domingo, 20 de novembro de 2016

A Ressurreição dos iníquos e as Testemunhas de Jeová

A religião da Liderança das Testemunhas de Jeová, é do tipo que tudo que o cristianismo crê e ensina, critica ou recebe modificações. Poucas pessoas sabem disso, mas o desenvolvimento das doutrinas das Testemunhas de Jeová é uma acumulo de doutrinas manufaturadas de outras, que foram defendidas por certo Líder, e que depois da sua morte uma nova luz surge. Isso aconteceu com as doutrinas de 1914, autoridades de Romanos 13, dos sinais nos céus, geração de 1914, a separação das ovelhas, vacinas, transplantes de órgãos, serviço militar alternativo, e a lista não acaba. Quando surgir um novo Corpo Governante, o vagalume da Torre de Vigia volta a piscar. Sinceramente, tenho pena das pessoas que inventem a vida e energias, em um grupo de lideres instável como esse. A ‘pregação da verdade’ que hoje preenchem seus relatórios de horas (e agora com os expositores moveis de revistas, isso se tornou mais fácil de fazer), amanhã se tornará mentira, e a mentira de hoje, poderá ser a verdade de amanhã, tendo essas, poderes para expulsar, e ‘condenar outros, no Armagedom’.

Um desses vários ensinos excêntricos, bem peculiar que a Liderança das Testemunhas de Jeová (TJ) ensina é que os ímpios/iníquos, não serão ressuscitados (A Bíblia Ensina, p. 73). Por qual motivo a Liderança TJ diz isso? Para esses mentores doutrinários das Testemunhas, a ressurreição está divida em duas classes, e em uma delas, e com um objetivo que não é alcançado no momento da ressurreição, mesmo por aqueles que aceitam os ensinos da Torre de Vigia. Vamos lá entender isso –

As duas ressurreições

1. RESSURREIÇÃO CELESTIAL: Segundo a Liderança TJ haverá a ressurreição celestial, que começou em 1918 (não sei se isso ainda é mantido), mas os teólogos da Torre de Vigia afirmaram: “Toda a evidencia indica que essa ressurreição celestial começou em 1918, após a entronização de Jesus, em 1914...” (Revelação, p. 103). Apenas os 144 mil participarão dessa ressurreição celestial. Isto é, aqueles que vão para o céu desde Pentecostes de Atos cap 2, fazendo parte dos 144 mil, ressuscitaram em 1918, diz os grandes mestres das Testemunhas, e desde 1918, os que morrem ‘tem uma ressurreição instantânea’ como um espírito (Revelação, p. 211). Caso essa data tenha sido mudada, a de 1918, os fatos doutrinários ainda continuam. Isso se assemelha a uma heresia que o Apóstolo Paulo atacou (I Tm 2.18).

2. RESSURREIÇÃO TERRESTRE: A liderança TJ também diz que haverá uma ressurreição terrestre. Os que vão viver na terra são todos os que serão salvos após o milênio. Preste atenção. Esse grupo está dividido em duas categorias. Os justos e os injustos. Para a Liderança TJ esses dois grupos receberão outra oportunidade durante os mil anos para serem salvos. No caso dos justos, isso inclui também os fieis do Velho Testamento, e as Testemunhas de Jeová que apoia a Liderança da Torre de Vigia, a chance será mais para confirmarem o que sempre fizeram aqui, porém, eles tem possibilidade de não passar no teste final dos mil anos. Esses justos ensinarão os injustos – quem são os injustos? São os que não entenderam os ensinos da Torre e os que nunca ouviram a mensagem das Testemunhas. Para a Liderança TJ, ser julgado por coisas boas ou más, tem haver com o que fizerem nos mil anos – não o que fizeram aqui em vida antes da ressurreição (Raciocínios, pp. 328,329; Revelação, pp. 291,292). Assim, para que o verbo fique no passado – ‘os que fizeram o bem’, a Liderança TJ diz que essa ressurreição, seu sentido pleno, moral e espiritual, só correrá por volta do fim do milênio – desta forma, eles conseguem dizer que o “fizeram”, não é agora, mas depois do milênio!! É uma leitura muito estranha da Escritura, mas no caso da liderança TJ, eles podem dizer tudo e qualquer coisa, pois as Testemunhas estão programadas a aceitarem.

Agora entra em cena, depois dessas falsas doutrinas, o que resultou obviamente disso. Fazem uma distinção entre ‘ímpios/iníquos’ e ‘injustos’. Por qual motivo? A ressurreição terrestre, como vimos, é para dar uma oportunidade nos mil anos para serem salvos, mas para pessoas que já serviam ao Jeová da torre de vigia nesse mundo, e para os que são em certo sentido, inocentes – pois não recusaram a verdade da Torre de Vigia. Os iniquos/ímpios, não são os injustos das promessas bíblicas que diz “haverá ressurreição de justos e injustos” (Dn 12.2; Jo 5.29; At 20.15). Para a Liderança TJ essa classe ímpia ou iniqua, são aqueles que receberam a chance da aceitarem a verdade nessa vida, entenderam, e rejeitaram. Especialmente os que foram eliminados por Deus em algum relato bíblico – como no Diluvio e em Sodoma, inclui também Adão, Eva, Judas, os Fariseus que blasfemaram, Ananias e Safira. Esses não ressuscitarão, pois são iníquos, cometeram o pecado imperdoável.

No passado, a Liderança TJ ao tenta explicar as passagens bíblicas que falam da ressurreição daqueles que eles dizem que não ressuscitarão, lançaram mão de várias tentativas frustradas. Voltaram atrás, depois mudaram de novo, daí voltaram atrás, por fim mudaram de novo. Veja essas passagens:

“Consequentemente, eu vos digo: No Dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma do que para ti.” (Mt 11.24, TNM).

A Liderança TJ já lidou com esse versículo de duas maneiras, e das duas maneiras, recuou duas vezes, e hoje diz que isso foi apenas uma força de expressão de Cristo, para enfatizar que os que negaram a Cristo não serão ressuscitados, já que os de Sodoma não serão!! Um mesmo livro, revisado, destaca essa mudança – que enquanto ensinado, era a verdade de Jeová, passível de expulsão por quem rejeitasse... o livro Poderá Viver Para Sempre, edição de 1983 dizia que alguns em Somoda seriam ressuscitados. Daí, em 1989 a revisão do livro passou a defender que não, que é apenas uma ênfase de Cristo.

Mas creio que ainda, temos passagens bíblicas que definitivamente destroem, esmagam esse ensino da Torre. Mesmo militando com a teoria de hipérbole em Mt 11.24. Veja esses dois textos, segundo a TNM, versão de 2014:

“Em resposta, ele lhes disse: “Uma geração má e adultera persiste em buscar um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas, o profeta [...] Homens de Nínive se levantarão no julgamento com esta geração e a condenarão [...] A rainha do sul será levantada no julgamento com esta geração e a condenará [...]” (Mt 12.39, 41,42). O Evangelista Lucas é ainda mais enfático ao relatar isso. Perceba que Lucas (11.29) diz “se levantará com os homens desta geração” (v. 31,32).

Interessante, que a edição anterior da Tradução do Novo Mundo, traduzia por “geração iniqua”. Bem no contexto onde os Fariseus blasfemaram. Note bem o que Jesus disse “se levantará com esta geração”!!! Em um mesmo folego, o argumento da Liderança TJ seria que no caso dos Ninivitas e da Rainha de Sabá, o levantar é literal – isto é, ressurreição, e o no caso da geração ímpia/iniqua/má/pervertida, que ali negava a Jesus, era apenas uma hipérbole?!!?

Obviamente, um pouco de atenção, levaria os TJs a perceberem que ‘injustos’, ‘ímpios’, ‘iníquos’, é sinônimo daqueles que não servem a Deus. Sendo vários deles piores que outros, dentro da classe. O status é o mesmo. Assim como ‘santo’, ‘justo’, ‘fiel’, são sinônimos dos que servem a Deus, pela graça de Cristo, mesmo sendo alguns mais maduros que outros, mas possuem o mesmo status.

UMA SUPOSTA PROVA: A Liderança TJ, atropelando tudo que a Bíblia diz sobre o julgamento no Último dia, do que fazemos HOJE (Mt 12.36, etc.) insiste em um texto, que segundo eles, anula qualquer julgamento após a morte. O texto é Romanos 6.7 que diz:

“Por que aquele que está morto está justificado do pecado.”

Como entender essa passagem? Em primeiro lugar, a quantidade de informações bíblicas a respeito do julgamento daquilo que fazemos na carne, nessa existência, é tão abundante, que qualquer interpretação que desconsidere essa nuvem de testemunho, deveria ser descartada. Em segundo lugar, o assunto em pauta, no capítulo 6 de Romanos, é a morte com Cristo, a justificação advinda dessa morte. Ao mencionar algo jurídico, o autor enfatiza que quando alguém morre, evidentemente por algum crime que cometeu, ele encerrou sua divida com o credor. No uso dessa ideia, é que o autor está enfatizando a morte, como satisfação do pecado – assim, Cristo morre pela Sua igreja, e Sua Igreja com Ele, nessa substituição e inclusão. Em terceiro lugar, o assunto não é o juízo eterno dos que morreram sem Cristo, mas sim, a morte, ou conversão, dos que morrem com Cristo pela fé, e o efeito sobre a ‘vida cristã normal’ – só ler o capítulo 6 inteiro. A Liderança TJ cita esse texto, sem nenhuma base na visão geral bíblica, aplica em um contexto não pretendido pelo autor da carta, desconsiderando o contexto evidente.

CONCLUSÃO

O ensino da Torre de Vigia a respeito da ressurreição é uma distorção das afirmativas bíblicas escatológicas do Juízo Final. Espero que os que seguem essa mentira, tenham seus olhos abertos (II Co 4.4) pelo poder do Espírito de Deus (Jo 16.7-14). Isso tudo nasceu quando negaram a doutrina do tormento eterno, precisaram costurar outras passagens bíblicas. Há nos dias de hoje, apologistas da Torre de Vigia, procurando talvez produzir uma defesa que nem mesmo a Torre de Vigia está disposta a fazer, para não despertar mais curiosidades, ou poder, que esses apologistas estão pensando em si mesmos, ou em seus parentes, para que possam encontrar alguma coisa para se apegarem, já que a Liderança TJ sem disposição apologética depois do advento da internet. Esses apologistas poderiam produzir uma resposta ao que Lucas 11.29,31,32 claramente diz... quem sabe eles encontrem algum “pelinho de rã” em ovo, recitando os tempos verbais e casos do grego, para convencerem a si mesmos, que sabem ‘ler grego’.

Fonte: MCA

Imagem: Google

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