sábado, 29 de junho de 2013

Torre de Vigia simula dúvida sobre a "Geração Que Não Passará"

SÃO PAULO – Faz parte do programa da Assembleia "Seja Santificado o Nome de Deus", realizada pelas Testemunhas de Jeová, uma simulação bem curiosa. Nela, duas testemunhas conversam a respeito da dúvida de uma delas que é sobre o novo entendimento da Torre de Vigia a respeito do texto bíblico de Mateus 24:34, que trata da "geração que não passará".

Conforme admitido na própria simulação, ao longo dos anos, a Sociedade Torre de Vigia sustentou várias explicações diferentes sobre este assunto. No princípio, dizia que se tratavam das pessoas que nasceram antes de 1914 e, que tinham idade suficiente para discernir sobre os acontecimentos daquele ano. Várias publicações deram ênfase ao fato que nem chegaríamos ao ano 2000, e que Jesus ou Jeová eram quem revelavam e se encarregavam de cumprir tal "verdade" profunda. Porém, as pessoas desta predita geração - incluindo os que compunham a liderança da Torre de Vigia - foram envelhecendo e morrendo, e contrariando o ensino da sociedade, o fim não veio.

De maneira muito conveniente, "novas luzes" de entendimento foram surgindo, em especial a partir dos anos 80. Atualmente, dentro do próprio Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, ninguém nasceu antes do ano de 1914, e por esse motivo, adotou-se ainda em 1995 o cômodo entendimento de uma "geração contemporânea", pois estes atuais ungidos conviveram com os ungidos que presenciaram os acontecimentos de 1914. Com isso, a Torre de Vigia conseguiu "esticar" a duração da praticamente já extinta Geração de 1914.

Na simulação (disponibilizada no vídeo abaixo) é interessante que a expressão "Geração de 1914" nem mesmo é utilizada. Este nome, tão usado entre os anos de 1960 e 1990, estampou inclusive as capas de algumas edições da revista A Sentinela. Outra importante revista das Testemunhas de Jeová, Despertaí!, teve por anos esta expressão presente em seu editorial. Na apresentação recente, porém, utiliza-se apenas a expressão "Geração que não passará"...

(Esse povo tá sendo enganado e não enxerga, grifo meu.)


  

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