segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O que eu repudio

Quando olho o que está acontecendo no meio desse povo que se chama “evangélico” sinto náusea e repudio as seguintes coisas:

1ª coisa que repudio: ofertas vazias para disfarçar o pecado. Vejo pessoas enchendo os templos trazendo ofertas não porque têm seus corações cheios de gratidão, mas, porque querem “pagar” por uma bênção porque seus pastores impostores lhe dizem que é impossível cultuar com as mãos vazias. De que adianta ter as mãos cheias mas o coração vazio? Não vejo a justiça ser praticada nos negócios que eles fazem; a caridade para com o necessitado já não existe porque cada um está tomado por seu próprio egoísmo. Oferta-se muito não por gratidão, mas, por peso na consciência ou na tentativa de comprar o favor divino.

2ª coisa que repudio: cultos solenes, mas, hipócritas. Os templos estão abarrotados de pessoas vazias que cultuam a si mesmos. Cultos barulhentos e “fervorosos” mas, o único fervor que ali se vê é irracional, é carnal. Não vejo arrependimento, não vejo mudança de vida.

3ª coisa que repudio: pastores que apascentam a si mesmos. São profissionais da religião. Olham para a igreja não como pessoas que precisam ser cuidadas, tratadas, confrontadas em seus pecados e direcionadas para Deus. Antes, olham para a igreja como um lobo olha para um aprisco: fonte de alimento para seus estômagos vorazes. Não se preocupam com as ovelhas desgarradas, não tratam das que estão enfermas. Mas como poderiam fazer isso se eles são dominadores do rebanho e não pastores de verdade?

4ª coisa que repudio: falsos mestres dentro das igrejas. Dá-me nojo ouvir esses salafrários, pervertidos, deturpadores, perversos e hereges dizerem coisas do tipo: “A Bíblia não é a Palavra de Deus; ela contém a Palavra de Deus”, ou ainda “Temos que separar o que Jesus disse e o que os apóstolos disseram, pois, estes estavam interpretando o que Jesus disse, e por isso mesmo, não servem como base. Somente o que Jesus disse é o que conta”. Ou como alguns metidos a pensadores e intelectuais gostam de dizer: “A Bíblia é um livro de relatos existenciais”. Ora, se as Escrituras não são inerrantes, se o que Jesus disse é diferente do que disseram os apóstolos, ou se a Bíblia não passa de um “relato existencial”, porque então esses mestres do engano insistem em dizer que são crentes? Porque insistem em atrelar o nome de Jesus às suas heresias diabólicas? Porque teimam em ser “pastores” ensinando esse lixo infernal aos corações cansados que precisam somente da Verdade tal como é revelada na Bíblia?

5ª coisa que repudio: universalismo. Essa heresia que tem sido difundida por esses falsos mestres me dá nojo. Eles dizem que se o pecado entrou no mundo por meio de um só homem (Adão) e também saiu por meio de um só homem (Jesus) então, no frigir dos ovos todos serão salvos. Ao dizerem isso afirmam que tal proposição dá ainda muito maior glória ao sacrifício de Cristo, pois, o apresenta como poderoso para salvar a todos os homens. Só que ao afirmarem tal heresia, chamam o próprio Senhor Jesus de mentiroso, pois, Ele foi quem mais falou sobre o inferno, lugar que Ele mesmo preparou para o diabo e seus anjos e para todos quantos O negarem. Assim sendo, se a salvação é universal, ou seja, todo mundo será salvo, o inferno é uma mentira que Jesus contou. Como pode um mentiroso prometer salvação?

6ª coisa que repudio: pragmatismo. Ser pragmático é agir da seguinte forma: “Tal coisa está dando certo com tal igreja, por isso vamos fazer o mesmo aqui”. Essa “uniformização” no meio evangélico chega a ser patética. Cada comunidade, cada igreja tem suas características. Em cada uma e através de cada uma Deus tem Seus propósitos que concorrem para um único propósito: tornar Seus filhos mais semelhantes ao Seu Filho Jesus Cristo (Rm 8.28,29). Mas, hoje essa disputa infantil dos líderes cada um querendo mostrar para o outro como “fazer igreja”, se afasta cada vez mais da Sã Doutrina, do Verdadeiro Evangelho pregado por Cristo e pelos apóstolos o qual tem como mensagem, Cristo morto e ressurreto, e como método, o discipulado bíblico. As igrejas hoje para ficarem cheias fazem de tudo para entreter as pessoas, de tal forma que ao passar diante de uma igreja em seu horário de “culto” não se sabe se é uma igreja ou um clube recreativo.

7ª coisa que repudio: religiosidade em vez de discipulado. O discipulado é a única metodologia autenticada por Deus. É a ordem específica para a Igreja no tocante a propagação do Evangelho – não fazer religiosos, mas, sim, discípulos. E o discipulado começa com a renúncia do próprio eu, com o tomar a cruz dia a dia, isto é, encravar na cruz a velha natureza pecaminosa todos os dias e alimentar a nova natureza dada por Cristo Jesus. Ser discípulo é querer fazer somente a vontade de Cristo em vez da sua própria. Mas o que tenho visto por aí é que as pessoas estão “aderindo” à fé cristã, mas, não estão sendo realmente transformadas em seu caráter.

8ª coisa que repudio: camuflagem. É verdade que estamos no meio de uma guerra espiritual. Mas, nessa guerra não há necessidade de camuflagem. Aliás, tem-se é que vestir a armadura de Deus (Efésios 6) dar a cara a tapa. Esse negócio de comprar veículos de comunicação que antes eram “seculares” e agora estão nas mãos de uma igreja e para não espantar a clientela mantém-se a mesma programação, e, durante a mesma faz-se “inserções” da Palavra já foi comprovadamente um fiasco. Esse negócio de falar igual aos ímpios, de “curtir” as mesmas músicas que eles, frequentar os mesmos botecos, vestir-se como eles, “amar” como eles seja ficando com o(s) parceiro(s) de outro sexo ou do mesmo, fumar maconha, etc. e tal com o pretexto de “fazer-se de fraco para com os fracos, e, fortes para com os fortes” (deturpando descaradamente as palavras do apóstolo Paulo) não é “estratégia de guerra”, mas, sinal de trégua, de rendição, afinal, esse pífio cristianismo que não altera em nada a vida de ninguém não oferece resistência ao mais fraco dos inimigos da Cruz.

9ª coisa que repudio: uma igreja teologicamente sadia, mas, ensimesmada. De que adianta ter o “remédio” que cura as almas e não ministrá-lo? De que adianta ficar contemplando a si mesmo e sua saúde espiritual enquanto tantos sofrem do nosso lado e nada lhes fazemos para ajudá-los? Diferentemente da saúde física, a saúde espiritual pode ser transmitida. Não se pode dar da saúde do corpo de alguém saudável a um enfermo para que ele seja curado. Mas, em se tratando da saúde espiritual, essa pode ser transmitida. Mas, quando vejo uma igreja teologicamente sadia, e, na mesma proporção voltada para si mesma, sinto nojo.

Bem, depois de expor-lhe essas coisas que repudio, talvez você esteja pensando: “Sujeitinho azedo e implicante. Só disse o que ele não gosta como se ele fosse perfeito e parâmetro para todo mundo”. Pois bem, não sou eu quem repudia essas coisas. Agora para cada uma das coisas aqui repudiadas, leia as seguintes passagens bíblicas e veja quem é que as repudia.

1ª coisa repudiada: ofertas vazias para disfarçar o pecado – Isaías 1. 10-17

2ª coisa repudiada: cultos solenes, mas, hipócritas – Isaías 1.10-17

3ª coisa repudiada: pastores que apascentam a si mesmos – Ezequiel 34.2-4

4ª coisa repudiada: falsos mestres dentro das igrejas – 2Pedro 2 e 1João 2.18-26 e 4.1-6

5ª coisa repudiada: universalismo – Efésios 1.3-14; João 1.12; 17.20-23; Mateus 20.16; 22.14

6ª coisa repudiada: pragmatismo – Efésios 2.20 (o fundamento da nossa fé); Mateus 28.18-20

7ª coisa repudiada: religiosidade em vez de discipulado – Mateus 28.18-20; Efésios 4.1-6; 1Coríntios 4.16; 11.1; Filipenses 3.17; 1Timóteo 1.6

8ª coisa repudiada: camuflagem – Ef 6.10-20; Lucas 12.8,9

9ª coisa repudiada: uma igreja teologicamente sadia, mas, ensimesmada – Apocalipse 3.14-22

Quem repudia todas essas coisas é o próprio Senhor Deus. E todos quantos foram realmente salvos por Ele o imitam como filhos amados (cf. Efésios 5.1) repudiando essas coisas também.

Rev. Olivar Alves Pereira


Fonte:http://www.noutesia.com.br
Imagem: Google

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