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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Existe justiça nas comissões judicativas?

Luiz Lopes

É comum, qualquer testemunha de Jeová conhece e sabe do que se trata mas nunca é demais explicar o que é uma comissão judicativa e qual a sua função. Como o próprio nome já declara, é uma comissão de três ou mais anciãos de uma congregação, que se reúne com alguém que porventura tenha cometido algum pecado grave, passível, portanto, de ser desassociado, quer dizer, expulso da congregação, deixando de ser considerado como uma testemunha de Jeová e sendo, a partir de então, ignorado, nem mesmo sendo cumprimentado pelas outras testemunhas enquanto estiver nesta condição. Uma pena terrível, que interpõe um muro de isolamento entre amigos, parentes e até mesmo entre pais e filhos.
A Sociedade Torre de Vigia, que nos últimos meses mudou a sua denominação para Associação Cristã das Testemunhas de Jeová, mas que nós - por sabermos os motivos reais da mudança - preferimos continuar chamando pela forma antiga, diz ser biblicamente correta a atitude de semelhante julgar, e por vezes condenar, semelhante. Baseia-se ela em alguns textos bíblicos, mas não é, no momento, nossa intenção questionar a validade ou não da aplicação de tais textos, nosso objetivo é questionar a capacidade de um ancião ou de alguns anciãos que apesar de serem, na maioria, homens experientes e maduros, são apenas isso mesmo, homens, tão imperfeitos e pecadores como qualquer outro. É muito importante discutir isso, pois nas mãos de muitos destes homens, deposita-se o futuro e a vida de um grande número de testemunhas de Jeová, que, por qualquer motivo, estejam sujeitas ao seu julgamento.
O KS (sigla do inglês Kingdom School - 1991), o Manual da Escola do Ministério do Reino, ministrado aos anciãos e livro de orientação para casos como o da formação de comissões judicativas e outros, trás algumas orientações bem interessantes sobre o tema. Na página 113, segundo tópico, diz-se:
“Nem a gravidade do erro nem a má publicidade determinam em última instância se a pessoa deve ser desassociada; em vez disso, o fator determinante é o arrependimento sincero, ou a ausência dele, da parte da pessoa”.
O texto é claro, mas queremos ressaltar que é dito que, “a gravidade” ou a “má publicidade”, ou seja, o fato de mais pessoas na congregação saberem do fato, é o que vai determinar se a pessoa será ou não desassociada. O fator determinante é o “arrependimento”.
Na página 114, o KS fornece mais orientações:
“Os anciãos devem ser capazes de discernir o genuíno arrependimento da parte do transgressor”.
Pergunta: Como poderá um homem, comum, imperfeito, reconhecer traços de arrependimento genuíno em outra pessoa?
Na seqüência, na própria página 114, o KS passa a fornecer orientações sobre como identificar um “genuíno” arrependimento, no sub-tópico “Como se pode reconhecer o verdadeiro arrependimento”, onde se diz:
“Tem a pessoa orado contritamente (de forma arrependida) a Jeová e procurado seu perdão e misericórdia?”
Porém, logo a seguir, o KS trás a seguinte palavra de cautela:
“Alguns transgressores, embora estejam arrependidos, acham difícil orar”.
Deveria ser uma regra de fácil aplicação, se a pessoa não está fazendo orações não há arrependimento, mas não é assim, admite-se que existem exceções, ela pode não estar orando apenas porque se sente imprópria para orar e, ao mesmo tempo, estar arrependida. Então, como pode um homem ou um grupo de homens, chamados de anciãos, definirem com exatidão se o arrependimento é genuíno ou não? E se não conseguirem definir e cometerem uma injustiça, apenas uma que seja, já não seria algo condenável?
O KS prossegue com suas orientações:
“Admitiu sua transgressão, quer voluntariamente a alguns dos anciãos antes da audiência, quer quando confrontada com seus acusadores?”
Nova palavra de cautela:
“Algumas pessoas ficam tão profundamente envergonhadas que relutam em falar. Ou têm dificuldades em se expressar”.
Pois bem, confessar o erro e admiti-lo seria uma maneira de demonstrar arrependimento conforme o KS, porém, o mesmo reconhece que algumas pessoas podem sentir vergonha de admitir perante outros o seu pecado e, mesmo assim, estar profundamente arrependida no seu íntimo. Como poderiam alguns homens, apenas com olhos humanos, penetrar no íntimo de uma pessoa, vasculhar seu coração e obter a resposta?
Na página 115, o Manual trás uma pergunta que obriga a uma análise muito mais do que superficial do estado de uma pessoa quando sujeita a uma comissão judicativa:
“O que parece motivar a tristeza, o remorso e o pesar que demonstra? É a tristeza do mundo (pesar por ter sido apanhada) ou é a tristeza piedosa, sincera?”
Imaginemos a cena: A pessoa chora perante uma comissão judicativa, demonstrando tristeza e pesar. Como determinar se a tristeza é motivada pelo fato de ter sido descoberta no seu erro, ou se é devido a uma tristeza “piedosa e sincera”? É sem dúvida uma tarefa sobre-humana, inadequada para ser atribuída a simples homens, incapazes de identificar detalhes relacionados aos sentimentos íntimos de uma pessoa, que só poderiam ser avaliados por Deus, que, como mostra a Bíblia, conhece intimamente a cada um de nós.
Existem dois casos relatados na Bíblia, similares por se tratarem de desobediência aos princípios divinos, mas cujo tratamento dado por Deus foi diferente. Na realidade, poderíamos dizer que para nós, seres humanos, o julgamento de Deus nos dois casos é incompreensível, justamente por não termos a capacidade de avaliar os sentimentos íntimos de outro ser humano semelhante a nós.
O primeiro caso é o de Moisés, cuja obediência às ordens de Deus é plenamente comprovada pela sua atuação em vida. Abdicou de uma posição privilegiada na corte do faraó do Egito para liderar o povo de Israel rumo à terra prometida e era conhecido com “o mais manso dos homens sobre a face da terra”. Vez após vez, mesmo sob intensa pressão, Moisés defendeu os interesses do povo escolhido por Deus e por fim o próprio Deus, quando este povo foi relapso quanto a prestar a Ele a adoração devida. Vagou durante 40 anos no deserto, tendo atrás de si mais de três milhões de israelitas, com todos os problemas inerentes a um grupo tão grande de pessoas. Ele, no entanto, sempre foi fiel às orientações recebidas e conseguiu manter o povo organizado e com um objetivo definido. Porém, pouco antes de atingir este objetivo, Moisés cometeu um erro. Após enfrentar tantos reclamos e problemas ocasionados pelos israelitas, Moisés, ao providenciar água por bater com o seu cajado em um rochedo, não deu honra a Deus pelo jorro de água que brotou da rocha e acabou por atribuir, de forma intrínseca a si mesmo, o milagre.
O julgamento de Deus foi duro, duríssimo. Moisés, que tanto sofreu e lutou para retirar o povo de Deus do Egito, que foi exigido ao máximo por ficar tanto tempo no deserto, mantendo a união em torno do objetivo, iria, conforme a decisão de Deus, poder apenas olhar, mas não poderia entrar na terra prometida. Duro, mas foi assim que ocorreu. Moisés viu, de longe, mas ficou para trás enquanto os israelitas entravam na terra que por tanto tempo sonharam.
O segundo caso é o do rei Davi, cuja integridade é também igualmente conhecida. Davi foi escolhido diretamente por Deus para ser rei em Israel e sempre primou pela obediência às leis de Deus. Davi tinha muitas esposas, conforme permitido por Deus, porém um dia, ao observar de seu terraço, viu uma mulher de nome Bate-Seba, e ficou encantado com sua beleza. Ocorre que ela era esposa de um de seus generais que estava fora numa batalha, mas Davi estava totalmente envolvido pela paixão e não pensou nas conseqüências, terminando por ter relações sexuais com Bate-Seba e a engravidando. Desesperado, ele tomou providências para que o marido dela fosse colocado na linha de frente de batalha para que fosse morto e assim se deu. Caso resolvido, Davi tomou a mulher como sua esposa e esta teve seu filho, aparentemente nenhum arrependimento sincero se fazia notar no rei de Israel.
Apenas quando um profeta enviado por Deus lhe chamou a atenção é que Davi deu-se conta da grandeza do erro que havia cometido, vindo então a demonstrar arrependimento. A pena aplicada por Deus também foi dura, a morte do filho originado no relacionamento, mas não se compara ao julgamento de Moisés, já que Davi continuou vivo e pode continuar com Bate-Seba e ter outros filhos com ela.
Nesse ponto cabe a pergunta: Será que nós, com nossos olhos humanos, teríamos julgado ambos os casos da mesma forma que Deus? Não teríamos nós, simples homens, talvez aplicado uma pena mais pesada ao caso, aparentemente pior, de Davi, do que ao caso, aparentemente mais brando, de Moisés? Muito provavelmente a resposta é sim. Entretanto, o julgamento de Deus é baseado no conhecimento das motivações íntimas, nas motivações do coração, algo que para um ser humano é impossível.
Usando-se estes exemplos e aplicando-os nas atuações das comissões judicativas em casos comuns envolvendo testemunhas de Jeová, é justo perguntar: Não estariam, em muitos casos, agindo conforme o que os olhos humanos vêem e não conforme o conhecimento das motivações do coração? É provável que sim, mesmo porque as variáveis de cada caso, conforme as próprias orientações do KS, impedem a aplicação de regras claras e inequívocas, que são em última análise, a única maneira de homens julgar outros homens.
Trata-se claramente de uma usurpação. Homens que tomam para si mesmo algo que pertence apenas a Deus: O direito de julgar a justos e injustos.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ELE NÃO É O VERDADEIRO DEUS ?!

 
1. Que Dizem as TJ

1.1. Só há um Deus (Com “D” maiúsculo).

 
A Bíblia sustenta realmente que há um só Deus ( I Tm 2.5; I Co 8.6a etc). O próprio Jesus disse que Seu Pai é o único Deus verdadeiro (Jo 17.3). As TJ deduzem então que isto equivale a dizer que o trinitarianismo não é bíblico; e que, por conseguinte, Jesus não é Deus na verdadeira concepção do termo. Alegam que se o Pai é o único Deus, então Jesus não o é também, visto que se Jesus também fosse Deus, o Pai não seria o único a sê-lo. Mas esse silogismo é tão falso quanto se alguém dissesse assim: a Bíblia diz que Jesus é o nosso único Senhor (I Co 8.6 b; Jd 4). Logo, o Pai não é nosso Senhor...


O que as TJ precisam saber, é que a mesma Bíblia que afirma que o Pai é o único Deus, afirma também que o Filho é o único Deus. Os que concluem precipitadamente que o fato do Pai ser o único Deus, prova que o Filho não é Deus, deviam dizer que o fato do Filho ser o único Senhor, prova que o Pai não é Senhor, o que seria facilmente refutável à luz de Am 3.7, que diz que Deus é Senhor. Não estamos informando às TJ que Deus é Senhor, pois fazê-lo seria o mesmo que chover no molhado, visto que elas já sabem disso. O que estamos dizendo é que assim como não é errado dizermos que Deus Pai é Senhor, embora a Bíblia diga que o Filho é o único Senhor, certamente não é incoerência dizermos que o Filho é Deus, embora a Bíblia afirme que só o Pai é Deus. È que cada membro da Trindade é o nosso único Deus, bem como o nosso único Senhor. E o que dizemos de cada componente da Trindade, quanto ao Senhorio e Divindade, podemos dizer da Trindade, isto é, a Trindade é o nosso único Deus, bem como o nosso único Senhor.


1.2.“Ele é um deus” (com “d” minúsculo)


1.2.1. Análise sinóptica de Jo 1.1.

João 1.1 está traduzido na “bíblia” das TJ assim: “No principio era a palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus.” Neste texto bíblico, o vocábulo Deus aparece duas vezes. No primeiro caso refere-se ao Pai, e no segundo, ao Filho. Na primeira ocorrência há, no original grego o artigo definido (o) na frente do vocábulo Deus. Mas, na segunda ocorrência não há artigo algum. Os líderes das TJ alegam que o apóstolo João fez isso com o propósito de mostrar que Jesus não é o verdadeiro Deus, mas sim, um ser semelhante a um deus. Antes, porém, de reduzirmos esse “argumento” a frangalhos, vamos às transcrições, a fim de que o leitor possa ver que realmente os mentores das TJ apresentam essa argumentação.


Primeira transcrição: “... o artigo definido (o) aparece na frente da primeira ocorrência de Theós (Deus), mas não na frente da segunda ocorrência. A construção articular (quando o artigo aparece) do nome indica identidade, personalidade, ao passo que um nome predicativo, no singular, sem artigo e anteposto ao verbo (como está construída a sentença no grego) indica qualidade de uma pessoa. Portanto, o texto não diz que a Palavra (Jesus) era o mesmo que o Deus com quem estava, mas, antes, que o Verbo (a Palavra) era semelhante a um deus, era divino, era um deus ...” (Raciocínios à Base das Escrituras, página 213, edição de 1985).


Segunda transcrição: “ ... Quando um nome grego não tem o artigo anteposto a ele, torna-se uma descrição em vez de uma identificação, e tem o caráter de adjetivo em vez de nome ... Se João tivesse dito ho Theós en ho Logos, empregando um artigo definido anteposto a ambos os nomes, então ele teria definitivamente identificado o Logos com Deus, mas, por não haver um artigo definido anteposto a Theos, torna-se uma descrição, e é antes um adjetivo do que um nome...” (Ibidem, página 409).


Os argumentos acima apresentados pelos chefes das TJ, objetivando “provar” que estão com a razão por tentarem rebaixar o Senhor Jesus a “um deus”, é uma mistura de mentira com verdade, facilmente refutável, à luz da gramática grega. Mas, como a maioria de nossos leitores não conhece o grego, não vamos transcrever excelentes argumentos da autoria de renomados peritos bíblicos, que detonam toda a argumentação acima. Antes, simplificamos, informando que em Jo 13.3, temos um caso similar ao de Jo 1.1. Naquela referência a palavra Deus também aparece duas vezes, sendo que na primeira ocorrência, o vocábulo Deus está, no original, sem o artigo (o). Este aparece apenas anteposto à palavra Deus na segunda ocorrência. Deste modo, se as alegadas regras gramaticais do grego, apresentadas pelas TJ, estivessem corretas, poderíamos dizer que Jesus viera de um deus; e que após cumprir sua missão, voltou para o Deus. Mas as TJ, usando dois pesos e duas medidas, não traduzem Jo 13.3 assim: “ ele, sabendo que o Pai dera todas as coisas nas [suas] mãos, e que procedera de [um] deus e ia para o Deus.” Antes, porém, traduzem: “ ele, sabendo que o Pai dera todas as coisas nas [suas] mãos, e que procedera de Deus e ia para Deus.”


Será que Jesus viera de um deus? Se o argumento “gramatical” apresentado pelas TJ para traduzirem Jo 1.1 por “um deus”, fosse correto, a resposta seria sim. E desse modo, até o Deus que enviou Seu Filho ao mundo, seria um deus.


O fato dos líderes das TJ não traduzirem Jo 13.3 dizendo que Jesus “procedera de um deus”, prova que eles têm consciência de que o argumento deles, em defesa da descabida tradução de Jo 1.1 na TNM, é sofisma. Eles enganam o povo de propósito. Eles sabem que estão errados.


Se Jo 1.1 está bem traduzido na TNM, então Jo 13.3 está mal traduzido. Por outro lado, se Jo 13.3 está bem traduzido na TNM, então Jo 1.1 está mal traduzido. Que farão os chefes das TJ? Revisarão Jo 1.1 orientando-se por Jo 13.3, reabilitando o Senhor Jesus à posição de Deus; ou “corrigirão” Jo 13.3, à luz dos argumentos “gramaticais” por eles apresentados, em defesa da tradução de Jo 1.1, rebaixando o Deus do qual Jesus procedera, a “um deus”? Decidam-se como quiserem, mas parem de usar dois pesos e duas medidas. Diz-se que o mal do “sabido” é pensar que todo mundo é bobo.



1.3.“Ele se revelou inferior a Deus”


1.3.1.“Não era onisciente”


As TJ concluíram, do fato de Jesus haver dito que ignorava o dia da sua vinda, que Ele não é igual a Deus, ou seja, Ele não é Deus, e que portanto não existe a Trindade, tal qual esposada por nós, os trinitarianos. Alegam que se existissem três Pessoas igualmente Divinas na Divindade, ainda que Jesus estivesse no momento, privado de sua onisciência, por se haver feito homem, ainda existiriam duas pessoas oniscientes – o Pai e o Espírito Santo – e não, “somente o Pai.” Mas as TJ precisam saber, que à luz da Bíblia, na frase, “somente o Pai”, está implícita a presença do Espírito Santo, porquanto é comum encontrarmos na Bíblia afirmações como as que se seguem: “...só tu” (Jeová) “conheces o coração de todos...os homens” IRs. 8.39. E: “Eu” (Jesus) “sou aquele que sonda mente e corações” (Ap. 2.23 ARA).


À luz de Mt. 11.27, só Jesus “conhece plenamente o Pai”; mas, segundo ICo. 2.10,11, só o Espírito Santo esquadrinha as profundezas de Deus, isto é, só Ele conhece a Deus plenamente.


Ap. 19.12 fala de um nome conhecido só por Jesus. Isto constitui prova de que o Pai não o conheça também?


Jd. 4 e I Co. 8.6b asseguram que Jesus é o nosso único Senhor. Seria justo deduzirmos daí, que o Pai do Senhor Jesus não é Senhor também?


Segundo a Teologia clássica, o Filho se fez homem sem deixar de ser Deus. Assim sendo, Ele não perdeu, quando da humanização, nenhum dos atributos próprios da Divindade, como onipotência (Jo. 5.18; 10.30), onisciência (Jo. 16.30), onipresença (Mt. 18.20), etc.. Deste modo, a expressão “só o Pai” não exclui nem mesmo o Filho. O Filho não sabia, como homem; mas sabia, sabe e saberá, como Deus. Na união hipostática as partes não se alteraram. Logo, a Deidade do Filho se manteve intacta. E o mesmo podemos dizer de Sua humanidade. Deste modo, Jesus não era semideus, nem tampouco super-homem, mas verdadeiro Deus e autêntico homem.


Quando as TJ alegam que o fato do Filho dizer que ignorava o dia e a hora de sua vinda, prova que ele não é Deus, nos fazem pensar que elas crêem que Deus sabe de tudo e que quem ignora alguma coisa não pode se considerar Deus. Porém, elas afirmam que Deus, ao criar Adão e Eva, não sabia que eles iam ou não pecar (Raciocínios à Base das Escrituras, pág. 117, ed. 1985). Não cremos que Deus não sabia que Adão e Eva iam fracassar, mas como elas crêem nisso e, não obstante, alegam que o fato de Jesus confessar que não sabia a data de sua vinda, prova que ele não é Deus, nos leva a formular às TJ a seguinte pergunta: então Jeová não é Deus?! Vê-se, pois que elas cavaram a sua própria sepultura.


1.3.2.“Disse que o Pai era maior do que Ele”
O fato de Jesus afirmar que o Pai era maior do que Ele (Jo. 14.28), não constitui uma negação de Sua Deidade, já que Ele fez esta declaração após humanizar-se. Lembremo-nos que assim como Ele foi feito menor do que os anjos (Hb. 2.9), mas os anjos não são superiores a Ele (Hb. 1.4,6), também o Pai é maior do Ele, embora Ele seja igual ao Pai (Jo. 5.18). O porquê disto é que Ele é Deus-homem. Como homem Ele é igual aos demais homens (exceto no pecado), mas como Deus Ele é superior aos mais ilustres e nobres dentre os homens (Mt. 12.41-42).



1.4.Que diz a Bíblia


1.4.1. Ele é Deus.


Jo 1, verso 1 diz sem rodeios: “... e o Verbo” (ou Palavra) “era Deus”. Vimos que os líderes das TJ tentam adaptar esta afirmação à crença deles, mas já demolimos sua cidadela, ao provarmos que da ausência do artigo anteposto ao vocábulo “Deus” nesta referência, não se pode inferir o que eles deduzem. Para provarmos isto, citamos apenas um exemplo, isto é, Jo 13.3. Porém, podemos mostrar vários casos, onde a palavra “Deus”, referindo-se ao Pai, aparece na Bíblia sem artigo algum, no original, como Mt 5.9; Lc 1.35; Jo 1.6; 3.2, etc.. Ademais, não precisamos recorrer ao contexto remoto para implodirmos o castelo de areia no qual o Corpo Governante (líderes supremos da TJ) tenta se esconder. Basta-nos considerarmos o que o apóstolo João diz de Jesus nos versículos 3 e 10, onde Jesus nos é apresentado como o Criador dos céus, da Terra e de tudo quanto neles há. Jo 1.3 diz textualmente: “ Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência.” (TNM) Os líderes das TJ “explicam” este versículo, dizendo que isto significa que depois que Deus criou Jesus, este o ajudou a criar as demais coisas. Mas se esse argumento fosse certo, pelo menos uma coisa teria vindo à existência à parte dEle, a saber, Ele próprio. Ou os “mestres” das TJ crêem que Jesus criou-se a si mesmo?


Os dois versículos em análise (Jo 1.3, 10) dizem claramente que Jesus é o Criador do Universo. Isto prova que o Pai e o Filho se transfundem, constituindo uma só Divindade; e que foi nesta condição que Ele ombreou o Pai, na criação de todas as coisas. Do contrário, a Bíblia teria que dizer que o mundo foi feito com a ajuda dEle; porém, o que ela diz é que “o mundo foi feito por Ele.”


A conclusão de que a criatura chamada Jesus ajudou Deus a criar o Universo, colide com Isaías 44.24b, que diz francamente que Jeová criou tudo sozinho, sem a ajuda de quem quer que seja. A Almeida Atualizada diz: “ ... sozinho estendi os céus, e sozinho espraiei a terra.” A Almeida Revisada diz: “ ... sozinho estendi os céus, e espraiei a terra (quem estava comigo?).” Esta contundente pergunta, que já traz a resposta no seu bojo, realmente consta do original hebraico. Ela tem por objetivo dizer que Deus fez tudo sem ajudante. Logo, Jesus não atuou com o Pai como uma criatura, mas sim, como integrante da Divindade. Do contrário, Deus teria mentido, quando, além de dizer que Ele fez os céus e a Terra por si mesmo, ainda perguntou enfaticamente se havia alguém lá ajudando-o . Por enquanto, até a TNM confessa que Deus fez tudo sozinho. Senão, vejamos: “ ... Eu, Jeová, faço tudo, estendo os céus por mim mesmo, estirando a terra. Quem estava comigo?” A esta pergunta, certamente Deus espera que respondamos assim: “ninguém, Senhor! Tu és o único Criador de todas as coisas.” Por conseguinte, está provado que o Filho é um com o Pai. Não a mesma pessoa, mas a mesma Divindade.


As TJ adoram citar Jo 1.2, onde se diz que Jesus “estava no princípio com Deus” Alegam que se Ele estava com Deus, então Ele e Deus são distintos. Mas os trinitarianos jamais negaram isso. Cremos piamente que na Divindade há três pessoas distintas. Realmente, se Jesus estava com Deus, cai por terra o Sabelianismo, o Modalismo, o Monarquianismos, etc..


Mas o Trinitarianismo não sofre nenhum abalo, já que este também prega que o Pai e o Filho são distintos, embora iguais e inseparáveis.


De fato, Jo 1.3, 10 comparados com Is 44.24 b, constituem forte prova de que os que crêem no que se convencionou chamar de Trindade, estão no rumo certo. Sim, porque se a Bíblia diz numa página que Jesus ombreou o Pai na criação do Universo, e noutra que Deus criou tudo sozinho, das três, uma: ou há contradição na Bíblia; ou o Pai e o Filho são uma só pessoa, ou o Pai e o Filho, embora distintos, constituem um só Deus. Nós, os trinitarianos, optamos pela terceira alternativa. Cremos que o Deus que disse que criou tudo sozinho, é o Deus Triúno. Nenhum membro da Trindade atuou sozinho, ao trazer o Universo à existência, mas a Trindade atuou só, pois nenhuma criatura a ajudou. E este é o motivo pelo qual o Deus Triúno assegurou que fez tudo sozinho ou por si mesmo.



1.4. 2. É o grande Deus e Salvador


Tt 2.13 diz : “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus". Aqui Jesus é chamado de “grande Deus e Salvador. Veja o leitor que não há a preposição “do” entre a conjunção “e” e o qualificativo “Salvador”. Se existisse tal preposição, o “grande Deus” e o “Salvador” seriam duas pessoas distintas, e portanto não poderíamos dizer que este versículo diz que Jesus é Deus. E este é o motivo pelo qual este texto está “traduzido” na “bíblia” das TJ, assim: “ao passo que aguardamos a feliz esperança e a gloriosa manifestação do grande Deus e [do] Salvador de nós, Cristo Jesus.” A preposição “do”, está entre colchetes, e isto, segundo consta da página 6 da TNM de 1983, indica “ palavras inseridas para completar o sentido em português.” Isso às vezes realmente se faz necessário. Mas não é este o caso de Tt 2.13. Neste particular, a referida preposição foi inserida dolosamente. Objetiva tão-somente esconder do povo que o apóstolo Paulo cria que Jesus era o seu grande Deus.


Embora culposamente, tradutores sérios às vezes cometem equívocos equivalentes. Os líderes das TJ, então se servem de tais displicências para justificar suas fraudes; esquecendo-se que um erro não justifica o outro. Sim, sempre que uma tradução deles é questionada, eles citam alguns peritos bíblicos que se pronunciam favorável a tal tradução. Nestes casos, precisamos fazer três coisas: primeira, verificar a autenticidade da citação, pois os líderes das TJ não são sérios. Segunda, se tais peritos também não estão equivocados, pois como sabemos, todos os seres humanos são passíveis de erros. Terceira, averiguar se tais peritos não são da mesma laia dos “instrutores” das TJ. Ademais, se a chefia das TJ pode citar alguns peritos que concordam com a “tradução” de Tt 2.13 como consta da TNM, e se isso prova alguma coisa, então a razão é nossa, visto que para cada perito que com ela converge, nós podemos nos dar ao luxo de apresentarmos cem peritos que dela divergem. E isso folgadamente, pois não seria exorbitante afirmar que o número de peritos do Grego que discordam da tradução em lide é, no mínimo, em uma proporção de 10.000x1. E como se isto não bastasse, temos a “regra de Sharp”, conhecida por todos os que estudam o grego, a qual estabelece: “* quando a conjunção KAI (que equivale ao ‘e’, na nossa língua) liga dois nomes do mesmo caso, se o artigo vem antes do primeiro nome e não é repetido antes do segundo nome, este último sempre se refere à mesma pessoa descrita pelo primeiro nome”( Citado em Radiografia do Jeovismo, CPB – Casa Publicadora Brasileira, páginas 75, 76. Arnaldo B. Christianini). Nós sabemos porque a chefes das TJ discordam desta regra gramatical. A razão é simples: ela não os apóia. Além disso, certamente se vêem no direto não só de fabricarem sua própria “Bíblia”, como também de elaborarem sua própria “gramática” grega.



1.4.3. É o Deus Salvador


2 Pe 1.1, na “bíblia” das TJ também foi diminuído. Adicionando-lhe arbitrariamente a preposição “do”, o texto não diz que Jesus é nosso Deus. Na TNM, este versículo está vertido assim: “... pela justiça de nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo.”


1.4. 4. É o Verdadeiro Deus


As TJ rejeitam que 1 Jo 5.20 esteja dizendo que Jesus é o verdadeiro Deus. Porém, embora haja (segundo eruditos trinitarianos) uma possibilidade gramatical do texto estar (à luz do original) se referindo ao Pai, é muito mais evidente que se trata do Filho.


Na TNM, optou-se pelo pronome “esse”, ao invés de “este”, exatamente para reforçar a idéia de que não se aplica a Jesus a afirmação deste versículo.



1.4.5. É o Deus Poderoso e o Pai Eterno


Até que enfim, Jesus é chamado de Deus com “D” maiúsculo na TNM, em Isaías 9.6. Mas infelizmente, os “mestres” das TJ dizem que o fizeram apenas porque é assim que se escreve substantivo próprio em Português. Todavia, o “nome” de Deus, na Bíblia, significa mais do que uma combinação de sons, representa seu caráter revelado. Jesus, pois, não poderia ser chamado de Deus Poderoso, se Ele não o fosse de fato. Uma das evidências disso é que Isaías não disse: “... E será chamado peloS nomeS,” mas sim, “pelo nome”, no singular. Logo, temos aqui das duas uma: ou há falta de concordância verbal, ou o profeta quis dizer que o fato dEle (Jesus) ser o que estes nomes designam, constituem para Ele um nome. Se optarmos pela primeira alternativa, teremos que concluir que o Espírito Santo que falou através do profeta, cometeu um erro gramatical, visto que a sentença exata seria: “... E será chamado pelos nomes de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” E se aquiescermos à segunda opção, concluiremos que Jesus é o que estes nomes designam: Ele é Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz! Sim, se o profeta não quisesse dizer que Ele é essencialmente o que estes nomes significam, ele não teria escrito “E o seu nome será”, mas sim, E oS seuS nomeS serÃO. Agir de outra forma corresponderia a assassinar a gramática Hebraica. Ora, se quando a própria bíblia das TJ diz que o nome de Deus é Resgatador (Is.63.16), quer dizer com isso, que Deus é resgatador, certamente quando diz que o nome de Jesus é Deus Poderoso, está dizendo com isto que Ele o é de fato. Do contrário estaremos usando dois pesos e duas medidas. Não nos esqueçamos que “nome”, na Bíblia, não é mera combinação de sons. Lembremo-nos ainda que os nomes dados a Cristo em Is 9.6 não são um conjunto de nomes, antes referem-se ao que Ele de fato o é.


As TJ adoram dizer que no texto em lide, Jesus é chamado de “Poderoso”, e não de “Todo-poderoso”. Todavia, em Is 10.21; Ne 9.32; Sl 24.8; Dt 10.17 etc; diz-se que Jeová é poderoso, até na TNM. Logo, embora o texto em apreço não diga que Jesus é Todo-poderoso, também não diz que Ele não o é; mas tão-somente não trata do assunto. Caso contrário poderíamos dizer que à luz das referências acima citadas, o Senhor Jeová não seria Todo-poderoso. Sim, o Espírito Santo jamais chamaria Jesus de Deus poderoso e Pai Eterno, se Ele fosse mera criatura.



1.4.6. Plenamente Divino
Cl 2.9 diz que em Jesus “habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. “Divindade” é a essência da natureza divina, e “plenitude” é o mesmo que estado completo. Desta maneira este versículo afirma que Jesus preenche todos os quesitos e satisfaz todas exigências para ser reconhecido como Deus. Os chefes das TJ discordam, mas que nos importa, se eles não são nossos chefes?



1.4.7. Deus Bendito sobre todos


Rm 9.5 declara que Jesus “é sobre todos, Deus bendito eternamente.” Os líderes das TJ, “traduziram” erradamente este texto. E ainda tentam provar que estão com a razão. E pronto estaríamos a apreciar suas ponderações às nossas traduções, se não os conhecêssemos.



1.4.8. Deus de domínio eterno


Hb 1.8 afirma que Jesus é o Deus cujo trono subsiste pelos séculos dos séculos. Na TNM, este verso está mal traduzido. Nesta versão, não se diz que Jesus é Deus, antes, que Deus é o trono de Jesus, isto é, a fonte de Seu poder régio. Há uma possibilidade mínima, em termos gramaticais, de se traduzir assim, mas o contexto imediato prova que fazê-lo, transforma o referido versículo numa espécie de corpo estranho dentro do texto. Isto porque Hb 1 tem por objetivo ressaltar a superioridade de Cristo sobre anjos e homens. Ora, dizer que o poder régio de Cristo emana de Deus, não salienta a supremacia de Jesus acima dos anjos, visto que até os reis humanos são empossados por Deus (Dn 4.17, 25, 32; Jo 19.11 etc.). Tenhamos sempre na memória que os líderes das TJ não dão a Cristo a mesma honra que se deve dar a Deus, e que por conseguinte, não merecem crédito.


1.4.9. O Deus e Senhor de Tomé


O céptico Tomé, ao deparar face a face com o ressurreto Jesus, exclamou: “... Senhor meu e Deus meu,” Jo. 20.28. Este versículo está bem traduzido na TNM: “Em resposta Tomé disse-lhe: ‘Meu Senhor e meu Deus!’” Por incrível que pareça, usa-se, neste caso, “D” maiúsculo. Não duvidamos que a qualquer hora dessas, o Corpo Governante “corrija” este “equívoco”.


Quando os líderes das TJ tiverem um encontro com Cristo, quais Tomé dirão estupefatos: “Senhor meu e Deus meu!”



Livro: Análise da Cristologia das TJ do Pr. Joel Santana

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Você segue o verdadeiro Jesus?

Existe uma maneira simples para saber se alguém tem o verdadeiro Jesus ou não. Por verdadeiro Jesus, eu quero dizer aquele da Bíblia, não aquele um do Mormonismo que é irmão do diabo, nem o Jesus das Testemunhas de Jeová que é o arcanjo Miguel, e, certamente, nem aquele da Nova Era que é simplesmente um homem dotado de uma consciência divina.

Nós podemos orar e conversar com o Jesus da Bíblia (At 7:55-60; e Zc 13:9 com 1 Co 1:1-2). O Jesus da Bíblia é adorado (Mt 2:2,11;Mt 14:33;Mt 28:9; Jo 9:35-38; Hb 1:6). O Jesus da Bíblia é chamado de Deus (Jo 20:28; Hb 1:8).

Na teologia das seitas, Jesus é uma criação de uma forma ou de outra (é por isso que as Testemunhas de Jeová adicionaram a palavra 'outro' quatro vezes em Cl 1:16-17). Além disso, não se ora a Ele, não o adoram e não o chamam de Deus.

Se você é um cristão então tem o privilégio de poder orar a Jesus, e não somente por intermédio dele. Você pode adorá-lo juntamente com o Pai. E você pode chamá-lo de seu Senhor e Deus. Um membro de uma seita não pode fazer isso. Um membro de uma seita tem um falso Jesus, e portanto, uma falsa esperança de salvação.

O texto a seguir é uma expansão dos pontos acima.

Se você coloca a sua fé em um Jesus que não é o verdadeiro, então a sua fé é inútil. O poder da fé não reside no ato da crença, mas no seu objeto; uma grande fé em alguma coisa falsa é o mesmo que fé em nada. Sinceridade e falsos messias não constroem pontes sobre o abismo de pecados entre Deus e o homem; somente o Jesus da Bíblia faz isto. Quem, então, é o verdadeiro Jesus?

Jesus disse que ele era o único que revelava o Pai (Mt 11:27 e Lc 10:22): "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém sabe que é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe que é o Pai, a não ser o Filho e aqueles a quem o filho o quiser revelar." (NVI).

Então, para conhecer o verdadeiro Pai você deve primeiro conhecer o verdadeiro Jesus. A questão é: como você faz para reconhecer o verdadeiro Jesus? Simples, olhe na Bíblia.

Se você disser: "Pai, recebe o meu espírito," a quem você está orando? Ao Pai, certo?

Se você disser: "Jesus, recebe o meu espírito," a quem você está orando? Jesus.

Em At 7:59, Estevão, enquanto cheio do Espírito Santo (v. 55), orou a Jesus:

Enquanto apedrejavam Estevão, este orava: "Senhor Jesus, recebe o meu espírito." (Veja também At 9:14; Rm 10:13.)

Estevão orou a Jesus, e não somente por meio dEle. Se isto era aceitável para ele então deveria ser aceitável para você também. Podemos orar ao Jesus da Bíblia. Eu oro a Jesus. Você ora? Se sim, muito bom. Se não, por quê?

Mas, você pode dizer, "Jesus disse para orarmos ao Pai." Eu sei. Mas eu também oro a Jesus como Estevão fez. Se é para a igreja orar somente ao Pai então porque Estevão, debaixo da inspiração do Espírito Santo. dirigiu a sua oração a Jesus? Ele estava errado? Veja também 1 Co 1:1-2 com Zc 13:9 onde invocar o nome do Senhor é oração e a oração é dirigida a Jesus pela igreja de Coríntios.

Jesus também era adorado. Os versículos são:

E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente é Filho de Deus! (Mt 14:33).

E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram (Mt 28:9).

Veja também Mt 2:2,11; Jo 9:35-39; Hb 1:6.

Ao Jesus da Bíblia se ora e adora. Você faz o que os discípulos de Jesus faziam? Você ora e adora ao verdadeiro Jesus?

Desde que é contrário às teologias dos Mórmos e Testemunhas de Jeová orar a Jesus, mas somente através dele, se você adorar a Jesus, como poderá fazer isso sem orar a Ele? E você honra o Filho da mesma maneira que honra o Pai como Jesus disse em Jo 5:23? Se você não faz, por quê?

Só mais uma questão a analisar. Você chama a Jesus de seu Senhor e Deus?
Depois da ressurreição de Jesus, Ele apresentou-se a muitas pessoas. Uma delas foi Tomé. Jo 20:28:

Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu.

Deus chamou Jesus de Deus em Hb 1:8:

mas acerca do Filho: "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre ..."

Infelizmente, na Bíblia das Testemunhas de Jeová em Hb 1:8 você verá que ela diz: "Deus está no seu trono, para sempre." Isto, tecnicamente, falando, é uma tradução válida. A razão disso está baseada na natureza da língua grega e no fato que as formas das palavras "Deus" e "trono" terminam em uma construção substantiva que é intercambiável, tornando a tradução das TJ válida ... se não fosse por uma detalhe: Hb 1:8 é uma citação do Sl 45:6 que diz, "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre." Em Hebreus, o precedente é a única maneira pela qual a tradução poderia ser correta e não há meios de fazer isso no Sl 45:6 na tradução das TJ. A tradução está simplesmente ERRADA! Isto foi astuciosamente mal traduzido para dar validade à teologia das Testemunhas de Jeová. Não existe nenhuma variante nem outros manuscritos que contenham algo diferente. O fato é que o Salmo 45:6 só pode ser traduzido como: "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre." Sendo assim, a tradução correta de Hb 1:8 deve ser idêntica; mas não o é na versão da Torre de Vigia. Isto é uma grande injustiça para com a Palavra de Deus e prova a sua desonestidade.

Conclusão:

Podemos orar ao Jesus da Bíblia (At 7:59; 1 Co 1:1-2 com Zc 13:9 / Sl 116:4; Jo 14:14), pode ser adorado (Mt 2:2,11; Mt 14:33; Mt 28:9; Jo 9:35-38; Hb 1:6), e ser chamado de Senhor Deus (Jo 20:28; Hb 1:8). Se eu tenho o Jesus errado e, portanto, sirvo ao Deus errado, por que eu oraria a Jesus, o adoraria ou o chamaria de Deus e Senhor, como as Escrituras ensinam? Mas, se você tem o verdadeiro Jesus, por que você não faz estas coisas?

Por que a teologia das Testemunhas de Jeová não concorda com as Escrituras?
Eu penso que a resposta é simples. O Jesus das seitas não é o verdadeiro Jesus. Portanto, eles estão errados.

Fonte: http://carm.org

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O que a Bíblia realmente ensina?

Analisemos a seguir, alguns dos principais ensinos das testemunhas de Jeová, e comparemos estes com a Bíblia:



01. As Testemunhas de Jeová negam a divindade absoluta e singular de Jesus Cristo.

A Divindade de Jesus é algo muito claro na Bíblia, no entanto, as testemunhas de Jeová, colocam a Jesus como “um deus”, com isso, elas estão sugerindo que além de Jeová, haveria ainda um outro “deus”, será que isso é aprovado pela Bíblia? Veja:
Isaías 45:05  “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim, não deus”

Isaías 44:06  “Assim diz o SENHOR, Rei de Israel e seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e fora de mim não Deus.”

Nesta passagem, percebemos que Jeová é o primeiro e o último, no entanto, Jesus também disse que Ele é o primeiro e o último (Apocalipse [Revelação] 01:07-08,11,17 e 22:13-14). E agora: Quem é o primeiro e o último? A isso só podemos dar uma resposta: Jesus e o Pai são um (João 10:30), logo, Jesus não é “um deus”, mas o próprio Deus. Confira em João 20:28 / Isaías 09:06 / I João 05:20.


Isaías 45:22-25 fala de uma adoração universal, que um dia toda a humanidade prestará a Jeová. Filipenses 2:9-11 aplica esta passagem de Isaías a Jesus Cristo.

Isaías 44:22-23 apresenta Jeová como Redentor. Efésios 01:07 estabelece Jesus Cristo como esse Redentor.

Em Isaías 45:24 e 54:17 Jeová é a nossa justiça. Em 1 Coríntios 1:30 Jesus Cristo é a nossa justiça.

Isaías 43:11 reserva a Jeová somente a obra da salvação do homem: "Fora de mim não há Salvador." Tito 02:13 ensina que Jesus Cristo é o Salvador, estabelecendo-O, portanto, como o Jeová de Isaías, capítulo 43.


02. As Testemunhas de Jeová ensinam que Jesus Cristo é um ser criado - simplesmente um outro Deus

Este erro doutrinário foi criado pelos Testemunhas de Jeová através de sua estúria Tradução "Novo Mundo" que apresenta João 1:1 da seguinte maneira: "E o verbo era um deus". Isaías nega este erro enfaticamente em 43:10, 44:6 e 45:5,12, e prova que sua tradução de João 1:1 é ilegítima. Quatro vezes Jeová declara a impossibilidade de haver "um outro deus" ou "um deus" além dEle mesmo. Qualquer estudante honesto das Escrituras deve reconhecer que só há um Deus verdadeiro, a isso perguntamos: Se Jesus não é o Deus verdadeiro, então Ele é um Deus falso? As Testemunhas de Jeová não nos respondem quanto a isso, mas a Bíblia responde em I João 05:20 que Jesus é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

03. As Testemunhas de Jeová não adoram a Jesus, mas só lhe oferecem “homenagens”.
A Bíblia, no entanto diz: “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou.” João 05:23.
Assim como o Pai deve ser honrado, também assim deve ser honrado o Filho. Se o Pai é honrado com adoração, o Filho também deve ser honrado com adoração, e  se não adoram a Jesus, “não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou.” João 05:23.

1 João 05:12  Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.”

04. As testemunhas de Jeová não participam da ceia do Senhor (refeição noturna).
Elas acreditam que só 144 mil pessoas irão para o céu, portanto somente estas seriam aptas para fazerem parte do novo pacto, sendo assim filhos de Deus.

A Bíblia, no entanto, diz: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” João 01:12. Logo, não são só 144 mil pessoas que são filhos de Deus. Não somos bastardos! Basta ter Jesus para ser filho de Deus.

Você, leitor(a) está percebendo que é grave excluir a Jesus da adoração, pois se não temos a Jesus não temos ao Pai, logo, as testemunhas desejam tanto ter ao Pai, mas se não têm ao Filho, longe estão do Pai (João 05:23 / I João 05:12).


Veja agora qual a consequência de não participar da ceia do Senhor (refeição noturna):


João 06:53 “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.”


Se alimentar desta refeição é estar em Jesus, e Jesus em nós (João 06:56), logo, quem não participa, aqueles que são da grande multidão, não estão em Jesus e Jesus não está neles, logo, estão longe de Jeová, já que ninguém vai ao Pai senão por Jesus (João 14:06). Agora, leia João 15, e veja qual é a consequência de não se estar em Jesus.


05. As Testemunhas de Jeová negam a ressurreição física e corporal de Jesus Cristo
A sua falsa doutrina declara: "O homem Jesus está morto, só o Seu espírito ressuscitou." (Estudos das Escrituras, Volume V, página 454/ Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra, pág. 144; Despertai!, 22 de dezembro de 1984, p. 20.).



O testemunho de Jesus Cristo é completamente diferente: Lucas 24:36-45. Mesmo um exame superficial do v. 39 desfaz qualquer dúvida referente à ressurreição corpórea. Tomé encontrou-se com o Cristo fisicamente ressuscitado, João 20:24-29, como também os outros discípulos que comeram peixe com Ele, João 21:12-14. Paulo testifica a ressurreição física de Jesus Cristo em 1 Coríntios 15:3-19. Os guardas junto à sepultura, os principais dos sacerdotes e o Sinédrio jamais teriam ficado em Mateus 28:11,15, se "apenas o Seu espírito ressuscitasse".
Em I Timóteo 02:05, Paulo escreveu que o Homem Jesus não está morto; Hebreus 13:08 diz que Jesus é o mesmo de ontem; a revista Despertai!, diz "... Jesus de Nazaré, não mais existe. Foi morto em 33 EC" (revista DESPERTAI!, de 22/12/1984, página 20). Como já dissemos: O "Jesus" pregado pelas “testemunhas, é outro Jesus (II Coríntios 11:04).


O Nazareno vive! Atos 04:10 "seja conhecido de vós todos e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós." - Leia também Atos 02:22; 03:06; 06:14; 22:08; 26:09 e veja que Jesus, nosso Mediador vive!


Apocalipse 01:18 "e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno."

06. As Testemunhas de Jeová negam a personalidade e divindade do Espírito Santo.

Das muitas referências bíblicas que demonstram que isto não é verdade, João 16:13-14 é a principal. Oito vezes o Senhor Jesus se refere ao Espírito Santo usando o pronome pessoal masculino "ELE". A palavra grega "ESPÍRITO" é neutra mas o pronome empregado não é neutro mas masculino. Cristo estava teologicamente certo nisto, reconhecendo a personalidade do Espírito. Se o Espírito Santo não fosse uma pessoa, o pronome neutro é que seria usado e a gramática da passagem ficaria intacta. Jesus Cristo, o Filho de Deus, jamais cometeu um erro. Até a própria tradução "Novo Mundo" dos Testemunhas reconhece a personalidade do Espírito na tradução desses dois versículos. A divindade do Espírito Santo está claramente demonstrada nas referências abaixo que o estudante honesto deve estudar com todo o cuidado: Atos 5:3-4, 1 Coríntios 3:16, 2 Coríntios 13:14. Em 1 Coríntios 12:4-6 o Espírito Santo é chamado de Senhor, v. 5, e Deus, v. 6. Ao colocar Isaías 6:8-10 junto a Atos 28:25-27, toma-se evidente que o Deus de Isaías 6 é o Espírito Santo. As Testemunhas de Jeová negam tanto a deidade do Espírito Santo, como sua pessoalidade, afirmando ser ele uma "força ativa" impessoal. Um dos primeiros argumentos usados para defender esta idéia é: Como pode o Espírito Santo ser uma pessoa, e alguém estar cheio dele, e ele habitar em alguém?

Agora sou eu quem pergunta à STV (sociedade torre de vigia): Satanás é uma pessoa (isto a STV concorda). Como pode ele habitar em alguém? Como pode alguém estar "cheio dele"? (Lucas 22:03).

Isto comprova que o argumento da STV é uma falácia. Uma das características das "provas" da STV, é a inconsistência.

Eis alguns atributos pessoais e divinos do Espírito Santo:

É inteligente (1 Co 2:10-11; Rm 8:27); Tem vontade própria (1 Co 12:11); Pode se entristecer (Ef 4:30; Is 63:10); Ele fala (Ap 2:7; Gl 4:6); Ele chama (At 13:2; At 20:28); Pode-se mentir a ele (At 5:3); Ele é eterno (Hb 9:14); Ele é onisciênte (1 Co 2:10-11); Ele é onipotente (Lc 1:35); Ele é onipresente (Sl 139:7-10).

As “testemunhas” dizem ainda que o Espírito Santo não poderia ser uma pessoa, pois pessoas são batizadas no Espírito de Deus. Esta argumentação é tão incoerente como todas outras das “testemunhas”.

Se este raciocínio (que não é a base das Escrituras, mas na base humana e incoerente), mas se este raciocínio fosse válido, teríamos que afirmar que Jesus também não é uma pessoa, visto que fomos batizados em Jesus, confira:

“Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?” Romanos 06:03.
“fomos batizados em Jesus Cristo” – Irão as testemunhas de Jeová dizer que Jesus não é uma pessoa só por que fomos batizados Nele? Se não, então também não podem dizer que o Espírito Santo não é uma pessoa só porque Jesus nos batiza Nele.

O fato da Bíblia dizer que o Espírito Santo foi derramado (At 2.17); que os apóstolos foram batizados nEle (At 1.5); e que dEle ficaram cheios (At 2.4) é, segundo crêem as TJ, provas bíblicas de sua impessoalidade. Porém, se esse critério fosse válido, poderíamos negar a pessoalidade do apóstolo Paulo e do Senhor Jesus, já que a Bíblia diz também que Paulo foi derramado (2 Tm 4.6) e que Jesus, em quem fomos batizados (Rm 6.3), tudo enche (Ef 1.23).

07. As Testemunhas de Jeová reprovam a esperança que o crente tem de ir para o céu

João 14:1-3, Filipenses 3:20-21, 1 Pedro 1:3-5 e Apocalipse 3:12 são apenas algumas das muitas passagens bíblicas que falam da "esperança viva" de estar com Cristo para sempre. Veja ainda mais:



Apocalipse 19:01 “E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus”


Onde está essa grande multidão? No céu? Logo, não é coerente dizer que só 144 mil irão para o céu, pois a Bíblia disse claramente que será uma grande multidão.


A Bíblia diz ainda que Abraão, Isaque e Jacó estarão no céu (Mateus 08:11), contrariando as “testemunhas”, que dizem que só aqueles que estão no Novo Testamento têm a possibilidade de irem para o céu, sendo parte dos 144 mil.

A isso, Jesus disse: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o Reino dos céus; e nem vós entrais, nem deixais entrar aos que estão entrando.” Mateus 23:13.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

As testemunhas de Jeová e a refeição noturna

De acordo com o livro “O que a Bíblia realmente ensina”, publicado pelas testemunhas de Jeová, podemos ler nas páginas 207 e 208 que só os 144 mil poderiam se alimentar da refeição, e quanto aos outros? Eles respondem:

Eles obedecem à ordem de Jesus... assistem à Refeição Noturna do Senhor, mas comparecem como observadores respeitosos, não como participantes do pão e do vinho.” O que a Bíblia realmente ensina? Página 208, grifo nosso.

Com isso, percebemos que o convite das testemunhas de Jeová é para que as pessoas venham ao salão tão somente para observar há alguns poucos que participam da celebração. Há encontros em que nenhuma das pessoas presentes participam. O que a Bíblia realmente diz sobre isso?

Jesus, quando celebrou a refeição, não fez tal distinção, mas disse: “Bebei dele, todos vós...” Mateus 26:26. Logo, é para todos participarem, e não somente 144 mil pessoas. Qual então seria a consequência de não se participar da refeição noturna? Jesus responde:

“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” João 06:53.

Isso é muito grave: Não estar em Jesus é estar longe do Pai, visto que ninguém pode ir ao Pai senão por Jesus (João 14:06). E quem não está em Jesus, será lançado fora:

“Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.” João 15:06.

E agora? As testemunhas de Jeová temem tanto a geena e ao Armagedon, mas percebemos que não participar da refeição noturna, é não estar ligado em Jesus, e a consequência será ser lançado fora. Em quem você irá confiar agora?

Por que dizem elas que só os 144 mil poderiam participar da Refeição Noturna?

As testemunhas de Jeová acreditam que só 144 mil pessoas irão para céu, vamos analisar a Bíblia e ver o que ela realmente ensina, com citação usada pelas testemunhas de Jeová, a saber, Apocalipse 07:
Apocalipse [Revelação] 07:09 “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos”

Pois bem: A Bíblia disse que haverá uma multidão a qual ninguém pode contar, e estes estão diante do trono de Deus. Onde fica o trono de Deus?

"E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono." Apocalipse 04:02.


Ora, se a grande multidão vai estar diante do trono, como poderiam ficar na terra? Talvez a testemunha de Jeová argumente dizendo que Deus é Onipresente e não é necessário estar no céu para estar diante Dele, mas, nisso mentiriam, pois a Bíblia disse que estarão diante do trono, e o trono não é Onipresente, o trono é um objeto e este não pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Além disso, as testemunhas de Jeová também não creem que Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo! Sim leitor! As testemunhas de Jeová não acreditam que Deus é Onipresente, provemos:

Ao contrário da crença popular, Deus não está presente em toda a parte ao mesmo tempo.” Publicado em Despertai!  de julho de 2006 – Citado no site oficial da Torre de Vigia - Grifo nosso.

Portanto, as “testemunhas” nem creem que Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo, logo quando a Bíblia disse que haverá uma multidão a qual não pode ser contada diante do trono, não podem estar em outro lugar, senão no céu. Compare novamente Revelação [Apocalipse] 07:09 com 04:02.


Voltando a Apocalipse 07, agora no versículo 15 "Por isso estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra."


Novamente diz que a grande multidão estará diante do trono, e agora também disse que estarão servindo a Deus no seu templo. Onde está o templo?


"E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do seu concerto foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos, e grande saraiva." Apocalipse 11:19. Leia também Apocalipse 14:17 e 15:05 e comprove que o templo está no céu.


Por fim, a Bíblia diz claramente que a grande multidão estará no céu - Apocalipse 19:01 "E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus" Só nos respondam com sinceridade:

Segundo Revelação 19:01, onde está a grande multidão? Leia ainda Colossenses 01:05/ Mateus 06:20 e 05:20/ II Coríntios 05:01-02, para comprovar que realmente a morada dos justos é no céu.



E quanto às passagens apresentadas pelas “testemunhas”?


As “testemunhas” tipicamente apresentam as seguintes passagens: Salmos 37:11, 37:29 e Mateus 05:05, para dizer que haverá duas classes de salvos,  mas, ali diz que os justos vão herdar a terra, e não está fazendo divisão dos salvos em dois grupos, pelo contrário, a Bíblia diz que só há um grupo de salvos, um único rebanho (João 10:16). E quanto à passagem de Mateus, a resposta é a mesma, e acrescento que o capítulo 05 de Mateus fala muito mais do céu do que da terra (Mateus 05:03, 10, 12, 20). E ainda na passagem de Mateus, Jesus também refere-se ao discípulos, se Jesus estivesse falando de um classe que ficará na terra para sempre, os discípulos também iriam ficar, visto que em Mateus 05, Jesus também se referiu a eles.


Ainda sobre a esperança celestial, leia sobre o arrebatamento de Henoc e Elias - Gênesis 05:24, Hebreus 11:05, II Reis 02:11.


Jesus disse que no céu, haverá muitas pessoas e não só uma pequena multidão, e lá estarão os patriarcas do Antigo Testamento, fato que as testemunhas de Jeová negam, mas que a Bíblia garante que lá eles estarão, confira: “Mas eu vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no Reino dos céus” Mateus 08:11.

“Muitos virão”, uma grande multidão (Revelação 19:01); e será um só rebanho e não duas classes de salvos (João 10:16) – Leia Mateus 23:13.


Tendo derrubado a falsa distinção entre pequeno rebanho e grande multidão, derrubamos também várias outras doutrinas intermediarias, como: A refeição noturna, tomada só por quem se considera do pequeno rebanho; a mediação de Jesus exclusiva só a estes, que só os 144 mil participariam do novo pacto, e que só esses teriam nascido de novo; etc.


Por isso, você, Testemunha de Jeová que leu este estudo, pode agora ter uma nova vida em Jesus (João 01:12), pode ter a Ele como Mediador (I Timóteo 02:05/ João 14:06), e pode chamar a Deus de Pai (I João 03:01/ Romanos 08:15).    


“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece." João 03:36.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mateus 3:11

[João Batista disse:] "Ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo".

Segundo o livro da Sociedade Torre de Vigia de 1982, You Can Live Forever in Paradise on Earth, (Poderá Viver Para Sem­pre no Paraíso na Terra), (p.40), "João, o Batista, disse que Jesus iria batizar no espírito santo, assim como João havia batizado em água. Assim, da mesma maneira que a água não é uma pessoa, o espírito santo também não é uma pessoa" (Mat. 3:11).

Qual a validade do arrazoado das testemunhas de Jeová contra a personalidade do Espírito Santo? Não é válido de forma alguma! ‑ porque o mesmo "argumento do batismo" poderia ser usado contra a personalidade de Jesus Cristo, que obviamente andou na terra como uma pessoa. Por exemplo, Romanos 6:3 diz: " Ou, por­ventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? (grifo acrescentado). "Da mesma forma que a morte não é uma pessoa, Jesus Cristo também não é uma pessoa" ‑ este argumento poderia também ser usado. Gálatas 3:27 diz que:"Porque todos quantos fostes batizados em
Cristo vos revestistes de Cristo". Aqui, o raciocínio poderia ser: "Já que as pessoas podem ser batizadas em Cristo e revestidas de Cristo, ele não pode ser uma pessoa". Estas comparações contes­tam a personalidade de Cristo? Não! Então o "argumento do batismo" também não contesta a personalidade do Espírito Santo.
(Veja também as considerações sobre o "derramamento" e o "enchimento" com o Espírito Santo em Atos 2:4. Para mais evidências da personalidade e divindade do Espírito Santo, veja também João 16:13; Atos 5:3, 4; Romanos 8.26,27; e I Coríntios 6:19.)


Mateus 6:9

Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.

As testemunhas de Jeová argumentam que o nome de Deus deve ser santificado, assim elas "provam" que nós devemos usar o nome Jeová, para que as nossas orações sejam ouvidas por Deus. Mas foi isto o que Jesus nos ensinou? Ele começou suas próprias orações com a expressão "Deus Jeová", como fazem as testemunhas de Jeová?

Absolutamente não! Ao mesmo tempo que se mostrava zeloso na oração para que o nome de Deus fosse santificado ou consa­grado (reverenciado como sagrado ou santo), Jesus ensinou os seus discípulos a orar ao "nosso Pai" não a "Deus Jeová". Ele disse: "Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso..."

Muitas das orações pessoais de Jesus são registradas na Bíblia, e nestas orações ele deu o mesmo exemplo:
Pai, eu te agradeço... (João 11:41, Tradução do Novo Mundo).
Aba, Pai, todas as coisas são possíveis... (Mar. 14:36, Tradução do Novo Mundo).
Pai, veio a bom... (João17:1, Tradução do Novo Mundo).

As testemunhas de Jeová podem objetar dizendo, "Jesus tinha uma relação íntima e especial com o Pai. É por isso que ele não se dirigia a Deus como 'Jeová'". Nós podemos reconhecer que  há  alguma verdade nisto,  mas o propósito de Jesus era
levar todos os seus discípulos a uma relação íntima e especial com Deus. "Nin­guém vem ao Pai senão por mim", Jesus ensinou (João 14:6, Tra­dução do Novo Mundo). A respeito dos cristãos que chegaram ao Pai através de Cristo, a Bíblia diz "...mas recebestes o espírito de adoção, como filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus" (Rom.8:15,16,Tradução do Novo Mundo).
É óbvio que as palavras de Jesus em Mateus 6:9 definitivamente não ensinam que haja necessidade de se usar o nome Jeová na oração.

Mateus 24:3,4

E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram‑se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara‑nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu‑lhes Jesus: Acautelai‑vos, que ninguém vos engane.

Infelizmente, as testemunhas de Jeová já foram enganadas por alguém, e nós devemos cuidar para que elas não nos enganem. A Sociedade Torre de Vigia também usa a palavra "vinda" em sua Tradução do Novo Mundo, usando esta passagem como base para ensinar seus seguidores que Jesus retornou invisivelmente no ano de 1914, e que ele tem estado presente desde então. Fazendo o quê? Dirigindo a Sociedade Torre de Vigia, naturalmente!
No mesmo contexto, Jesus advertiu contra tal engano: "...hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; ...Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei‑lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas,  e  farão  grandes  sinais  e  prodígios;  de  modo que,  se   possível   fora,
enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis" (v. 11, 23-26).
Na verdade, os líderes da Sociedade Torre de Vigia afirmam que Cristo está nas "dependências internas" de sua organização. Você deve vir às Testemunhas de Jeová para receber instruções dele. Felizmente, no entanto, há um número de evidências que ajudam uma testemunha de Jeová a perceber que isto não passa de um grande engano.
Primeiramente, há a questão da profecia. A Sociedade Torre de Vigia tem tamanha história de profecias fracassadas que se qualifica para o rótulo de "falso profeta" muitas vezes. (Veja nossas considerações sobre Deut. 18:20-22 para exemplos específicos do que a organização profetizou para os anos de 1914, 1925 e 1975.)

Há também o fato de que a história delas continua se modificando. Uma coisa é alegar que Cristo retornou invisivelmente em 1914, mas outra é fazer esta alegação depois de passar cinqüenta anos dizendo às pessoas que ele retornou invisivelmente em 1874 - e então mudar de idéia. Ainda assim, a Sociedade Torre de Vigia fez exatamente isso. Quando a revista A Sentinela começou a ser publicada em 1879, seu título original era Zion's Watch Tower and Herald of Christ's Presence (A Sentinela de Sião e Arauto da Presença de Cristo). E, 50 anos depois, no livro Prophecy (A Profecia) de J. F. Rutherford, esta "presença" de Cristo desde 1874 estava sendo proclamada: "A prova escritural [bíblica] é que a segunda presença do Senhor começou em 1874". (p. 65). Agora a Sociedade Torre de Vigia diz que ele retornou em 1914. Assim, elas próprias admitem que agiram como falsos profetas, anunciando a presença de Cristo que não estava aqui, desde 1874 até 1914.
Alegando que Jesus está invisivelmente presente e governando a terra através dos líderes da Sociedade Torre de Vigia, as testemunhas ensinam a seus seguidores que: "No primeiro século, Jerusalém foi lugar de onde foi dada instrução à organização cristã (At. 15:1,2). Mas hoje a orientação vem de Brooklyn, Nova York" (A Sentinela, 01/12/82, p. 23, edição norte-americana). Em vista de tal evidência, no entanto, uma  testemunha  de  Jeová  deveria,  individualmente,  continuar  com  a
obediência a esses homens que lhe é imposta pelo medo? Ouçamos a resposta das Escrituras: "Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal pa­lavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás" (Deut.18:22).


Mateus 24:14

E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, e m testemunho a todas as nações; e então virá o fim (Tradução do Novo Mundo).

Este versículo é um dos favoritos das testemunhas de Jeová em qualquer situação. Mas elas lêem nele um número de idéias que vão além daquilo que realmente diz. Acreditam que Jesus voltou invisi­velmente no ano 1914 e "estabeleceu" o reino de Deus no céu naquela época, com a Sociedade Torre de Vigia como sua organização visível na terra. Assim, para que recebam vida eterna, as pessoas precisam "vir à organização de Jeová para salvação" (A Sentinela, 15/11/81, p.21, edição norte‑americana).
Quando as testemunhas de Jeová pregam seu "evangelho" ou "boas‑novas" do reino, estão, na verdade, pregando a doutrina do retorno invisível de Cristo em 1914. Reconhecem livremente que "as boas‑novas" que pregam não são o mesmo que o evangelho ou boas‑novas, pregadas pelos cristãos através dos séculos. Mas pensam que é maravilhoso que tenham boas‑novas diferentes.

... o testemunho do reino das testemunhas de Jeová desde 1914 tem sido algo muito diferente daquilo que os missionários da cristandade têm pu­blicado tanto antes quanto desde 1914. "Diferente" ‑ como assim? ... O que as testemunhas de Jeová têm pregado ao mundo desde 1918 é algo único... a pregação dessas boas‑novas do reino messiânico como tendo sido estabelecido nos céus em 1914... (A Sentinela, 01/10/80, p. 28‑29, edição norte‑americana).

Mas a Bíblia adverte claramente sobre a pregação de outro evangelho:

No entanto, mesmo que nós ou um anjo do céu vos declarássemos como boas‑novas algo além daquilo que vos declaramos como boas‑novas, seja amaldiçoado. Como já dissemos, tanibé m digo agora novamente:
Quem quer que vos esteja declarando conto boas‑novas algo além daquilo que aceitastes, seja amaldiçoado (Gál.1:8,9, Tradução do Novo Mundo).

Pergunte à testemunha de Jeová, "o apóstolo Paulo ensinou a seus discípulos na Galácia que Cristo retornaria em 1914 e que esta­beleceria uma organização visível com sede em Brooklyn, Nova York?" Se não, então, as boas‑novas dos líderes da Torre de Vigia são "algo além" daquilo que os gálatas aceitaram ‑ o que os coloca debaixo da maldição de Deus por ensinar outro evangelho.


Mateus 24:34

Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram.

Que geração? Este assunto é um ponto de debate entre os leito­res cristãos d a Bíblia ‑ mas não entre as testemunhas‑de‑Jeová, porque sua organização disse especificamente que "a evidência aponta para a geração de 1914 como a geração sobre a qual Jesus falou. Assim, `esta geração não passará, de forma alguma, até que estas coisas (incluindo o Apocalipse) ocorram' " (A Sentinela, 15/02/86,p.5,edição norte‑americana).
Por muitos anos, cada edição da revista Despertai! tem apresen­tado sua declaração de intenções na página 2: "Mais importante, esta revista edifica a fé na promessa do Criador de uma nova ordem pacífica e serena antes que a geração que viu os eventos de 1914 pereça." A edição de Despertai!, de 8 de outubro de 1968, definiu essa geração ainda mais precisamente dizendo: "Jesus estava obviamente falando sobre aqueles que eram velhos o bastante para testemunhar com entendimento sobre o que aconteceu ",sugerindo que esses seriam "jovens de 15 anos de idade" (p. 13). Eles dis­seram com toda segurança que "a `geração' logicamente não se aplicaria a bebês nascidos durante a I Guerra Mundial" (A Sen. tinela,01/10/78,p.31,edição norte‑americana).
É preciso apenas calcular que alguém que tivesse 15 anos em 1914 estaria com 25 anos em 1924,35 em 1934 ‑ e 85 em 1984 ‑ para perceber que a geração da Torre de
Vigia "que não passará" estaria quase extinta em meados dos anos 80. A profecia estava quase fracassando. Mas eles não mudaram a profecia, antes os lideres das Testemunhas de Jeová simplesmente estenderam a geração. Ao invés de 15 anos de idade, de quem poderia teste­munhar "com entendimento" o que aconteceu em 1914, eles começaram a indicar que a geração seria formada daqueles que "nasceram por aquele tempo" (os mesmos bebês que haviam ex­cluído anteriormente!), dizendo: "Se Jesus usou 'geração' neste sentido e nós a aplicarmos para 1914, então os bebês daquela geração têm hoje 70 anos de idade ou mais" (A Sentinela, 15/05/84, p.5, edição norte‑americana).

Cristãos genuínos oram ansiosamente pelo retorno do Senhor. E nós esperamos e espreitamos a sua vinda. Mas aqueles que fazem falsas profecias se encaixam na categoria daqueles acerca dos quais o Senhor nos preveniu dizendo: "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodigios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mat. 24:24).
(Para obter maiores informações sobre a história centenária da Sociedade Torre de Vigia como falso profeta, veja nossas consi­derações sobre Deuteronômio 18:20‑22.)

Mateus 24:45‑47

Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem eu, o seu anjo, designou sobre os seus domésticos para dar‑lhes o alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim. Deveras eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens (Tradução do Novo Mundo).

Este é um texto‑chave para as testemunhas de Jeová. Elas apli­cam uma única interpretação a esta parábola. Ao invés de a enten­derem como uma exortação a cada cristão, desafiando‑o a ser um "escravo" fiel e diligente para Cristo, acreditam que a sua organi­zação representa o escravo fiel e discreto, ungido por Deus para prover "alimento espiritual" para os domésticos da fé. Esta inter­pretação dá à sede da Torre de Vigia uma tremenda autoridade e poder aos olhos das testemunhas de Jeová.
Por exemplo, note como A Sentinela, de l° de dezembro de 1981, eleva a organização acima da Biblia e cria um contingente daqueles que ganham a vida eterna seguindo a Sociedade Torre de Vigia:

O Deus Jeová também nos deu sua organização visível, seu "escravo fiel e discreto", formado por aqueles que são ungidos pelo espírito para ajudar cris­tãos em todas as nações a compreender e aplicar a Bíblia de maneira apro­priada em suas vidas. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando, nós não alcançaremos progresso na estra­da para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia (p.27).

Bem‑aventurados, na verdade, são aqueles que servem lealmente ao lado desta organização que é o "Escravo fiel e discreto", o agente visível de comunicação usado por Deus! Sua escolha é sábia, porque o seu caminho leva ao objetivo precioso da vida eterna... (p. 31).

Talvez eu deva mencionar aqui, como um comentário pessoal, que a declaração acima, especialmente a da página 27, que eleva a organização acima da Bíblia, se tornou a "última gota" ‑ a gota que fez transbordar o copo ‑ no meu relacionamento com a Sociedade Torre de Vigia. Foi depois de ler esta declaração que eu levantei a minha voz, questionando os argumentos da organização, publicamente, em encontros nos Salões do Reino e secretamente publicando meu boletim, Comments from the Friends (Comentá­rios dos Amigos), cuja primeira edição trata do texto mencionado acima. (Veja o capitulo 7, "O Testemunho do Autor", para mais detalhes.) Infelizmente, a vasta maioria das testemunhas de Jeová continua condicionada a tal ponto que aplaude este tipo de decla­ração e, cegamente, segue a Sociedade para onde quer que a conduza.
Originalmente, foi Charles Russell, o fundador e primeiro pre­sidente da Sociedade Torre de Vigia, quem foi visto pessoal e individualmente como "o servo sábio e fiel" de Mateus 24:45. Depois de sua morte houve uma grande divisão dentro da organiza­ção, com adeptos do novo presidente, Joseph F. Rutherford, assumindo controle completo, e os membros fiéis ao Pastor Russell saindo para formar outras seitas,  algumas  das  quais  existem  até  hoje. Esses grupos russelitas
modernos continuam a imprimir os livros do pastor, respeitando‑o como o mensageiro especial de Deus para a igreja. Os seguidores de Rutherford insistem que Russell nunca alegou ser o "servo sábio e fiel", mas que a Sociedade Torre de Vigia como um todo era o instrumento escolhido de Deus.
É muito difícil dissuadir as testemunhas de Jeová de sua crença. Aceitam qualquer coisa que a Sociedade diga porque a Sociedade é o canal de comunicação de Deus, que, por sua vez, elas acreditam ser a única organização religiosa em toda a terra que ensina a verdade ‑ uma conclusão que defendem porque acreditam em qualquer coisa dita pela Sociedade. Embora este seja um argu­mento circular, ele descreve a maneira de pensar das testemunhas ­de Jeová. Em algum momento depois do chamado "estudo da Biblia", ou programa doutrinário, que originalmente traz o indi­víduo para a organização, seus argumentos são torcidos e conec­tados de ponta a ponta, de modo que a testemunha de Jeová pensa em círculos, não numa seqüência linear. Esta é a razão pela qual você pode ir e vir com uma testemunha de Jeová e não chegar a lugar algum. Também poderíamos chamar este processo de lavagem cerebral.
A chave para se quebrar este circulo vicioso é dar ao individuo alguma informação que abale seus pensamentos o suficiente para tirar da sua cabeça as marcas que o fazem andar e pensar desta maneira. Este processo pode ser lento e demorado. Mas pode ser feito.
(Para auxiliá‑lo, veja também o capitulo 6 sobre as técnicas para compartilhar o evangelho).



Mateus 26:27

E tornando um cálice, rendeu graças e deu‑lho, dizendo: Bebei dele todos.

A Sociedade Torre de Vigia tem ensinado aos seus seguidores a não cumprir esta instrução claramente dada por Jesus Cristo. Quando as testemunhas de Jeová promovem a sua celebração de comunhão, que é feita anualmente, o pão e o cálice passam de mão em mão e muito poucos tomam parte deles. (Estatísticas relatadas em A Sentinela, 01/10/86, revelaram que de 7.792.109 pessoas presentes à celebração em 1985, apenas 9.051 participaram. Desta forma, da maior parte das 49.716 congregações das testemunhas de Jeová espalhadas pelo mundo, não houve um único participante.)
Ao não cumprirem as instruções de Jesus "Bebei dele todos", as testemunhas de Jeová estão obedecendo a instruções dadas por seus líderes, que os têm ensinado que os novos crentes desde o ano de 1935 não podem compartilhar da Nova Aliança mediada por Jesus Cristo (Heb. 12:24); "Aqueles que pertencem à classe das 'outras ovelhas' não pertencem à nova aliança e dela não tomam parte" (A Sentinela, 15/02/86, p.15, edição norte‑americana).

Mas, falando a respeito da aliança redentora representada na comunhão, Jesus disse: "A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos" (João 6:53, Tradução do Novo Mundo). Se as testemunhas se excluem da Nova Aliança, elas se excluem da vida eterna.
Peça à testemunha de Jeová para lhe mostrar um verso bíblico no qual Jesus estabelece o ano de 1935 como a data na qual deveria se inspirar suas instruções a respeito da comunhão. Não existe tal verso. Ao invés disso, Jesus disse: "Persisti em fazer isto em memória de mim" (Luc. 22:19, Tradução do Novo Mundo).
Extraido do livro As Testemunhas de Jeová refutada versículo por versículo.