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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mais uma confusão Adventista: Três ou Dois ‘sacramentos’?

O Protestantismo fiel, sempre ensinou que a Bíblia ensina dois sacramentos. O Santo Batismo e a Santa Ceia. Visto que a palavra ‘sacramento’ tem sempre certa associação com as superstições Papistas, vários crentes, como é o caso dos Batistas e Pentecostais, preferem usar apenas ‘ordenança’.

E como toda seita gosta de ter marcas que lhes dão algum estereótipo peculiar, a seita adventista diz que Jesus deixou três sacramentos (ou como dizem eles também) ‘ordenanças’. Veja quais são:

“A Igreja é o instrumento de Deus para administrar as ordenanças do batismo – rito de entrada na Igreja [...] e da Ceia do Senhor e lava-pés [...]” (Nisto Cremos, pg 202).

“As ordenanças do Lava-pés e da Ceia do Senhor constituem o serviço da Comunhão. Portanto, Cristo instituiu essas duas ordenanças para nos assistir ao entrarmos em comunhão com Ele.” (Nisto Cremos, pg 267).

“A Ordenança do Lava-pés [...] Jesus instituiu a ordenança do Lava-pés. Ele não apenas deixou o exemplo como também insistiu em que deveríamos segui-lo [...] Essa ordenança, que precede a Ceia do Senhor” (Nisto Cremos, pg 267).

E caso alguém ache que o Nisto Cremos está apenas usando ‘ordenança’ como sinônimo de algum ato litúrgico, veja agora esses dois  trechos: “Ao transformar essa cerimônia preparatória numa ordenança [...]” “O serviço do Lava-pés [...] Aqueles que desejam desfrutar de contínuo companheirismo com Cristo, devem participar da ordenança.” (Nisto Cremos, pg 268, 270).

Exatamente, o livro oficial de crenças adventistas diz que ‘lavar os pés uns dos outros’, como ato cerimonial, é uma ordenança, ou sacramento. Mas o que é ordenança para os adventistas? Deixemos o Nisto Cremos dizer: “Uma ordenança corresponde a um rito religioso simbólico estabelecido ou observado, o qual carrega consigo as verdades centrais do evangelho e que é de obrigação perpétua e universal.” (Nisto Cremos, pg 263).

Porém, a informação fica confusa quando notamos em outros trechos do livro:

“Duas grandes ordenanças beneficiam a fé cristã – Batismo e Ceia do Senhor.” (Nisto Cremos, pg 276).

“Cristo prescreveu duas ordenanças – o batismo e a Ceia do Senhor.” (Nisto Cremos, pg 263).

Bem confuso não é mesmo?

Pergunto aos Adventistas:

São duas ou três ordenanças? O Lava-pés é uma ordenança ‘menor’? Sendo menor do que o Batismo e Santa Ceia, ainda pode ser classificada como ordenança? É menor em que sentido?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Teologia da Prosperidade – o 'evangelho' segundo o diabo!

Ao ler os Evangelhos percebemos que Jesus Cristo NUNCA fez ninguém ficar rico. Ao contrário, parece que ele mais trabalhava em favor de uma modéstia do que em conceder bênçãos financeiras.


De modo oposto, noto que na verdade o diabo usou a mesma linha de interpretação dos proponentes da Teologia da Prosperidade ao tentar Jesus conforme revela-nos Mateus 4 (Quem me ajudou a ver isso foi o Pr Ed René). Veja:


1) Disse para Jesus transformar a pedra em pão: determinar que as coisas acontecessem segundo as suas necessidades.


2) Disse para Jesus pular do templo: se aventurar em grandes desafios financeiros pois ‘Deus é contigo!’


3) Disse para Jesus se apoderar das riquezas do mundo por meio da 'adoração': que em atos de adoração proféticas (velas, fotos, documentos ungidos, etc) você receberá ‘o melhor desta terra!’


Além disso, notamos que o diabo tentou Jesus varias vezes para ele usar sua autoridade em favor próprio.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Caridade à luz da Bíblia

Por Pr. Josué Valandro Junior

As Escrituras nos revelam que não é possível amar e agradar ao Senhor sem antes amar e servir ao nosso semelhante, emanação de Deus, principalmente os mais necessitados, segundo Mateus, 25.31 a 44.

Sendo assim, cada ato de amor que você pratica por seus semelhantes, dos mais diversos modos possíveis, sendo o principal deles a evangelização, você vem a somar VALORES. Cada valor, por menor que seja, valerá, bilhões de bilhões de séculos felizes na Eternidade da Luz de Deus!

A frase grega Kyrié Eléison significa uma invocação à misericórdia do Senhor. Que o Senhor nos brinde com o sopro divino de sua misericórdia! Não só pelos nossos grandes pecados, se os tivermos, mas principalmente pela nossa omissão, que às vezes nos parece insignificante e até desnecessária quanto aos que sofrem ou quanto aos que precisam de nós, nem que seja apenas por uma boa orientação, por um bom conselho, ou muito principalmente pelos nossos bons exemplos, pois um bom exemplo diz mais que mil palavras.

Bem disse o brilhante escritor Érico Veríssimo: “O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença”. A indiferença produz muito mais danos que o ódio. O ódio parece mais predador porque sentimos os efeitos do ódio, mas a indiferença é muitíssimo mais nociva, pois é silenciosa, e normalmente não a sentimos, mas é progressivamente ativa tal como a água sobre o mais pesado aço, grosso e consistente: não importa que demore anos, o aço acabará sendo destruído pela umidade da água, presumivelmente inofensiva. Por isso, a indiferença é tão predadora quanto a omissão!

Num breve exemplo, de muitos e muitos, a OMS, Organização Mundial da Saúde, no início deste nosso século 21, registrou que existem, pelo mundo, aproximadamente 100 milhões de crianças que vivem pelas ruas ou desnutridas pela omissão humana, e dentre essas, no Brasil passam de 10 milhões, mesmo sendo um país riquíssimo em terras e em águas.

Se você culpa apenas a omissão dos políticos brasileiros (quase todos eles) por se preocuparem apenas em ficar cada vez mais ricos e com a omissão do Poder Executivo, deve meditar sobre a sua própria omissão: Você age somente por sua amada família ou reserva alguma preocupação real, a que leva à ação pelo menos por um desfavorecido, das muitas formas disponíveis que existem?

Veja abaixo as formas disponíveis e os tipos de omissão.

Conforme Érico Veríssimo nos lembrou, o oposto do amor é a nossa omissão, a nossa indiferença quanto ao nosso semelhante, seja ele quem for. Isso se aplica à omissão segundo as vidas extinguidas pelos promotores das guerras; pelos terroristas; pelos criminosos com armas; pelos criminosos sem armas; pelos promotores das drogas; pelos governos omissos; de outras várias formas como também pela nossa própria omissão quanto aos nossos semelhantes, sejam eles quem for ou onde estiverem, mesmo estando eles a muitas distâncias, pois se podemos fazer alguma coisa pelos que estão próximos, aos que estão distantes também podemos ajudar, pelo menos orando diariamente por eles, com contrição e real interesse perante ao Senhor Deus da misericórdia.

Jesus, o Cristo de Deus, também Deus pela característica do mistério da Trindade Divina, nos alertou, vivamente, pela necessidade da não omissão, da caridade que leva ao Reino de Deus, constante e absolutamente claro em Mateus, 25.31 a 44, cujo texto completo está abaixo colocado.

O maior amor do mundo:

Ninguém tem mais amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos”. (João 15:13)

Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago 2:17)

Quem de vós é sábio e inteligente? Mostra-me, em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras”. (Tiago, 3.13)

João Batista, aquele a quem Jesus elevou como o mais importante e santo de toda a criação de Deus, (Mateus, 11.11), mesmo antes de Jesus já pregava a alta importância das obras de caridade:

Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; quem tiver comida, faça o mesmo”. João Batista, em Lucas, 3.11.

Jesus foi o homem que mais praticou a caridade. A verdadeira caridade estava presente a cada minuto de sua vida. De graça e por amor curou a milhares, ensinou e abriu o caminho do céu a todos os que desejaram e que desejarem isso. Sua caridade chegou ao mais alto grau possível, pelos séculos dos séculos, quando, por amor, submeteu-se às torturas e ao sacrifício da cruz para nos mostrar, da maneira mais convincente possível, que o caminho do céu não pode ser construído com prazeres do mundo, mas, sim, com sacrifícios pessoais.

Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.  Ainda que distribuísse todos os meus bens aos pobres, ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria. A caridade é paciente, é bondosa, não tem inveja, não é arrogante, nem é escandalosa. Não busca interesses, não guarda rancor. Entristece-se com a injustiça, mas se alegra com a justiça. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1º Coríntios 13:1-7)

Mas, então, como poderemos identificar a caridade verdadeira se não basta apenas praticar a caridade de doação?
Ninguém busque o seu próprio interesse, mas o do próximo” (1ºCoríntios 10:24)

Conforme Lucas, 21.3, mas também conforme I Coríntios 1 a 13, as pequenas obras que são realizadas com sacrifícios pessoais, tem valor muitíssimo maior do que as grandiosas obras que são praticadas com os excedentes das riquezas. Quanto a isso, vamos ver a história de Jeremias:

Havia um homem de coração bom, chamado Jeremias, que chegava a chorar com o sofrimento dos miseráveis. Não se conformava com o fato de que tantos tivessem muito e muitos mais não tivessem nada. Tinha muita vontade de fazer alguma coisa, algo grande em favor dos sofredores. Então, começou a orar insistentemente para que Deus lhe concedesse ganhar uma boa fortuna. Toda ela, cada centavo, seria dedicada, exclusivamente, em virtude dos milhares de necessitados com os quais pudesse cruzar. Na sua pureza e retidão de caráter, Jeremias sabia que, se conseguisse tal graça, nem um centavo seria destinado à sua própria sobrevivência. Queria realizar uma obra abrangente no recolhimento de todos menores das ruas e de outros miseráveis. Depois de anos de persistência, orando diariamente, com contrição até às lágrimas, o Espírito Santo lhe revelou no seu dia a dia, pouco a pouco “como sempre faz a quem o procura”, que tal pedido não estava de acordo com os preceitos do Senhor. Não fazia parte dos desígnios de Deus que Jeremias fosse um intermediário de riquezas materiais provindas dos céus, mas, sim, que ele fizesse a sua parte apenas com os parcos recursos de que dispunha. Se não tivesse recurso nenhum, que distribuísse apenas o amor e propagasse que de Deus poderia vir a vitória para aquele que o procurasse com o coração contrito.

Agora, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; porém, a maior delas é a caridade, o amor” (1º Coríntios, 13. 13)

Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo levanta-te e anda”(Atos 3.6)

Quando Jesus disse ao jovem rico (Mateus 19.21) que para segui-lo teria antes de desfazer-se de seus bens e propriedades em favor dos pobres, elegeu o amor de caridade como fonte da salvação, tão importante quanto a fé!

Jesus não disse: “Tenha fé em mim, e siga-me”, mas sim: “Promova a caridade e serás meu discípulo”, mesmo porque, a ação caridosa é resultado da fé. O jovem rico preferiu ficar com o que podia ver e sentir, do que dispor disso pela fé no invisível. Segundo Jesus, perante os céus, não adiantaria doar uma parte dos bens que não lhe faria falta, ou seja, os excedentes de riqueza, mas, por amor maior aos seus semelhantes, os mais miseráveis, teria de aliviar-se de toda a sua riqueza, habilitando-se assim, ao Céu do Senhor, pois quem se apega ao dinheiro não pode ter parte com o Deus da eternidade.

Como quase sempre acontece, a sedução, o fascínio e o apego às coisas temporais havia turvado a sabedoria daquele jovem rico e, por isso, não pôde aceitar o divino recado de Jesus! Aquele jovem rico, colocado no Evangelho como exemplo a não ser seguido, na verdade, o jovem rico clamava: Senhor! Senhor! Mas na hora de agir, demonstrando amor real ao Senhor, que só poder acontecer pelo amor ao semelhante, emanação de Deus, simplesmente desviou-se da Verdade, pela escolha do visível, pela opção maior dos bens que muito amava, pois podia tocar neles, calcular, ver e desfrutar.

Nem todo aquele que clamar: Senhor! Senhor! Entrará no reino dos céus, mas sim todo aquele que faz a vontade de meu Pai”(Mateus 7.21)

Desse modo, Jesus nos ensinou que é inútil demonstrar fé apenas rezando ajoelhado, clamando glorificações ao Senhor, sem a integração da oração e da fé com a verdadeira caridade, com as boas obras a qualquer próximo, enquanto vivermos, porque depois, sabe-se quando, será mortalmente tarde. Devemos nos lembrar de que as palavras obras, caridade e doação englobam aspectos inerentes ao cristianismo, à essência do real sentimento cristão, muito mais abrangentes que o simples ato de doar um bem material.

Conforme I Coríntios, 13.2, as boas obras de caridade não consistem apenas em enviar, no Natal, um caminhão de víveres a uma favela, ou a um reduto miserável, adquirido com excedentes de riqueza, sem maiores compromissos, parecendo mais um ato de desvio de consciência, cujo ato consiste em dar um peixe, lembrando que, na verdade, ensinar a pescar, é muito mais produtivo. Assim, que cada um proceda de acordo com o que cada situação exigir. Afinal, não é só nesse dia do ano que os mais necessitados precisam de auxílio. Às vezes, vale muito mais uma palavra amiga, uma lição de higiene que poderá salvar uma vida ou uma intercessão aos poderes públicos tendo em vista a realização de uma obra para o bem comum dos necessitados. Desse modo, vale muito exercer a cidadania, principalmente testemunhar a palavra de Deus, participando assim do processo de evangelização. Enfim, é preciso doar-se como puder. Isso é difícil, contudo, esta é a verdadeira caridade do amor tão exemplificada por Jesus, muito mais importante do que a caridade da simples doação. Quem nada tiver para doar, que distribua amor e bons exemplos de vida.

… Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos pobres, se não tiver caridade, de nada valerá”. (1º Coríntios 13:3)

Outro dia, vi e ouvi, pela TV, uma bela jovem, artista de novelas, dizer que iria posar nua para uma revista, mas o cachê em dinheiro que receberia por isso doaria a obras de caridade. É por isso que dizem que de gente com boa intenção o inferno está cheio.

Aquela dama que se desnudou para o público, preferia corromper, pela falta de pudor, pelo escândalo, almas eternas na desculpa de suprir as necessidades materiais passageiras de alguém. Trata-se de um grotesco absurdo calcado em pura ignorância. O gesto dela nada teve a ver com a caridade ou com preceitos cristãos.

Benditos sejam os voluntários das comunidades, ou seja: qualquer pessoa que se presta a assistir, gratuitamente, a qualquer necessitado, ou que se integra em grupos tais como os voluntários e as voluntárias, que promovem assistência à favelas, comunidades, às famílias carentes, às creches e aos hospitais. Nesse grupo estão, também, os doadores de sangue e os caridosos do ensino e da saúde pública do Brasil que executam a contento a sua profissão, pois pelos baixos salários que recebem fazem da sua profissão um verdadeiro sacerdócio. Bendito sejam, também, os voluntários dos asilos e das outras instituições de caridade. Benditos sejam, também, todos aqueles que propagam a Palavra de Deus do modo como podem, tal como eu aqui o faço, mesmo não tendo a pretensão de ser um bem-aventurado do Senhor.

… Deus ama o que doa com alegria” (2º Coríntios 9.7)

Quando um célebre cientista ou outro grande cérebro marcava a História Universal com uma importante descoberta ou outras realizações incomuns, mesmo se artísticas, costumava-se dizer e, ainda se diz, que esse ou aquele realizou uma obra imortal, contudo, tais obras não passam de passageiras. Conforme as Escrituras, é passageiro não só o nosso planeta Terra, mas, sim, todo o Universo (Mateus, 24.29). Entretanto, quando, pela fé, você realiza uma obra de caridade por amor ao próximo, mesmo que por conta de sua pobreza possa ser insignificante, essa sim será uma obra imortal que ninguém poderá apagar ou tirar o mérito dessa virtude. Cada boa obra estará gravada eternamente no Livro da Vida!

Abriram-se livros, e ainda outro livro que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito naquele livro, segundo suas obras” (Apocalipse 20.12)

Cada boa ação de caridade por amor ao próximo que você fizer, mesmo sendo insignificante a seu ver, poderá até esquecer-se dela, mas para Deus, esse ato tornar-se-á uma obra imortal, senão, vejamos o que Jesus disse a respeito:

Todo aquele que der ainda que seja somente um copo d’água fresca a um destes pequeninos, em verdade eu vos digo: Não perderá a sua recompensa” (Mateus 10.42)

Em I Coríntios, o Espírito Santo de Deus nos revela, por intermédio de Paulo, a respeito da caridade real, que não consiste apenas em doar coisas concretas, mas, sim, de doar-se em virtude do próximo, nem sempre só daquele carente de bens materiais.

…Ainda que eu tivesse a fé a ponto de transportar montanhas… Ainda que eu distribuísse todos os meus bens em sustento aos pobres, sem caridade, não sou nada…”(1º Coríntios 13.2)

A caridade real é fazer o bem sem olhar a quem, como nos repetiram nossos pais. Caridade é dar não esperando retribuição terrena. Doar, no pleno sentido cristão, não se relega, apenas, a dar uma esmola, uma contribuição ao necessitado, pois é necessário ensiná-lo a pescar seu próprio sustento terreno e tentar evangelizá-lo. Como diz o velho refrão chinês, vale mais ensinar a pescar que dar um peixe, por isso, é útil doar-se, nem que seja dando bons conselhos ou ministrando ensinamentos construtivos aos semelhantes.

Vale muito doar bens materiais aos carentes, suprindo as necessidades físicas deles, mas constitui caridade em alto grau propagar ao próximo a palavra de Deus. Consiste caridade em alto grau, também, dar bons exemplos de vida, pois um exemplo vale mais do que mil palavras. Se agirmos desse modo, a palavra de Deus nos afirma que extensa e grandiosa será a nossa recompensa! Ao vir à Terra, Jesus não teria conquistado a tantos seguidores se tivesse se relegado apenas a falar, a distribuir doações ou a matar a fome dos pedintes.

Porque o amor de caridade cobre uma multidão de pecados” (1º Pedro 4.8)

É certo que os abastados não precisam da caridade de doação de alimentos, mas por vários motivos devemos ter compaixão de muitos deles. O sentimento de compaixão ocorre quando não nos sentimos bem com a desdita do próximo. A caridade para com os abastados deve ser praticada em seus momentos de desventuras, tais como sequestros de familiares, acidentes, tragédias, óbitos, incidentes e outros possíveis infortúnios aos quais estão sujeitos tanto ricos quanto pobres.

Como a Bíblia, em Mateus, 9.36, nos mostra um Jesus cheio de compaixão pelo povo, devemos ter muita compaixão, também, por aqueles abastados que vivem sem se importarem com Deus e com os preceitos bíblicos, pois passam por esta vida preocupando-se apenas com objetivos menores. Dá pena saber que muitos deles, extremamente apegados aos seus bens temporais, estão a caminho do inferno, tal como umas marionetes dos demônios. Se o Senhor Deus disse que Satanás comanda os tronos, os poderes e as riquezas do mundo, então ele, o ardiloso príncipe das trevas, ao cumular com riquezas os ímpios e os descrentes, com certeza não dá corda a eles porque os ama, ao contrário, apenas fornece a corda para que se enforquem e, ao cair, aproveitem a força da queda para mergulhar definitivamente nas profundezas de seu reino das sombras.

Infelizmente, muitos dos nossos irmãos abastados agarram-se às suas conquistas perecíveis, de tão curta duração, em detrimento da grande promessa de Deus e, por sua insensatez, poderão ser condenados! Como, então, não ter legítima compaixão por aqueles pobres homens abastados que, cegos pelas suas conquistas, querendo curti-las ao máximo, pensando apenas nas brevíssimas coisas do mundo, agarram-se tenazmente a elas, sem se importar, nem um pouco, com a eternidade? Jesus sentiu o mesmo por um homem muito rico que preferiu o ouro a Deus:

Jesus fixou o olhar naquele que amava mais o ouro, amou-o e lhe disse…” (Marcos 10.21)

A verdadeira caridade é aquela que deve ser destinada a todos, indistintamente.

Quando deres alguma ceia, não convides teus amigos, parentes ou os ricos, para que não te retribuam a gentileza, mas quando deres uma ceia, convida os mais humildes e, assim, serás feliz porque eles não têm como retribuir, mas grande será a tua recompensa” (Lucas 14.12)
Fábula ou fato, conta alguém que um médico recusou-se a interromper os seus afazeres particulares para atender, fora do expediente, a um menino que fora atropelado. A pessoa que o estava socorrendo, insistiu muito com o médico para que o atendesse, mas, infelizmente, esse se recusou. O menino atropelado acabou falecendo. Mais tarde, aquele médico foi tomado por terrível desespero quando soube que se recusara a atender ao seu próprio filho.

Caridade também é ter para com o humilde operário o mesmo respeito e reverência que se deve ao patrão.

Quando você se defrontar com qualquer problema ou atitude com relação ao próximo, deve tentar adaptar as suas ações aos exemplos que Jesus deixou como precioso legado, mas se tiver qualquer dúvida de procedimento deve perguntar-se: “Como procederia Jesus agora?” (quando homem, na Terra?) E, desse modo, a sua consciência, que é o Espírito de Deus comunicando-se com você, determinará o procedimento correto.

Quando você vê uma pessoa de belo porte, bonita, elegante, alinhada, normalmente fica a impressão de que o espírito dela é mais belo que o de uma pessoa humilde, maltrapilha, abandonada, desalinhada, e bem fora dos padrões físicos de beleza. Está aí um grave engano: essa, mesmo disforme, tal como aquela atraente, é portadora de um espírito que é a imagem de Deus. Conforme Gênesis, esse ser espiritual tem que ser extremamente belo, pois foi criado como privilégio de estar próximo a Deus na eternidade! Portanto, tem de ser tão esplendoroso quanto os anjos! O corpo humano, carcaça extinguível vai, mas o espírito indestrutível permanece eternamente. Quem duvida da sabedoria e do bom gosto do Senhor Deus, o magnífico arquiteto?

O homem vê a face, mas Deus vê o coração?” (1ºSamuel 16.7)

Portanto, quando você notar alguém de aparência e de condição considerada até desprezível, por mais difícil que possa ser, transcenda, procure ver além ao lembrar-se de que a aparência física desse alguém não condiz com o aspecto de seu espírito imortal, que jamais envelhece, e que é dotado de extraordinária beleza, pois foi criado pelo Criador à sua imagem (Gênesis 1.27, 5.1 e 9.6).

Então, transcenda em suas relações com o próximo e tenha para com o considerado desprezível o mesmo sorriso e atenção que são dirigidos, habitualmente, aos mais favorecidos. Em Mateus 22.30, Jesus deixa subtendido que todos os espíritos são iguais, não importa o corpo ou a condição que têm em vida, pois não haverá distinção entre eles, sejam homens ou mulheres, feios ou bonitos, perfeitos ou imperfeitos…

Mesmo se encontrando em estado de atroz sofrimento, em virtude do seu amor à humanidade e demonstrando alto grau da virtude da caridade, Jesus de Nazaré ainda veio a se preocupar, particularmente, com aquele malfeitor também crucificado ao seu lado.

Em Mateus 25.40, Jesus declara que é ele quem estará recebendo as ações dirigidas a qualquer próximo, sejam bondades ou maldades, portanto, o mesmo tratamento que dedicarmos a qualquer ser humano, homem, mulher ou criança; rico ou pobre; belo ou não; são ou doente, pela justiça do Senhor esse tratamento estará sendo dirigido diretamente a Jesus, o próprio Filho de Deus. É certo que, na sua justiça, ele premiará regiamente isso. Por essa divina revelação é fácil concluir que, perante o céu, o nosso próximo é a própria emanação de Jesus. Justamente por isso, quaisquer atos, sejam maldades ou bondades, se tornarão obras que, por certo, regerão a eternidade de seus autores. Quanto a isso, conforme o Espírito Santo de Deus, só existem dois endereços na eternidade.

Mas se vos deixais levar pela distinção de pessoas, cometeis uma falta e sereis condenados pela Lei” (Tiago 2.9)

No Antigo Testamento, a palavra diz que o Senhor enviou Samuel à casa de Jessé, pai de Davi, família do povo, para que ungisse um novo rei que viria, no futuro próximo, a substituir Saul. Samuel vendo Eliab, filho de Jessé, alto, belo, carismático e com porte de rei, impressionado, naturalmente pensou:

“Certamente este é o ungido do Senhor” Mas o Senhor disse-lhe: “Não te deixes impressionar pelo seu belo aspecto, nem pela sua alta estatura, porque eu o rejeitei. O que o homem vê não é o que importa. O homem vê a face, mas o Senhor vê o coração”.

A sabedoria do Senhor Deus, no I livro de Samuel, 16. 6.

Sob o olhar surpreso de Jessé, Samuel ungiu o jovem pastor Davi, de aparência normal, mais novo e mais baixo que seus outros irmãos. Pela avaliação visual seria o último a ser escolhido dentre os muitos filhos de Jessé, todos belos e garbosos! Sob esse aspecto, não julgue, também, um pastor ou um obreiro de Deus pela sua cor, pela sua roupa, enfim, pela sua aparência como um todo e nem mesmo pelos detalhes do templo e de seu porte, pois, como foi citado, o homem vê as aparências, mas o Senhor vê apenas o coração desses mesmos homens.

Na verdade, Deus não faz distinção das pessoas” (Atos 10.34)

Mas cuidado ao praticar a caridade, porque só surtirá benéficos efeitos espirituais quando essa virtude for acompanhada da virtude da humildade e da ausência de objetivos materiais e/ou espirituais. Doar, sempre, por alguém, e não por alguma coisa. Quando doamos, praticando caridade de qualquer tipo com o objetivo de tirarmos proveito de alguma forma, seja gratidão, prestígio, fama, glória, reputação, vantagem política ou em decorrência de retorno material de qualquer tipo, esse ato terá perdido o mérito junto ao Criador. Nesse caso não estaremos doando em nome da verdadeira caridade cristã, mas, sim, por conveniência pessoal.

Guardai-vos de fazer boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles, do contrário não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. Quando derdes esmola, não toques a trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam a recompensa (já obtiveram o seu momento de glória apropriado a eles). Quando derdes uma esmola, que a vossa mão esquerda, não saiba o que fez a direita, assim vossa esmola se fará em segredo, e vosso Pai que vê num lugar oculto, recompensar-vos-á” (Mateus 6.1)

A quem é mais importante servir? Por quem é mais importante ser notado, pelos súditos ou pelo Rei? A quem se deve dar maior valor: às obras dos homens ou às de Deus?

“Já receberam a sua recompensa”. É aí que mora o perigo: Jesus bem quis dizer que os que gozam das delícias do poder, da glória e da abastança, já receberam a sua recompensa, escolhida por eles mesmos. Escolheram o visível, de curtíssima duração, quando poderiam ter escolhido repartir suas riquezas com os necessitados, e assim ter parte com Deus, na eternidade. Isso está absolutamente claro e compreensível, em Marcos, capítulo 10.21

Se alguém ama e serve ao seu semelhante, conforme os céus, será a Deus que estará amando e servindo! Então, benditos sejam esses próximos que nos aproximam de Deus!

Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia a seu irmão é mentiroso. Porque se não ama a seu irmão que vê, é incapaz de amar a Deus ao que não vê” (1º João 4.20)

Legitimando a prática da caridade verdadeira como condição básica para a salvação da alma, temos uma das mais belas e produtivas passagens bíblicas pela qual Jesus nos repassa o que o céu quer de nós na Terra. O Senhor Deus nos adverte gravemente para a vital importância da caridade, em suas diversas formas, cujos frutos pesarão, consideravelmente, na balança da Justiça, no dia do Juízo Final.

Quando o filho do homem voltar na sua glória, e todos os anjos com ele, sentar-se-á no trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante dele, e ele separará as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita, e dirá: “Vinde, benditos de meu Pai, Tomai posse do reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque: Tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era peregrino e me acolhestes. Estive nu e me vestistes. Estive enfermo e me visitaste. Estive na prisão e viestes a mim. Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus pequeninos, foi a mim que o fizestes”. Voltar-se-á em seguida para os de sua esquerda (os cabritos) e lhes dirá: “Retirai-vos de mim malditos, ide para o fogo do inferno, fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos, porque: Tive fome, e não me destes de comer. Tive sede, e não me destes de beber. Era peregrino e não me acolhestes. Estive nu e não me vestistes. Enfermo e na prisão, e não me visitastes” (Mateus, 25.31 e seguintes)

Por esses versículos que costumo atribuir a um eficiente resumo dos preceitos Bíblicos, Jesus não dirá:

“Vinde benditos de meu Pai, porque me honrastes nas altíssimas catedrais ou no mais humilde dos templos”. Ou mesmo: “Vinde benditos de meu Pai, porque integrastes tal ordem religiosa…”. Mas Jesus dirá: “Vinde benditos de meu pai, porque trilhastes a estrada estreita demonstrando amor a mim através do amor que dedicastes aos teus semelhantes”.

Eu jamais me cansarei de reler esta mensagem que, na realidade, retrata com majestade a gloriosa volta de Jesus Cristo, na qual não será mais Ele quem estará sendo julgado pelos homens como o foi, mas, sim, será Ele quem estará julgando os homens que não se importaram com o Grande Sacrifício do Cordeiro de Deus e premiando, regiamente, aos que lhe tiverem sido fiéis. Nessa ocasião, o fim bíblico dos séculos estará se consumando, o que pode estar bem próximo.

Muitas vezes, tentamos fazer o bem ao próximo apenas por alguma coisa, mas o Espírito Santo de Deus deixa bem claro, em Mateus 25, que devemos fazer o bem por alguém e não por coisa alguma. Espero que os relapsos, os hipócritas, os fariseus, os omissos, os meio cristãos, os enganadores e os ímpios em geral, também tomem conhecimento, a tempo, da grave acusação, seguida da terrível e irrevogável sentença, no dia do Juízo, que serão feitas aos que estarão sendo rejeitados pela Justiça de Deus:

… retirai-vos de mim, malditos. Ide para o fogo eterno, preparado para o demônio e seus anjos…” (Mateus, 25.41)

É muito fácil colocar o próximo no lugar dele, conforme o nosso julgamento, mas o mais difícil, recomendado por Jesus, é colocarmo-nos no lugar desse nosso semelhante. É fácil dizer: “coitado” ou até nos emocionarmos “que de caridade nada vale”, todavia, quando nos defrontamos com alguém que sofre temos de tentar sentir o sofrimento desse, e contribuir, de alguma forma, para diminuir a sua dor, a sua tribulação física, seja qual for, fazendo por aquele irmão o que desejaríamos que fizessem conosco se estivéssemos naquele estado. Além disso, esse ato abrirá caminho para evangelizá-lo, o que constitui a melhor das caridades.

Na verdade, a glorificação dos justos e a condenação dos injustos contidas em Mateus 25.31 em diante, tornam-se um prático e eficiente resumo de todos os livros da Bíblia, pois todos os livros pregam o que mais interessa a Deus: o amor a ele por intermédio do amor dedicado ao próximo. Quando amamos o nosso semelhante é ao Senhor que dedicamos esse amor, porque ali, em Mateus, 25, Ele declara, solenemente que, em relação ao merecimento do céu, é Ele mesmo que está na pessoa de cada excluído, em cada necessitado e, em cada um que precise de qualquer tipo de ajuda, não só material, mas também espiritual.

Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia a seu irmão é mentiroso. Porque se não ama a seu irmão que vê, é incapaz de amar a Deus ao que não vê” (1º João, 4.20)

Qual a melhor recompensa: a insignificante e passageira que vem dos homens ou a gloriosamente eterna que provém direto de Deus?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

20 Erros dos Ensinos Espíritas Claramente Definidos

 1o.) O uso da Bíblia só segundo pareça conveniente, incoerentemente segmentando o seu conteúdo, usando e abusando de seus textos, sentenças e mesmo palavras isoladas, sem levar em conta O TEOR GLOBAL de seu ensino, mesmo desqualificando-a como um livro indigno de confiança quando suas palavras não pareçam convenientes, encontrando “contradições gritantes” em sua mensagem, o que torna o seu emprego pelos próprios espíritas como injustificável, já que é um livro que não serve para defender doutrinas (a não ser as espíritas, em segmentos seletos).

2o.) A visão distorcida da Divindade, negando que tenhamos um “Deus pessoal” e deixando de entender que Deus não é só AMOR, como também JUSTIÇA. Esse tipo de Deus “Saci Pererê” do espiritismo (que se apóia só sobre uma “perna”—a do amor), com a imagem do Deus bíblico condenada como injusto por causa de relatos do Velho Testamento que espíritas não conseguem entender à luz de sua contextualização cultural, histórica, e dentro do TEOR GLOBAL do ensino bíblico, impede-os de realmente entender que na cruz houve o encontro de AMOR e JUSTIÇA (Salmo 85:10).

3o.) A visão até ingênua de que o Novo Testamento é superior ao Velho no que tange aos atos divinos, por causa do muito "sangue derramado" da primeira parte das Escrituras, quando no Novo Testamento há até mais sangue derramado, como nos relato das fulminantes mortes de Ananias e Safira (Atos 5), o apedrejamento de Estêvão (Atos 7:54-50), a morte de Herodes, comido por vermes (Atos 12:20-23), e especialmente nas descrições detalhadas do castigo final aos ímpios em Apocalipse, especialmente 14:19, 20 (o lagar do castigo com sangue que se espalha por quase 300 km), com ainda a festança das aves sobre as carnes dos inimigos do povo de Deus (19:20, 21). Estas passagens mostram a severidade do castigo divino, pois Deus não é só amor, mas também justiça, como já destacado no 2o. tópico, acima.

4o.) A negação da Divindade de Cristo, colocando-O na categoria de um ser criado, em vez de ser Ele próprio o Criador de todas as coisas, como lemos em João 1:1-3 (“todas as coisas foram feitas por Ele [o Verbo que Se fez carne], e sem Ele nada do que foi feito se fez"), confirmado por Hebreus 1:2.  Cristo tinha o título de “filho do homem” e “Filho de Deus” pois falava segundo duas perspectivas--como o próprio Deus feito carne, de modo muito além de nossa limitada compreensão, e como o submisso “Servo sofredor” que aceitou assumir a taça do sofrimento e dor humanos para pagar o preço do pecado. Assim, ninguém terá desculpas no Juízo de que Deus não pode Ser um justo juiz por desconhecer por experiência própria as lutas e sofrimento do homem nesta vida. Ele conhece, sim, as nossas dores, pois foi “ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).

5o.) A noção de que Cristo veio trazer uma nova e revolucionária legislação, eliminando os 10 Mandamentos como normativos aos cristãos e trocando-os pela “lei áurea” de “amor a Deus” e “amor ao próximo”, quando em tal “lei áurea” Ele apenas repete o que Moisés já havia dito em Lev. 19:18 e Deu. 6:5, sintetizando a lei divina. Sempre, em todos os tempos, a lei de Deus teve como princípio subjacente o amor—a Deus e aos semelhantes, pelo que Cristo não apresentou nenhuma “novidade cristã” como pensam os espíritas e outros mais.

6o.) A negligência em dedicar o sétimo dia da lei divina—que tem os primeiros quatro mandamentos tratando do aspecto do “amor a Deus sobre todas as coisas” da “lei áurea”—ao Senhor, enquanto destaca só a segunda parte dessa “lei áurea”, do “amor ao próximo como a nós mesmos”, embora Jesus tenha atribuído peso idêntico a ambos os preceitos básicos de Sua lei, com prioridade inclusive ao “amor a Deus sobre todas as coisas” (Mat. 22:36-40 e 10:37). Sendo que o sábado é indicado como “sinal” entre Deus e o Seu povo (Êxo. 31:17 e Eze. 20:12, 20), não contando com tal sinal (ou “selo”, cf. Rom. 4:11), os espíritas não podem identificar-se como pertencendo ao povo de Deus, especialmente quando negligenciam cumprir outras ordenanças típicas da fé cristã.

7o.) A negação do conceito de “pecado”, ante a alegação de que os homens é que formulam as suas leis, com o que a idéia de “lei de Deus” não faz sentido, por serem as leis “restritivas” e prejudiciais à liberdade humana. A Bíblia, porém, ensina que “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sal. 19:7) e que “pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4). Tal como as leis de um país nos informam sobre o tipo de governo que o dirige, a lei de Deus é um transcrito do Seu caráter. Assim como “Deus é amor”, Sua lei será de amor. E como Deus é justo, Sua lei será a máxima expressão de justiça. Ademais, a genuína liberdade só existe no respeito à lei divina, pois os que vivem sob a escravidão do erro e da maldade assim se acham exatamente por desconsiderarem tal lei, daí sofrendo severas consequências. As leis de Deus visam ao nosso melhor bem, e não a nosso prejuízo.

8o.) A não-adoção de sacramentos cristãos típicos e claramente instituídos ou endossados por Jesus Cristo, como o batismo e a Santa Ceia, confirmados por Paulo como essenciais para a expressão da fé no que Cristo realizou por nós, dedicação e reconsagração de vida segundo o Novo Caminho indicado na Palavra de Deus que é assumido por aquele que crê.

9o.) A negação da existência de Satanás e demônios a seu serviço, o que torna a Jesus um mentiroso, pois Ele deu testemunho claro da existência de tal ser ao dizer: “Eu via Satanás, como raio, cair do céu” (Luc. 10:18), além dos muitos relatos bíblicos de Seus confrontos com demônios que expulsava de vitimados por seu domínio, bem como o relato de Sua tentação no deserto, relatada por diferentes evangelistas, quando confrontou o diabo e o derrotou à base do Sola Scriptura. O “está escrito” foi a grande arma de Cristo, não realizações sobrenaturais, de que Ele poderia tranquilamente valer-Se (ver Mateus 4 e Lucas 4).

10o.) A negação do castigo eterno aos pecadores impenitentes, já que se prega uma idéia de evolução constante pela qual os indivíduos aprenderão com os erros de uma vida para corrigi-los numa próxima existência, assim evoluindo na sua jornada pelas várias vidas mediante a reencarnação, com o que os malfeitos se eliminam gradualmente. Jesus, porém, advertiu: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mat. 7:13). E a linguagem de condenação eterna dos que forem até o fim sem se arrepender é claríssima em muitas passagens tanto do Velho quanto do Novo Testamento. O próprio Cristo anunciou que no final haverá a ressurreição da vida e a ressurreição da condenação, e que os que não aceitarem a oferta de Salvação propiciada por Deus Nele irão perecer, pois “quem crê e for batizado, será salvo; quem não crê, será condenado” (João 5:28, 29 e Mar. 16:16).

11o.) A tese de salvação universal, noção que não inspira ninguém a crescer espiritualmente, já que sempre se pode deixar para depois o devido preparo e progresso ético, moral, espiritual, sendo que no final todos terão o mesmo destino, mais cedo ou mais tarde chegando lá. Jesus não disse para ninguém conformar-se em ser um cristão “mais ou menos” e sim desafiou a todos: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mat. 5:48).

12o.) A idéia de salvação dever-se às obras humanas, uma impossibilidade que contraria o TEOR GLOBAL do ensino bíblico, sobretudo diante da exposição clara, didática, insofismável de Paulo [o “codificador dos evangelhos”] quanto ao papel da graça de Deus como única fonte de salvação, sendo as obras mera demonstração da genuinidade da fé salvadora. Qualquer noção de que obras humanas, imperfeitas como sempre serão, “contem pontos” para a salvação é uma afronta ao Senhor e Salvador Jesus Cristo. É o mesmo que dizer-Lhe que o Seu supremo sacrifício expiatório foi incompleto, daí precisamos acrescentar algo de nossa própria experiência à experiência Dele, num impossível paralelo do humano e imperfeito com o divino e absolutamente perfeito.

13o.) O apego à experiência sobrenatural, o “ver” e o “sentir” como base da fé, quando Jesus louvou os que creram sem ver ou sentir: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29). Muitos gostam de sentir-se “especiais”, “usados por Deus”, e espíritas convertidos ao evangelho de Jesus Cristo contam que uma das coisas que os atraíram a essa religião foi justamente a vaidade que lhes é incutida de terem dons de “mediunidade”, ou uma “missão a cumprir” entre os homens. Paulo acentuou, citando um profeta bíblico, que “o justo viverá pela fé” (Rom. 1:17, cf. Hab. 2:4).

14o.) A noção típica de todos os povos pagãos, do presente e do passado, de que o homem é um ser dualístico, formado por um corpo material e uma alma imortal, que prossegue viva e consciente na morte, quando o ensino bíblico é de que Deus criou o homem para viver como um ser físico, num paraíso físico, e que por consequência do pecado passou a experimentar a morte. A única forma de restaurar a vida é pela RESSURREIÇÃO DOS MORTOS, que representa a vitória sobre a morte e a sepultura, como diz Paulo em 1 Cor. 15:54, 55. Entre a morte e a ressurreição nada existe, pois os que morrem, como no sono, nada sabem do que se passa, não têm conhecimento de coisa alguma e adentram o mundo do silêncio (Ecl. 9:5, 6, 10; Sal. 6:5 e 115:17).

15o.) A noção de reencarnação, negando o claro ensino bíblico de que só mediante a ressurreição dos mortos, bem detalhadamente descrita em várias passagens, como Ezequiel 37, 1 Coríntios 15, 1 Tessalonicenses 4:13-16, é que alcançaremos a vida eterna, que é apresentada na Bíblia como um dom de Deus aos que se habilitarem a para sempre habitar nos lugares que Cristo prometeu preparar para os Seus fiéis, e que iriam ser ocupados quando Ele retornasse para vir buscar os Seus (ver Rom. 2:7; 2a. Tim. 1:10 e João 14:1-3).

16o.) A negação da volta de Cristo em glória e majestade, embora citem textos como Mateus 16:27 que fala claramente dessa volta, e muitos outros claros versos das Escrituras. E Sua volta é a única saída para tirar o homem do “aperreio” em que se acha, em decadência moral e espiritual clara e evidente, e não o progresso rumo a um róseo futuro, como indicado pelo espiritismo.

17o.) A própria idéia de que graças às contínuas reencarnações a humanidade só tem melhorado e só haverá de melhorar mais e mais no futuro, quando isso não só está inteiramente fora da realidade, com nega as profecias bíblicas, proferidas pelo próprio Cristo, que fala que os tempos que antecederiam a Sua volta literal e visível seriam uma repetição da maldade de Sodoma e Gomorra, ou dos dias anteriores ao dilúvio. Isso é confirmado por Paulo, Pedro e outros autores bíblicos.

18o.) A possibilidade de comunicação entre vivos e mortos, sendo que a proibição divina é clara a respeito, tanto em Deu. 18:9-11 como séculos depois confirmada em Isa. 8:19, 20. Sendo que não há uma “alma imortal” que tenha consciência após a morte do corpo, e o indivíduo na morte permanecerá como num sono inconsciente até a ressurreição, qualquer suposta comunicação entre vivos e mortos é claramente suspeita, e proibida por Deus que quis proteger o Seu povo de terríveis enganos satânicos nessa linha.

19o.) A noção de que o espiritismo moderno, desde o século XIX, seria a promessa do Cristo de que o Consolador seria enviado (João 16:7), quando o verso seguinte diz que tal Espírito teria a função de convencer o mundo “do pecado, e da justiça e do juízo”. E o vs. 13 declara que “quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. Mas os espíritas NEM CRÊEM em “pecado”, nem em “juízo”, pois o sentido é claramente o que se harmoniza com o TEOR GLOBAL do ensino bíblico, e não reinterpretações extrabíblicas criadas para ajustar-se a pressupostos realmente alheios ao ensino de Jesus Cristo e Seus apóstolos. Nem os sinceros servos de Deus passaram a ser convencidos da “verdade, da justiça e do juízo” só a partir de Allan Kardec.

20o.) A prática comum de espíritas não só se considerarem “superiores” por não terem profissionais da religião, como porem-se a julgar com generalizações aéticas os demais religiosos como exploradores do povo, por causa do sistema de dízimos e ofertas nas Igrejas, atribuindo indiscriminadamente rótulos negativos a seus pastores, além de também tratarem os evangélicos em especial como “bibliólatras”, “fundamentalistas”, “bitolados” e outros títulos dessa linha, esquecendo-se do mandamento do Cristo, "não julgueis para que não sejais julgados" (Mat. 7:1).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Amigo espírita:

Não posso me omitir sobre os ensinos da Bíblia quando confrontados com os ensinos do espiritismo. Se você estiver aberto a essa avaliação considere comigo por alguns minutos alguns pontos:

1.COM RELAÇÃO À REENCARNAÇÃO:

"O LIVRO DOS ESPÍRITOS", página 94, diz :
"Qual o fim da reencarnação? Expiação; melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isso onde estaria a justiça?"
Um livro muito especial no Novo Testamento é a carta aos Hebreus. Como o nome já diz, essa carta foi especialmente destinada aos judeus. O autor, muito provavelmente o apóstolo Paulo, explica a eles, usando uma terminologia bem clara do Velho Testamento, com muitas citações do mesmo, como Jesus Cristo é o Messias prometido! Nesse livro, vez após vez, aprendemos que o sacrifício de Jesus Cristo feito na cruz do Calvário, foi o cumprimento das profecias e dos sacrifícios oferecidos milhares de vezes pelos sacerdotes. O sacrifício de Jesus Cristo, portanto, tem valor infinito, eficaz e eterno. Ele ocorreu UMA SÓ VEZ e não se repete NUNCA MAIS! Esse é o motivo pelo qual Deus rejeita qualquer outro sacrifício inventado pelo homem, pois lemos em 1Cor. 10:20:
"Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios"

O ÚNICO sacrifício que Deus aceita, portanto, já foi feito apenas UMA VEZ. Das 11 vezes que essa expressão "uma vez" se repete no livro de Hebreus, 5 vezes ocorrem no capítulo 9. Como ápice, em Hebreus 9:27 e 28 lemos:

"E, como aos homens está ordenado a morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação."

O espiritismo ensina a REENCARNAÇÃO, que são mortes e nascimentos sucessivos da mesma pessoa em diferentes vidas. Note que a Bíblia declara, categoricamente, que isso é IMPOSSÍVEL. O texto Bíblico acima declara que, do mesmo jeito que Cristo morreu uma só vez, assim TAMBÉM o homem perdido está ordenado a morrer uma vez. Existe, então, uma característica paralela entre os dois eventos: A morte de Cristo e a morte do homem acontecem UMA VEZ!
Essa invenção do espiritismo ensina que a causa do sofrimento humano está nas existências anteriores, que tem que ser "expiadas". A Bíblia, entretanto, afirma que não há nada que você possa fazer para salvar-se!
Marcos 8:36-37
"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma."

A resposta encontra-se em Marcos 10:45:
"Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

2. COM RELAÇÃO À CONSULTA AOS MORTOS:

O francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (crendo que ele mesmo era reencarnação do poeta druida Allan Kardec), sendo um instrumento de Satanás, em 1857, afirmou arbitrariamente e sem a menor autoridade, que todas as igrejas haviam se corrompido e que ele era o único remanescente fiel (que humildade...). A partir de manifestações demoníacas recebeu, então, uma revelação extra, escrevendo a partir daí o espúrio e falso "Evangelho Segundo o Espiritismo". Note que pelo menos no nome ele até que foi coerente. Esse evangelho não é o de Jesus Cristo! Não é segundo os seus discípulos, que receberam autoridade de Jesus para relatar os fatos do Seu ministério (veja Mat. 28:18-20 e Heb. 2:3). É "Segundo o Espiritismo". Amigo, pense um pouco. Será que Jesus teve que esperar mais de 1800 anos para revelar o Seu Evangelho a um homem que cultuava aos demônios em salas escuras, onde mesas e cadeiras se mexiam em sessões de ocultismo satânico?
O espiritismo de Kardec, é baseado na consulta aos mortos e aos "espíritos superiores". A Bíblia, ENTRETANTO, diz claramente em Deuteronômio 18:9-14:

"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa."

Note que para Deus, a consulta aos mortos, que é a base do espiritismo, sendo também a base da "revelação" de Kardec para escrever o "evangelho" segundo o Espiritismo, é uma ABOMINAÇÃO ao Senhor. Sabe o que é ABOMINAÇÃO? É algo que Deus reprova e detesta. A pena para esse tipo de pecado entre o povo de Deus era a MORTE! A pena de MORTE no povo de Israel simbolizava o que ia acontecer com aquela pessoa: a PERDIÇÃO eterna!
Veja como a pena de morte era aplicada a um falso profeta que consultava outros deuses em Deut. 18:18-22 :

"Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele."

Veja como Deus condena a consulta aos espíritos familiares, imitadores dos mortos, que aparecem nas sessões espíritas em Isaías 8:19-20

"Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-ão os mortos? À lei e ao testemunho! Se não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles."

Não tenha nenhum temor pelos médiuns e líderes espíritas pois eles são falsos profetas e não há luz neles! Não siga os seus ensinos, pois eles estão sendo influenciados diretamente por demônios que se passam por mortos. Só porque acontecem "curas" ou "maravilhas" não significa necessariamente que a aprovação de Deus vem junto. A Bíblia está repleta de operações sobrenaturais que vem da parte do Diabo! Deus proibiu clara e terminantemente a prática de consulta aos mortos. Pense comigo: Jesus nunca cometeu pecado e cumpriu toda a lei. Em Isaías 53:9 lemos:

"E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca."

Em Mateus 5:17 lemos:

"Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir."

Em 1 João 3:8 lemos:

"Quem comete pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo."

Se Jesus Cristo, que é o autor do EVANGELHO, cumpriu toda a lei e os profetas, se não se achou engano na Sua boca, se Ele veio desfazer as obras do Diabo, como Ele poderia dar uma nova revelação ao senhor Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec) em 1857, através de consulta aos mortos e a "espíritos", contradizendo tudo que Ele pregou, alertou, revelou e cumpriu! A resposta é óbvia. A revelação de "Allan Kardec" não é de Jesus Cristo, mas do Diabo e de demônios que querem difamar o Senhor e torcer a Sua Palavra. Prezado amigo, saia agora mesmo desse plano satânico, se arrependa do seu espiritismo dos seus pecados e confesse isso a Jesus Cristo! Ele irá perdoá-lo no mesmo minuto, se você assim o fizer!
"Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira alguma o lançarei fora." (João 6:37)

A quem você prefere seguir? Kardec ou Cristo?

3. COM RELAÇÃO AO INFERNO:

A Bíblia, quer gostemos ou não, é muito clara ao relatar qual é o destino eterno dos que partem deste mundo sem o Salvador Jesus Cristo. Este lugar é o inferno! A Bíblia fala mais do inferno do que do céu. Vejamos o que está relatado na história que Jesus contou em Lucas 16:19-31
1.   O Inferno é um lugar de tormentos eternos. (Lucas 16:23 e 24)
2.   O Inferno é um lugar de lembranças. ( Lucas 16:25)
3.   O Inferno é um lugar de separação. (Lucas 16:26)
No espiritismo você foi enganado sobre esse assunto, pois é dito que não há inferno. Pense um pouco: quem é mais seu amigo? Aquele que está sempre bajulando-o, agradando-o sem querer ofendê-lo, escondendo a verdade que é incômoda, ou aquele que se arrisca a ser até rejeitado, mas é honesto avisando-o de um TERRÍVEL PERIGO! Considere essas palavras pelo menos sob esse último argumento! A Bíblia, de capa a capa, nos alerta sobre esse TERRÍVEL PERIGO no qual toda a raça humana se meteu! Todo ser humano que vem a esse mundo já está sob esse perigo. Isso é porque somos todos descendentes do primeiro casal que pecou e foi amaldiçoado de morte (Gên. 3:14). Foi cumprido então, o que foi dito em Gên. 2:17. Quando o espiritismo prega que não há perdição, está sendo na verdade instrumento claro de Satanás que fez a mesma coisa no Éden quando disse: "Certamente não morrereis" (Gên. 3:4). Que coisa espantosa não é mesmo? Olhe como o espiritismo está em sintonia com tudo que Satanás faz! Note em Apocalipse 20:10, que quando o Diabo foi lançado no lago de fogo, a Besta e o Falso Profeta ainda estavam lá mesmo depois de passados mil anos! A perdição é para sempre! Não se deixe descansar na falsa segurança que o espiritismo está a pregar! Se não existe perdição, Jesus é Salvador de quê? Para quê Ele deixou a glória e veio derramar Seu precioso sangue nesse mundo pecaminoso? Você precisa é do Salvador agora mesmo!

4. COM RELAÇÃO À SALVAÇÃO:

Citando novamente "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", página 94, lemos : "Qual o fim da reencarnação? Expiação; melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isso onde estaria a justiça?" O espiritismo engana as pessoas fazendo-as pensar que elas podem, pela própria justiça, se auto expiar pagando os pecados (erros) do passado e praticando "caridade": "Fora da caridade não há salvação" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, página 135).
A Bíblia, entretanto ensina outra coisa!
Em Atos 4:12 Pedro diz categoricamente:
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos."

Veja o que Paulo escreveu em Romanos 3:10-11:
"Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis."

E ainda em Romanos 5:8:
"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores."

Em Tito 3:5 Paulo diz categoricamente:
"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo."

Em Efésios 2:8 aprendemos que as obras não contribuem em NADA para salvação, pois é nossa obrigação!
"Porque pela graça sois salvos por meio da fé; e isso não vem de vós é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie;"

Jesus é muito claro, Jesus é muito honesto, Jesus é direto, Jesus não quer enganar você! Ele não precisa de nada. Ele veio a esse mundo para dar a Sua vida com derramamento do Seu precioso SANGUE que foi o preço estipulado e absolutamente necessário para a salvação! O espiritismo quer enganá-lo (a) dando-lhe uma falsa paz, pois se não existe perdição para quê você precisa de um Salvador? "Fique tranquilo", dizem eles. A realidade porém é outra! Meu amigo espírita! Você corre um grande perigo! Se desfaça das mentiras do espiritismo agora mesmo e peça ao Salvador que perdôe você e os seus pecados, os quais nem um milhão de reencarnações poderiam apagar! Só o SANGUE de Jesus Cristo pode expiar os seus pecados!

CONCLUSÃO
O Espiritismo, caro amigo (a), é uma armadilha Satânica para desviá-lo dos caminhos da Salvação em Jesus Cristo. Satanás, desde sua primeira intervenção na história, tem tentado desviar o homem de Deus. Não nos enganemos, Satanás é muito mais esperto do que o homem. Ele fez 4 coisas no Éden:
1.   Pôs em dúvida a Palavra de Deus;
2.   Adicionou a Palavra de Deus;
3.   Subtraiu a Palavra de Deus; e
4.   Modificou a Palavra de Deus;
Foi exatamente isso que o senhor Hippolyte Léon Denizard Rivail fêz. Ele hoje não é mais espírita, porque no lugar onde está, o inferno, prova para ele todos os enganos que ensinou. Para ele é tarde demais, mas não para você!

Em Cristo Jesus