Antes de adentrar aos comentários da Revista “A Sentinela” de 1º de maio de 2009 cujo título é, “Você gostaria de ter uma fé mais forte?” (o que será feito em outro artigo), gostaria de compartilhar com você como foi a aquisição desse exemplar.
Estávamos evangelizando de porta em porta no bairro de minha igreja com outros irmãos, quando avistei perto de minha congregação duas testemunhas de Jeová fazendo trabalho de proselitismo em uma casa ao lado da igreja, onde por sinal, toda família é cristã. Fui até onde eles estavam e pedi permissão para ficar ali ouvindo a apresentação. Infelizmente cheguei ao final da conversa.
Após deixarem o exemplar (que agora tenho em mãos) com ela, apresentaram um cartão de donativos para contribuir com a “obra do Reino”. Percebendo que já estavam de saída e isto, por causa da nossa presença, pedi um exemplar da revista, o que me foi negado. Alegaram que havia esgotado o estoque. Foi então que ofereci um exemplar da nossa revista aos dois jovens os quais recusaram prontamente dizendo que não aceitariam.
Perguntei a eles: por que vocês querem que ela (a vizinha) aceite sua revista, mas não querem aceitar a nossa? Responderam veementemente que não desejavam nossa revista, entretanto, não apresentaram nenhum motivo para tal rejeição. Neste momento os dois já estavam visivelmente nervosos. Foi então que eu me virei para a moradora e a fiz entender a situação dizendo: Eles querem que você aceite a verdade deles, mas eles mesmos não aceitam outros pontos de vista. Percebeu? Essas são as Testemunhas de Jeová que batem à nossa porta!
A vizinha respondeu que nunca tinha visto isto e que tal situação, apesar de embaraçosa era extremamente interessante. Nesse ínterim os dois começaram a sair dizendo que eu estava querendo causar transtorno e foram embora.
Pedi a revista a moradora e após alertá-la sobre os perigos daquele tipo de literatura fui embora com minha esposa e alguns irmãos.
Este pequeno incidente nos é útil para tecermos alguns comentários sobre alguns paradigmas e tabus envolvendo essa seita.
As Testemunhas de Jeová não aceitam literaturas de outras religiões não por que sejam grosseiras, se bem que algumas de fato o são, mas por que foram treinadas para isso. São incentivadas a jogar toda e qualquer literatura de outras religiões no lixo, já que são ensinadas que todas as demais religiões fazem parte de “Babilônia, A Grande”. Paralelamente, mas de forma inversa, acreditam que somente elas fazem parte da religião que tem o agrado de Jeová – a “religião verdadeira”.
Para que essas pessoas cheguem a este estado de submissão e de privação crítica, seus líderes trabalham suas mentes por meio da propaganda. E o veículo principal por onde flui esta propaganda são suas literaturas.
Elas estudam durante várias horas por semana, são cinco reuniões semanais, onde são, dia após dia, bombardeadas com chavões e conceitos cuidadosamente criados pela Sociedade Torre de Vigia para rejeitarem qualquer tipo de ponto de vista que não seja o seu.
Essas expressões chaves são assimiladas e vão paulatinamente, como que por um processo de osmose, criando no adepto um estado psicológico de disposição positiva com a ideologia da seita e ao mesmo tempo um estado de permanente rejeição a tudo o que não tiver procedência da Organização.
Por isso elas nunca aceitarão um simples folheto evangélico, mesmo que proceda das mãos de uma inocente criança. Meu filho já passou por essa experiência quando foi retribuir a elas a gentileza com um folheto evangélico.
É verdade que a Organização algumas vezes pincela nas edições de “A Sentinela” e “Despertai” assuntos onde incentivam “examinar a religião”, “averiguar crenças em desarmonia para com a Bíblia” e ter “mente aberta” para com novas verdades e outras expressões similares. Todavia, estes conselhos sempre têm endereço certo. Nunca servem para as TJ e sim para os outros. Sempre para os de fora da Organização.
A retórica textual construída pelos articulistas é cuidadosamente elaborada de modo que não transpareça a privação do senso crítico dos adeptos por parte da liderança.
Para a maioria das TJ permanece a falsa impressão de que sua liderança incentiva-as a usarem seu senso crítico para com sua própria religião. O que não é verdade, já que em várias edições são proibidas de questionarem as ordens emitidas por seu Corpo Governante.
Oremos para que Deus liberte a mente destas pessoas do controle desta seita.
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