sábado, 21 de novembro de 2009

A BÍBLIA DIVIDE A LEI EM MORAL E CERIMONIAL?

Os adventistas alegam que a lei se divide em duas: moral e cerimonial. Fazem isto para salvar a guarda do sábado que dizem fazer parte dos mandamentos morais. Tais pessoas usam de todos os meios para conseguirem impor suas idéias, até mesmo citar autoridades protestantes fora do contexto. Mas vejamos se a Lei está dividida em duas, uma moral (os Dez Mandamentos) e a outra cerimonial (o livro da Lei). A primeira, dizem, "não foi cravada na cruz", enquanto a segunda confessam, "foi totalmente abrogada".

A divisão que fazem é a seguinte, conforme consta no livro "Estudos Bíblicos".

LEI MORAL

Foi proferida por Deus

Foi escrita pelo dedo Deus em tábuas de pedra

Foi colocada dentro da arca

Deverá permanecer firme para sempre

Não foi destruída por Cristo

Devia ser engrandecida por Cristo


LEI CERIMONIAL

Foi ditada por Moisés

Foi escrita por Moisés num livro

Nenhuma coisa aperfeiçoou

Foi posta ao lado da arca

Foi cravada na cruz

Foi ab-rogada por Cristo

Foi tirada por Cristo

É bom saber que esta divisão não se encontra em nenhum lugar na Bíblia, verdade é que muitos teólogos protestantes fazem por mera conveniência a distinção entre princípios morais e cerimoniais, mas não que exista duas leis opostas como aparece na teologia adventista. Isso é tão verdade que os próprios adventistas precisou admitir que esta divisão é artificial, observe o que eles mesmos dizem:

"Seria útil classificarmos as leis do Velho Testamento em várias categorias: 1) Moral; 2) Cerimonial; 3) Civil; 4) Estatutos e juízos; 5) Leis de Saúde. Esta classificação é em parte artificial." (Lição da escola Sabatina, p.18 de 08/01/1980).

O fato, e isto é incontestável, é que os judeus nunca dividiram a lei como fazem os adventistas.


A LEI PARA O JUDEU

A lei para o judeu era considerada "Una". Não há de se supor que dentro da teologia judaica havia separação entre lei moral e cerimonial. A única diferença que faziam era quanto "a lei escrita" (Torah) e "a lei oral" (Halakoth) e mesmo assim essa nuança era muito tímida. Até mesmo Flávio "Josefo parece estar bem próximo da concepção rabínica da Tora total: como a lei escrita, a Tradição também vem de Moises e, portanto de Deus" (Flavio Josefo Uma Testemunha do Tempo dos Apóstolos pág. 38, Contra Apião II). Veja que até mesmo a "Tradição" na concepção judaica, era considerada como parte da lei dada por Deus quanto mais as leis do livro.

Diz certa obra que, "O Talmude, a propósito de um ponto em discussão, lembra: 'A lei mandava recitar todos os dias os dez mandamentos. Por que não os recitam mais, hoje? Por causa das malediscências dos minim; para que estes não possam dizer: 'Estes somente foram dados a Moisés, no Sinal' (Talmud Jer. Berakot 1 ,3c).Segundo estes minim (os "dissidentes": talvez os judeu-helenistas ou os judeu-cristãos, ou ainda uma seita gnóstica?), Deus só pronunciou os dez mandamentos (Dt 5,22); as outras leis são atribuídas a Moisés. A recitação diária do decálogo, na oração comunitária, favorecia indiretamente esta idéia de que provocava certo desprezo pelas outras leis. A fim de evitar este mal-estar,o judaísmo ortodoxo - talvez nos círculos de Iabne, no fim do século 1 d.C. -suprimiu do serviço sinagogal cotidiano a recitação do decálogo." (O Decálogo- F.G.Lopez)

Veja que este incidente é mais uma confirmação de que os próprios judeus não admitiam que apenas parte da lei fosse dada por Deus e o resto por Moisés como querem fazer acreditar, com muita dificuldade, os adventistas.

Demais disso, o NT não fala em nenhum lugar quais partes da lei eram consideradas rituais e quais eram morais. Quando o moço judeu indagou, "Mestre, qual é o grande mandamento na lei?" (Mateus 22.36), Jesus não perguntou, QUAL LEI? A moral ou a cerimonial? Isso mostra que para o judeu a lei era uma só, não duas. A Bíblia também não diz que a lei dada "por meio de Moisés..." era a cerimonial, não há esta suposta distinção entre moral e cerimonial (João 1.17).

Os adventistas sabem muito bem disso, pois chegaram a confessar o seguinte:

"Note que 'A Lei de Moisés'(Atos 15.5 nas Escrituras, refere-se a todas as leis dadas por meio de Moisés - cerimonial, moral e civil.... A Lei de Moisés (Hb 10.28) incluía os dez mandamentos. (Revista da Escola Sabatina, abril-junho 1990, p. 11-CPB)

O Concílio de Jerusalém tratou da lei como um corpo completo e não apenas parte dela. Maimônides, teólogo judeu-espanhol do século XII, resumiu a fé judaica em 13 artigos, que foram incorporados aos livros de oração, um deles diz respeito à lei:

"(8) Creio firmemente que a Lei que possuímos agora é a mesma que foi dada a Moisés; (9) Creio firmemente que essa Lei não será modificada, e que não haverá outra Lei (ou dispensa dela) dada pelo Criador, abençoado Seu Nome" (Encyclopedia Britannica ).

O grande problema com que se deparam os ASD, quando pretendem guardar a lei de Deus, é que a lei não implica só em guardar os dez mandamentos. A lei é um todo e abrange os cinco livros de Moisés ou o Pentateuco com 613 mandamentos, como lemos em Gl 3.10, "Todos aqueles, pois que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las".O texto em apreço não afirma que é maldito quem não guardar os dez mandamentos, mas que é maldito quem não guardar tudo o que está escrito no livro da lei. Isso se tornou uma impossibilidade, E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus... (Gl 3.11). Dada a impossibilidade de se guardar todos os 613 mandamentos, a Bíblia declara que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo e que depois que a fé veio já não estamos mais debaixo do aio (ou da lei). Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé. Mas, tendo vindo à fé, já não permanecemos subordinados ao aio."(Gl 3.23-25).

Repedimos: dada essa impossibilidade de guardarem os 613 mandamentos, contidos no Pentateuco (os cinco livros da Lei), dividiram os ASD a lei de Deus em duas leis: Lei Moral e Lei Cerimonial. Ensinam que uma parte da lei foi abolida na cruz - a Lei Cerimonial. Mas, a outra parte da Lei, a Lei Moral, restrita aos dez mandamentos, essa está em vigor.

A expressão "Foi cravada na cruz" é tirada de Cl 2.14-17 e no v. 16 está explícito, e sem contestação, que se incluía nessa lei cravada na cruz o sábado semanal. Com isso os próprios adventistas reconhecem que o sábado semanal foi cravado na cruz.

Ora se a Lei de Moisés refere-se a todas as leis dadas por Moisés incluindo os 10 mandamentos como sustentar biblicamente essa divisão da mesma lei em Lei Moral e Lei Cerimonial como se fossem duas leis distintas?

A expressão Lei de Deus e Lei de Moisés é expressões sinônimas e não se trata de Leis distintas como afirmam os Adventistas do Sétimo Dia. Em Is 33.2 se lê de 'um só Legislador "e assim tanto os dez mandamentos como os livros de Moisés foram dados por um só Legislador - Deus, por meio de Moisés. É' de Deus pois foi dado por Ele e é de Moisés porque foi dada por intermédio de Moisés".

Certa autoridade teológica no assunto corrobora com o exposto acima dizendo:
"Deve-se observar, por igual modo, que apesar de haver, em certas mentes modernas, tremenda diferença entre as "leis morais" e as leis cerimoniais, isto é, respectivamente, entre os dez mandamentos e os preceitos rituais dos judeus, contudo tal distinção jamais fez parte da mentalidade judaica, não podendo ser encontrada nenhuma declaração bíblica nesse sentido. Muitos judeus consideravam serem mandamentos importantíssimos, não menos importantes que os dez mandamentos das tábuas da lei, certas observâncias que consideraríamos triviais, como a lavagem de roupas, mãos pratos, etc. Portanto, a distinção feita por alguns modernos , os quais afirmam que a "lei cerimonial" foi ab-rogada, mas que a "lei moral" não o foi, é uma pretensão inteiramente destituída de provas bíblicas. Pois, nesse caso, é tão fácil eliminar o sábado como é fácil eliminar a lavagem de mãos, pratos, etc...,com base no ponto de vista da suposta eternidade das leis outorgadas ao antigo povo de Israel. (Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia, pág. 7 vl. 6 R.N Champlin, Ph.D. J.M Bentes ed. Candeia - 4 edição)


O EMPREGO DA PALAVRA LEI NAS ESCRITURAS

A palavra "Lei" aparece 220 vezes só no VT este substantivo geralmente se refere a Tora e denota "lei, direção, instrução". Ao todo aparece mais de 400 vezes na Bíblia. Nenhuma dessas vezes em que a aparece o termo lei vem especificado ou dividido entre duas leis opostas.

1. Basta ler Ne 8.1,3, 8, 14,18 onde a mesma Lei é chamada de Lei de Deus e Lei de Moisés, indistintamente.

(Ne 8.1)...e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés
(v. 3) "... todo o povo estavam atentos ao livro da lei."(v. 8) "E leram no livro, na lei de Deus...".(v.14) "E acharam escrito na lei que o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés

2. Em Gl 3.10 lemos: "Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei para fazê-las".Esse texto é uma citação de Dt 27.26. Lendo esse capítulo a partir do v. 15 vamos encontrar preceitos morais dentro da lei cerimonial assim denominada pelos adventistas:

"Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao Senhor, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo responderá, e dirá: Amem".(v. 15)

Seria este um preceito cerimonial por ter sido escrito por Moisés, num livro que foi posto ao lado da arca e não dentro da arca?

3. Lendo Mc 7.10 que declara: "Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe" Esse mandamento está incluído nos dez mandamentos, pois é citado em Ex 20.12. Um preceito cerimonial considerando que foi Moisés que o disse, mas que faz parte da lei moral dos adventistas, pois se trata do 5º mandamento do decálogo;

4. Lendo Jo 7.19 que declara: "Não vos deu Moisés a lei? E nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me?" Onde a lei proíbe matar? Encontramos esse mandamento dentro dos dez mandamentos - o sexto mandamento em Ex 20.13. Como foi Moisés que disse, deveria tratar-se de um preceito cerimonial. Entretanto, está dentro da lei moral dos adventistas.

5. Jesus ensinou em Mt 22.37-39 que os dois maiores mandamentos são: amar a Deus e amar ao próximo.

"E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento."(Mt 22.37) Esse mandamento é encontrado em Dt 6.5, como se lê: "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças".

E o segundo, semelhante a este, é: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Mt 22.39) Este mandamento se encontra em. Levíticos 19.18,:" Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo: mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor".

Ambos fazem parte do livro da Lei de Moisés colocado ao lado da Arca. "Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do SENHOR vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti. "(Dt 31.26). Esses dois mandamentos acham-se em Dt 6.5 e Lv 19.18.
(DT 6:5) "Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças."

(LV 19:18) "Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR."


UM SÔFREGO ARGUMENTO

Os adventistas quando vão provar a suposta divisão da lei, não tendo base bíblica, vão se socorrer com escritos de autores protestantes. Quando acuado pelos evangélicos de que essa divisão é falha, se defendem dizendo que foram os homens de Deus quem primeiro usou tal divisão então passam a citar nomes ilustres do universo protestante.

Queremos deixar claro que apesar desses teólogos terem dado uma grande contribuição à formulação da teologia evangélica, e nisto não lhes tiramos os méritos, no entanto, é bom ressaltar que eles eram seres humanos sujeitos ao erro. A Base de nossa fé é a Bíblia Sagrada, só nos servimos de escritos de outros quando estes concordam com a Bíblia.

O árbitro da fé e prática da Igreja não pode estar baseada nas Confissões de Fé ou escritos de teólogos, essa função é desempenhada unicamente pela Bíblia. Este foi o principal ensinamento da Reforma Protestante a "sola scriptura".

Por exemplo, muitos adventistas nos acusam de estar indo de encontro ao que os reformadores e seus seguidores ensinaram quanto á divisão da lei em duas. Mas o que muitos não sabem é que essa divisão não é provinda da Reforma.

Os adventistas querem passar a imagem de que os Reformadores foram os que deram iniciou a este conceito de duas leis - uma moral e outra cerimonial. Faz-se aqui necessário esclarecer que o catolicismo já ensinava isto há muito tempo. Os católicos foram os primeiros a fazerem essa divisão de "lei cerimonial" e "lei moral". Justamente a Igreja Católica que os adventistas mais atacam! Sim, foram eles os primeiros a fazerem tal divisão e não os protestantes.


Autor : Pr. Natanael Rinaldi

14 comentários:

Nuno disse...

Lei Moral X Lei Cerimonial

Objeção: Os adventistas procuram provar que há duas leis descritas na Bíblia: A lei moral e a cerimonial. Mas existe apenas uma lei.

O raciocínio da objecção é este: Há somente uma lei e a Bíblia fala claramente de uma lei abolida; portanto, os Dez Mandamentos foram abolidos, inclusive, necessariamente, o quarto, em que os adventistas constroem seu argumento para o sábado.

Tanta argumentação falsa tem sido elaborada em torno da doutrina de uma só lei que ela deve ser considerada detalhadamente.

A palavra “lei” é usada na Bíblia de várias maneiras. Na frase “a lei e os profetas”, a palavra “lei” significa um tanto uniformemente os livros de Moisés, porque em seus escritos as leis de Deus são especialmente apresentadas.

A palavra “lei” é às vezes usada sem referência a algum código específico, como um termo coletivo para descrever qualquer uma e todas as leis. Por outro lado, a palavra “lei” é freqüentemente empregada para designar um código específico (por exemplo, a lei moral ou a lei cerimonial), como procuraremos mostrar.

Afirmar que toda vez que a Bíblia usa a palavra “lei” significa o mesmo código seria tão razoável como afirmar que cada vez que a Bíblia usa a palavra “dia” quer dizer o mesmo período de tempo. Os fatos são que “dia” pode significar: (1) a parte clara do ciclo de vinte e quatro horas, como dia em contraste com noite; ou (2) todo o período de vinte e quatro horas, como sete dias em uma semana; ou (3) um período indefinido de tempo, como “agora é o dia da salvação”. O que pensaríamos da pessoa que raciocinasse que, porque certos textos da Bíblia falam do fim do dia, o dia da salvação necessariamente terminou?

A Bíblia diz que “a lei” foi “abolida” por Cristo (veja Efésios 2:15). Mas Paulo, que escreveu esta afirmação, também declara: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei” (Rom. 3:31).

O contraste entre as declarações é acentuado quando se chama a atenção para o fato de que Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras aqui traduzidas por “aboliu” e “anulamos”. Esta raiz, ‘katargeo’, significa “tornar inoperante”, “fazer cessar”, “suprimir”, “anular”, “abolir”.

Mas disse Paulo, o escritor inspirado, a uma igreja que “a lei” está abolida”, e então a outra igreja exclama “De maneira nenhuma!”, ante à própria idéia de que “a lei” está abolida, e se refere à mesma lei em cada exemplo? Obviamente, Paulo deve estar falando de duas leis diferentes. Estes dois textos são suficientes em si mesmos para expor a falácia do argumento de que a Bíblia fala de apenas uma lei.

O primeiro registro formal de qualquer código de leis divinas para o homem foi no tempo do Êxodo. Foi então que Deus, o qual havia escolhido um povo para o Seu nome, o colocou a caminho da Terra Prometida. Não havia Escrituras nos primeiros séculos, pois nenhum dos sessenta e seis livros da Bíblia tinha sido escrito.

Através de Moisés, Deus começou a dar aos homens uma revelação escrita, a fim de guiá-los. Desse tempo em diante, com uma notável exceção, as palavras de Deus para o homem, inclusive Suas leis, foram escritas por agentes humanos, os profetas. Essa única exceção foi um código de leis que Deus falou com Sua própria voz. A história sagrada não registra nenhum outro sermão jamais pregado ao ser humano em meio da glória sobrenatural e chamejante que circunda o eterno Deus.

(continua)

Nuno disse...

Referindo-se a esse único exemplo majestoso, Moisés disse a Israel: “Agora, pois, pergunta aos tempos passados, que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até à outra, se sucedeu jamais coisa tamanha como esta ou se se ouviu coisa como esta; ou se algum povo ouviu falar a voz de algum deus do meio do fogo, como tu a ouviste, ficando vivo” (Deut. 4:32 e 33).

E quando Deus havia pronunciado o código, os “dez mandamentos”, o relato declara: “E nada acrescentou” (veja Deuteronômio 4:13; 5:22). O sermão havia terminado, era um conjunto completo, não havia mais nada que Deus desejasse acrescentar.

Em seguida, Ele escreveu o sermão com Sua própria mão em “duas tábuas de pedra” (Deut. 5:22). Em nenhum outro documento na história humana tem a mão de Deus escrito. “As tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas” (Êxo. 32:16). E o que Deus escreveu naquelas tábuas de pedra foi descrito por Ele como “a lei” (veja Êxodo 24:12).


Então segue-se outro momento dramático, após a entrega e a escrita dessa “lei”. Moisés iniciou sua descida do monte com as duas tábuas nas mãos. Estava levando para Israel o registro permanente daquele impressionante sermão proferido pelo Deus do Céu. Sua indignação à vista dos israelitas adorando o bezerro de ouro o levou a arremessar as pedras ao chão e quebrá-las, um símbolo de sua transgressão do código divino.

Ordenou então o Senhor a Moisés que escrevesse uma cópia a fim de tomar o lugar das tábuas quebradas? Não. O Senhor escreveu os Dez Mandamentos uma segunda vez em novas tábuas de pedra. Realmente, um código muito distinto para que o próprio Deus o escrevesse duas vezes em pedra. Ele confiou aos Seus profetas muitas mensagens vitais para o homem, mas os Dez Mandamentos Ele mesmo escreveu.

O ponto focal, o objeto mais sagrado do serviço religioso instituído por Deus para os israelitas, foi a arca da aliança, acima da qual pairava a santa luz da presença divina. Quando, nas jornadas dos israelitas, a arca era posta em movimento, ninguém devia tocá-la para que não morresse. E, dentro daquele mais sagrado dos objetos sagrados do santuário, foi Moisés instruído a colocar as tábuas de pedra (Deut. 10:5). Nenhum outro código de leis foi colocado dentro daquela arca sagrada. “Nada havia na arca senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe” (I Reis 8:9).

Novamente, esse código de leis foi distinguido como a base de uma aliança entre Deus e os israelitas. Aqueles que se opõem à doutrina bíblica da perpetuidade da lei moral, conforme crêem os adventistas, têm procurado apoiar sua opinião com este fato (veja a objeção 5).

Eles se esquecem, porém, de que o próprio fato de a lei dos Dez Mandamentos ser descrita como a base única de uma aliança prova mais uma vez que o Decálogo é um código distinto, não devendo ser confundido com nenhum outro. Moisés disse a Israel: “Então vos anunciou Ele a Sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Deut. 4:13).

Façamos um resumo destes fatos históricos concernentes à entrega da lei dos Dez Mandamentos:


1. Deus proferiu a lei com Sua própria voz aos ouvidos de todo o Israel. Ele não deu nenhuma outra lei deste modo. “E nada acrescentou.”

2. Deus escreveu a lei dos Dez Mandamentos com o Seu próprio dedo. Essa é a única lei que Ele já escreveu para o ser humano.

3. Deus escreveu a lei em tábuas [de pedra], e Ele mesmo preparou as tábuas. Trata-se da única lei no relato bíblico que foi assim escrita.

4. Deus mandou Moisés descer do monte à vista de todo o Israel, levando as duas tábuas de pedra que continham somente os Dez Mandamentos.

5. O próprio Deus reescreveu a lei depois de ter Moisés quebrado as primeiras tábuas.

6. Deus instruiu Moisés a colocar as tábuas dentro da arca da aliança, sendo a única lei honrada desse modo.

7. Deus declarou que a lei dos Dez Mandamentos era “sua aliança”, sendo a única lei assim descrita.
(continua)

Nuno disse...

Contudo, os objetores professam ser incapazes de encontrar na Bíblia quaisquer fundamentos para crer que a lei dos Dez Mandamentos seja um código distinto de leis, que não deve ser confundido com nenhum outro código. Gostaríamos de perguntar: se eles pudessem ter ditado a maneira da entrega dessa lei, e tivessem desejado dar prova convincente de que ela era uma lei separada, que procedimento poderiam possivelmente ter seguido que a teria destacado mais plena ou mais dramaticamente?


A outra lei apresentada no Sinai
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Mas a lei dos Dez Mandamentos não foi a única apresentada formalmente por Deus no Sinai. Havia um código de leis cerimoniais que provia as regras para o ritual religioso que os judeus deviam seguir; por exemplo, seus sacrifícios e ofertas, seus dias de festa anuais, os deveres do sacerdócio. O livro de Levítico está repleto dessas leis. Havia também as leis civis para governar os judeus como nação, como as leis sobre casamento, divórcio, posse de escravos e propriedade (veja Êxodo 21).

Até onde permitiam a obscura compreensão espiritual e disposição dos israelitas, o Senhor fez com que esses estatutos civis refletissem o perfeito ideal expresso na lei dos Dez Mandamentos. O estatuto sobre a posse de escravos é uma ilustração da adaptação do princípio moral à baixa condição espiritual de um povo. Do estatuto do divórcio, Cristo declarou: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.” Mat. 19:8 (veja Marcos 10:4-6).

Mas estas leis cerimoniais e civis não foram dadas diretamente por Deus às hostes de Israel. Quanto à maneira como Deus tornou conhecidas essas leis, quem as escreveu e onde foram depositadas, as Escrituras são claras:

1. Depois de declarar que o Senhor escreveu os Dez Mandamentos “em duas tábuas de pedra”, Moisés acrescenta imediatamente: “Também o Senhor me ordenou, ao mesmo tempo, que vos ensinasse estatutos e juízos” (Deut. 4:13 e 14).

Um autor bíblico posterior apresenta a mesma distinção: “E não farei que os pés de Israel andem errantes da terra que dei a seus pais, contanto que tenham cuidado de fazer segundo tudo o que lhes tenho mandado e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou” (II Reis 21:8).

Recordando os eventos do Sinai, Neemias, em oração ao Senhor, também menciona o fato de que certas leis foram pronunciadas por Deus e outras foram dadas a Israel por intermédio de Moisés: “Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles e lhes deste juízos retos, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. O teu santo sábado lhes fizeste conhecer; preceitos, estatutos e lei, por intermédio de Moisés, teu servo, lhes mandaste” (Nee. 9:13 e 14).

2. “Esta lei, escreveu-a Moisés” (Deut. 31:9).

3. “Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro, deu ordem aos levitas que levavam a arca da Aliança do Senhor, dizendo: Tomai este livro da lei e ponde-o ao lado da arca da Aliança do Senhor, vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti” (Deut. 31:24-26). Os comentaristas concordam com esta tradução do hebraico: “ponde-o ao lado da arca”.

Pelo fato de que a lei cerimonial e também os estatutos civis foram escritos por Moisés e por ele dados ao povo, eles são geralmente descritos na Bíblia como “a lei de Moisés”. Veja, por exemplo:

1. II Crôn. 23:18: Os sacerdotes deveriam oferecer os holocaustos “como está escrito na lei de Moisés”.

2. II Crôn. 30:16: Os sacerdotes celebram a Páscoa “segundo a lei de Moisés”.

3. Esd. 3:2: A construção de um altar para holocaustos ocorre “como está escrito na lei de Moisés”.

4. Dan. 9:13: A destruição de Jerusalém tinha vindo “como está escrito na lei de Moisés.”

5. Mal. 4:4: “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe [Sinai] para todo o Israel.”
(continua)

Nuno disse...

O Novo Testamento também revela, em muitas de suas referências à lei, a mesma distinção entre a lei dos Dez Mandamentos e o código de leis dado por intermédio de Moisés. Note as seguintes referências à lei de ritos e cerimônias, às vezes descrita como a “lei de Moisés” e às vezes simplesmente como “a lei”:

1. “E, se o homem pode ser circundado em dia de sábado, para que a lei de Moisés não seja violada” (João 7:23).

2. “Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés” (Atos 15:5). Mais adiante no capítulo, quando a alegação desses fariseus é reafirmada, abrevia-se a mesma deste modo: “Deveis ser circuncidados, e guardar a lei.” Verso 24. [Esta última frase, encontrada na Versão King James, não existe na Versão Almeida.]

Isso ilustra como um escritor do Novo Testamento pode usar a expressão não qualificada, “a lei”, e ainda significar uma lei muito específica (neste caso, “a lei de Moisés”). O contexto geralmente é suficiente para esclarecer a que lei se está referindo.

Certamente, se a circuncisão está sob discussão no Novo Testamento (e freqüentemente é este o pomo da discórdia), é suficiente fazer referência ao código de leis que prescreve a circuncisão simplesmente como “a lei”; isto é, a lei de ritos e cerimônias dada por Moisés.

3. “A lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Efés. 2:15).

4. “Os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamentos de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo” (Heb. 7:5).

5. “Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.” Verso 12.

6. “Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza.” Verso 28.

7. “Visto existirem aqueles [sacerdotes] que oferecem os dons segundo a lei” (Heb. 8:4).

8. “Quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue” (Heb. 9:22).

9. “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens futuros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem” (Heb. 10:1).


Diferenças marcantes


A lei dos Dez Mandamentos não dá nenhuma instrução sobre holocaustos, a Páscoa, a construção de um altar, os juízos que viriam sobre Jerusalém por causa da desobediência, a circuncisão e a ordem do sacerdócio. Mas a Bíblia reiteradamente revela que há uma “lei” que fornece tal instrução. Esta lei é a lei cerimonial, descrita na Bíblia como a “lei de Moisés”.

É verdade que “a lei de Moisés” era também a lei de Deus, porque Deus era o autor de tudo o que Moisés escreveu. Por isso, não é estranho que um escritor da Bíblia descreva, ao menos ocasionalmente, a lei de Moisés como “a lei do Senhor”, embora tais exemplos sejam poucos. Veja o caso de Lucas 2:22 e 23, onde ambas as expressões são usadas para descrever a mesma lei. Entretanto, em nenhum lugar na Bíblia a lei dos Dez Mandamentos é chamada “a lei de Moisés”.

(continua)

Nuno disse...

Note, agora, algumas referências representativas do Novo Testamento a outra lei, que não trata de ritos e cerimônias, mas de questões morais, a lei dos Dez Mandamentos, à qual também se faz alusão, às vezes, como simplesmente os mandamentos.

1. “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mat. 19:17). Cristo cita então imediatamente vários dos Dez Mandamentos.

2. “Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado descansaram, segundo o mandamento” (Luc. 23:56).

3.“Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Rom. 7:7).

4. “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tia. 2:10-12).

5. “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (I João 3:4). Qual lei? Certamente ninguém na era cristã acredita que uma falha em obedecer à lei concernente a ritos e cerimônias é pecado.


Contudo, João nos adverte de que transgredir a “lei” é pecado. Ele não sentiu necessidade de explicar a qual “lei” se referia. Quão eloqüentemente isso indica que havia uma lei, conhecida por todos os leitores de João, que era a regra moral da vida!


Que consternação e confusão teriam suas palavras criado entre os cristãos do primeiro século se eles estivessem laborando sob a impressão de que havia apenas uma lei, uma lei que era uma mistura de preceitos morais e cerimoniais! E que a transgressão dessa lei na era cristã é pecado!

Concluindo, apresentemos um resumo de algumas das declarações contrastantes feitas na Bíblia no que concerne aos códigos de leis moral e cerimonial:


A Lei Moral / A Lei Cerimonial


A Lei Moral
A Lei Cerimonial

1. Proferida pelo próprio Deus. Êxo. 20:1 e 22.
1. Proferida por Moisés. Êxo. 24:3.

2. Foi escrita por Deus. Êxo. 31:18; 32:16.
2. Escrita por Moisés. Êxo. 24:4; Deut. 31:9.

3. Em pedras. Êxo. 31:18.
3. Em um livro. Êxo. 24:4 e 7; Deut. 31:24.

4. Entregue por Deus, Seu escritor, a Moisés. Êxo. 31:18.
4. Entregue por Moisés, seu escritor, aos levitas. Deut. 31:25 e 26.

5. Depositada por Moisés “na arca”. Deut. 10:5.
5. Depositada pelos levitas “ao lado da arca”. Deut. 31:26.

6. Lida com preceitos morais. Êxo. 20:3-17.
6. Lida com assuntos rituais e cerimoniais (ver. partes de Êxo., Lev., Núm. e Deut.).

7. Revela o pecado. Rom. 7:7.
7. Prescreve ofertas para o pecado (veja o livro de Levítico).

8. A transgressão da “lei” é “pecado”. I João 3:4.
8. Não há pecado em sua transgressão, porque agora está “abolida”. Efés. 2:15. (“Onde não há lei, também não há transgressão” Rom. 4:15.)

9. Devemos guardar “toda a lei.” Tia. 2:10.
9. Os apóstolos não deram “nenhuma autorização” para guardar a lei. Atos 15:24.

10. Porque seremos julgados por esta lei. Tia. 2:12.
10. Não devemos ser julgados por ela. Col. 2:16.

11. O cristão que guarda está lei “será bem-aventurado no que realizar”. Tia. 1:25.
11. O cristão que guarda esta lei não é abençoado (ver. Gálatas 5:1-6).

12. A “lei perfeita, lei da liberdade”. Tia. 1:25 (cf. 2:12).
12. O cristão que guarda esta lei perde sua liberdade. Gál. 5:1 e 3.

13. Disse Paulo: “Tenho prazer na lei de Deus.” Rom. 7:22 (cf. verso 7).
13. Paulo chamou esta lei de “jugo de escravidão”. Gál. 5:1 (veja Atos 15:10).

14. Estabelecida pela fé em Cristo. Rom. 3:31.
14. Abolida por Cristo. Efés. 2:15.

15. Cristo deveria “engrandecer a lei e fazê-la gloriosa.” Isa. 42:21.
15. Cancelado “o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças”. Col. 2:14.

16. “Bem sabemos que a lei é espiritual.” Rom. 7:14 (cf. verso 7).
16. “A lei de mandamento carnal.” Heb. 7:16.

(continua)

Nuno disse...

Essas e outras comparações que poderiam ser feitas revelam, além de toda controvérsia, que a Bíblia apresenta duas leis. Chegar a outra conclusão seria afirmar que a Bíblia apresenta uma irremediável série de contradições.

Admitimos que existem certas referências à “lei”, principalmente nos escritos de Paulo, onde o contexto deixa de esclarecer completamente a que lei está se referindo. Em alguns casos parece evidente que nem uma nem outra lei é particularizada, mas apenas o princípio da lei, em contraste com a graça, está sob consideração. Porém, isso não fornece nenhuma prova de que existe apenas uma lei. Porque existem na Bíblia textos obscuros e difíceis, isso não significa que não podemos ter certeza do significado de textos claros e simples. Os textos facilmente compreensíveis devem guardar-nos de tirar falsas conclusões dos textos difíceis.

A referência às duas leis em termos de séculos antes de Moisés também nos ajudará a manter uma clara distinção entre elas. Embora possamos com exatidão focalizar o Êxodo como o grande momento da entrega da lei moral e cerimonial, não devemos concluir que o tempo antes de Moisés foi um período sem lei, pelo menos de nenhum Decálogo.

Examinaremos este ponto mais plenamente na objeção número 3. Aqui precisamos apenas observar que os Dez Mandamentos existiam no Éden. Também as primeiras tenras raízes da videira cerimonial, que deveria desenvolver-se plenamente no Êxodo, apareceram na forma de simples serviços sacrificais de nossos primeiros pais depois da entrada do pecado.

Quem não teve a experiência de contemplar uma árvore altaneira e maravilhar-se ante sua densa e variada folhagem, apenas para descobrir, com um exame mais cuidadoso, que uma planta trepadeira está entrelaçada em torno da árvore e o que parecia ser uma é realmente duas.

Apesar de um olhar à distância para um alto ramo, principalmente se ele está balançando na brisa, deixe de revelar este fato, um exame do tronco perto das raízes, onde a trepadeira fez seu primeiro contato com a árvore, não deixa dúvida de que há duas árvores.

Ora, o Decálogo poderia ser comparado a uma árvore imponente, com dez fortes ramos, que nossos primeiros pais encontraram florescendo no jardim do Éden. Depois da sua queda, uma trepadeira da lei cerimonial foi plantada por perto, regada pelo sangue de sacrifícios animais.

Durante séculos, a trepadeira cresceu pouco, se é que cresceu. Então, no tempo do Êxodo, ela subitamente assumiu uma forma definida e tornou-se grande. A árvore não precisou da trepadeira para viver, mas a trepadeira era inteiramente dependente da árvore. Nos séculos posteriores, a inclinação dos homens era sempre em torno de cultivar a trepadeira em vez de cultivar a árvore, até que a folhagem da trepadeira quase ocultou a árvore e ameaçou sufocá-la.

É, portanto, fácil compreender por que hoje alguns cristãos, olhando para a palavra bíblica que retrata essa árvore, deixem de ver que as duas não são uma. Isso é verdade principalmente se os ventos da discussão teológica estão balançando os ramos. Mas, como acontece com uma árvore literal, não precisa haver nenhuma incerteza no assunto se a atenção está focalizada não nos ramos mais altos, mas no tronco e nas raízes. Falando literalmente, um exame da origem das duas leis e sua entrega formal no Êxodo não deixa nenhuma possível dúvida de que eram duas.

Os adventistas nem podem alegar qualquer visão bíblica especial em discernir que há duas, não uma. Desde o tempo da Reforma protestante, as grandes entidades eclesiásticas têm percebido isso claramente e registrado o fato em seus credos e confissões de fé! A alegação de que existe apenas uma lei tem tido aceitação entre um certo segmento de cristãos em uma fervorosa tentativa de enfrentar a força da evidência do Sábado que agora está sendo tão vigorosa e amplamente apresentada pelos adventistas.

Retirado de: http://www.iasdemfoco.net/mat/querosaber/abrejanela.asp?Id=89

Nuno disse...
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Anônimo disse...

Diante de tudo isso eu pergunto uma coisa, o ladrão da cruz guardou o sábado?

Nuno disse...

"Diante de tudo isso eu pergunto uma coisa, o ladrão da cruz guardou o sábado?"

Muito boa pergunta. É possível ou não, a Bíblia não o diz.
E eu pergunto o seguinte:

Para além de aceitar Jesus como seu Deus, será que estando ele pendurado para morrer, poderia alguma vez ter a oportunidade de guardar a Lei de Deus sabendo-a no fim? Agora, quem tem conhecimento da Lei e a não pratica, será que ficará impune?

O Peregrino disse...

Se tu dizes que não, então tudo se explica! Simples!!

Anônimo disse...

Terás de ser praticante de TODA a lei Sr. Nuno, TODA!

Nuno disse...

Sim, sou praticante de toda a Lei de Deus.

Anônimo disse...

Sinto muito senhor Nuno, mas ao dizer ser praticante de toda lei de Deus, se passa por mentiroso, e ainda faz pior, faz Deus de mentiroso. Outra coisa, as duas tábuas de pedras que Moisés quebrou realmente foram escritas pelo dedo de Deus, porém as últimas duas foram escritas pelo próprio Moisés, mas uma vez o irmão erra, e erra feio. Veja Êxodo 34:
27 Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme o teor destas palavras tenho feito pacto contigo e com Israel.
28 E Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do pacto, os dez mandamentos.

Quem foi que esteve ali com o Senhor 40 dias e 40 noites, não comeu pão e nem bebeu água, E ESCREVEU NAS TÁBUAS DE PEDRAS? Moisés né?


PVH_RO

Anônimo disse...

Veja o porque o senhor Nuno e nem ninguém pode se dizer praticante da lei:

Tiago 2 : 10 diz que "quem violar um ponto da lei VIOLA TODOS".

1 João 1 : 8 a 10 diz que "Quem disser que não peca é mentiroso e faz Deus de mentiroso".

1 João 3 : 4 diz que "O pecado é aquilo que é contra a lei".

Pelo menos um ponto da lei nós violamos para sermos pecadores, certo? Ora, se violamos pelo menos um ponto, logo, VIOLAMOS TODOS.

Bom, conforme acima, o máximo que uma pessoa que quer viver sob a lei pode dizer, é que tenta ser praticante dela, e que por isso é maldito. Ora, a bíblia diz que maldito é todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei para fazê-las.

E aí senhor Nuno, o senhor é praticante de toda lei, ou o senhor é um maldito?

PVH_RO