sábado, 23 de maio de 2009

IASD - Que Santuário?

Eu afirmo que o Santuário Celestial, tão falado e discutido entre os adventistas, que levanta uma enorme questão de cunho estrutural na doutrina da denominação é o Trono Único do Pai Celestial que fica no centro da Praça da Cidade que não possui Santuário no sentido lato que tem sido empregado aqui neste mundo para identificar uma capela ou templo terrestre.

Mas, é claro, terei que provar que o que afirmo é certo e o que os adventistas afirmam é errado. Então vamos ao estudo do caso.

É fundamental termos uma resposta para esta pergunta, porque, desta resposta dependerá nossa compreensão da Doutrina do Santuário Celestial, onde Cristo, nosso Sumo Sacerdote, realiza uma obra que é, sem sombras de dúvidas, do interesse de todo o Universo e especialmente de nós, seus seguidores neste mundo de pecado.

A posição de algumas correntes religiosas é de que o Santuário de Deus no Céu é o próprio céu, e baseiam-se em Hebreus 9:24, 1.º Pedro 3:22 e Hebreus 4:14.

Já outras comunidades, insistem que o Santuário de Deus no Céu não é o próprio Céu, porque Apocalipse 11:19, Hebreus 9:11 e Hebreus 8:1,2 declaram que há um Santuário no Céu e não que este seja o próprio Céu.

Aos leitores menos avisados, poderia parecer que há aqui uma contradição, mas demonstraremos não ser este o caso.

1. Quantos Céus existem?

R- Há três Céus. O mais básico é este que podemos viajar de avião. Um deles é chamado de “terceiro céu”, lugar onde está o “paraíso de Deus”, Sua morada particular. O “segundo céu é este espaço que podemos perscrutar com aparelhos astronômicos”, onde estão as galáxias e os planetas. Sempre que lermos a palavra “Céu” associada diretamente à Pessoa de Deus, devemos entender exatamente, que se fala deste Terceiro Céu, mas nas outras ocasiões, trata-se do segundo ou do primeiro Céu. Veja-se: 1.º Reis 8:27, 2.º Coríntios 12:2-4, 2.º Crônicas 6:18 e 2:6, Jeremias 23:24 e Atos 7:24.

2. O Que há neste Terceiro Céu ou Lugar do Paraíso de Deus?

R- Existem certos aspectos que nos foram revelados pela Bíblia, a saber:

- Existe um Monte chamado de Sião onde está localizada a Cidade de Jerusalém Celestial: Hebreus 12:22,23;

- Este Monte, que é também chamado de Monte da Congregação (comparar com o texto anterior) fica nas extremidades do Norte deste Terceiro Céu, pois Satanás desejava subir até este local: Isaías 14:12-14. Note-se que em Jó 37:22-24 se declara que deste “Norte” “vem o áureo poder do Deus Altíssimo” (compare com Salmo 82:1-3);

- Neste Monte Santo, onde fica a Cidade de Jerusalém Celestial, há pedras afogueadas, onde fica o Querubim da Guarda: Ezequiel 28:14 e 16;

- A Cidade de Jerusalém Celestial é nossa mãe: Gálatas 4:26. Ela é o Santuário/Casa de Deus no Céu: (Ezequiel 37:26-28 comparar com Apocalipse 21:1-3) e ainda (comparar Jeremias 3:17 com 17:12);

- Não há um Santuário ou Templo/Tabernáculo dentro dela por que motivo? Apocalipse 21:22;

- Filipenses 3:20 declara que esta Cidade é nossa pátria (ver Hebreus 11:13-16, Efésios 2:6,19 e Colossenses 3:1-3);

3. Onde exatamente se localiza o Trono de Deus dentro deste Terceiro Céu?

R- Esta é uma questão que precisa ser analisada por partes, porque a resposta que a Bíblia nos dá quando fala do Trono de Deus não é sempre a mesma.

Há diversas maneiras de compreender o que é o Trono de Deus e iremos considerá-las, todavia, afirmamos desde já que o Trono de Deus se localiza na praça da Cidade Santuário de Jerusalém Celestial, que é em si mesma o Santuário Celestial, ou seja, ela é o Santuário Celestial onde está a Arca da Aliança, mencionada em Apocalipse 11:19 e 15:5.

- Há um lugar específico e literal onde está este Trono de Deus sim. Este lugar é sem sombra de dúvidas dentro da Cidade de Jerusalém que fica no Monte Sião Celestial: Salmo 11:4, Isaías 6:1, Hebreus 8:1, Apocalipse 21:2,3,5 / 22:1 / 4:1-11 (comparar Efésios 6:12 e Colossenses 1:16 e Jó 1:6) / 7:9-12 e 20:11.

- Em outras situações, a Bíblia usa a expressão Trono de Deus não com o propósito de nos falar de Sua Cadeira Suprema, ou mesmo do local onde exatamente Ele se senta. Esta expressão, algumas vezes é usada para designar o poder de governo que uma autoridade possui e no caso da autoridade de Deus, a autoridade absoluta. Veja-se o caso de Faraó (Gênesis 41:40) que tinha na sua cadeira do trono a autoridade que José não poderia possuir, a saber, sobre sua casa; veja-se os casos de 1.º Samuel 2:8, 1.º Reis 1:13,14 e 1.º Crônicas 29:23-25 onde a expressão “trono” aparece associada a situação de honra ou glória, associada a autoridade de governo e não necessariamente a uma cadeira imóvel, e mesmo à situação de autoridade que merecia obediência. Os personagens envolvidos não precisavam estar sentados nos seus respectivos tronos, bastava que existissem e estivessem onde quer que fossem e teriam que ser considerados como autoridades e governo vigente.

- Isto explicado, devemos considerar que, quando Deus diz: “o Céu é o Meu Trono” (Mateus 5:34, Atos 7:49, Isaías 66:1, 1.º Reis 8:27), Ele não está dizendo que toda extensão do Terceiro Céu é uma cadeira onde Ele se senta, mas que em todo o Terceiro Céu está a base de Seu governo universal. Isto fica claríssimo se compararmos estes textos citados com Salmos 45:6 / 47:8 / 89:14 / 93:2 / 94:20 e especialmente o Salmo 103:19.

- Conclusão: por toda esta exposição fica claro que:
a) Há um Terceiro Céu, morada de Deus, o Paraíso;
b) Este Terceiro Céu é muito grande, pois têm norte (então tem sul, leste e oeste);
c) Neste Norte está localizado o Monte Sião ou Monte da Congregação Celeste;
d) Neste Monte da Congregação fica situado, numa parte dele, a Cidade de Jerusalém Celestial;
e) Dentro desta Cidade de Jerusalém Celestial está localizado um Trono que é em si mesmo o Santuário Celestial, pois em Jeremias 3:17, diz a Bíblia, que toda a Cidade de Jerusalém é o Trono do Senhor e, em Jeremias 17:12 se declara que o Santuário inteiro é o Trono de Deus. O que nos leva a entender que Jerusalém Celestial é o Santuário ou morada de Deus;
f) Dentro deste Santuário Celestial não existem divisões de duas partes como havia no Santuário Terrestre, ou seja, não existe um lugar santo e outro santíssimo, lá só existe um lugar chamado Santíssimo, pois, este Santuário é onde fica exatamente o Trono de Deus literalmente e especificamente falando.
g) Ora, este Trono fica exatamente no centro da Cidade, no meio da praça principal da Cidade: Apocalipse 22:1-3.
h) Sabemos que o Trono de Deus, literalmente e especificamente falando está dentro do Santuário pelas seguintes explicações bíblicas:

- No Santuário Terrestre, o lugar que simbolizava o Trono de Deus estava dentro do Lugar Santíssimo do Santuário e não no lugar santo, no Céu este Trono está na praça da Cidade, aberto diante de todos (pois no Céu não há dois níveis de santidade como um santo e outro santíssimo);

- Isaías 14:12-14 em comparação com Hebreus 12:22 declaram que Satanás desejava assentar-se, obviamente num Trono, que fica no Monte da Congregação, onde está a Cidade de Jerusalém Celestial.

- Agora, isto é fundamental: A Cidade de Jerusalém Celestial, descrita por João não têm Santuário, porque o próprio Deus é o Santuário (Apocalipse 21:22).

4. Assim sendo, perguntamos: quem está certo? Os que dizem que o Santuário Celestial é o próprio Céu? Os que dizem que há um Santuário no Céu?

R- Nenhum dos dois, mas os que disserem que a Cidade de Jerusalém Celestial é o Santuário onde a Pessoa de Deus (Trono) está. Esta Cidade é o Santíssimo onde Cristo entrou em sua ascensão.

- Quando lemos em Hebreus 9:24 que “Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu ...” devemos entender que aí se está dizendo que “Cristo não entrou num santuário feito por seres humanos, mas na Cidade de Jerusalém Celestial, que é o Santuário de Deus”;

- Quando lemos em 1.º Pedro 3:22 que “está à direita de Deus, tendo subido ao céu...”, devemos entender exatamente que está dentro desta Cidade governando com Seu Pai;

- Quando lemos em Hebreus 4:14 que “temos um grande Sumo Sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus ...” – devemos entender que “temos um grande Sumo Sacerdote que penetrou na Cidade de Jerusalém Celestial, diretamente no Trono de Deus que está na praça central da Cidade”;

- Quando lemos em Apocalipse 11:19 que “abriu-se o Santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto ...” ou quando lemos em Apocalipse 15:5 “abriu-se o santuário do tabernáculo do testemunho no Céu”, ou ainda, quando lemos que “temos um Sumo Sacerdote tal, que se assentou à direita do Trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor fundou e não o homem.” (Hebreus 8:1,2), devemos entender claramente que Cristo entrou na Cidade de Jerusalém Celestial que é em si mesma o Santuário Santíssimo de Deus (verifique-se novamente isto em Jeremias 3:17 e 17:12 e ainda Apocalipse 21:22.)

- O Trono que fica no Santuário é evidentemente o Trono que tem que ficar no Lugar Santíssimo, mas em Apocalipse 3:12 declara-se que todos os que vencerem irão sentar com Cristo neste Trono, ora como isto será possível? É simples, todos os salvos residirão na Cidade Eterna (João 14:1-3) e por esta razão, nesta Cidade que não terá Santuário (Apocalipse 21:22) a própria Cidade é o Santuário e ela mesma é o próprio Trono, por isto todos os remidos podem sentar-se com Cristo em Seu Trono (Jeremias 3:17 e 17:12).

5. A Questão de outros tronos no Terceiro Céu.

Explica-se esta questão facilmente em decorrência da leitura de Mateus 19:28 e Lucas 22:30 onde se declara que os apóstolos terão 12 tronos para julgar as doze tribos de Israel quando Cristo estabelecer Seu Reino na Terra.
Depois em 1.º Coríntios 6:2,3 e 2.º Pedro 2:4, se declara, conjuntamente com Judas 1:6 e Apocalipse 20:4, que os salvos irão julgar os ímpios e os anjos que caíram. Além do que Colossenses 1:16 declara que os tronos foram criados para obedecerem a Cristo, ou seja, as autoridades reportam-se à Ele que é o Senhor do Trono da Graça (Hebreus 4:16).
Apocalipse 4:1-11 (comparar Efésios 6:12 e Colossenses 1:16 e Jó 1:6) explica-nos que estes tronos, ou principados e potestades foram criados para Cristo. Em Judas 1:6,7 declara que alguns anjos deixaram seus principados e suas próprias habitações, ou seja, seus tronos e lugares de governo e, por isto mesmo foram aprisionados.
Em Apocalipse 12:3,4 declara-nos que Satanás tinha sob seu comando não apenas a Terra, mas tinha a terça parte dos anjos do Céu, ora, estes anjos tinham diversas responsabilidades em diversos mundos, por isto mesmo, Satanás tinha o controle de diversos mundos. Mas, após a vitória de Cristo aqui na Terra, e Sua ascenção ao Terceiro Céu, todo o Império de Satanás foi lançado na Terra e aprisionado aqui, veja-se Apocalipse 12:7-12.
Mas, aqui está o ponto central acerca do Trono de Deus e sua relação com o Santuário Terrestre e meu desafio aos adventistas:

Onde está a prova de que havia dois tronos no santuário terrestre?
Onde está a prova de que somente em 1844 o Pai entrou na Cidade de Jerusalém Celestial?

6. Teria o Santuário (Jerusalém Celestial) duas divisões internas do tipo Lugar Santo e um Lugar Santíssimo?

R- Não! Isto é absolutamente impossível. Consideremos a questão cuidadosamente:

- DEUS ESTÁ NUM TEMPLO CELESTIAL - No Salmo 11:4 declara-se que “O Senhor está no Seu Santo Templo, o Trono do Senhor está nos Céus.”

- DENTRO DESTE TEMPLO FICA O TRONO DE DEUS - Em Isaías 6:1 declara-se que “o Senhor assentado num alto e sublime Trono e as orlas do Seu manto enchiam o Templo”

- CRISTO ENTROU DIRETAMENTE AO TRONO DE DEUS QUE ESTÁ NO TEMPLO CELESTIAL - Em Hebreus 8:1,2 diz-se que “temos um Sumo Sacerdote tal que se assentou nos Céus à direita do Trono da Majestade, ministro do Santuário e do verdadeiro Tabernáculo que o Senhor fundou e não o homem”.

- O LUGAR ONDE ESTÁ ESTE TRONO É JERUSALÉM CELESTIAL, POIS LÁ ESTÁ A MORADA DE DEUS - Em Hebreus 12:22 declara-se “tendes chegado ao Monte Sião, e à Cidade do Deus Vivo, a Jerusalém Celestial, a miríades de anjos”. Reveja-se o que já demonstramos: A Cidade de Jerusalém Celestial é nossa mãe: Gálatas 4:26. Ela é o Santuário/Casa de Deus no Céu: (Ezequiel 37:26-28 comparar com Apocalipse 21:1-3) e ainda (comparar Jeremias 3:17 com 17:12); não há um Santuário ou Templo/Tabernáculo dentro dela: Apocalipse 21:22.

- O SANTUÁRIO DE DEUS É JERUSALÉM CELESTIAL, ELA É SUA MORADA PESSOAL E NELA ESTÁ O TRONO. ESTA CIDADE É EM SI MESMA O SANTÍSSIMO E NÃO POSSUI LUGAR SANTO SEMELHANTE AO QUE HAVIA NO SANTUÁRIO TERRESTRE. Apocalipse 21:2,3,5 declara-nos que “e vi um novo Céu e uma Nova Terra, porque já se foram o primeiro Céu e a primeira Terra e o mar não existe. E vi a Santa Cidade, a Nova Jerusalém que descia do Céu da parte de Deus adereçada como uma noiva ataviada para o Seu Noivo. E ouvi uma grande voz vinda do Trono que dizia: ‘eis que o Tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará e eles serão o Seu povo, e Deus mesmo estará com eles.”.

7. Por que o Santuário Terrestre possuía dois compartimentos?
R- Porque havia dois graus de santidade dentro dele: Hebreus 9:1-3,6,7.

8. Qual era a condição dos que oficiavam dentro deste Santuário Terrestre? Em comparação com o Sacerdócio de Cristo em que nível estavam?

R- O Sacerdócio Levítico possuía dois tipo de sacerdotes: os sacerdotes comuns e o Sumo Sacerdote. Todos eles eram pecadores e ao oficiarem os rituais do Sacerdócio Levítico, tinham que apresentar sacrifícios por si mesmos antes de oficiarem pelo povo. Já no caso de Cristo, Ele nunca foi sacerdote de Deus na Ordem Levítica, pois que Ele era da tribo de Judá e nesta não havia nada nos escritos de Moisés que estabelecesse a participação nos rituais do Santuário Terrestre. A Ordem de Cristo é a de Melquisedeque, e nela Ele é o Sumo Sacerdote único. Hebreus 4:14-16; 5:1-3,7; 7:12-17,23,24-28.

9. Diariamente, no Santuário Terrestre, todos os sacerdotes tinham acesso do pátio para o primeiro compartimento, chamado de Lugar Santo e isto ocorria quando estes passavem do primeiro véu que separava o pátio do Lugar Santo. O Lugar Santíssimo ficava entre o segundo véu que separava o santo do Santíssimo (ou Santo dos Santos), é que não podia ser penetrado de modo algum, com exceção do Sumo Sacerdote, que uma vez por ano poderia entrar para oficiar o Dia da Expiação. Veja-se Hebreus 5:1-3; 9:7; Levítico 16:6 e Hebreus 7:26-28.

10. Ora, a Bíblia declara que Cristo adentrou no Céu ao ascender à Ele para a direita do Trono de Deus. Este lugar é evidentemente num lugar que era representado no Santuário Terrestre como sendo inacessível para qualquer pessoa, a saber o Santíssimo Lugar (ou Santo dos Santos). Desta forma fica esclarecido que Cristo ao ascender ao Céu foi diretamente ao Santíssimo (ver Hebreus 1:3; 8:2; 9:12,24; Efésios 1:20; Colossenses 3:1; Hebreus 10:12 e 1.º Pedro 3:22).

11. No Céu não existem sacerdotes, mas somente um único Sumo Sacerdote: Hebreus 7:26-28. E Ele oficia como Sumo Sacerdote, ou seja, no Santíssimo Lugar. Não existe outro lugar onde Ele oficie Seu Ministério.

12. À despeito disto tudo que a Bíblia nos ensina, os adventistas do sétimo dia ensinam a seguinte heresia: “O ministério do sacerdote, durante o ano todo, no primeiro compartimento do Santuário, ‘para dentro do véu’ que formava a porta e separava o Lugar Santo do Pátio externo, representa o Ministério em que entrou Cristo ao ascender ao Céu” (O Grande Conflito, 420).

- Para não haver dúvidas, lemos aqui o texto de Hebreus 9:12, que declara: “Não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido uma eterna redenção.”

- E algumas traduções este texto aparece da seguinte forma (observe o pedaço sublinhado): “Não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Lugar Santo, uma vez por todas, tendo obtido uma eterna redenção.” “Não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Santuário, uma vez por todas, tendo obtido uma eterna redenção.” – explicação: Basta observar o contexto do texto e ver que a melhor tradução é a primeira que traz a expressão “Santo dos Santos”. Por quê? É simples, a menos que os adventistas queiram sustentar que o sacrifício de Cristo não significou o Dia da Expiação dos pecados de toda a Humanidade – notai, o próprio texto afirma o seguinte: “... uma vez por todas, tendo obtido uma eterna redenção.”.

- Leia-se agora Hebreus 9:8-12: “dando o Espírito Santo a entender com isto que o caminho do Santuário não está descoberto enquanto subsiste a primeira tenda, que é uma alegoria para o tempo presente, conforme a qual se oferecem tanto dons como sacrifícios que quanto à consciência não podem aperfeiçoar aquele que presta o culto, sendo somente no tocante a comidas e bebidas e várias ablusões, umas ordenanças da carne imposta até um tempo de reforma, mas Cristo, tendo vindo como Sumo Sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito Tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por Seu próprio sangue entrou uma vez por todas no Santo dos Santos havendo obtido uma eterna redenção.”

- Quem de sã consciência, conhecedor das Escrituras, poderá negar a realidade dos fatos? Os fanáticos do adventismo se prendem, no entanto, à esta “visão” de sua profetisa Ellen G. White, que, de absurda que é, deve ser comparada à visão de uma espiritualidade altamente desconfiável, pois que, contraria todos os fundamentos da própria doutrina do santuário sustentada pelo próprio adventismo do sétimo, notai-a:

- “Vi um trono, e assentados nele estavam o Pai e o Filho. Contemplei o semblante de Jesus e admirei a Sua admirável pessoa. Não pude contemplar a pessoa do Pai ... Vi o Pai erguer-se do trono e num flamejante carro entrar no Santo dos Santos para dentro do véu e assentar-se. Então Jesus se levantou do trono ... Ele entrou no carro e foi levado para o santíssimo, onde o Pai se assentava. Então contemplei a Jesus, o grande Sumo Sacerdote, de pé perante o Pai.” – (Primeiros Escritos de Ellen Gould White, pág 54 e 55).

Isto é um absurdo! Ela declarar que o Pai tinha, no Céu, um Trono no lugar santo e outro no Santíssimo, é forçar uma situação com mentiras. A visão de Ellen White aqui descrita não pode ser base de fé para nenhuma pessoa. Os adventistas, no entanto, IRÃO DEFENDER ESTA VISÃO DE ELLEN WHITE, MESMO SENDO UM ABSURDO TEOLÓGICO, PORQUE SUA BASE DE FÉ NÃO É SOMENTE A BÍBLIA, MAS ELLEN G. WHITE É CONSIDERADA TÃO INSPIRADA (OU MAIS) COMO A BÍBLIA, PORTANTO, PODE FAZER ACRÉSCIMOS.
Eu desafio todos os adventistas do sétimo dia do mundo a provar que houve, em qualquer momento do texto bíblico, um único momento sequer, em que Deus tivesse Seu Trono no Lugar chamado Santo do Santuário Terrestre. Se provarem isto, meto a mão na boca e me humilho ao pó, peço-lhes perdão num Jornal de grande circulação nacional e confessarei meu erro, caso contrário, admitam que Ellen White errou feio! E se errou feio nisto, é falsa visionária e portanto, falou por boca de que espírito? Certamente que não pode ter sido o de Profecia, correto?
Ensinou mentiras e se viu alguma visão, foi visão contrária à Palavra de Deus.
Não sou eu quem criou esta confusão, mas a própria Ellen G. White, pois ela declarou e seus seguidores crêem no seguinte:

E o que se fazia tipicamente no Ministério Terrestre é feito na realidade no Ministério do Santuário Celestial.[159]

Pois eu digo e desafio a todos a considerarem o seguinte: se o que acontecia no Santuário Terrestre era reflexo do que acontece no Celestial, que seja provado pela Bíblia, que Deus o Pai teve um trono no Lugar Santo do Santuário Celestial, no seguinte período: desde a ascenção de Cristo até o ano de 1844, quando, declara esta falsa profetisa e seus seguidores:

Assim como o Sumo Sacerdote entrava no lugar santíssimo uma vez ao ano, para purificar o santuário terrestre, entrou Jesus no lugar santíssimo do santuário celestial, no fim dos 2300 dias de Daniel 8, em 1844, para fazer uma expiação final por todos...”[160]

Ela ainda teve a cara de pau de dizer que a expiação final por todos só ocorre depois de 1844, em franca contradição com o que declara Hebreus 9:12 “uma vez por todas, tendo obtido uma eterna redenção.”
Mas, mesmo assim, os adventistas seguem falsas visões que afirmam:

Durante dezoito séculos este ministério continuou no primeiro compartimento do santuário.”[161]

O sangue de Cristo, oferecido em favor dos crentes arrependidos, asseguva-lhes perdão e aceitação perante o Pai; contudo ainda permaneciam seus pecados nos livros de registro” (O Grande Conflito, 420).

Assim Cristo apenas completara uma parte de Sua obra como nosso intercessor para iniciar outra, e ainda pleiteia com Seu sangue, perante o Pai, em favor dos pecadores.” (O Grande Conflito, 428).

Na verdade o adventismo se obriga a crer assim, pois precisam justificar a falsa profecia de Guilherme Müller, que em 1844 declarou que a purificação do santuário em Daniel 8:14, seria naquele ano e que tal santuário era a Terra. Como Cristo não voltou no dia 22 de outubro daquele ano, como o falso profeta declarara, inventaram que o santuário que seria o (pasmem todos) Santuário Celestial, ou seja, a Jerusalém Celestial.
Eles crêem, como ficou demonstrado, que somente à partir de 1844 a expiação final começou a ser realizada.
Notai as maluquices desta seita anti-bíblica:

Enquanto o juízo de investigação prosseguir no Céu, enquanto os pecados dos crentes arrependidos estão sendo removidos do santuário, deve haver uma obra especial de purificação, ou de afastamento de pecado do povo de Deus.” (O Grande Conflito, 425).

“... deve haver um exame dos livros de registros para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de sua expiação” (O Grande Conflito, 421).

Ou seja, quem tem direito pelas suas obras pessoais de ser salvo, isto não é fé evangélica é fé católica de salvação pelas obras!
Notai esta sandice: “... Jesus entrou no Lugar Santíssimo do Santuário Celestial no fim dos 2300 anos de Daniel 8, isto é, em 1844, para fazer expiação final por todos os que foram beneficiados por sua mediação e purificar assim o santuário.” (Primeiros Escritos, 253). “No tempo indicado para o Juízo – o final dos 2300 dias em 1844 – iniciou-se a obra de investigação e apagamento dos pecados.” (O Grande Conflito, 489). “... realizar a obra do juízo de investigação e fazer expiação por todos os que se verificarem com direito aos benefícios da mesma” (O Grande Conflito, 489).
Agora verifiquemos a Bíblia com estas maluquices dos adventistas. Declara o apóstolo Paulo: “CONJURO-TE DIANTE DE DEUS E DE CRISTO JESUS QUE HÁ DE JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS PELA SUA VINDA E PELO SEU REINO” (1.º Timóteo 4:1).
No entanto ela desfaz de Paulo, o apóstolo, declarando como se fosse uma profetisa de Deus o seguinte: “A obra do juízo investigativo dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor”. (O Grande Conflito, 448). “O juízo ora se realiza no santuário celestial. Há muitos anos esta obra está em andamento. Breve, ninguém sabe quão breve, passará ela ao caso dos vivos.” (O Grande Conflito, 493). “Todos os que já professaram o nome de Cristo serão submetidos àquele perscrutador escrutínio. Todos os vivos como os mortos devem ser julgados ‘pelas coisas escritas nos livros, segundo suas obras.” (O Grande Conflito, 489).

A Bíblia declara, em contradição com o adventismo o seguinte: “Assim também Cristo, tendo se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados” “Jesus porém, tendo oferecido para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus.” ( Hebreus 9:28 e 10:12). “Depois de ter feito a purificação pelos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1:3). “... mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados, em nome do Senhor Jesus ...” (1.º Coríntios 6:11).

Ser um adventista do sétimo é crer que a redenção de cristo no calvário foi insuficiente, ainda ficou faltando alguma coisa por fazer e, que o pai celeste, meteu seu trono num suposto lugar santo da jerusalém celestial, deixando o santíssimo vazio por 1813 anos só porque ellen g. white e seus asseclas inventaram que assim tem que ser, numa falsa interpretação de daniel 8, misturando tudo com visões desta mulher com sérios problemas de plágios fartamente praticados em seus escritos.[162]
Concluiremos esta exposição, usando uma expressão de Ellen G. White que se volta contra sua própria comunidade e consiste num outro desafio que lanço nas mãos dos adventistas:

As interpretações vagas e imaginosas das Escrituras, as muitas teorias contraditórias à fé religiosa ... são obras do nosso grande adversário para confundir o espírito de tal maneira que não saiba distingüir a verdade.” (O Grande Conflito, 525).

3 comentários:

Venâncio disse...

O único tema que ainda não estudei a fundo não me foi apresentado na Universidade de Teologia onde estudo.

Aguarda 4 anos pois dou-te a resposta.

O Peregrino disse...

O fato de ser uma Universidade de teologia, não significa que está dizendo a verdade, ou todos devemos estudar nela.
Isso é incoerência da sua parte.

Qual você acha que fala a verdade, Calvino ou Armênio?

O Peregrino disse...

Só faltava a sua universidade dizer que concorda com a visão de EGW.