segunda-feira, 26 de novembro de 2012


Refutação das teorias do pr. Rinaldo Martins (I)

REFUTAÇÃO PARCIAL SOBRE MARCOS 16:9-20

É deveras espantosa esta tese erigida pelo senhor! Somente uma pessoa que queira passar pelo ridículo projetaria tal conjectura com o fito de denegrir a imagem dominical. Antes de partirmos para o desmantelar de tão descabida exegese, porém, gostaria de sugerir um pouco mais de perspicácia na montagem de seus argumentos que chegam as raias do absurdo.
Pelo que vejo o sustentáculo de sua tese se firma em três colunas principais, a saber: a crítica textual; as pontuações; e seus preconceitos teológicos. E bom rememorar, que ninguém, até onde sei, nem mesmo os ASD, usaram de tal artimanha por ser de debilidade evidente. Desculpe-me por palavras tão incisivas; mas esta monstruosidade que o senhor inventou é hilariante e se parece muitíssimo as objeções que as Tjs levantam para descartar a Trindade em I João 5:7! Vejamos então:


OS CÓDICES SINAITIC E VATICANO

1. O senhor alega que estes dois versículos não constavam nos melhores manuscritos gregos e em algumas traduções da Bíblia.
A verdade dos fatos é que estes dois versículos não constam apenas em dois manuscritos gregos o sinaitic (ALEFE) e o vaticano (B), (sendo que em outros constam) e mesmo entre estes dois manuscritos existem diferenças e pormenores relevantes.
O Vaticano omite não só Marcos 16:9-20 como também João 7:58 – 8:11 e traz I João 5:7 que dizem ser espúrio e por sua vez não aparece em outros manuscritos. Veja só o grande embaraço que há quando se envolve com critica textual! O senhor rejeitaria tais versos somente por não constarem nestes manuscritos? Demais disso todos os demais manuscritos gregos, e diga-se de passagem, que é uma esmagadora maioria, trazem o final longo de Marcos. Um pormenor importante a salientar, é que neste manuscrito o escriba que o copiou deixou um espaço em branco no lugar dos versículos 9-20, espaço este, segundo os estudiosos, que possivelmente seria para inserir tais versículos, mas não aconteceu não se sabe porque! No entanto isto da a entender que tal escriba, com certeza, sabia da existência destes versículos. Já o Sinaitic (Alefe) apresenta as mesmas dificuldades que o já mencionado Vaticano com espaços reservados no lugar dos referidos versículos e omissão de outras partes do Novo Testamento.

A verdade é que outros manuscritos da mesma época (IV séc.) ou até mais antigos trazem o final longo de Marcos. Não se pode dizer de modo arbitrário que foi uma interpolação tendenciosa feita por um dominguista. Não. Até hoje não se sabe porque foram omitidos apenas destes dois manuscritos gregos. O contrário seria o mais provável, ou seja, alguém que não concordava com o dia de domingo ter omitido de propósito a fim de ocultar o verdadeiro dia da ressurreição! É inconcebível dizer que Marcos acabaria seu evangelho de modo tão abrupto assim no verso 8 como mostra estes dois manuscritos.

2. Os pais da igreja como Irineu, Justino, Taciano, comentam em suas cartas sobre o final longo de Marcos. Ora, se fosse um escriba que tivesse inserido por conta própria tais versos no século IV, como se explica então que escritos muito mais antigos (até 250 anos antes) já os mencionavam? Ex: Taciano (175 d.c). Há evidências muito forte interna e externa que os últimos 12 versos de Marcos 16 constavam no texto grego.

OBS: O senhor cometeu uma gafe ao dizer que “acredita-se que foi algum escriba entre os anos 115-120 AD o autor dessa interpolação.” Como poderia isto se dar se os manuscritos mais antigos datam do III (conservador) e/ou IV séculos?

DA VÍRGULA
Sobre a questão da pontuação, realmente não existia pontuação nos originais. Mas isto é irrelevante mesmo porque a interpretação de uma doutrina e sua perfeita exegese não se da apenas através da gramática textual ou coisa semelhante. O bom exegeta não descarta nunca o costume, a cultura e o pensamento corrente da época do referido texto analisado.

A objeção levantada sobre ter ou não vírgula em Marcos 16:9 é inócua, pois mesmo sem a vírgula o texto permanece com o mesmo sentido. Tal objeção seria válida se soubéssemos como era a entonação da voz que Marcos quis projetar em cima desta passagem. Pois a pontuação apenas ajuda a entender a entonação da voz que ele quis empregar. O fato é que nós não sabemos. Mas tudo indica que realmente a ressurreição se dera no domingo de manhã. Ao contrario do que o senhor alega, os evangelistas frisavam não só a ressurreição em si como também o dia que ela se deu. Vejamos: Uma leitura superficial nos evangelhos mostram que Jesus durante seu ministério sempre declarou que havia de morrer mas ao terceiro (3º) dia ressuscitar. Tanto é, que depois da morte de Cristo os fariseus rogaram a Pilatos que colocassem guardas na porta do sepulcro, para que não se cumprisse a profecia do terceiro dia (Mateus 27:62-66), sendo que Cristo fora crucificado na véspera do sábado, também chamado de “dia da preparação”, a nossa sexta-feira. A preocupação sobre o dia é evidente, pois era a prova cabal de que Cristo era quem realmente dizia ser – o messias. Os inimigos de Cristo sabiam desta importante cronologia, o povo e seus discípulos mais ainda. Um exemplo disso foi quando Cristo apareceu a dois deles no primeiro dia da semana (Lucas 24:1), toda sua esperança girava em torno do terceiro dia, que veio cair no 1º dia da semana (domingo) (cf. Lucas 24:20,21). Veja que eles se reportam às coisas que tinham acontecido: “desde que essas coisas v.21″. Quais eram essas coisas? O verso 20 dá a resposta, ou seja, a condenação e a morte na cruz na sexta feira. Observe que eles dizem que já era o terceiro dia, ou seja, eles esperavam ansiosamente a ressurreição no domingo do terceiro dia, v. 22,23. Daí a importância de mencionar sempre o primeiro dia da semana junto à ressurreição. Não foi por acaso que o domingo é insistentemente mencionado pelos quatro evangelistas. Marcos 16:9 não foge a regra, mas faz parte destas provas de que realmente Jesus ressuscitou no terceiro dia que caiu no primeiro dia da semana, um domingo. Com virgula ou não, não faz diferença. Tudo aponta para o fato de que Cristo ressuscitou no domingo. Nós só poderemos saber realmente se a virgula do verso nove está correta analisando o contexto bíblico. Um exemplo é se mudarmos a virgula em Marcos 16:1 onde reza: ” Passado o sábado, Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para riem ungir o corpo de Jesus” (original)

” Passado o sábado, Maria, Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé, compraram aromas para riem ungir o corpo de Jesus” (fictício)

Percebeu? Inserindo e omitindo virgulas consegui criar duas Marias e colocar Salomé como irmã de Tiago e Filha da outra Maria. Dependendo só da virgula posso criar aberrações como esta acima, mas para saber se tal artifício está errado, eu lanço mão dos mais simples princípios de hermenêutica, ou seja, ler o contexto, a historia, os costumes e a cultura da época para ter uma visão completa do assunto. Seu argumento simplesmente não prevalece, pois não tem força de persuasão e isto é fato.

Muitas outras coisas pertinentes a sua tese poderiam ser comentadas aqui, mas o tempo não me permite. Por enquanto é só!

Refutação das teorias do pr. Rinaldo Martins (II)

Caro Pr. Rinaldo Martins …

Atendendo ao seu apelo, no sentido de visitar seu estudo sobre a questão do domingo no site ” Resplendor”, constatei ser os mesmos argumentos usados por todos os adventistas em geral, não há nada de novo ou que mereça minha atenção especial. Pude constatar outrossim, que minhas conclusões a respeito de adulterar a historia em proveito próprio, estava correta, o senhor não constitui exceção à regra. Os outros tópicos serão discutidos posteriormente devido a falta de tempo. Muito bem, vamos analisar seus argumentos e veremos se conseguem resistir a uma exegese honesta. Não pretendo ser exaustivo mas apenas dar uma pincelada no assunto.

DO COMEÇO

Segundo diz o senhor “a guarda do domingo precede a era cristã, originou na Pérsia”


REFUTAÇÃO: 
Primeiro: A guarda do domingo não originou na Pérsia, pois a própria etimologia da palavra descarta tal hipótese, (domingo = Dia do Senhor). Não se guardava na Pérsia um dia dedicado ao Senhor Jesus. Muito menos se guardava em qualquer religião pagã, um dia de Domingo, mas todos os dias, inclusive o “sábado”, era apenas dedicado (cf. site cacp) a um deus pagão e não guardado em honra ‘aquele deus. Como o dia de saturno (sábado) era dedicado ‘as festas saturnais de orgias.

“e daí, mais especificamente em Alexandria, foi inserida gradativamente, a partir do II século da era cristã, no seio do cristianismo. E com esse sincretismo religioso esse dia tomou ares de dia santo “por isto” ou “por aquilo”, menos por causa da palavra de Deus!”


REFUTAÇÃO:
 O “mais especificamente em Alexandria”, é apenas um modo forçado para ajustar a tese de paganismo e poder joga-la nos pais da igreja em Alexandria, haja vista o mitraismo ter tido inicio na era cristã e ganhado seu apogeu no quarto século D.C. Não há de se falar em sincretismo, pois não há indício forte o bastante para isso. Mande-me por favor o nome de algum apologista ou pai apostólico que inicio esse tal sincretismo? Quando iniciou? Pois o senhor mesmo disse na introdução que iria dar: “e situar também o momento exato em que esse dia passou a fazer parte do mundo cristão” O senhor ainda não deu esse momento exato! Qual o nome deste personagem? Mande-me por favor? Ao que parece seu argumento se baseia apenas no “achismo”! Demais disso, muitos pais da Igreja que não pertenciam a Alexandria era favoravel ao domingo como o dia cristão. Tais como Inácio de Antioquia (107) Irineu (202), não eram de Alexandria e seus testemunhos quanto ao domingo, são muito mais antigos do que o daqueles. Na verdade, Antioquia era uma escola teológica que rivalizava com a de Alexandria quanto a exegese bíblica.

“O 1º dia da semana, séculos depois da criação, passou a carregar sobre si uma solenidade pagã segundo o costume dos antigos babilônicos”


REFUTAÇÃO: 
Ora, será que foi só o primeiro dia da semana? Como o senhor mesmo disse: “Os caldeus atribuíram aos sete dias da semana nomes dos deuses astros ” Todos os dias carregavam esse estigma, ate mesmo o sétimo dia.

“Foi no Egito, em meio a esse costume, que surgiram os primeiros supostos “pais da igreja”, mais precisamente na cidade de Alexandria, são eles Barnabé, Justino “o Mártir”, Clemente e Orígenes. Nesta cidade havia uma escola onde os alunos discutiam seus conceitos. A igreja em Alexandria ficou contaminada com o gnosticismo e pela filosofia grega, adoravam imagens, adoravam o sol e guardavam o primeiro dia da semana (o dia do sol) como especialmente santo. Em contra partida, em outros países a igreja continuava a guardar o sábado bíblico (o dia que recebeu a bênção e santificação direta de Deus”


REFUTAÇÃO:
 Seu paralelismo entre Alexandria – os pais da igreja – mitraismo e domingo e´ de uma debilidade evidente. O que tem a ver esses homens com o paganismo? Dizer que o domingo cristão começou por um sincretismo em Alexandria por causa de Justino, Barnabé e Clemente é argumento pueril! Seu argumento é incrivelmente idêntico ao das Testemunhas de Jeová que forçam ao máximo a historia para combater a doutrina da Trindade (cf. a brochura: Deve-se Crer na Trindade, Sociedade Torre de Vigia). Nesta apostila eles usam os mesmíssimos argumentos dos Adventistas para que os seus adeptos crêem que foi em Alexandria por influencia do paganismo que Atanásio (de Alexandria) furtou costumes das religiões pagãs e introduziu-os no cristianismo inventando assim a doutrina da Trindade.

O pior vem agora! Dizer que eles adoravam imagens!!! Ridículo! Amigo, leia um pouco de historia eclesiástica. Mesmo um pouco de patrologia iria lhe fazer bem! Outra besteira é insinuar que em outros países os cristãos guardavam só o sábado em detrimento do domingo. Quais eram estas igrejas ? Especifique por favor? Onde eles guardavam só o sábado? Desafio lhe a me mostrar um só exemplo? Dizer que muitos vieram do paganismo não é novidade alguma! Mas quando estes homens se convertiam, voltavam-se contra o sistema pagão do qual vieram (cf. as obras apologéticas de Tertuliano, Irineu, Origines, Justino, ad infinitum…) Eram obras combatendo o paganismo, Gnosticismo, Mitraismo e outros.

“O afirmado aqui tem respaldo histórico, a saber, falando sobre esse período, Sócrates, historiador do quinto século, disse: “Conquanto quase todas as igrejas do mundo celebrassem os sacramentos aos sábados, cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, por causa de alguma tradição, deixaram de fazer isto” (grifo é meu), Eclesiastical History, tomo V, cap.2, em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.a série, vol. 2, pág. 132.”


REFUTAÇÃO:
 É realmente de causar espanto o referido acima. “Respaldo histórico” , muito bem! Vejamos se ele aguenta uma acurada investigação textual! Parece que este testemunho é de muito valia para o senhor, haja vista te lo citado duas vezes no site.
Comentarei mais adiante.


DOS TESTEMUNHOS DA HISTORIA

O senhor catalogou alguns “testemunhos” históricos para reforçar sua tese querendo aparentar seriedade e veracidade em seus argumentos. Todavia não passam de adulterações, distorções e evasivas que ao contrario do que o senhor pensa, não o ajudam em nada, mas depõe contra o senhor. Vamos então aos “testemunhos”.
“O povo de Constantinopla e de outras cidades, congrega-se tanto no sábado como no dia imediato; costume esse que nunca é observado em Roma, nem em Alexandria”, Eclesiastical History, livro VII, cap. 19.”


REFUTAÇÃO:
 Este depoimento é de Hermas Sozomeno, historiador do IV séc. O depoimento assim como os demais foi truncado dando a entender que as igrejas de Roma e Alexandria eram as únicas a não observar o sábado. Dando uma aparente ajuda a tese das influencias do Mitraismo nestas duas cidades.
Todavia o que se observa lendo o livro dentro de seu respectivo contexto é que longe de insinuar isto, o que ele discute é algo totalmente aleatório ‘a guarda sabática. O verdadeiro assunto no capitulo 19 é sobre as diferenças de tradições entre todas as igrejas quanto a celebração DA PÁSCOA E NADA MAIS.

Vejamos o que ele diz realmente lendo os contextos imediatos: “Não são as mesmas assembleias em todas as igrejas no mesmo tempo ou da mesma maneira. As pessoas de Constantinopla, e quase em todos os lugares, congrega-se no Sábado, como também no primeiro dia da semana costume este que nunca é observado em Roma ou em Alexandria. Há várias cidades e aldeias no Egito onde, ao contrário do uso estabelecido em outros lugares, as pessoas se congregam nas noites de Sábado e participam dos mistérios. As mesmas orações e salmos não são recitados nem mesmo as leituras são as mesmas nestas ocasiões.” O que se observa são as diferenças de costumes quanto aos jejuns aos sábados, santa ceia, períodos de tempos (noite e dia) sobre a celebração da Páscoa e não tem a menor evidencia de guarda sabática. Neste livro ele faz uma nítida diferença entre o dia do Senhor (domingo) e o sábado judaico.

“João Cássio, em fins do século segundo escreveu: “Pelo que, exceto as horas canônicas e noturnas, não há reuniões públicas diurnas, entre eles, a não ser aos sábados e domingos, quando às nove horas se congregam para a comunhão”. Institutes, tomo II, cap. 18.”


REFUTAÇÃO:
 Joannes Cassianus historiador do IV séc. Novamente não há indicio algum de guarda sabática, mas apenas sobre o Horário sagrado dos monges egípcios celebrar suas reuniões religiosas. Sendo que eles consideravam a hora nona como separada por Deus na Bíblia (cf. Bíblia) e aproveitavam para se congregarem a fim de cear. Novamente este testemunho saiu pela culatra, pois reunirem-se as nove horas no sábado não quer dizer absolutamente nada. Ate´mesmo eu faço isto, e com este exemplo não quero dizer que guardo o sábado! O livro correto onde isto se encontra e´livro III cap. 2. O que o contexto diz claramente lendo o livro, e´que eles reuniam-se em certos períodos de tempo para seus afazeres seculares e religiosos e aos sábados pela manha em horário diferente.

“Nas “Constituições Apostólicas”, escritas entre fins do século terceiro e início do quarto, diz o seguinte “Guarda o sábado e a festividade do dia do Senhor, porque o primeiro é a memória da criação, e o último, da ressurreição”. Livro 7, cap. 23″


REFUTAÇÃO:
 Mais um testemunho que não ajuda em nada os adventistas, posto que se trata de jejuns e não da guarda deste ou daquele dia. Vejamos na integra:
“Mas não jejue como os hipócritas; porque eles jejuam no segundo e quintos dias da semana. Mas, ou você jejua os cinco dias inteiros, ou no quarto dia da semana, e no dia da Preparação, porque no quarto dia o Senhor foi condenado, Judas que prometeu trai-lo por dinheiro; e você tem que jejuar também no dia da Preparação, porque naquele dia o Senhor sofreu a morte da cruz debaixo de Pôncio Pilatos. Mas mantém o Sábado, e o festival do dia do Senhor; porque o anterior é o comemorativo da criação, e o posterior da ressurreição. Mas há pessoas que observam o Sábado o ano inteiro, pois neste nosso Senhor foi sepultado no qual os homens deveriam jejuar mas não comemorar uma festividade.”

Novamente nada da a entender que aquelas igrejas tinham que observar o sábado judaico, mas apenas jejuar nestes dias que antecediam a páscoa.

“Conquanto quase todas as igrejas do mundo celebrassem os sacramentos aos sábados, cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, por causa de alguma tradição, deixaram de fazer isto” (grifo é meu), Eclesiastical History, tomo V, cap.2, em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.a série, vol. 2, pág. 132.”


REFUTAÇÃO:
 E bom frisar que Sócrates nem de longe quer dar margem a guarda sabática, mas ele reporta-se apenas as diferenças na comemoração da páscoa. E sabido que nos primeiros séculos ouve não pouca divergência quanto o dia exato para se comemorar a páscoa. As igrejas estavam divididas quanto a isto, umas diziam que era no 14 Nisan de acordo com o calendário judaico, outras porem afirmavam que era no dia imediato, ou seja no domingo. Sócrates ainda diz que os que preferiam o sábado do 14 Nisan alegavam terem recebido esta tradição do apostolo João, enquanto os outros como Roma e Alexandria alegavam te la recebido dos apóstolos Pedro e Paulo. Este é o significado da palavra tradição neste trecho. Nem Sócrates, nem qualquer historiador insinua a guarda do sábado pelas igrejas primitivas. Muito pelo contrario, Sócrates chega a declarar nos capítulos antecedentes que nós não estamos sujeitos ao sábado, pois este foi apenas sombra do que havia de vir.

Sobre Constantino e o decreto dominical, não comentarei por estar devidamente explicado em meu estudo “Domingo, dia do Senhor ou Dia do sol ?” Também quanto ao Concilio de Laudiceia, não há nenhuma obrigação quanto a guardar o domingo, mas as sanções eram quanto a judaizar , ou seja, não voltar a lei de Moises juntamente com o sábado judaico. “Depois os Conciliares de Laudiceia tiveram o cuidado de acrescentar as palavras “se possível”, o que tira o caráter de obrigatoriedade da guarda do domingo”. (A Verdade sobre o Sábado, pág. 49 – S.V Milton)

Diante de tudo isto desafio o senhor a retificar essas incoerências históricas em seu estudo, creio firmemente que não foi por desonestidade que as inseriu lá, mas por falta de investigação. Já virou uma tradição citar historiadores fora do contexto entre os adventistas!

DO PRINCIPIO DA APOSTASIA

Já estou acostumado com toda esta balela sobre apostasia. Alias este é um dos pilares exegéticos do Jeovismo e Mormonismo e Cia. para apoiar suas teorias. Agora gostaria de comentar algo interessante que o senhor disse:
Nesse período, pouquíssimos tinham acesso às Escrituras, a maioria dos cristãos “comiam com as mãos dos outros”. Porém, após a reforma, as cadeias foram quebradas e povo pode, por si mesmo, investigar as Escrituras e aos poucos foi brotando novamente aqui e acolá remanescentes da igreja primitiva.

Pelo que pude entender o senhor afirma que devido a reforma protestante muitos puderam investigar por si as escrituras e voltar ao sábado. Mas o irônico de tudo isso é que os próprios reformadores que foram levantados por Deus, e eram letrados e estudados, era a favor da guarda do domingo e contra o sábado. Interessante não!!


DO MITRAÍSMO
Toda esta historia de Mitraismo não convence. Essa religião de mistérios era tão parecida com o cristianismo que muitos estudiosos ateus usam deste artifício para tentar “provar” que Jesus nunca existiu, mas foi apenas uma copia destas religiões, levada a cabo pela Igreja. O tal sincretismo não prevalece pois os pais da Igreja detestavam e combatiam essas religiões pagãs, como pois então poderiam copiar algo que eles mesmos combatiam ? A tentativa de criar uma origem pagã para o domingo usando de ponta, o Mitraismo e os pais da Igreja, é algo desonesto e aviltante.
Todavia devo admitir que os historiadores estão com a razão quanto a sobrevivência das influências exteriores do mitraismo no Catolicismo, como nas vestes dos sacerdotes, nas palavras, nos nomes etc… Já as influencias interiores permaneceram em seitas como dos Maniqueístas e outras.

por Prof. Paulo Cristiano da Silva CACP

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