sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Pré-Candidato Republicano Mitt Romney e o 'Plano Mórmon Para a América'

Uma compreensão geral das doutrinas e da visão dos mórmons sobre o fim dos tempos para você entender as implicações e o significado da eleição de um presidente mórmon nos EUA.

Autor: William Schnoebelen (ex-bruxo, ex-mórmon e ex-maçom do Grau 32)

Passei cinco anos na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida com Igreja Mórmon. Durante esses anos, fui muito ativo nas funções da igreja e nos ofícios de sacerdote. Eu tinha uma recomendação e fui ao templo diversas vezes. Isto foi entre 1980-1985.

Durante aqueles anos, fiz amizade com muitos mórmons. Mitt Romney, como a maioria das pessoas que conheci, é um homem reto, elegante e, aparentemente, de excelente caráter. Sem levar sua fé em consideração, ele provavelmente é melhor qualificado do que a maioria dos outros pré-candidatos a presidente no atual ciclo eleitoral, de todos os partidos.

Entretanto, com a Igreja Mórmon, as coisas nunca são como parecem ser. Quando eu estava na igreja, aprendi muitas coisas sobre o "Plano Mórmon Para a América". Essas doutrinas não são amplamente discutidas fora da Igreja, porque são bastante radicais, ou até revolucionárias em sua natureza.

Naquele tempo, eu era membro do que era chamado "The Freeman Institute", um grupo fundado pelo professor da Universidade Brigham Young e agente do FBI, W. Cleon Skousen. Esse não era um grupo mórmon oficialmente reconhecido, mas era um organismo quase político de perfil profundamente conservador. O nome de Skousen era bem conhecido entre as pessoas de inclinação direitista no século 20. As credenciais conservadoras dele são impecáveis e ele é autor de diversos livros muito respeitados, incluindo The Naked Capitalist e The Naked Communist. Ele é bem conhecido em grupos como a John Birch Society (www.JBS.org).

Entretanto, o nome do grupo, "Freeman", vem do Livro de Mórmon, uma das três obras padrões da fé mórmon, além da Bíblia. (1) Há uma passagem no livro de Alma (um dos "livros" no Livro de mórmon) que diz assim: [2].

"E aqueles que desejavam que Pahoran permanecesse como chefe dos juízes sobre a terra, assumiram o nome de homens livres; e assim foi a divisão entre eles, pois os homens livres tinham jurado manter seus direitos e os privilégios de sua religião por meio de um governo livre." [Alma 51:6-7; ênfase adicionada; tradução nossa].

Agora, não há nada particularmente sinistro com essa passagem, exceto o fato que ela ilustra o modo como o Instituto aliou-se fortemente com os ensinos do Livro de Mórmon. Isso deve ser preocupante para os cristãos. Por causa disso, nos últimos anos, a organização alterou seu nome para National Center for Constitutional Studies (Centro Nacional de Estudos Constitucionais).

Entretanto, até mesmo esse nome tem implicações doutrinárias. O Mormonismo é uma religião singularmente americana, incorporando muitas das virtudes dos EUA durante o tempo da expansão das fronteiras: confiança em si mesmo, individualismo e altos padrões de moralidade.

Uma de suas doutrinas singulares nesse sentido é a crença de que a Constituição dos EUA é um documento inspirado por Deus. Eles a vêem virtualmente do mesmo modo como vêem a Bíblia, o Livro de Mórmon, ou as outras obras padrão de sua Igreja. Assim, o Centro Nacional de Estudos Constitucionais tem como seu fundamento a idéia de que o documento que eles estão estudando é virtualmente uma escritura sagrada.

Skousen, como a maioria dos mórmons de grande conhecimento e instrução, acreditava nessa doutrina e via com muita desconfiança as decisões da Suprema Corte que pareciam se afastar gradualmente de uma interpretação rígida da Constituição. Isto seria mais ou menos como os cristãos que têm pouca paciência com os teólogos liberais que interpretam a Bíblia de forma muito solta e não a consideram como as próprias palavras de Deus.

Portanto, a maioria dos mórmons tem a mesma inclinação política que a ala conservadora do Partido Republicano. É por este motivo que muitos americanos conservadores vêem o pré-candidato Romney como uma alternativa viável a Rudy Giuliani, que tem muitas visões socialmente "progressistas" e um histórico matrimonial não tão perfeito. Romney, é claro, tem o casamento mórmon "perfeito". Ele está casado com a mesma mulher há muitos anos e não profere palavrões, não bebe álcool, não fuma e nem mesmo toma café ou chá. Ele também é um executivo incrivelmente bem-sucedido no setor privado — conseguiu salvar as problemáticas Olimpíadas de Salt Lake City e depois fez uma boa administração no governo no Estado de Massachusetts.

Neste ponto, muitos devem estar perguntando: E dai? Qual é o problema?

A dificuldade é a seguinte: O Mormonismo tem uma visão singular de si mesmo na história americana. Isto não é como a "Questão Católica" quando John Kennedy estava concorrendo à presidência em 1960. Kennedy podia olhar direto nos olhos dos repórteres e dizer que se ele fosse eleito presidente, não permitiria que o papa ou o arcebispo de Boston ditasse como ele deveria governar o país. Isso satisfez a imprensa e fez calar aqueles que levantavam a Questão Católica. Infelizmente, não houve esse mesmo questionamento ao candidato John Kerry na eleição de 2004.

Mas o Mormonismo é diferente e as raízes de Mitt Romney são bem profundas na religião mórmon. Alguém poderia argumentar que Kennedy era um católico relapso; tanto ele quanto seu pai Joseph Kennedy eram notórios mulherengos e adúlteros. Mas Romney encara sua fé com muita seriedade.

Como seu pai, George Romney — que concorreu à presidência uma geração atrás (1968) sem obter sucesso — Mitt é um sumo sacerdote na Igreja Mórmon na hierarquia do sacerdócio. O que prejudicou a candidatura de George Romney foi a posição racial da Igreja Mórmon. Até 1978, a Igreja Mórmon ensinava que os negros eram "repugnantes, sujos e preguiçosos" (palavras dos líderes mórmons, não minhas) e que nenhum negro poderia exercer o sacerdócio até que todos os homens brancos o tivessem recebido. Mas, em 1978, a Igreja recebeu uma "revelação" que mudou esse ensino. Entretanto, o jovem Mitt Romney cresceu acreditando nessa doutrina repugnante sobre os negros! Somente essa crença já deveria ser causa de preocupação.

Deve ser explicado aqui que o mormonismo tem uma hierarquia bem complicada e estranha para seu sacerdócio. Ao contrário de quase todas as outras religiões, virtualmente todos os homens adultos no Mormonismo são "sacerdotes'. Na verdade, aos 18 anos, a maioria dos rapazes mórmons considerados "dignos" [3] são ordenados elder. Existem dois sacerdócios, o Aarônico, que é para rapazes com menos de 18 anos e que inclui diácono, professor e sacerdote. Após completar 18 anos, um rapaz digno é ordenado no sacerdócio mais alto, o de Melquisedeque. Os ofícios são Elder, Setenta e Sumo Sacerdote. Adicionalmente, alguns elders são chamados para liderarem uma ala (uma congregação mórmon) e são ordenados sumos sacerdotes (se ainda não tiverem sido ordenados) e tornam-se bispos (cargo equivalente ao de um pastor em uma igreja evangélica).

Como se pode ver, Romney ascendeu aos níveis mais altos de poder de "sacerdócio local". Ele também serviu como missionário mórmon durante um período de 30 meses, o que é o "padrão de ouro" para qualquer rapaz mórmon. Um missionário que cumpre seu mandato com sucesso ao retornar é tão admirado quanto o ganhador de uma Medalha de Honra do Congresso.

Na preparação para sua missão, Mitt Romney teve de "passar pela investidura" no Templo Mórmon. Embora seja muito complicado explicar tudo o que está envolvido, [4] é suficiente dizer que o processo envolve muitos rituais e encenações que ensinam certas coisas "sagradas" para os mórmons dignos que os "gentios" — os não-mórmons — não devem saber. Esses rituais incluem sinais e palavras secretas que lhes permitem entrar no grau mais elevado do céu. [5].

O processo também incluía (no tempo de Romney) juramentos severos de sangue para observar certas "leis" secretas desconhecidas para os estranhos. Esses juramentos foram modificados cerca de quinze anos atrás e suavizados para se tornarem menos questionáveis, parcialmente por causa de vídeos como The God Makers [6] e Mormonism's Temple of Doom, este de minha autoria.

Esses juramentos é que são um problema para um presidente mórmon. Existem vários desses juramentos, mas um deles que mais me preocupa é o juramento da "Obediência à Lei do Sacrifício". Esse é um juramento que todos os mórmons fiéis que participam de cerimônias no templo precisam fazer. Em parte, ele diz o seguinte: [7].

"Como Jesus Cristo deu sua vida para a redenção da humanidade, assim nós devemos fazer o pacto de sacrificar tudo que possuímos, até mesmo nossas vidas se necessário, para manter e defender o Reino de Deus."

O ponto fundamental a compreender é que para um mórmon, o termo "Reino de Deus" significa a Igreja dos Santos dos Últimos Dias. Não há diferença. Esse juramento envolvia uma penalidade que era demonstrada do seguinte modo: (8)

"... colocando o polegar debaixo da orelha esquerda, a palma da mão para baixo, e arrastando o polegar rapidamente pela garganta até a orelha direita, e deixando a mão cair pelo lado."

Esse é chamado de sinal penal, e significa a penalidade por violar o juramento. Em termos mais simples, é um gesto simbólico de cortar sua garganta! Ele é virtualmente idêntico à penalidade para o Primeiro Grau da Maçonaria da Loja Azul.

Isto não é surpresa, porque Joseph Smith, o fundador do Mormonismo, definiu o ritual do templo pouco tempo depois de passar pelos graus da Maçonaria da Loja Azul. A semelhança entre os rituais do templo e os ritos maçônicos é tão chocante que por muitos anos, a Grande Loja de Utah (os maçons) considerou a Igreja dos Santos dos Últimos dias como uma loja clandestina (isto é, uma falsa loja maçônica, que operava sem a devida autorização).

Além disso, os cinco primeiros profetas (os líderes máximos da igreja) foram maçons! Portanto, essa semelhança é perfeitamente compreensível. Entretanto, ela se torna pior.

Os mórmons devotos acreditam que esse "Reino de Deus" é um reino teocrático governado pelo Profeta de Salt Lake City. Eles acreditam que eventualmente eles chefiarão uma ditadura (ou reino) mundial benevolente sob a liderança do Profeta da Igreja dos Santos dos Últimos Dias. Esse reino não será apenas religioso e político, mas também econômico.

Não é bem conhecido que os líderes da Igreja Mórmon [9] são escolhidos de famílias que têm uma linhagem mórmon (como a família de Romney) que são capitães da indústria, ou executivos muito ricos de extraordinário talento capitalista. A maioria já é milionário antes de assumir seu chamado. Por causa disso, os líderes da Igreja Mórmon demonstraram uma impressionante capacidade em construir um império econômico a partir de seus inícios modestos.

Hoje, a Igreja Mórmon é provavelmente a igreja mais rica no mundo, em termos per capita. Logicamente, a Igreja Católica Romana é muito mais rica, mas ela teve 1.700 anos para construir seu patrimônio e tem mais de um bilhão de fiéis. Os mórmons existem há pouco mais de 176 anos e, em quantidade de membros, têm somente 1% do tamanho da Igreja Romana. Todavia, eles estariam entre as cinqüenta maiores da lista Fortune 500 se fossem categorizados como uma empresa.

Parte da estratégia da liderança mórmon é investir em empresas controladoras (holdings) muito poderosas e influentes. Ao contrário da maioria das igrejas, eles possuem estações de televisão (afiliadas de redes locais) e companhias de geração de energia elétrica. O mais preocupante de tudo é que eles fizeram um esforço combinado de comprar milhares de hectares de fazendas, pomares, etc., usando suas muitas "empresas de fachada".

Uma das razões por que os mórmons fazem isto é por causa de sua visão peculiar do fim dos tempos. É aqui que Mitt Romney (ou qualquer outra pessoa como ele) entra.

Duas diferentes profecias mórmons têm impacto neste cenário. A primeira é a crença ensinada por muitos líderes mórmons — incluindo Brigham Young — que chegará um tempo em que a Constituição dos EUA ficará "pendurada por um fio" e os anciãos de Israel (a liderança da Igreja Mórmon) virão para salvar a situação. [10].

Muitos mórmons (e também muitos americanos conservadores) acreditam que hoje a Constituição realmente está correndo perigo, seja com as intromissões por parte da Secretaria da Segurança Interna nas liberdades civis OU por causa da atuação de grupos como a ACLU, que parecem determinados a percorrer as cortes 'progressistas' e virtualmente proibir a religião (e especialmente o cristianismo) da praça e do discurso público.

Como os "anciãos" salvarão a Constituição não é totalmente claro, mas presume-se que haverá uma restauração do Reino de Deus (a Igreja Mórmon) sobre toda a nação e que a Ordem Unida [11] será restaurada por um benevolente Profeta Mórmon que também será sacerdote e rei sobre a América.

Poucas pessoas sabem que Joseph Smith, o fundador da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, se coroou rei sobre a América (pouco antes de ser morto a tiros na prisão de Carthage por uma multidão). Acredita-se que todos os profetas mórmons seguintes também se consideravam soberanos.

Acredite você ou não, Smith estabeleceu um altamente secreto "Conselho dos Cinqüenta". Com esses 50 homens, alguns dos quais nem sequer eram mórmons, ele pretendia definir os fundamentos para um governo secreto dos Estados Unidos com ele mesmo na liderança. Ironicamente, uma das facções da Igreja Mórmon que rompeu com Brigham Young após o assassinato de Joseph Smith estabeleceu um conselho similar no Estado rural de Wisconsin, chamado "The Illuminati"!

A outra profecia é ainda mais controversa. Ela é conhecida como "Profecia do Cavalo Branco" ou a profecia de "alguém poderoso e forte". Agora, esta não é uma doutrina pública e formal dos mórmons, mas foi ensinada por muitos líderes da Igreja e ainda é ensinada hoje. A liderança da Igreja Mórmon diz que quando a Constituição estiver em sério perigo, virá alguém poderoso e forte, cavalgando (talvez figurativamente) um cavalo branco e possuindo um tremendo poder político e espiritual.

Esse misterioso ancião do sacerdócio de alguma forma tomará o controle do governo dos EUA para evitar a total anulação da Constituição. Ele assumirá poder total e criará um "Reino" Mórmon na América. Nesse tempo, esse indivíduo "poderoso e forte" será proclamado o novo "Profeta" (Primeiro Presidente) da Igreja Mórmon e também será o presidente dos EUA. Assim, ele deterá o supremo poder político da nação mais poderosa do mundo e também será o "Profeta, Vidente e Revelador" [12] da Igreja dos Santos dos Últimos Dias.

Ao mesmo tempo, por meio da vasta rede de empresas controladoras nas áreas comercial e agrícola da Igreja Mórmon (por meio de várias subsidiárias) esse líder terá o poder de alimentar o mundo ou de reter a comida. A implicação é que somente quem for obediente e depender da Ordem Unida conseguirá obter mantimentos.

Agora, para o cristão bíblico, tudo isso soa atemorizador, como a descrição do "homem do pecado" (2 Tessalonicenses 2:3) ou o Anticristo. Ele será um grande líder político (Apocalipse 13:2), mas com um componente religioso (Apocalipse 13:4). Ele controlará o comércio e especialmente a distribuição de alimentos (Apocalipse 13:17). Mas a maioria dos mórmons não vê essa conexão. Eles acreditam que ele será um poderoso líder espiritual e político que salvará os EUA da destruição e eventualmente trará paz ao mundo.

Agora, muitos podem dizer: "Isto tudo é uma conversa fantasiosa ou alarmista. Ninguém poderia realmente fazer isto nos dias atuais! E Mitt Romney é um sujeito tão bom e tão íntegro!" Entretanto, vejam como muitas das nossas liberdades que nos foram dadas por Deus foram erodidas por esse "ótimo sujeito" que é o presidente George W. Bush nos últimos anos. Este país foi drasticamente modificado por causa de um único homem no comando.

Compreenda que não estamos dizendo que Mitt Romney está ciente de tudo isto. Provavelmente ele não está concorrendo ao cargo de presidente porque pensa que poderá se transformar em um superditador mórmon. Ele está concorrendo por que acredita ser o melhor homem para o cargo. É assim que os mórmons são treinados a pensar — que eles podem ser os melhores e, geralmente, eles SÃO os melhores.

Mas lembre-se que esse sujeito tem os ensinos mórmons configurados no seu DNA. Ele é bisneto de mórmons polígamos de uma colônia no México, Gaskell Romney e Anna Amelia Pratt. Existe uma verdadeira servidão espiritual aqui.

Além disso, os juramentos e obrigações do templo feitos por Romney fazem com que ele seja fiel primeiro ao "Reino de Deus" da Igreja Mórmon. Na parte do rito do templo chamado "Lei da Consagração", ele jurou o seguinte: [13].

"Você e cada um de vocês pactuam e prometem diante de Deus, dos anjos e destas testemunhas no altar, que vocês aceitam a Lei da Consagração conforme contida em Doutrinas e Convênios, que vocês se consagram a si mesmos, seu tempo, talentos e tudo com que o Senhor os tem abençoado, ou com o que ele vier a abençoar, à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, para a construção do Reino de Deus na Terra e para o estabelecimento de Sião."

Assim, ele PRECISA fazer tudo o que puder para trazer o Reino de Deus à Terra e o "estabelecimento de Sião" — que é a forma política do Reino. Você também precisa entender que os mórmons estão se posicionando há várias décadas no governo. Um número muito desproporcional de agentes do FBI, agentes da CIA, funcionários do Departamento de Estado e outros altos funcionários do governo são mórmons leais. Houve um tempo em que três dos membros do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas eram mórmons leais.

Obviamente, se estas coisas acontecerão ou não desta forma é algo que depende do Senhor e das profecias a respeito do Anticristo. Mas, os mórmons bem treinados do templo acreditam que é o destino manifesto deles resgatarem os Estados Unidos e fazer vir o Reino de Deus à Terra, tendo o profeta deles como líder.

Terminarei com uma nota final estranha que não posso provar, mas que compartilharei com vocês. Por volta de 1983, quando eu era mórmon e realizava trabalhos no templo de Washington DC em Silver Springs, Maryland, tive uma conversa com um colega sacerdote. Ele trabalhava no Departamento do Tesouro e também era um agente do Serviço Secreto.

Obviamente, ele tinha muito orgulho do templo, que era realmente uma estrutura magnífica de 20 milhões de dólares, em valores da época, construída com mármore branco e reluzente. Ele compartilhou comigo que pouquíssimos de nós sabiam o que existia no quinto andar do templo. Perguntei-lhe o que era, pois nem mesmo mórmons do templo dignos tinham permissão de ir àquele andar.

Ele me disse que havia uma Sala do Conselho, que era uma réplica exata do Salão Oval da Casa Branca. Ele me disse que eles tinham todos os equipamentos de rádio e de telemetria instalados, escondidos debaixo de um domo na parte superior do templo. Ele me disse que a partir daquela Sala do Conselho, o profeta poderia governar a nação da mesma forma como poderia a partir da própria Casa Branca. Ele me disse que os dispositivos instalados no teto eram tão fortes que os aviões tinham de evitar sobrevoar o templo, ou seus instrumentos sofreriam interferência.

Não posso confirmar a veracidade desta história, mas os mórmons em geral não mentem e aquele homem parecia realmente orgulhoso desse feito — a instalação de uma réplica da Casa Branca dentro de um dos principais santuários do Mormonismo.

Compartilho essa história por que ela ilustra o que os mórmons acreditam de verdade ser o destino de sua religião neste país. O simples fato de esse sacerdote ter compartilhado essa história diz muito sobre a visão dos mórmons sobre seu destino. Independente de ser verdade ou não, essa história mostra que aquele homem, que tinha a responsabilidade de proteger o presidente, acreditava que os mórmons um dia governarão os EUA (e, portanto, o mundo) a partir do templo em Washington.

Neste momento, muitos mórmons acreditam que Mitt Romney seja sua melhor esperança para atingir esse objetivo. Você quer na Casa Branca um homem que honestamente acredita que pode se tornar um deus?? [14] Tenha isto em mente antes de lançar seu voto na urna.

Notas Finais

Estes livros extra-bíblicos são obviamente considerados espúrios pelos padrões ortodoxos do Cristianismo. São eles: O Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Preço.

O Livro de Mórmon é formado por outros "livros", exatamente como a Bíblia, que tem os livros de Gênesis ou Mateus. Entretanto, os nomes são bem estranhos para os ouvidos cristãos. Por exemplo, um dos livros tem o nome de Ether.

"Digno" significa que mantém fielmente todos os ensinos da Igreja, retendo a Palavra da Sabedoria, que é um mandamento para se abster das bebidas alcóolicas, do fumo, do café e do chá e também ser moralmente puro — não praticar sexo antes do casamento, não se masturbar e, é claro, não se envolver em práticas homossexuais.

Para mais sobre o templo, veja no livro Mormonism's Temple of Doom [1987], de William Schnoebelen e James R. Spencer.

Um ensino mórmon diz que existem três níveis de céu. O primeiro é o Reino Telestial, para aonde os indivíduos espiritualmente negligentes de todos os tipos vão. Ele se parece com a Terra conforme ela é agora, em seu estado caído. Depois, há o Reino Terrestrial, onde as pessoas boas de todas as fés vão e também os mórmons medíocres. Ele é como o Jardim do Éden, um mundo perfeito. Finalmente, há o Reino Celestial, onde os mórmons que são verdadeiros e fiéis a todos os pactos entrarão na presença do Pai Celestial e, eventualmente, se tornarão deuses e deusas de seus próprios planetas e frutificarão perpetuamente, o que significa que gerarão bilhões de espíritos de bebês, que povoarão seu planeta. É o objetivo elevado de todo mórmon devoto alcançar o Terceiro Reino e tornar-se um deus.

Ed Decker e Dave Hunt, Harvest House, 1984.

http://www.saintsalive.com/mormonism/temple_ritual.htm

Ibidem.

Este nível mais alto da hierarquia é chamado de Autoridades Gerais e será aproximadamente análogo ao Colégio de Cardeais que existe no Catolicismo Romano.

Veja Journal of Discourses, vol 7, pg 15.

A Ordem Unida foi um sistema econômico socialista instituído por Joseph Smith em que todo membro da Igreja dos Santos dos Últimos Dias contribuía com suas propriedades e com seu dinheiro para um fundo comum (chamado "depósito do bispo") que era então distribuído pelos Irmãos aos membros, conforme a necessidade. O sistema não funcionou muito bem e foi depois abandonado "por causa da pecaminosidade do povo". Mas os Santos dos Últimos Dias acreditam que ele será restaurado no tempo do fim pelo profeta. A Ordem Unida também incluirá o Casamento Plural (poligamia) e a Expiação Pelo Sangue — uma doutrina mórmon segundo a qual certos pecados não podem ser expiados pelo sangue de Jesus, mas somente derramando-se o sangue do pecador no solo.

Este é um dos títulos oficiais do Primeiro Presidente da Igreja Mórmon.

Ibidem, ritual do templo.

Os Santos dos Últimos Dias aprendem que se forem verdadeiros e fiéis, eles se tornarão deuses e deusas. Uma divisa bem conhecida entre os mórmons é: "Como o homem é, Deus já foi. Como Deus é, o homem poderá se tornar."

2 comentários:

Anônimo disse...

Você é um lunático!!! Está a ler muito os livros de Dan Brown e, por isso, mistura alhos com bugalhos. Dúvido que seja exatamente quem informa ser. Acredito que faça isso para dar credibilidade aos fatos que relata e onde deixa claro que é seu relato pessoal. Além de tudo, se contraria diversas vezes ao afirmar que alguns rituais da Igreja "mórmon" são práticas dos "mórmons", mas não são do conhecimento de todos. Este relato mais me parece um roteiro de filme de suspense. Taí... vc poderia fazer um filme com essa história, assim ganharia a fama que, na minha opinião, vc almeja. Sempre tem muitos fanáticos religiosos que adoram umas histórias de fim de mundo e anti-cristo. Então, assim como tu afirma ser um ex-mórmom e conhecedor de muitas coisas. Eu também posso lhe dizer que como membro da Igreja de Jesus Cristo há muito tempo e mais do que 5 anos, também passei várias vezes pelo templo e, principalmente, membro ativo na Presidencia da Igreja posso lhe dizer que tu não passa de um mentiroso. Pode não crer no que acreditamos, mas jamais poderá provar o que afirma ser ritual e ensinado na Igreja. Convido a todos, que desejam de coração aberto saber se estas coisas que esta pessoa afirma ser verdade, a conhecerem de perto uma Igreja "mórmom", para que assim possam comprovar o que afirmo ser mentira desse enganador, inconsequente e visionário!!!
Que a paz do Senhor possa te iluminar!

Anônimo disse...

Amado, obrigado por me desejar a paz do Senhor, contudo, não sou lunático e não desejo a fama, fama não leva a nada, pois tudo o que vem do homem é vaidade.

Eu gostaria que você lesse SUD que seita é essa? Entre outros livros que postei no meu blog.

Acredito que muita coisa boa existe no mormonismo, porém muitas doutrinas ensinada por esta é herética e sem fundamento bíblico.

Uma delas é dizer que devemos crer em Smith para alcançar o reino de Deus, ou seja: "Nenhum homem que rejeita o testemunho de Joseph Smith pode entrar no reino de Deus,"

Isso é uma falácia, e das grandes, sem contar muitas outras, com isso, não preciso ir muito longe para dizer que a SUD é uma seita e está totalmente ao contrário do verdadeiro evangelho.

Shalom!