quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Jeová como testemunha de Jesus

Por Natanael Rinaldi

Se disséssemos a uma testemunha-de-jeová que Jeová foi testemunha de Jesus, isso seria considerado por eles uma grande blasfêmia de nossa parte. Por quê? Porque, freqüentemente, quando somos abordados por pessoas desse grupo religioso, geralmente se identificam como testemunhas-de-jeová, e não poupam palavras para declarar que o próprio Jesus também foi como elas, uma testemunha de Jeová. E, para apoiar sua afirmação, citam: “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra” (Ap 1.5; grifo do autor).

Testemunhas de Jeová ou de Jesus?

Não há um só versículo no Novo Testamento que afirme que os cristãos devem ser conhecidos como testemunhas de Jeová. Mas existem textos que declaram categoricamente que os cristãos devem ser conhecidos e chamados de testemunhas de Jesus. O que segue são alguns exemplos da explícita proeminência da expressão “testemunhas de Jesus”:

“E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração” (Ap 17.6; grifo do autor).

Jesus, depois de ressuscitado, ensinou que seus discípulos deveriam ser suas testemunhas em todas as nações, dizendo: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1.8; grifo do autor).

“Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas” (At 2.32; grifo do autor).

“E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas” (At 3.15; grifo do autor).

“Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a homem algum. E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus” (At 4.17,18; grifo do autor).

Vejamos agora um versículo em que Paulo, como testemunha de Jeová (Is 43.10), perseguia as testemunhas de Jesus: “Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos” (At 26.9; grifo do autor). Depois de convertido, tornou-se testemunha de Jesus: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (At 9.15,16; grifo do autor).

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17; grifo do autor).

“Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9; grifo autor).

“...ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” (Ap 2.13; grifo do autor).

Jeová como testemunha de Jesus

Se é verdade que Jesus é chamado de testemunha de Jeová, como lemos em Apocalipse 3.14, por outro lado, não se pode negar que Jeová também é chamado de testemunha de Jesus. Jeremias 42.5 declara: “Então eles disseram a Jeremias: Seja o Senhor entre nós testemunha verdadeira e fiel...”. E como “testemunha verdadeira e fiel” Jeová deu testemunho de Jesus:

“Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Há outro que testifica de mim [o Pai], e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro” (Jo 5.31,32; grifo do autor).

“E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou” (Jo 8.17, 18; grifo do autor).

“Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu” (1Jo 5.9,10; grifo do autor).

O testemunho de Jeová a respeito de Jesus

Por várias vezes Jeová deu testemunho de Jesus. Vejamos:

No seu batismo

“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17; grifo do autor).

No Monte da Transfiguração

“E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o (Mt 17.5; grifo do autor).

Pedro referiu-se a esse acontecimento da vida de Jesus, do qual ele também participou: “Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2Pe 1.17; grifo do autor).

Testemunhos equivalentes

Se Jesus foi testemunha de Jeová e Jeová foi testemunha de Jesus, qual a diferença entre os dois testemunhos? Não são iguais, equivalentes? E quanto a isso a Bíblia apresenta a declaração de Jesus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). “Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim mesmo, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras” (Jo 14.8-11).

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