terça-feira, 22 de setembro de 2009

Líderes Adventistas Declaram: Não é Pecado Guardar o Domingo

Há cinqüenta anos, adventistas, ao admitirem que os "domingueiros" não estavam em pecado, concluíram que qualquer dia da semana poderia ser guardado. Vejam na matéria a seguir que o Dr. Walter Martin não entrevistou gente miúda, pequenos adventistas, homens comuns da crença. Entrevistou "conceituadíssimos líderes". O livro com essas entrevistas foi exaustivamente revisado por "250 líderes adventistas". Vejam bem, a palavra vem da cúpula adventista, de homens que exercem ou exerciam liderança no seio dessa religião.

Houve realmente um consenso em torno dessa questão. Se há adventistas radicais que discordam dessa importante decisão, precisam primeiramente explicar por que, onde e como aqueles próceres erraram. Ao admitir que os domingueiros não estão em pecado, admitiram, também, que os adventistas poderiam guardar o domingo. Num e noutro caso não haveria pecado.

O foco da discussão deveria ser dirigido nessa direção. Por que esses proeminentes adventistas cederam? O que realmente aconteceu no seio adventista? Qual o pensamento predominante no adventismo brasileiro? Vejamos a matéria.

Extraída do Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo, de George A. Mather & Larry A. Nichols, Vida, 2000, pg.194:

“Entre 1955 e 56, Dr. Walter Martin, um dos grandes apologistas da fé cristã em nossos dias e fundador do Christian Research Institute, EUA, entrevistou conceituadíssimos líderes adventistas em sua associação Geral (o órgão máximo do grupo), naquela época localizada em Takoma Park, Maryland, EUA. O resultado final da entrevista deu origem ao livro Seventh-day adventists answer questions on doctrine (Adventistas do sétimo dia respondem perguntas sobre doutrina), lançado em 1957 pela editora adventista Review and Harald Publishing Association. Antes de ser publicado, o manuscrito de 720 páginas foi revisado por 250 líderes adventistas. Foi destacado o seguinte”:

1. Sabatismo: a guarda do sábado não propicia salvação; o cristão que observa o domingo não está em pecado; não é cúmplice do papado.

2. Ellen G. White: seus escritos não devem ser colocados em pé de igualdade com a Bíblia; não são de valor universal, mas restritos à IASD.

3. Santíssimo: Cristo entrou no Lugar Santíssimo por ocasião de sua ascensão, e não em 22 de outubro de 1844. Assim, as doutrinas do santuário celestial ser purificado e do juízo investigativo não tinham base bíblica.

"Houve, contudo, sérias controvérsias no seio da IASD devido ao livro, dando origem a dois movimentos: o tradicional e o evangélico. O primeiro recusava-se a abrir mão das posições acima, pois aceitá-las comprometeria a exclusividade da IASD como o remanescente, a única e verdadeira igreja de Cristo. O segundo advogava os conceitos expressos no Questions on doctrine. Estes não queriam deixar a IASD, apenas queriam uma reforma nas questões teológicas nada ortodoxas. Muitos desses, porém, por pressões internas, deixaram a IASD. Diante de tudo o que foi dito acima, concluiu-se que o adventismo com o qual o Dr. Walter Martin dialogou e aceitou como cristão não é mais o mesmo que presenciamos aqui no Brasil, pois rompeu com tudo aquilo abordado no Questions on Doctrine. Entretanto, não se pode negar que há dentro da IASD aqueles que almejam o retorno às formulações esboçadas e defendidas no Questions on Doctrine".

Pr Airton Evangelista da Costa
www.palavradaverdade.com

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