sábado, 28 de março de 2015

Alberto Timm: ‘A Igreja Adventista já foi sectária’

A Igreja Adventista do Sétimo Dia se considera a Igreja Remanescente de Ap 12.17. A teologia e os pregadores adventistas, da TV Novo Tempo, afirmam que a IASD é a única igreja visível verdadeira. Por mais que tentem maquiar isso, dizendo que ‘apesar de crerem assim, afirmam que Deus seus filhos em todas as denominações religiosas’. E é até possível você ver os marqueteiros da TV Novo Tempo chamando religiosos, de vários segmentos, de “irmãos”...

Se você perguntar a um Adventista quando surgiu a igreja remanescente da Crença Fundamental 13, e se ele possuir consciência de que a igreja teve, e tem, sério problema com a doutrina da trindade, bem como teve com a doutrina da justificação, ele sabiamente hesitará em responder objetivamente a essa pergunta. Portanto, a pretensão de ser a igreja remanescente – nos moldes por eles defendido - está comprometida por esses, e outros, fatos.

Mas o reconhecimento de que a IASD foi uma seita, é algo impressionante de ler quando vindo de seus autores. Veja o que o Dr. Alberto Timm, líder dos Adventistas no Brasil, já escreveu:

 “Se durante as  quatro primeiras décadas de existência do movimento adventista do sétimo dia muitos de seus pregadores enfatizavam mais as doutrinas  adventistas distintivas do que as doutrinas evangélicas, a partir de 1888 essa tendência sectária e legalista passou a ser reequilibrada para uma maior ênfase na salvação pela graça mediante a fé...”

“A natureza do adventismo- Uma das indagações mais frequentes sobre os adventistas diz respeito à própria natureza do adventismo: São os adventistas do sétimo dia uma igreja ou uma seita? A resposta a esta indagação depende de como se define uma seita. O termo “seita” é geralmente um rótulo apologético e pejorativo usado por líderes religiosos como um mecanismo de autodefesa destinado a inibir as pessoas a se relacionar com os pretensos hereges. Alguns apologetas consideram como seita todo grupo que ensina doutrinas não contempladas pelos evangélicos, ou que aceita qualquer manifestação pós apostólica do dom profético. Cremos, no entanto que o referido termo deveria ser usado especificamente em relação a grupos religiosos que restringem a salvação exclusivamente aos  adeptos de seu próprio movimento religioso, e cuja ênfase nos componentes distintivos de sua fé acaba obliterando verdades básicas da fé cristã como a trindade e a salvação pela graça mediante a fé. À semelhança de outros movimentos religiosos, os adventistas do sétimo dia surgiram com características sectárias. Na tentativa de justificar sua existência, grande ênfase era colocada sobre os elementos distintivos  da fé adventista, relegando os componentes básicos da fé evangélica a um plano secundário. Além disso os primeiros adventistas sabatistas criam até o início da década de 1850, na teoria da “porta fechada”(Mat 25.10), que restringia a salvação quase que exclusivamente aos mileritas. Como já mencionado, foi apenas a partir de 1888 que os adventistas conseguiram superar sua ênfase sectária, reequilibrando os elementos distintivos da fé adventista com os componentes básicos da fé evangélica.” (Alberto R. Timm;  Revista Novo Membro pp. 7, 8 ; Publicação especial da Igreja Adventista do Sétimo Dia; União Brasileira da IASD, Editor: Leônidas Verneque Guedes.)

Gostaria de acrescentar algo a mais que o Dr. Timm não mencionou. Segundo é admitido pelos teólogos da seita,   “[os adventistas] nem sempre, porém, aceitaram a doutrina cristã histórica da Trindade. Nas primeiras décadas eles rejeitaram como antibíblica, católica romana, contrária à razão, a qual impunha uma cristologia de dupla natureza que parecia negar a expiação divina. Por terem sido no passado membros da Conexão Cristã, Tiago White (1821-1881) e José Bates (1791-1872) entre outros, seguiam uma forma de arianismo quanto à origem pré-encarnacional de Cristo. Alguns consideravam Cristo um ser criado; a maioria uma emanação do Pai. Não lhe negavam o direito, porém, a divindade nem o direito de ser chamado de Deus e ser adorado como tal.” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 223,224.)

Quando alguém erroneamente atribui a falsa profecia de 1844 aos Adventistas do Sétimo Dia, ainda que Ellen White tenha validado profeticamente o movimento da “Grande Decepção”, eles respondem que a IASD foi “organizada em 1863”, portanto não pode ser responsabilizada pela falsa profecia de 1844. Porém, quando o tema Trindade, e/ ou justificação pela fé, vem à baila, essa justificativa é esquecida. Mesmo depois de organizada, e por muitas décadas, a “igreja remanescente” continuou sendo uma seita herética.

Perguntamos, onde está a igreja remanescente afirmada na seguinte Crença Adventista: “O Remanescente e Sua Missão - A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial”

Temos provado abundantemente e exaustivamente aqui no Blog, que esses temas não mudaram muito. A IASD ainda não crê na doutrina Ortodoxa da Trindade, já que essa doutrina pertence ao cristianismo clássico com seus Credos. E também, é sempre ‘confuso’ - diante da salvação pela graça por meio da fé, o que querem dizer que o Sábado será um selo salvífico no período escatológico.


A IASD não pode ser a Igreja Remanescente, conforme definida por eles, pois ela surgiu atolada em “ampla apostasia” e ainda continua. A não ser que os últimos dias começaram depois da década de 40, quando a inventada doutrina da trindade adventista, começou a ganhar força oficial, bem como o ensino da justificação pela fé (aí sim, ensinada claramente por Ellen White) foi de fato assimilada pela liderança majoritária da seita... mas essa confusão, pertence a eles. Isso é Babel.


Fonte: MCA

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