domingo, 13 de janeiro de 2013

Os TITÃS Adventistas’: Na mira da verdade!

Um adventista comentou no MCA, que teria um programa Adventista que entrevistaria alguns apologistas adventistas de peso, e queria saber se o MCA seria capaz de criticá-los.

Encontrei tempo e assisti três partes do tal programa (AQUI). E quero fazer agora minhas observações, mas antes quero destacar um fato interessante. Um dos apresentadores do programa Na Mira da Verdade, o coadjuvante do Leandro Quadros, o Sr Tito, chamou os convidados de ‘TITÃS’ (uma alusão aos grandes heróis da mitologia grega AQUI). Os Titãs são: Leandro Quadros, Luis Gonçalves, Rodrigo Silva [esse é bom], Ivan Daraiva, Arilton Oliveira e Kléber Gonçalves.

A formação acadêmica de cada um foi destacada pela apresentadora do programa “Todos na Mira da Verdade”. Pois bem, se são Titãs, eu não sei, mas dois assuntos que trataram chamaram-me a atenção... e eu gostaria de entrar nessa brincadeira... quem sabe um ‘Aquiles’ deixou o tornozelo para fora...

1) Somente os adventistas serão salvos?: Quando essa pergunta foi feita, o indagador apresentou o texto de Rm 9.27 onde nos afirma que o ‘remanescente é que será salvo’. Associando a nomenclatura ao que é a Igreja Adventista, a igreja remanescente (para eles, é obvio), surgiu a questão: Apenas os adventistas serão salvos? O Titã mitológico, ‘Quadros’, apresentou a resposta ao ressaltar ‘que o manual da igreja adventista não ensina que apenas os adventistas serão salvos’.

O sentido é propositalmente dúbio. Obviamente o exclusivismo soteriologico é omitido quando os adventistas do markenting da ‘boa vizinhança’, destacam que ‘existem muitos servos filhos de Deus em todas as denominações’. Até dizem que a ‘Irmã White diz que muitos que guardam o domingo serão salvos’!

Não sei se devo acreditar no Titã, mas preciso dizer que isso é uma tapeação barata daquilo que se propõem ser a Igreja Adventista.

É obvio que esses não adventistas que serão salvos, segundo eles, são aqueles que não entenderam a mensagem adventista, nem a ouviram. Mas os que entendem plenamente a mensagem adventista e não se afilia ao uma Igreja Adventista, está na Babilônia (Ap 18.4), sem chances de salvação, caso o tempo da aflição chegue.

E isso é tanto verdade que o outro Titã,  foi um pouco mais incisivo dizendo que ‘as ovelhas que não estão no aprisco, ouvirão a voz e virão para ser um só rebanho’. Esse comentário está em harmonia com o que o Nisto Cremos na página 199 diz:

“... Deus conduz Seu povo da Igreja invisível para uma união com Sua Igreja visível. “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então haveráum rebanho e um Pastor” (João 10:16). É somente na Igreja visível que eles poderão experimentar plenamente as verdades de Deus, Seu amor e companheirismo, já que Ele concedeu à Igreja visível os dons espirituais que edificam seus membros coletiva e individualmente (Efés. 4:4-16). Após a conversão de Paulo, Deus o colocou em contato com a Igreja visível e então lhe indicou a missão que deveria desempenhar em favor da Igreja (Atos 9:10-22). Da mesma forma pretende Ele hoje conduzir Seu povo para a Igreja visível, caracterizada pela lealdade aos mandamentos de Deus e pela posse da fé de Jesus,de modo que todos possam participar no término de Sua missão sobre a Terra (Apoc. 14:12; 18:4; Mat. 24:14; veja o capítulo 12 deste livro).

O capítulo 12 do livro ensina sobre ‘O remanescente e sua missão’.


E a Crença Fundamental 13 diz:

“A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Essa proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial.”

E quem é esse remanescente fiel? É A igreja adventista a remanescente por apenas guardar o sábado? NÃO!!! A Crença Fundamental número 18 diz:

“Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10).”

Quando a apresentadora perguntou ‘que história é essa de que apenas os adventistas serão salvos’, como que se fosse uma acusação falsa, poderíamos esperar dos “Titãs” uma defesa mais contundente do que dizer que ‘existem entre os católicos e pentecostais os que serão salvos’... poderiam dizer: ‘Muitos deles serão salvos pois muitos serão adventistas!’

2) ‘A profecia das setentas semanas faz parte de uma profecia maior’: Embora o tema tratou de diversos assuntos, eu vi como os “Titãs” estão bem condicionados ao ‘Espírito de Profecia’ (ainda que sejam inteligentes... mas inteligência não é sinal de Sabedoria Divina, AQUI). Um dos “Titãs” disse que ‘as setenta semanas fazem parte de uma profecia maior, a de Daniel 8.14’.Vamos fazer uma simples leitura dos textos de Daniel, para encontrar se existe mesmo nos 2300 dias as Setenta Semanas . (Na observação abaixo existe outros apontamentos).

A) O início dos períodos: Se você ler Dn 8.8 ao 12 perceberá que o chifre que causa assolação saiu do bode que segundo o profeta inspirado por Deus, era o império Grego, mais especificamente o grande Alexandre: “... o bode peludo é o rei da Grécia...” (Dn 8.21). A história confirma o início do período grego por volta de 330 a. C. O chifre assolador surgiu c. 165, ou seja, Antíoco Epifânio. Comparando com o início das Setenta Semanas, que segundo Dn 9.25 começaria com a ‘saída da palavra para reconstruir Jerusalém’. Essa ordem se deu por volta do ano 445. (Outros defendem c. 455/7, etc.).

Portanto, os 2300 dias estão dentro das Setenta Semanas!

B) O santo dos santos: Outra evidência (poderiam aparecer outras!) é que segundo a IASD, no fim dos 2300 dias-anos, em 1844, Jesus entraria no ‘santuário celestial’, para dar continuidade ao seu trabalho iniciando a segunda fase do seu julgamento. Por isso existe a doutrina do Juízo Investigativo. Mas no fim das setenta semanas, aconteceria o que acaba sendo um descompasso com essa interpretação, impedindo a afirmação que as setentas semanas fazem parte dos 2300 dias, visto o que se fez no fim deste período (70 semanas) esperava-se acontecer no outro (2.300 dias-anos). Leia Dn 9.24: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo."

De maneira simples, os 2300 dias fazem parte das Setenta Semanas e não ao contrário, como querem os Titãs (Veja Nisto Cremos p. 422). Obvio, que o malabarismo com texto bíblicos entra em cena para solucionar, ou melhor, torcer, a evidência (II Pe 3.16).

Um dos Titãs (O MELHOR!) disse que não aceita a interpratação dispensacionalista sobre as Setenta Semanas pois um dos seus 'inventores marcou a volta de Cristo' (Veja aos quatro minutos do segunto vídeo AQUI). Se ele fosse coerente com isso, o que diria de Ellen White e de 1844 !?!?!?

Por enquanto, eu não me impressionei com os Titãs humanos, nem sei se acontecerá... ainda acho que é um mito ou ainda uma ‘história em quadrinhos’.

(Obs: Já foi comentado sobre ‘inversão do tempo dominante’ em uma postagem no MCA e será reproduzido: “Outro modo adventista de interpretar o número indicado nesse versículo [Dn 8.14] é o bem usado dia-ano para um período profético. Tem-se dito que Ezequiel 4:7 é a base de computar um dia por um ano. Ellen White no livro indica isso como descoberta independente de Miller (O Grande Conflito,1975, p.323). No entanto, isso não é verdade como já foi provado. Mesmo antes do início do século 19 encontra-se ainda essa prática. Em 1796 por George Bell em Londres, no século 12 pelo abade católico Joaquim de Flora, bem como no século 9 por rabinos judaicos. Não se pode negar que a influência desses tenha invadido as aspirações, interpretações e sonhos de Miller. Provavelmente, John Aquila é o pai dos cálculos Adventistas (Crise de Consciência, 2002, p.180,181). Além de Ezequiel 4.7, Ellen White indica Números 14. 34 que trata mais de uma maldição do que períodos proféticos. Concentrando atentamente em Ezequiel, não é dito que essa é uma ‘regra’ e sim que naquele caso, um dia seria, ou representaria, um ano. Não se deve negar, porém, a possibilidade de que em outros casos não se aplica essa regra. Mas por si só, Ezequiel 4:7, não garante que os 2300 dias de Daniel 8.14 sejam anos, ou que devam ser assim interpretados. Piorando ainda mais a interpretação de Ellen White e dos Adventistas atuais, essa passagem demarca, com certa medida de precisão, que os 2300 dias eram dias literais, pois a expressão ‘tardes e manhãs’ tem a intenção de dizer o que? Outro indício que aponta para a conclusão de que se tratava de dias literais de 24 horas é que os sacrifícios eram feitos diariamente e os sacrifícios são parte integrante desse período. Algo que pode contribuir para provar que se trata de dias literais é que um anjo afirma no versículo 26: “A visão da tarde e manhã, que foi dita, é verdadeira: tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias mui distantes.” Observe que o anjo disse se refere 'a dias'. A corrente adventista guardadora do sábado afirma que a expressão ‘tarde e manhã’ em Gênesis confirma que os dias criativos eram dias de 24 horas, mas agora em Daniel 8.14 isso não serve. Por quê? Segundo eles, em Daniel são dias proféticos e em Gênesis não. Uma pergunta pertinente: Dias profetizados são necessariamente dias proféticos? Como os adventistas conseguem diluir essas dificuldades? Ellen White fez com que o período das 70 semanas de Daniel 9 seja misturado com os 2300 dias, como se fossem ligados necessariamente, perfazendo um montante de números proféticos, nos quais as 70 semanas, seriam partes desses 2300 anos. Inclusive é com a declaração de Daniel 9.25 que eles começam a contagem dos 2300 anos, dito por eles, como sendo a profecia de Daniel 8.14. Ellen White faz essa mistura no livro: “Setenta semanas, representando 490 anos[...] devem ser portanto parte dos 2300 dias[...] Declara o anjo datarem as setentas semanas da saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém. Se se pudesse encontrar a data desta ordem, estaria estabelecido o ponto de partida do grande período dos 2300 dias (O Grande Conflito,1975, p.325). Assim Ellen White faz do período menor de 2300 dias, o maior, e do período dominante, as 70 semanas, o período dominado. Com essa inversão, os leitores fieis dela, alimentam a ideia que os 2300 dias devem ser 2300 anos.” [Para os se interessarem por um estudo extenso sobre 1844, veja a série “A igreja Adventista é uma seita?”, em sete partes no MCA]).

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