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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fuja da aparência do mal!!

No Novo Testamento há vários mandamentos relativos 
à fuga do mal. A Palavra de Deus nos ordena a fugirmos — a nos desviarmos, a escaparmos — dos pecados, pois a única coisa que pode nos afastar do amor de Deus, endurecendo o nosso coração, é a permanência no pecado (Hb 3.12-14). Por isso, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, afirmou: “Fugi da prostituição” (1 Co 6.18); “fugi da idolatria” (1 Co 10.14); “saí do meio deles” (2 Co 6.17); “foge destas coisas” (1 Tm 6.11); “Foge também dos desejos da mocidade” (2 Tm 2.22), etc.

Precisamos correr, fugir, escapar dos falsos ensinamentos propagados pelos enganadores que estão “entre nós” (At 20.28-30; 2 Pe 2.1). Os falsos evangelhos são as falsas boas novas; as verdades misturadas com mentiras; os acertos e erros mesclados; é leite contaminado (1 Pe 2.1,2).

Você só não deve fugir do Diabo, e sim resisti-lo. Mas, para fazer isso, deve se sujeitar a Deus (Tg 4.7). Quem se submete ao Senhor, foge dos falsos evangelhos, contrários ao Evangelho de Cristo.

Fuja do evangelho experiencialista, baseado em experiências exóticas, em revelações obtidas depois de pretensas visitas ao Céu e ao Inferno e em técnicas psicológicas, como a regressão até o ventre materno (Dt 13.1-4; Jo 10.41).

Fuja do evangelho antropocêntrico, pelo qual o ser humano é tacitamente endeusado e estimulado a confiar mais na autoajuda do que na Ajuda do Alto (1 Pe 5.6; Fp 4.11-13).

Fuja do evangelho da prosperidade, pelo qual enganadores, webenganadores e telenganadores, abrindo mão do tesouro celestial (Mt 6.19-21), enriquecem e levam cativas pessoas enganadas, webenganadas e telenganadas, as quais deixam de usufruir do grande tesouro da salvação (2 Co 4.7).

Fuja do evangelho ecumênico, que valoriza um falso amor, mal direcionado, centrado em interesses próprios, abrindo mão da Verdade (Jo 14.23).

Fuja do evangelho cessacionista, pelo qual se afirma que a multiforme manifestação do Espírito Santo cessou, desprezando as profecias e extinguindo o Espírito (At 2.39; 1 Ts 5.19-21).

Fuja do evangelho neopentecostal, que banaliza os dons, ministérios e operações do Espírito Santo, levando incautos a pensarem que podem profetizar a qualquer hora, como bem entendem, e manipular a manifestação sobrenatural do Espírito (1 Co 14).

Fuja do evangelho farisaico, legalista, propagado e seguido por muitos líderes que “coam mosquitos”, mas “engolem camelos”, verberando contra efemeridades, sem ver “traves de madeira” enormes em seus próprios olhos (Mt 23).

Fuja do evangelho do entretenimento, que oferece toda a diversidade mundana num contexto “evangélico”, como apresentações de vale-tudo, shows de hip-hop, street dance, etc. (Rm 12.1,2; Tg 4.4).

Se você quer verdadeiramente ser vencedor até o fim, fuja de todos os falsos evangelhos e atente para o que está escrito em 1 Coríntios 15.1,2: “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão”.

Texto do Irmão Ciro Zibordi

Veja o vídeo.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Juízo Investigativo - É Condizente Com a Bíblia?

O adventistas do sétimo dia (ASD) ensinam que em 22 de outubro de 1844, Jesus Cristo saiu do lugar santo do "Templo Celestial" e entrou no lugar santíssimo, onde passou a fazer uma obra que denominam "juízo investigativo", que consiste em remover dos livros no céu os pecados ali registrados de cada ser humano que se arrependeu e creu em Cristo.

O problema maior deste ensino está no fato de que se Cristo está agora, no céu, removendo o pecado, o que Ele fez na cruz? Será que foi apenas parcial o sacrifício do calvário?

Para os adventistas do sétimo dia o calvário foi apenas uma etapa. Vejamos seu ensino oficial: o teólogo e historiador adventista C. Mervyn Maxwell assim o descreve: "ao terem os pecadores ao longo dos séculos buscado o perdão, Jesus tem levado o pecado dos registros de seus pecados confessados ao lugar santo, onde tem contaminado o santuário celestial...A purificação do santuário agora em processo é verdadeiramente uma grande obra de reconciliação; não é nada menos que a remoção final e eliminação de todo pecado que separa o povo de Deus de si mesmo" (História do Adventismo - p. 66).

Note bem o que a Bíblia diz sobre estes ensinos: "Doutra maneira necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo, mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou para ANIQUILAR o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação" (Hb 9.26,28). Veja bem, Cristo de uma só vez - na cruz - ANIQUILOU o pecado daqueles que confiam nele, portanto, não há necessidade de se "purificar o santuário celestial" porque os pecados confessados por meio de Cristo já não existem, foram aniquilados.

Outra questão: Pode haver algo impuro no céu? Os adventistas respondem que sim: "Pode-se dizer que mesmo as 'coisas celestiais', na extensão em que personificam as condições da futura vida do homem, adquiriram pela queda alguma coisa que necessitava ser purificada" (Nisto Cremos - p. 417 - livro oficial de doutrinas da igreja adventista). A Bíblia, no entanto, diz que não: "E ali haverá um alto caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele" (Is 35.8). Pense bem, a onde a Bíblia afirma que a queda do homem afetou o céu? A queda afetou a terra, e o próprio homem, mas nunca a habitação de Deus e dos santos anjos; este ensino é anti-bíblico e contraria a clara distinção apostólica entre as coisas da terra - contaminadas pelo pecado, e as do céu - incontaminadas, puras (Tg 3.15; 1 Co 15.47-50).

Voltemos a declaração de Maxwell, segundo ele o juízo investigativo é "verdadeiramente uma grande obra de reconciliação". A Bíblia afirma que "Deus nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo", "Agora contudo vos reconciliou no corpo de sua carne, pela morte" (2 Co 5.18; Cl 1.21,22). Ou seja, biblicamente a reconciliação já se deu, o verbo está no passado, foi na cruz, não há mais obra de reconciliação, nós já fomos "reconciliados com Deus pela morte de seu Filho", "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (Rm 5.10; 2 Co 5.19). Portanto, não há nenhuma razão para o suposto "juízo investigativo".

Este ensino é perigoso pois é contrário as Escrituras no tocante a completeza da obra expiatória de Cristo e a segurança de salvação. A Bíblia nos diz: "Quem crer e for batizado será salvo" (Mc 16.16). Já os defensores do "juízo investigativo" ensinam: "Este julgamento, que ratifica as decisões quanto a quem deverá estar entre os salvos e quem estará entre os perdidos" (Nisto Cremos - p. 418). Ou seja, sua decisão por Cristo nada vale neste contexto, mas, graças a Deus pela Bíblia que nos afirma: "Arrependei-vos, pois e, convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados" (At 3.19).

Para o adventista fiel a cruz não foi suficiente, e ele não pode ter, aqui e agora, certeza absoluta de sua salvação, pois Ellen G. White, profetisa adventista, ensinou: "Pela sua morte iniciou a obra, para cuja terminação ascendeu ao céu" (O Grande Conflito - Edição Condensada - p. 290). Já o cristão bíblico crê nas palavras de seu Mestre: "Está consumado" (Jo 19.30), não há "terminação" a fazer, já está terminado. Graças a Deus!

Os adventistas ainda afirmam que o tal "juízo investigativo" é necessário, pois muitos começam mas desistem da fé cristã pelo meio do caminho. Quanto a isto, sabemos que Deus anuncia "o fim desde o princípio" (Is 46.9-11), Ele não precisa investigar pois já conhece a decisão de cada um. Jesus chegou a afirmar: "Eu sou o bom pastor; CONHEÇO as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim" (Jo 10.14), portanto, na mente de Deus e de seu Filho não há nenhuma dúvida quanto a quem é ou não salvo, daí dispensasse o erro chamado de "juízo investigativo".

Outro argumento é que, com o "juízo investigativo" Deus mostra a sua justiça aos anjos, não restando dúvidas sobre o Seu caráter. Ora, depois de Deus não ter poupado "nem mesmo a seu próprio Filho" (Rm 8.32-39), restaria na mente de qualquer criatura celestial dúvidas sobre o santo caráter de Deus? Creio que não.

Mas você pode estar se perguntando: Se, como vimos, esta doutrina não tem respaldo bíblico, como ela surgiu então?

Tudo começou quando Guilherme Miller, um batista, a princípio não muito interessado em religião, tornou-se um pregador. Ele leu em Daniel 8.14: "Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado", com grande dose de imaginação e com pouco conhecimento hermenêutico (Os 4.6), chegou a conclusão inicial de que Jesus voltaria a terra "por volta do ano de 1843" (História do Adventismo - p. 13), como ele descobriu esta data? Baseando-se em Ezequiel 4.6,7 onde se lê: "um dia te dei por cada ano", Números 14.34 - "por cada dia um ano" e Levítico 25.8 - "contarás sete semanas de anos", Miller afirmou então que os 2300 dias de Daniel, eram 2300 anos literais. Partindo da suposta data do decreto de Artaxerxes para restaurar Jerusalém em 457 AC, chegou a 1843. No inicio de 1843, Miller mudou seus cálculos, afirmando agora que Jesus deveria voltar entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844 (História do Adventismo - p. 26). Como Jesus não voltou em 1843 e nem em março de 1844, os "milleritas" ou primeiros "adventistas" marcaram uma terceira data: o dia da expiação judaico de 1844, que naquele ano caiu em 22 de outubro (História do Adventismo - p. 29-34). Jesus novamente não veio. Veja Deuteronômio 18.22. Daí então, para justificar o grosseiro erro de interpretação bíblica, criou-se entre alguns adventistas milleritas a interpretação que em 22 de outubro de 1844, Jesus entrou no lugar santíssimo do templo celestial, começando assim, a tal purificação do santuário de Daniel 8.14.

Um dos "inventores" desta "nova" interpretação fora o irmão Crossier, que mais tarde reconheceu o seu erro de interpretação bíblica (Apostila: Ellen Gould White - Mulher falível ou falsa profetisa? - p. 7). A mente mais simples pode notar que esta doutrina surgiu da necessidade de se explicar grosseiros erros de interpretação bíblica, infelizmente nem todos tiveram a honestidade e a humildade do senhor Crossier em admitir seus erros, criando assim, doutrinas de conveniências que não passam de desculpas para suas falhas.

O grande problema dessa doutrina, está em sua raiz errada. Para interpretar um texto simbólico - Daniel 8.14, os adventistas usaram e usam até hoje o método literal dia/ano (Seminário: As revelações do Apocalipse, p. 83-87).

Agora, vejamos os textos em que eles se baseiam para isto: Nm 14.34 - este texto fala da punição de Deus a Israel pela falta de fé dos espias enviados por Moisés e do povo, não fala de contagem de tempo profético (basta ler o contexto - Nm 14.26-45); Lv 25.8 - aqui o texto está falando sobre o "ano do jubileu" (Lv 25.8-55) e não sobre profecia; Ex 4.6,7 - aqui o texto fala de uma profecia específica (capítulo 4) que o profeta Ezequiel entregou sobre o cerco de Jerusalém, porém, não pode ser aplicado a outras profecias. Pois senão vejamos, Jesus declarou profeticamente: "Derribarei este templo, e em três dias o levantarei" (Jo 2.19), se fossemos interpretar como fazem os adventistas, teríamos que crer que Jesus ficaria três anos na sepultura, pois o templo a que Ele se referia era o seu próprio corpo (Jo 2.21). Isto não aconteceu, os três dias proféticos, neste caso, se cumpriram literalmente (veja Lc 24.7).

Como os adventistas do sétimo dia explicam a não vinda de Jesus Cristo em 22 de outubro de 1844? Este fato eles chamam de "grande desapontamento" e baseando-se em uma interpretação novamente duvidosa de Lc 24.21 e ap 10.9-11 afirmam que Deus permitiu que eles se equivocassem sobre a interpretação de Daniel 8.14, afirmam ainda que isto estava até mesmo profetizado (Seminário: As revelações do Apocalipse - p. 86) e compararam esta experiência com a dos discípulos a caminho de Emaús. O fato é que, existe uma diferença substancial: os discípulos de Emaús tinham a doutrina correta que se cumpriu cabalmente (Lc 9.22), eles poderiam ter perdido a fé nela ou até mesmo dela ter se esquecido, mas a doutrina de Jesus cumpriu-se como fora anunciada, já no caso dos milleritas isto não aconteceu, sua doutrina fora alterada várias vezes para se adaptar a novas circunstâncias e não houve o cumprimento cabal da mesma. Novamente fica demonstrado a inexatidão da interpretação adventista.

Outro erro de cálculo interpretativo pode-se demonstrar nesta profecia. Para os adventistas Daniel 9.23-27 é "o selo de garantia dos 2300 dias" (Seminário: As revelações do Apocalipse - p. 83). Entendem eles a expressão "setenta semanas estão determinadas", como que estas setenta semanas sendo extraídas ou cortadas dos 2300 dias e sendo a prova visível de sua autenticidade.

Usando outra vez o princípio dia/ano (que já demonstramos ser errado), os adventistas concluem que seriam sete semanas de anos literais onde seriam construídas as praças e muros de Jerusalém, o que, segundo eles, ocorreu em 408 AC e mais sessenta e duas semanas de anos literais até que se manifestasse o Messias, o que, segundo eles, nos leva ao ano de 27 AD, data em que Jesus foi batizado e iniciou o seu ministério público (Seminário: As revelações do Apocalipse - p. 84).

Aparentemente está tudo correto, mas olhemos mais a fundo esta questão. Daniel 9.25 nos diz: "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Messias, o príncipe, sete semanas, e setenta e duas semanas". Ou seja, até a vinda do Messias deveria se cumprir o tal tempo, se fossemos interpretar como os adventistas do sétimo dia, esta profecia não teria se cumprido no tempo certo, pois Jesus não se tornou o Messias com o seu batismo, Ele já o era desde seu nascimento (Mt 1.20-23), uma vez que a profecia diz "até ao Messias" é obvio que deveria ser até o seu nascimento. Onde está então o erro? Na interpretação literalista e conveniente dos adventistas.

Agora note alguns erros de cálculo: se os 2300 dias começaram, como dizem os adventistas, em 457 AC; se cada dia profético equivale a um ano literal (já demonstramos que isto é errado); calculemos, os 2300 dias se cumpririam em 1843, portanto, a profecia adventista atrasou um ano. Veja, eles argumentam que o "decreto" (Dn 9.23-27) alcançou Jerusalém no outono de 457 AC (Es 7.8), mas note que Dn 9.25 diz que se deve contar "desde a saída da ordem" e não desde a chegada em Jerusalém, portanto, a saída da ordem foi na primavera de 457 AC, e se Jesus fosse realmente entrar no lugar santíssimo do templo celestial, à moda adventista, teria que ser, considerando o cerimonial típico do Antigo Testamento (Lv 16.29-34), no "yom kipur" (dia da expiação) de 1843 e não no de 1844. Por que então o atraso? Os anjos oficiantes estavam de greve? Não, o problema está nas falhas de cumprimento dos cálculos adventistas que foram mudados no mínimo três vezes (História do Adventismo - p. 30).

O mesmo erro se encontra quanto ao Messias, se interpretarmos, como fazem os adventistas, Daniel 9.25, daria um total de sessenta e nove semanas proféticas para o Messias, o que pelas contas deles dariam 483 anos literais. Partindo então, de 457 AC chegaremos ao ano 26 AD e não em 27 AD (isto sem considerar possíveis erros de quatro a seis anos no nosso calendário, o que aumentaria ainda mais o erro adventista), o que aconteceu em 26 AD com Jesus, o Messias? NADA que a Bíblia relate, portanto, aqui está, mais um erro de hermenêutica mal feita, adotada pelo adventismo. Principalmente se notarmos que, a ordem para a reconstrução de Jerusalém só saiu, de fato, no ano 445 AC segundo vemos em Neemias 2.1-8, o que derruba toda "teologia" adventista, pois aí as 2300 tardes e manhãs, segundo o absurdo método dia/ano deles, daria em 1855, aí, então, não haveria mais "grande desapontamento", passaria a ser o que verdadeiramente é: A GRANDE DESCULPA MENTIROSA.

O que queremos demonstrar com estes cálculos e com o aprofundamento nas profecias favoritas dos adventistas do sétimo dia? Queremos mostrar que "nem tudo o que reluz é ouro". Não é o fato de uma pessoa citar muitas passagens bíblicas que aparentemente se completam e nem o fato de você não ter resposta imediata aos sofismas de outros, que o que eles pregam é a verdade. Dou aqui meu testemunho pessoal: fiquei por volta de dez anos, do primeiro momento que tomei conhecimento da interpretação adventista de Dn 8.14 até poder compreender suas falácias. Neste tempo, por vezes, procurei ajuda de pastores e seminaristas para achar a resposta da questão. Só quando tive contato mais direto com os adventistas é que notei quão falazes são seus argumentos. Assim também o é com outras seitas como os mórmons, e todos aqueles grupos heterodoxos que permeiam nosso cotidiano.

Portanto, caro leitor, quando você passar por esse tipo de problema, principalmente se você for evangélico, recomendo a leitura acurada e crítica da Bíblia, bem como a oração, mas acima de tudo recomendo a paciência, pois para tratar com doutrina duvidosa "a pressa é inimiga da perfeição (verdade)".


OBRAS DE REFERÊNCIA DESTE CAPÍTULO:

- Bíblia Sagrada. Edição Revista e Atualizada no Brasil - 2ª edição - Sociedade Bíblica do Brasil.
- Bíblia Sagrada. Edição Revista e Corrigida - Imprensa Bíblica Brasileira.
- MAXWELL, C. Mervyn História do Adventismo. Casa Publicadora Brasileira - 1ª edição - 1982.
- Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira - 2ª edição - 1990.
- WHITE, Ellen G. O Grande Conflito. Edição condensada. Casa Publicadora Brasileira - 4ª edição - 1994.
- Apostila: Ellen Gould White - Mulher falível ou falsa profetisa? Instituto Cristão de Pesquisa.
- Livro Texto do Seminário: As revelações do Apocalipse.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PERGUNTAS SOBRE O JUIZO INVESTIGATIVO E SANTUÁRIO   -   Desmond Ford

Desmond Ford, um escritor de renome e que foi adventista por vários anos passou a questionar as duas principais doutrinas ensinadas pelo adventismo: A  doutrina do Juízo Investigativo e a do Santuário Celestial. Essas doutrinas são expostas no livro O GRANDE CONFLITO,  escrito por Ellen Gould White. Divergindo dos ensinos expostos, Desmond Ford escreveu um livro com o título DANIEL 8.14 em dois volumes. Nesse livro  Desmond lança contestação sobre os dois principais ensinos adventistas.

Vejamos as perguntas formuladas aos adventistas pelo referido escritor. Cabe aos adventistas responderem as perguntas levantadas.

1.É bíblico ensinar que obra da redenção realizada por Cristo, reconciliando a raça humana com Deus e removendo a culpa do pecado, não foi concluída na cruz?

2. É bíblico ensinar que perdão de pecados não tem o mesmo sentido que cancelamento de pecados? 

3. É bíblico ensinar que Atos 3.19 seja de alguma forma diferente de Atos 2.38?

4.É bíblico ensinar que o cancelamento de pecados de Atos 3.19 se aplica ao futuro ao passo que, o cancelamento de pecados de Atos 2.38, se aplica ao presente?

5.É bíblico ensinar que 1 Pedro 4.17 se aplica a um evento milênios mais tarde e não ao teste de sofrimento da igreja nos dias de Pedro?

6.É bíblico ensinar que 1 Timóteo 5.24-25 se aplica a um Juízo Investigativo milênios depois do tempo em que Paulo escreveu estas palavras?

7.É’ bíblico ensinar que o Novo Testamento ensina algum lugar um Juízo Investigativo prolongando-se  até a  um pouco antes da segunda vinda de Jesus?

8.É bíblico ensinar que a purificação do Santuário mencionada em Hebreus 9.23 tinha relação com um evento futuro e não com um evento passado? 

9.É bíblico ensinar que a purificação do santuário celestial mencionada em Hb 9.23 é qualquer coisa menos a purificação de pecados mencionada em Hebreus 1.3  - especificamente a morte de Cristo pelos pecados do mundo? 

10. É bíblico ensinar que Hebreus 9.6-12, ao abordar o significado dos dois compartimentos,  se aplica primeiro como um tipo do ministério celestial de Cristo e, o segundo, a um ministério ainda milênios no futuro?

11. É bíblico ensinar que Hebreus 9.6-12 não estava ensinando que o primeiro compartimento simbolizava o tempo do Antigo Concerto e que,  o segundo, o tempo do Novo Concerto?

12. É’ bíblico ensinar que Hebreus 9.23  aponta para purificação do santuário celestial ocorrida em 22 de outubro de 1844 e não para a cruz?

 13. É’ bíblico ensinar que “o interior do véu” (Hebreus 6.19-20) significa o primeiro compartimento separando o átrio do lugar santo e não ao véu que separava o lugar santo do  santo dos santos?

14. É’ bíblico ensinar que  o lugar santíssimo (ta hagia) de Hebreus 9.8 não é equivalente ao segundo compartimento mencionado em Hebreus 9.7?

15. É’ bíblico ensinar que embora Hebreus 13.11 esteja falando do “dia da expiação” e do sacrifício da oferta pelo sumo sacerdote,  no texto , “tá agia” não signifique o “lugar santíssimo”? 

16. É’ bíblico ensinar que Cristo entrou num santuário de dois compartimentos no céu e não no próprio céu (Hebreus 9.24)?

17. É’ bíblico ensinar que o livro de Hebreus ensina claramente que havia ainda um trabalho sacerdotal especial a ser realizado  depois do que  o que Cristo fez por nós  na cruz?

18. É’ bíblico ensinar que qualquer pessoa lendo o livro de Hebreus pode chegar à conclusão de que existe base para uma doutrina conhecida como Juizo Investigativo?

19.É’ bíblico ensinar que a “saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” de Daniel 9.25 ocorreu em 457 A C. e não 445 no reinado de Artaxerxes como aponta Neemias 2.1-5?

20.É’ bíblico ensinar que o decreto de Esdras 7.11 tinha relacionamento com a ordem para restaurar e para edificar Jerusalém (Daniel 9.25) e não com o decreto para o embelezamento do templo em Jerusalém apontado em Esdras 7.16-17,19, 23,27?

21.É’ bíblico ensinar que pode ser provado que Cristo foi batizado em 27 A D?

20.   É’ bíblico ensinar que pode ser provado que Cristo morreu em 31 A D?

21.   É’ bíblico ensinar que pode ser provado que Estêvão foi apedrejado em 34 A D?

22. É’ bíblico ensinar que a palavra “juízo” no livro de Apocalipse ou em quaisquer dos escritos de João, o evangelista,  se aplique a  uma ameaça aos cristãos ou a qualquer processo que tenha os verdadeiros crentes em vista?

23.É bíblico ensinar que o texto de Apocalipse 14.6-7 fala do Juízo Investigativo e não do juizo de Deus sobre a impiedade dos homens? Ou se trata apenas de um paliativo arranjado para justificar a falsa profecia da vinda de Jesus anunciada para 1844? 

24. É bíblico ensinar que os sacrifícios diários pelos pecados de Israel transferia esses pecados e contaminava o santuário e que uma obra especial se tornava necessária para a remoção dos pecados?

25.É bíblico ensinar que o sangue dos sacrifícios diários contaminava o santuário e que o sacrifício anual no Dia da Expiação purificava o santuário? 

26. É bíblico ensinar que o sacerdócio de Cristo foi paralelo com o Sacerdócio de  Aarão e não com o do  Sacerdócio de Melquisedeque, considerando que Jesus não era da tribo de Levi e sim de Judá? 

27. É bíblico ensinar que é impossível que os pecados dos homens sejam cancelados antes de concluído o Juízo Investigativo a concluir-se um pouco antes da segunda vinda de Cristo?

28. É bíblico ensinar que temos de admitir que, quando alguém aceita a Cristo como Salvador único e pessoal, têm assegurado o perdão dos pecados e, ao mesmo tempo, tenha que admitir que seus pecados não foram apagados e que isso só se dará por ocasião da conclusão desse juízo investigativo?

29. É bíblico ensinar que um cristão verdadeiro pode ter pecados perdoados e não cancelados?

30. É bíblico ensinar que Jesus está ocupado no céu com a obra do Juízo Investigativo e simultaneamente aceitar que ele é o nosso intercessor e mediador junto ao Pai?

31. É bíblico ensinar que os únicos casos a serem considerados no Juízo Investigativo são os do povo professo de Deus e que o julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre em ocasião posterior. Mesmo tenha o livro de Hebreus 11 apresente nomes dos heróis da fé? 

32. É bíblico ensinar que Jesus está investigando cada nome de crentes que já o aceitou como Salvador e Senhor para confirmar sua salvação ou rejeição, considerando que Jesus é onisciente? Nomes tão gloriosamente adornados em Hebreus 11 irão para revisão no Juízo Investigativo?  Terão que passar por um escrutínio? 

Será que haverá respostas satisfatórias com apoio bíblico para essas perguntas? Os adventistas estão com a palavra.

“Visto que Satanás é o originador do pecado, o instigador direto de todos os pecados que ocasionaram a morte do Filho de Deus, exige a justiça que Satanás sofra a punição final. A obra de Cristo para a redenção dos homens e purificação do Universo da contaminação do pecado, encerrar-se-á pela remoção dos pecados do santuário celestial e deposição dos mesmos sobre Satanás, que cumprirá a pena final”[(Cristo em Seu Santuário, p. 39)]

Não é de arrepiar ???

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A decadência Neopentecostal e o crescimento das Igrejas tradicionais

Crescimento numérico nunca foi, necessariamente, prova da aprovação de Deus. Se assim fosse, teríamos que admitir que os Espíritas e Mulçumanos têm essa aprovação. Porém, isso vinha iludindo um número cada vez maior de pessoas. Quem, sendo membro de uma igreja tradicional, nunca teve que ouvir, num tom sarcástico, irônico e de superioridade: "sua igreja não cresce", não é relevante para o o reino de Deus? Essa fala era embalada pelo "sucesso" de igrejas como a Renascer e Sara Nossa Terra, que serviu de modelo para muitas outras denominações neopentecostais.
As estatísticas eram, de fato, desoladoras para as igrejas tradicionais. O senso IBGE de 1991/2001 apontava um crescimento irrisório de denominações tradicionais, como das Igrejas Presbiterianas (0,36%) e Luteranas, que além de não crescer perdeu milhares de membros. Nem mesmo os 20% de crescimento dos Batistas, tradicional denominação protestantes, podiam ser comparados aos mais de 1200% (mil e duzentos pontos percentuais) de crescimento de igrejas como Renascer e Sara Nossa Terra.
Muitos se gloriavam com esse crescimento afirmando ser uma onda de "reavivamento" que o Brasil estava passando. Muitos líderes enriqueceram com o dinheiro do povo. Alias, esse é o propósito da existência de muitas dessas igrejas. Os que não conseguiram enriquecer, por pura falta de talento teatral ou ainda algum resquício de vergonha na cara, hoje vivem das migalhas de suas estagnadas igrejas, que já não dão mais sinais de que se tornarão "mega igrejas", como uma dia sonharam. Mas há uma luz no fim do túnel: muitas igrejas outrora neopentecostais, estão, progressivamente, abandonando esse desvio e se aproximando, cada vez mais, das antigas doutrinas da graça, assumindo uma nova identidade que mais se parece com o modelo das igrejas tradicionais.
Em 1996, então aluno do SPN, lembro-me perfeitamente de uma aula de um renomado professor de História do Cristianismo, Rev. Maeli Vilella, analisando o momento de euforia que as igrejas neopentecostais estavam experimentando. Dizia ele: "Se a situação econômica, financeira e educacional do país se estabilizar veremos um fenômeno inverso: as denominações pentecostais e neopentecostais entrarão em crise, em declínio, inclusive de crescimento, enquanto as igrejas tradicionais (Batistas, Congregacionais, Presbiterianas) passarão a crescer e a recuperar os anos de estagnação de crescimento".
Dez anos se passaram, o Brasil entrou num importante processo de estabilização em todas essas áreas e o que aconteceu com o crescimento das igrejas neopentecostais, especialmente Renascer, Sara Nossa Terra e todas as outras que seguem esse modelo? O que aconteceu com o crescimento das igrejas tradicionais?
Bem, recentemente o Senso IBGE 2001/2011 andou divulgando um importante decréscimo no ritmo de crescimento das denominações neopentecostais e, em contrapartida, uma clara recuperação de Igrejas Históricas ou tradicionais. É só pesquisar na blogosfera. Muito embora essas estatísticas apresentem algumas falhas metodológicas, segundo alguns blogueiros, servem para apontar uma tendência que irá, inquestionavelmente, ficar mais clara com o passar do tempo, em permanecendo a atual conjuntura.
Essa análise paralela da relação entre fatores econômicos/sociais/educacionais com as questões religiosas não é nenhuma novidade. Max Weber já havia pensado nessa relação, em seu famoso livro "Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", já abordado nesse blog.
Será que o Rev. Maeli, meu antigo professor, estava profetizando naquela aula? Teria ele recebido uma nova revelação de Deus? Evidentemente que não! Tratava-se apenas de uma análise sociológica e histórica de alguém que conhecia bem o funcionamento das estruturas religiosas ao longo dos séculos.
Na verdade, a equação é bem simples: ninguém com o mínimo de formação, inteligência e conhecimento bíblico engole as ladainhas enlouquecidas e ávidas por dinheiro dos neopentecostais. Ou seja, mais incautos = mais neopentecostais. Mais pessoas esclarecidas = menos neopentecostais. Simples assim! Talvez a saída para essas igrejas seja migrar para países ainda menos favorecidos, como Angola e Moçambique. É isso que o visionário Edir Macedo já está fazendo. Sigam-no os bons! (bons?) como diria Chapolin Colorado ou assistam, passivamente, as portas de seus templos serem fechadas. E não se preocupem: suas igrejas não farão a menor falta ao Brasil!
A Revista Isto É, com uma visão privilegiada do momento histórico, registrou a derrocada, a decadência e a falência dos Neopentecostais, na figura antes ilustre da Bispa Sônia Hernandes. Reproduzimos abaixo um breve trecho da entrevista histórica:
ISTOÉ – Em 2002 a Igreja Renascer tinha 1.100 templos no mundo. Hoje são menos de 300. O que aconteceu? Sônia Hernandes – Houve uma readequação, algumas igrejas pequenas foram agrupadas para formar igrejas maiores, ao mesmo tempo que houve um incentivo para a abertura de grupos de desenvolvimento que acontecem nas casas, muitas vezes alimentados pela tevê e pela rádio. ISTOÉ – Só em São Paulo existem cerca de 40 ações de despejo contra a Renascer. Por que a igreja não consegue cumprir com suas obrigações? Sônia – Todas as ações estão em negociação e a igreja tem feito um grande esforço para resolver as questões pendentes.

"O líder que poderia imprimir agilidade à administração, o bispo Tid, primogênito de Estevam e Sônia que sempre teve saúde frágil, está em coma profundo há quase dois anos num leito de hospital. Da equipe de aproximadamente 100 bispos de primeiro time que a denominação tinha espalhada pelo Brasil até 2008, metade saiu para outras igrejas levando consigo pastores, diáconos e presbíteros. Para o lugar deles, ascenderam profissionais com menos experiência, o que, especula-se, pode ser um dos motivos da debandada de fiéis [..]. Hoje os Hernandes sangram a igreja para dar sobrevida ao padrão de vida nababesco que têm”, acusa um dissidente. Se nos anos 1990 a opulência do casal servia de chamariz para os adeptos da teologia da prosperidade, que celebra a riqueza material como uma dádiva proporcional ao fervor com que o devoto professa sua fé, hoje ela é uma ameaça à sobrevivência da instituição [...]. Foi também em 2010 que a igreja perdeu seu garoto-propaganda e principal dizimista, o jogador de futebol Kaká. Com a mulher, Caroline Celico, eles formavam uma dupla que fortalecia e divulgava a Renascer no Brasil e no mundo. O casal Hernandes não comenta a saída, muito menos o atleta do Real Madrid. Apenas Caroline arrisca alguns comentários enviesados. “Confiei no que me falavam. Parei de buscar as respostas de Deus para mim e comecei a andar de acordo com a interpretação dos homens”, escreveu ela em seu blog. O mau uso do dízimo pago pelo craque, que sabia do fechamento de templos e da fuga de lideranças, teria motivado o rompimento com a igreja. Foi um baque financeiro e tanto. Kaká é o sexto jogador mais bem pago do mundo e, estima-se, depositava nas contas da Renascer 10% dos R$ 21 milhões anuais que recebia". Para ler a matéria completa, clique aqui!

Se eu desejo o fim do Neopentecostalismo? Claro que sim! Excetuando-se a qualidade musical, com graves restrições a maioria de suas letras, o neopentecostalismo não trouxe nenhuma contribuição ao verdadeiro evangelho. De onde procedem os escândalos? As vergonhosas propinas recebidas? A ideia de que todo pastor é ladrão? A falsa pregação? O engano? O evangelho água com açúcar? A famigerada teologia da prosperidade? Dos Neopentecostais. Alguém pode negar isso? Esse deveria ser o desejo de todo aquele que tem as Escrituras Sagradas como sua única regra de fé e de prática. E acreditem: isso não é desejar mal ao próximo. É, antes, desejar o bem ao evangelho de Cristo

Por Filósofo Calvinista

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Deus ordenou que se comesse carne ou apenas vegetais?

Gênesis 9.3 - Tudo o que se move, e vive, ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora.

Problema:
Quando Deus criou Adão, o Senhor ordenou-lhe que comesse somente "todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente" (Gn 1:29). A carne, porém, não foi dada por Deus para se comer. Entretanto, quando Noé saiu da arca, Deus lhe disse: "Tudo o que se move, e vive, ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora" (Gn 9.3). Isso está em contradição com o mandamento anterior dado por Deus para não se comer carne.

Solução:
Este é um bom exemplo da revelação progressiva de Deus, em que mandamentos anteriores são substituído! por posteriores. Em questões que não envolvem alteração em nenhum padrão moral intrínseco (que é baseado na natureza de Deus), o Senhor tem a liberdade de alterar os mandamentos que ele deu às suas criaturas, de forma a servir a seus propósitos gerais, dentro do processo da redenção. Por exemplo, podemos comparar isso com os pais que, numa fase da vida de seus filhos, deixam-nos comer com a mão, para mais tarde ensiná-los a usar uma colher. Posteriormente, ainda, eles instruem seus filhos a não mais usarem uma colher, mas sim um garfo. Não há contradição alguma nesse processo. É simplesmente uma questão de revelação progressiva, adaptada às circunstâncias e visando o objetivo final. É assim que Deus trabalha.

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia.

sábado, 15 de outubro de 2011

A Doutrina da Salvação só pela Graça
Uma das maiores e mais preciosas doutrinas da Bíblia é a da graça de Deus, da salvação somente pela graça. Mesmo uma leitura perfunctória da Bíblia, especialmente do Novo Testamento, mostrará que a salvação e todas as bênçãos da vida cristã são resultado da graça de Deus. Vejamos numa incursão rápida pelo Novo Testamento qual é o lugar que a graça ocupa em toda a nossa vida espiritual.
1 - A eleição é pela graça. “Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a elei­ção da graça. E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Rom 11:5,6).
2 - Jesus é a personificação da graça. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade... To­dos nós temos recebido da sua plenitude, e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo.1:14,16,17). “Conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos” (2Cor 8:9).
3 - A Salvação é pela graça. “Pela graça sois salvos por meio da fé” (Ef 2:8). “Porquanto a graça de Deus se manifes­tou salvadora a todos os homens” (Tito 2:11).
4 - A Justificação e o Perdão dos pecados são pela graça. “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rom 3:24). “No qual te­mos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, se­gundo a riqueza da sua graça” (Ef 1:7).
5 - A Fé é pela graça. “Tendo chegado, auxiliou muito aqueles que mediante a graça haviam crido” (At 18:27).
6 - A graça capacita-nos a servir. “Pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça que me foi concedida, não se tornou vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus comigo” (1Cor 15:10).
7 - Graça capacita-nos a ser pacientes e perseverantes. “Então me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Cor 12:9). “Acheguemo-nos portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportu­na” (Heb 4:16).
8 - Devemos crescer na graça. “Crescei na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3:18).
9 - A plenitude de nossa salvação na segunda vinda de Cristo será uma nova expressão da graça de Deus. “Cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo” (1Pe.1:13).
10 - Por toda a eternidade os salvos serão um monumento da graça de Deus. “Em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo... para louvor da glória de sua graça” (Ef 1:5,6). “Para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (Ef 2:7).
Vemos, consequentemente, a singularidade do papel que a graça de Deus desempenha em todo o plano de nossa salvação. Desde toda a eternidade fomos eleitos por graça de Deus. No devido tempo, esta graça foi revelada, em toda a sua beleza, por Jesus Cristo. Por esta graça é que somos salvos, isto é, justificados e perdoados mediante a fé, a qual em si mesma é um resultado da graça. Esta mesma graça, que trouxe salvação às nossas almas, capacita-nos a servir a Deus e dá-nos força para suportar todos os sofrimentos a que estamos sujeitos neste mundo e a perseverar até ao fim. Nesta graça estamos firmes (Rom 5:2) e crescemos. A segunda vinda de Cristo será nova revelação de graça, e por toda a eternidade a infinita graça de Deus resplandecerá em nós, para Seu eterno louvor e glória.
Que é graça?
“Graça é favor gratuito, não merecido, mostrado, aos indignos dele. Se a redenção fosse devida a todos os homens, ou se fosse uma compensação necessária à responsabilidade deles, não poderia ser gratuita, e o dom de Cristo não poderia ser uma expressão supe­rior do livre favor e amor de Deus. Só poderia ser uma revelação de Sua retidão. Mas as Escrituras declaram que o dom de Cristo é uma expressão sem pa­ralelo de amor gratuito, e que a salvação procede da graça... E todo verdadeiro crente reconhece a graciosidade essencial da salvação, como um elemento in­separável de sua experiência. Dai as doxologias do céu. — 1Cor 6:19,20; 1Pe 1:18,19; Ap 5:8-14. Contudo, se a salvação é pela graça, então obviamente é compatível com a justiça de Deus salvar a todos, a muitos, a poucos, ou a ninguém, como lhe aprouver”. [1]
“A graça, por sua própria natureza tem de ser livre ou gratuita; e a diversidade ou disparidade de sua dis­tribuição (ou manifestação) demonstra que é de fato gratuita. Se alguém pudesse com justeza exigi-la, dei­xaria de ser graça para se tornar débito. Se neste particular nega-se a Deus Sua soberania, a salvação então se torna uma questão de divida para com todas as pessoas”. [2]
É interessante notar que Paulo associa esta doutrina de salvação exclusivamente pela graça à doutrina da total depravação e, por conseguinte, à doutrina do novo nascimento. “Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça sois salvos e juntamente com ele nos ressuscitou... para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2:4-9). Se estamos mortos em delitos e pecados, não podemos viver para Deus se Ele não nos criar es­piritualmente por seu infinito poder. Esse criar de novo é uma como ressurreição ou novo nascimento, como já vimos. E Deus não tem nenhuma obrigação de fazer isso. Se o faz, é por pura graça e misericórdia. E se é pela graça, Ele pode salvar a todos, a muitos, a poucos, ou a ninguém, como Lhe aprouver. Como disse Paulo, citando palavras de Deus dirigidas a Moisés, “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” (Rm 9:15,16).
Assim escreveu o Dr. James Moffatt em seu excelente livro Grace in the New Testament, p. 172, 173:
“Quando os que experimentam a graça de Deus refletem na origem dela, que é a vontade do mesmo Deus, o resultado instintivo é a doutrina da eleição. Os crentes descobrem que devem sua posição não a qualquer habilidade sua de penetrar na fé, mas devem-na à cha­mada e escolha do próprio Deus, que os distinguiu com esse privilégio. Sabem que foram escolhidos pela gra­ça e portanto não o foram por nada que tivessem feito; de outro modo a graça deixaria de ser graça (Rom 11:6). O primeiro passo foi dado por Deus, e muito antes que eles se apercebessem de que precisavam de salvação. Foi um movimento livre, gracioso da Vontade eterna. Paulo não pôde explicar de outro modo por que ele ou qualquer outro foi escolhido para ser membro da Igreja de Deus. Devia ter sido Deus, e Deus foi movido pelo amor”.

Por Samuel Falcão

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Juízo Investigativo

Uma das chamadas doutrinas fundamentais dos adventistas do sétimo dia é a doutrina conhecida como Juízo Investigativo. Para mostrar a importância dessa doutrina certo escritor adventista assim declara: “Se a doutrina de 1844 não era bíblica, Ellen White pertencia à mesma classe de Marv Baker Eddv e Joseph Smith.” ... “Se o juízo de 1844 não era bíblico, a igreja tampouco o era. ‘... “A lógica me dizia que se a data de 1844 não fosse bíblica, o adventismo não seria nada mais do que uma seita.” (1844 — Uma Explicação Simples das Principais Profecias de Daniel, p. 9,10,2’ edição - 1999 - CASA).

Uma pergunta muito intrigante para os adventistas que sustentam essa esdrúxula doutrina: por que será que nenhum adventista aborda a questão do Juízo Investigativo quando tenta ganhar um adepto para o adventismo? Nunca encontrei um adventista que quisesse dialogar sobre o assunto. Com muita frequência e até insistência abordam a questão da guarda do sábado e se comprazem em polemizar sobre o assunto. Mas, com relação ao juízo investigativo, nunca encontrei um que quisesse discutir sobre esse tema. Se essa doutrina é tão fundamental a ponto de se considerar que a sobrevivência do adventista depende dela, por que tanta falta de conhecimento por parte dos adventistas que não querem perder tempo com seus opositores sobre o assunto?

EGW recomenda que se conheça bem a doutrina do Juízo Investigativo, afirmando:

“O assunto do santuário e do juízo de investigação, deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus. Todos necessitam para si mesmos de conhecimento sobre a posição e a obra de seu grande Sumo Sacerdote. Aliás, ser-lhes-á impossível exercerem a fé que é essencial neste tempo, ou ocupar a posição que Deus lhes deseja confiar”.

“É de máxima importância que todos investiguem apuradamente estes assuntos, e possam dar resposta a qualquer que lhes peça a razão da esperança que neles há”. (O CONFLITO DOS SÉCULOS, 491/ 92- 240 edição, 1980).


Para justificar esse ensino estranho às Escrituras, porque a Bíblia fala do Juízo Executivo ou também conhecido como Juízo Final (Mt 25.31,32; Apocalipse 20.11-15), os adventistas do sétimo dia (ASD) tentam justificá-lo com Apocalipse 14.6,7, “Temei a Deus e dai-lhe glória: porque vinda é a hora do Seu juízo.” (O Conflito dos Séculos, p. 435, 24’ edição, 1980)

É conhecida essa declaração como a mensagem do primeiro anjo.


A NATUREZA DO JUÍZO DE AP. 14.7

Qual a natureza do julgamento indicado em Apocalipse 14.7? Não é certamente nada relacionado com esse ensino espúrio de Juízo Investigativo. Trata-se de juízo de castigo imposto por Deus. Os santos foram perseguidos dos modos mais cruéis e bárbaros (Ap 7.9-15). Quando eles clamaram ao Senhor por justiça e julgamento, foi-lhes dito que deveriam descansar ainda por um pouco de tempo (Apocalipse 6.9-11). Mas, terminado o tempo permitido aos grandes perseguidores, uma grande mudança veio. A hora do juízo de Deus esperada, chegou. O juízo retribuidor de Deus tinha já começado a cair. O anúncio da hora do juízo de Deus em Apocalipse 14.7 é seguido por uma longa série de juízos, atingindo o seu clímax na parte final do capítulo vinte (Ap 17.1; 18.8,10,20:19.2. 11-20).

Ora, o texto de Ap 14.6,7 fala do juízo de Deus sobre a impiedade e não de Juízo Investigativo. Esse ensino do Juízo Investigativo é apenas um paliativo arrumado para justificar a falsa profecia sobre a vinda de Jesus, que não ocorreu como esperada. Jesus preveniu sobre o surgimento de falsos profetas (Mt 24.5,11,23-25) e a profecia de William Miller sobre a vinda de Jesus em 22 de outubro de 1844 tem essa característica de falsa profecia (Dt 18.20-22). Não gostaríamos de pensar que os amigos adventistas aguardam o juízo de Deus por causa de suas crenças apóstatas (1 Tm 4.1).

Como sabemos, esse ensino foi decorrente do fracasso profético de William Miller (ou Guilherme) Miller que marcou duas datas para a vinda de Jesus e elas não se cumpriram: a primeira para 21 de março de 1843 e a segunda para 22 de outubro de 1844.

Como resultado de seus estudos proféticos no livro de Daniel, notadamente 8.14, chegou ele à seguinte conclusão:

a) que Cristo voltaria de maneira pessoal e visível, nas nuvens dos céus, cerca do ano de 1843;

b) que os justos mortos ressuscitariam incorruptíveis e os justos vivos seriam transformados para a imortalidade, sendo ambos levados juntos para reinarem com Cristo na nova terra;

c) que os santos seriam apresentados a Deus;

d) que a terra seria destruída pelo fogo;

e) que os ímpios seriam destruídos e seus espíritos conservados em prisão até sua ressurreição e condenação;

f) que o início do milênio ensinado na Bíblia eram os mil anos que se seguiam à ressurreição.”(Fundadores da Mensagem, p. 19)


Um dos membros seguidores de Miller, conhecido como Hiram Edson, não conformado com o fracasso profético conhecido entre os adventistas como o < DESAPONTAMENTO>teve uma visão no dia seguinte a esse fracasso profético.

“Detive-me em meio ao campo. O céu parecia abrir-se-me a vista e vi distinta e claramente que em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do Lugar Santíssimo do santuário celestial para vir à Terra... Ele pela primeira vez nesse dia entrava no segundo compartimento desse santuário; e que tinha uma obra para realizar no Santíssimo antes de vir à Terra.” (História do Adventismo, de C. Mervyn Maxwel, p. 50)

Jesus, ao invés de vir à terra no final dos 2300 dias de Dn 8.14, interpretado como sendo 2.300 anos proféticos a começar de 457 A C., entrou ele em 22 de outubro de 1844 no lugar santíssimo do santuário celestial para levar a efeito a obra final da redenção. Esse ensino é também conhecido como a redenção incompleta.


E. G. WHITE


Embora, como dissemos, a doutrina sobre o Juízo Investigativo tenha se iniciado com Hirom Edson, o homem da visão sobre a entrada de Jesus no santo dos santos em 22 de outubro de 1844, Ellen Gould White endossou esse ensino no seu livro O CONFLITO DOS SÉCULOS. Há um capítulo inteiro (de n. 28) desse livro que trata exaustivamente do assunto, intitulado “O GRANDE JUÍZO DE INVESTIGAÇÃO (idem, p. 483).

Assim, os ASD tiveram uma profetiza no seu meio que validou o ensino do Juízo Investigativo, como também o ensino sobre O SANTUÁRIO CELESTIAL. EGW atuou entre eles de dezembro de 1844, quando recebeu sua primeira visão, até sua morte em 1915. Ellen, então uma jovem de 17 anos, estava entre aqueles que participaram do movimento que esperou o retorno de Jesus em 22 de outubro de 1844. Quase dois meses depois, ela teve sua primeira visão. Durante sua vida, ela teve mais de duas mil visões.

Os adventistas seguiram sem reservas as orientações dessa jovem.

Vejamos como ela justifica o fracasso profético de Míller: “Tanto a profecia de Daniel, capitulo 8, verso 14 — ‘Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado ‘- como a mensagem do primeiro anjo — ‘Temei a Deus e dai-lhe glória; porque é hora de Seu juízo ‘- indicavam o ministério de Cristo no lugar santíssimo, o juízo investigativo, e não a vinda de Cristo para resgatar o Seu povo e destruir os ímpios. O engano fora, não na contagem dos períodos proféticos, mas no acontecimento a ocorrer no fim dos 2.300 dias. Por este erro, os crentes sofreram desapontamento...’ (O Grande Conflito, p. 423/4, 24 edição, 1980).“Cristo aparecera, não à Terra, como esperavam, mas, conforme fora prefigurado tipicamente, ao lugar santíssimo do templo de Deus, no Céu.”(idem, p. 424)

“O ministério do sacerdote, durante o ano todo, no primeiro compartimento do santuário, ‘para dentro do céu’ que formava a porta e separava o lugar santo do pátio externo, representa o ministério em que entrou Cristo ao ascender ao Céu. Era a obra do sacerdote no ministério diário...” (Ibidem, 420)



LUGAR ONDE JESUS ENTROU NA SUA ASCENSÃO

Se há um ensino sobre o qual a Bíblia é clara é o de que, por ocasião da sua ascensão, Jesus entrou diretamente na presença de Deus no santo dos santos.

“Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus. “(At 7.55)

“Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. “(Rm 8.34)

“Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. “(Ef 1.20)

“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à dextra de Deus.”(Cl 3.1)

Contraditoriamente, EGW declara: “Como sacerdote, Cristo está agora assentado com o Pai em Seu trono (Apocalipse 3.2].)

Ora, como Jesus poderia estar assentado com o Pai em Seu trono e ao mesmo tempo exercer a função de um sacerdote (e não de sumo sacerdote) se o sacerdote se apresentava diariamente no lugar santo e só o sumo sacerdote comparecia ao santo dos santos uma vez no ano? Como sabemos o santo dos santos era o Shekinah que representava o trono de Deus.

Esclarece ela sobre o santuário: “Além do pátio exterior, onde estava o altar das ofertas queimadas, consistia o tabernáculo, propriamente dito, em dois compartimentos, chamados o lugar santo e o lugar santíssimo, separados por uma rica e bela cortina, ou véu; um véu idêntico cerrava a entrada ao primeiro compartimento.”(ibidem, p.412)

Diz mais ela:“O serviço do santuário terrestre dividia-se em duas partes: os sacerdotes ministravam diariamente no lugar santo, ao passo que uma vez ao ano o sumo sacerdote efetuava uma obra especial de expiação no lugar santíssimo, para a purificação do santuário.”(ibidem, p.417)

Do exposto, verificamos que EGW não ignorava as funções específicas tanto do sacerdote como do sumo sacerdote. Sabia também ela, pela Bíblia, que Jesus exerce as funções, não de sacerdote diariamente no lugar santo, mas que Jesus é nosso sumo sacerdote. E esta posição de Cristo, como sumo sacerdote, é repetida muitas vezes na Bíblia no livro de Hebreus.


JESUS COMO SUMO SACERDOTE

“Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. “(Hb 4.14,15)

“Porque todo o sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados.”(Hb 5.1) Outros textos: (Hb 5.8; 8.1).

Por outro lado, a expressão ‘dentro do véu’ não se aplicava à porta que separava o lugar santo do pátio externo, mas separava o lugar santo do lugar santo dos santos ou santíssimo.


O VÉU DE SEPARAÇÃO DO LUGAR

SANTO DO SANTO DOS SANTOS (OU SANTÍSSIMO)


A palavra véu, referindo-se ao templo, é encontrada algumas vezes no Novo Testamento. “E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo...” (Mt 27.5 1)

“E o véu do templo se rasgou em dois, d’alto a baixo.”(Mc 15.38)

“Escurecendo-se o sol; rasgou-se ao meio o véu do templo.” (Lc 23.45)

EGW conhecia muito bem essa distinção entre os dois lugares: santo e santo dos santos, separados por um véu ou cortina.

Diz ela: “Ao irromper dos lábios de Cristo o grande brado: ‘Está consumado’, oficiavam os sacerdotes no templo. “... “Com ruído rompe-se de alto a baixo o véu interior do templo, rasgado por mão invisível, expondo aos olhares da multidão um lugar dantes pleno da presença divina. Ali habitara o shekinah. Ali manifestara Deus Sua glória sobre o propiciatório. Ninguém, senão o sumo sacerdote, jamais erguera o véu que separava esse compartimento do resto do templo. Nele penetrava uma vez por ano, para fazer expiação pelos pecados do povo. Mas eis que esse véu é rasgado em dois. O santíssimo do santuário terrestre não mais é um lugar sagrado. “(O Desejado de Todas as Nações, p. 564)

“E, além do segundo véu, estava o sagrado shekinah, a visível manifestação da glória de Deus, ante a qual ninguém, a não ser o sumo sacerdote, poderia entrar e viver.”(O Grande Conflito, p. 414)


Em cada lugar onde a expressão ‘interior do véu’ é usada, sempre, sem exceção, refere-se ao santo dos santos ou santíssimo. Onde quer que a palavra ‘véu’ é citada na Bíblia é usada em conexão com os serviços sacrificiais, e isso significa também a cortina entre o lugar santo e o santo dos santos. Contradizendo-se, a Sra. White, para justificar o ensino que Jesus só entrou no lugar santo dos santos em 22 de outubro de 1844, procura dar a idéia de que o véu de Hb 6.19,20 significa o véu entre o átrio exterior e o lugar santo.

“O ministério do sacerdote, durante o ano todo, no primeiro compartimento do santuário, ‘para dentro do véu’ que formava a porta e separava o lugar santo do pátio externo, representa o ministério em que entrou Cristo ao ascender ao Céu.

“Durante dezoito séculos este ministério continuou no primeiro compartimento.” (íbidem, p. 420).


Não ignora a Sra. White que a expressão por ela usada “para dentro do véu” não separava o pátio externo do lugar santo, como pretende fazer crer, mas a expressão “para dentro do véu” que aparece em Hebreus 6.19,20 aplicava-se ao véu que separava o lugar santo do lugar santo dos santos. Leiamos: “A qual temos como âncora da alma segura e firme, e que penetra até ao INTERIOR DO VÉU: onde Jesus, nosso precursor entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisede que.” (Hebreus 6.19,20).

O escritor de Hebreus declara que Jesus, como nosso precursor, já havia entrado no interior do véu (o compartimento conhecido como o santo dos santos) quando sua epístola fora escrita. Comparemos agora com Êxodo 26.33, “Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e meterás a arca do testemunho ali DENTRO DO VÉU, E ESTE VÉU vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo.” “Disse pois o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, PARA DENTRO DO VÉU, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu apareço na nuvem sobre o propiciatório.’ (Levítico 16.2)

Como vemos o véu fazia separação entre o lugar santo e o santíssimo e não entre o pátio externo e o lugar santo como pretende a Sra. White. É tapar o sol com a peneira.

“O serviço no santuário terrestre dividia-se em duas partes: os sacerdotes ministravam diariamente no lugar santo, ao passo que uma vez ao ano o sumo sacerdote efetuava uma obra especial de expiação no lugar santíssimo, para a purificação do santuário. (Ibidem, p. 417).


O JULGAMENTO SEGUE À SEGUNDA VINDA DE JESUS

Os textos bíblicos básicos em apoio de tal interpretação são os seguintes: 2 Timóteo 4.1; 1 Coríntios 4.5. Essas passagens indubitavelmente identificam o tempo do julgamento com a segunda vinda do Senhor.

“Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino.”(2 Tm 4.1)

“Portanto nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor.”(1 Co 4.5)

Paulo fala de Cristo, em sua vinda, “trazendo à luz as coisas ocultas das trevas". Ainda em Romanos 2.16 ele afirma, “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo meu evangelho". E no vrs. cinco ele refere ao "dia da ira e da manifestação do juízo de Deus" dizendo: "Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouraras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus".

Não há engano a respeito disso. Nós sabemos quando o dia da ira chegará. É no segundo advento — o tempo quando o povo dirá o que está em Apocalipse 6.16,17: “Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro. Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?”

O próprio Cristo colocara as cenas do juízo após a sua vinda. Aqui estão as palavras solenes de Jesus com que ele introduzirá o julgamento: Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos" (Mt.25:31-32)

Jesus ensinou a mesma verdade em outras passagens: Mateus 13.24-30, 36-43.Outra vez, há nessa parábola da rede lançada ao mar, onde foram apanhados os peixes bons e ruins, que em seguida foram separados. Os bons foram mantidos, mas os maus foram lançados fora. Qual o significado disto?

“Os anjos virão” - explica Jesus e separarão os pecadores dentre os justos. E quando isto será feito? Assim será no fim do mundo é outra vez dito por Jesus (Mateus 13.47-50)

Na ocasião solene de seu último aviso ao povo judeu, Jesus falou: “E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou.” Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia. “(João 12.44, 48) O julgamento segue o segundo advento. Note que isso é ensinado nos seguintes textos: 2 Timóteo 4.1; 1 Pedro 4.5; Romanos 14.12; 1 Coríntios 3.13; 2 Tessalonicenses 1.5-10; Ap 20.11-15)


NÃO UM JULGAMENTO INVESTIGATIVO

Note que em nenhum estágio do julgamento, nem Deus nem os anjos são representados como conduzindo uma investigação. O juízo de Deus é, em todos os casos, anunciado ou revelado e sua vindicação ou cada provação manifestada.

Aquele dia será dia da “... manifestação do juízo de Deus” (Romanos 2.5). “o qual trará também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações” (1 Coríntios 4.5). “Pois todos nós devemos comparar ante o tribunal de Cristo”(2 Coríntios 5.10)

As Escrituras ensinam principalmente que os homens são julgados conforme seu relacionamento com Jesus Cristo aqui na vida presente: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus.”(João 3.18). Falando aos judeus, Jesus disse: “Na verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida". (João 5.24) Em Rm 8.1, Paulo declara: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”

EGW interpreta o sistema sacrificial de modo incorreto quando ensina que “Por esta cerimônia (o sacrifício diário), o pecado transferia-se, mediante o sangue, em figura, para o santuário.” (O Conflito dos Séculos, pág. 8). “Esta era a obra que, dia após dia, se prolongava por todo o ano. Os pecados de Israel eram assim transferidos para o santuário, e uma obra especial se tornava necessária para a sua remoção”; “Uma vez por ano, no grande dia da expiação, o sacerdote entrava no lugar santíssimo para a purificação do santuário.” (idem, 418)

O erro consiste na suposição de que o aspergir do sangue diariamente no lugar santo (Nm 28.3) poluía o lugar, enquanto que o sangue do bode aspergido no dia da expiação (Lv 16.1-23) purificava o santuário. Se o sangue pela oferta pelo pecado, aspergido sobre o altar, servia para transferir a culpa do pecado do ofertante para o altar e assim contaminava o altar, por que o sangue do bode expiatório no dia da expiação purificava o lugar santíssimo?

Por outro lado, se a purificação do lugar santíssimo se fazia com o aspergir o sangue do bode expiatório sobre a tampa do propiciatório, por que o sangue derramado diariamente sobre o altar não purificava o altar do sacrifício? “Uma vez por ano, no grande dia da expiação, o sacerdote entrava no lugar santíssimo para a purificação do santuário.”(Ibidem,p. 418)

Depois de proibir comer sangue, Deus deu a razão dessa proibição “Porque a alma da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.”(Levítico 17.11).

Uma pergunta pode surgir por parte dos defensores dessa doutrina: se os sacrifícios diários removiam os pecados do santuário, por que as cerimônias do dia da Expiação? A resposta é simples: a expiação, no dia da Expiação, era feita por aqueles que durante o ano não tinham oferecido sacrifícios pelos seus pecados (Seventh-Day Adventism, p. 76,77, Anthony A Hoekema, 1976).


Pecados Perdoados e não Cancelados

Diz EGW: "A obra do juízo investigativo e extinção dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor Visto que os mortos serão julgados pelas coisas escritas nos livros, é impossível que os pecados dos homens sejam cancelados antes de concluído o juízo em que seu caso deve ser investigado. "(ibidem, p. 488,489).

O livro doutrinário da Igreja Adventista torna esse ensino de EGW mais claro, na procura da distinção entre pecados perdoados e não cancelados, como se fossem situações diferentes no seu significado: "Todos aqueles que verdadeiramente se arrependeram e pela fé reclamaram o sangue do sacrifício expiatório de Cristo, terão assegurado o perdão. Quando seus nomes forem chamados a julgamento e se constatar que eles estão revestidos pelo manto da justiça de Cristo, seus pecados serão apagados e eles serão considerados dignos da vida eterna." (Nisto Cremos, p. 418).

É de se indagar: como admitir que quando alguém aceita a Cristo como Salvador único e pessoal - se esse é o caso que ocorre com os adventistas - tenha assegurado o perdão, mas, ao mesmo tempo, admitir que seus pecados não foram apagados e que isso só se dará por ocasião da conclusão desse juízo investigativo? Quando Jesus disse ao paralítico: "Filho, tem bom ânimo; perdoados te são os teus pecados." (Mt 9.2) ele queria dizer apenas: teus pecados são perdoados, mas não cancelados? Isso se parece muito com o ensino católico do purgatório, porque, depois de cumprir todas as exigências da confissão auricular e fazer penitências, ainda devem os católicos ir ao purgatório para satisfazer a justiça de Cristo.O adventismo, como não crê no purgatório, admite que a alma do crente adventista ao morrer, dorme no pó da terra. E o chamado sono da alma. Não podem afirmar com Paulo: "Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho." (Fp 1.21). Toda essa distinção entre pecados perdoados e pecados cancelados, é essencial para o ensino do juízo investigativo. Pode um cristão verdadeiro ter pecados perdoados e não cancelados? "... o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado."(lJol.7)."Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça. "(1 Jo 1 .9). "Aquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados." (Ap 1.5).


Jesus - Juiz ou intercessor?

Diz EGW: "Quando se encerrar o juízo de investigação, Cristo virá, e Seu galardão estará com ele para dar a cada um segundo a sua obra." (Ibidem, p. 489). Como aceitar o ensino segundo o qual Jesus está ocupado no céu com a obra do juízo investigativo e simultaneamente aceitar que ele é o nosso intercessor e mediador junto ao Pai?. "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles."(Hb 7.25).

Como julgar e interceder ao mesmo tempo? Jesus é atualmente nosso advogado e não juiz (IJo 2.1).

Diz mais a Bíblia:

"Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. "(Rm 8.34). "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se achega a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" (Hb 7.25).


Obra da Redenção Incompleta

Diz EGW. "O sangue de Cristo, oferecido em favor dos crentes arrependidos, assegurava-lhes perdão e aceitação perante o Pai; contudo, ainda permaneciam seus pecados nos livros de registro. Como no serviço típico havia uma expiação ao fim do ano, semelhantemente, antes que se complete a obra de Cristo para redenção do homem, há também uma expiação para tirar o pecado do santuário. Este é o serviço iniciado quando terminaram os 2.300 dias. Naquela ocasião, conforme fora predito pelo profeta Daniel, nosso sumo Sacerdote entrou no lugar santíssimo para efetuar a última parte de Sua solene obra - purificar o santuário."(Ibidem, p. 420). "Pela sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir." (Ibidem, p.492). "Remissão, ou ato de lançar fora o pecado, é a obra a efetuar-se."(Ibidem, p. 417).

Um erro puxa outro erro. Se a expiação de Cristo não está completa, pois lemos: "antes que se complete a obra de Cristo para redenção do homem"

- perguntamos: quem pode ter certeza de salvação? A Bíblia declara que, desde o sacrifício de Cristo no Calvário, os pecados de todo aquele que pôs sua confiança em Cristo foram apagados por completo. Não tiveram que esperar até 22 de outubro de 1844 para receberem o princípio do perdão, nem até o regresso de Jesus para que se complete a obra da redenção.

A redenção é declarada completa e acabada na cruz de uma vez por todas.

Em Hb 9.11,12 declara: "Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção." (o grifo é nosso)

Isso é repetido em Hb 1.3 "... havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se a destra da majestade nas alturas. Repetido também em Hb 10.12-14": "Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados."


Conclusão

A Sra. EGW declara que: "os únicos casos a serem considerados são os do povo professo de Deus. O julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre em ocasião posterior" (Ibidem, p. 484) "Começando pelos que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo o nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-se nomes. "(Ibidem, p. 486). Diz então que o julgamento tem a ver com os casos "do povo professo de Deus" e isto desde "cada geração sucessiva”.

Se o juízo está relacionado com o povo professo de Deus e isto desde cada geração sucessiva, então seria o caso de relacionarmos alguns dos santos de Deus que primeiro passaram por este mundo e cujo registro está na Bíblia.

É só examinar em Hebreus 11.40 que se lê acerca de Abel: "Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala."

Perguntamos: Abel necessita ser investigado? Agora vamos ver um segundo caso, o de Enoque embora saibamos que ele foi arrebatado para não provar a morte (Gn 5.24): "Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. "(Hebreus 11.5).

É preciso acrescentar outros nomes como Abraão, de quem se diz que Deus já lhe preparou uma cidade celestial? (Hebreus 11.8-10). Os heróis da fé já mais passarão por esse "juízo investigativo" inventado pela Sra. EGW e defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. É só ler Hb 11.13,39: "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra." "E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa.

Cristo mesmo falou sobre este assunto. Ele avisou aos judeus incrédulos que eles veriam Abraão e Isaque e Jacó e todos os profetas no reino Deus, sendo que eles mesmos seriam lançados fora: "Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isa que, e Jacó, e todos os profetas, no reino de Deus, e vós lançados fora."

"E virão do oriente, e do ocidente, e do norte, e do sul, e assentar-se-ão à mesa no reino de Deus. (Lucas 13.28,29). "E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel." (Mt 19.28).

Poderia Jesus ter assim falado, se antes eles tivessem de passar pelo 'juízo investigativo" que se iniciaria em 22 de outubro de 1844? Paulo falou com confiança referente ao seu futuro, dizendo: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia,: e não somente a mim, mas também a todos os que amarem sua vinda."( 2 Timóteo 4.7,8).

Se Paulo admitisse esse "juízo investigativo" ele teria escrito: "A coroa da justiça me esperará depois que eu tiver passado pelo 'juízo investigativo" que se iniciará em 22 de outubro de 1844. "Quanto aos outros apóstolos, seus nomes estão inscritos no fundamento da Nova Jerusalém: "E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro". (Apocalipse 21.14).Perguntamos: Nomes tão gloriosamente adornados irão para revisão no julgamento investigativo? Terão que passar por um martírio?

Certamente que não. O caso se torna pior quando sabemos que os adventistas admitem a doutrina da Trindade e, conseqüentemente, aceitam a deidade absoluta de Jesus e daí reconhecem que ele possui todos os atributos de Deus. Um desses atributos é a onisciência. Mas essa onisciência é negada quando Jesus pode ser comparado a um professor que, primeiro, deve corrigir as provas dos seus alunos para, em seguida, saber os que serão ou não aprovados.

O Jesus da Bíblia é realmente onisciente: "Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido."(Jo 10.14). "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. "(Jo 10.2 7,28). "Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade." (IITm 2.19).

Autor :
Pr. Natanael Rinaldi

sábado, 8 de outubro de 2011

A ORIGEM DO SÁBADO ADVENTISTA

Muitos ficariam surpresos ao descobrirem que os pioneiros dessa igreja nem sempre guardaram o sábado. Isto porque 99% dos mileristas, que segundo alguns escritores, havia chegado a cifra de 1 milhão, eram fiéis guardadores do domingo.
   Miller, o líder deste movimento era observador do domingo, assim como Tiago White e sua esposa Ellen G. White.
  Falando daqueles primeiros tempos de formação do movimento, certo escritor adventista comenta:
  Este grupinho de fiéis testemunhas, desapontadas, mas não desiludidas; foram aos poucos recebendo novas luzes. E assim, aceitaram o sábado como em vigor na dispensação cristã. Este mandamento da imutável lei de Deus foi introduzido no movimento pela senhora Raquel Preston, egressa da igreja Batista do Sétimo Dia, aceito e pregado veementemente por José Bates, e mais tarde ratificado através de visões celestiais, por Ellen G. White. Porém foi T.M Preble, o primeiro a comunicar esta grande verdade por meio da imprensa aos mileritas do advento (‘Assim Diz o Senhor’, Lourenço Gonzalez – ed. ADOS pág. 415).
   Em agosto de 1844, Thomas Preble, antes ministro batista, por si mesmo ou por influência de Rachel Oakes ou Frederick Wheeler, também aceitou a observância do sábado do sétimo dia. A Sra. Raquel Preston, batista do sétimo dia chegou a visitar a igreja de New Hampshire em Washingtom, conseguindo persuadir seus membros á observância do sábado. Tempos depois em meados de 1845, o sr. Joseph Bates visitou aquele grupo e foi influenciado por eles e pela leitura do artigo de T.M. Preble sobre a questão do sábado (Le Roy Edwin Froom – The Prophetic Faith of our Fathers, vol. IV, páginas 920 a 936 e 941).
  Bates começou a guardar o sábado em março de 1845, sendo assim o primeiro dos preeminentes guias pioneiros do povo adventista do sétimo dia a aceitar o sábado ( Fundadores da Mensagem, p. 98).
  Bates, posteriormente, publicou um folheto intitulado “The Seventh-day Sabbath”, que foi lido por Tiago e Ellen White. Assim ambos uniram-se em torno desta doutrina. Mais tarde a sra. White viria confirmar com suas visões a doutrina sabatista. Apesar de a idéia do sábado ter sido introduzida por outros sabatistas, quem maior labutou para sua propaganda no meio adventista foi o ex-marinheiro Joseph Bates.
   Um fato importante a ser observado é o seguinte: Quando Bates veio fazer parte do movimento adventista ele não cria nas visões e profecias de Ellen White. Observe as queixas que Ellen White fazia a este respeito:
   A primeira vez que me ouviu falar manifestou profundo interesse, Depois que eu acabara de falar, levantou-se e disse: ‘Eu duvido como Tomé. Não creio em visões...(Vida e Ensinos pág. 84).
   Ele não cria então inteiramente que minhas visões provinham de Deus. (Ibdem, p. 87)
   Por sua vez a senhorita Harmon não aceitava a doutrina do sábado, dizia ela:
   O pastor Bates guardava o sábado, sétimo Dia da semana, e para esse dia nos chamava a atenção como sendo o verdadeiro sábado. Eu não compreendia sua importância e achava que ele errava em ocupar-se com o quarto mandamento mais do que com os outros nove (Ibdem)
   É preciso ressaltar que ela veio atestar com suas "revelações" a doutrina do sábado, somente depois que ele (Bates) aprovou suas visões como sendo de procedência divina. Logo após esta concessão feita por Bates ela teve uma visão da arca, do propiciatório e do 4º mandamento. Assim ela recebia a luz concernente ao sábado:
   O Senhor, porém, me deu uma visão do santuário celestial...Jesus levantou a cobertura da arca e contemplei as tábuas de pedra...Fiquei aterrada quando vi o quarto mandamento mesmo no centro dos dez preceitos, com uma suave auréola de luz rodeando-o (Ibdem p.92).

   Depois deste “acordo” ela começou a pregar a doutrina sabatista.
   Nos primeiros anos de seu trabalho, numa ocasião em que ela, seu esposo e o pastor Bates eram quase os únicos que pregavam a verdade do sábado... (Vida e Ensinos p. 249)
COMO ELEN WHITE GUARDAVA O SÁBADO

   O que muitos ignoram, inclusive adventistas, é que EGW não guardava o sábado como o fazem atualmente a IASD.

   Vejamos: Na assembléia realizada em 1855, três pessoas em especial se manifestaram contra a guarda do sábado de pôr a pôr do sol: José Bates, Tiago e Ellen White: “As conclusões então apresentadas por Andrews convenceram a maioria dos presentes. Entretanto, o casal White, José Bates e outros mostraram-se recalcitrantes em aceitar a nova luz.” (A Mão de Deus ao Leme, pag. 57)

   Por fim, para não perder a direção do movimento, Ellen White teve outra visão. E é por isso que os adventistas batem nesta tecla do pôr do sol até hoje. Não por que seja normativo, mas por que a sra. White teve uma visão!

   O curioso de tudo isso é que em 1847 a Sra. White tem uma visão na qual lhe é revelada a importância do sábado. Aí em 1855, quase 10 anos depois, os adventistas descobrem que estão guardando o sábado de maneira errada, e então a Sra. White tem outra visão, na qual o tempo correto para se observar o sábado lhe é mostrado. Isso não é algo no mínimo curioso? Porque o anjo que lhe deu a primeira visão do sábado não lhe disse também o modo como guardá-lo? Por que somente depois de 10 anos, foi que o anjo voltou e completou o serviço?
   Isso mostra que a autoridade profética que conferia o carimbo de validade nas doutrinas adventistas era realmente a palavra de Ellen White!