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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Você se sente amado por Deus?

Compreendendo o amor de Deus descrito em João 3.16

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16)

 

Alguns de vocês que estão lendo isto precisam se sentir amados por Deus novamente. Vocês não se sentem amados agora, pelo menos não nos seus piores momentos. Talvez saibam que são amados por Deus, mas têm dificuldade em realmente saber disso (e ainda mais em sentir esse amor). Algo está obscurecendo o amor de Deus por vocês — diferentes nuvens em diferentes histórias.

 

Quero que você sinta o quanto é amado(a) em Cristo. Então, permita-me levá-lo(a) ao versículo mais conhecido do mundo e mostrar-lhe quatro tipos de amor em João 3.16 .

 

1. Deus ama os que não são amáveis

O primeiro amor é o amor de Deus por aqueles que não são amáveis. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…” Quando você ouve Jesus dizer a palavra “mundo” , o que você ouve? Você ouve “mundo” e pensa em lugares como Quênia, Japão e Brasil? Ou você ouve “mundo” e pensa em trevas, maldade? “Porque Deus amou os pecadores de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”

 

A primeira afirmação é certamente e maravilhosamente verdadeira — Deus ama e redime homens e mulheres de todas as tribos, línguas, povos e nações (Apocalipse 5.9-10). Mas o ponto principal em João 3.16 é que Deus ama os que não são amáveis . Ele ama os pecadores.

 

Que tipo de mundo Ele ama? Ele ama o mundo que O desprezou e O rejeitou. “A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (João 3.19). Nós não apenas fazíamos coisas más; nós amávamos as coisas más. Esse é o mundo que Jesus buscava. Esse é o mundo que Deus amava. Éramos pessoas más — tramando o mal, praticando o mal, saboreando o mal — e, ainda assim, Deus nos amava, mesmo enquanto nos escondíamos nas trevas. Deus ama o que não é amável.

 

2. Deus ama os seus.

Em segundo lugar, Deus ama os crentes. Ele ama os seus. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Deus ama os crentes ao nos poupar da morte — a pior morte — e nos dar a melhor vida que se possa imaginar.

 

Mas como Deus passa a amar os crentes? Será que Ele envia Seu Filho ao mundo e espera que alguém creia e, portanto, O ame? Não, esse amor é mais complexo. Alguns versículos antes, Jesus diz a Nicodemos:

 

Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. . . . O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não vos admireis de eu vos haver dito: Necessário vos é nascer de novo. (João 3.3 , 6–7)

 

Qualquer pessoa pode se maravilhar com um homem que cura a cegueira, transforma água em vinho ou lê mentes. Algo profundo, algo espiritual, precisa acontecer para que alguém veja esses mesmos sinais e o adore — ou, nas palavras de João 3.16, para ver o que Jesus fez e disse e crer. Precisamos nascer de novo.

 

E como isso acontece? Jesus explica: “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todos os nascidos do Espírito” (João 3.8). Não se pode prever, muito menos controlar, o Espírito. É como tentar pastorear o vento. Não, Deus dá vida a quem Ele escolhe; esse é o ponto. Esse amor não espera por uma resposta. Esse amor penetra nas trevas e traz os mortos à vida por meio de um novo e maior nascimento.

 

Então, quando digo: “Deus ama os crentes”, não quero dizer apenas que Ele ama aqueles que O amam. Quero dizer que Ele nos dá todo o amor que temos por Ele. Deus ama aqueles que creem — todos os que creem — com um amor que ressuscita, restaura a visão e desperta o amor.

 

3. Deus ama Seu Filho

Este terceiro amor é o amor do qual todos os outros dependem. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” A frase não faz sentido a menos que o Pai realmente ame muito, muito, muito o seu Filho.

 

Esse amor da eternidade passada era tão doce, tão intenso, tão puro, que transbordou por todo o universo. Deus criou o mundo para compartilhar o amor que Ele desfruta na Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo. Assim Jesus ora:

 

Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou, para verem a minha glória que me deste porque me amaste antes da fundação do mundo . […] Eu lhes revelei o teu nome e continuarei a revelá-lo, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles. (João 17.24, 26)

 

Deus sempre amou seu Filho e sempre o amará.

 

E, no entanto, para realmente demonstrar a altura, a largura, a profundidade e a glória desse amor, o Filho teve que morrer. Se os pecadores não iriam perecer, mas ter a vida eterna, se nós iríamos conhecer esse amor e desfrutar desse Deus, alguém tinha que morrer pelos nossos pecados. Esse alguém foi o Filho de Deus, o Filho que encontramos em Jesus — plenamente Deus (Deus o suficiente para criar galáxias e mover montanhas) e plenamente homem (homem o suficiente para suar, sangrar e morrer).

 

Deus ama tanto o seu Filho. E, no entanto, por mais que o amasse — infinita e imensuravelmente — Ele entregou esse Filho, esse Tesouro, o seu próprio Coração, para que você pudesse ser Dele para sempre.

 

4. Deus te ama

Deus ama os que não são amáveis. Deus ama os que creem. Deus ama o seu Filho. E, finalmente, Deus ama você.

 

Ao relembrar a conversa entre Jesus e Nicodemos, e ao ouvir Jesus dizer a esse fariseu confuso e curioso: “O Filho do Homem precisa ser levantado, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna” (João 3.14-15), João não consegue se conter e diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Quase podemos vê-lo se voltando de Jesus e Nicodemos para nós e perguntando: “Então você crê? Você entende? Você se arrependerá do seu pecado e se entregará à torrente desse amor?”

 

Se você crê, todos esses quatro amores são seus. Deus deu seu precioso Filho por você na cruz. O corpo de Jesus foi partido por você. Seu sangue foi derramado por você. A ira que era destinada a você recaiu sobre Ele. O que mais Deus precisa fazer para provar o Seu amor por você?

 

Ele precisa curar essa doença? Precisa enviar um marido, uma esposa ou um filho? Precisa te dar esse emprego? Escute isto: Deus não precisa responder a essa oração para provar que te ama. Ele não precisa. Em Jesus, Ele já provou isso. Por trás de todas as nuvens que te impedem de sentir o amor de Deus, existe um amor ardente, irresistível, imparável — maior e mais intenso que o sol. Ele te ama. Ele te ama. Ele te ama de verdade.

 

Por: Marshall Segal, é escritor e editor-chefe do desiringGod.org. É autor de Ainda não casei: o plano de Deus para solteiros e namorados. É graduado pelo Bethlehem College & Seminary. Ele e sua esposa, Faye, têm dois filhos e vivem em Mineápolis. 

  

Fonte: https://voltemosaoevangelho.com 

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