domingo, 13 de setembro de 2009

Teriam o Pai e o Filho aparecido a Joseph Smith?

Se você perguntar aos mórmons qual foi o maior evento ocorrido na terra desde a ressurreição de Jesus Cristo, ficará surpreso com a resposta deles. Dirão: Foi o aparecimento do Pai e do Filho a Joseph Smith Jr. em 1820. Os mórmons narram esse acontecimento com uma convicção incrível. Para eles, é uma crença central e inquestionável. Mas será mesmo que a Bíblia apoiaria tal suposta aparição?

O que dizem os profetas e livros do mormonimo

De acordo com o Guia para Estudo das Escrituras, publcado no final do Livro de Mórmon, faz-se a seguinte declaração:

"Em 1820, Deus, o Pai, e Jesus Cristo apareceram a Joseph Smith e ele ficou sabendo que nenhuma das igrejas da Terra era verdadeira." - Livro de Mórmon. Guia para Estudo das Escrituras. Verbete "SMITH, JOSEPH, JR, página 202. Edição Brasileira de 1995.

Refutação apologética-evangelística - Perceba que o motivo pelo qual o Pai e o Filho teriam aparecido a Joseph Smith foi dizer a ele que todas as igrejas estavam erradas. Se realmente alguém apareceu a Joseph Smith, falou uma tremenda mentira a ele. Jesus disse a Pedro que "as portas do inferno não prevalecer[iam] contra a igreja de Jesus". (Mateus 16:18) Isto significa que sempre, em qualquer momento da história do Cristianismo, haveria a Igreja de Jesus composta por cristãos convertidos a Ele. Por isso, Jesus disse que estaria com os discípulos até a consumação do século. (Mateus 28:20) perguntamos aos mórmons: Teria Jesus falado de uma igreja que deixaria de existir e seria derrotada pelo inferno durante 1720 anos, desde o ano 100 até 1820? Isso prova de que o Pai e o Filho não apareceram a Joseph Smith, pois é impossível que Deus minta. (Hebreus 6:18) Seria muito bom que pudéssemos raciocinar com os mórmons que a Igreja de Jesus Cristo verdadeira não são placas denominacionais, pois não era essa igreja que Jesus falava em Mateus 16:18. Então, prepare-se, e seja paciente. a Bíblia diz que Jesus foi dado à Igreja (Efésios 1:22), que Jesus é o cabeça da Igreja (Efésios 5:23) e que Jesus amou a Igreja e se entregou por ela. (Efésios 5:23) Que Igreja seria essa? Uma institutição, uma placa denominacional? Não, pois Jesus se entregou, ou morreu, por pessoas. Assim, quem aceitou a Jesus como seu Salvador faz parte desta verdadeira Igreja, e não igreja-denominação.A forma como os "profetas" mórmons descreveram esse suposto acontecimento reflete como muitos são levados por fábulas, contos, relatos de visões - tudo isso muito característico no mundo das seitas. Veja o que um de tais profetas declarou:

"Tal aparecimento glorioso de Deus, o Pai, e seu Filho Jesus Cristo [...] é o maior evento conhecido neste mundo desde a ressurreição do nosso Senhor." - BENSON, Ezra Taft, Church News, 23 de dezembro de 1967, página 12, em Inglês.

Refutação apologética-evangelística - A Bíblia diz que ninguém jamais viu a Deus, mas quem revelou Deus foi o Deus Unigênito, Jesus Cristo. (João 1:18) De acordo com o próprio Deus, morreríamos se o víssemos. (Êxodo 33:20) Assim, Jesus se fez homem para revelar o Pai. Por isso dizia: "Quem vê a mim, vê o Pai." (João 14:9) Perguntamos aos mórmons: Deus teria aberto exceção a Joseph Smith? Para isso, Deus teve que diminuir sua glória, para que Joseph Smith pudesse resisti-la? Na verdade, sabemos que os mórmons crêem que o Pai e o Filho são personagens de carne e ossos, como nós. Observe:

“Na Trindade há três pessoas distintas: Deus, o Pai Eterno; seu Filho, Jesus Cristo e o Espírito Santo. Cremos em cada um deles. As revelações modernas nos ensinam que o Pai e o Filho têm corpos tangíveis, de carne e ossos, e que o Espírito Santo é um personagem de espírito, sem carne nem ossos.” – O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 211, verbete TRINDADE.


Então, para um deus que tem corpo tangível de carne o ossos, fica fácil aparecer para quem ele quiser. Todavia, os Mórmons precisam explicar, se o deus deles é de carne e ossos, por que o Livro de Mórmon narra sobre os Zoramitas (grupo apóstata, que negava a Cristo) orarem a Deus confessando que Deus foi é e será um espírito para sempre, sendo que Alma não condenou em lugar nenhum esses dizeres? Veja como isso é verdade no texto ao lado, extraído do Livro de Mórmon, citação de Alma 31:15-17. Daí, comparamos esse texto com a declaração de James E. Talmage, membro do Conselho dos Doze Apóstolos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias e a idéia de Deus já é expressa totalmente diferente:

"A imaterialidade de Deus [...] está em desacordo com as Escrituras e é absolutamente negada pelas revelações da pessoae dos atributos de Deus. [...] Nós afirmamos que negar a materialidade da pessoa de Deus é negar a Deus; pois uma coisa sem partes não possui o todo, e um corpo imaterial não pode existir." - TALMAGE, James Eduard. A Study of Articles of Faith (Salt Lake City, Utah: The Church ofJesus Christ of Latter-day Saints, 1977), página 48.

Alguns mórmons poderão dizer que o texto de Alma 31:15-17 está se referindo a uma oração do grupo apóstata chamado Zoramitas e que, por isso, não se pode dar créditos a essa oração. Embora o capítulo 31 realmente esteja falando sobre como Alma observou esse grupo apóstata negando a Cristo, crendo num falso conceito de eleição e fazendo orações pré-estabelecidas, não vemos em momento algum, no livro de Alma e muito menos no restante do Livro de Mórmon criticar-se ou refutar a crença dos Zoramitas de que Deus é, foi e será um espírito eternamente. Qualquer leitor ponderado perceberá
que Alma condena o orgulho dos Zoramitas, que usavam ornamentos de ouro e se diziam escolhidos (Alma 31:28), e que adoravam ao deus deles de uma forma jamais vista, ou seja, subir numa plataforma e dizer as palavras na foto acima em Alma 31:15-17. Mas a pergunta é: Será que somente os Zoramitas diziam que Deus é Espírito? Não! Segundo o Livro de Mórmon, até mesmo Aarão disse isso. Veja no quadro ao lado, a foto do texto em Alma 22: 9, 10. Trata-se de uma pergunta que um rei teria feito a Aarão se Deus seria "aquele grande Espírito". Aarão diz que sim, e pergunta ao rei se ele acreditava que Deus era o Grande Espírito que criou todas as coisas. O rei responde SIM ("acredito que o Grande Espírito" criou todas as coisas" - Alma 22:11), e decide orar àquele deus crido pelos mórmons. Então, perguntamos: Que "deus" é esse? Ele é espírito, mas é de carne e ossos?

Perplexo com essa flagrante contradição, pois um apóstolo mórmon escreve que Deus é um ser material, e o Livro de Mórmon diz que Deus é espírito, procurei investigar como os mórmons definem "espírito". Ao descobrir isso, percebi a profundidade do erro mórmon ao definir o Deus da Bíblia. Sobre espírito, afirmam:

"Espírito é a matéria, porém mais fina e pura que os elementos ou a matéria mortal." – O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 72, verbete Espírito.

E como na foto ao lado, no livro Doutrinas & Convênios 131:7, 8, escrito por Joseph Smith, vemos que um espírito, que é a matéria mais refinada e pura, "só pode ser discernido por olhos mais puros." Este é um conceito aberrante sobre espírito. Que definição é essa de
matéria mais fina? Onde foi que arrumaram isso? Outras perguntas também nos vêm à mente: (1) Se, conforme o texto ao lado, somente quando nossos corpos forem purificados poderemos ver que o espírito é todo matéria, significa que Joseph Smith já havia sido purificado quando viu o Pai e o Filho? (2) Como Joseph Smith, antes de ter se tornado sacerdote, poderia ter visto o Pai, se ele mesmo escreveu no livro Doutrinas & Convênios 84:21, 22 que "sem as ordenanças e a autoridade de sacerdócio [...] nenhum homem poderia ver o rosto de Deus, o Pai, e viver"? Que conflitante é a doutrina mórmon!

Para evangelizar os mórmons e refutá-los com amor sobre essa questão da suposta aparição do Pai e do Filho a Joseph Smith em 1820 é importante saber duas heresias que eles crêem, sobre o espírito e sobre a natureza de Deus. São elas:

"Espírito. A parte do ser vivo que existe antes do nascimento mortal, que vive no corpo físico durante a mortalidade e que existe depois da morte como ser separado, até a ressurreição." – O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 72, verbete Espírito.

“A Igreja proclama essa verdade eterna: Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser.” – Regras de Fé, James E. Talmage, 1983, p. 389.

Perceba que o "pai" e o "filho" que apareceram a Joseph Smith não tem nada a ver com o Deus Todo-Poderoso, mas são personagens que eram espíritos, vieram aqui na terra para morrer, e retornaram ao mundo espiritual (da matéria mais fina e pura). E dizem que Deus já foi como nós e nós podemos ser deuses também. Então, onde começa o erro? Por acharem que Deus foi como um de nós, nascido de relação sexual, não porque Jesus veio morrer por nós, mas porque todo espírito um dia nascerá aqui na terra e voltará a ser um espírito, ou seja, uma matéria mais fina e pura. Assim, qual a superioridade entre o deus dos mórmons e o que os mórmons supostamente se tornarão no que chamam de exaltação (ou salvação)? Nenhuma! Por isso, o deus deles pode aparecer e ser visto. Ele é como um de nós e nós seremos como ele. E a contradição aumenta quando lemos no Livro de Mórmon, em Moroni 8:18, que Deus é imutável! Se é imutável, por que precisou vir morrer para ser um deus assim como cada mórmon precisará morrer para ser um deus?

Quem, então, apareceu a Joseph Smith?

Para ser sincero, eu não acredito que alguém tenha aparecido a Joseph Smith. Na verdade, creio que a probabilidade de que ninguém, de fato, apareceu a ele seja de 90 por cento. Talvez, você me replique: "Mas o Diabo se transforma em anjo de luz". (2 Coríntios 11:12) Todavia, eu sei que o Diabo teria sido mais inteligente em ter feito isso. Quando estudo o modo como ele se manifesta nos aparentes casos de lembranças de vidas passadas, sei que o método dele é bem superior! Apesar de ser apenas o meu ponto de vista, o qual deve ser respeitado, creio que essa visão tenha sido mais um produto da imaginação fértil de um jovem adolescente buscando se encontrar, ou de uma visão produto de uma neurose. Dessa visão, teriam surgido idéias subsequentes para fundamentar uma nova doutrina, com simpatizantes que a endossaram e a estabeleceram. Talvez aí, sim, o Diabo tenha se aproveitado e enfeitado mais a "estória". Mas, admito uma pequena probabilidade de 10 por cento de o Diabo ter sido tão burro a ponto de inventar uma estória dessas. E o fato de o mormonismo estar crescendo assustadoramente não significa necessariamente que alguum ser espiritual, de matéria mais fina ou não, tenha realmente aparecido a Joseph Smith, em 1820. Creio que o Diabo usa mentiras dele e dos outros para surgir com novas heresias. Mas ao analisar, com todo respeito a pessoa do mórmon, todas as "estórias" que os mórmons contam para fundamentar suas crenças, chego a crer que o Diabo não cometeria tantas gafes, mas se aproveitaria de invenções ou de mentes com fé patológica para encrementar uma nova fé. De qualquer forma, precisamos evangelizar os mórmons. Que nosso amor por eles nos ajude a alcançá-los e que a verdade de Deus os liberte de tamanha fábula.

Fernando Galli.

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