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quinta-feira, 31 de março de 2011

Tudo pelo adventismo, nada pela verdade - analisando a resposta.

Eu já postei a resposta do adventista em outra ocasião sem intercalações. Agora coloco minhas observações.
A resposta do nosso amigo adventista está com sérios problemas. Vou tentar indicá-los e espero que ele repense suas proposições adventistas, pela graça de Deus. (minhas respostas estão em negrito).

“Luciano, se as pessoas analisassem o movimento Adventista sem a influência diabólica, (Você quer dizer, sem senso crítico?) verá que ele foi guiado por Deus da mesma forma que o antigo Israel também o era. Embora o povo de Israel fosse guiado por Deus (Neemias 9: 12,13,,19,20,21 ) eles cometeram erros e pecados, inclusive Arão, Miriã e Moisés ( Êxodo 32:2 a 6-Num. 12: 1 a 6-Êxodo 2:11,12-Num. 20:11,12-Deut.32:51).”(O que seria da ‘mesma forma’ que os Israelitas no deserto? Quem disse que os adventistas devem ser perfeitos?) O mesmo ocorreu com o movimento Adventista, que pregava a autentica Doutrina da Volta de Jesus (Autêntica...para 22 de outubro de 1844? Isso é autêntica? Acho que você não percebeu bem. Quando alguém anunciava a volta de Cristo para certa data é porque essa mensagem não era autentica! IITs 5.1-3 ) em uma época em que a maioria dos cristãos estava abandonando a Palavra de Deus se apegando na “Alta Critica” e pregando 1000 anos de paz antecedendo o retorno de Cristo (Como era esse abandono da Palavra de Deus e ao mesmo tempo pregavam o milênio antes da volta de Cristo? Não seria melhor você dizer que eles eram pós-milenistas?). Embora eles, erraram como o Profeta Natã que errou ao profetizar que Davi iria construir uma Casa para Deus (I Cron. 17:1 a 4 ),(Onde é que Natã profetizou naquele momento?) e nem por isso ele era um falso profeta (Claro que não, ele não profetizou falsamente!). Apesar de eles terem errado marcando uma data, foi o movimento Adventista que trouxe ao retorno do estudo da Palavra de Deus ( Foi o movimento adventista que trouxe ao retorno a Palavra de Deus, no sec. XIX? O que você tem lido sobre historia da igreja? Tem certeza disso? Não dói você dizer isso? Vamos lembrar apenas dois nomes que o movimento adventista poderia ter dado mais atenção: C. Spurgeon e D. L. Moody. Não acredito que você tenha certeza do que disse.).
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A Palavra de Deus é explicita quanto a condição do mundo próximo a volta de Jesus, ou seja, nada de mil anos de paz, veja: Lucas 18:8-I Tim.4:1 II Tim.3:1 e etc. Contudo as igrejas estavam ensinado 1000 anos de paz (Com base onde? Não era uma interpretação de Ap 20.1-6? Mesmo assim você assevera que eles não criam na Bíblia? O teólogo C. Hodge não cria na Bíblia? Ele era pós-milenista. Você está confundindo crença na Bíblia com interpretação. Essa é uma prática adventista.)
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Graças a Deus e os Adventistas as Denominações, cristãos e demais pessoas começaram a estudar as Escrituras (Isso não é demais?!). É verdade que eles erraram como Moises errou ao tocar a Rocha em vez de falar, e nem por isso ele era um falso profeta. Como Elias errou quando disse que só ele era fiel (I Reis 19:1), e nem por isso ele era um falso profeta ( Eles profetizaram que Deus faria algo em certa data? Erros pessoais e erros proféticos são os mesmos?). Como também os Discípulos erraram sobre Jesus e o estabelecimento do reino literal na época, e nem por isso eles foram falsos profetas ( Agora foi demais meu amigo, onde é que os apóstolos saíram propagando ao mundo uma data apara o fim do mundo?).
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O movimento adventista foi em vários lugares alem dos E.U.A: De 1821 a 1845 Jose Wolff viajou por diversos países pregando a volta de Jesus( Isso foi verdade, por isso foi ‘uma grande desapontamento’ em 1844!). Na Inglaterra Robert Winter. Na Alemanha Bengel. Na America do Sul Lacunza depois que conheceu a Jesus como seu salvador.
Foi depois de 22/10/1844 que eles perceberam que o erro foram deles e não de Deus(Já pensou se eles tivessem lido antes Mt 24.36 com mais temor no coração? Amigo adventista, eles poderiam ter ouvido os cristãos da época. Veja que a própria Ellen White sabia que havia essas advertências: “Vós vos enganastes inteiramente quanto à natureza dos acontecimentos que deveriam ocorrer ao fim destes períodos. Esta causa primordial da irritação causada por vossas exposições.” Isso foi dito ao pelo Dr Bush ao desviado batista Miller e está no livro O Grande Conflito paginas 686,687).
E, alguns com humildade e oração retomaram o estudo das Escrituras com ênfase nas profecias descobrindo onde erraram (Eles não ouviram as igrejas na época, se não teriam abandonado a data antes da decepção!). Embora vocês (Miller abandonou o adventismo e voltou para a igreja batista, os outros poderiam ter feito isso.) não os perdoassem, mas Deus sim lhes abriu o entendimento. Pois eles estavam sendo guiados pelo Deus que guiou a congregação no deserto (At 7:38).(Você está decidido em manter uma crença na orientação divina do adventismo, mas não está aceitando a definição bíblica de falsos profetas. Isso é prejuízo seu. Julgue isso como fosse as profecias das Testemunhas de Jeová, e verá como você está sendo parcial.)
Desse grupo remanescente surgiu mais tarde a Igreja Adventista do 7º Dia. E, outra vez, graças a Deus e a Igreja Adventista do 7º Dia, os demais cristão começaram a estudar melhor a Palavra de Deus.(Mais uma vez ‘graças a Deus e a Igreja Adventista...)

Profecia de Deus dizendo que o Seu povo seria escravo 400 anos. Contudo, a libertação de seu povo se deu em data diferente( Genesis 15:13,14-Atos 7:6,7-Êxodo 12: 40,41). Profecia e PROFETA falsos?(Então, é difícil não me indignar com você. Isso é absurdo.)
Jeremias profetizou que o povo de Deus serviria ao rei de Babilônia por setenta anos ( Jer. 25:11,12). Contudo a oração de Daniel e a resposta de Deus por intermédio de Gabriel demonstra que foi além dos setenta anos ( Daniel 9:1,2,3,23). Profecia e profeta falsos?
“ Jonas... pregava e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. Passaram os quarentas dias e nada. Profeta e profecia falsos (Jonas 3:4)? (Me parece que você está disposto a defender o adventismo a qualquer custo. Mas deixa eu tentar, pois você está muito perto de blasfemar a Palavra de Deus para defender o adventismo. Nos 400 anos, 430, 70 anos ou 68, não existe falsa previsão ou real diferença. A vida dos homens é 70 ou 80 anos, seria uma especulação geral? Acha mesmo que dizer: Em 22 de outubro de 1844 será a volta de Cristo, tem alguma semelhança com esses trechos? Não acho que você está levando isso a sério. Se é assim como você colocou, não é possível existirem falsos profetas. Por que os adventistas criticam as falsas profecias das Testemunhas de Jeová? Sobre Jonas ele já sabia que era uma advertência condicional mas a volta de Cristo é condicional?)
E, apesar da Igreja Adventista do 7º Dia “ser fraca e defeituosa” é com ela que o diabo está irado.(Será que não foi ele que deixou ela assim?) Pois ela pelo poder do Espírito Santo, prega e ensina a verdadeira Graça. Guarda e ensina a guarda os Mandamentos de Deus e tem O Testemunho de Jesus (Os Reformadores ensinaram isso antes de Ellen White. Na verdade o que é certo nos ensinos adventistas eles aprenderam daquilo que Ellen White leu dos Reformadores.)
A Graça existe antes de Adão ter sido criado. Observe que Deus já sabia que o homem iria pecar. Portanto, a criação de Adão já foi um ato da Graça de Deus. Ninguém foi nem será salvo pelas obras.Abraão foi “Justificado” quando ainda era Abrão, não era circuncidado, não era judeu e sim um caldeu ( Gen. 11:28,31-15:6,7-Josué 24:2,3-Neemias 9:9 -Rom. 4:3). Pois um Cordeiro de Deus foi morto antes da fundação do mundo. Abraão foi justificado porque creu e não porque fez. Mais porque creu, pelo poder de Deus fez.

(Agora teremos um trecho tão infeliz, que nosso amigo adventista enviou um e-mail depois para tentar minimizar os efeitos dessas palavras. Vou deixar em itálico.)
Há de se observar que embora A Palavra de Deus seja suficiente para entender a Salvação, os pecadores, os novos na fé, precisam de pessoas que guiados por Deus, pregam, ensinam e escrevem acerca da salvação. Se assim não fossem, os teólogos não citariam referencias de justificação pela fé de diversos autores, ou os estudantes de teologia não estudariam outros livros além da Palavra de Deus. Portanto, a alegação de que um pecador, um estudante, de um novo na fé, de um ateu, de um espírita, de uma pessoa não precisar ler outros livros para entender a salvação, é diabólica. Pois tira do Espírito Santo a capacidade de usar pessoas, quer pregando, ensinando, quer escrevendo. E, é por isso que homens e mulheres de Deus são usados pelo Espírito Santo para como Judas (3) empregar toda diligencia em escrever acerca nossa comum salvação, sentindo-se obrigado a escrever.
( É o desespero em defender Ellen White que leva os adventistas a dizerem isso. Espero que você repense mais. Uma pergunta para você: Se assim fosse entre vocês, por que depois de Ellen White (1915) não apareceu nenhum outro profeta? Não adianta comparar os escritos de dela com manuais de teologia. Você e eu sabemos que não é verdade. O nome dela está na Crença Fundamental 17(18). Poderia me citar quem mais está junto com Ellen White? As confissões Reformadas Históricas possuem ordem para acreditar em algum homem? Para ser adventista você tem que crer em Ellen White.)Como combater o ensinamento diabólico, de que quem é salvo pela Graça mediante a fé, não precisa ser obediente a Palavra de Deus? Como combater o ensinamento diabólico, de que quem é salvo pela Graça mediante a fé, não precisa guardar Os mandamentos de Deus?( Isso é antinomianismo, concordamos com você. Ou melhor, vocês concordam com os Protestantes Históricos.) Como combater o ensinamento diabólico*, de que o Dia do Senhor não é mais o Sábado do 7º Dia. Sendo que o Próprio Deus declara que Ele não muda, chama o Sábado de “Meu Santo Dia” e “Santo Dia do Senhor”( Isaías 58:13,14- Eclesiastes 3:14-12:13,14-Malaquias 3:6-HEB. 6:18-13:8)?(A prática cristã no Novo Testamento era diabólica? Todos os Reformadores eram diabólicos?) Como devia ser combatido o ensino diabólico da “alta critica” e mil anos de paz ensinado naquela época, que desviava as pessoas da s Verdades da Bíblia?(Engraçado. Quem anunciava a vinda de Cristo após Mil anos era diabólico, mas quem anunciava a vinda de Cristo para 1844 não era diabólico? Dois pesos duas medidas... A alta critica era combatida pelos eruditos fiéis, sabia?)
Essa resposta me causou revolta e pena. Os adventistas precisam mesmo de Jesus. É bom sempre as igrejas pensarem se esse grupo é uma igreja genuinamente cristã. Sei que esse e-mail não transmite o que geralmente vemos em livros adventistas ‘atuais’. Mas é conversando com membros adventistas que se percebe sua exclusividade, e culto em torno de Ellen White.

*Esse é um momento muito perigoso para esse adventista. Chamar o Domingo, o Dia do Senhor, de crença diabólica, mostra que essa gente precisa de Jesus.

Fonte: http://mcapologetico.blogspot.com

domingo, 27 de março de 2011

Leandro Quadros, 'na mira da verdade'.

Sabemos que o professor Leandro Quadros é um dos apologistas adventistas de maior credibilidade hoje conhecido. Credibilidade entre os adventistas especialmente. Ele respondeu ao Pr. Natanael, autor de um conhecido texto: 'Ellen White a profetisa que falhou'. O Leandro refutou com o artigo 'Ellen White a profetisa que NÃO falhou'. E em uma de suas respostas, o professor Leandro falou algo que não posso deixar de comentar.

As palavras do Leandro: “Ellen White, assim como os demais adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou nisso foram os mileritas (seguidores de Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal, Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional, Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram “profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador. (http://novotempo.com/namiradaverdade/2009/03/30/ellen-g-white-%e2%80%93-a-profetisa-que-nao-falhou-parte-3/).

Não posso deixar de me incomodar ao ler essas palavras. Segue-se uma resposta. Mas antes preciso 'mirar' o que ele disse. Note que ele esbravejou contra as denominações, mas não apresentou uma confissão histórica, ou oficial dessas igrejas que provasse que eles eram 'profissionais' em marcar datas. Depois ele fica lamentando que os críticos dos adventistas não busquem na fonte autorizada. O Nisto Cremos, por exemplo. Mas fez exatamente isso nessa crítica.

Ellen White escreveu que as igrejas excluíam os que aceitavam a mensagem de Miller “... as igrejas começaram a tomar providencias disciplinares contra os que tinham abraçado as opiniões de Miller.” (Grande Conflito,1975, pg.336). Então senhor Leandro, como se dá se essas eram artistas em predizer a volta de Cristo? Sou Presbiteriano, e ainda não achei em nossos Símbolos de Fé (ou qualquer outra confissão Reformada) uma data que indique a volta de Cristo. Como o Leandro pode classificar 'presbiterianos' e outros de prognosticadores...? Provavelmente não se deu conta que a resposta é evasiva.
E para piorar mais um pouco, deixou em negrito que esses eram guardadores do domingo! Nossa que grande acusação! Como se tivesse alguma coisa ligada a isso. Mas para lembrar ao senhor Leandro que no livro plagiado O Grande Conflito a profetisa Ellen White dedicou um capítulo para falar dos reformadores, e falou muito bem, desses guardadores do domingo!
Mas a resposta do professor Leandro foi a mesma que Francis Nichol, e em uma  revista. O ICP disse que os adventistas “Chegam a ponto de afirmar que: Os Adventistas nunca marcaram uma data para a Volta de Jesus. Foram os Mileritas ( seguidores de Guilherme Miller, um pregador batista) que fizeram isto. Eles anunciaram que Jesus viria no ano de 1843; depois, deduziram que seria em 1844; como os Adventistas do 7 Dia iriam marcar uma data, se eles ainda não existiam? Surgimos como movimento organizado no ano de 1863 ( declaração constante da carta em apreço)." pagina 12 (Série Apologética vol III. São Paulo. Editora ICP, 2001, p.222).
Essa informação e a resposta do Leandro são as mesmas. Mas o subterfúgio usado é mais flagrante quando diz que ‘o movimento adventista foi organizado anos depois de Miller’. Isso é obvio. Nenhum movimento nasce organizado. Apenas com seu desenvolvimento e crescimento é que a organização e estruturação tornam-se necessários.
De Francis Nichol foi: “Os adventistas, ao longo de toda a sua história, não marcaram data para o advento.” (Respostas a Objeções, 2004, p 234).
Será que isso é resposta?

Além do mais o conceito de Ellen White sobre o movimento é oposto ao que o professor Leandro tentou expor: "multidões se convenceram da exatidão dos princípios de interpretação profética adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhoso impulso foi dado ao movimento do advento." ( O Grande Conflito, 1975, p. 335).

Na verdade Miller era muito mais para Ellen White do que o que o senhor Leandro nega. Segue-se uma visão que Ellen White teve de Miller: “ [...] Enquanto eu estava assim chorando e lamentando a minha grande perda e responsabilidade, lembrei-me de Deus, e ferventemente orei para que Ele me enviasse auxílio. Imediatamente a porta se abriu e um homem entrou na sala, quando todas as pessoas se haviam retirado; e esse homem, tendo na mão uma vassoura, abriu as janelas, começando a varrer a sujeira e o lixo da sala. Pedi-lhe que desistisse, pois havia algumas jóias preciosas espalhadas entre o lixo. Disse-me ele para "não temer", pois "tomaria cuidado delas". Então, enquanto ele varria o lixo e a sujeira, jóias e moedas falsas, tudo saiu pela janela como uma nuvem, sendo levados pelo vento para longe. Na agitação eu fechei os olhos por um momento; quando os abri o lixo tinha desaparecido. As jóias preciosas, os diamantes, as moedas de ouro e de prata, continuavam espalhadas em profusão por todo o recinto. Ele colocou então sobre a mesa um cofre, muito maior e mais belo que o anterior, e ajuntou as jóias, os diamantes, as moedas, e lançou-as dentro do cofre, até não ficar uma só, embora alguns dos diamantes não fossem maiores que a ponta de um alfinete. Então ele me chamou: "Vem e vê." Olhei para dentro do cofre, mas os meus olhos estavam deslumbrados com a visão. Elas brilhavam com glória dez vezes maior que a anterior. Pensei que tivessem sido esfregadas contra a areia pelos pés das pessoas ímpias que as haviam espalhado e sobre elas pisado contra a poeira. Elas estavam arrumadas em bela ordem no cofre, cada uma no seu devido lugar, sem qualquer visível esforço da parte do homem que as pusera ali. Soltei uma exclamação de verdadeira satisfação, e esse grito despertou-me.”( Primeiros Escritos paginas 81,82,83).

Esse homem com a vassoura era Guilherme Miller!
Parece que a tentativa de livrar-se da falsa profecia de 1844 por parte do professor Leandro, e outros apologistas adventistas, é pobre demais para ser levado a sério. Até parece que os apologistas adventistas não sabem que Ellen White sonhou sobre 1845... ou mesmo que manteve a porta do céu fechada até 1851, e que nesse mesmo ano J. Bates, o idealizador do sábado para eles, esperava a volta de Cristo!
Mas vou ajudar o professor Leandro a ver que o movimento milerita não é apenas um passado distante e divorciado. Existe um elo entre aquele movimento e os adventistas hoje. Esse elo chama-se Ellen White. ‘anjos estavam guiando a compreensão de Miller’(O Grande Conflito ,1975, p.320). Não eram batistas, presbiterianos, episcopais, etc. Senhor Leandro, segundo Ellen White, eram anjos!

Um adventista seguidor de Ellen White não deve deixar de ter a perspectiva dela sobre a decepção de 1844, ela disse: “... Deus cumpriu seu propósito, permitindo que a advertência do juízo fosse feita exatamente como o foi.” (O Grande Conflito,1975, p.352).
Isso no mínimo é uma irresponsabilidade teológica! Alguém falar para o mundo que Deus disse na Sua palavra que o mundo vai acabar em 22 de outubro de 1844, quando Ele nunca disse isso, e depois dizer, que mesmo assim Ele quis que eu dissesse, é o mesmo de dizer que Ele mandou eu dizer aquilo que eu disse. Complicado e irônico, mas é isso que a profetiza do movimento adventista insinuou.
Acho melhor o professor Leandro mirar melhor. Só dizer 'não negamos nossa origem milerita', não é suficiente, faltou mais detalhes. Tem mais no DNA...

Meu convite pessoal ao senhor é que abandone sua Crença 17, que lhe obriga a crer em Ellen White. Deixe de se identificar com o pioneirismo adventista pois tal é falso, em sentido profético e doutrinal, pois negou a Trindade. Creia em Jesus Cristo que entrou no santíssimo na sua ressurreição, esse é o único caminho (Jo 14.6).

Fonte: http://mcapologetico.blogspot.com

sexta-feira, 25 de março de 2011

O ADVENTISMO NEGA A INERRÂNCIA BÍBLICA – PARTE 2


Na primeira postagem sobre esse tema, mostrei que o motivo principal do Adventismo negar a inerrância bíblica é o compromisso doutrinário com a inspiração de Ellen White. O erudito adventista Samuelle Bacchiocchi, mostra isso ao dizer que



“ 5 — Uma razão final para a rejeição da inerrância absoluta, no caso dos adventistas, são os ensinos de Ellen White, e o exemplo da produção de seus escritos. Ela claramente reconhece o papel humano na produção da Bíblia.” (Fonte)
O segundo motivo é o verdadeiro motivo, a saber; ‘o exemplo da produção de seus escritos’. Como já postei , ele demonstrou os erros de Ellen White. E fato é fato.

Isso na verdade deveria ser o único motivo, caso fossem mais honestos com a verdade e com o Cristianismo. Visto que o próprio Bacchiocchi desbaratou muitas informações históricas que Ellen White ‘revelou’ em seus livros, ele precisou salvar seu emprego e a sustentação da seita Adventista do Sétimo Dia, por atacar a inerrância bíblica. E o próprio Walter Rea quando publicou A Mentira Branca deixou a inspiração de Ellen White não apenas como um mito, mas como criminosa!

Pretendo, com a ajuda de outros, refutar o que ele escreveu contra a inerrância bíblica. Mas antes dessa tarefa, precisamos pensar como se define a Inerrância bíblica. A Declaração de Chicago sobre a Inerrância (para facilitar usarei a sigla DCI) diz:

“Artigo IX

Afirmamos que a inspiração, embora não outorgando o¬nisciência, garantiu uma expressão verdadeira e fidedigna em todas as questões sobre as quais os autores bíblicos foram levados a falar e a escrever.

Negamos que a finitude ou a condição caída desses escritores tenha, direta ou indiretamente, introduzido distorção ou falsidade na Palavra de Deus [...]

Artigo XII

Afirmamos que, em sua totalidade, as Escrituras são inerrantes, estando isentas de toda falsidade, fraude ou engano.

Negamos que a infalibilidade e a inerrância da Bíblia estejam limitadas a assuntos espirituais, religiosos ou redentores, não alcançando informações de natureza histórica e científica. Negamos ainda mais que hipóteses científicas acerca da história da terra possam ser corretamente empregadas para desmentir o ensino das Escrituras a respeito da criação e do dilúvio.”



Esse pensamente piedoso sobre a Escritura é o que o Espírito Santo tem orientado os fiéis servos de Deus diante aos ataques intelectuais lançados contra a Bíblia. Mas tanto teólogos liberais bem como os adventista a exemplo de Bacchiocchi, estão a serviço do diabo, blasfemando a Palavra escrita de Deus.

Sobre o que a DCI diz acima, Bacchiocchi assevera:

“Inerrância Absoluta

É a posição de que a Bíblia em seus autógrafos originais, em sua inteireza é inerrante, sendo livre de toda falsidade, fraude, ou engano, e apropriadamente interpretados, será constatada como verdadeira e fiel em tudo quanto afirma concernente a todas as áreas da vida, fé e prática. Ou seja, que a Bíblia não contém erro de espécie alguma, seja de história, geografia, astronomia, cronologia, ciência, ou qualquer área que seja.

A aceitação dessa posição é vista por muitos evangélicos como um divisor de águas da ortodoxia. Igualam a autoridade da Bíblia a sua inerrância, porque presumem que se não se puder demonstrar ser a Bíblia isenta de erros em questões não-religiosas, então nela não se pode confiar nas áreas religiosas mais importantes. Chegam ao ponto de reivindicar que os cristãos não podem ser legitimamente considerados evangélicos a menos que creiam na inerrância absoluta da Bíblia. A negação de tal crença supostamente conduziria à rejeição de outras doutrinas evangélicas e ao colapso de qualquer denominação ou organização cristã.

Então, ele introduz a sua concepção de Inerrância Limitada dizendo:

“Inerrância Limitada

É a posição que defende a inspiração conceitual, não verbal, e aceita exatidão da Bíblia somente em questões de salvação e ética, mas não a sua inerrância. A inspiração divina não impediu que os autores bíblicos cometessem “erros” de natureza histórica ou científica, uma vez que estes não afetam nossa salvação. A Bíblia não é inerrante em tudo quanto diz, mas é infalível em tudo quanto ensina com respeito a fé e a prática.”(negrito acrescentado)

Irmãos, e amigos adventistas, isso é uma das provas que colocam o adventismo dentro de um bojo sectário, junto aos Espíritas, Mórmons e parcialmente aos Testemunhas de Jeová.

Bacchiocchi apresenta o fator humano como garantia que houve erros no escritos bíblicos. Visto que todo homem é imperfeito, logo o que esses produzem deve ser imperfeito. Quais as provas que ele apresenta? Segundo ele:

“É evidente também no pobre estilo literário de tais livros como o Apocalipse, que tem um vocabulário limitado e alguns erros gramaticais. Aparece no uso de tradições orais por homens como Lucas, ou de registros escritos pelos autores de Reis e Crônicas. É também refletido na expressão de emoções humanas em lugares como o Salmo 137 que descreve o sentimento dos cativos hebreus em Babilônia, dizendo: “Filha de Babilônia, que hás de ser destruída. (…) Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra“! (Sl.137:8–9). Tal linguagem violenta expressa emoções humanas de profunda mágoa, antes que o divino amor por amigos e inimigos.”

Para ele, a simplicidade do koiné é uma prova de erros! Para ele, um vocabulário limitado é evidência de erros (Atos 4.12)! Por último, ele diz que os erros gramaticais é mais uma das provas de erros que a Bíblia possui, o que ajuda-o a negar a inerrância bíblica! As duas primeiras provas é uma estupidez que nem merece atenção. A última é uma suposição, se tais erros gramaticais nas cópias estavam no autógrafos. Mas ainda que possa ser levado adiante essa postura, a DCI diz algo que livra qualquer dúvida sobre erros gramaticais e inerrância bíblica:

Negamos ainda mais que a inerrância seja contestada por fenômenos bíblicos, tais como uma falta de precisão técnica contemporânea, irregularidades de gramática ou ortografia, descrições da natureza feitas com base em observação, referência a falsidades, uso de hipérbole e números arredondados, disposição tópica do material, diferentes seleções de material em relatos paralelos ou uso de citações livres.”

Os chamados erros gramaticais que o vocabulário limitado poderiam inserir na escrita não anulam a preservação da exatidão da mensagem escrita. Vamos dar um exemplo mediano:

Nóis vus ezortamos que ameís uns aus otrus.’

Mesmo que chegasse a tanto, o que duvidamos, tais ‘erros’ não altera em nada o que se foi escrito. Agora, onde é que tais erros podem ter dado inexatidão da mensagem, ou tirado a veracidade do conteúdo histórico, geográfico ou científico?

Com respeito aos imprecatórios, quer eles tenham sido inspirados ou não, como as palavras do diabo, o escrito foi inspirado! Nesse momento Bacchiocchi comete um erro grosseiro em confundir, (propositalmente?) o conteúdo com a escrita.

Não existe prova alguma que realidade da limitação humana na composição da Escritura tenha garantido erros nesses escritos.

A CFW é muito mais crente, na verdade cristã, do que Bacchiocchi e diz que a  “completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus [...]” 1.V.

A posição Reformado está indo mais além, indica a completa perfeição da Escritura como prova de sua origem Divina!

Mas como foi escrito de maneira inspirada? O Dr Paulo Anglada esclarece várias coisas desse assunto dizendo:

“Isto não significa que cada palavra foi ditada pelo Espírito Santo, de modo a anular a mente a personalidade daqueles que a escreveram [...] Não somente as idéias gerais ou fatos gerais foram revelados, mas as próprias palavras foram escolhidas pelo Espírito Santo, pela instrumentalidade dos escritores.”

Anglada mostra que a doutrina Reformada está embasada na Escritura, especialmente quando Jesus disse “a Escritura não pode falhar.” (Jo 10.35). Mas para o adventismo, que não é de Cristo, ela pode falhar!
(Fonte: Paulo Anglada)


Para encerrar essa segunda postagem sobre Inerrãncia e Adventismo. Quero apresentar duas defesas para Inerrância diante das acusações de Bacchiocchi:



1) Caso a Bíblia tenha erros humanos inseridos em suas exposições cientificas e históricas, aquilo que ela diz sobre a Criação poderia estar errada? Ou seja, a luta do Adventismo em favor do Criacionismo seria vã, sendo que a exposição cientifica não seria verificada em Gn 1. Se houvesse erros históricos, qualquer doutrina bíblica que de alguma maneira está ligada a história estaria em risco, tendo em vista que muitos ensinos e milagres estão ligados a eventos históricos. As palavras de Deus e de Jesus nos Evangelhos, poderiam estar afetadas por esses erros?



2) Quando a Bíblia afirma que toda Escritura é soprada por Deus está garantindo o quê?

( 2 Tm 3.16) O que se diz da letra se diz do ensino em 2 Tm 3.15.

A Bíblia diz que tudo o que foi ESCRITO foi para nosso ENSINO. Como desvincular a escrita imperfeita do ensino perfeito? (Rm 15.4)

É relevante notar que 1 Co 10 é uma exposição doutrinária com base em fatos históricos. Aliás, a maior parte da Bíblia extrai ensinos infalíveis de registros históricos... Falíveis?!?.

Sei que muitos adventistas não sabem que a Inerrância é negada pela sua religião por causa de Ellen White. Que Deus conduza esses para a libertação do Adventismo Blasfemador! (Jo 8.32). E se alimentem de cada palavra que sai da boca de Deus, visto que nem mesmo uma letra fracassará (Mt 5.18).


fonte: http://mcapologetico.blogspot.com

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Adventismo nega a inerrância da Bíblia!


Se antes você tinha dúvida que o Adventismo é um movimento herético, não tenha mais a partir de hoje. Se a crença em torno de Ellen White já não era suficiente, e a limitação da obra de Cristo em 1844 não lhe dava arrepios, acho que agora podemos fechar o cerco.

A crença protestante na Inerrância bíblica é uma questão de sobrevivência. Negar isso é dar as mãos ao liberalismo teológico e de fato, ao diabo.
O grande erudito adventista, o Dr Bacchiocchi escreveu: “A aceitação dessa posição é vista por muitos evangélicos como um divisor de águas da ortodoxia.” E ele está certo. Mas infelizmente, ele não concorda com isso. E diz: “Igualam a autoridade da Bíblia a sua inerrância, porque presumem que se não se puder demonstrar ser a Bíblia isenta de erros em questões não-religiosas, então nela não se pode confiar nas áreas religiosas mais importantes. Chegam ao ponto de reivindicar que os cristãos não podem ser legitimamente considerados evangélicos a menos que creiam na inerrância absoluta da Bíblia. A negação de tal crença supostamente conduziria à rejeição de outras doutrinas evangélicas e ao colapso de qualquer denominação ou organização cristã.”

Ele então desenvolve o tema, para minar a doutrina da inerrância.

Quais os motivos? Nessa página aqui está um resumo de sua argumentação. Nada do que ele disse a Declaração de Chicago e os eruditos ali presentes não tenham respondido desde então.(veja a Declaração).

Mas em minha opinião o verdadeiro motivo está no ponto 5 da argumentação do Dr Bacchiocchi: “5 — Uma razão final para a rejeição da inerrância absoluta, no caso dos adventistas, são os ensinos de Ellen White, e o exemplo da produção de seus escritos. Ela claramente reconhece o papel humano na produção da Bíblia.”(acrescentei grifo e itálico)


Observe o motivo real por de traz da blasfêmia adventista! Ellen White... Visto que os escritos dela teve erro, como ele mesmo sabe, então ele suja a Bíblia com mesma lama e diz que a Bíblia também é assim!

Em uma observação deixa mais uma vez a intenção escapar: “Os adventistas consideram os escritos de Ellen White como possuindo inspiração conceitual, e não verbal. Inclusive, ela mesma não rogava para seus escritos o grau de inerrância.”

Querido amigo adventista, abandone essa seita hoje! Essa seita nega a Palavra de Deus como inerrânte. Isso te aproxima do espiritismo, que usa a Bíblia mas nega sua inerrância.

Cristo é a verdade, não Ellen White (Jo 14.6).





fonte: http://mcapologetico.blogspot.com 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Por que guardo o Domingo e não o Sábado? Respondendo aos Adventistas.

Como responder a pergunta Adventista: Mostre-me na Bíblia onde Deus mandou guardar o Domingo em lugar do Sábado?
Apresento abaixo 8 razões [de dez, exceção da 8 e 9], como respostas bíblicas a esse questionamento.
Mas antes vou mostrar uma incoerência nessa pergunta. Eles na verdade colocam em dúvida um padrão bíblico de deduções legítimas que eles usam. O que está errado é a formulação da pergunta e não nas provas. Poderíamos perguntar:

Mostre-me na Bíblia onde Deus mandou celebrar a Santa Ceia em lugar da Páscoa?
Veja o que o livro Nisto Cremos , oficial e autorizado de doutrinas Adventistas, diz na página 267 ao tratar da Santa Ceia: “Naquele momento, Jesus instituiu, em lugar da Páscoa, o serviço que seria o memorial do Seu grande sacrifício: a Ceia do Senhor
Página 271: “A Ceia do Senhor ocupou o lugar da Páscoa praticada no Antigo Testamento.”[negrito meu]
Ou seja, quando os Adventistas apresentarem essa ordem de transferência, podem exigir algo com relação ao Domingo no lugar do sábado!

POR QUE GUARDO O DOMINGO?

Evidentemente que para dar uma resposta a essa pergunta com poucas sentenças seria impossível. Mas podemos tentar trazer alguns apontamentos resumidos. Preciso deixar claro que não tenho problema algum com a guarda do Sábado praticada pelos irmãos Batistas do Sétimo Dia, nem necessariamente com a maneira com que os hereges Adventistas tem dito que guardam. Os problemas com a guarda do sábado pelos adventistas são: 1) Em vários momentos os observo contrapondo essa guarda como sinal de que são a verdadeira igreja de Cristo por causa disso. 2) Para a mística profetisa Ellen White, a guarda do sábado será O sinal apocalíptico, escatológico, da salvação na volta de Cristo! 3) Quando na vida individual [ou coletiva] eles sentem alguma justiça advindo da guarda do sábado.(Numa postagem posterior, trarei um estudo adventista que prova que Ellen White disse muito coisa errada sobre sábado e domingo no livro O Grande Conflito.)

AS RAZÕES para se guardar o Domingo são exclusivamente extraídas do NT (embora se pode vislumbrar algo no VT) e da prática que se seguiu ao que foi estabelecido no NT.

Primeiro – Após o nascimento da igreja em Atos, o Novo Testamento não revela que as atividades celebrativas cristãs foram realizadas aos sábados, mas sim aos Domingos. Isso não foi sem propósito.

Segundo – Os relatos sobre os sábados no NT estão ligadas aos Judeus e não aos Cristãos. Isso não foi sem propósito.

Terceiro – O principal evento do cristianismo, a Ressurreição do Senhor, se deu no Domingo. Esse fato é relatado nos quatro evangelhos, destacando não somente o acontecimento, mas o dia do acontecimento. Isso não foi sem propósito.

Quarto – O ‘nascimento’ da igreja se deu em pentecostes, que era no Domingo! Isso não foi sem propósito.

Quinto – Tendo em vista o pentecostes de Atos 2, as primícias das realizações cristãs foram feitas no Domingo. 1) Primeiro sermão, 2) Primeiras conversões e 3) Primeiro batismo realizado pela Igreja. Isso não foi sem propósito.

Sexto – O Soberano Deus usou a palavra ‘Domingo= dia do Senhor’ em uma referência ao primeiro dia da semana em Apocalipse 1.10. Isso não foi sem propósito.

Sétimo – Um livro Bíblico foi escrito sob revelação divina no Domingo. Isso não foi sem propósito.

Oitavo – A história confirma que os cristãos após os apóstolos, no segundo século, celebravam o Senhor no Domingo e não guardavam o sábado. Isso não foi sem propósito.

Nono – Todos os teólogos cristãos da Reforma, os servos fiéis de Deus, os Puritanos, bem como uma nuvem de teólogos fieis de todos os ramos do protestantismo, entenderam que os motivos acima são evidências bíblicas para considerar o Domingo como dia do Senhor. Isso não foi sem propósito.

Décimo – Colossenses 2.16,17 impede que qualquer guardador do sábado lance julgamento contra quem não guarda o sábado. Isso não foi sem propósito.

Essas são as razões que me levam a guardar* o Domingo, o Dia que meu Senhor ressurgiu dentre os mortos para a glória de Deus e para minha salvação!

*A maneira de se guardar o Domingo é objeto de debate. Alguns transferem todas as referências e prescrições sabáticas do VT ao Domingo. Outros mantêm uma guarda mais celebrativa do que de trabalho e ainda outros acreditam que seja uma oportunidade de maior expansão de atividades cristãs. Nem mesmo Calvino chegou ao ponto em que os Puritanos de Westminster chegaram nesse assunto. Mas talvez quem esteja errado nisso seja Calvino e não a Assembleia de Westminster.
É um fato que o Dia do Senhor já não tem sido mais ‘o dia do Senhor’, para aqueles que são do Senhor. Isso é um pecado de ambição, egoísmo e egocentrismo! Esse dia poderia ser um dia de leitura bíblica em família, de visitas em hospitais, evangelização, e descanso necessário. Mas jamais trocar um culto nesse dia por uma festa, ou um jogo.


Fonte: http://mcapologetico.blogspot.com/2011/02/por-que-guardo-o-domingo-e-nao-o-sabado.html

sábado, 19 de março de 2011

Refutações sobre a guarda do sábado V


Refutação do cap. 31 do livro "Subtilezas do Erro" de Arnaldo Christianini
Por: Emerson de Oliveira
O texto de Arnaldo Christianini (A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 201) está em preto e minhas respostas em azul.
Um opositor aos mandamentos de Deus afirma: "O primeiro dia da semana ou domingo tomou tanta importância, pelas coisas que se deram nele, especialmente pela ressurreição de Jesus, que se tornou comum entre os apóstolos e os cristãos primitivos chamá-lo 'dia do Senhor'. A linguagem de João 'Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor' (Apocalipse 1:10) revela o fato que qualquer pessoa no seu tempo, que lesse esse seu escrito saberia a que dia se referia, isto é, qual o dia que pertencia ao Senhor Jesus."

Há nesse trecho nada menos que três afirmações destituídas de qualquer fundamento:

a) "... o domingo tomou tanta importância..."

Não tomou importância nenhuma. Tanto assim que os evangelistas sinóticos, escrevendo seus evangelhos sempre depois do ano 60, mais de 30 anos após a ressurreição, referem-se ao dia meramente como "o primeiro dia da semana", sem nenhum título da santidade, sem nenhum caráter especial. Nos escritos apostólicos não se vê esta "tanta importância" que o opositor pretende. E o mesmo João, escrevendo seu evangelho, perto do ano 100 de nossa era, também refere ao dia como sendo "o primeiro dia da semana". Quer dizer que no fim do primeiro século, o dia não tinha a "tanta importância" que lhe atribuem.

É verdade que o livro de Apocalipse foi escrito antes do Evangelho de João. Aqui neste texto, como em outros, a resposta será dada mais no grego original de onde foi escrito. Ratificando, muitos usam de má exegese ao interpretar a Bíblia, quando o fazem ao pé-da-letra ou a entendendo somente no português. Isso é ledo engano. O NT não foi escrito em português mas em grego. Não se pode entender o NT, corretamente, se não se souber o grego em muitas passagens. Daí o erro de só se ler a Bíblia ao pé-da-letra e vamos provar, por este estudo, que esta é a falácia onde Christianini cai.
Para começarmos, vamos ver o que diz uma autoridade no grego, A. T. Robertson:
No Dia do Senhor (en te kuriake hemera). Deissmann provou (Estudos Bíblicos, pág. 217s.; Ligh, etc., pág. 357ss.) de inscrições e papiros, que a palavra kuriakov era comumente usada para a sentido de "imperial", como finanças imperiais e tesouro imperial, e de papiros e ostracas que hemera sebasto (Dia de Augusto) era o primeiro dia de cada mês, o Dia do Imperador, no qual eram feitos pagamentos em dinheiro (cf. ICo. 16.1). Era fácil, então, para os cristãos tomarem este termo, já em uso, e aplicá-lo para o primeiro dia da semana em honra da ressurreição do Senhor Jesus Cristo naquele dia (Didaquê 14, Inácio Mag. 9). No N.T. a palavra ocorre só aqui e 1Co 11.20 (kuriakon deipnon) na Ceia do Senhor. Não tem nenhuma referência a kuriou hemera (o dia do Juízo, IIPd. 3.10). (1)
De início sabemos, pela gramática grega, que este então não pode ser o Dia do Juízo. Robertson nos demonstra que não é o caso. Da mesma forma demonstra que o termo era comumente usado para denotar um dia específico, assim como o "dia do Imperador". Era uma prática comum na Ásia Menor e não deveria ter passado despercebido a João.
Vamos ver o testemunho de alguns léxicos e enciclopédias:
  • Webster: "Domingo, o primeiro dia da semana,; o sábado cristão; o Dia do Senhor."
  • Dicionário Bíblico Smith: "O Dia do Senhor. O primeiro dia da semana, ou domingo, de toda época da igreja."
  • Enciclopédia Schaff-Herzog: "O Dia do Senhor, a mais antiga e melhor designação do sábado cristão, usada pela primeira vez por S. João em Ap. 1.10."
  • Dicionário Teológico Buck, artigo sobre o sábado: "Este (o primeiro dia da semana) é chamado de Dia do Senhor. Ap. 1.10."
  • Nova Enciclopédia Universal de Johnson: "o Dia do Senhor, um nome do primeiro dia da semana, derivado de Ap. 1.10 "
Ass palavra gregas traduzidas como "Dia do Senhor" [Ap. 1.10] e Kuriake hemera. Kuriake, o adjetivo, vem do substantivo grego kurious, e é definido assim:
  • Kurikos - De, pertencente, relativo a um senhor ou mestre e especialmente pertencente ao Senhor (Cristo); conseqüentemente kuriake hemera, o "Dia do Senhor". Liddell & Scott.
  • "Este é o nome habitual para o domingo pelos Pais gregos". Parkhurst.
  • Kuriakos - Pertencente ao Senhor Jesus Cristo; o Senhor [1 Cor. 11.20; Ap. 1.10]. Léxico Analítico grego de Bagster.
Poderíamos passar por todos os léxicos e encontrarmos as mesmas definições em todos. Nenhum se refere com este termo para Deus Pai, mas sem exceção todos se referem para o Senhor Jesus. Deve haver alguma boa razão para este acordo universal.
D. M. Canright escreve:
Quem não pode ver que o "Dia do Senhor" e o "primeiro dia da semana" são mencionados da mesma maneira desde os apóstolos e os Pais e os reformadores até hoje? A toda pessoa imparcial a evidência deve ser conclusiva que o Dia do Senhor de Ap. 1.10, escrito em 96, é o mesmo dia da ressurreição como mencionado por todos os Pais da Igreja depois de João. Marque este fato: EM NENHUM ÚNICA OCORRÊNCIA, NA BÍBLIA OU EM TODA a HISTÓRIA pode ser achada uma passagem onde o termo DIA DO SENHOR é APLICADO ao sétimo dia, o SÁBADO JUDEU. Este fato deveria ser decisivo sobre o significado em Ap. 1.10. Os próprios sabatistas não chamam o sétimo dia de Dia do Senhor, mas sempre de "dia de Sábado". (2)
O domingo, para começar, não é um "sábado cristão" no sentido legalista de ser obrigatório se guardar para comemorar um pacto. É sim, para se comemorar um pacto, a Nova Aliança, mas em um contexto diferente do sábado da Torá (agora alguém deve estar perguntando: mas ONDE está essa ordem de mudança do sábado para o domingo?)
Isto não foi repentinamente. Em poucas linhas, podemos dizer que o primeiro dia da semana seguramente foi o dia em que Cristo ressuscitou (Mc.16.9) e que Paulo já afirmara que as obrigações legalistas da Torá haviam expirado (Cl.2.16). O sábado se encontra na Torá e em nenhum momento o vemos como algo separado do resto. Sim, não significa que pelas obrigações legalistas da Torá terem expirado em Cristo podemos desobedecer os princípios morais da Lei de Deus (que não são só os Dez Mandamentos), pois leis morais não tem início e o sábado teve início, no Sinai.
Se alguém insiste em alegar que em Gênesis se ensina a guarda do sábado, resta demonstrar ONDE em Gênesis fala disso, sendo que em seus 50 capítulos nada menciona de uma guarda rotineira do sábado. Nada. Isto só vemos mais tarde, com os judeus sendo pedidos a guardarem-no no Sinai, por causa da escravidão, e não por outra coisa (Dt. 5.2,3; Ex. 31.16,17).
Se Israel já estivesse guardando o sábado, este não poderia ter servido de lembrete da sua libertação do Egito por Deus, conforme mostra Deuteronômio 5:15. Saírem alguns israelitas para apanhar maná no sétimo dia, apesar da instrução direta ao contrário, indica que a observância do sábado era algo novo. (Ex. 16.11-30) Que havia incerteza de como tratar o primeiro caso registrado de um violador do sábado, depois de se ter dado a Lei no Sinai, também mostra que o sábado só fora instituído pouco antes. (Num. 15.32-36) Enquanto no Egito, os israelitas, como escravos, não podiam guardar o sábado, mesmo que tivessem estado sob tal lei naquele tempo. Faraó queixou-se que Moisés interferia mesmo já quando pediu um período de três dias para oferecer sacrifícios a Deus. Quanto mais se os israelitas tivessem tentado descansar num dia em cada sete. (Êx 5:1-5) Embora seja verdade que os patriarcas parecem ter medido o tempo em semanas de sete dias, não há nenhuma evidência de que diferenciassem o sétimo dia. O número sete tinha destaque, porém, por muitas vezes denotar inteireza. (Gn. 4.15, 23, 24; 21.28-32) A palavra hebraica para “jurar” (shavá‛) evidentemente deriva da mesma raiz que a palavra que significa “sete”.

E isto nos vai ser confirmado pelo pastor Albert C. Pittman: "Primitivamente reuniam-se [os cristãos] no domingo de manhã, porque o domingo não era um dia feriado, mas sim um dia de trabalho normal como os demais... Partilhavam de uma merenda religiosa e em seguida retornavam ao seu trabalho, para os labores da semana." – The Watchman Examiner, 25 de outubro de 1956.

Só para lembrar ao senhor Christianini a função do domingo (daí sua origem em latim 'dies Dominica') é ser uma comemoração do Dia da Ressurreição. Se o senhor Christianini quer negar isto é outra coisa e vai de encontro à Bíblia e a História. Mas isto não anula o fato de que o primeiro dia da semana, gradualmente, foi sendo visto pela Igreja, que é a "coluna e sustentáculo da verdade" (ITm.3.15) como o dia a ser observado ao invés do sábado judaico.
O domingo não tem a função legalista de "parar de trabalhar". Sim, isto é recomendável, visto que é um dia de dedicação especial a Deus. Mas desde o NT ele já é visto de forma diferente (veja no grego At.20.7 e ICo.16.2).

b) "... se tornou comum entre os apóstolos... chamá-lo 'dia do Senhor'."

Aí está outra ficção. Quais apóstolos? Onde? Quando? Como se prova que tornou comum entre os apóstolos designar o domingo como o "dia do Senhor"? Apontem-se seus escritos, por favor! Queremos provas!

Podemos começar com: 1) Jesus ressuscitou dentre os mortos no primeiro dia da semana (Jo 20.1). Como a Igreja é "o Corpo Vivo de Cristo", isto é, a presença visível de Cristo aqui neste mundo, reunir-se no Domingo foi resultado da clara direção do Espírito Santo. Além do mais, era no Domingo que a Igreja celebrava a Ceia do Senhor - "o partir do pão". Era bem mais significativo celebrá-la neste dia, do que naquele em que Cristo esteve no túmulo. -
2) Jesus apareceu a dez de seus discípulos naquele primeiro dia da semana (Jo 20.19). - 3) Jesus esperou uma semana, e no outro primeiro dia da semana apareceu aos onze discípulos (Jo 20.26). - 4) A promessa da vinda do Espírito Santo cumpriu-se no primeiro dia da semana - no dia de Pentecostes, que pela lei caía no primeiro dia da semana (Levítico 23.16). - 5) No primeiro dia da semana foi pregado pelo apóstolo Pedro o primeiro sermão sobre a morte e ressurreição de Jesus (Atos 2.14). - 6) Nesse primeiro dia da semana os três mil conversos foram unidos à igreja pelo batismo (Atos 2.41). Aqui o batismo cristão em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, foi administrado pela primeira vez (Atos 2.41). - 8) Em Trôade, Paulo pregou aos cristãos reunidos no primeiro dia da semana (Atos 20.6-7) Já por esse tempo, os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana, e dedicavam o sétimo dia para a evangelização dos judeus. - 9) Paulo instruiu os cristãos em Corinto a fazer contribuições no primeiro dia da semana (1 Co 16.2). - 10) No primeiro dia da semana Cristo veio ao apóstolo João na Ilha de Patmos (Ap 1.10).

Aliás, cabe falar sobre Lv. 23.16, que é uma profecia sobre a ressurreição de Cristo e é muito profunda. Isto teve que recair sobre o domingo para que se cumprissem as exigências bíblicas. Foi no dia de Pentecostes que Jesus Cristo derramou o Espírito Santo sobre o grupo de cerca de 120 discípulos no quarto de andar superior em Jerusalém, no ano 33. (At 1.13-15) Jesus foi ressuscitado no dia 16 de nisã, o dia de o sumo sacerdote ofertar o molho de cevada.
Esta profética festividade das semanas, ou Pentecostes, cumpriu-se na Igreja dos discípulos de Jesus em Jerusalém, no 50.° dia contado a partir de sua ressurreição dentre os mortos. Portanto, a antitípica festividade das semanas, ou Pentecostes, entrou em vigor no sexto dia do terceiro mês lunar, quer dizer, em 6 de sivã do ano 33. Naquele tempo, o glorificado Jesus Cristo estava no Santíssimo do grande templo espiritual de Deus, a saber, na presença pessoal de Deus no céu, ao qual havia subido no 40.° dia após a sua ressurreição. Enquanto os judeus celebravam a típica festividade das semanas, ou Pentecostes, no templo de Herodes em Jerusalém, cerca de 120 discípulos do Sumo Sacerdote espiritual, Jesus Cristo, estavam reunidos numa sala de sobrado, naquela cidade. Daí, antes da terceira hora do dia (9 horas), o Senhor Jesus Cristo derramou Espírito Santo desde o Santíssimo do templo espiritual de Deus. Isto resultou em eles serem gerados pelo Espírito pelo seu Pai celestial, e em serem ungidos com Espírito Santo por meio de seu Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. (Atos 2.1-36) Assim os dois pães simbólicos de flor de farinha obtiveram o reconhecimento de Deus no céu, no seu Santíssimo. — Heb. 9.24.
Também o Sl. 118. 22-26 é uma profecia do domingo! Vejamos:
A pedra que os construtores rejeitaram, a mesma se tornou a pedra angular. Isto vem do Senhor; e émaravilhoso aos nossos olhos. Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e regozijemos nele. Ó, Senhor, salve-nos agora: ó, Senhor, envie-nos a prosperidade. Bendito o que vem no nome do Senhor:
nós vos abençoamos da casa do Senhor (Septuaginta, LXX)
- É óbvio que o dia da Ressurreição é o dia que o Senhor fez.
- O Dia da Ressurreição é o domingo.
- O Domingo é o dia que o Senhor fez!
- O primeiro dia (domingo) é o Dia do Senhor!

Deixe-me esclarecer: o NT não tem como objetivo trazer um novo dia, como o sábado, para adoração exclusiva. O sábado já estava sendo deixado com a Torá (Cl.2.16) mas gradualmente o primeiro dia foi sendo observado (não como dia de parar de trabalhar, etc, como o sábado) como comemorativo da Ressurreição do Senhor.
Também, como vamos ver, essa cavilosa falácia de Christianini em ir contra o primeiro dia da semana ser chamado de "dia do Senhor" vai exatamente contra ele e sua teoria do sábado ser chamado "dia do Senhor".

c) "A linguagem de João: Eu fui arrebatado no 'dia do Senhor' revela o fato..."

Primeiramente o arrebatamento nada prova em favor da guarda do dia, aliás a nova versão bíblica diz "achei-me em espírito", indicando apenas que o apóstolo teve as visões.

Só para notar, a observância de comemoração do domingo, assim como a Trindade, foi gradualmente sendo implantada. Seria desonesto para um adventista exigir que o domingo aparecesse já de repente sendo que a Trindade, o cânon e outros entendimentos doutrinários importantes só foram sendo desenvolvidos (entendidos) mais tarde.
Ignorando enormemente a importância do grego, Christianini comete se equivoca. Já se provou que no grego o termo significa "pertencente ao Senhor" ou "consagrado ao Senhor" (como a Ceia pertence ao Senhor em ICo.11.20).
João teve outras visões e, com relação a estas, não se menciona o dia em que ocorreram. A segunda visão se deu em dia não especificado (Apocalipse 4:2), e o fato de um profeta ter visão em determinado dia, não significa que tal dia deva ser guardado. A santidade de um dia repousa em base mais sólida, fundamenta-se num claro e insofismável "assim diz o Senhor".
É interessante ver como Christianini foge ao fato da importância do primeiro dia nas primeiras comunidades cristãs. Ainda assim é inegável e inescapável que S. João menciona um "dia do Senhor". Com a possibilidade descartada de ser um evento futuro, como o Dia do Juízo, restam apenas o domingo e o sábado. Mas pelo grego é o domingo.

O NT não dá nenhum dia de guarda para os cristãos. Em vão os sabatistas vão tentar provar isso. Ignorando o contexto, procuram ensinar que a guarda do sábado é vigente aos cristãos, sendo que Paulo já disse que isto pertencia a Antiga Lei (Cl.2.16). O primeiro dia, para os cristãos, não é um "dia de guarda" sabatista, mas um dia rememorando a Nova Criação.

O Catecismo diz:
"Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, no dia chamado com razão o dia do Senhor ou domingo".
O dia da ressurreição de Cristo é ao mesmo tempo "o primeiro dia da semana", memorial do primeiro dia da criação, e o "oitavo dia”, em que Cristo, depois de seu "repouso" do grande sábado, inaugura o dia "que O
Senhor fez", o "dia que não conhece ocaso". A "Ceia do Senhor" é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Senhor ressuscitado, que Os convida a seu banquete:

O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia. E por isso que ele se chama dia do Senhor: pois foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia
do sol, também nós o confessamos de bom grado: pois hoje levantou-se a luz do mundo, hoje apareceu o sol de justiça cujos raios trazem a salvação.(3)

A afirmação que o "dia do Senhor" nessa passagem se refira indiscutivelmente ao primeiro dia da semana é baseada em presunção sem nenhum valor probante.

Uma pretensiosa e vazia afirmação. Depois do que vimos, o grego, os léxicos e os comentários de abalizados eruditos, resta pouca ou nenhuma alternativa a Christianini.
O fato de em fins do segundo século da era cristã surgirem escritos aludindo ao primeiro dia da semana como sendo "dia do Senhor', não autoriza ao dogmatizar que João também se referia ao domingo.A Didaquê (escrito um pouco depois de Apocalipse, no ano 100) já menciona o "dia do Senhor". "O sábado" invariavelmente era o termo usado para o sétimo dia judaico. O próprio João sempre usou este termo quando falou do sétimo dia. Veja João 5:9,10,16,18; 7:22,23; 9:14,16; 19:31. Se ele quisesse dizer que foi o sábado o "dia do Senhor" em Ap. 1:10, ele certamente teria dito "dia de sábado" e não o dia do Senhor.(4) Isto foi um novo termo que descrevia uma nova instituição. A partir de agora, vamos ver que os argumentos de Christianini vão contra ele.
Como já vimos, o próprio grego prova que se trata do dia em questão em que João estava tendo a visão. Agora, resta-nos ver se era o primeiro ou o sétimo dia. Como demonstrado até aqui, pende-se que seja o primeiro dia.
Antes do ano 180 d.C., quando surgiu um falso Evangelho Segundo S. Pedro que afirmava ser o primeiro dia da semana o "dia do Senhor", nada, absolutamente nada se pode invocar para dizer que João de referia ao domingo.
S. Jerônimo traduz Ap. 1.10 corretamente na Vulgata como "dia de domingo", entendendo mais a sintaxe grega do que Christiniani.
O grego prova que o dia era "consagrado ao Senhor". Como vemos num debate:
A nenhum outro corpo senão o corpo de Jesus isto se refere. Em todas estas referências o termo "Senhor" seja de kuriakos ou kurios, significa nenhum outro senão Cristo. Por conseguinte, o "dia do Senhor" mostra um dia que tem uma referência especial a Jesus Cristo. E que dia poderia ser este?Certamente o dia no qual ele ressuscitou do sepulcro, o primeiro dia da semana. Foi neste dia que Jesus ressuscitou (Mc. 16:7). Nenhum outro dia tem tão grande associação com Cristo e o cristianismo como o dia de Sua ressurreição. A mesa do Senhor não significa o altar do Velho Testamento, mas é uma nova mesa introduzida na Nova Aliança; a ceia do Senhor não significa a ceia do Velho Testamento, mas mostra uma nova ceia na Nova Aliança; e o dia do Senhor não tem nenhuma referência ao dia do Velho Testamento, mas para um novo dia requerido na Nova Aliança.(5)
O próprio Justino Mártir que alude a um costume que se implantava entre os cristãos, de se reunirem no primeiro dia da semana, ao dia, refere como"o dia do Sol" e não como o "dia do Senhor".
S. Justino estava relatando como referência ao dia. E Christianini não menciona o fato de que S. Justino também disse:
Ele então fala dos gentios, isto é, nós, quem em todos os lugares Lhe oferecem sacrifícios, i.e., o pão da Eucaristia, e também o cálice da Eucaristia, afirmando que nós glorificamos Seu nome, e que vós profanais. A ordem da circuncisão, obrigando-os sempre circuncidar seus filhos no oitavo dia, foi um tipo da verdadeira circuncisão pela qual somos circuncidados do engano e iniqüidade por Ele, que ressuscitou dos mortos no primeiro dia depois do sábado, [isto é] nosso Senhor Jesus Cristo. Pois o primeiro dia depois do sábado, permanecendo o primeiro de todos os dias, é chamado, porém, o oitavo, segundo o número de todos os dias do ciclo, e [contudo] permanece o primeiro.(6)
A partir daqueles tempos, o título "dia do Senhor" aparece exuberantemente na literatura patrística. Mas é preciso provar que João tinha em mente o primeiro dia da semana quando escreveu "dia do Senhor". Autoridades evangélicas afirmam que João escreveu seu evangelho depois do Apocalipse, situando-se entre 96 a 99 d.C., tais como: Albert Barnes, em suas Notas Sobre os Evangelhos, John Beatty Howell em sua tabela de datas, W. W. Rand, em seu Dicionário Bíblico, e comentaristas Bloomfield, Dr. Hales, Horne, Nevinse Olshausen, Williston Walker e muitos outros.
Pelo menos Christianini não erra dizendo que o "dia do Senhor" aqui seria o Dia do Juízo. Este é o erro em que alguns caem e que o texto não aprova. Resta-nos só duas alternativas: ou é o domingo ou é o sábado. Então, como fica?
Esta frase ("dia do Senhor") ainda não tinha ficado comum em 57 d.C., como é mostrado nos escritos de S. Paulo, "no primeiro di da semana " (ICo. 16.2), a expressão habitual nos Evangelhos e Atos (Mt. 28:1; Mc. 16:2; Lucas 24:1; João 21:19; Atos 20:7; comp. Mc. 16:9). Lembremos que João estava escrevendo para um público específico, que conhecia o uso do termo.

Isso é importante, pois se João, no Apocalipse, escrito antes, se refere ao domingo como o "dia do Senhor", como então no seu evangelho, escrito posteriormente, volta a referir-se simplesmente ao "primeiro dia da semana"? (João 20:1 e 19).

Simplesmente porque no contexto ele estava relatando quando o evento da Ressurreição se deu. Por isso importante o CONTEXTO. Assim como Lucas fez em Lc. 23.56 ao relatar a guarda do sábado pelas mulheres no tempo passado. É um relato. Não teria muito sentido aos leitores de João no tempo passado lerem 'No dia do Senhor, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada...' sendo que este dia foi gradualmente crescendo em importância.
João, em seu evangelho, se dirigia aos judeus enquanto em Apocalipse se dirigia às igrejas da Ásia Menor, onde o termpo "dia do Senhor" já ia se fazendo conhecido.

Temos fundadas razões para crer que S. João se referia ao sábado.

É aqui que Christianini erra. Passando por alto a gramática grega, ele usa de cavilação para alegar ser o sábado.
Porque, consoante a Bíblia, o único "dia do Senhor" que nela se menciona é o sábado. Leia-se cuidadosamente Isaías 58:13: "santo dia do Senhor". O quarto mandamento em Êxodo 20:10 diz: "o sétimo dia é o sábado do Senhor." Em Marcos 2:28 lemos: "O Filho do homem é Senhor até do sábado."
Essas são táticas comuns de Christianini, mas inválidas para um estudioso profundo das Escrituras. Para começarmos, Canright explica:
O sábado aqui não é o Dia do Senhor? Não, pois: 1) a palavra sábado é usada em cada um destes três textos mas não está em Ap. 1:10. 2) todos os três textos foram falados antes da cruz e sob a lei, mas Ap. 1:10, está sob o Evangelho. 3) o sábado judaico foi abolido na cruz, Cl. 2:16; Rm. 14:5; Gl. 4:10, sessenta anos antes de João escrever em Patmos, e por isso não poderia ter sido o dia do Senhor quando João escreveu. 5) O fato que o termo "dia do Senhor", imediatamente depois da época de João, sempre que usado pela igreja antiga, sempre foi aplicado ao domingo, e nunca para o sábado, estabelece seu significado em Ap. 1:10.(7)
Assim, primeiro a gramática grega anula a teoria sabatista (en te kuriake hemera é um termo técnico para um dia específico, o primeiro dia da semana, como nos provou Robertson)
E a Revista de Jovens e Adultos para Escola Dominical, editada pela Convenção Batista Brasileira, relativa ao 4.º trimestre de 1938, pág. 15, assim comenta este versículo: "... o 'Filho do homem é Senhor do sábado (Marcos 2:28)'; isto é... o sábado é o 'dia do Senhor', o dia em que Ele é Senhor e pelo Seu senhorio Ele restaura o Seu dia ao seu verdadeiro desígnio."
As duas passagens (Ap. 1.10 e Mc. 2.28) estão falando de coisas completamente diferentes. Em Marcos 2.28 Jesus está afirmando que TAMBÉM é o senhor do sábado. Eles o criticaram por permitir que seus discípulos descascassem grãos para comer no sábado. Eles agiram como se pensassem que o homem fosse criado para o sábado.
As passagens paralelas mostram que eles se opuseram a usar o sábado para curar e exercitar o poder de Deus. Ele lhes informou que estavam se intrometendo nos assuntos de Deus. Ele podia curar ou comer grãos em qualquer dia ele quisesse. Ele não diz que o Sábado é o dia do Senhor. Ele diz que o filho do homem também é o senhor do sábado.
Canright explica:
O uso sabatista deste texto está diretamente ao contrário de seu significado original. Jesus não estava dando uma história da origem do sábado, nem defendendo sua sacralidade contra a profanação, ou mostrando que ele foi feito para todas a raças. Este não é o objetivo de suas observações. Ele não está afirmando o sábado judaico como Seu dia, como o dia consagrado a ele. Não foi como Deus, o Criador, que ele afirmou ser seu Senhor; mas foi como o FILHO DO HOMEM, o representante do homem, que ele afirmou ser o senhor do Sábado.
Note suas premissas e conclusões: "o Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado: ENTÃO o filho do homem também é o Senhor do sábado". Ele diz que como o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado, ENTÃO ele, um filho do homem, era o Senhor dele. Por que Jesus foi o Senhor do sábado? Porque ele era o Filho de Deus e o havia feito? Não; mas porque ele era o Filho do homem, homem para quem o sábado foi feito. É como um HOMEM que ele afirma ser seu Senhor. E isto ele disse para defender seus discípulos contra a acusação de quebrar o sábado. Como aplicou? Por que, o sábado foi feito para eles e portanto era só seu servo. Eles eram superiores ao sábado. Note os casos que ele usa para ilustrar sua declaração. Mt. 12:3-12. (8)

O discípulo amado conhecida muito bem as palavras do Decálogo (Êxodo 20:10) bem como as de Isaías (Isaías 58:13). À vista disso, não precisamos ter duvidas quanto ao dia a que ele quis referir-se quando no Apocalipse escreveu: "fui arrebatado em espírito no dia do Senhor". Só posteriormente, com a fermentação da apostasia na igreja primitiva, é que o domingo foi tomando corpo, e a designação "dia do Senhor" lhe foi dada deliberadamente.

É claro que Christianini vai de encontro a toda lógica grega aqui, pois vimos que en te kuriake hemera só podia se referir ao primeiro dia da semana, na época, pelo contexto e exegese. Se S. João quisesse dizer que era o sábado, ele claramente iria se referir assim para ele, pois os judeus nunca chamavam o sábado de "dia do Senhor", mas só de "dia de sábado".
A apostasia a que Christianini se refere é tão indigesta quanto ilógica. No começo, Ellen White, a fundadora do adventismo, sempre ensinou que a igreja primitiva sempre guardou o sábado até vir Constantino no séc. IV para mudar para o domingo. Nada mais mentiroso.
Mesmo o erudito adventista Samuele Bacchiocchi, discorda, como disse num e-mail:
Eu discordo de Ellen White, por exemplo, sobre a origem do domingo. Ela ensinou que nos primeiros séculos todos os cristãos observaram o sábado e foi devido em grande parte aos esforços de Constantino que a guarda do domingo foi adotada por muitos cristãos no quarto século. Minha pesquisa mostra o contrário. Se você ler meu artigo COMO COMEÇOU A OBSERVÂNCIA DO DOMINGO? que resume minha dissertação, você notará que eu coloco a origem da observância do domingo já no tempo do Imperador Adriano, em 135. (9)
Ou, seja, os próprios adventistas se contradizem e contradizem sua própria fundadora!

Heylin, erudito de projeção intelectual, da Igreja da Inglaterra, escritor bem informado, da o seguinte testemunho:

"Tomai o que quiserdes, ou os pais [da igreja] ou os modernos: e não encontraremos nenhum dia do Senhor instituído por mandamento apostólico: nenhum 'sabbath' [dia de repouso] por eles firmados sobre o primeiro dia da semana.

É, Heylin, isso porque esse não é o objetivo do NT. Os ASD usam deste sofisma de pedir provas para uma "mudança do sábado para o domingo", pensando que isto é o que o NT fala. Ele não diz isso, mas diz que o sábado já ia caducando no NT (Cl.2.16).
Vemos assim sobre que bases se assenta o dia do Senhor: primeiro sobre o costume e a consagração voluntária desse dia para reuniões religiosas; tal costume continuou favorecido pela autoridade da igreja de Deus, que tacitamente o aprovava; e finalmente foi confirmado e ratificado pelos príncipes cristãos em todos os seus impérios. E como dia de descanso dos trabalhos e abstenção dos negócios, recebeu sua maior força dos magistrados civis enquanto detinham o poder, e a seguir dos cânones, decretos de concílios, decretais dos papas, ordens de prelados de categoria quando a direção dos negócios eclesiásticos lhes era exclusivamente confiada.

Certo. Isto porque, como Christianini e demais protestantes negam a autoridade da Igreja, que foi dada a Pedro em Mt.16.18ss e ITm.3.15, não podem entender que a Igreja é Cristo e, portanto, tudo cabe a Ele e Ele pode fazer o que quiser. As leis não são duras e imutáveis e mesmo Deus pode mudar uma lei que ele disse que seria "perpétua", como a circuncisão.
Mas, não seria o sábado um sinal entre Deus e seu povo “para sempre”, ou “perpétuo”? (Êxo. 31:17, Al, CBC PIB) Não, porque a palavra hebraica aqui traduzida “para sempre” ou “perpétuo” é ‘oh.lam’, e significa simplesmente um período indefinido ou tempo incerto. Assim sendo, a tradução de ‘oh.lam’ pode significar “por tempo indefinido”. Assim, o sábado seria obrigatório por tempo indefinido; poderia ser para sempre mas também poderia não ser. Ser usada esta palavra em relação a tantas outras modalidades do arranjo da Lei que, obviamente, já deixaram de existir, mostra que não significa necessariamente para sempre. — Êxo. 12:14, 17, 24; 27:21; 28:43; 29:28.

Como nos explica o prof. Felipe Aquino:
Cristo concedeu parte da sua infalibilidade à Igreja, como veremos, porque lhe deu a missão de ser a "luz do mundo': sem poder se enganar no essencial.
De que valeria Cristo deixar a Igreja como guia dos homens neste mundo, se não lhe garantisse o domínio da verdade no campo da fé? Nada adiantaria, o seu legado se dissolveria pelo subjetivismo dos homens, como aliás acontece fora da Igreja Católica. (...)

Como poderia, então, a Igreja errar, ao indicar-nos o caminho da salvação? Seria necessário que primeiro Jesus a tivesse abandonado. Mas isto, nunca! Ele cumpre fielmente a Sua Promessa. Deus não pode errar.
Se Jesus garantiu a Pedro (Mt 16,18) e aos Apóstolos (Mt 18,18), que tudo o que eles ligassem ou desligassem na terra, Ele confirmaria no céu, é porque, estando na Igreja, pelo Espírito Santo, Ele não permitiria que a Igreja ligasse ou desligasse na terra, algo errado, que comprometesse a salvação dos homens.
Veja, Deus não pode ligar nada errado no céu, então, em face da promessa feita a Pedro e aos Apóstolos, Ele não permite que eles liguem algo errado na terra; é claro, em termos de doutrina apenas.
Esta é a marca da infalibilidade.(10)

Estou certo de que assim não foi com o antigo sábado, o qual nem teve origem no costume – e o povo não se adiantara a ponto de dar um dia a Deus – nem exigiu qualquer favorecimento ou autoridade dos reis de Israel para ser confirmado ou ratificado.

O que Gn. 2.1-3 menciona, de Deus ter "descansado" no sábado, 1º a palavra aqui para "sábado" no hebraico significa "cessar, desistir", não "descansar". Assim, a Septuaginta reza: "E Deus terminou no sexto dia as obras que ele fez, e ele cessou no sétimo dia de todas as obras que fizera"; 2º Não há, em todo o Gênesis, relato ou ordem alguma de alguém guardando o sábado. Isto peremptoriamente foi só conhecido no Êxodo.
Quem diz o contrário, está indo contra a própria Escritura, pois ela diz que ninguém guardava este pacto antes do Êxodo. Deuteronômio 5 esclarece-nos muitas coisas. Vejamos. Leiamos Dt. 5.1,2:

"Chamou Moisés a todo o Israel e disse-lhe: Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes. O SENHOR, nosso Deus, fez aliança conosco em Horebe."

Que estatutos e juízos? Que ALIANÇA é esta? Os estatutos e juízos (ou ordenanças) são toda a TORÁ e a ALIANÇA é o DECÁLOGO, que é um resumo (e não uma lei à parte) da Torá.
Que a guarda do sábado foi conhecida nesta dispensação vemos em Dt. 5.3:
"Não foi com nossos pais que fez o SENHOR esta aliança, e sim conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos".

Nenhum dos patriarcas conhecia o sábado. Ele foi dado como ordem no Sinai. Não é uma lei moral, porque foi criado no tempo. Os patriarcas não precisaram do Decálogo para saber que não deveriam roubar ou assassinar mas os israelitas precisaram dele para saber que dia era para se descansar.

O Senhor falou que Ele queria ter um dia em sete, exatamente o sétimo dia da criação do mundo, para ser dia de repouso para todo Seu povo, e este nada mais tinha a fazer senão de boa vontade submeter-se à Sua vontade e obedecer-lhe...
Pena que ignorando a exegese, Christianini falha em entender que o sábado foi um sinal só entre Deus e os israelitas (Ex. 31.17).
A circuncisão tinha sido dada como um sinal da Aliança para com Abraão e seus descendentes (Gn 17.9-13) mas sua adoção por muitas das nações pagãs deixou de torná-la um sinal distintivo pela qual o povo de Deus poderia ser certamente reconhecido dos outros. Foi preciso um novo "sinal". A observância de um dia em sete como um dia de descanso sagrado se tornou o sinal distintivo daqui em diante, e provou-se eficaz. Não era provável que fosse adotado, e de fato não foi adotado, por qualquer povo pagão. Nós só o vemos aplicado à nação judaica, considerado a marca especial e distinta de um judeu. (Juv. Sat. 4.159, 14.96 Epig 4.4, 50.7 etc.). grifo nosso (11)
Assim, porém, não ocorreu no caso em tela. O dia do Senhor [domingo] não tem nenhuma ordem para que deva ser santificado:
Não tem segundo a fraca exegese adventista, que não vê o Sl. 118. 24. O "dia que o Senhor nos fez" é o primeiro dia da semana, o dia em que Ele ressuscitou. A "pedra que os construtores rejeitaram" é Cristo, como Ele mesmo explicou (Mt. 21.42-43).
Só para lembrar: os cristãos não "guardam" o domingo como o sábado foi para os judeus. O domingo é um dia de alegria de celebração da Ressurreição de Cristo. É um "dia de guarda" no sentido de ser um marco da semana para nos encontrarmos na Igreja com Deus (mas é claro que todo dia é dia de se encontrar com Deus, seja onde for).
Canright dá um interessante conspícuo do caso:
Atanásio de Alexandria (326 d.C.) nos dá um bom exemplo. É dito que o sexto salmo está no Sheminith(o oitavo) instrumento para a oitava chave. Atanásio afirma isto como uma prova para o domingo. "A que outro esta oitava poderia ser senão a ressurreição de Cristo"? Falando sobre o salmo 118:24, "que dia pode ser este senão o dia da ressurreição do Senhor, que recebeu seu nome dEle, isto é, o Dia do Senhor?" (páginas 418, 419).(12)
mas foi evidentemente deixado ao povo de Deus determinar este ou outro dia qualquer, para uso notório. E assim foi adotado por eles, e tornado um dia de reunião da congregação para práticas religiosas; contudo, por trezentos anos não houve lei alguma que o impusesse aos crentes e tampouco se exigia a cessação do trabalho ou de negócios seculares nesse dia." – Dr. Peter Heylin, em History of the Sabbath, 2.ª parte, capítulos I e III, seção 12.E isto não tinha que ser imposto. Quem disse isso? Vivemos no legalismo? Não, mas sob a lei de Cristo (ICo.9.21). Quem, senão Deus, poderia produzir algo melhor do que uma Lei perfeita? A Aliança da Lei mosaica era perfeita. (Salmo 19:7) Apesar disso, Deus prometeu: “Eis que vêm dias . . . e eu vou concluir um novo aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá; não um igual a aliança que concluí com os seus antepassados.” Os Dez Mandamentos — o núcleo da Lei mosaica — foram escritos em tábuas de pedra. Mas Deus disse a respeito da nova aliança: “Vou pôr a minha lei no seu íntimo e a escreverei no seu coração.” — Jeremias 31:31-34.
“O relato . . ., feito por um escritor cristão que teve nomeada por volta dos meados do segundo século, é extremamente instrutivo. ‘No dia que se chama domingo’, diz Justino, o Mártir, ‘há uma reunião, em um só lugar, de todos os que moram quer na cidade, quer no campo; e lêem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permite. Ao cessar a leitura, o presidente profere um discurso no qual ele faz uma aplicação e exorta à imitação destas coisas boas. Então nos levantamos todos juntos e oramos.’” (13)

Fato é que o mencionado de Constantino não teve nada a ver com um "decreto" que mudou o sábado para o domingo, como falsamente se ensina. Isso é mentira! O que ele fez foi emitir um decreto civil para proteger e ajudar os cristãos que desde muito já observavam o domingo!

"Quando os antigos pais da Igreja falam do dia do Senhor, eles, às vezes, talvez por comparação, o liguem ao dia de repouso; porém jamais encontramos, anterior à conversação de Constantino, uma citação proibitória de qualquer trabalho ou ocupação no mencionado dia; e se houve alguma, em grande medida se trata de coisas sem importância, pelas razões que apresentavam." - Smith's Dictionary of the Bible, pág. 593.

Pois é. Como eu disse acima, os adventistas distorcem o que aconteceu. Mesmo Bacchiocchi discordou de Ellen White sobre ela ter dito que "todos os cristãos guardavam o sábado até Constantino mudar a guarda para o domingo". Bacchiocchi provou que os cristãos desde cedo o observavam, e ele cita o ano 135 como desde essa observância.
Mas e quando ao "decreto de Constantino"? Com a palavra, Canright:
Esta lei, então, não fez nenhuma mudança na observância do domingo por parte dos cristãos; mas assegurou àquele dia uma observância melhor em requerer a todo o mundo, pagãos e todos, cessarem de trabalhar neste dia. Mas dizem que esta lei de Constantino, em 321, foi a primeira lei em proibir o trabalho no domingo. Verdade, mas por que? Porque ninguém exceto os cristãos acreditaram que era errado trabalhar neste dia; e até aquela Constantino não tinha nenhum poder para fazer leis e, portanto, não poderia ter feito uma lei para guardar o domingo mesmo se quisessem. É notável que o primeiro imperador que favoreceu o cristianismo fez, entre outras leis que favoreceram os cristãos, uma lei civil que proibia o trabalho no domingo.(14)
Depois de tudo isto, ainda que se pudesse provar (o que é absolutamente impossível) que João tivera a visão num primeiro dia da semana, isto em nada altera a observância do sétimo dia da semana, pois não tem relação alguma com o dia do repouso do cristão, e muito menos se destina a abolir o sábado do Decálogo.
É impossível para a visão míope de Christianini ou de quem não quer ver o grego por trás de Ap. 1.10. Isto é irrefutável. Somente sofismas podem sustentar uma visão contrária.
Lendo Cl.2.16 e outros textos, vemos que o sábado havia passado e a Igreja gradualmente foi observando o primeiro dia como honra à Ressurreição de Cristo.


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Notas
1 - Quadros Verbais do Novo Testamento, de A. T. Robertson.
2 - Adventismo do Sétimo-Dia Renunciado, D. M. Canright. 1914.
3 - Catecismo da Igreja Católica - 1166.
4 - Adventismo do Sétimo-Dia Renunciado, D. M. Canright. 1914.
5 - THE PORTER-DUGGER DEBATE, pg.145
6 - Justino, Diálogo - 41:4)
7 - Adventismo do Sétimo-Dia Renunciado, D. M. Canright. 1914.
8 - Adventismo do Sétimo-Dia Renunciado, D. M. Canright. 1914.
9 - Samuele Bacchiocchi em um e-mail para a "Free Catholic Mailing List" de 8 fev. 1997
10 - Por que sou católico, prof. Felipe Aquino, ed. Cleófas, pg. 56-57.
11 - A Bible Commentary, de Rawlinson G Ellicott C.J. Marshall Bros London
n. d.

12 - The Lord's Day From Neither Catholics nor Pagans, de D. M. Canright.
13 - The Ancient Church (New York; 1859), William D. Killen, págs. 465, 466.
14 - Adventismo do Sétimo-Dia Renunciado, D. M. Canright. 1914.