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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Evite Esses Impostores da Exposição

Mais de uma vez, sentei-me para ouvir pregações que afirmavam ser expositivas, mas não passavam de uma fraca imitação delas.

 

A pregação expositiva faz do ponto principal do texto o ponto principal do sermão — nada mais, nada menos. Essa definição não exclui pontos adicionais de ênfase, aplicação ou ilustrações criativas. Mas, se o sermão não torna o ponto central do texto o seu ponto central, ele é menos do que expositivo.

 

Apontei essa realidade recentemente em um post no Facebook, e a resposta tanto de pastores quanto de membros de igreja foi contundente: “Não queremos um impostor. Queremos um pregador verdadeiramente expositivo”. Mas como reconhecer um impostor quando o vemos? Aqui estão quatro exemplos comuns:

1. Sermões Sequenciais

Sermões sequenciais caminham linha a linha pelo texto. Isso certamente não é errado, e é infinitamente preferível à pregação rasa e baseada em anedotas. Mas não é necessariamente sinônimo de pregação expositiva. É possível andar verso a verso por um texto e nunca deixar claro seu significado.

 

Sermões sequenciais podem ser expositivos. Mas tais sermões também podem virar uma hora de comentário contínuo. Alguns gêneros bíblicos se prestam mais facilmente à exposição verso a verso (como as epístolas), enquanto outros (como narrativas) tornam esse tipo de pregação mais difícil e talvez menos útil. Ao pregar pelo livro de Romanos, achei fácil seguir o fluxo de pensamento de Paulo de maneira linear. O uso frequente de “portanto” quase obrigava que minha exposição fosse sequencial.

 

Mas narrativas, literatura de sabedoria e poesia não se encaixam tão bem nessa estrutura sequencial. Com mais frequência, o pregador precisa encontrar o ponto central do texto e então usar o esboço do sermão para mostrar como os pontos do tema da passagem ou do seu enredo se conectam.

 

Pregadores não devem se comprometer excessivamente com um único estilo de exposição. Em vez disso, devemos considerar cada texto por si só e perguntar: “Qual estrutura homilética — isto é, que forma de organizar meu sermão — comunicará melhor a mensagem central deste texto ao meu povo?”

2. Sermões de “Coisas Boas e Verdadeiras”

Esses sermões usam o texto apenas como ponto de partida para o pregador dizer aquilo que ele quer dizer. Esse impostor da exposição raramente nasce de um motivo maligno do pregador. Em vez disso, tais sermões são pregados até por quem está animado com a pregação expositiva, mas está mal equipado e pouco treinado.

 

Membros da igreja podem sair desses sermões edificados. Por quê? Porque ouviram muitas coisas boas e verdadeiras. Eles receberam alimento para a alma. Mas o problema é que a verdade não foi extraída do texto. O pregador deve lembrar que é apenas um megafone da voz de Deus. Seu trabalho é pegar a Palavra de Deus, lê-la e explicar claramente seu significado (Ne 8.8).

 

Quando um pregador não deixa o texto conduzir sua mensagem, ele só prega o que já sabe e pratica. Mas, quando os sermões (e a vida) de um pastor são moldados e ampliados por todo o conselho de Deus, sua igreja também é ampliada e transformada.

3. Sermões que mergulham nos detalhes

Alguns pregadores passam mais tempo em seus comentários bíblicos do que em seus esboços homiléticos. Esses pregadores amam destacar insights lexicais, históricos, arqueológicos e linguísticos. Isso pode ser edificante. Mas, quando uma congregação ouve mais sobre uma colina na Judeia do que sobre o Deus-homem que esteve naquela colina, o pregador perdeu o ponto.

 

Dou graças a Deus por pastores que anseiam estudar profundamente a Bíblia e extrair dela suas riquezas. Mas o que o povo de Deus mais precisa é do evangelho. Portanto, pastores devem trazer para o sermão apenas a quantidade de informação extrabíblica necessária para iluminar, explicar e aplicar o texto.

4. Sermões Exposi-Tópicos

Esse tipo de imitação expositiva ocorre quando o pastor avança tão lentamente no texto que pega uma única palavra, frase ou conceito e prega um sermão inteiro sobre ele. Por exemplo, um pastor pregando em Efésios 1:3 poderia dedicar um sermão inteiro ao conceito de “bênção”, sem explicar o que significa ser abençoado “com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”.

 

Às vezes é necessário desacelerar e explicar certos conceitos com profundidade. Predestinação é um desses conceitos, e posso facilmente imaginar um pastor dizendo: “Precisamos nos certificar que entendemos bem essa doutrina antes de explorar o ponto principal do texto”. Mas, mais frequentemente, sermões exposi-tópicos surgem quando o pregador não sabe identificar uma perícope (uma unidade única de pensamento) e explicar coerentemente o seu significado.

 

Aqueles que valorizam a pregação expositiva e acreditam que ela comunica com mais clareza e consistência o significado da Bíblia ao povo precisam se guardar desses impostores da exposição. Se você sentir uma pontada de culpa, deixe-me encorajá-lo. O Senhor ama abençoar homens fiéis que fazem o melhor para entregar o evangelho ao seu povo. Sua bênção não depende da precisão absoluta do seu método expositivo. Então pregue, irmão pastor, confiando que o Senhor que o chamou é fiel e está trabalhando para fazer com que todos nós cresçamos no ministério da pregação.

 

Traduzido por Rebeca Falavinha.

 

Por: Sean DeMars (@seandemars), é um pai, marido, artista e filho de Deus. Sean e sua família passaram três anos nas selvas do Peru, levando o evangelho a povos não alcançados. Sean está atualmente terminando o curso de Aconselhamento Bíblico no Boyce College.



Fonte: https://coalizaopeloevangelho.org

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