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sábado, 29 de maio de 2010

PORQUE ESPIRITISMO?

1. INTRODUÇÃO

"Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no Testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. E o Testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho. Quem possui o Filho, possui a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida."
(1Jo 5:10-12)

O objetivo deste estudo "POR QUE ESPIRITISMO?" é resgatar, é procurar trazer de volta para os caminhos de Cristo, todos aqueles nossos irmãos que, desconhecendo totalmente o Evangelho de Jesus Cristo e o poder de Deus, foram e são enganados pelos conceitos das doutrinações espíritas; e hoje, mergulhados na escuridão das trevas e ausência de Deus, acreditam, inocentemente, que seguem o mesmo caminho de Jesus, quando, na realidade, cultuam os espíritos das trevas, aqueles que, por sua soberba e liderados por Lúcifer, Príncipe das Trevas, foram todos derrotados por Deus e assim afastados definitivamente da sua glória e da sua presença.

Quando alguém é picado por uma serpente, é medicado com o antídoto extraído da própria serpente. Assim também foi concebido este estudo: utilizamos citações dos próprios livros doutrinários do espiritismo e, fundamentados nas revelações da própria Palavra de Deus, a Bíblia, apresentamos as falsas interpretações espíritas.

"... quem não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho... "

Disso temos certeza: pelos conceitos doutrinários contidos nos livros consultados, nem Allan Kardec, nem Carlos Embassahy, nem Luís de Matos e os demais autores espíritas, acreditaram no testemunho que Deus deu a respeito do seu Filho Jesus. Por isso, com relação aos ensinamentos bíblicos, esses homens não merecem crédito nem seguidores, pois afrontaram diretamente a Deus.

Neste momento, rogamos de coração ao nosso Deus e Pai, que pela ação do Espírito Santo, conceda discernimento aos doutrinadores que ainda vivem, para que eles confessem de público a Jesus, como único caminho que nos conduz ao Pai, e peçam também perdão a Deus pelo estrago espiritual que já provocaram em milhares de almas, pois só assim participarão um dia do Reino de Deus e da Sua Eterna Glória. Amém.

2. A ORIGEM DO ESPIRITISMO

O pensamento religioso budista da Índia, dissensão do hinduísmo e do Bramanismo, baseia-se no SAMSARA, isto é, o ciclo infinito de nascimentos, mortes e reencarnações dos seres vivos no mundo transitório. A retribuição das ações cometidas, boas ou más, ou seja, o KARMA, é que determina o lugar de cada reencarnação, numa escala hierárquica onde inclui seres humanos, deuses e demônios infernais, fantasmas, animais, plantas e minerais.

Segundo o Budismo, a vida é, ao mesmo tempo, a continuação de vidas anteriores e a preparação de vidas futuras, onde o reencarnado pode passar por diversos estágios onde receberá, passivamente, o fruto de seus atos.

A única salvação deste ciclo infinito é chegar a um estado chamado NIRVANA (evasão da dor). Mas somente a minoria sábia pode saltar do Samsara para a salvação, enquanto a maioria dos seres continuará no seu ciclo.

A influência da filosofia oriental, principalmente o pensamento ateísta-agnóstico do Budismo, foi o caminho espiritual que inspirou muitas formas religiosas no oriente e no ocidente, onde o homem é apresentado como um ser iludido pelas paixões e interesses mundanos, podendo entretanto alcançar níveis de perfeição que o libertem da seqüência de reencarnações que o prendem à vida.

Assim sendo, em meados do século XIX, a corrente espírita iniciada nos Estados Unidos e consolidada na França, através da formulação de Allan Kardec, coincide não só com as concepções do mundo de inspiração hindu, como também com as seitas concebidas na antigüidade, uma vez que a preocupação em manter contatos com os espíritos dos mortos fazia parte das práticas religiosas dos egípcios, caldeus, gregos e romanos.

Já naquela época praticava-se a "magia branca" e a "magia negra". Quando alguém procurava entrar em contato com os espíritos dos mortos na intenção de ser beneficiado ou influenciado por eles, tinha-se a "magia branca" e, em caso contrário, tinha-se a "magia negra".

O Egito, país que deu ao mundo como herança macabra o "Livro dos Mortos", também base dos conceitos espíritas atuais, possui em toda a sua arte, literatura, ciência e religião, profundas influências nas crenças espíritas.


3. O QUE É ESPIRITISMO

A crença de que os espíritos dos mortos "se comunicam" com os seres humanos, constitui a base da doutrina espírita. 0 que hoje se chama Espiritismo, na antigüidade e na Bíblia é conhecido como Necromancia. 0 que hoje é médium, na antigüidade e na Bíblia é conhecido como necromante, feiticeiro (a), pitonisa. 0 que hoje conhecemos por centro espírita, na Bíblia e também na antigüidade era conhecido por tenda ou caverna.

A comunicação com os mortos na busca incessante de "evolução" espiritual no além, onde os espíritos 'tomam emprestado" o corpo das pessoas, e a prática da caridade e orientação nos ensinamentos espíritas, enquanto os próprios "espíritos" aguardam o momento da sua reencarnação, para, através do sofrimento, pagar os erros cometidos em outras encarnações ou se aperfeiçoarem através da prática da caridade, constituem a base dos ensinamentos apresentados ao mundo pelo ex-professor francês León Hippolyte Denizart Rivail, maçon do grau 33 junto à Grã-Loja Escocesa Maçônica de Paris (segundo lê-se em "As Grandes Religiões" - Ed. 1 9737 50 vol., pá
León Hippolyte adotou o nome de Allan Kardec, que, em 1857, ao lançar o "Livro dos Espíritos", deu início A doutrina espírita, pois essa obra passou a ser considerada como uma espécie de "bíblia" do espiritismo.

Pouco tempo após seu lançamento, milhares de pessoas começaram a se interessar pela existência dos espíritos e a tentar "entrar em contato" com eles.

Kardec escreveu mais seis livros, todos considerados também fundamentais para a doutrinação espírita: 'O que é Espiritismo", o "Livro dos Médiuns", 'Céu e Interno", o "Evangelho Segundo o Espiritismo", "A Gênese" e "Obras Póstumas".


4. EVOLUÇÃO DO ESPIRITISMO NO BRASIL

Foram responsáveis pelo aparecimento das crenças espíritas no Brasil, além dos colonizadores portugueses, que apesar de católicos, trouxeram a crença na bruxaria européia, os indígenas que aqui já moravam, com suas crendices e superstições, e os negros africanos vindos para o Brasil, como escravos.

Vários são os fatores apontados por estudiosos como causa da aceitação da evolução e propagação das práticas espíritas no Brasil. Entre esses fatores, destacam-se:

a) A crendice e superstição reinantes em milhares de brasileiros que encontram nos amuletos, talismãs, patuás, rezas fortes, etc., quase sempre pendurados no pescoço ou em algum lugar de destaque em suas casas, verdadeiros protetores de todo e qualquer mal.

b) A herança recebida da crendice e superstição dos colonizadores portugueses, responsáveis pelo sincretismo religioso, fruto da união das crenças dos escravos africanos com seus ídolos e vodus, e da adoração excessiva e paganizante das imagens e crendices aqui trazidas.

c) Lastimável quadro de pobres e indigentes que vivem á margem da sociedade e que, em troca dos recebimentos e favores vindos de atividades filantrópicas, tais como a distribuição de alimentos em vias públicas, visitas e assistência a creches, abrigos para idosos, etc., aceitam as doutrinações espíritas, enquanto seus anseios estão sendo saciados.

Por outro lado, aqueles que realizam essas atividades, não as considerara como conseqüência expontânea de amor ao próximo e de um ato de justiça, como assim nos ensinou Jesus Cristo, mas na intenção de se "aperfeiçoarem" através dessa prática e assim reduzirem seus sofrimentos nas "encarnações" futuras. Daí a grande diferença entre caridade e filantropia.

Porém, entre os fatores também estudados, dois merecem destaque como sendo os responsáveis no poder de persuasão para atrair novos seguidores. São eles:

a) "Você é médium: preciso desenvolver sua mediunidade."

É o que repetem milhares de espíritas a pessoas curiosas, oprimidas, doentes ou possessas, que procuram terreiros e centros espíritas em busca de "ajuda".
Este é o grande laço do passarinheiro, segundo a Palavra de Deus no Livro dos Salmos 91.3:
,Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.


b) "A saudade dos parentes falecidos."

Muita gente fica curiosa ao ouvir dizer que um parente seu "baixou" durante uma sessão espírita e, 'incorporado" em um médium, confessou que desejaria conversar com alguns parentes vivos. Há inclusive casos de famílias inteiras, movidas pela curiosidade e desconhecimento total do Evangelho de Cristo que tornaram-se praticantes do espiritismo após haverem recebido um desses "recados do além".


Os mortos não voltam. É o que nos revela a Bíblia. Se os mortos voltassem Deus não teria permitido que na Bíblia fossem registradas as palavras de Davi em IISm 12:22-23:

"Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: quem sabe o Senhor se compadecerá de mime continuará viva a criança? Porém agora que é morta, porquê jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim."

Se constasse entre os desígnios de Deus a liberdade dos mortos comunicarem-se com os vivos e vice-versa ou a possibilidade de reencarnação, não estaria também registrado na Bíblia:
"Aos mortos está ordenado morrerem uma só vez e, depois, o juízo." (Hb 9:2 7)

A Bíblia, através do ISm 28, nos relata um caso de necromancia envolvendo o rei Saul e a pitonisa de Endor, onde Saul é morto como castigo de Deus por ter consultado uma necromante, que predisse sua morte e a de seus filhos para o dia seguinte, onde seriam mortos pelos filisteus.

Quando analisamos os capítulos seguintes do Livro de Samuel, observamos que as predições da pitonisa ou médium foram uma farsa:

a) Em 1Sm 31:14, narra o suicídio de Saul. Logo, ele não foi morto pelos filisteus.

b) 0 1Sm 31.8 desfaz a predição da pitonisa, pois assim narra este texto: "Sucedeu pois que, vindo os filisteus no outro dia a despojar os mortos, acharam Saul e seus três filhos caídos no monte Gilboa.

c) Em I Sm 31:2, narra que os filisteus mataram Jônatas, Abinadab e Melquisua, Filhos de Saul.
Não foram todos os filhos de Saul que morreram, conforme predisse o "espírito" á pitonisa.

d) Pois assim está escrito em IISm 2:8-9:
1. "Entretanto Abner, Filho de Ner, chefe do exército de Saul, tomou Isboset, filho de SauI, e levou-o a Maanaim, onde o declarou rei sobre Benjamim, Efraim.....e todo o Israel."

Só a Deus cabe o dom da revelação através do Espírito Santo, a todo aquele que Ele quiser revelar, segundo a Sua vontade, para honra e glória do Seu nome.

Tem muita gente enganada acerca do espiritismo. Os doutrinadores espíritas, para atraírem pessoas que não conhecem o poder de Deus pela leitura da Bíblia, falam em Nome de Jesus e afirmam que Espiritismo e Cristianismo são a mesma coisa. Dizem, inclusive, que jamais se afastam dos ensinamentos de Jesus.

Isto se constitui numa afronta a Deus, pois Ele mesmo nos revelou em ITm 4.1: "Mas o Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns apostarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios."

A verdade é que Allan Kardec codificou todo um sistema de doutrinas contrárias ao ensinamento bíblico e ao próprio Jesus Cristo. 'Todas as doutrinas espíritas, sem exceção negam a verdade contida na Bíblia.

Milhares de brasileiros que ainda não alcançaram a mensagem do Evangelho de Cristo e que permanecem angustiados e decepcionados por não verem seus desejos e necessidades saciados, segundo seus anseios particulares, e ainda mergulhados na superficialidade dos seus velhos conceitos sobre Deus, deixam-se envolver com correntes ou tendências espíritas existentes neste país e ainda continuam, infelizmente, alimentando-se, como na Parábola do Filho Pródigo, das bolotas que os porcos comiam (ver Lc 15:16) e deixam de lado o imenso e glorioso banquete celestial que Deus nos oferece.

Porém, muitos deles, no fundo de seus corações, mesmo que a isso queiram ignorar, seus espíritos estão famintos e desejosos do verdadeiro Pão da Vida descido do Céu - Jesus Cristo.
O inimigo de nossas almas, cuja existência é negada pelos espíritas, aquele que, segundo a Palavra de Deus pelo profeta Isaías, foi derrubado ele e seus anjos do alto de sua soberba (Is 14:12-15), vem mantendo milhares de seres humanos mergulhados na confusão e escuridão das práticas espíritas, pois ele também quer ser cultuado como Deus.


5. DIVISÃO DO ESPIRITISMO NO BRASIL

O Espiritismo, tanto o de origem européia, codificado por Allan Kardec, como o de origem africana ou indígena, ou seja, candomblé, umbanda, xangô, pajelança e outros, são conjuntos de ensinamentos contrários à Bíblia.

Os que se entregam a essa prática, procuram, por diversos meios , entrar em contato com os espíritos de pessoas falecidas, movidas pela curiosidade e pelo desejo de "conversar" com elas e obter informações sobre acontecimentos "futuros".

No seio do cristianismo, os cristãos, segundo suas convicções e expressão de fé estão distribuídos por várias denominações, ou seja, católica romana, episcopal, pentecostal, luterana, batista, etc.

No seio do Espiritismo isso também é válido. Os espíritas também se distribuem, não por denominações, mas por correntes ou doutrinações.

Pois, no Brasil, o Espiritismo é dividido em cinco grupos principais:

UMBANDISTA: - Conhecido também como baixo espiritismo. Este grupo compreende:
Umbanda: é o nome da atual macumba. originou-se de escravos bantos, vindos da África.
Quimbanda: é a famosa magia negra, trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses. É também conhecido como espiritismo do livro de São Cipriano da capa preta.
Xangô: é outra forma de espiritismo afro-brasileiro.
Babaçuê: espiritismo de origem africana, influenciado pela pajelança . .
Pajelança: ritual indígena realizado pelo pajé da tribo. A semelhança das sessões espíritas, nela também ocorre o transe, as incorporações de espíritos e mensagens.
Catimbó: feitiçaria de origem européia, influenciada pelos indígenas e africanos.

KARDECISTA - Conhecido também como alto espiritismo. Este grupo compreende:

Kardecista Puro: segue as doutrinas de Allan Kardec.
Ruteirista e Ubaldista: seguem as doutrinas de João Batista Roustang e de Pietro Ubaldi, respectivamente.
Emmanuelista: é influenciado pelos 'ensinamentos' de Emmanuel, o espírito guia' de Chico Xavier.
Ramanista e Paganizante: seguem os ensinamentos do 'espírito guia" Ramatis e a tendência espírita liderada por Carlos Embassahy, respectivamente.

OUTRAS TENDÊNCIAS: conforme o "líder" ou "espírito guia", como Yokanam, tia Neiva, etc.

GRUPO RACIONALISTA - corrente fundada em 1910 por Luiz de Matos, inimigo do Kardecismo.


GRUPO ESOTERISTA - divide-se nas seguintes organizações:

" Rosacruz, Teosofia, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento,,
" Organizações diversas tais como:
Ordem dos Iluminados, Legião da Boa Vontade, Ordem Esotérica do Mentalismo,Gnosticismo, Logosofia e Cultura Racional Superior.

GRUPO CIENTÍFICO - espiritismo voltado para o estudo da paranormalidade.

Os Kardecistas não admitem ser confundidos com os umbandistas. Mas a verdade é que Umbanda e Espiritismo são a mesma coisa.

A própria Federação Espírita Brasileira reconheceu essa igualdade. Eis o que foi escrito em seu órgão oficial de informação "O Reformador", em sua edição de julho de 1953, pág. 149:

"Baseados em Kardec, é-nos lícito dizer: todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos é espírita- ora, o umbandista nelas crê. Logo umbandista é espírita, mas nem todo espírita é umbandista, porque nem todo espírita aceita práticas de umbanda."

Eis os pontos comuns entre o Espiritismo e a Umbanda:
a) comunicado com os espíritos dos mortos, os "desencarnados";
b) a reencarnação;
c) sofrimento, como base para a evolução no progresso espiritual;
d) a prática da "caridade", que acelera esse progresso.

As pessoas que se esforçam para praticar boas obras, desenvolver-se na mediunidade, crendo que morrerão e reencarnarão diversas vezes e depois passarão a viver em outros mundos como "guias de luz", ficarão bastante surpresos com o que o próprio Deus nos revela em Ef 2:8-9:

"Porque pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem de obras para que ninguém se glorie."

Esses falsos "santos" ou entidades que baixam em centros espíritas, além de encher o espírito do ser humano de confusão e engano, fazem pesadas exigências a quem os procuram em busca de "favores", que sempre terminam levando as pessoas à escravidão espiritual e, o que é muito pior, jamais verão a face de Deus, pois não terão a vida eterna, segundo a própria promessa divina.

Assim Deus nos revela em Deuteronômio 18:10-13:
"Não se achará diante de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de serpentes, nem necromantes, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa, é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus, os lança diante de ti. Perfeito serás como o Senhor teu Deus."

E Deus ainda nos revela em Levítico 20:6:
"Assim disse o Senhor: se alguém se dirigir aos espíritas ou aos advinhos para se relacionar com eles, voltarei o meu rosto contra ele e o eliminarei do meio do meu povo"


6. O PENSAMENTO ESPÍRITA SOBRE A BÍBLIA

Em suas argumentações, os doutrinadores espíritas, usando geralmente uma linguagem reverente, citam textos bíblicos na ânsia de provar que suas doutrinas encontram apoio nos textos bíblicos e assim também se constituem parte do cristianismo.

Porém são capazes de negar imediatamente que a Bíblia é um livro inspirado por Deus e de rotulá-la como velha e ultrapassada, quando alguém cita um ou alguns dos muitos textos bíblicos que condenam as práticas e doutrinas espíritas.

Jamais haverá igualdade ou paralelismo entre conceitos brâmanes, hindus, budistas, espíritas e demais correntes, frutos da criação da limitada mente humana, com as reveIações contidas nas palavras do próprio Deus, único e Verdadeiro, através da Bíblia.

Sabemos porém, que existem espíritas sinceros que, entregues inocentemente a essas práticas, supõem estar obedecendo à vontade de Deus o observando seus mandamentos, quando na realidade estão negando o próprio Deus e desprezando seu amor e sua misericórdia.

Infelizmente são pessoas totalmente enganadas, pois supõem ter Kardec respeitado, durante todo o seu trabalho como codificador do espiritismo, a autoridade da Bíblia como a expressão da Palavra de Deus.

A realidade, porém, é completamente outra. Eis o que escreveram e pregaram as expressões máximas do espiritismo:

a) Na página 87 do livro "A Gênese", diz Kardec:
"A Bíblia, evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de costumes que já não são nossos."

b) Na página 308 do livro "Obras Póstumas", Kardec ainda ratifica:
"O espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única verdadeiramente divina e humana."

Que afronta a Deus! Como isso pode ser verdade, se o espiritismo nega inspiração das Sagradas Escrituras, a Santíssima Trindade, a divindade de Jesus, como Filho único de Deus, a possibilidade de perdão dos pecados, a existência de Céu e Inferno, o juízo Final, a Ressurreição e outras verdades bíblicas?

Para as pessoas incrédulas, que não conhecem as Escrituras, é "mais fácil" se tornarem espíritas, pois o espiritismo torna as coisas mais fáceis e cômodas porque, ensinando que Deus não criou o homem à sua imagem e sim uma multidão de espíritos atrasados, imperfeitos e necessitados de "evolução" - negando assim o texto bíblico do livro de Gêneses 1:27 - mostra, através da "reencarnação", uma estrada repleta de chances para todos se aperfeiçoarem e "apagarem" as más ações cometidas em existências anteriores".

Sobre esta heresia, nos diz a Bíblia:

"O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a Luz do Evangelho da Glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus." 2Co 4:4)

c) Em seu livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Kardec, depois de declarar que os dez mandamentos são de caráter divino' por pertencerem a todos os tempos e países - e só por este motivo seriam divinos! - nega a inspiração divina do Pentateuco, afirmando sobre o restante dos escritos mosaicos: "Todas as outras leis que Moisés decretou, obrigado que seria a conter, pelo temor, um povo, em seu natural, turbulento e indisciplinado só a idéia de um Deus terrível para impressionar criaturas ignorantes...
(FEB, edição de 1979, págs. 56 e 57)

Será que realmente as opiniões blasfemas e irreverentes de Allan Kardec sobre a Bíblia nos ajudam a crer que ele realmente acreditava em Deus?

d) Ainda no livro "A Gênese", página 386, Kardec ataca também os evangelistas, afirmando que eles "ter-se-ão possivelmente enganado, quanto ao sentido das palavras de Jesus, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos... "

e) No livro "À Margem do Espiritismo" (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, fundador da corrente Paganizante, do Kardecismo, lemos:

"Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não aceita os seus princípios na Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo."

Este é realmente um espírita autêntico, pois tem consciência do seu paganismo, do seu ateísmo, e assim assume essa sua postura, que é a verdadeira do espírita: contrária a todo e qualquer ensinamento bíblico, pois ignora o poder de Deus e sua infinita misericórdia.

Na França, León Denis, sucessor de Kardec na continuação e divulgação de suas idéias, escreveu vários livros, dentre eles, o "Cristianismo e Espiritismo" muito lido e apreciado pelos espíritas brasileiros. Vale ainda salientar que este doutrinador espírita francês, por suas publicações, recebeu o título de "o filósofo inconfundível do espiritismo". Eis o que ele escreveu em "Cristianismo e Espiritismo" em sua 5ª edição, pág. 130:

"A Bíblia não pode ser considerada produto da inspiração divina." Ela é "de origem puramente humana, semeada de ficções e alegorias, sob as quais o pensamento filosófico se dissimula e desaparece ao mais das vezes."


f) finalmente , eis que foi publicado pela FEB - Federação Espírita Brasileira - através do seu órgão oficial "O Reformador" no fascículo de janeiro de 1953, na página 13, sobre a Bíblia:

"Do Velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia."


É esta a religião que muitos doutrinadores brasileiros diz ser cristã, que é "simplesmente a volta ao cristianismo primitivo , sob as mais precisas formas", conforme afirmaram Kardec e vários de seus continuadores?

Os espíritas devem se conscientizar de que a Bíblia não é um simples livro repleto de curiosidades e fatos históricos e sim a Palavra de Deus. A verdade nela contida permanecerá como o firmamento do céu, como bem se expressou o salmista no Sl 119:151-152:

"Tu estás perto, ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade. Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu."

Os espíritas devem também saber que "toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça." (2Tm 3:16). São injustas, enganosas e inspiradas pelo demônio as afirmações que põem em dúvida a inspiração divina da Palavra de Deus:

"porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo."
(2Pd 1:21)




CONCEPÇÕES ESPÍRITAS


1 - A SANTÍSSIMA TRINDADE VISTA PFLO ESPIRITISMO


Segundo o espiritismo, Deus não passa de um ser incapaz de julgar suas criaturas com justiça, pois Ele tolera sempre o pecado e procura dar um "jeitinho", através da "reencarnação", de "passar a mão" sobre a cabeça de todos, perdoando-lhes. Este é o tipo de Deus em que o diabo quer que a humanidade creia. É assim que o espiritismo considera Deus, pois é assim que se constata no livro de León Denis, "Depois da Morte", na pág. 114:

"Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem substituir à parte." Isto é uma afronta e uma tentativa de anular a pessoa de Deus.

Quanto à existência da Santíssima Trindade, os espíritas negam ou simplesmente ignoram, como faz Allan Kardec. Assim foi publicado no Jornal Espírita, na edição de Março/1953-Rj:

"Há mais do que uma pessoa em Deus?" Obtendo como resposta: "Não, a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o Pai celeste é um só para todos os filhos do Universo."

Aí está a negação da Santíssima Trindade. 0 espírita Rangel Veloso, em seu livro "Pseudos Sábios ou Falsos Profetas", Ed. 1947, pág. 34, assim se expressa ao declarar ter ouvido em centro espírita a concepção panteísta de Deus:

"Deus é uma folha de papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões. Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel representa um homem e um ser existente, e todos reunidos, formando o todo, é Deus."

Este não e o deus que nós cristãos, conhecemos ao longo de toda a história da humanidade. Não é o mesmo Deus que nos revelou através de Moisés e que disse: "Eu sou o que sou". (Ex 3:14)


2. A CRIAÇÃO DO HOMEM E O PECADO ORIGINAL

Em Gn 1:26 aprendemos que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança.

No "Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, à página 112, lê-se que o ser humano não foi criado segundo o que afirma a Bíblia, mas afirma que "Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento."

Infelizmente os seguidores de Kardec assimilam esta afronta a Deus, inspirada pelo demônio, e, mergulhados na escuridão, seguem os passos do seu doutrinador.

Curiosamente, o próprio Kardec em seu livro "A Gênese", Ed. 1985, à pág. 60, assim define os atributos de Deus:

"Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso."

Como poderá o cristão conceber essa sua definição enganosa, se ele mesmo declarou que Deus criou-nos como espíritos atrasados, sujeitos a tantos vexames e aspectos ridículos no caminho da perfeição?


3. O QUE O ESPIRITISMO DIZ SOBRE OS ANJOS

Para o espiritismo não existem anjos nem demônios, como nos ensinam as Sagradas Escrituras.

Segundo o "Livro dos Espíritos" questões 128 a 131, os anjos seriam espíritos evoluídos puros, ou seja: Deus os criou inicialmente ignorantes e rudes, e no difícil caminho do aperfeiçoamento, passaram pelos reinos mineral, vegetal e animal, entraram no corpo de macacos, evoluíram até chegarem ao estado de seres humanos, e depois de reencarnarem inúmeras vezes, tornaram-se espíritos de luz.

Isto significa dizer que Nabucodonosor, Nero, Herodes, Hitler e outros terríveis homens sanguinários um dia serão anjos ...

E até os demônios teriam também outra oportunidade de novamente estar diante do trono de Deus, se o exposto neste livro de Kardec expressasse a verdade.


4. O DIABO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Quanto à existência de Satanás e seus anjos, Kardec explica que eles seriam tão somente espíritos atrasados, impuros, mas que um dia chegarão à perfeição, tornando-se "anjos de luz".

No "Livro dos Espíritos", questão 131, assim diz Kardec com referência a satanás:

"evidente que se trata da personificação do mal sob a forma "alegórica",

ou seja: o Príncipe das Trevas, como a ele se refere a Bíblia, não passaria, segundo Kardec, de uma invencionice, de uma fantasia.

Isso também significa dizer, segundo Kardec, que todas as expulsões de demônios feitas por Jesus, segundo os Evangelhos, são simples alegorias.

É precisamente isto que o demônio gosta de ouvir. Afinal, com sua malícia e forma ardilosa de agir, ele também quer ser adorado como Deus.


5. PARA O ESPIRITISMO, NÃO EXISTE CÉU NEM INFERNO

Kardec em seu "Livro dos Espíritos", questões 1016 e 1017, diz que o céu seria: "os planetas habitados pelos espíritos evoluídos."

Sua preocupação em negar a existência do céu e do inferno chegou a tal ponto que escreveu o livro "O Céu e o Inferno", onde com argumentações infundadas e fantasias diabólicas, nega a todo custo suas existências. Assim Kardec concluiu seu pensamento:

"Assim podemos dizer que trazemos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso, e que encontramos o nosso purgatório em nossa encarnação, em nossas vidas corpóreas ou físicas."

Não é assim que Deus nos ensinou. Após a sua ressurreição, Jesus foi para o Reino de Deus. Voltou para o lugar onde sempre esteve desde a criação do mundo. Está na casa do Pai, para onde nós também iremos um dia, segundo a Sua Promessa. Nisso cremos, porque Deus é fiel e cumprirá tudo o que nos prometeu seu Filho Jesus.

Apesar dos espíritas crerem que a lei do karma determina as vidas sucessivas e que ninguém prestará contas, de uma vez por todas, a Deus, pelas faltas cometidas, eles só concebem a existência do castigo após a morte de duas maneiras: ou reencarnando, para sofrer em uma nova existência, ou sofrendo como espírito errante, no espaço.

Esses são espíritas que "precisarão de luz", e de praticar "caridade" através do corpo dos médiuns, que enganosamente se entregam à possessão demoníaca.

Kardecistas, umbandistas e demais componentes do espiritismo defendem essas idéias.

Porém Deus não pensa assim. Só no Novo Testamento, Jesus faz 15 referências ao lugar do tormento eterno. Eis algumas delas:

"... temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo" (Mt 10:28)
"... como escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23:33)


6. JESUS VISTO PELO ESPIRITISMO


Aparentemente, o espiritismo diz acreditar em Jesus e apoiar-se em suas doutrinas. Se isso é verdade, porque então León Denis, em seu livro "Cristianismo e Espiritismo", na pág. 88, prega que cada um é responsável pela sua própria salvação? - Pois assim ele se expressa:

"Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada exterior a nós poderia fazê-lo."

0 espiritismo não reconhece a Jesus como o único caminho que nos conduz ao Pai, nem reconhece que Ele morreu na cruz em remissão dos nossos pecados.

Eis o sentido, nas palavras do próprio Allan Kardec, em que o espiritismo admite ser Jesus o Filho de Deus:

"Digamos que Jesus é Filho de Deus, como todas as criaturas, que ele chama a Deus Pai, como nós aprendemos a tratá-lo de nosso Pai. É o filho bem amado de Deus, porque, tendo alcançado a perfeição, que aproxima de Deus a criatura, possui toda a confiança e toda a perfeição de Deus. Ele se diz Filho Único, não porque seja o único predestinado a desempenhar aquela missão na terra."

Assim, agindo com inspiração maligna, Kardec nega a divindade de Jesus, considerando-o apenas um homem que evoluiu, reencarnando-se muitas vezes.

Ainda sobre Kardec, é assim que ele ainda define Jesus em seu livro "A Gênese", Ed. 1949, à página 294:

"... Ele era um médium de Deus."

Ou seja, Kardec, falando em nome do Espiritismo que ele próprio codificou, considera Deus também um espírito em evolução e à busca de perfeição, e por isso necessitando de um médium aqui na terra. Quanta heresia!

Não é assim que Deus nos ensinou. Eis aqui uma das revelações bíblicas sobre Jesus, em Atos 4.12:

"E não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos."

A REENCARNAÇÃO

Segundo vários historiadores, a mais antiga fonte histórica onde se encontram referências à reencarnação estão nos Vedas - escritos filosóficos e religiosos dos hindus. Esta doutrina de reencarnação é bem mais recente do que a doutrina de consulta aos mortos: ela foi inventada pelos sacerdotes que oficiavam os rituais prescritos nos Vedas e introduzida entre o povo pela classe dos brâmanes.

Esses sacerdotes inventaram toda essa história de vidas sucessivas com o propósito de inspirarem respeito das outras classes sociais da índia, para que assim fossem mantidos como superiores e protegerem seus privilégios.

Falando sobre suas próprias encarnações anteriores, os brâmanes faziam com que sua autoridade fosse antiquíssima aos olhos do povo.

Eles passaram a pregar que, de reencarnação em reencarnação, haviam chegado à posição em que se encontravam. E o povo acreditava e mantinha profundo respeito por eles.

Sidarta Gautama, o Buda (iluminado), tomou emprestado essa idéia do bramanismo, acrescentando-lhe outro detalhe: só os sábios é que escapam do círculo de nascimentos e mortes, deixando de reencarnar e atingem o Nirvana, ou seja, a quietude, a serenidade perpétua.

Segundo essa doutrina da reencarnação concebida pelo budismo, onde o espiritismo é um dos seus segmentos, conclui-se que Deus não passa de Ser de ilimitada tolerância, pois não existe pecado. Portanto, roubar, matar adulterar, prostituir-se, mentir e blasfemar não passam de experiências mal sucedidas nesse longo caminho e aprendizado.

Como no budismo, no espiritismo considera-se que essas ações não devem ser cometidas, mas, caso alguém venha a cometê-las, na próxima encarnação deverá expiá-las. Então Herodes, Nero, Hitler e outras monstruosidades que já existiram na história, um dia serão "anjos de luz".

Não é assim que Deus nos ensina. Eis o que nos afirma a Bïblia em Romanos 14:14: "Assim cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus."

Negar a reencarnação é anular o espiritismo.

Carlos Embassahy, em seu livro "O Mundo Espírita", Ed. 1953, na pág. 01 assim se expressa:

"A importância da reencarnação é capital. Sem essa doutrina, o espiritismo perderia toda sua base filosófica... sem a reencarnação, estaríamos diante de um completo vazio."

Por sua vez, Allan Kardec assim se expressa sobre a reencarnação em seu livro "A Gênese", Ed. 1985, pág. 30:

"A reencarnação é uma das mais importantes leis reveladas pelo espiritismo."

A doutrina espírita da reencarnação ensina que nossa vida atual neste mundo é repetição de outras existências vividas em outros corpos, ou seja, o estabelecimento de soluções em parcelas, de pendências comportamentais.

No "Evangelho Segundo o Espiritismo", pág. 67, Kardec afirma que a "reencarnação é a volta da alma à vida corpórea, mas em um outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem de comum com o antigo."

De acordo com a exposição ora feita, observamos que a reencarnação foi concebida como doutrina ou lei do espiritismo, segundo as expressões utilizadas por dois de seus mais respeitados doutrinadores espíritas.

No Cristianismo, aprendemos que a Ressurreição não é lei nem doutrina. É uma realidade que nos foi revelada e vivida pelo próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. O seu próprio túmulo está vazio, porque Deus não morre.

O texto bíblico mais antigo a que os espíritas se apegam para "provar" sua teoria reencarnacionalista está em Jó 1:20-21, que assim nos revela:

"Então se levantou Jó, rasgou o seu manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prostrado por terra, disse: Nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor."

Os doutrinadores espíritas, após esta leitura superficial da Bíblia, se apegam à expressão de Jó: "... e nu voltarei" para tentar provar que o próprio Jó acreditava na reencarnação: após a morte voltaria nu ao ventre de sua mãe, como nascera.

Ora, esse argumento se auto-anula, quando nos reportamos á pág. 67 do "Evangelho Segundo o Espiritismo", já citado acima, e à própria questão 201 do "Livro dos Espíritos", de Kardec, que assim se expressa:

"O espírito que animou o corpo de um homem poderá animar o de uma mulher numa nova existência, e vice-versa? - Sim, pois são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres."

Entre os vários textos bíblicos a que os espíritas recorrem para tentar provar suas doutrinas sobre a reencarnação, está o diálogo havido entre Jesus e Nicodemus, registrado em João 3:1-21, que é freqüentemente usado entre eles, como prova de que Jesus, ao dizer a Nicodemus que lhe era necessário nascer de novo, estava pregando a reencarnação.

Os espíritas porém ignoram, que no texto original deste Evangelho de João, é utilizada a palavra grega anothen, traduzida como nascer de novo, mas que seu significado literal é nascer do alto, nascer de cima, nascer de Deus. Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, e sim através da operação do Espírito Santo de Deus no interior do homem. E isto nada tem a ver com a reencarnação.

Finalizando, se a doutrina da reencarnação fizesse parte dos ensinamentos de Jesus Cristo, certamente à pergunta de Nicodemus - "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez?" - Jesus teria respondido: "Isto é possível Nicodemus. Basta você reencarnar."
Mas a resposta de Jesus foi: "Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus."

Os doutrinadores espíritas com seus ensinamentos, tentam, a todo custo, demonstrar que pertencem ao Cristianismo como uma de suas denominações.

Daí a ânsia constante desses seguidores do budismo, onde o espiritismo é um dos seus segmentos, em recorrer à Palavra de Deus, que eles ignoram em suas doutrinas, para tentar um paralelo ou harmonia entre seus conceitos, o que nos deixam transparecer, claramente, suas grandes dúvidas ou hesitações naquilo que tanto pregam.





Caros irmãos em Cristo Jesus:

Ao abordar um espírita, o cristão deverá, com bastante amor e à luz da Palavra de Deus, resgatá-lo das trevas onde se encontra e apresentando-o Jesus, não como um "médium", segundo Kardec, mas como o filho único e Deus e também o único e somente único caminho que nos conduz ao Pai, pois esta é a verdade suprema.

Se porém o cristão for abordado por um espírita e sentir nele o espírito de afronta e de galhofa, deverá, com amor e sabedoria, calar e não fazer o jogo da afronta, como também Jesus calou-se diante de Pilatos ao ser por ele indagado sobre o que era a Verdade, que Ele tanto nos revelou nos Evangelhos.

Pois assim também Jesus nos ensinou:

"Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem." (Mt 7:6)

Louvado seja o santo nome de Deus e do seu Filho Jesus, o que nos concedeu o Espírito Santo, presença constante em nossas vidas.

Amém !

Aguinaldo José Duarte

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Espiritismo Kardecista e sua Mágica para Ensinar Reencarnação


Em 2001, conheci um rapaz que fazia mágicas que me impressionaram. Ele fazia uma nota de cinqüenta Reais desaparecer e reaparecer nas mãos dele com uma facilidade incrível. Mas por consideração à minha curiosidade, revelou-me como fazer isso facilmente. Ele enfiava seu polegar esquerdo num polegar falso, como esses da figura, e ao fechar sua mão esquerda, habilmente punha seu polegar do lado de dentro da mão fechada, pressionando o falso polegar, para que quando seu polegar esquerdo saísse da mão, fazendo um sinal de "tudo jóia", o falso polegar ficasse dentro da mão fechada, com o espaço para a mão direita introduzir a nota de cinqüenta Reais dentro do falso polegar. Então, ele enfiava o polegar esquerdo dentro do falso polegar, e quando abria as mãos, parecia que a nota havia sumido. Na verdade, ela estava entre o polegar esquerdo e o polegar falso. Depois de balançar rapidamente as mãos bem diante de mim, ele fechava a mão esquerda, punha o polegar esquerdo para fora, e com o indicador direito puxava de dentro do polegar falso a nota. No final, seu polegar esquerdo entrava novamente no polegar falso. Era rápido, bem feito e impressionava. Parece que o Diabo, através de seus demônios, tem feito mágicas parecidas com os versículos da Bíblia, nos palcos das seitas, e a platéia tem sido iludida porque faltam-lhes "Misters M(s)" para revelar onde está o engano, o malabarismo textual com versículos que não foram escritos para os fins a que reivindicam.

A mágica espírita kardecista - uma farsa!

A doutrina da reencarnação jamais foi ensinada nas Escrituras Sagradas. Segundo elas, "está ordenado ao homem morrer uma única vez, vindo depois disso o juízo". (Hebreus 9:27) Jesus é a "ressurreição e a vida", não a reencarnação. Se essa doutrina espírita fosse verdadeira, reduziria a nada o sacrifício de Jesus e a graça de Deus para com o homem. (Efésios 2:8, 9) Não precisaríamos de um Salvador, mas nos salvaríamos por méritos próprios, através de sucessivas reencarnações. Para o Cristianismo, reencarnação é uma heresia. Por isso, Satanás e seus demônios, usando médiuns e escritores espíritas, têm tentado manipular versículos bíblicos, como um mágico faz com seu dedo polegar falso, para impressionar pessoas com uma falsa esperança. Observe, a seguir, a astúcia satânica no meio espírita, para com a Bíblia, para provar a doutrina demoníaca da reencarnação, e abaixo de cada uma, as farsas desmascaradas em refutações bíblicas.

Heresia kardecista 1 - O caso de Saul e a feiticeira de Endor. Quando Saul consulta a pitonisa, ela teria feito que o espírito do profeta Samuel aparecesse em seu centro espírita. - 1 Samuel 28.

Refutação apologética evangelística – Saul havia perdido o favor de Deus e Deus não lhe respondia mais. (1 Samuel 15:23; 28:6) Certamente, Deus não usaria uma médium espírita para lhe dar respostas, pois Deus havia proibido a prática de consultar mortos. (Deuteronômio 18:9-13) Será que se fosse possível o espírito do fiel Samuel visitaria um centro espírita para ajudar quem se tornara reprovado? Mesmo que no relato de 1 Samuel 28 Saul tenha identificado o espírito como o falecido Samuel, a mágica foi a seguinte: Assim como os humanos podem imitar vozes e se trajar parecido com uma pessoa famosa, Satanás e seus demônios podem fazer o mesmo, inclusive se transformarem em anjos de luz. (2 Coríntios 11:14) Quando a Bíblia afirma que os mortos não estão cônscios de nada que ocorre de baixo do sol (Eclesiastes 9:4-11), significa que após a morte seus espíritos nada mais tem a ver com os assuntos daqui da terra. E se lermos atentamente o relato, perceberemos que o suposto espírito de Samuel deu uma informação errônea, pois disse a Saul, através da médium espírita: "O SENHOR entregará também a Israel contigo nas mãos dos filisteus, e, amanhã, tu e teus filhos estareis comigo." (1 Samuel 28:19) Mas a batalha em que Saul morreu com os israelitas, conforme relatos seguintes, ocorreu alguns dias depois, e não no dia seguinte. (1 Samuel 30, 1, 13-17; 2 Samuel 1:1) Por isso, seria impossível Samuel, depois de morto, se comunicar com os vivos aqui na terra. Conforme afirmam os espíritas, para um Deus que pode fazer um espírito se comunicar com os humanos, seria de esperar que Deus também proporcionasse o retorno desse espírito em outra vida. Mas conforme observamos, o relato de 1 Samuel 28 mal interpretado nas mãos dos mágicos espíritas nada mais é do que uma tentativa de preparar sua platéia a crer numa reencarnação que jamais ocorrerá.

Heresia Kardecista 2 - O caso da transfiguração de Jesus provaria que os espíritos podem se comunicar com os humanos, pois os já falecidos Moisés e Elias apareceram perante Jesus. - Mateus 17:1-5.

Refutação apologética-evangelística – Os espíritos de Moisés e Elias não se comunicaram com os humanos, mas com o Jesus transfigurado. Foi Jesus quem assumiu a forma transfigurada para conversar com os espíritos de Moisés e Elias. E Pedro também não conseguiu manter contato com Moisés e Elias, pois não é do propósito de Deus que humanos falem com espíritos de pessoas que já faleceram. (Veja Lucas 16:30, 31) Percebemos que os espíritas usam essa passagem de Mateus 17:1-5 para suscitar o desejo da já referida platéia a buscar seus centros espíritas em busca de informações de entes queridos falecidos. Quando obtêm informações que coincidem com a realidade, as pessoas afirmam: "Era ele! O meu pai que faleceu!" Como isso é possível? Porque Satanás e seus demônios conhecem a vida das pessoas. Eles rodeiam a terra, diz a Bíblia. (Jó 2:2) Por isso, quando a informação é realmente mediúnica (pois às vezes é puro chute), é óbvio que ela veio do mundo espiritual. Certo espírita questionou: "Se o diabo de vocês é o pai da mentira, por que ele fala a verdade nos centros espíritas, através de nossos médiuns?" A resposta é simples: Porque ser o pai da mentira não significa que ele minta sempre. De fato, conforme disse um apologista em suas preleções, a melhor forma de se falsificar uma nota de cem dólares é fazer parecer-se mais próxima da real possível (ninguém poria na nota de cem dólares a foto do Mickey Mouse). Portanto, como Jesus é a verdade, devemos ensinar as verdades de sua Palavra aos espíritas e ensiná-los, através do conhecimento bíblico, distinguir o certo do errado. (Hebreus 5:13, 14) Estamos preparados para isso?

Heresia Kardecista 3 - Quando Jesus chama João Batista de Elias, afirmam que João seria a reencarnação de Elias. – Mateus 17:9-13.

Refutação apologética-evangelística – Depois que João Batista morreu, Jesus transfigurou-se para conversar com Elias. Se João fosse a reencarnação de Elias, então a Bíblia teria mencionado João Batista ao lado de Moisés. (Mateus 17:1-5) Ademais, o próprio João Batista negou que fosse Elias. (João 1:21) João é chamado de Elias devido à similaridade de suas obras. O anjo mostrou que João Batista “iria adiante no Senhor no espírito e no poder de Elias” (Lucas 1:17), ou seja, o que ele faria, Elias fez no passado: ambos foram firmes defensores da adoração verdadeira e buscaram converter pessoas às normas e princípios de Deus. Para ajudarmos os espíritas a compreenderem isso, precisamos estudar muito a Bíblia. A mágica espírita é: Se Jesus disse que João Batista era Elias, então João é a reencarnação de Elias. Mas a mágica é revelada, e descobrimos o truque. Deus nunca prometeu a reencarnação ou o renascimento de Elias, mesmo porque para os judeus Elias nem havia morrido, mas trasladado para o céu. Como eles creriam na reencarnação de alguém que jamais havia morrido, segundo essa crença? - 2 Reis 2:1-15.

Heresia Kardecista 4 - Quando Jesus diz a Nicodemos sobre nascer de novo para herdar o reino de Deus, seria esta uma prova de que Jesus ensinava a reencarnação. – João 3:3.

Refutação apologética-evengelística – Nascemos de novo, mas no espírito, quando nos convertemos a Jesus. (1 Pedro 1:23) Observe o seguinte comentário:

"Entrar no reino de Deus requer algo impossível segundo os padrões humanos - nascer outra vez. Com isso, Jesus referia-se à obra do Espírito Santo de instilar vida em nossa natureza espiritual, pecaminosa e morta. Quando nascemos de novo, tornamo-nos novas pessoas, tendo os pecados perdoados e usufruindo de íntima amizade com Deus”. - Bíblia de Estudo Vida, 2a. Edição, página 1647.

O próprio Jesus explicou melhor o que havia dito sobre nascer de novo. Ele diz em João 3:5 sobre nascer da água e do espírito, que significava o batismo e a nova vida cristã, adorando a Deus em espírito e verdade. (João 4:24) Ao explicar isso a um espírita, narre a ele como foi o seu novo nascimento - a sua experiência de conversão.

Heresia Kardecista 5 - Deturpam Mateus 19:28, 29. Ao Jesus prometer àqueles que perdessem pais e filhos por amar o seu nome, estes receberiam cem vezes mais, então Jesus teria falado de pais e filhos que eles teriam nas sucessivas reencarnações. Argumentam: Como se poderia ter cem vezes mais pai e mãe numa só vida?

Refutação apologética-evangelística – No relato paralelo, em Marcos 10:30, relata-se quando Jesus afirmou que ganharíamos cem vezes mais - “no presente”, não em vidas futuras. Quis referir-se à família cristã. Até o próprio Jesus disse que seus irmãos e sua mãe são aqueles que fazem a vontade do Pai. (Mateus 12:46-50) Ore a Deus, então, para que suas palavras aos espíritas sejam verdades bíblicas e temperadas com sal (Colossenses 4:6), para que em breve eles sejam parte dessa família cristã, mais à frente identificada como o corpo de Cristo, a sua Igreja. - Efésios 4:16; 5:30.

Heresia Kardecista 6 - Ao lerem que Paulo fala de um homem que teve uma experiência “no corpo ou fora do corpo”, ensinam que seja possível praticar a projeção astral, ou seja, o ato de separação entre o corpo físico e o espírito enquanto se está dormindo. - Ler 2 Coríntios 12:2-4.

Refutação apologética-evangelística – Paulo falava do que aconteceu com ele mesmo. Era um costume judaico usar a terceira pessoa quando não se queria vangloriar-se. Paulo foi tocado por Deus de uma forma singular, mas o texto nada diz que o espírito dele saiu fora do corpo. Segundo os espíritas, isso se trata de "desdobramento". Mas nunca lemos na Bíblia que alguém praticasse isso. Tratou-se de uma situação espiritual tão especial que Paulo não sabia descrever se estava em corpo ou espírito. O fato de Paulo não saber precisar o que era significa que os espíritas não têm a autorização de ensinar através deste relato o que ele não ensina. Ademais, a Bíblia diz que o espírito sai do nosso corpo em uma única ocasião – quando morremos. (Salmo 146:4) Mas por que algumas pessoas têm a sensação de saírem fora do corpo? Quando não se trata de sonho, efeitos de remédios ou resultado de um estado de espírito muito alterado, como o que pode suceder a um acidente em que a pessoa se encontra inconsciente, pode ser realmente influência demoníaca, pois alguns espíritas relatam que, ao sair fora do corpo, encontram-se com espíritos que confirmam a reencarnação como uma verdade. A pergunta é: Por que um ex-espírita e agora cristão, em plena comunhão com Deus, deixa de ter essas experiências? A resposta é uma só: Ele foi liberto da mentira. Jesus, com o Pai, fazem morada na vida desse crente salvo. Não há mais lugar para artimanhas diabólicas que manipulam a mente da pessoa, de modo que ela venha a achar que sai do corpo, o que de fato jamais ocorre. Para ilustrar, olhe bem de frente para a figura com os dizeres "JACAREBANGUELA". Quando passamos superficialmente os olhos em cada uma das letras, rapidamente, temos a sensação de que as letras se mexem. Mas elas se mexem de fato? Não! Tanto que quanto mais você se postar dos lados, para baixo ou para cima do quadro (mudar o ângulo), menor será a sensação de que as letras se mexem. Isso equivaleria a lermos a argumentação espírita sem entendermos a mágica manipuladora de textos que usam. Crer nela seria uma impressão superficial. Mas quando olhamos por outro ângulo os argumentos deles, e analisamos o contexto todo dos textos mal interpretados, vemos a verdade intacta da Bíblia.

O que podemos fazer por eles?

Os espíritas kardecistas, de fato, têm sido grandes vítimas de seus médiuns, os quais aprenderam muito bem a arte de usar a Bíblia para provar o que ela não ensina. E aprenderam com o mesmo espírito que fingiu ser Samuel. Para os despreparados, os textos bíblicos que usam parecem convencer a platéia de que suas crenças estão firmemente alicerçadas na Palavra de Deus. Mas quando analisamos os textos mais a fundo, dentro do seu contexto histórico, com métodos de interpretação e hermenêutica bíblicos, a farsa é revelada, e a mágica perde a graça. E graças ao Espírito Santo de Deus que tem usado os "Misters M(s)" da fé, dezenas de milhares de espíritas kardecistas já não são mais a platéia de um show ilusionista, mas tornaram-se convictos de que Jesus é a ressurreição e a vida, e que só crendo nele poderemos viver novamente (João 11:25). Portanto, façamos nossa parte em desvendar as mágicas espíritas, por crescermos na fé e no conhecimento da Bíblia. Se formos cristãos que nunca acham tempo para aprender mais sobre sua Palavra, seremos incapazes de lutar contra as experiências espíritas vivenciadas por pessoas sinceramente enganadas. O Espírito Santo de Deus convence, mas é lindo sermos instrumentos nas mãos dele perfeitamente habilitados (ou preparados) para toda boa obra. - 2 Timóteo 3:16, 17.

domingo, 23 de maio de 2010

ESPIRITISMO KARDECISTA - SERÁ QUE REENCARNAMOS?

"Estou na minha vigésima primeira encarnação!", afirmou categoricamente uma senhora para um ministro do evangelho. Talvez você já ouviu pessoas afirmarem algo parecido. Essa doutrina espírita, ensinada por povos pagãos e codificada por Allan Kardec, no século XIX, encanta pessoas sinceras e desesperançosas. Como expressou uma senhora que havia perdido seu filho num acidente, "quer coisa melhor do que eu reaver esse filho numa outra vida, talvez como meu pai, ou irmão ou filho novamente?" Como responder aos espíritas que sinceramente crêem dessa forma?


A Crença Espírita Kardecista

O que ensina o espiritismo com respeito à reencarnação? Embora todos nós saibamos disso, vale conferir a explicação deles nos livros de Allan Kardec. Dois deles assim se expressam sobre o assunto:

"Pelo espiritismo, [...] o homem sabe que a alma progride, sem cessar, através de uma série de existências, até que pode aproximá-la de Deus." - Allan Kardec, A Gênese, página 26, 14a. Edição Revisada e Corrigida, Editora Ide.

"Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? Deus a impôs a eles com o objetivo de os fazer chegar à perfeição: para alguns é uma expiação, para outros é uma missão." - Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, página 94, Questão 132, 3a. Edição, Editora Boa Nova.


Mas quais seriam as provas dessa crença sobre várias existências? Afirmações de pessoas que não conseguem se lembrar de suas supostas vidas passadas? Ou relatos daquelas poucas que se lembram, mas que sempre afirmam já terem vivido numa cidade famosa e ocupado um cargo importante? Ou a convicta explanação dos médiuns, que afirmam ser o espiritismo uma ciência, mas não apresentam provas científicas sobre a reencarnação?

Em contrapartida, os cristãos têm uma opinião baseada num livro que fala apenas verdades, a Bíblia. Ela é bem clara ao dizer:

"E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo." - Hebreus 9:27.

Os espíritas não crêem assim, porque para eles a reencarnação lhes aproxima mais de Deus, a cada existência. Então, quem está com a razão - a Bíblia ou Allan Kardec? Os cristãos crêem na Bíblia porque ela ensina de modo simples como surgiu a vida, e que o Criador jamais intencionou que o homem reencarnasse para se aproximar mais de Deus. O homem tem uma única oportunidade de se aproximar ou não de Deus, numa única vida. Por isso, Paulo podia dizer:

"21 Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. 22 Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. 23 Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. 24 Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne." - Filipenses 1:21-24.

Para Paulo, um judeu convertido a Jesus, morrer era lucro. Por que ele pensava assim? Por que desejava voltar a viver aqui na terra num outro nascimento? Não, mas porque depois de sua única vida, ele tinha a certeza de que estaria com Jesus, o que era incomparavelmente melhor. Ele jamais diria isso se cresse na reencarnação. Não faria sentido ser melhor morrer e estar com Cristo por uns tempos e voltar a nascer aqui.

Os espíritas apreciam muito as palavras ditas pelo próprio Jesus nos evangelhos. Então, segundo Jesus, qual é o modo de nos aproximarmos de Deus? Observe:

"Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada." - João 14:23.

De acordo com Jesus, Deus, o Pai, vem com Jesus fazer morada em nosso coração, ou seja, uma relação muito íntima entre o cristão e Deus. Quão próximos de Deus nos tornamos, não é mesmo? Qual o requisito? Se amarmos a Jesus e guardarmos sua palavra. Nada de reencarnar, nada de nascer de novo literalmente. E o que encanta os cristãos é que Deus procura essa aproximação, dando conselhos e leis para que vivamos de um modo digno de pertencermos a Deus. Deus procura esses adoradores, segundo Jesus. (João 4:24) Deus não cria espíritos e os joga para ver como eles se saem, mas cria cada ser humano com um espírito, e convida a todos para essa aproximação. Evidentemente que devemos também invocar o nome do SENHOR, depois de o aceitarmos, porque perto está Ele dos que o invocam. (Salmo 145:18) Se Ele está perto de quem faz isso, não precisamos reencarnar.


Mas o que dizer da perfeição? Precisamos reencarnar para sermos perfeitos? Vejamos o que a Bíblia ensina sobre isso:

"Seja perfeito o vosso coração para com o SENHOR, nosso Deus, para andardes nos seus estatutos e guardardes os seus mandamentos, como hoje o fazeis." - 1 Reis 8:61.


"43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. 44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; 45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. 46 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? 47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? 48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste." - Mateus 5:43-48.

Novamente, a perfeição não está atrelada à reencarnação, e não há sequer um único versículo bíblico que sugira isso. Pelo contrário, a perfeição está relacionada a andar nos estatutos e nos mandamentos do Senhor (o que é uma conseqüência de quem tem fé verdadeira), a amar até mesmo nossos inimigos.


Allan Kardec também diz que a reencarnação é para muitos uma expiação, ou seja, uma enitência para progredirmos, conforme eles entendem. Mas a Bíblia também nos ensina sobre quem e com o que ele fez expiação por nossas vidas. Leia:


"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado." - 1 João 1:7.

Os espíritas precisam entender que a morte de Jesus realiza um milagre na vida do que nEle tem fé verdadeira. Somos purificados de nossos pecados e, conseqüentemente, aproximamo-nos de Deus.


Conclusão


O maior interessado em promover a doutrina da reencarnação é o inimigo da vida eterna, Satanás, e suas hostes demoníacas. Eles sabem que se a doutrina da reencarnação se tornar uma verdade para uma pessoa, o sacrifício de Jesus Cristo por ela dará lugar à salvação por méritos próprios, ou seja, a pessoa passará a se salvar através de sucessivas reencarnações, o que biblicamente é impossível. Mas desejamos ganhar espíritas para Jesus. Para ajudar os espíritas a raciocinarem sobre o assunto, sugiro a seguinte abordagem:


"Respeito seu ponto de vista. Mas imagine que você esteja na sua vigésima primeira encarnação (ou vida). Você deve crer que está mais próximo de Deus e mais perto da perfeição do que a vigésima, não é? E na vigésima encarnação você estava mais próximo de Deus e mais perto da perfeição do que a décima nona. Então, cada existência sua anterior você estaria mais longe de Deus e mais distante da perfeição. Então pense em como você foi criado. Consegue imaginar um Deus de amor criando os espíritos bem mais longe de Deus e mais distantes da perfeição? Não seria muito mais amoro da parte de Deus ter criado o homem à sua imagem, segundo a sua semelhança, próximos de Deus? E não foi mais amoroso ainda Deus, segundo a Bíblia, apesar de o homem ter pecado e se distanciado de Deus, ser convidado, através da fé em Cristo Jesus, a ser morada de Deus? (Leia João 3:16, João 14:23) Querido(a), o que Jesus fez na minha vida vale por mil encarnações! Foi uma mudança maravilhosa, e até eu partir e estar com Cristo, quero melhorar ainda mais. Deseja conversar mais sobre esse assunto?"

Que Deus abençõe seus esforços em provar, mediante a palavra de Deus, a Bíblia, que fora da graça de Deus não há salvação, e que por méritos próprio é impossível sermos salvos.


Fonte: IACS Fernando Galli