de Éfeso que vigiassem sobre o rebanho que Deus lhes tinha encomendado (Atos 20:28). Também Pedro exortava os anciãos a apascentar o rebanho de Deus (1 Pedro 5:2). Assim a figura do pastor fica estampada no Novo Testamento em forma indelével. O pastor era aquele que cuidava das ovelhas e as conduzia a lugares seguros; buscava as ovelhas desencaminhadas para levá-las de volta ao rebanho; defendia-as contra os inimigos e, em caso necessário, dava sua vida para salvá-las.
O pastor do rebanho de Deus é o homem que leva em seu coração ao povo de Deus, que o alimenta com a verdade, que vai em sua busca quando se extravia, que o defende contra tudo o que pode ferir, destruir ou tergiversar sua fé. E não se trata precisamente de uma acusação oficial; é um dever que pesa sobre os ombros de todo cristão. Cada cristão deve ser o pastor de todos os seus irmãos.

Francis Foulkes - Efésios Introdução e Comentário

Os pastores e mestres são dotados para assumirem a responsabilidade pela edificação da Igreja dia a dia. Não há uma nítida linha divisória entre os dois. Os deveres do pastor são: prover o rebanho de alimento espiritual e procurar protegê-lo de perigos espirituais. Nosso Senhor utilizou esta palavra em João 10:11, 14 para descrever Sua própria obra' sendo sempre Ele mesmo, o sumo Pastor (Hb 13:20; I Pe. 2:25; 5:4), sob Quem os homens são chamados a pastorear "o rebanho de Deus" (1 Pe 5:2; Jo 2l:15; At 20:28). Cada pastor deve ser "apto para ensinar" (1 Tm 3,2; Tt 1:9), embora seja evidente que alguns possuem preeminentemente o dom de ensino, e pode-se dizer que formam uma divisão particular do
ministério dentro da Igreja e que são um dom especial de Cristo a Seu povo (At 13:1; Rm l2:7, I Co 12:28).

Comentário de Efésios 4.11 (Na íntegra)

Por João Calvino

“E ele deu uns para apóstolos, e alguns, os profetas; e alguns, evangelistas; e alguns, pastores e mestres;” (Efésios 4.11)

Paulo volta a explicar a distribuição de dons, e ilustra com maior extensão o que ele tinha superficialmente aconselhado, que desta variedade surge a unidade na igreja, como os vários tons da música produzem uma doce melodia. O significado pode ser assim resumido. "O ministério externo da palavra também é recomendado, por causa das vantagens que ela produz. Certos homens nomeados para esse ofício, são empregados na pregação do evangelho. Este é o arranjo através do qual o Senhor tem o prazer de governar a sua igreja, para manter a sua existência, e, finalmente, para garantir sua mais alta perfeição."

Isto pode gerar surpresa, que, quando os dons do Espírito Santo se tornam objeto de discussão, Paulo enumerasse ofícios em vez de dons. Eu respondo, quando os homens são chamados por Deus, os dons são necessariamente conectados com ofícios. Deus não confere aos homens o simples nome de Apóstolos ou pastores, mas também os dota com dons, sem os quais eles não podem cumprir devidamente as suas funções. Aquele a quem Deus designou para ser apóstolo não recebe um título vazio e inútil; porque a ordem divina, e a capacidade de realizá-la, vão junto. Vamos agora analisar as palavras em detalhes.
“E ele deu”. O governo da igreja, pela pregação da palavra, é antes de tudo declarado não ser de qualquer invenção humana, mas a mais sagrada ordenança de Cristo. Os apóstolos não se nomearam a si mesmos, mas foram escolhidos por Cristo; e, nos dias de hoje, os verdadeiros pastores não confiam imprudentemente em si mesmos, e nem no seu próprio julgamento, mas são levantados pelo Senhor. Em suma, o governo da igreja, pelo ministério da palavra, não é uma invenção dos homens, mas uma designação feita pelo Filho de Deus. Como a própria lei inalterável, exige o nosso assentimento. Aqueles que rejeitam ou desprezam este ministério que é proposto, insultam e se rebelam contra Jesus Cristo o seu Autor. É o próprio Jesus quem lho deu; porque, se ele não levantá-lo, não haverá nenhum. Outra conclusão é que nenhum homem estará apto ou qualificado para tão ilustre ofício caso não tenha sido formado e moldado pela mão do próprio Cristo. Para Cristo devemos isto, a saber, termos os ministros do evangelho, que abundam nas qualificações necessárias, que correspondem à confiança que lhes foi cometida. Tudo, tudo é seu dom.

“Uns para apóstolos”. Os diferentes nomes e cargos atribuídos a diferentes pessoas têm a sua origem a partir daquela diversidade dos membros que formarão a integridade de todo o corpo, - todas as razões de emulação e inveja e ambição, são assim, removidas. Se cada pessoa deve exibir um caráter egoísta, deve se esforçar para ofuscar o seu próximo, e terá em conta todas as preocupações, senão a sua própria, - ou, se mais pessoas eminentes devem ser objeto de inveja para aqueles que ocupam uma menor posição, - em cada um, e em todos estes casos, os dons não são aplicados ao seu uso adequado. Paulo, portanto, lhes lembra, que os dons concedidos a indivíduos não são destinados para realizar seu interesse pessoal egoísta, mas para serem empregados para o benefício de todos. Dos ofícios que são aqui enumerados, já falamos em extensão considerável, e devo agora dizer nada mais do que aquilo que a exposição da passagem parece exigir. Cinco classes de detentores de ofícios são mencionados, apesar de, neste momento, eu estou ciente, há uma diversidade de opiniões; porque alguns consideram os dois últimos como um só ofício. Deixando de fora as opiniões dos outros, eu apresentarei a minha.
Eu tomo a palavra apóstolos não naquele sentido geral que a derivação do termo (enviados) poderia justificar, mas em sua própria significação peculiar, porque se refere àquelas pessoas altamente favorecidas a quem Cristo exaltou à mais alta honra. Tais eram os doze, a cujo número Paulo foi adicionado depois. Seu ofício era difundir a doutrina do evangelho em todo o mundo, para plantar igrejas, e para erguer o reino de Cristo. Eles não tiveram as suas próprias igrejas que fossem designadas a eles; mas a comissão dada a todos eles foi a de pregar o evangelho onde quer que fossem.

Ao lado deles, vêm os evangelistas, que estavam intimamente vinculados à natureza do seus ofício, mas ocupavam uma posição inferior. A esta classe pertencia Timóteo e outros; porque, enquanto Paulo os menciona, juntamente consigo nas saudações de suas epístolas, ele não fala deles como seus companheiros de apostolado, mas reivindica esse nome como sendo peculiarmente seu. Os serviços em que o Senhor os empregou eram para auxiliar aos dos apóstolos, a quem eles estavam próximos na classificação.
A estas duas classes, o apóstolo acrescenta Profetas. Por este nome alguns entendem as pessoas que possuíam o dom de prever eventos futuros, entre os quais estava Ágabo (Atos 11:28, 21:10). Mas, de minha parte, como doutrina é o presente assunto, prefiro definir a palavra profetas, como intérpretes distintos de profecias, que, por um notável dom de revelação, foram capacitados aos assuntos que eles tinham a oportunidade de manusear; não excluindo, no entanto, o dom da profecia, pelo qual a instrução doutrinal era geralmente acompanhada.

Pastores e mestres são supostos por alguns para designar um só ofício, porque o apóstolo não diz, como nas outras partes do verso, “e alguns, pastores; e alguns, mestres; mas, “tous, poimenas kai didaskalous”, “e outros para pastores e mestres”. Crisóstomo e Agostinho são desta opinião; para não mencionar os comentários de Ambrósio, cujas observações sobre o assunto são verdadeiramente infantis e indignas do mesmo.

Concordo em parte com eles, que Paulo fala de forma indiscriminada dos pastores e mestres como pertencentes a uma única e mesma classe, e que o nome mestre, de certa forma, aplica-se a todos os pastores. Mas isso não me parece uma razão suficiente por que dois ofícios, que eu acho diferem um do outro, devam ser confundidos. Ensinar é, sem dúvida, o dever de todos os pastores; mas manter a sã doutrina exige um talento para interpretar as Escrituras, e um homem pode ser um mestre que não é qualificado para pregar.
Pastores, na minha opinião, são os que têm o encargo de um determinado rebanho; embora eu não tenha qualquer objeção ao seu recebimento do nome de mestres, se isto deve ser entendido como que existindo uma classe distinta de mestres, que presidem, tanto na formação de pastores e na instrução de toda a igreja. Por vezes, pode acontecer que a mesma pessoa é tanto um pastor e um mestre, mas as funções a desempenhar são completamente diferentes.
Merece atenção, também, que, dos cinco ofícios que são aqui enumerados, não mais do que os dois últimos se destinam a ser perpétuos.

Apóstolos, evangelistas e profetas foram conferidos à igreja para um tempo limitado, - exceto nos casos em que a religião tem entrado em decadência, e evangelistas são ressuscitados de uma maneira extraordinária, para restaurar a doutrina pura que tinha sido perdida. Mas sem Pastores e Mestres não pode haver qualquer governo da igreja.

Paulo investiga o meio pelo qual a unidade da igreja é mantida e assegurada, e as expressões exteriores pelos quais isto é promovido, e vem a se estender para o governo da Igreja. Se ele sabia que a primazia que tinha uma residência fixa, não era o seu dever, para o benefício de toda a Igreja, exibir uma cabeça ministerial colocada sobre todos os membros, sob cujo governo eles possam ser considerados como participantes de um corpo? Teremos de acusar Paulo de negligência indesculpável e insensatez, deixando de fora o argumento mais adequado e eficaz, ou temos de reconhecer que essa primazia está em desacordo com a nomeação de Cristo. Na verdade, ele claramente a rejeita como sem fundamento, quando ele atribui superioridade a Cristo somente, e representa os apóstolos e todos os pastores, como, inferiores a Ele, porém, associados a um nível de igualdade cada um com os demais. Não há passagem da Escritura em que essa hierarquia tirânica, regulamentada por uma cabeça terrena, seja completamente derrubada. Paulo foi seguido por Cipriano, que dá uma definição curta e clara do que constitui a única monarquia legítima na igreja. Há, diz ele, um bispado, que une as diversas partes em um todo. Este bispado ele reivindica para Cristo, deixando a administração do mesmo para indivíduos, mas de uma unidade competente, a ninguém sendo permitido exaltar-se acima dos demais.


Acredito que com esses comentários terem sidos escritos e elaborados por homens piedosos, inclusive o texto sagrado está claramente escrito que há o titulo de pastor em uma Igreja, inclusive um dos comentários (o primeiro), o comentarista também inclui outros títulos como por exemplo ancião como o mesmo cargo de pastor, isso significa que um ancião de uma determinada denominação este pode ser o pastor do rebanho, porém, dizer que a cargo de pastor não existe, é negar o que a escritura alega, inclusive foi o próprio Jesus que concedeu tal cargo.

  

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