domingo, 22 de abril de 2018

Mais que vencedor?

Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Romanos 8:37

A riqueza da carta que Paulo escreveu aos romanos é mesmo incomparável, pois, nesta carta o apóstolo trata de todos assuntos que envolvem o Evangelho e o faz de uma maneira sistematizada, não é sem razão que alguns gostam de chamá-la de “o Evangelho segundo Paulo”.

Ele trata aqui de temas como a corrupção geral da humanidade, fé, Cristo, salvação, justificação entre outros assuntos concernentes ao Evangelho, mas, mesmo tratando de todos estes assuntos ele toma a liberdade de falar de um atributo de Deus, por meio do qual todas estas coisas são possíveis, o AMOR DE DEUS.

Neste capítulo, Paulo, trata do efeito primário da justificação pela fé, ou seja, a falta de argumentos para qualquer condenação. O apóstolo afirma que esta justificação teve por base o amor de Deus, Sua inclinação natural.

Seu argumento é lógico e objetivo, “se Deus é por nós quem será contra nós?”, ou seja, se é Ele quem nos justifica, quem iria contra o veredito de um Juiz Idôneo e Soberano?

Então ele passa a falar de algumas situações que os cristãos romanos estavam enfrentando e que poderiam fazê-los duvidar desta justificação e, por consequência disso, do amor paternal de Deus, tais como tribulação, angústia, perseguição, fome, miséria, perigo ou a morte.

Ele afirma que, depois de envolvidos e revestidos deste amor, nenhuma destas situações teriam mais influência a ponto separá-los dele.
Então, o apóstolo cita o tão repetido versículo: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”.
Gosto de uma ilustração que ouvi como proposta para entender este versículo, deixando claro que é muito rasa perto do significado do versículo, é mais ou menos assim:

Imagine um boxeador, com essas histórias que se repetem a tais esportistas. Alguém pobre, que treina “de favor” em uma academia modesta, mas que possui algum talento e por isso então é alvo de um empresário visionário.

Passa a lutar como amador, depois se profissionaliza e disputa um título de importância internacional.

Então, desafiando e vencendo todos os oponentes que estão acima da sua colocação no ranking desta competição, ganha o direito de desafiar o campeão e, ao vencê-lo, então, torna-se o campeão, o vencedor!

Mas, se ele é o vencedor quem seria o “mais que vencedor” da história?
Sua esposa! Sim, porque teria acesso a tudo que ele conquistou às custas de socos e murros, sem nunca ter pisado em um ringue e nunca ter adquirido um hematoma!

Eu avisei que era pequena a ilustração, mas considere o seguinte:
Quem foi que sofreu? Quem apanhou? Quem foi crucificado? Quem morreu? Quem ressuscitou?

JESUS! Tudo por amor e hoje somos mais que vencedores neste amor, pois não fomos nós que sofremos com a angústia do Getsêmani, com a perseguição do seu próprio povo e com o pecado do mundo todo, mas, temos acesso hoje aos benefícios da Sua vitória.

Assim, a nossa condição de mais que vencedores consiste única e exclusivamente na vitória final do amor de Deus sobre todas estas coisas: JESUS!

Para muitos, a vitória do cristão se resume em estar acima dos outros, “honrado” por Deus e tendo o resto do mundo sob seus pés!

Para estes, a vitória tem sabor, doce como o mel!

Mas para aqueles que entendem que sua vitória consiste na sua justificação sem méritos, baseada somente nos méritos de outro maior que, por amor se fez menor, esta vitória tem cor, cheiro e sabor de sangue!

Sangue inocente!

Para aqueles que querem a vitória com sabor de mel, por mim, que se LAMBUZEM!

Mas, para aqueles que se vêem todos os dias confrontados com as acusações de serem quem são, pecadores, confiem somente na justificação para quem não tem mérito algum, a justificação que vem de Deus, a justificação que vem da Cruz, a justificação que vem do Evangelho, pois:

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”.

Um amor que da significado a cruz e uma cruz que ganha significado no amor.

Fonte: www.napec.org

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