sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Sintonia Fina: Uma evidência da existência de Deus

Traduzido por Semi Chung Azeka – Artigo original aqui.

Descobrindo nossa origem e propósito

Entre muitos argumentos convincentes que mostram a existência de Deus, estamos aqui prestes a examinar um que tem implicações incomuns, na qual, não apenas mostra a existência de Deus como o maior de todos os designers, mas também nos dá uma pista do porquê Ele nos projetou em primeiro lugar! Este argumento (que vamos intitular mais abaixo) é talvez o argumento mais interessante  que aponta para a existência de Deus!

Você provavelmente deve pensar que cientistas,  matemáticos e outras mentes brilhantes estão sempre em oposição às coisas de Deus, mas muitos exploradores científicos, quando confrontados com a incrível majestade e a imensa complexidade de suas descobertas, são levados a pensar no mundo em termos teológicos. Os primeiros astronautas, em meio aos golpes da era da ciência e da razão, viram o planeta Terra do espaço e chegaram à magnífica conclusão que um Deus todo poderoso e criativo era a fonte de tudo o que vemos no universo.

Quando olhamos para a expansão majestosa do universo, quase sempre nos encontramos pensando numa questão importante.

O “Argumento Antrópico”

Alguns devem se perguntar: “Como chegamos aqui?” e esta é com certeza uma investigação importante. Mas juntamente com essa questão “Como” há outra tão importante quanto: “Por quê?” Se o argumento Cosmológico e Teológico deixa claro que um “causador não criado” e um “designer não projetado” é a causa da nossa existência, é razoável perguntarmos: “Por que Ele nos criou?” “Por que estamos aqui afinal?” Bom, o argumento que estamos prestes a fazer irá se direcionar para AMBOS os questionamentos; o “Como” e “Por que” da nossa existência. Ao contrário de outros argumentos acerca da existência de Deus, o próximo argumento vai além da nossa criação e aborda nosso propósito. Chamaremos este argumento de “Argumento Antrópico”. Vamos dar uma olhada nos seguintes detalhes:

O Argumento Antrópico:

1.Nosso mundo foi concebido de forma única para que:
a.Possa existir Vida
b.Essa mesma Vida possa examinar o Universo.

2. Esse design exclusivo não pode ser resultado de causas aleatórias ou probabilidades.

3. Há, portanto, um Deus que nos criou e concebeu para uma causa especial no universo.

Como de costume, a premissa de qualquer argumento é vital para sua conclusão. Nesse caso, se pudermos demonstrar que nosso mundo é exclusivamente projetado para vida e descoberta, podemos seguir esse argumento para a conclusão lógica que existe um Deus que nos projetou para uma causa especial. Acompanhe-me  por um minuto:

Aleatório ou Proposital?

Agora, existem duas maneiras de olhar a nossa existência. Primeira, podemos assumir que chegamos até aqui através de um conjunto aleatório de ações e forças. O Mundo existe como uma matéria de “atribuição casual” e somos em grande parte o resultado de processos “acidentais”. Como resultado disso, somos apenas um entre muitos mundos da mesma espécie e somos na verdade bastante “comuns” no universo. A outra perspectiva  é que estamos aqui como resultado de um design proposital.  Partindo desta visão, estamos realmente “especificamente colocados” na galáxia e no universo, nossa concepção foi “controlada” e proposital, e somos “únicos” em todo o universo! Há uma grande diferença entre essas duas cosmovisões, isso é certo!

Os mais antigos pensadores sobre esse tema tendiam a pensar que a Terra era o centro de todo o universo. De fato, por 1800 anos, os primeiros cientistas e ‘cosmólogos’ acreditavam que a Terra permanecia estática no espaço enquanto o Sol, a Lua e as estrelas giravam em torno de nós, centrados em nosso pequeno planeta. Somente em 1543, quando o astrônomo polonês Nicolas Copernicus escreveu seu livro, “Das revoluções dos Corpos Celestes” essa visão mudou. Copernicus acendeu uma revolução no pensamento quando argumentou que na realidade a Terra orbitava em volta do Sol juntamente com todos os outros planetas do nosso Sistema Solar. Começamos a compreender a natureza do nosso universo seguindo Copernicus e começamos a nos distanciar da ideia de que estávamos no centro do universo.

E quanto mais e mais explorávamos esse universo, mais nos víamos como uma minúscula partícula em meio a essa imensa extensão de espaço. No verão de 1977, os Estados Unidos lançaram uma histórica missão, quando enviaram as espaçonaves gêmeas, Voyager One e Two ao espaço. Essa duas espaçonaves estavam destinadas às regiões fora do Sistema Solar, com foco nos planetas do imenso meio Interestelar. Durante 13 anos essas espaçonaves exploraram os planetas exteriores. Eles enviaram milhares de fotos, mas as mais interessantes delas foram transmitidas no dia 14 de Fevereiro de 1990. Voyager One, aproximou-se do limite do Sistema Solar, voltou-se para o sol e capturou uma imagem do planeta Terra, de uma grande distância. Desta perspectiva, a Terra parecia apenas uma pequena partícula em um fluxo de luz. E a medida que examinávamos essas fotografias, a maioria dos cosmólogos formaram a opinião de que a Terra era apenas uma insignificante minúscula partícula num vasto e extenso espaço; certamente nada incomum, apenas outro planeta habitável na qual presumiram existir em um universo infinito.

Somos apenas um dos muitos?

Com o tempo, essa ideia tornou-se muito popular. Escritores de ficção científica do ultimo século apreciaram a ideia de que poderia existir vida em algum outro lugar do universo, e a ideia de que poderiam haver milhares de outros planetas como o nosso tornou-se amplamente aceita. A maioria dos cientistas olhou para o vasto número de galáxias e postulou que o grande número de sistemas estelares tornava provável a existência de outros planetas que poderiam suportar a  vida como a que encontramos aqui na Terra. Muitos cientistas chegaram a acreditar que a Terra não tinha nada de especial.

De fato uma ideologia desenvolvida que propôs que a Terra era apenas mais um planeta medíocre em um universo incrivelmente imenso. Desta ideia desenvolveu-se o “Princípio da Mediocridade”. Este princípio diz que nossa localização e status no universo não tem nada de excepcional. Como resultado disso, nós não deveríamos assumir que somos de alguma maneira especiais, e portanto, não deveríamos também assumir que o universo foi projetado com nós (ou em seres como nós) em mente. Esta ideia tornou-se amplamente popular nos anos 70 e 80 por Carl Sagan, um astrônomo muito famoso e respeitado. Ele escreveu um livro, “Pálido Ponto Azul”, na qual ele olhou para a imagem vinda de Voyager One e disse:

“Por causa do reflexo da luz do Sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de Sol, como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo. Mas é apenas um acidente de geometria e ótica… Olhe novamente para este ponto. É aqui. É o nosso lar. Somos nós… Nossas atitudes, nossa pretensa importância, a desilusão de que temos uma posição privilegiada no universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálido… Nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante…”

Então temos que perguntar a nós mesmos a questão “Será que há a possibilidade de que outros planetas assim como o nosso existam?” Certamente parece possível dada a natureza vasta de nosso universo!

Nenhum outro sinal de vida

Os cientistas vem tentando, durante anos até agora, descobrir outras fontes de vida no universo. Mas desde 1960, o projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre) tem procurado os cosmos, escutando atentamente por qualquer indício que possa ser considerado um sinal de vida inteligente. Mas em todos esses anos, nós nunca vimos ou escutamos algo que indique que não estamos sozinhos. Se o universo é verdadeiramente antigo ou infinitamente antigo, como alguns cientistas gostariam que acreditássemos, então por que uma civilização não avançou até o ponto em que poderia ter chegado a nós agora? Afinal de contas, eles poderiam ter se desenvolvido muito além de nossas habilidades se tivessem tido tempo suficiente, e muitos cientistas nos fariam acreditar que eles tiveram este tempo necessário uma vez que o universo é antigo como eles mesmos dizem. Então por que ainda não ouvimos falar de outros mundos?

As Forças necessárias

A resposta para essa questão talvez esteja bem debaixo do nosso nariz. Pode ser encontrada na ciência. Veja, há um número de forças no universo que estão finamente calibradas para trabalharem em conjunto e tornar possível a existência de vida. As leis de massa do eléctron, massa atômica, massa do próton, força nuclear forte, força nuclear fraca, velocidade da luz, estrutura fina das constantes, gravidade, densidade massiva do universo e mais outros estão finamente ajustadas para coexistirem e reger o universo e o nosso mundo.

Se qualquer uma dessas forças fosse modificada, mesmo que em 1%, em qualquer direção (modificada para mais forte ou mais fraca) o impacto sobre vida seria catastrófico. Se, por exemplo, você aumentar a gravidade por apenas uma pequena fração, nenhuma forma grande de vida seria capaz de existir em nosso planeta. Eles seriam esmagados sob seu próprio peso. Vida primitiva (como bactérias) talvez fossem capazes de viver num ambiente como esse, mas não seriam como os invertebrados que vemos aqui agora na Terra. Como você vê, existem pré-requisitos para a existência de vida no nosso universo, e essas leis os determinam.

Então, para que exista vida no universo, é necessário que haja uma perfeita harmonia entre as leis e forças do universo. Quanto mais descobrimos isso, mais percebemos que apesar do universo ser vasto, talvez não seja vasto o suficiente para suportar muita vida. Embora talvez exista uma quantidade incrível de planetas lá fora, as condições necessárias para sustentar a vida são tão restritas que pode não haver número suficiente de planetas para superar a improbabilidade estatística para que a vida possa existir. Em suma, os requisitos para existir a vida são de fato muito difíceis!

Água

Diversos fatores são necessários para a vida existir. Primeiro, você precisa ter água no estado líquido presente no planeta. As propriedades químicas da água estão perfeitamente adequadas para as formas de vida baseadas em carbono. A água é capaz de dissolver e transportar todos os nutrientes químicos que são usados por formas de vida em nosso planeta e tem a capacidade sem igual de absorver o calor do Sol, um processo que é crítico para regular a temperatura da superfície de um planeta.

Distância do Sol

A presença de água está ligada a um outro fator importante que é necessário para a vida existir: a distância do planeta de sua estrela-mãe. Para a vida existir, um planeta não deve estar muito perto da estrela (a água evaporaria) e nem tão distante (a água se transformaria em gelo). Em nosso Sistema Solar, por exemplo, existe uma “zona habitável” em volta do Sol, bem longe da órbita de Vênus e terminando próximo a órbita de Marte. Se você aproximasse a Terra apenas 5% em direção ao Sol, toda a água evaporaria da superfície. Por outro lado, se você movesse para trás apenas 20% do Sol, toda a água congelaria. Embora a vida pudesse existir em planetas sob essas condições, ela não seria uma vida complexa como a que temos aqui na Terra.

Crosta Terrestre

Além desses dois fatores (acima), planetas habitáveis precisam ser “terrestres” em sua natureza. A crosta do planeta deve ser a correta para que a vida exista. Aqui na Terra, a crosta é fina como um papel. Mas se crosta da Terra fosse um pouco mais espessa, um fenômeno chamado “Reciclagem de Placas Tectônicas” não poderia existir. Nosso mundo é coberto por uma fina crosta terrestre que varia de 5 a 70 km de espessura, e essa crosta é dividida em grandes placas que estão em constante movimento. Isso é necessário para regular a temperatura interior do planeta, reciclar carbono, misturar elementos químicos essenciais para organismos vivos, e para moldar os continentes. A profundidade terrestre precisa ter uma espessura perfeita para a vida existir.

Campo Magnético

Esta profundidade terrestre é importante também para um outro fator. Sob a crosta do nosso planeta, o movimento de ferro líquido cria um campo magnético em torno da Terra. Esse campo magnético protege o nosso planeta de ventos solares. Se o nosso planeta fosse menor, ou o campo magnético mais fraco, esses ventos extirpariam completamente nossa atmosfera.

Oxigênio / Nitrogênio, Atmosfera

Nossa atmosfera é também outro fator importante para sustentar a vida. A forma de vida complexa requer uma atmosfera composta por Oxigênio e Nitrogênio. Quantas vezes você assistiu a um episódio de Star Trek e ouviu eles conversarem sobre a atmosfera ter a capacidade de suportar os personagens principais antes de aterrissarem? Para que seres humanos complexos baseados em carbono possam existir, a atmosfera deve ter a proporção correta de Oxigênio e Nitrogênio e essa atmosfera, obviamente, depende de vários outros fatores que já foram discutidos acima, como a distância do Sol e o campo magnético.

Lua Grande

Para um planeta do tamanho da Terra, nossa lua é extraordinariamente grande. Mas se a nossa Lua não existisse, nem nós existiríamos. Nossa Lua tem ¼ do tamanho da Terra, e como resultado disso Ela tem uma força gravitacional forte que atrai e estabiliza o ângulo de rotação axial para 23 ½ graus. Isso assegura mudanças sazonais relativamente temperadas e o único clima suave do sistema solar capaz de sustentar a vida complexa.

Estrela Perfeita

Somando a tudo isto, para que exista vida em um planeta, ela precisa ter uma estrela como a nossa. A classificação estelar do Sol é do tipo Classe Espectral G2V, e faz parte da sequência principal. Se o nosso Sol fosse menos maciço como 90% das estrelas da galáxia, a órbita da “zona habitável” seria menor e muito mais próxima do Sol. Para permanecer dentro da “zona habitável”nossa Terra precisaria estar muito mais próxima também. Se este fosse o caso, a atração gravitacional do Sol iria parar a órbita do planeta e teríamos um lado quente (sempre de frente para o sol e quente demais para abrigar vida) e um lado frio (sempre de costas para o sol e frio demais para abrigar vida)! O tamanho e tipo de estrela perfeitos são necessários para que a vida exista aqui na Terra!

Em resumo, há um grande número de fatores que são necessários para que exista vida aqui no planeta Terra. Nós apenas vimos 7 desses fatores mas cientistas descobriram em torno de 50. A fim de determinar a probabilidade de existir vida em algum outro lugar no universo, simplesmente precisamos contrapor cada uma dessas condições existentes a outros fatores necessários para existir vida. Se atribuirmos uma fator de probabilidade MUITO modesto à cada condição (digamos na chance de 1 em 10) e multiplicarmos os 20 fatores, a probabilidade resultante de que a vida poderia existir em outro lugar no universo acaba por ser uma chance em 1.000.000.000.000.000 que um mundo com vida como o nosso possa existir.

Os Impossíveis

Agora o problema é que as impossibilidades de haver vida são muito maiores do que o número de estrelas que presumimos existir em todo o universo. Cientistas estimam que existem em torno de 100 bilhões de estrelas no espaço, mas nossa probabilidade modesta diz que há uma chance em 1 quatriliões!  Não há estrelas suficientes para superar a probabilidade! De fato, as possibilidades de nosso mundo ser habitável parecem impossíveis a luz de todos os fatores necessários! Certamente podemos ver a natureza ridícula da probabilidade quando se trata da existência do nosso mundo habitável. As probabilidades são tão pequenas, que a Terra parece ser improvável na melhor das hipóteses.
Em todo o tempo, Deus tem tentado nos dizer essas coisas. Ele tem tentado nos dizer que as probabilidades são impossíveis e desfavoráveis e que somente Ele é a única explicação para a nossa existência. Deus é o criador do universo e o único ser que pode transcender os impossíveis. E Ele criou a Terra de uma maneira especial, única no universo:

Salmos 115:15-16

Sejam vocês abençoados pelo Senhor, que fez os céus e a terra.
Os mais altos céus pertencem ao Senhor, mas a terra Ele a confiou ao homem.

Uma vez que consolidamos a primeira importante questão, “Como chegamos aqui?” A segunda questão deve ser abordada: “Por que estamos aqui?”. A Escritura nos dá a resposta:

Colossenses 1:16-17

Pois nEle foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, e nEle tudo subsiste.

Deus parece estar dizendo que nós fomos (1) criados POR Ele, e (2) criados PARA Ele. Deus diz que Ele, de fato, criou-nos para um propósito e que o propósito era encontrá-lo e conhecê-lo. Mas existe alguma evidência científica de que isso é verdade? Bem, existe sim!

Tudo Isso Começou com o Eclipse Solar

Anos atrás cientistas perceberam algo enquanto assistiam ao eclipse solar. Em um eclipse solar a Lua desliza entre o Sol e a Terra e cobre o Sol na perspectiva da Terra. Isso não acontece em todos os lugares do universo. Para que haja um eclipse solar, a Lua de um mundo precisa necessariamente ser de um tamanho perfeito e distância perfeita do planeta  para que a Estrela-mãe (Sol) encaixe perfeitamente no tamanho da Lua vendo a partir de nossa perspectiva aqui da Terra. Este parece ser o caso aqui na Terra. É apenas um acaso? É possivel que a Lua seja deste tamanho por alguma razão?

Acontece que a nossa capacidade de observar um eclipse solar completo é importante para nossa capacidade de observar o universo e entender suas leis. Por exemplo, em Maio de 1919, um grupo de pesquisa liderado pelo astrônomo britânico Arthur Eddington, foi capaz de fotografar o Sol e estrelas adjacentes durante um eclipse. Quando, mais tarde, examinaram as fotografias, foram capazes de verificar que a gravidade do Sol de fato curvou a luz de estrelas distantes, como nós as vimos no próprio ângulo que Einstein havia predito, portanto, confirmando sua Teoria da Relatividade.

A Receita para Observação

Somando a isso, eclipses solares nos permitiram compreender a natureza química do universo!  Foi durante um eclipse que um fenômeno chamado de “Dispersão da Luz” foi observado pela primeira vez pelos cientistas através de um prisma. Quando isso foi observado pela primeira vez em 1870, finalmente entendemos a estrutura da superfície do Sol (sua cromosfera) baseado nas cores emitidas por cada componente químico do espectro de luz e nós descobrimos o Hélio pela primeira vez. Nós sabemos agora que podemos examinar o espectro de luz de estrelas distante para compreender sua estrutura química e nós nunca seríamos capazes de fazer isso se não fosse pela nossa capacidade de observar nosso próprio Sol durante um eclipse solar. Então, você se lembra quando falamos que existe uma receita perfeita para a vida na Terra? Bem, há sim uma receita perfeita a ser descoberta:

Lua de Tamanho Perfeito

O primeiro elemento necessário é uma Lua de tamanho perfeito que nos permitirá descobrir o espectro de luz e confirmar outras teorias científicas!

O Tipo Certo de Radiação

Mas isso não é tudo o que você precisa para ser capaz de descobrir o universo. Você tem radiação, e o tipo correto de radiação para iniciar! Somos constantemente bombardeados pela radiação de nosso próprio Sol e estrelas de galáxias distantes. Esta radiação atinge nosso planeta numa variedade de comprimentos de onda. Mas somente a radiação visível é utilizável para que possamos existir, e acontece que exatamente essa mesma radiação é a que precisamos para sermos capazes de ver e descobrir o universo!

Atmosfera Fina

Mas, em adição a isto, você precisar ter uma atmosfera como a nossa que não é composta por metais pesados. Você precisa ter uma atmosfera transparente que não está carregada de muito carbono. Nós temos uma atmosfera clara composta apenas com os elementos corretos para ambos: sustentar vida e nos permitir observar e descobrir o universo.

Localização na Galáxia

Há uma outra exigência realmente interessante para a vida e a descoberta. É a nossa localização na galáxia. Vivemos no espaço entre um braço espiral e uma galáxia espiral que chamamos de Via Láctea. Nossa localização é importante. Vivemos a meio caminho do centro desta galáxia e sua borda. Essa galáxia tem muitos perigos inerentes e se estivéssemos um pouco mais perto de seu centro, estaríamos em um lugar muito hostil, cheio de atividade estelar e supernovas e muito próximos do buraco negro que está bem no centro! Existem toneladas de poeiras interestelar e radiação eletromagnética, raios gama e raios-x nesta parte da galáxia. Mas se estivéssemos muito longe do centro e estivéssemos fora do limite da galáxia, nao existiria ferro, magnésio, silício e oxigênio suficientes para criar um mundo como o nosso. Acontece que estamos perfeitamente situados como um sistema solar, nem tão perto e nem tão longe do centro do universo. Além disso, estamos situados em um lugar ENTRE dois braços espirais que nos dão uma visão clara do universo quando não estamos olhando para o cume da borda de nossa galáxia.  Se estivéssemos dentro de algum desses espirais, ou mais perto de áreas da galáxia onde poeira interestelar e estrelas estão mais juntas condensadas, não seríamos capazes de ver o universo como somos capazes de vê-lo hoje!

Bem, podemos verificar que existem uma série de fatores necessários para sermos capazes de observar o universo, e adivinhe; os fatores necessários para observarmos e descobrirmos o universo são exatamente iguais aos fatores necessários para suportar a vida no universo. Isto não é coincidência. Nós fomos especificamente e especialmente colocados aqui para que possamos fazer algo. Nós estamos aqui para descobrir a natureza do universo. Por quê? Porque ao examinarmos o universo, chegaremos à conclusão de que DEUS DE FATO EXISTE!!!

Deus Nos Diz Especificamente Por Que Estamos Aqui?

Deus vem tentado nos dizer isso todo o tempo. Ele nos projetou de uma maneira especial, e tornou possível a vida existir para um propósito especial, para que pudéssemos observar sua criação e descobri-lo pessoalmente:

Jeremias 29: 11-14

…porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês’, declara o Senhor…

Deus nos deixou mais do que somente a evidência de sua criação. O universo a nossa volta é um meio maravilhoso para descobrirmos a Deus porque este ambiente parece ser tão duradouro e óbvio. Mas há algo que é ainda mais duradouro que o universo que Deus nos deu para compreendermos Sua natureza. É a PALAVRA DE DEUS:

Zacarias 1:2-5

“O Senhor muito se irou contra os seus antepassados. Por isso, diga ao povo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Voltem para mim, e eu me voltarei para vocês”, diz o Senhor dos Exércitos. “Não sejam como os seus antepassados aos quais os antigos profetas proclamaram: ‘Assim diz o Senhor dos Exércitos: Deixem os seus caminhos e as suas más obras’. Mas ele não me ouviram nem me deram atenção”, declara o Senhor. “Onde estão agora os seus antepassados? E os profetas, acaso vivem eles para sempre?

A Bíblia não é apenas uma obra do homem antigo. É a obra de um Deus Eterno que se revelou para ambos, o homem antigo e o homem moderno. Quanto mais compreendermos a natureza do nosso universo, mais compreenderemos que a Bíblia vem tentando nos dizer sobre Deus o tempo todo. E ela tem sido precisa. Mais e mais, a ciência simplesmente confirma o que vemos nas Escrituras: Nós fomos criados em um lugar especial e para um propósito especial.


Fonte: www.napec.org

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