quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ESPIRITISMO KARDECISTA NEGANDO O PAI E O FILHO?

Dizem os espíritas: "Jesus diz que ouvia a voz do Pai (João 5:30). Então, ele era médium de Deus." Aprenderam a crer assim com quem? Das explicações sobre Jesus que Allan Kardec deixou em seus livros, muitas vão de encontro à Palavra de Deus, a Bíblia. Uma delas afirma o seguinte:

“Segundo a definição dada por um Espírito, ele era um médium de Deus.”- Allan Kardec, A Gênese, página 271, 14a. Edição Revisada e Corrigida, Editora Ide.

O que é um médium, segundo o próprio Espiritismo Kardecista?

“Médiuns, quer dizer, meios, ou intermediários entre os Espíritos e os homens.” - Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, página 19, 3a. Edição, Junho/2004, Boa Nova Editora.

Por que chamar Jesus de médium é uma heresia? Porque de mediunidade, segundo essa seita, todos têm uma certa quantidade. Assim, como creem na evolução do espírito através de reencarnações até que se torne um espírito puro, que fora o caso de Jesus, então nós poderemos ser um dia iguais a Jesus. Veja:


“Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos Espíritos, por isso mesmo é um médium. Essa faculdade é inerente ao homem e, por consequência, não é privilégio exclusivo; também são poucos nos quais não se encontrem alguns rudimentos dela. Pode-se, pois, dizer que todo mundo é, mais ou menos, médium.” - Allan Kardec, Obras Póstumas, página 181, 38a. Edição, Editora, Editora FEB.

Apregoar Jesus como médium de Deus, assim como qualquer um de nós pode ser, rebaixa-o à posição igual a de qualquer outro espírito criado por Deus, o que faz os espíritas kardecistas negarem Jesus como Deus. Por isso, lemos num livro espírita o seguinte:

“Se Jesus, ao morrer, entrega a sua alma às mãos de Deus, é que ele tinha uma alma distinta de Deus, submissa a Deus. Logo, ele não era Deus.” - Allan Kardec, Obras Póstumas, página 150, 38a. Edição, Editora, Editora FEB.

Assim, além de considerarem Jesus como médium, negam-no como Deus. Mas a Bíblia o define como Deus. (João 1:1; 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13, Hebreus 1:1-8) Os kardecistas não compreendem que o Todo-Poderoso subsiste em três Pessoas distintas, assim, Jesus é submisso ao Pai, mas ambos têm a mesma essência Divina, mistério este jamais compreendido pela razão humana, mas aceito por cristãos devido à Bíblia nos ensinar tal doutrina básica do Cristianismo. Então, o comentário acima diz que Jesus entrega sua alma a Deus. Mas a qual Pessoa da Divindade triúna Jesus entrega o seu espírito segundo a Bíblia? Lemos: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (ou alma, no conceito dicotomista).

Mas será que o Espiritismo Kardecista merece crédito quando define Jesus e sua relação com Deus-Pai? Não, porque seus seguidores difamam o Pai de Jesus quando age nos períodos antes de Jesus nascer. De que forma fazem isso? Por classificarem o Deus do Antigo Testamento da seguinte forma:


“Deus terrível, ciumento, vingativo, de Moisés, o Deus impiedoso [...] que ordena o massacre e o extermínio de povos, sem excetuar as mulheres, as crianças e os velhos, que castiga [...] o Deus dos exércitos presidindo aos combates para sustentar a sua própria causa contra o Deus dos outros povos [...] o Deus que faz da vingança uma virtude e ordena pagar olho por olho, dente por dente [...] o Deus mesquinho e meticuloso, que impõe sob as mais rigorosas penas, a maneira pela qual quer ser adorado.” - Allan Kardec, A Gênese, página 23, 14a. Edição, outubro/2005, Editora IDE.

Então, desacreditam no Deus do Antigo Testamento porque não compreendem o Deus Todo-Poderoso como onisciente e executor de sua Justiça contra aqueles que, de acordo com sua onisciência sabia das atitudes do coração de quem executava, fossem elas crianças, mulheres e idosos. Se negam o Deus do Antigo Testamento por agir assim, deveriam negar o Jesus do Novo Testamento também. Jesus fala de pessoas perecerem caso não tenham fé nele (João 3:16), de pessoas indo para o inferno de fogo se ofendessem outras de tolas (Mateus 5:22), fala de pessoas filhas do inferno duas vezes mais do que os escribas e fariseus (Mateus 23:15), chama aqueles que no julgamento ficarão à esquerda de “malditos”, além de os condenarem ao inferno. (Mateus 25:41). Sem mencionarmos as terríveis pragas e castigos que sofrerão aqueles a quem Jesus condenar ao inferno, conforme o livro de Apocalipse. Vemos então que tanto o Pai, no Antigo Testamento, como o Filho, no Novo Testamento, atuam com justiça punitiva para os desobedientes, mas com amor para com aqueles que vivem pela graça e fé. Em toda a Bíblia, Deus-Pai e Deus-Filho demonstram amor e justiça com os mesmos critérios.

Então, por que é rebaixar a Jesus Cristo ofender Deus-Pai de nomes como esses citados acima? Porque Jesus disse: “Eu e o Pai somos um.” (João 10:30) São pessoas distintas, na mesma natureza Divina. “Quem vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. (João 14:9) Quem ouviu tais palavras de Jesus entendeu perfeitamente: O Pai (do Antigo Testamento) e o Filho (do Novo Testamento) agem com os mesmos propósitos e objetivos, possuem os mesmos atributos de amor e justiça e compartilham a mesma divindade. Embora Jesus se mostrasse como o único caminho para o Pai, como mediador (e não médium) (Veja João 14:6b), e pusesse fim à observância das leis dadas a Moisés por terem cumprido seu objetivo de conduzir as pessoas até Jesus, o próprio Jesus as cumpriu em todos os pormenores, como homem judeu. (Mateus 5:17) É rebaixar a pessoa de Jesus afirmar ser ele contrário à lei de “olho por olho e dente por dente”, e principalmente, que ele discordava do Deus do Antigo Testamento. Ademais, Jesus condenou não a lei escrita, mas as interpretações errôneas que se faziam dela e as leis orais dos fariseus, as quais, deturpavam a lei escrita. Por isso, em Mateus 5:21, 27, 31, 33, 38, 43, Jesus usa a expressão “ouvistes o que foi dito”, e em seguida reinterpretava a Lei. Como interpretar mal as palavras de Jesus o rebaixa!

Então, é óbvio que Satanás usa os médiuns espíritas e toda a sua interpretação bíblica para diminuir o valor de Jesus Cristo e de seu Pai e nosso Pai. Em vez de considerá-lo como mediador único (1 Timóteo 2:5) e o Deus "EU SOU" (Êxodo 3:14; João 8:58), os kardecistas tornaram-no apenas como um dos médiuns, embora o mais evoluído já nascido aqui na terra. Com isso, reduzem Jesus a um dos espíritos criados por Deus, que precisou evoluir e se esforçar para se tornar puro, sendo que a Bíblia o define como Criador. (João 1:3; Colossenses 1:15-18) Quanta diferença entre o Jesus dos espíritas e o Jesus dos cristãos!

Portanto, temos um desafio cristão: Aproximarmo-nos dos kardecistas e explicarmos que o fato de Jesus ensinar aquilo que ouvia do Pai não o torna médium no conceito espírita, mas mostra a Jesus como mediador entre o Deus vivo (não pessoas falecidas) e as pessoas. Além disso, o fato de os espíritas quererem que Jesus seja um médium não o torna tal. Isso nada mais é do que encaixar Jesus na doutrina Kardecista, o que seria anacronismo. Os alquimistas fazem o mesmo ao considerar Jesus como mago, só porque interpretam os milagres de Jesus como a atuação de um mago atual. Outras crenças chamam Jesus de guru, avatar, maçom e tantas outras qualificações quanto a mente humana fértil imaginar. Mas a questão é: A Bíblia ensina? Se Jesus era médium, por que não há registros dele recebendo mensagens dos espíritos de Daniel, Zacarias e outros antepassados? E por que, para conversar com Moisés e Elias, precisou ser transfigurado? (Mateus 17:-15) Por acaso os médiuns de hoje passam por alguma transfiguração, ou eles são melhores do que Jesus de modo que não precisam se transfigurar para entrar em contato com os espíritos de pessoas que viveram aqui? Essas argumentações nos ajudarão a dialogarmos sobre a inspiração da Bíblia e, principalmente, sobre quem é Jesus - se apenas um médium, ou o Deus Criador, bem como as semelhanças entre o Deus do Antigo e do Novo Testamento. Quem vê o Pai, vê o Filho. Quem permanece na doutrina, tem tanto o Pai quanto o Filho. 2 João 9.

http://iacs33.blogspot.com/

2 comentários:

Braga disse...

Haja ignorância e falta de esclarecimento!

O Peregrino disse...

Simples, me prova o contrário do que está escrito.
Aí você pode me chamar de ignorânte.
Os livros de Kardec já dizem tudo, e eu sou ignorânte? Tenha dó!