segunda-feira, 12 de abril de 2010

Réplica ao Dublinir 02

DEUS OS CHAMA DE “OS MEUS SÁBADOS”

“Guardareis os Meus Sábados…” Lev. 19:30. (Mais: Lev. 19:3; Êxo. 31: 13; Lev. 26:2; Isa. 56:4; Eze. 20:12, 13, 16; 20:21, 24; 22:8,26; 23:38; 44:24, etc…).

SÃO TAMBÉM CLASSIFICADOS DE SÁBADOS DO SENHOR

“…Amanhã é repouso, o santo Sábado do Senhor…” Êxo. 16:23. (Mais: Êxo 16:25; 20:10,11; 31:15; Lev. 23:38; Deut. 5:14; Nee. 9:14, etc…).

Prezado irmão, por estas passagens bíblicas, não há dúvidas de que o Sábado do sétimo dia da semana é o quarto mandamento da santa, justa e boa Lei de Deus (Rom. 7:12). E este Sábado foi abonado da seguinte maneira, por Seu Criador, o Senhor Jesus: “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno NEM NO SÁBADO” (Mat. 24:20). E arremata categoricamente: “…assim o Filho do Homem, até do SÁBADO É SENHOR.” (Mar. 2: 28).

Eis portanto diante de você o santo Sábado do Senhor. O selo da criação, que revela e aponta Deus como o verdadeiro e único Criador de todas as coisas. Por conseguinte, este mandamento é parte integrante da Lei Moral, e classificado por Deus como: “DIA SANTIFICADO”, “MEU SÁBADO” e “SÁBADO DO SENHOR.”

RESPOSTA 02:

Os Sabatistas afirmam que a expressão “Meus Sábados” e “Seus Sábados” indicam a distinção entre os Sábados semanais e Sábados cerimoniais, o que NÃO É BÍBLICO.

Das 400 vezes em que Palavra “LEI” ocorre na Bíblia, em nenhuma se faz distinção entre “Cerimonial” ou “Moral”.

Nem Jesus, nem os apóstolos, nem os profetas, nem os Salmistas e nem o próprio Moisés se referem a tal distinção.

Para eles, Lei sempre foi o PENTATEUCO.


Confirmem com essas passagens Bíblicas: (1Cor.14:34 ; Gn.3:16; Rm.7:7; Ex.20:17 ; Mt.22:36,38; Dt.6:5; Lv.19:18; Mt.12:5; Nm.28:9).

(1 Coríntios 14:34) As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei.

(Gênesis 3:16) E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

(Romanos 7:7) Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.

(Êxodo 20:17) Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

(Mateus 22:36) Este é o primeiro e grande mandamento.

(Mateus 22:38) Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

(Deuteronômio 6:5) Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.

(Levítico 19:18) Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

(Mateus 12:5) Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?

(Números 28:9) Porém, no dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de alimentos, com a sua libação.

Estão os Sabatistas guardando festas, luas novas, sacrifícios, etc??

Portanto, ambas as expressões “Meus Sábados” e “Seus Sábados“, são usadas para indicar os mesmos Sábados:

Sábados semanais, são de Deus (meus Sábados) porque foram dados por Ele, e são dos Judeus (Seus Sábados) porque foram dados a eles.

Vejamos os “MEUS” e “SEUS” exegeticamente aplicados na Bíblia.
a) O Templo (Is.56:7 complemento Mt.23:38, “minha casa, vossa casa”).

(Isaías 56:7) – Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.

Complemento: (Mateus 23:38) – Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta;

b) A LEI

(Romanos 9:4) – Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas;

(João 8:17) – E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro.

c) OS HOLOCAUSTOS

(Números 28:1) – FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

(Números 28:2) – Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Da minha oferta, do meu alimento para as minhas ofertas queimadas, do meu cheiro suave, tereis cuidado, para me oferecê-las ao seu tempo determinado.

(Deuteronômio 12:6) – E ali trareis os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos, e as vossas ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas.

Os Sabatistas são culpados de “GALACIANISMO

(o conceito de que em parte o homem se salva pela obra de Cristo e em parte por sua própria fidelidade em guardar a Lei).

“Todos os que verdadeiramente se tenham arrependido do pecado… E verificando estar o seu caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão riscados e eles próprios havidos por dignos da vida eterna”

Os Sabatistas AFIRMAM que guardam o Sábado, porque é o SELO de DEUS.
Baseados nesta passagem:

Assim como o Sábado era um sinal do concerto de Israel como povo de Deus

(Ex.31:16-17), o dia de adoração do Cristão (o Domingo) é um sinal de que o Cristão pertence a Cristo. (Êxodo 31:16-17) – Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. ……..(V.17) – Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se.

Seria o Sábado o selo de Deus como dizem nos dias atuais, ou seja, no Novo e Superior Concerto??

RESPOSTA TEOLOGICA EXEGÉTICA: NÃO!

Depois da morte de Cristo NÃO.

Mas os Sabatistas dizem que SIM, talvez porque seus Teólogos pensem ser os melhores intérpretes da Bíblia, a ponto de se colocarem acima de Jesus e dos Apóstolos.

Quando foi que Jesus ensinou ou fez algum escritor inspirado no Novo e Superior Testamento escrever sobre a Guarda do Sábado??

O Israel, segundo a carne, possuía Dois SELOS:

a) A guarda do Sábado (Ex.31:17).

b) E a Circuncisão (Gn.17:9-145).

Hoje na Graça, no Novo e Superior Testamento, o povo de Deus não tem, nem precisa mais desses sinais identificadores de uma nação eleita.

O ensino de Paulo é claríssimo em (Efésios. 1:13) que indica ser o SELO de Deus, neste nosso tempo, o recebimento do Espírito Santo :

(Efésios 1:13) – Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.

(II Timóteo 2:19) – Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.

(I Corintios 9:2) – Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.

(João 6:27) – Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.

(Romanos 4:11) – E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada;

Portanto até onde a Bíblia nos permite, as maiores bases dos Sabatistas acerca da guarda do Sábado mostram-se verdadeiras Falácias em Revelia à Escritura.

Fonte: JOSÉ CARLOS (SORAC+)
jcmsolrac@uol.com.br

8 comentários:

Nuno disse...

“Os sabatistas pensam que o quarto mandamento designa o dia idêntico no qual o próprio Deus descansou. Mas isto não é tão claro quanto eles alegam.” (...)Veja o dia da Páscoa: "No primeiro mês, aos catorze dias do mês, é a páscoa do Senhor" Nm. 28:16. O Senhor manteve a Páscoa nesse dia? Não. Veja: "São estas as festas fixas do Senhor". Lv. 23:4. O Senhor festejou nesses dias? Não. A linguagem afirma que esses dias eram simplesmente sagrados para Deus e isso é tudo aquilo que Ex. 20:10 afirma para o sétimo dia. A Versão Revisada dá a idéia claramente: "O sétimo dia é um sábado PARA O SENHOR teu Deus".

Resposta:
“Estas são as festas fixas do Senhor, que proclamareis como santas convocações, para oferecer-se ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de cereais, sacrifícios e ofertas de libação, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias que derdes ao Senhor.” (Levítico 23:37-38)

A palavra “para além” em hebraico tem um significado de diferença. No versículo 37, é dito de uma forma conclusiva que são estas as festas do senhor, mas no início do versículo 38 é feita uma distinção: “para além dos Sábados do Senhor” – é que não são quaisquer Sábados, são os Sábados do Senhor! Aqui temos uma distinção entre as festas e o Sábados do Senhor.

Outra diferença temos em Levítico 23, quando comparamos os versículos 3 e 6 (por exemplo):

(v.3) “Seis dias se fará trabalho, mas o sétimo dia é o sábado do descanso solene...”
(v.6) “E aos quinze dias desse mês é a festa dos pães ázimos...”

Enquanto o Sábado do Senhor é o sétimo dia semanal (v.3), as festas são dias anuais contados a partir do início do mês para o caso da festa dos pães ázimos (v.6 e muitos outros)

“I- A INSTITUIÇÃO DO SÁBADO - GÊNESIS 2:1-3.1”
“1.) O dia não foi santo em si mesmo. 2.) O descanso de Deus neste dia não o fez santo. 3.) Deus santificou ou fez santo o sétimo dia porque nele TINHA descansado. O descanso terminou e passou antes que ele abençoasse o dia. 4.) Sobre QUANDO Deus abençoou o dia, o registro não declara claramente.”


No capítulo 1 de Génesis é apresentada a criação da terra. No capítulo 2 de Génesis é apresentado descanso de Deus no sétimo dia e ainda a criação do homem e da mulher. No capítulo 3 de Génesis é apreentado o pecado. Ora, se formos organizar cronologicamente estes acontecimentos veremos que Deus criou o homem no 6º dia e a mulher também antes de descansar no sétimo dia. Pergunto: Deus abençoou o sétimo dia antes da criação? É claro que não. Mas se por outro lado, Deus abençoa o sétimo dia no capítulo 2 antes do relato do pecado no capítulo 3 então podemos crer que esse acto de abençoar o sétimo dia se realisou antes do pecado. O mais obvio é pensar que Deus, quando criou o mundo e estabeleceu um dia de repouso ao homem, abençoasse esse dia durante a semana da criação, ou seja, nesse mesmo 7º dia.

“Além disso, Gn. 1:3 diz que Deus descansou. Nada aqui diz Adão ou seus descendentes o guardaram. Pura conjectura adventista.” (...) “Não há nenhuma ordem em Gn. 2 para guardar o sábado.”
A Bíblia também também não diz que não o guardaram, por isso não pode dizer o contrário. Por outro lado a Bíblia diz:

“porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.” (Genesis 26:5)
A Bíblia diz que Abraão obedeceu à voz de Deus e guardou as Suas leis. Como já provei anteriormente, os dez mandamentos já eram guardados antes de serem escritos por Deus no Sinai: isto prova que Abraão obedecia ao Sábado, porque aprendeu as leis de seus pais, que foram descendentes de Adão e Eva. Esta é a prova que Abraão guardou o Sábado e por isso foi abençoado por Deus.

(continua)

Nuno disse...

“Vamos imaginar que o sábado foi dado a Adão no Éden. Só por causa disso não significa que todos os homens têm que guardá-lo agora. Olhe o que Adão fazia: 1º. Adão teve permissão de só comer a fruta de árvores e plantas. Gn. 1:29. A primeira permissão para comer carne foi dada a Noé. Gn. 9:3. 2º. Adão teve um jardim. Gn. 2:15. 3º. Proibiram-lhe a árvore do conhecimento. Gn. 2:17. 4º. Ele teve acesso à árvore da vida. Gn. 2:16. 5º. Adão andava nu. Gn. 2:25. Tudo isso foi no Éden antes da Queda. Todos os homens agora têm que comer, trabalhar e se vestir da mesma maneira que Adão fez no Éden? Ninguém acredita nisso. Então não significa que nós temos que guardar o sétimo dia, mesmo se Adão o guardou. Este simples fato faz demolir todo o argumento sabatista.”

Isso tudo que aconteceu com Adão aconteceu antes do pecado. Só quando o pecado entrou no homem é que ele viu que estava nu: “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. (Genesis 3:7)

Nós que somos pecadores sabemos que estamos nus, pelos vistos Adão não. Mas não acabou aqui, porque deviso ao pecado a terra foi amaldiçoada pelo homem:
“E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.
Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás.” (Genesis 3:17-19)

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” Romanos 5:12

Todos estamos sugeitos à maldição dada ao primeiro Adão.

Comentário pessoal para o Sr. JOSÉ CARLOS: você leu TODO o capítulo de Genesis 3 ou eu ando a dar estudos Bíblicos para si? Lamento mas neste momento o Sr. não me parece ter conhecimento suficiente para argumentar contra o Sábado porque não leu o capítulo 3 de Genesis que explica isto tudo.

“Outro fato que os sabatistas se esquecem é que o ato de Deus descansar num dia não lhe confere santidade. Gn. 2:3, diz: "E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele DESCANSOU de toda a obra que, como Criador, fizera" . Assim, Ex. 20:11: "ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou". Primeiro, Deus descansou no dia, mas isso não o fez santo. Depois disso, ele o abençoou mas ainda não era santificado. Terceiro, ele o consagrou, fez-lhe santo. Assim, o dia não foi santo em si mesmo nem o descanso de Deus nesse dia o fez santo.”

O texto Bíblico é claro: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou” ou seja, os verbos aqui aplicados estão no passado e no pretérito perfeito, ou seja, uma acção passada pontual. Se Deus abençoou e santificou, ficou abençoado e santificado. Acha que Deus não teria poder para santificar e abençoar um dia só porque descansou nele? Acredita que Deus é Todo-Poderoso?

(continua)

Nuno disse...

“Aqui, estes sete dias anuais nos quais havia uma suspensão inteira de trabalho, eram sábados ou não? Se eles não foram, alguém pode nos falar por que eles não eram?”

Sim eram Sábados e eram dias de repouso e sem trabalho. Mas existe uma diferença: enquanto o Sétimo dia era considerado o Sábado do Senhor que Ele repousou, estes dias de repousos eram destinados ao repouso do povo de Israel:
“Contareis para vós...” Lev 23:15
“...No sétimo mês, no primeiro dia do mês, haverá para vós descanso solene...” Lev.23:24
“... tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas... (Levítico 23:27)
“Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é o dia da expiação, para nele fazer-se expiação por vós...” Lev.23:38
“Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.” Lev.23:31
“Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.” Lev. 23:32
Diferença entre os Sábados de Deus:
“além dos sábados do Senhor,...” Lev 23:38

(continua)

Nuno disse...

II- O SÁBADO NO ANTIGO TESTAMENTO
Genesis 26:5 “Errado. Este é um dos versículos mais usados pelos adventistas (mormente os IAPs) para dizer que Abraão guardava os mandamentos (e, portanto, o sábado). Mas seu uso é errado.” (...)(a) os mandamentos, do qual há 613, dados na Torá (os primeiros cinco livros da Bíblia hebraica) ou (b) qualquer lei judaica. O termo também pode se referir à realização de um mitzvah como definido acima.


A pergunta que se faz é: que leis Abraão guardou?
Se formos dizer que foram as 613 leis, então eu lanço um desafio ao Sr. JOSÉ CARLOS para me provar pela Bíblia onde é que essas leis foram dadas a Abraão ou antes deles. O problema é que essas leis só foram dadas quando se formou a nação de Israel na base do Sinai a apartir de Exodo 21.
E os dez mandamentos já existiam antes de serem dados no Sinai? Vejamos algumas citações de F.D. Nichols:
““Anjos ‘pecaram’ (II Ped. 2:4), mas eles não violaram a lei do Sinai, porque ela só foi dada milhares de anos depois da sua queda, e de qualquer forma eles não estavam debaixo dela. Adão pecou muito antes que a lei fosse dada (veja Rom. 5:12-14); Caim pecou (Gên. 4:7); os sodomitas eram ‘pecadores’ (Gên. 13:13), e afligiam a Ló com suas ‘obras iníquas’ (lI Ped. 2:8). Certamente nenhum deles violou ‘a lei’, que não foi dada antes de Moisés.””
“E podem suas ações ser condenadas em função dos Dez Mandamentos? Sim. A Bíblia diz que Satanás foi “mentiroso” e “homicida desde o princípio” (João 8:44). Os Dez Mandamentos lidam com suas ações. Ele também procurou colocar-se no lugar de Deus. Aqui está uma violação do primeiro mandamento. Adão e Eva muito certamente cobiçaram o fruto proibido; de outro modo, não teriam estendido a mão para ele, considerando que Deus lhes havia dito expressamente que o mesmo não lhes pertencia. Eles cobiçaram e furtaram. E os Dez Mandamentos abrangem estes maus atos. Caim matou a seu irmão. Os Dez Mandamentos são adequados para julgá-lo. Os sodomitas foram distinguidos por sua luxúria. Cristo revelou que o sétimo mandamento abrange tanto o pensamento impuro quanto o ato impuro, e eles eram culpados de ambos.”
““Onde não há lei, também não há transgressão”, “pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Rom. 4:15; 3:20). Não há dúvida quanto a que lei Paulo está se referindo, porque ele acrescenta: “Eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Rom. 7:7). E qual lei diz: “Não cobiçarás”? A lei dos Dez Mandamentos.”
“Quando Tiago falou daqueles que cometem pecado, “sendo argüidos pela lei como transgressores”, também não deixou dúvida quanto a que lei estava se referindo. E à lei que diz: “Não adulterarás” e “Não matarás” (Tia. 2:9-11).

“Há aqueles que dizem, e citamos suas palavras, que “pecado é um desrespeito a alguma lei, mas não necessariamente à chamada ‘lei moral’, ou os Dez Mandamentos”. Porém, não é isso o que Paulo e Tiago dizem. Não vemos como poderiam ter afirmado mais claramente que a transgressão de uma certa lei é pecado e que essa lei é a lei dos Dez Mandamentos.”
Ficou provado que os Dez mandamentos dados no Sinai já existiam desde o inicio na criação e que foram estes 10 mandamentos que Abraão crumpriu como Lei, por isso o Sábado era cumprido por Abraão.

(continua)

Nuno disse...

III- CRISTO E O SÁBADO
'nem sempre se ler a Bíblia ao pé da letra, de forma fundamentalista e sem profundidade'. Infelizmente, o adventismo faz isso. Vê um verso, isolado, e o toma como autoridade. Tomam palavras ao pé da letra mas não se importam com o contexto ou o que ela quer dizer (principalmente nas línguas originais onde, infelizmente, a denominação deixa muito a desejar).


Isto não é verdade, pelo contrário os evangélicos é que têm o hábito de fazerem isso, como fazia o Peregrino. Mas ultimamente ele tem melhorado nas suas análises, graças a Deus – fico muito feliz por ele. Mas compreende-se que todos nós aprendemos todos os dias pelo que não sabemos tudo. Por outro lado este Sr. JOSÉ CARLOS apresentou mesmo uma falsa afirmação que é mais verdadeira no meio evangélico onde se encontra – prova disso é o Pr. Rinaldi que também faz análises assim, com textos isolados. Tem dúvidas? Tenho aqui vários emails dele e olhe que ele é evangélico como você... o que eu pergunto é se vocês creem no mesmo ou se é cada um por si... deixo a resposta para você responder em silêncio.

“Os sabatistas circuncidam? Não.”

Resposta: o baptismo anula a circuncisão:
“no qual também fostes circuncidados coma circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados com ele no baptismo, no qual também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos;” (Colossenses 2:11)

“Então por que escolhem o sétimo dia dentre todos os outros dias santos e ritos e se agarram nele, rejeitando todas as outras coisas que ele também observou? Parece que um homem sincero tem que admitir que este argumento para o sábado judaico não tem sucesso.”

Porque Deus deu o Sábado ao homem na criação, no sinai e a través de Jesus.

Jesus anulou com a sua morte todas as festas judaicas em Lev.23. Só o Sábado é que é eterno.
“...Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado.” (1 Coríntios 5:7)(Génesis 4:7; Lucas 23:46-56; João 18:28;19:30-34; I Coríntios 5:7; II Coríntios 5:21; Efésios 5:2; I Pedro 1:19)
(Levítico 2:11; Deuteronómio 16:1-4; João 6:48,51; 1 Coríntios 11:23-26; Mateus 16:6).
“Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.” (1 Coríntios 5:8)
"...Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo Ele as primícias dos que dormem" (1 Coríntios 15:20-23). Cristo é "o primogénito de entre os mortos" (Colossenses 1:18). "...sendo o primeiro da ressurreição dos mortos..." (Atos 26:23).
“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar...” (Actos 2:1-4)
“Assim como os pães das primícias eram movidos (Levítico 23:9-14), também os pães levedados deveriam ser movidos juntamente com eles (Levítico 23:20; Romanos 6:5). O Pentecoste tipifica a descida do Espírito Santo para formar a Igreja. Por causa disto está presente o fermento porque o mal está presente na Igreja (Mateus 13:33; Atos 5:1-10; 15:1).
“E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.” Isaias 66:23;
“É, porém, mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.” Lucas 16:17

(continua)

Nuno disse...

“A presença de Jesus e Paulo nas sinagogas não autoriza sua observância pelos cristãos. Cristo viveu segundo a lei. Jesus veio trazer uma Nova Aliança (a antiga era representada pelas tábuas dos Dez Mandamentos, ou tábuas do testemunho). Com a abertura do Evangelho veio o período mais glorioso da história da Igreja. O próprio Filho Deus se colocou diante de nós vestido com toda a autoridade do céu. (Mt. 28:8). Ele veio introduzir o Evangelho, "um novo e vivo caminho" (Hb. 10:20), "a nova aliança", "uma melhor aliança" (Hb. 8:6,8).

“Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas.” (1 Pedro2:12)

Embora Cristo tenha sido Judeu e tenha vivido como Judeu, ele também era Deus e deu o exemplo para nós seguirmos. Se Jesus veio trazer uma nova aliança, não foi certamente pela sua vida que a deu, mas sim, pela Sua morte:
“e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz;” (Colossenses 2:14)
Os dez mandamentos não são ordenanças pois a Biblia não o diz, mas as festas são ordenanças e como já mostrei há diferença entre o Sábado de Deus e os Sábados festas anuais:
“...Esta é a ordenança da páscoa;...” Exodo 12:43
Foram estas festas que foram anuladas na cruz e Jesus promove a nova aliança. Agora, qual a diferença entre a nova e a velha aliança? Vejamos os versiculos:

“Então ele vos anunciou o seu pacto, o qual vos ordenou que observásseis, isto é, os dez mandamentos; e os escreveu em duas tábuas de pedra.” (Deuteronómio 4:13)” -> 1º pacto: 10 mandamentos

“E lhes darei um só coração, e porei dentro deles um novo espírito; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne, para que andem nos meus estatutos, e guardem as minhas ordenanças e as cumpram; e eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.” (Isaias 11:19-20 e 2 Cor.3:3-18)  2ºpacto

Ou seja, da primeira aliança para a segunda aliança só muda o local das leis: da pedra (1º pacto) para um coração de carne (2º pacto). Isto é: os dez mandamentos ainda estão em vigor não em tábuas de pedra mas dentro de nós para sermos “transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (Cor. 3:18)

"Os adventistas precisam se lembrar que Jesus nasceu como judeu e estava sob a lei. Então, de um ponto de vista "legalista", alguém poderia afirmar que já que Ele guardou o sábado, então nós devemos. O que torna isto interessante é o uso da palavra costume."

“Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas.” (1Pedro2:12)

Embora Cristo tenha sido Judeu e tenha vivido como Judeu, ele também era Deus e deu o exemplo para nós seguirmos.
Legalista? Se Deus pede ao homem para lhe fazer uma coisa por Ele e o homem faz para obedecer a Deus chama a isso legalista? Que nome dá aqueles que não obedecem a Deus?

Em relação à palavra costume, era o “seu cotume” ou seja, não era o costume judeu, pelo que mesmo que Jesus fosse judeu, Jesus fazia de sua própria vontade habitual.

“Não era seu “costume” guardar o sábado; era seu “costume” entrar nas sinagogas para orar.”

O texto bíblico não diz isso, mais uma vez meteu os pés pelas mãos:
“Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.” (Lucas 4:16)
Jesus leu na sinagoga no Sábado, Ela ia ao Sábado à Siangoga para louvar a Deus, ler a escrituras ou seja adorar a Deus. Que dia é que você vai à igreja? No Sábado (como Jesus) ou no domingo? Não me diga que como não é legalista não vai ao Sábado, e por isso faz a sua própria vontade (e não a vontade de Deus) e vai noutro dia da semana.
Segundo, era o seu costume ir lá, ou seja, era costume próprio (αυτω) e não era costume judeu como indica a palavra em grego.

(continua)

Nuno disse...

2. O Sábado, e todos os demais mandamentos, foram defendidos por Jesus (Mt 5:17-20). (...) “Só que somente duas são dos Dez Mandamentos! As outras quatro não são!” Mt. 5:17 usas "a lei e os profetas", "a lei" e "os mandamentos" de forma intercambiável e lista 6 leis que diz que das quais não passará um só i ou til até serem cumpridas. Só que somente duas são dos Dez Mandamentos! As outras quatro não são!”


Para abordar este ponto só vou analisar estas respostas, pois será suficiente. Todo este excerto termina no versiculo 48. Porque é que termina no versiculo 20? Jesus só mensiona passagens referentes ao 10 mendamentos, mais precisamente os 6 últimos mandamentos. A prova disso são os últimos versículos de 43-48 que resumem todos os 6 mandamentos. Até Paulo os menciona (Romanos 13:9) e refere como fim e resumo final: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” ou seja, o que Jesus usa para finalizar o seu discurso. Quando Jesus afirma "a lei e os profetas", "a lei" e "os mandamentos" está a ir progressivamente direito à questão ou seja: directo aos dez mandamentos. Curioso e não foi citado por si, é o versículo que Jesus utiliza antes deste excerto e tem a haver com ele: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Mateus 5:16
Quando Jesus diz isto já está em mente a referir-se ao exemplo (luz) que damos ao próximo quando guardamos a lei de Deus, para que glorifiquemos a Deus.
Como não viu o contexto todo, faço minhas as suas palavras:
“Vê um verso, isolado, e o toma como autoridade. Tomam palavras ao pé da letra mas não se importam com o contexto ou o que ela quer dizer”

E fico por aqui. Estes argumentos são suficientes para toda a apresentação aqui feita.


E Peregrino: por mais que procures dar outra explicação ao Sábado não consegues, pois é a verdade de Deus porque foi ele que criou o Sábado, o santificou e o abençou mesmo antes de haver pecado.

Já agora, acabei a minha análise de Colossenses 2:16. Também receberás uma cópia dela.
Todos os argumentos de Rinaldi não são válidos pela Bíblia, todos menos um que é meia verdade.

Nuno disse...

Esta cópia de um excerto foi forjada:

" “O sábado em Colossenses 2.16: O tempo sagrado prescrito por falsos mestres referem-se como sendo ‘um sábado festival’ ou a lua nova ou um sábado. – ‘eortes e neomnia o sabbaton.’ (2.16). O consenso unânime de comentaristas é que estas três expressões representam uma lógica e progressiva seqüência (anual, mensal e semanal). Este ponto de vista é válido pela ocorrência desses termos... Um outro significativo argumento contra os sábados cerimoniais ou anuais é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras ‘dias de festa...’Esta indicação positivamente mostra que a palavra SABBATON como é usada em Cl 2.16 não pode se referir aos sábados festivais, anuais ou cerimoniais.” (Bacchiocchi,"Do sábado para o domingo", pg. 358-360)"

Eu tenho o livro e existem várias diferenças que mudam o contexto... para além disso não apresenta a conlusão de Samuel Bacchiochi, mas eu faço iso por si:

"CONCLUSÃO
Nossa análise de três textos de Paulo geralmente citados como prova de repúdio de Paulo
ao sábado como uma sombra cerimonial do Velho Testamento, mostrou que esta interpretação é
injustificável em diversos pontos.
Em primeiro lugar, em todos os três textos Paulo não discute se o mandamento do sábado
está ou não ainda em vigor na dispensação cristã; antes, ele se opõe aos costumes complexos
ascéticos e cultistas, que (particularmente em Colossenses e Gálatas) estavam minando o
princípio vital da justificação pela fé em Jesus Cristo.
Segundo, o fato de que uma forma supersticiosa de guarda do sábado pode ter sido parte de
ensinos heréticos denunciados por Paulo, não invalida a natureza obrigatória do preceito visto
que é uma perversão e não um preceito que é condenado. A reprovação do mau uso de um
preceito bíblico não pode legitimamente ser interpretado como a ab-rogação do próprio preceito.
Terceiro, o fato de que Paulo recomenda tolerância e respeito mesmo com relação a
diferenças em dieta e dias (Rom.14:3-6) oriundos de convenções humanas, indica que na questão
de “dias” ele era demasiado liberal para promover o repúdio do mandamento do sábado e a
adoção da observância do domingo em seu lugar. Houvesse ele feito assim e teria encontrado
oposição e discussões intermináveis com os advogados do sábado. A ausência de qualquer traço
de tal polêmica é talvez a mais clara evidência do respeito de Paulo para com a instituição do
sábado.
Em última análise, então, a atitude de Paulo para com os sábado deve ser determinada não
na base de suas denúncias das observâncias heréticas e supersticiosas que possivelmente incluíam
a guarda do sábado, mas sim na base de sua atitude para com a lei como um todo. A falha em não
distinguir entre o conceito de Paulo para com a lei como um corpo de instrução que ele considera
“santo justo e bom” (Rom. 7:12; cf. 3:31; 7:14, 22) e da lei como um sistema de salvação
separado de Jesus Cristo, que ele energicamente rejeita, é, aparentemente, a causa de muito
malentendido quanto à atitude de Paulo para com o sábado. Não há dúvida que o Apóstolo
respeitava aquelas instituições do Velho Testamento que ainda tinham valor aos cristãos.
Notamos, por exemplo, que ele adorava no sábado com “judeus e gregos” (Atos 18:4, 19, 17:1,
10, 17), passou os dias dos “pães asmos” em Filipos (Atos 20:16), “apressara-se para estar em
Jerusalém, se possível, no dia de Pentecostes” (Atos 20:16), fez um voto de nazireu por sua
própria iniciativa em Cencréia (Atos 18:18); purificou-se no Templo para provar que “vivia
guardando a lei” (Atos 21:24); e fez circuncidar a Timóteo (Atos 16:3). Por outro lado, sempre
que estes costumes ou semelhantes eram promovidos como base de salvação, ele denunciava em
219
termos inequívocos sua função desvirtuada. Poderíamos dizer, portanto, que Paulo rejeitava o
sábado como meio de salvação, mas aceitava-o como sombra apontando para a substância que
pertence a Cristo."