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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Como a Tradução do Novo Mundo agrada os Adventistas

O Titã Adventista Leandro Quadros chama a Tradução do Novo Mundo de ‘uma deturpação das Escrituras’... ops! (AQUI). Todos nós sabemos que as Testemunhas de Jeová são filhos legítimos, embora deserdados, da ideologia Adventista.


Na minha leitura do livro oficial de crenças Adventistas, o Nisto Cremos, encontrei como a TNM serve (ou serve-se?) a interpretação Adventista sobre Lucas 23.43. Observe o que os eruditos adventistas dizem:

“A promessa de Cristo ao ladrão. Cristo prometeu ao ladrão, na cruz: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Luc. 23:43). O paraíso é obviamente sinônimo do Céu (II Cor. 12:4; Apoc. 2:7). Do modo como aparece a tradução de Lucas, ela significaria que Jesus iria aquele mesmo dia à presença do Pai, e o mesmo aconteceria com o ladrão. Entretanto, na manhã da ressurreição Cristo disse a Maria, quando esta se prostrou a Seus pés para adorá-Lo: “Não Me detenhas; porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai ter com os Meus irmãos e dize-lhes: Subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus” (João 20:17). Que Jesus permaneceu na sepultura durante o fim de semana, torna-se claro pelas palavras do anjo: “Vinde ver onde Ele jazia” (Mat. 28:6). Poderia Cristo contradizer a Si próprio? De modo nenhum. A solução para compreensão desse texto envolve um problema de pontuação. A inserção de pontuações e divisões de palavras pode ocasionar grandes diferenças no significado do texto. Os tradutores da Bíblia utilizaram seu melhor julgamento para colocar os sinais de pontuação, mas o seu trabalho certamente não é inspirado. Se os tradutores, que em geral realizaram excelente trabalho, houvessem colocado a vírgula depois de hoje (o “que” não aparece no original) em vez de colocá-la antes, esta passagem não ofereceria contradição ao restante dos ensinos das Escrituras. As palavras de Cristo, entendidas adequadamente, seriam: “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso.” Em harmonia com os ensinos bíblicos, Jesus assegurou ao ladrão que ele estaria com Cristo no Paraíso – uma promessa que será cumprida imediatamente após a ressurreição dos justos por ocasião do Segundo Advento.”


Leia como Corpo Governante das Testemunhas de Jeová traduziu corajosamente esse texto:

“E ele lhe disse: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no paraíso.” Lc 23.43 na TNM.

Numa nota da Bíblia com Referências, p. 1228, o Corpo Governante ainda recorre a uma versão Siríaca do séc. V. que diz:

“Amém, eu te digo hoje que comigo estarás no Jardim do Éden.”

Pois bem, vamos examinar os argumentos do Nisto Cremos:


1) ‘A tradução tradicional de Lc 23.43 é contrária ao ensino da Escritura’: Uma prática covarde das seitas é jogar a tradução da Bíblia contra a própria Bíblia. Nesta empreitada, obviamente, deixaríamos a tal tradução. Sendo que um processo psicológico é dinamizado com tal raciocínio, o argumento acima na verdade leva as pessoas a terem que escolher uma, entre duas opções. O ensino bíblico ou a tradução da Bíblia!? O engano é que ao identificar um suposto problema, resoluções auto-excludentes são adotadas. Acreditamos, como cristãos, que a ‘harmonia’, com um espírito piedoso e submisso ao Deus da verdade, deve ser identificado. SE FOSSE o caso. Porém, não existe problema algum entre a tradução de Lc 23.43 e o ensino da Escritura. Dois ensinos das Escrituras nos confirmam a Tradução tradicional, além do próprio contexto imediato: A) Se você crer na imortalidade da alma, como nos ensina a Bíblia (Ap 6.9,10) não existe o tal problema. B) O que a Bíblia diz sobre paraíso no NT (2 Co12.4; Ap 2.7).

 
2) A parábola do Rico e Lázaro: Devemos notar que além do ensino geral das Escrituras sobre a imortalidade, (quer seja o termo alma/espírito ou o ‘eu imortal’) o autor Lucas tinha em mente algo muito claro quando escreveu ‘paraíso’ estando vinculado com o após morte. No capítulo 16. 19-31 de seu evangelho ele disse escreveu sobre isso. O versículo 22 nos diz: “Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abrão; morreu também o rico e foi sepultado.”

3) Jesus subiu após Ressurreição: O texto bíblico é claro. Jesus disse, ‘não subi para o meu Pai’ (Jo 20.17). Não precisa de nenhuma ginástica mental para perceber que O Cristo Ressurreto, o Homem glorificado, não havia subido. E esse ‘subir’ não era o que os Adventistas e Testemunhas de Jeová querem. Cristo estava dizendo aos seus discípulos: ‘Ainda estou convosco, não fui embora para meu Pai, estou indo para ficar com Ele, no entanto ainda estou convosco, mas irei para Aquele que é vosso Deus e Pai também!’

 
4) A gramática grega: Nem os Adventistas nem as Testemunhas de Jeová (e algumas vezes os Espíritas), podem valer-se da gramática grega para consolidar a tradução de Lc 23.43 como almejam. Mas algo que deve nortear a decisão do uso de pontuação no caso em apreço é o porquê Jesus usou a palavra “Hoje”. Observe que o ladrão faz um pedido para o futuro “Lembra-te de mim quando entrares no teu reino.” A resposta de Jesus correspondeu a esse pedido. Considerando que Jesus entrou no Reino celestial naquele dia. Lucas nos conta: “... Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E dito isto, expirou...” (versículo 46) Até mesmo o ladrão morreu naquele dia (Jo 19.30-33).



• Podemos perceber assim que o “hoje” era quando Cristo daria o que o ladrão pediu, não quando estava respondendo o ladrão!



CONCLUSÃO

O que pretende os Adventistas atacarem a tradução tradicional de Lucas 23.43, e o ensino bíblico da imortalidade da alma? Infelizmente manter os ensinos de Ellen White. A profetisa ensinou isso! Logo, eles devem ensinar isso, custe o que custar... Até mesmo jogar todo o cristianismo protestante no escopo ‘babilônico’, e duvidar de traduções bíblicas que foram produzidas por servos fieis do SENHOR, como foi o caso do Protestante Reformado, João Ferreira de Almeida.

http://mcapologetico.blogspot.com.br/2012/06/como-traducao-do-novo-mundo-agrada-os.html

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