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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

UNICISMO II

Dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.

Há muitos cristãos evangélicos que consideram o movimento Pentecostal Unicista (também conhecido como "Só Jesus") como um movimento cristão evangélico. A realidade é que este movimento está muito longe de ser considerado como cristão; está mais para uma seita. Uma das definições teológicas de seita é: Qualquer grupo que se desvia das doutrinas fundamentais do cristianismo, como a Trindade, a divindade de Jesus Cristo e a salvação pela graça, através da fé em Jesus Cristo somente.

Os maiores grupos o melhores conhecidos que compõem o movimento Pentecostal Unicista são:

· Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus

· Igreja Pentecostal Unida

· Igreja Pentecostal da Fé Apostólica

· Outros grupos independentes que também crêem na unicidade de Deus, como por exemplo, a Igreja Voz da Verdade, Pentecostal Unida do Brasil, Tabernáculo da Fé, Igreja de Deus do Sétimo Dia etc.

Os pentecostais unicistas negam uma doutrina fundamental do Cristianismo: a doutrina da Trindade.

Este artigo foi escrito exclusivamente para alertar ao corpo de Cristo acerca deste movimento sectário e demonstrar à luz das Escrituras como os Unicistas estão equivocados sobre a verdadeira natureza de Deus. Seguimos a orientação de Judas 3, que nos exorta a lutar ardentemente pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos.

O ARGUMENTO UNICISTA

A doutrina unicista está baseada no entendimento de duas verdades bíblicas. Estas bases bíblicas são usadas como fundamentos sobre o ponto de vista que tem de Deus e Jesus Cristo. A primeira verdade bíblica é que há somente um Deus e que Jesus é Deus. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que Jesus Cristo é Deus em sua totalidade, sendo assim, Jesus tem que ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo, rechaçando a doutrina da Trindade.

O ARGUMENTO TRINITÁRIO

A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.

A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.



É JESUS O PAI?

Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Pai.

Isaías 9:6 – o "Pai Eterno"

Este versículo não ensina que Jesus é o Pai. O título "Pai eterno", refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5).

O termo "Pai" não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai.

João 10:30 – "Eu o Pai somos um"

Se Jesus houvesse querido dizer que ele é o Pai, haveria dito: "Eu e o Pai sou um" ou "Eu sou o Pai", que seria a expressão gramatical correta. Jesus não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador.

"Somos" (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.


João 14:8, 9 – "Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?"

Jesus
NÃO disse a Filipe que era o Pai.

Jesus veio como representante do Pai; veio demonstrar-nos o caminho ao Pai (v.6). Em João 5:43, Jesus disse: "Eu vim em nome de meu Pai [na autoridade do Pai, com as credenciais do Pai], e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome [em sua própria autoridade, com suas próprias credenciais; como o anticristo], a esse receberíeis".

Quantas vezes temos orado: "Pai, ajuda-me para que as pessoas te vejam em mim". Acaso isso quer dizer que quando as pessoas virem você, estarão vendo literalmente ao Pai? Certamente que não, nem tampouco você estaria realmente pensando nisso, mas sim, estaria pedindo que Deus o ajude a representá-lo corretamente diante das pessoas para que possam ver a Deus através de sua vida. Por isso Jesus disse a Felipe: "O que me viu, viu ao Pai", porque ver a Jesus, quem representou ao Pai foi como se estivesse vendo ao Pai. Mas Jesus NÃO estava dizendo que ele era o Pai.

QUE DIZ A BÍBLIA ACERCA DE JESUS E O PAI?

Jesus é referido como "Filho" mais de 200 vezes no Novo Testamento e nunca é chamado de "Pai".

Jesus referiu-se ao Pai mais de 200 vezes como alguém distinto dele.

Em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado.

Nos Evangelhos, Jesus nunca referiu-se a si mesmo como "Filho", do mesmo modo que ele se referia ao Pai como "meu Pai" (João 20:17).

No Novo Testamento repetidamente encontramos expressões como estas:

Romanos 15:5-6 — "O Deus que concede perseverança e ânimo lhes dê um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo".

2ª Coríntios 1:3 — "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação..."

Filipenses 2:10-11 — "...Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai".

1ª João 1:3b — "Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo".

1ª João 2:1 — "Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo".

2ª João 3 — Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, estarão conosco em verdade e amor".

No Evangelho de João, Jesus refere-se a si mesmo como enviado pelo Pai, mas nunca referiu-se a si mesmo como o Pai que enviou ao Filho.

O Pai enviou a alguém separado dele, chamado Filho.

1ª João 4:9-10,14 — "Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação por nossos pecados. (...) E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo".

É JESUS O ESPÍRITO SANTO?

Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Espírito Santo.

2ª Coríntios 3:17 — "Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade".

O texto não diz que "Jesus é o Espírito". Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra "Senhor" se refere a Jesus Cristo.

O "Espírito" aqui é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Javé (Jeová) ou Deus, e NÃO com Jesus, já que o versículo 16 diz: "Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado". Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: "Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Javé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado".

O contexto sempre é que determina a quem se está referindo quando a palavra "Senhor" é usada. No versículo 17 a palavra "Senhor" está referindo-se a Javé e não a Jesus, já que o versículo 16 e todo o contexto assim demonstra.

Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar "Senhor" como "Jesus", como ficaria Filipenses 2:11? O texto diz: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai". Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Jesus...". Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: "E toda língua confesse que Jesus Cristo é Deus. Porém, não Deus, o Pai, porque no mesmo versículo diz que isso será feito "para a glória de Deus Pai".

Romanos 8:9 — "Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo".

Este versículo NÃO mostra que Jesus é o Espírito Santo. A única coisa que está dizendo é que se alguém não tem o Espírito que produz fé em Cristo e demonstra o caráter de Cristo ou seja "o Espírito de Cristo", ele não é parte do corpo daquele que morreu por nossos pecados. Ele é todavia controlado pela "natureza pecaminosa".

O versículo 11 faz distinção bem clara entre o Pai que levantou a Jesus dos mortos, o Espírito pelo qual Jesus foi levantado e Jesus, quem foi levantado. Não se pode ignorar a distinção de pessoas apresentada neste versículo.

QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE JESUS E O ESPÍRITO SANTO?

Mateus 12:31-32 — O texto fala da blasfêmia contra o Espírito Santo. A conclusão lógica que é extraída deste texto é que se a blasfêmia contra o Espírito Santo não vai ser perdoada, mas a blasfêmia contra o Filho vai ser perdoada, então o Filho NÃO é o Espírito Santo.

João 14:16 — O Espírito Santo é o "outro Consolador".

João 15:26 — Jesus enviou o Espírito Santo.

João 16:13 — O Espírito Santo demonstra humildade e busca glorificar a Jesus.

Depois de termos visto que Jesus não é o Pai nem tampouco o Espírito Santo, podemos nos dar conta de que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de Deus.

Se Jesus não é o Pai, mas é Deus, e o Pai não é Jesus e é Deus, e o Espírito Santo não é Jesus e é Deus e a Bíblia diz que somente há um Deus, então isto significa que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estas três compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único Deus.

Uma coisa é dizer "Eu não entende a doutrina da Trindade" e outra coisa é dizer que "a doutrina da Trindade é falsa", "pagã", "diabólica", "antibíblica". A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando nos diz: "...Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai" (1ª João 2:22b-23).

fonte: http://www.ondasnet.com.br/cetai/index.htm

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Por que a Trindade é uma doutrina bíblica, e não um dogma romanista?

Biblicamente, Deus é uno e, ao mesmo tempo, triúno (Gn 1.1,26; 3.22; 11.7; Dt 6.4; 1 Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito são três divinas e distintas Pessoas. Essa verdade contida nas Escrituras transcende a razão humana, e devemos aceitá-la alegremente, pela fé, a qual precede a doutrina (1 Tm 4.6).

As três divinas Pessoas da Trindade são co-eternas e iguais entre si. Mas, em suas operações concernentes à criação e à redenção, Deus, o Pai, planejou a criação de tudo (Ef 3.9); Deus, o Filho, executou o plano, criando (Jo 1.3; Cl 1.16; Hb 1.2; 11.3); e Deus, o Espírito Santo, vivificou, ordenou, pôs tudo, todo o universo, em ação: desde a partícula infinitesimal e invisível até ao super-macroscópico objeto existente (Jó 33.4; Jo 6.63; Gl 6.8; Sl 33.6; Tt 3.5). Ou seja, o Pai domina, o Filho realiza, e o Espírito Santo vivifica, preserva e sustenta.

Na redenção da humanidade, o Pai planejou a salvação, no céu (Jo 3.16; Gl 4.4,5); o Filho consumou-a, na terra (Jo 17.4,5; 19.30); e o Espírito Santo realiza e aplica essa tão grande salvação à pessoa humana (Jo 16.8-11; Tt 3.5). Entretanto, num exame cuidadoso da Bíblia, vemos que, em qualquer desses atos divinos, as três Pessoas da Trindade estão presentes (cf. 2 Co 5.19; Jo 16.23, etc.).

Uma tentativa de definição do trino Deus é: Deus Pai é a plenitude da divindade invisível (Jo 1.18). Deus Filho é a plenitude da divindade manifesta (Jo 1.1-17). Deus Espírito Santo é a plenitude da divindade operando na criatura (1 Co 2.12-16).

Para os sentidos físicos do homem, por condescendência de Deus, vemos as três Pessoas da Trindade no batismo de Jesus. O Pai eterno falou do céu, o Espírito Santo desceu em forma visível de pomba — uma alegoria —, e o Filho estava sendo batizado no rio Jordão, para cumprir toda a justiça (Mt 3.16,17). Daí a fórmula batismal deixada por Jesus mencionar as três Pessoas (Mt 28.19 [aqui, o termo “nome” tem função distributiva]).

A doutrina da Trindade é uma das mais atacadas por
movimentos pseudo cristãos, dentre eles o unicismo. Seus propagadores insistem em afirmar que a Trindade é um dogma romanista. E eles têm sido bastante convincentes na propagação de suas heresias antitrinitárias, principalmente por receberem o apoio de pastores e líderes de louvor frouxos, sem compromisso com a sã doutrina, que preferem — à semelhança de Arão — agradar o povo e valorizar mais as belas melodias de um famoso conjunto que diz ter a “voz da verdade” do que a verdadeira voz do Bom Pastor (Jo 10.27).

Viajo muito pelo Brasil e vejo que vários grupos de mocidade cantam os “louvores” aparentemente cristocêntricos do aludido conjunto. Que as canções são bonitas, não há dúvidas. Eu tiro o chapéu para o talento desse conjunto unicista. Mas não posso aceitar que o carisma de seus integrantes e a beleza de suas composições tenham mais valor do que a sã doutrina!

É claro que a Trindade é um mistério para nós. Se a unidade composta do homem — espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23) — continua como um fato inexplicável para a ciência e para os homens mais sábios e santos, quanto mais a triunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Mas o fato de não a compreendermos jamais deveria ser um motivo para a rejeitarmos! Afinal, as coisas espirituais se discernem espiritualmente (1 Co 2.15). E nós, que temos a mente de Cristo (v.16), devemos discernir bem tudo.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

OS ABSURDOS DO UNICISMO

PRIMEIRO PONTO

Temos aprendido e profundamente guardado em nossos corações a importância da identificação de seres espirituais por meio somente de seus nomes. Sabemos bastante bem que não existe nenhuma outra forma de identificação de seres espirituais a não ser os seus nomes.
Esta é a razão principal pela qual rejeitamos todos os ídolos impostores que colocaram seus nomes nas escrituras traduzidas, e nos apegamos à verdade acerca do Nome do Ungido, YAOHUSHUA, como o nosso Salvador e Redentor. A importância do Nome é, portanto, máxima, pois o uso de outros nomes identificará outros seres, o que se transforma em idolatria.
Para os que pensam que "qualquer nome serve", e o que importa é "a intenção do coração", esses certamente terão uma desagradável surpresa no futuro, pois "não acolheram o amor da verdade para serem salvos".
Sabendo isso, que os seres espirituais são identificados apenas por seus nomes, e nada mais, o primeiro fato a ser considerado é que as escrituras nos apresentam TRÊS NOMES, sendo os Três referidos como ULHIM (Seres Eternos Criadores), no plural. Nas páginas das escrituras, encontramos o Nome YAOHUH, encontramos o Nome YAOHUSHUA e encontramos o Nome RUKHA, sendo que esse último é apresentado logo no segundo verso de Bereshiyt (Gênesis) no Tanakh.
O simples fato das escrituras nos apresentarem TRÊS NOMES, já seria suficiente para que aprendêssemos que há Três Seres Espirituais Eternos Criadores, e não apenas um.
Se o leitor tiver alguma dúvida acerca do título "ULHIM", por favor, leia o estudo SEU NOME, na parte 6, que esclarece o assunto detalhadamente. O estudo SEU NOME por completo, apresenta o Nome YAOHUH, o Nome YAOHUSHUA e o Nome RUKHA, individualmente, e como tal, representam Três Seres Eternos Criadores individuais, cada um apresentado com o seu próprio Nome.

Como são Três Nomes, é claro que são Três Seres, e aqui o unicismo já sofre seu primeiro golpe mortal.


SEGUNDO PONTO


O Criador tem um Filho inimaginavelmente valioso.

Somente uma total cegueira espiritual poderá bloquear a visão de tão clara revelação escritural acerca do Criador e do Seu Filho, o qual é valiosíssimo ao Criador, o qual O gerou com um propósito claro e definido nas escrituras:

TEHILIM (Salmo) 2:

"Por que se enfurecem os goym (gentios) e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra YAOHUH e contra o Seu Ungido, dizendo: Rompamos os Seus laços e sacudamos de nós as Suas algemas. Ri-Se Aquele que habita nos céus; YAOHUH zomba deles. Na Sua ira, a Seu tempo, lhes há de falar e no Seu furor os confundirá. Eu, porém, constituí o Meu Rei sobre o Meu santo monte Tzyon. Proclamarei o decreto de YAOHUH: Ele Me disse: Tu és Meu Filho, Eu, hoje, Te gerei. Pede-Me, e Eu Te darei as nações por herança e as extremidades da terra por Tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi a YAOHUH com temor e alegrai-vos nEle com tremor. Beijai o Filho para que não Se irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se Lhe inflamará a ira. Bem aventurados todos os que nEle se refugiam".

O Criador YAOHUH UL não "criou" um Filho, mas sim GEROU um Filho. Não vejo forma mais fácil da mente humana compreender tal fato senão a simples extração de dentro de Si mesmo, de um outro Ser Espiritual, em tudo semelhante a Ele, ao qual Ele se refere como Seu Filho. Esse Filho, chamado de Seu Ungido, sempre esteve em YAOHUH e sempre existiu nEle, e que agora é revelado como um Ser Espiritual individual, de mesma natureza e atributos de Seu Pai.

É impossível, senão por total e completa cegueira espiritual e mental, que as teorias unicistas rabínicas e não rabínicas possam sobreviver a esse texto do Tanakh. Não estamos falando da Brit, e nem a estamos citando, senão apenas o Tanakh, as escrituras nas quais os rabinos se dizem mestres! E eles rejeitam Aquele ao qual o Criador YAOHUH UL ordena que BEIJEM para que Ele não Se irrite! YAOHUH UL ordena que Seu Filho YAOHUSHUA seja BEIJADO para que Ele não Se irrite! Obviamente, aqui o ato de beijar tem o sentido muito claro de amar com ternura, com devoção, com respeito, com honra, de agradá-lO, de cultuá-lO, e principalmente, de obedece-lO.

E o mais óbvio de tudo, é que aqui já não vemos mais UM SÓ, mas vemos DOIS, o Pai e o Filho, YAOHUH e YAOHUSHUA. Aqui o unicismo sofre mais um golpe mortal.

TERCEIRO PONTO

De onde se originam os absurdos conceitos unicistas?
Em primeiro lugar se originam da má leitura dos textos hebraicos, já com interpretações tendenciosas.
Por um lado, os yaohudim têm uma má leitura do tão citado "shemá", pois o que o "shemá" diz, e vemos que o shemá se refere exclusivamente a YAOHUH, sendo o Nome YAOHUH mencionado nele, e apenas o Nome YAOHUH. O "shemá" não diz em lugar algum que "ULHIM é UM", mas sim que "YAOHUH é UM".


Os unicistas permanecerão em seus conceitos absurdos se não compreenderem realidades espirituais muito claras, apresentadas nas escrituras. Um desses fatos é que existe uma hierarquia entre os Três Seres Eternos Criadores (ULHIM), e nessa hierarquia YAOHUH é superior a YAOHUSHUA, que por Sua vez é superior ao RUKHA. Em se tratando de hierarquia, realmente YAOHUH é UM, pois está acima de todos e de tudo. YAOHUH, YAOHUSHUA e o RUKHA são Três Seres que compartilham de todos os atributos, embora se tenham posicionado de forma hierárquica, que é como todas as coisas estão posicionadas no Reino de YAOHUH UL. Hierarquia é a estrutura fundamental e única de governo e comando no Reino de YAOHUH UL.
Em termos de atributos, os Três são idênticos, mas em termos de autoridade, os Três Se posicionaram hierarquicamente, com YAOHUH UL, o Pai, acima de todos, YAOHUSHUA imediatamente abaixo dEle, e o RUKHA imediatamente abaixo de YAOHUSHUA. Assim, em termos de atributos, são inegavelmente Três Seres Eternos Criadores (ULHIM), embora em termos de autoridade YAOHUH UL esteja acima de todos.

Vamos citar um texto fundamental para o esclarecimento de hierarquia. Esse texto se passa entre YAOHUSHUA e um centurião romano:

Manyaohu (Mat-us) 8:5-10 - "Tendo YAOHUSHUA entrado em Kaphar-Naum, apresentou-se-Lhe um centurião implorando : Maor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. YAOHUSHUA lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Maor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra , e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvindo isto, admirou-Se YAOHUSHUA e disse aos que O seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Yaoshorul (Isra-l) achei fé como esta".

Esse texto nos mostra com clareza que quem tem autoridade pode enviar e pode chamar de volta. Isso é algo que precisamos ter em mente e gravar bem no entendimento, porque veremos em textos específicos a seguir que YAOHUH UL enviou YAOHUSHUA, e veremos também que YAOHUSHUA enviou o RUKHA, o ha-Menaokhem (Consolador). Quem envia tem autoridade sobre o enviado, e é óbvio que ninguém envia a si próprio, o que é um absurdo descabido. Aquele que envia, o faz sempre em relação a alguém que não seja a si próprio, porque se eu tiver de enviar a mim mesmo eu não preciso enviar, mas apenas vou. Quem envia, envia alguém, uma outra pessoa ou um outro ser, e não a si mesmo.

Vejamos então os textos sobre Quem enviou Quem:

Yaohukhánan 3:17 - "Porquanto YAOHUH enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele".
Yaohukhánan 4:34 - "Disse-lhes YAOHUSHUA: A minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra".
Yaohukhánan 5:23 - "a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que O enviou".
Yaohukhánan 5:24 - "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a Minha palavra e crê nAquele que Me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida".
Yaohukhánan 5:30 - "Eu nada posso fazer de Mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O Meu juízo é justo, porque não procuro a Minha própria vontade, e sim a dAquele que Me enviou".
Yaohukhánan 5:36 - "Mas eu tenho maior testemunho do que o de Yaohukhánan; porque as obras que o Pai Me confiou para que Eu as realizasse, essas que Eu faço testemunham a Meu respeito de que o Pai Me enviou".
Yaohukhánan 5:37 - "O Pai, que Me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de Mim. Jamais tendes ouvido a Sua voz, nem visto a Sua forma".
Yaohukhánan 5:38 - "Também não tendes a Sua palavra permanente em vós, porque não credes nAquele a quem Ele enviou".
Yaohukhánan 6:38 - "Porque Eu desci do céu, não para fazer a Minha própria vontade, e sim a vontade dAquele que Me enviou".
Yaohukhánan 6:39 - "E a vontade de quem Me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que Me deu; pelo contrário, Eu o ressuscitarei no último dia".
Yaohukhánan 6:44 - "Ninguém pode vir a Mim se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu o ressuscitarei no último dia".
Yaohukhánan 6:57 - "Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e igualmente Eu vivo pelo Pai, também quem de Mim se alimenta por Mim viverá".
Yaohukhánan 7:16 - "Respondeu-lhes YAOHUSHUA: O Meu ensino não é Meu, e sim dAquele que Me enviou".
Yaohukhánan 7:18 - "Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça".
Yaohukhánan 7:28 - "YAOHUSHUA, pois, enquanto ensinava no templo, clamou, dizendo: Vós não somente me conheceis, mas também sabeis donde Eu sou; e não vim porque Eu, de mim mesmo, o quisesse, mas Aquele que Me enviou é verdadeiro, Aquele a quem vós não conheceis".
Yaohukhánan 7:33 - "Disse-lhes YAOHUSHUA: Ainda por um pouco de tempo estou convosco e depois irei para junto dAquele que Me enviou".
Yaohukhánan 8:16 - "Se Eu julgo, o Meu juízo é verdadeiro, porque não sou Eu só, porém eu e Aquele que Me enviou".
Yaohukhánan 8:18 - "Eu testifico de Mim mesmo, e o Pai, que Me enviou, também testifica de Mim".
Yaohukhánan 8:26 - "Muitas coisas tenho para dizer a vosso respeito e vos julgar; porém Aquele que Me enviou é verdadeiro, de modo que as coisas que dEle tenho ouvido, essas digo ao mundo".
Yaohukhánan 8:29 - "E Aquele que me enviou está comigo, não Me deixou só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada".
Yaohukhánan 8:42 - "Replicou-lhes YAOHUSHUA: Se YAOHUH fosse, de fato, vosso pai, certamente, Me havíeis de amar; porque Eu vim de YAOHUH e aqui estou; pois não vim de Mim mesmo, mas Ele Me enviou".
Yaohukhánan 9:4 - "É necessário que façamos as obras dAquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar".
Yaohukhánan 10:36 - "então, dAquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de YAOHUH?"
Yaohukhánan 12:44 - "E YAOHUSHUA clamou, dizendo: Quem crê em Mim crê, não em Mim, mas nAquele que Me enviou".
Yaohukhánan 12:49 - "Porque Eu não tenho falado por Mim mesmo, mas o Pai, que Me enviou, Esse Me tem prescrito o que dizer e o que anunciar".
Yaohukhánan 13:16 - "Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu amo, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou".
Yaohukhánan 13:20 - "Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim me recebe; e quem Me recebe recebe Aquele que Me enviou".
Yaohukhánan 14:24 - "Quem não Me ama não guarda as Minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é Minha, mas do Pai, que Me enviou".
Yaohukhánan 15:21 - "Tudo isto, porém, vos farão por causa do Meu Nome, porquanto não conhecem Aquele que Me enviou".
Yaohukhánan 16:5 - "Mas, agora, vou para junto dAquele que Me enviou, e nenhum de vós Me pergunta: Para onde vais?"
Yaohukhánan 20:21 - "Disse-lhes, pois, YAOHUSHUA outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio".
Yaohukhánan 15:26 - "Quando, porém, vier o Consolador (RUKHA ha-Menaokhem ou RUKHA ULHIM), que Eu vos enviarei da parte do Pai, o RUKHA ha-EMET, que dEle procede, Esse dará testemunho de Mim".
Yaohukhánan 16:7 - "Mas Eu vos digo a verdade: convém-vos que Eu vá, porque, se Eu não for, o Consolador (RUKHA ha-Menaokhem) não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lO enviarei".

É de especial importância notarmos alguns pontos nesses textos, que normalmente fogem aos olhares incautos dos unicistas:

a) YAOHUSHUA sempre afirmou que não falava por Si mesmo, mas que falava o que havia ouvido do Pai, YAOHUH. Aqui já percebemos, inequivocamente, DOIS SERES, porque um não fala de Si mesmo, mas fala apenas o que ouviu do Outro ser, no caso, YAOHUSHUA falando somente o que ouviu de YAOHUH UL, e não falando de Si mesmo. Isso envolve DOIS seres, obviamente.

b) O conceito de autoridade e hierarquia é novamente enfatizado por YAOHUSHUA quando Ele diz que "Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu amo, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou". YAOHUSHUA deixa claro que aquele que envia é maior (em autoridade) do que aquele que é enviado, conforme já havíamos destacado nas palavras do centurião romano que suplicou a YAOHUSHUA sobre a cura do seu servo. E o mais importante de tudo, para retermos em nossa mente e coração, é que para enviar é necessário que haja um que envia e um que é enviado. No mínimo DUAS PESSOAS, OU DOIS SERES, porque NINGUÉM SE ENVIA A SI MESMO.

c) YAOHUSHUA afirma que nos enviaria o RUKHA ha-Menaokhem, que não é senão o mesmo RUKHA ULHIM apresentado no segundo verso de Bereshiyt, o Consolador, o que evidencia que YAOHUSHUA tem autoridade sobre o RUKHA ULHIM para poder enviá-lO.

d) YAOHUSHUA afirma que se Ele não fosse, o RUKHA não viria, mas que Ele indo, Ele enviaria o RUKHA (o Consolador) a nós. E aqui, novamente nós vemos DOIS SERES, um que precisava ir (YAOHUSHUA) para então enviar o outro (RUKHA ULHIM ou RUKHA EMET ou RUKHA ha-Menaokhem). Note que o Nome é sempre o mesmo: "RUKHA", mas os títulos podem variar.
RUKHA ULHIM é o RUKHA SER ETERNO CRIADOR;
RUKHA ha-EMET é o RUKHA DA VERDADE; e
RUKHA ha-MENAOKHEM é o RUKHA CONSOLADOR.
Note que nomes próprios jamais podem ser traduzidos, mas os títulos podem, e é por isso que podemos evidenciar os títulos traduzidos, enquanto o Nome RUKHA permanece sempre inalterado, no original, e sempre se referindo ao mesmo Ser, porém com títulos distintos.

e) Vemos então, com muita clareza, YAOHUH enviando YAOHUSHUA, e vemos também YAOHUSHUA enviando o RUKHA. É óbvio, e somente os cegos não vêem, que ninguém envia a si próprio, e o de maior autoridade é sempre quem envia o de menor autoridade. Então, é impossível negar que TRÊS SERES ESPIRITUAIS ETERNOS são aqui mencionados: YAOHUH enviando YAOHUSHUA e YAOHUSHUA enviando o RUKHA. E é igualmente importante que saibamos que os Três compartilham dos mesmos atributos de oniciência, onipresença, onipotência, justiça, amor, retidão, sabedoria, tudo enfim, porque os Três são ULHIM, mas que decidiram entre Si posicionarem-Se em estrutura hierárquica, estrutura essa que é a estrutura do Reino de YAOHUH UL sobre todas as coisas.

Aqui, o unicismo sofre um contundente golpe mortal !!!

QUARTO PONTO

Os plurais que são por muitos negados, e muitas desculpas incabíveis são proferidas acerca deles, na verdade não representam senão a realidade dos fatos, que alguns gostariam de apagar ou esconder, porque dificultam em muito a comprovação de suas descabidas teorias unicistas.
O primeiro desses plurais está mostrado quando ULHIM (os Três Seres Eternos Criadores) falam entre Si: "FAÇAMOS o homem à NOSSA imagem; conforme a NOSSA semelhança".
Os argumentos unicistas vão do cômico ao inimaginável para tentar distorcer essas simples palavras.
Primeiro, eles afirmam que o plural se deve ao fato da grandiosidade do Criador, e que por isso Ele fala no plural.
Se esquecem eles que o Criador fala na primeira pessoa "EU" em incontáveis versos das escrituras, e não usa a primeira pessoa do plural "NÓS" senão em casos onde há uma ação conjunta dos Três Seres Eternos Criadores (ULHIM).

O segundo argumento unicista, quando esse primeiro já falhou, é de que o Criador estaria Se referindo a Ele próprio e aos anjos, resultando no plural "FAÇAMOS". Esse então é o absurdo dos absurdos, pois se os anjos participaram com YAOHUH na criação do homem, então não temos um só criador, mas milhares de criadores. Simplesmente inconcebível. E além disso, como o homem foi criado à imagem do Criador (ULHIM) e conforme a Sua semelhança, há uma incapacidade total dos anjos terem qualquer participação nisso, pois qual anjo conhece realmente o Criador a ponto de criar algo que seja à Sua imagem e semelhança? ULHIM é inescrutável, e sempre que nos referimos a ULHIM estamos nos referindo a YAOHUH, a YAOHUSHUA e ao RUKHA, pois ULHIM é forma plural de UL.
Fato semelhante ocorreu quando estava em andamento a construção da torre de Babel. Disse YAOHUH UL: DESÇAMOS e CONFUNDAMOS a sua linguagem. Novamente o plural se mostra evidente, e não é nenhuma forma do Criador Se expressar, pois como já dissemos, o Criador Se expressa na primeira pessoa "EU" incontáveis vezes nas escrituras.

Mais um contundente golpe mortal no unicismo!!!

QUINTO PONTO

As interreferências entre os Três são muitas. YAOHUH Se refere a YAOHUSHUA, YAOHUSHUA Se refere a YAOHUH, YAOHUSHUA Se refere ao RUKHA, o RUKHA Se refere a YAOHUH, enfim, todas essas interreferências são evidências muito claras de não haver um único Ser, mas sim Três Seres. Na apresentação do Nome RUKHA, na parte 6 do estudo "Seu Nome", podemos ler muitos desses textos onde o RUKHA é mencionado nominalmente, e também onde Ele menciona YAOHUH UL, referindo-se a YAOHUH UL como "ELE", e não como "EU". Ora, se só houvesse um único Ser com diversas manifestações, só caberia o "EU", mas jamais o "ELE". "ELE" é sempre usado quando alguém se refere a outra pessoa, e não a si próprio.

SEXTO PONTO

Os conceitos unicistas são formados de maneira muito forte nas igrejas evangélicas adventistas, e outras, por motivos que não condizem com o amor pela verdade. O mais forte argumento utilizado por eles é que a igreja católica romana apresenta três seres, a saber: Deus, Jesus e Espírito Santo. O desejo de combater a igreja católica ocupa tanto o coração desses, que eles acabam por deixar de lado o amor pela verdade, e param de investigar de forma isenta e imparcial os fatos escriturais.
Em primeiro lugar, eles não atentam para o fato de que o inimigo ha-satan é sempre um impostor e imitador do Criador para poder receber culto que não lhe é devido, pela displicência dos que não se apegam à verdade. Essa imitação, certamente atingiu a igreja católica, onde foram estabelecidos três seres, do mesmo modo que os Três Seres Eternos Criadores apresentados nas escrituras. Porém, o que os unicistas não compreendem e nem enxergam, é que a similaridade só vai até o número 3, e nada além disso, porque os três que a igreja católica apresenta não são os Três que as escrituras apresentam, mas sim três impostores usurpando o lugar dos verdadeiros. Volto a dizer que a similaridade está apenas no número 3 e não vai nenhum milímetro além disso.
Combater a igreja católica e suas muitas mentiras e males não deve estar acima do nosso amor pela verdade, e se formos jogar no lixo o número 3 só porque a igreja católica inventou outros três, estaremos jogando fora também a verdade escritural que vai muito além de "QUANTOS", que é o "QUEM". Por causa do "QUANTOS" da igreja católica, os unicistas jogam no lixo o "QUEM", e com isso perdem a verdade, o rumo, entrando por explicações descabidas e que beiram o ridículo se analisadas confrontando-as com as escrituras.

O grande problema disso é que quando alguém não consegue compreender essas coisas e diferenciar hierarquia de atributos, irá procurar dar voltas e mais voltas nas escrituras, puxando a interpretação para o unicismo para justificar os seus entendimentos, e assim perdendo uma grande parte da verdade escritural. É quando os unicistas começam a entrar pelas raias do absurdo, em situações extremas como:

- Se YAOHUH e YAOHUSHUA são o mesmo Ser, então YAOHUSHUA orava para Si mesmo?
- Se YAOHUH e YAOHUSHUA são o mesmo Ser, então YAOHUSHUA voltou para Si mesmo quando disse que voltaria para o Pai?
- Se YAOHUSHUA e o RUKHA são o mesmo Ser, então YAOHUSHUA não enviou o Consolador, mas enviou a Si mesmo, e portanto não voltará porque já está aqui hoje?

- Quando se ouviu uma voz dizendo "Esse é o Meu Filho amado em Quem Me comprazo", era o próprio YAOHUSHUA falando dos céus ao mesmo tempo em que saia da água da imersão? Ou seria Ele um ventríloquo?

- Quando o RUKHA veio sobre Ele em forma de pomba, então seria o próprio YAOHUSHUA que saía das águas e estava na pomba vindo sobre Si mesmo?

- Quando YAOHUSHUA disse que não era para Ele fazer a Sua própria vontade, mas a vontade do Pai, então Ele teria DUAS vontades? Porque se o Pai e Ele são o mesmo Ser, então esse Ser só pode ter uma única vontade, caso contrário estará dividido contra Si mesmo.

- Quando YAOHUSHUA diz que toda blasfêmia contra Ele será perdoada, mas que a blasfêmia contra o RUKHA não será jamais perdoada, Ele estaria dizendo que a blasfêmia contra Ele seria perdoada, mas a blasfêmia contra Ele mesmo não seria nunca perdoada?

- E quando as escrituras dizem "porque não deixarás a Minha alma na morte", Ele estaria dizendo que Ele mesmo não deixaria Sua alma na morte?

- E quando Ele disse: "ULI, ULI, LAMA AZAVTANI" Ele estaria perguntando por que Ele abandonou a Si mesmo? E por que Ele diria "MEU UL"?

- E quando Ele dizia que "o Pai é maior do que Eu" Ele estava dizendo que Ele era maior do que Ele mesmo? Maior e menor não são conceitos dualistas (no mínimo dualistas)? Note que MAIOR E MENOR não tem nada a ver com MELHOR OU PIOR !!!!!!!!!!!!!!!!!! Maior e menor dizem respeito a hierarquia, enquanto melhor e pior se refeririam, se fosse o caso, a atributos. Melhor e pior nem se cogita, obviamente.

- E quando Ele dizia que conforme Ele via o Pai fazer assim Ele também fazia, Ele estava dizendo que conforme Ele fazia assim mesmo Ele fazia?

A lista dos absurdos é longa demais para eu escrever todos os exemplos aqui, mas creio que esses já são absurdos o suficiente para exemplificar os absurdos dos entendimentos unicistas.

Diante de todas essas coisas, eu só posso imaginar que as escrituras ou Bíblias dos unicistas sejam bem menores do que as normais, porque é preciso retirar muito texto dela para se poder concluir o que eles concluíram. No livro de Ranodgalut (Apocalipse) lemos que YAOHUSHUA diz que gravará em nós o Nome de YAOHUH UL, o nome da Cidade Santa, e o Seu novo Nome. Ora, o Nome YAOHUH e o novo Nome que YAOHUSHUA terá (isso é assunto para um próximo estudo) serão gravados em nós. Por que DOIS NOMES, e não UM SÓ? Se o Criador fosse um só, então só deveríamos ter gravado o Seu Nome e o nome da Cidade Santa, não é mesmo?
Devemos também prestar a máxima atenção ao fato de que YAOHUSHUA receberá um novo Nome (o que estudaremos em um próximo estudo).
Ora, YAOHUH UL, quando apresentou Seu Nome a Mehushua (Moisés), Ele afirmou: "Esse é o Meu Nome eternamente". Ou seja, o Nome YAOHUH é imutável e eterno.
Contudo, o Nome YAOHUSHUA é somente para o tempo presente, pelo que Ele representa, mas mudará no final dos tempos, onde YAOHUSHUA terá um novo Nome.
É muito simples concluir que, se há um SER que tem um Nome imutável e eterno, e Outro SER cujo Nome mudará no final dos tempos, então há DOIS SERES, no mínimo.

E esse creio ser o golpe fatal definitivo nos conceitos unicistas!!!

Paz a todos sempre, em o Nome YAOHUSHUA, amnao.

Fonte: http://yaohushua.antares.com.br/index.html

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A voz do Bom Pastor e a “voz da verdade”

Nesses últimos dias, em cumprimento do que está escrito em 2 Timóteo 4.1-5, pastores, pregadores, ensinadores e cantores que pensam ter a “voz da verdade”, arvoram-se contra doutrinas inegociáveis e inquestionáveis da Palavra de Deus, como a Trindade. Mas, em João 10.27, o Senhor Jesus, o Bom Pastor, disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem”.

Certo grupo, que tem grande influência sobre a juventude evangélica, tem verberado abertamente contra a cristalina doutrina da Trindade, posando de vítima, estrategicamente, dizendo-se perseguido pelos apologetas. Não podemos nos deixar enganar, pois quem tem a palavra final é a Bíblia, e os que dizem ter a “voz da verdade” não querem aceitar o que diz a Palavra de Deus.

A Trindade no Antigo e no Novo Testamentos

Recentemente, em uma longa entrevista, perguntados sobre o fato de, na criação do mundo, Deus ter falado em plural (Gn 1.26), os componentes do tal grupo que pensa ter a “voz da verdade” simplesmente negaram a existência das três Pessoas, usando como fonte de autoridade a própria razão. Ignoraram: (1) que o termo hebraico Elohim (Deus), em Gênesis 1.1, denota pluralidade de Pessoas; (2) que o Espírito Santo é mencionado no versículo 2; (3) que há várias outras passagens veterotestamentárias em que o Senhor fala em plural (Gn 3.22; 11.7; Is 6.1-8); (4) que em Deuteronômio 6.4 a palavra hebraica echad (único) indica “unidade composta”, como ocorre no caso de marido e mulher sendo “uma só carne” (Gn 2.24); (5) e que o Salmo 2.7 diz: “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”.

Ao serem questionados sobre a menção à Trindade na passagem que narra o batismo de Jesus (Mt 3.13-17), disseram, em total desrespeito à Bíblia, que não aparecem ali as três Pessoas. É claro que a doutrina da Trindade é um mistério que desafia o nosso limitado raciocínio (1 Co 2.14,15). Contudo, como a fé precede a razão, não podemos simplesmente negar a clareza do Novo Testamento quanto à Santíssima Trindade. O que vemos em Lucas 1.35 e 11.13 não são as três Pessoas? Não é o Senhor Jesus o Filho unigênito do Pai? Não tem nenhum valor o Evangelho Segundo João? Leia, sem preconceito, João 3.16,34,35; 5.32,37; 14.16; 15.26; 16.8-11; 17.1-5; 19.30.

A quem Jesus orava, chamando de “Pai, que está nos céus” (Mt 7.21; 10.32,33; 11.25; Jo 11.41,42), quando andou na terra? A Ele mesmo? Quando Ele disse: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14.16), estava olhando para o espelho e pedindo para Ele mesmo enviar a si próprio? A quem o Senhor Jesus entregou o seu espírito, ao orar: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46)? Por quem Ele foi exaltado soberanamente (Fp 2.6-11)?


Alguém argumentará: “Ah, mas a palavra 'Trindade' não aparece na Bíblia”. É mesmo? Também não encontramos nas páginas sagradas termos como “onisciência” e “onipresença”, mas nem por isso dizemos que o Senhor não é onisciente ou onipresente, não é mesmo?

Jesus é o Mediador e está à direita de Deus Pai

Ainda na tal entrevista, os que dizem ter a “voz da verdade” afirmaram que quem lê o que está escrito claramente na Bíblia, como o fato de Estevão ter visto Jesus à direita de Deus (At 7.55), está analisando a Bíblia com os olhos humanos, e não com os olhos do Espírito. Meu Deus! Com todo o respeito, dizer isso é desrespeitar as Escrituras e agredir o nosso bom senso! Eles nunca leram Colossenses 3.1,2? O Senhor Jesus está assentado à destra de Deus!

Eles também se posicionam contra a clareza do que o Senhor Jesus falou em João 14.16. Ele afirmou que o Pai enviaria “outro” Consolador. Ou seja, Jesus é o Consolador, o Maravilhoso Conselheiro, o nosso Advogado (Is 9.6; 1 Jo 2.1), e o Espírito Santo é o “outro”. Este termo, no grego, na passagem citada, é allos, e não heteros (cf. 1 Tm 6.3,4). Ou seja, o Espírito Santo é outra Pessoa, mas da mesma categoria de Jesus, isto é, uma Pessoa divina (At 5.1-5), pois a Trindade não são três Deuses (triteísmo), e sim três Pessoas que formam um único Deus (triunidade).

Os que dizem ter a “voz da verdade” insistem em afirmar que não existe Trindade e ficam irritados com quem se contrapõe aos seus desvios das Escrituras. Mas, por que o Senhor Jesus é o Mediador entre Deus e os homens, conforme 1 Timóteo 2.5? Por que o Senhor disse que é o caminho pelo qual o ser humano conhece ao único Deus verdadeiro (Jo 14.6; 17.3)?

Por que os apóstolos batizaram em nome de Jesus?

Mas os argumentos empregados por eles para negar a Trindade são simplesmente uma tentativa de fazer prevalecer a lógica humana. Usam, por exemplo, o fato de os apóstolos terem batizado em nome de Jesus, demonstrando total falta de conhecimento do contexto da Palavra de Deus. Tudo o que os apóstolos fizeram foi na autoridade do nome de Jesus (Mc 16.15-20). Pregavam, ensinavam, curavam, expulsavam demônios, batizavam, tudo em nome de Jesus, isto é, na autoridade do nome do Senhor Jesus (At 3.6; 4.7-10; 16.18).

Segue-se que a declaração de Pedro, em Atos 2.38, “... cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo” não nos autoriza a rejeitar a fórmula que o próprio Senhor Jesus ordena em Mateus 28.19. Por isso, em Colossenses 3.17, está escrito: “E, quando fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Conclui-se, pois, que a declaração apostólica “em nome de Jesus Cristo” equivale a “pela autoridade de Jesus Cristo”.


Mesmo ante tantas evidências bíblicas em prol da doutrina da Trindade, os seguidores da chamada unicidade modalística (ou unicistas) dizem, “modestamente”, que estão certíssimos, pois João viu uma só Pessoa assentada sobre o trono! Meu Deus, esses que dizem ter a “voz da verdade” nunca leram o Apocalipse? Logo no primeiro capítulo está escrito: “Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai...” (vv.5,6). Nunca leram o capítulo 5? João viu na destra do que estava assentado sobre o trono um livro. Em seguida, surge o Cordeiro de Deus: “E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono” (vv.1-7). Depois, no cântico de louvor ao Cordeiro, é dito que Ele comprou com o seu sangue homens para Deus (vv.8,9).

Por que não devemos negar a doutrina da Trindade?

É um grande erro pensar que a doutrina da Trindade não é importante e que pode ser negada sem maiores conseqüências, pois:
a) Quem nega a Trindade é contra a Bíblia.
b) Quem nega a Trindade opõe-se ao próprio Senhor Jesus.
c) Quem nega a Trindade rejeita o Espírito Santo, posto que Ele é uma Pessoa e é Deus.
d) Quem nega a Trindade opõe-se à própria teologia, haja vista ser a Trindade a chave para várias outras doutrinas fundamentais.
e) Quem nega a Trindade rejeita o próprio plano da salvação, pois, na obra salvífica, o Pai enviou o Filho (Gl 4.4,5), que consumou a obra recebida daquEle (Jo 17,4,5; 19.30); e o Espírito Santo é quem convence o pecador dessa maravilhosa salvação (Jo 16.8-11).


Fonte: http://cirozibordi.blogspot.com/

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Unicismo" - O batismo Unicista

Uma época atrás surgiram os que Tertulíano chamou de monarquianistas (do grego monarchia - governo exercido por uma única pessoa). Os monarquianistas dinâmicos (do grego dyna­mis “força, poder”, pois diziam que Deus deu força e poder a Jesus, adotando-o como Filho), negavam a divindade absoluta de Jesus, e também a Trindade. Esta heresia era o prenúncio do arianismo, que, no início de terceiro século, negava a eternidade de Jesus, pois considerava Cristo um deus de segunda categoria, igual ao ensino das Testemunhas de Jeová. Essa doutrina dos dinâmicos era defendida por Teodoro de Bizâncio, Artemão e Paulo de Samosata.

Monarquianistas modais ou modalistas ensi­navam que as três pessoas da Trindade mani­festavam-se de vários modos, daí o nome mo­dalista. Defendidos por Noeto de Esmirna e Práxeas de Cartago, ensinavam que o Pai nas­ceu e sofreu, e que Jesus era o Pai. Por essa razão, no Ocidente, eles eram chamados de patripassianistas (do latim Pater “Pai” e passus de patrior “sofrer” - o Pai encarnou-se em Cris­to e sofreu com Ele). No Oriente eram chama­dos sabelianistas, pois o heresiarca Sabélio foi quem mais se destacou na propagação dessa heresia. Segundo essa doutrina, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são apenas três aspectos da Divindade, sendo, portanto, uma só Pessoa. Esse ensinamento do bispo Sabélio é hoje chamado de sabelianísmo ou modalismo.

Sabélio usava a palavra “pessoa” para cada Pessoa da Trindade, mas para ele essa “pessoa” tinha o sentido de máscara ou manifestações diferentes de uma mesma Pessoa Divina. Na sua concepção o Pai, o Filho e o Espírito Santo são nomes de três estágios ou fases diferentes. Ele era Pai na criação e na promulgação da Lei; Filho na encarnação, Espírito Santo na regeneração. Essa doutrina foi combatida por Tertuliano em Contra Prãxeas, quando pela primeira vez este apologista usa o termo Trinitas (“Trindade”) para a Divindade:

“Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade em uma Trindade, colocando em sua ordem os três: Pai, Filho e Espírito Santo; três contudo,... não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substân­cia e de uma só essência e de um poder só, pois é de um só Deus que esses graus, formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo.”


*Modalismo moderno

Restauração do modalismo. O sabelianismo ganhou espaço por mais ou menos cem anos em Roma, Ásia Menor, Síria e Egito. Em 263 A.D., Dionísio de Alexandria enfrentou o pró­prio Sabélio, derrotando o sabelianísmo. De­pois disso o cristianismo passou a repudiar o sabelianísmo, e o combate a essa heresia conti­nuou até que ela desapareceu completamente da história. Depois de muitos séculos, esse en­sinamento retornou das profundezas do Infer­no, por John G. Schepp, fundador da seita “Só Jesus”, em 1913. Temos no Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) uma lista de mais de quinze seitas modalístas. Não é possível, aqui, um co­mentário sobre todas elas, mas apresentaremos apenas as principais:


*Só Jesus

Fundada por John 8. Schepp em 1913, ensi­na que o batismo salva, igual à doutrina da Congregação Cristã no Brasil, e deve ser realizado só em nome de Jesus. Seus adeptos não seguem a fórmula batismal de Mateus 28.19:

“Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito San­to”. Essa seita provocou muitas divisões nas igre­jas evangélicas da época. Ela mesma depois se dividiu em várias facções, entre as quais a Igre­ja Pentecostal Unida do Brasil, presente em outros países, que também é modalista e batiza só em nome de Jesus. (Não confundir com a Igreja Unida.)


*Tabernáculo da Fé

Fundado por William Marrion Branham (1906-1965), chamado por seus adeptos de “o profeta do século e mensageiro do Apocalipse”, Willi­am Marrion Branham, como os demais fundadores de seitas, arroga para si a mesma autori­dade dos profetas e apóstolos da Bíblia e nega a doutrina bíblica da Trindade. Seus adeptos são modalistas, pois seguem o ensino de seu líder, e o batismo nas águas é realizado só em nome de Jesus.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DO UNICISMO MODERNO Ou RETORNO DA VELHA HERESIA SABELIANA

Essa doutrina surgiu em uma reunião pentecostal das igrejas Assembléias de Deus realizada em abril de 1913, em Arroyo Seco, nos arredores de Los Angeles, na Califórnia, numa cerimônia de batismo. O preletor, R. E. McAlister, disse que os apóstolos batizavam em nome do Senhor Jesus e não em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e quando as pessoas ouviram isso ficaram atônitas. McAlister foi notificado que seu ensino possuía elementos heréticos. Ele tentou esclarecer sua prédica, mas ela já havia produzido efeito. Um de seus ouvintes era John Sheppe que após aquela mensagem, passou uma noite em oração, refletindo a mensagem de McAlister e concluiu que Deus havia revelado o batismo verdadeiro que seria somente em nome de Jesus. Também Franck J. Ewart, australiano, adotou essa doutrina e em 15 de abril de 1914 levantou uma tenda em Belvedere, ainda nos arredores de Los Angeles, e passou a pregar sobre a fórmula batismal de Atos 2.38. Comparando com Mt 28.19, chegou à conclusão de que o nome de Deus seria então somente o nome Jesus.

É verdade que o batismo somente no nome de Jesus era praticado por pastores pentecostais como Howard Goss e Andrew Urshan, mas foi somente com Franck J. Ewart que o batismo em nome de Jesus desenvolveu teor teológico próprio. Assim, em 15 de abril de 1914, Franck J. Ewart e Glenn Cook se batizaram mutuamente com a nova fórmula. Esse movimento começou então a crescer em cima dessa polêmica e ficou conhecido por vários nomes como: Nova Questão, movimento Somente Jesus, o Nome de Jesus, Apostólico, ou Pentecostalismo Unicista.

A essência da doutrina unicista é a centralização no nome de Jesus. Os teólogos unicistas entendem que a expressão em nome, de Mateus 28.19 referindo ao Pai, Filho e Espírito Santo são apenas nomes singulares de Jesus. Assim, o que parecia ser apenas uma polêmica referente à fórmula batismal resultou na negação da doutrina da Trindade. Os unicistas não aceitam a pluralidade de pessoas na unidade Divina, qualquer referência à idéia de Trindade eles interpretam como sendo várias manifestações de Deus ou de Jesus. Logo não são contra a Trindade pelo fato de não crer que Jesus seja Deus, mas ironicamente pelo fato de crer que Deus é só Jesus.



O que Diz o Unicismo?

O Unicismo diz que Jesus é Deus Pai e é o Espírito Santo.....

Será???

Dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.

Há muitos cristãos evangélicos que consideram o movimento Pentecostal Unicista (também conhecido como "Só Jesus") como um movimento cristão evangélico. A realidade é que este movimento está muito longe de ser considerado como cristão; está mais para uma seita. Uma das definições teológicas de seita é: Qualquer grupo que se desvia das doutrinas fundamentais do cristianismo, como a Trindade, a divindade de Jesus Cristo e a salvação pela graça, através da fé em Jesus Cristo somente.

Os maiores grupos o melhores conhecidos que compõem o movimento Pentecostal Unicista são:

• Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus
• Igreja Pentecostal Unida
• Igreja Pentecostal da Fé Apostólica
• Igreja Evangélica Cristo Vive (Miguel Angelo)
• Outros grupos independentes que também crêem na unicidade de Deus, como por exemplo, a Igreja Voz da Verdade, Pentecostal Unida do Brasil, Tabernáculo da Fé, Igreja de Deus do Sétimo Dia etc.

Os pentecostais unicistas negam uma doutrina fundamental do Cristianismo: a doutrina da Trindade.

Este artigo foi escrito exclusivamente para alertar ao corpo de Cristo acerca deste movimento sectário e demonstrar à luz das Escrituras como os Unicistas estão equivocados sobre a verdadeira natureza de Deus. Seguimos a orientação de Judas 3, que nos exorta a lutar ardentemente pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos.


O ARGUMENTO UNICISTA
A doutrina unicista está baseada no entendimento de duas verdades bíblicas. Estas bases bíblicas são usadas como fundamentos sobre o ponto de vista que tem de Deus e Jesus Cristo. A primeira verdade bíblica é que há somente um Deus e que Jesus é Deus. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que Jesus Cristo é Deus em sua totalidade, sendo assim, Jesus tem que ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo, rechaçando a doutrina da Trindade.


O ARGUMENTO TRINITÁRIO
A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estás três pessoas compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único Deus.

A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.



PRINCIPAIS GRUPOS UNICISTAS MODERNOS

-Igreja Evangélica Voz da Verdade (IEVV);
-Igreja Só Jesus;
-Igreja Local (Witness Lee)
-Adeptos do Nome Yehoshua e Suas Variantes;
-Tabernáculo da Fé.
-A Voz da Pedra Angular (Willian Soto Santiago)
-Ministério Internacional Creciendo en Gracia
-Igreja Cristo Vive (do apostolo Miguel Ângelo)
-Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus
-Igreja Pentecostal da Fé Apostólica
-Pentecostal Unida do Brasil,
-Igreja de Deus do Sétimo Dia
-Cruzada Paz Celestial,
-Evangélica Apostólica,
-Comunidade Pentecostal Beneficente Cristã,
-Primitiva do 7º dia,
-Tabernáculo de Deus,
-Pentecostal Novo Nascimento em Cristo e outras...

A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo é Jesus Cristo também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Esta noção, se dá pra assim chamar, será que está em harmonia com as Escrituras??

sábado, 6 de fevereiro de 2010

É a tríade ou a Trindade que é pagã?

No Ocidente Cristão, um dos primeiros a utilizar o termo “Trindade” foi Tertuliano, no crepúsculo do III século d.C., na sua obra "Adversus Práxeas", onde ele utilizou pela primeira vez no termo latino "Trinitas", para refutar a heresia Modalista (o sabelianismo) que confundia as pessoas da Trindade – contrariando o pensamento trinitariano expresso nas Escrituras –; tendo Noeto de Esmirna e Praxeas como os maiores expositores dessa heresia. A partir daí o termo se popularizou. Mas vale lembrar que, antes de Tertuliano, foi no Oriente Cristão que o termo apareceu, registrado no termo grego Τριας (Trias), nos escritos de Teófilo de Antioquia, em sua obra teológica, os "Três Livros a Autólico", na segunda metade do II século d.C.


Portanto, como se pode notar, é falsa a acusação de que a Igreja Católica, ou imperador Constantino, ou mesmo o Concílio de Nicéia foi quem “inventaram” a doutrina da Trindade – pois o próprio termo “Trindade” já é antes de tudo isso! Estão equivocados, os que assim declaram, pois distorcem ao seu bel-prazer, fatos históricos, quanto mais as Escrituras!

O Unitarismo, este sim, foi inventado no início do século IV d.C. pelo presbítero Ário de Alexandria, que em vez de servir e adorar apenas Um Deus na Trindade, disfarçadamente adotaram o “BITEÍSMO” (um deus maior e outro menor, uma criatura a nível de satanás - isto é paganismo!). Rebaixaram Jesus Cristo de Deus verdadeiro, para um “semideus” – não consubstancial com o Pai. Os modernos arianos, não se contentando, ainda reduziram o Espírito Santo a uma “força ativa”.

A heresia modalista (isto é, o sabelianismo), unitária (isto é, o arianismo), entre outras, sempre foram refutadas pela Igreja Cristã; mas nós podemos ver que de tempo em tempo elas são “ressuscitadas” por homens inconstantes e fraudulentos.

O Novo Testamento não ensina o triteísmo, que é a crença em três deuses. Ele não ensina o unitarismo, que nega a divindade de Jesus, o Filho, e do Espírito Santo. Não ensina o modalismo (isto é, o unicismo), que diz que Deus aparece às vezes como o Pai, às vezes como o Filho e às vezes como o Espírito Santo, como um ator trocando de máscaras. É fácil incorrer no erro ou no nonense ao pensar sobre Deus, uma vez que seus caminhos não são os nossos caminhos e seus pensamentos não são os nossos pensamentos (Is 55.8,9).

Embora a palavra "TRINDADE", propriamente dita, nunca apareça na Bíblia (assim como também não encontramos nas páginas sagradas, termos como “onisciência” e “onipresença”, mas nem por isso dizemos que o Senhor Deus não é onisciente ou onipresente), há várias passagens nas Escrituras com os devidos elementos que levaram os teólogos a desenvolverem tal conceito. "Trindade" é um TERMO TEOLÓGICO como qualquer outro, e foi desenvolvido a fim de expressar idéias profundas que Deus tinha expressado sobre si mesmo em Sua Palavra.


AS ESCRITURAS DÃO CLARO TESTEMUNHO DA TRINDADE:

* Está implícito no Antigo Testamento:

1) NA CRIAÇÃO DO MUNDO:

* “No princípio criou[bara] Deus[Elohim] os céus e a terra” (Gn 1.1).

Aqui, Deus aparece na forma hebraica plural "Elohim" (plural de Eloah), acompanhado do verbo hebraico "bara" no singular para "criou"; demonstrado que há apenas um Deus em essência, mas plural em personalidades.

Vejamos o que um dos maiores rabinos de Israel, Shimeon Ben Joachin pronunciou a respeito dessa palavra:

"Observai o mistério da palavra "Elohim"; encerra em três graus, três partes; cada uma destas partes é distinta, e é uma por si mesma, e não obstante são inseparáveis uma da outra; estão unidas juntamente e formam um só todo".

2) NA CRIAÇÃO DO HOMEM:

* "E disse[sing.] Deus[Elohim]: façamos[pl.] o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gn 1.26).

Neste evento Deus se apresenta no "singular" e faz o homem no "plural". Com quem Deus falava neste momento? Com os anjos, como alguns têm sugerido? Se Deus conversava era com os anjos, o homem não seria a "imagem e semelhança de Deus", mas seria parcialmente a imagem e semelhança dos anjos, e apenas parcialmente fruto da criação de Deus. Quando Deus disse "façamos o homem a nossa imagem e semelhança", certamente que Ele falava com outros dois Seres incriados e uno com o Pai – o Deus Filho e o Deus Espírito Santo.

* Semelhantemente ocorre:

a) Na Queda do Homem: "Então disse o Senhor Deus: o homem agora tornou-se como um de nós, conhecendo o bem e o mal;" (Gn 3.22).

b) Na confusão das línguas na Torre de Babel: "Disse o Senhor: o povo é um e todos têm uma só língua... Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem..." (Gn 11.6,7).

c) No chamado do profeta Isaias: "Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?" (Is 6.8).

3) É CLARAMENTE VISLUMBRADO PELO PROFETA ISAIAS:
* “Chegai-vos a mim, e ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez eu estava ali, e agora o Senhor Deus me enviou a mim, e o seu Espírito” (Is 48.16).

4) NO SHEMA JUDAICO:

* "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único[echad] SENHOR". (Dt 6.4).

O presente versículo, em nada ofende a doutrina da Trindade, apenas fortalece. Ele ajuda-nos a compreender e explicar o conceito de unidade composta.
A palavra hebraica para chamar Deus de “único” é "echad". “Echad” é uma palavra usada para expressar unidade composta. Quando a palavra de Deus deseja expressar unidade absoluta, a palavra usada é "yachid".
Para que seja mais bem compreendido o termo hebraico "echad", em Gêneses 2.24 diz que o homem deveria "deixar seu pai e sua mãe, unir-se-á à sua mulher, e serão ambos, uma carne". Nesse versículo, encontra-se novamente o termo "uma carne" empregada como unidade composta (echad), significando unidade composta entre marido e mulher.
Enquanto, que, para que seja mais compreendido o termo hebraico "yachid", em Gêneses 22.2, quando Deus diz a Abraão a respeito do seu filho Isaque: "E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas...". Nesse versículo, encontra-se o termo "único filho" empregado como unidade absoluta (yachid).
As Escrituras ainda dão mais pistas sobre a pluralidade do único Deus YHWH, pois o termo para “Deus” (em Dt 6.4) está no plural “Elohim”, ainda que se fale em YHWH como unidade (echad).
Por isso, aceitamos e concordamos: Há um só YHWH!

5) NA TRÍPLICE BENÇÃO SACERDOTAL (Nm 6.24-26).

“O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o SENHOR levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz.”

* Está explícito no Novo Testamento:

6) NO BATISMO DE JESUS NO JORDÃO (Mt 3.16-17; Lc 3.22):
Neste evento, Jesus ao sair da água, viu o Espírito Santo em forma de pomba vindo sobre Ele, e ouviu-se a voz do céu (do Pai) que dizia: "Este é meu filho amado em quem me comprazo". Uma clara representação das três Pessoas da Trindade – refuta o unicismo.

7) NA FÓRMULA BATISMAL:
* "...batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mt 28.19).
Aqui, a doutrina da Trindade se reveste de relevância, pois mostram o Pai, o Filho e o Espírito Santo em um mesmo nível. Nesta passagem, o termo utilizado para 'nome' é singular no grego, indicando um só Deus. Mas existem três Pessoas em Deus, cada uma delas acompanhada de um artigo definido no grego: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

8) NA BENÇÃO APOSTÓLICA:
* "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a Comunhão do Espírito Santo seja com todos vós" (2 Co 13.14).
A forma de escrever esta benção implica IGUALDADE entre as fontes de Graça, Amor e Comunhão, ou seja, entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

* As três Pessoas da Trindade também são descritas juntas (1) na promessa do envio do Espírito Santo (Jo 14.16,17; 15.26), (2) na distribuição dos dons espirituais (1 Co 12.4-6), (3) na descrição da eleição dos santos (1 Pe 1.2), (4) e na descrição da unidade da fé (Ef 4.4-6).


CADA PESSOA DA TRINDADE É DEUS VERDADEIRO.

Há um só Deus e Deus é um só (Dt 4.35,39; 6.4; Is 44.6,8; 45.5,21; 46.9; 1Co 8.6; Ef 4.6). A Bíblia, entretanto, ensina que cada Pessoa da Trindade é Deus absoluto em toda a sua plenitude. A Trindade, portanto, é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e não em uma só Pessoa, pois a unidade de Deus é composta e não absoluta, e isso em nada contradiz o princípio judaico do monoteísmo. Logo, o Pai é Deus (Jo 17.3; 1Co 8.4-6; Ef 4.6; Fl 2.11), o Filho é Deus (Is 7.14; 9.6; Jo 1.1; 20.28; Rm 9.5; Cl 2.9; Tt 2.13; Hb 1.8,9; 1Jo 5.20), e o Espírito Santo é Deus (At 5.3,4; 7.51 comp. com Sl 78.18,19). Um Deus em três Pessoas e não em uma Pessoa; devemos ter o cuidado de não confundir as Pessoas para não cairmos no Unicismo.

CADA PESSOA DA TRINDADE É CHAMADA YAHWEH (o nome pessoal de Deus, o tetragrama YHWH, pronunciado como Javé, popularmente chamado de Jeová, ou SENHOR conforme nossas versões, também conhecido no hebraico por Adonay).

As Escrituras afirmam que somente um é chamado de Jeová (Dt 6.4; Ne 9.6; 2Sm 7.22; Sl 83.18; Is 45.5,6,18); no entanto, nos ensinam que cada uma das Pessoas é Jeová – o Pai (1Sm 2.2; 1Cr 17.20; Sl 110.1; Is 37.20); o Filho (compare Is 40.3 com Mt 3.3; Jl 2.32 com Rm 10.13; Jr 23.5,6; 33.16; Ez 44.2; Sl 24.7-10) e o Espírito Santo (Jz 15.14 comp. 16.20; Hb 3.7 comp. Ex 17.7,8; 2Pe 1.21 comp. Nm 12.6).
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Fonte(s):

ATRIBUTOS NATURAIS DE CADA PESSOA DA TRINDADE.

1. ONIPOTÊNCIA. O mesmo que Todo-Poderoso. A Bíblia afirma que somente Deus é onipotente (Dt 3.24; Sl 89.6-8; Is 43.12,13; Jr 10.6), e ela mesma ensina que cada uma dessas Pessoas é Onipotente – o Pai (2Cr 20.6; Is 14.27; Ef 1.19); o Filho (Mt 28.18; Ap 1.8; 3.7) e o Espírito Santo (Zc 4.6; Lc 1.35; 1Co 12.11).

2. ETERNIDADE. Significa que não teve origem nem fim. Um ser à parte da criação. A Bíblia é clara em ensinar que somente Deus é eterno (Is 40.28; 41.4; 43.10,13; 44.6), e com essa mesma clareza a Bíblia ensina que cada uma das Pessoas da Trindade é Eterna – o Pai (Sl 90.2; 93.2); o Filho (Is 9.6; Mq 5.2; Jo 1.1; 8.58; Hb 7.3,15-21; Ap 1.17,18; 2.8) e o Espírito Santo (Gn 1.2; Hb 9.14).

3. ONIPRESENÇA. É o poder de estar em toda parte do universo ao mesmo tempo. Essa palavra não aparece na Bíblia, como também a palavra “Trindade”. Porém, a evidência da onipresença está implícita em Sl 139; 1Rs 8.27; Jr 23.24. As Escrituras ensinam que somente Deus é Onipresente (Jr 23.23,24); no entanto, revelam que cada uma dessas três Pessoas é Onipresente – o Pai (Am 9.2,3; Hb 4.13); o Filho (Mt 18.20; 28.20; Jo 3.13) e o Espírito Santo (Sl 139.7-10; 1Co 3.16; Jo 14.17).

4. ONISCIENTE. É o poder de saber todas as coisas. A Bíblia afirma que somente Deus é Onisciente (1Rs 8.39; Dn 2.20-22); no entanto, encontramos nela que cada uma das Pessoas é onisciente – o Pai (1Cr 28.9; Is 48.5-7; 42.9; Mt 24.36); o Filho (Mc 9.34,35; Jo 2.24,25; 16.30; Lc 19.41-44; Jo 6.64; 18.4; 21.17; Cl 2.2,3) e o Espírito Santo (Ez 11.5; Rm 8.26,27; 1Co 2.10,11; 1Tm 4.11).

5. CRIADOR. As Escrituras Sagradas afirmam que somente Deus é Criador (Is 44.24; 45.5-7,18); mas ao mesmo tempo ensinam que cada uma das três Pessoas é o Criador – o Pai (Ne 9.6; Jr 27.5; Sl 146.6; At 14.15); o Filho (Jo 1.1-3; Cl 1.16,17; Hb 1.2,10) e o Espírito Santo (Gn 1.1,2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30).

6. FONTE DE VIDA. A Bíblia diz que somente Deus é fonte de vida (Dt 32.39); no entanto, ela também afirma que cada uma dessas Pessoas é a Fonte de Vida – o Pai (Sl 36.9; At 17.25,28); o Filho (Jo 1.4; 5.39,40; 10.28; 11.25; 20.30,31) e o Espírito Santo (Rm 8.2; Jó 33.4).


Agora vejamos algumas citações trinitarianas dos pais pré-nicenos:

DIDAQUÊ – Escrito provavelmente em 90 d.C.

* “No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, faça com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Didaquê 7:1-3 – Autor desconhecido).

CLEMENTE ROMANO – é dito ser discípulo do apóstolo Pedro, viveu no século I d.C.

* “Não temos nós um só Deus, um só Cristo, um só Espírito de graça, que foi derramado sobre nós, e uma só vocação em Cristo?” ( ano 96, 1 Carta aos Coríntios 46:6).

* ”Pela vida de Deus, pela vida do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo, que são a fé e a esperança dos eleitos” ( 1 Carta aos Coríntios 58:2).

INÁCIO DE ANTIOQUIA – Discípulo do apóstolo João, viveu entre 67 e 110 d.C.

* “...Correi todos juntos como ao único templo de Deus, ao redor do único altar, em torno do único Jesus Cristo, que saiu do único Pai e que era único em si e para ele voltou. (...) Existe um só Deus, que se manifestou por meio de Jesus Cristo seu Filho, que é o seu Verbo saído do silêncio; e que em todas as coisas se tornou agradável àquele que o tinha enviado. (...) Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho e no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual.” (ano 110, Carta aos Magnésios 7:2; 8:2; 13:1-2).

JUSTINO, O MÁRTIR – O platônico que se tornou cristão, viveu entre 100 e 165 d.C.

*“Que não somos ateus, quem estiver em são juízo não o dirá, pois cultuamos o Criador deste universo, do qual dizemos, conforme nos ensinaram, que não tem necessidade de sangue, libações ou incenso. [...] Em seguida, demonstramos que, com razão, honramos também Jesus Cristo, que foi nosso Mestre nessas coisas e para isso nasceu, o mesmo que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, procurador na Judéia no tempo de Tibério César. Aprendemos que ele é o Filho do próprio Deus verdadeiro, e o colocamos em segundo lugar, assim como o Espírito profético, que pomos no terceiro.” (ano 151, I Apologia 13,1.3-6).

ATENÁGORAS DE ATENAS – Viveu no século II d.C.

* “Portanto, quem não se surpreenderá ao ouvir chamar de ateus indivíduos que admitem um Deus Pai, um Deus Filho e um Espírito Santo, que mostram seu poder na unidade e sua distinção na ordem?” (ano 177, Súplica pelos Cristãos, cap. 10).

* “De fato, assim como confessamos Deus, o Filho, que é o seu Verbo, e o Espírito Santo, identificados segundo o poder, mas distintos segundo a ordem: o Pai, o Filho e Espírito, porque o Filho é inteligência, Verbo e sabedoria do Pai, e o Espírito, emanação como luz do fogo” (Súplica pelos Cristãos, cap. 24).

TEÓFILO DE ANTIOQUIA – Viveu no II Século d.C.

* " Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade, de Deus[o Pai], de seu Verbo[o Filho] e de sua Sabedoria[o Espírito Santo]." (ano 181, II Livro a Autólico 15.3).

IRINEU DE LION – Viveu entre 130 e 202.

* “Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus...” (ano 189, Contra as Heresias I, 10.1).

TERTULIANO – Viveu entre 155 e 222.

* "Sempre acreditamos em um Deus, identificado como Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todos são uma pela unidade de substância que dispõe a unidade em uma Trindade ...igual em qualidade, substância e poder." (ano 216, Contra Praxeas, cap. 2).

* “Todas as Escrituras dão prova clara da Trindade, e são destas de onde é deduzido o nosso princípio... que a Trindade é claramente mostrada”. (Conta Praxeas cap. 11).

* “O Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito é Deus. Cada um é Deus. Todavia nós nunca temos dado abertura às frases ‘dois deuses e dois senhores’”. (Contra Praxeas cap. 13).

Falta espaço para citar mais...


“Atos 5:3,4 Diz que um casal morreram por mentir, Foi a Pedro, foi ao Espirito Santo, ou foi a uma força ativa?” http://br.answers.yahoo.com/question/ind…


A Graça e a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

UNICISMO

Doutrina espúria que declara existir somente uma pessoa na Divindade.

“E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro, Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou” (Jo 8.17-18).

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? E o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho” (1 Jo 3.22)

A Bíblia declara que a grande mentira está associada a negação da verdadeira natureza do Verbo encarnado (João 1.2-7; 6.46; 7.18; 15.5; I Jo 5.6,20 e 2 Jo 7,9). O mentiroso nega a verdade da encarnação e o que nela está implícito, como a humanidade verdadeira de Cristo e que o Pai é uma pessoa e o Filho é outra pessoa, mas que estão em unidade divina: “Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor” (2 Jo 3) e “Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai” (1 Jo 2.23).

Sabemos que o apóstolo João ao escrever sua Primeira Epístola defendeu a sã doutrina da encarnação contra os gnósticos, no entanto, a Palavra de Deus é como espada (Hb 4.12) e profeticamente nos protege contra as astutas ciladas do diabo (Ef 6.11).

Uma crença incorreta fatalmente levará a uma teologia inadequada, problemática, incompleta e ao distanciamento da verdade. Os unicistas, embora muitos sejam sinceros, estão sinceramente equivocados e sua defesa intransigente do monarquismo modal defronta-os inevitavelmente contra a grande doutrina bíblica da Santíssima Trindade, o único Deus eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19 e Mc 12.29).

A NATUREZA DE DEUS

A Doutrina Bíblica da Trindade

A palavra Trindade é uma palavra de cunho teológico usada para designar a doutrina bíblica da unidade composta de Deus, ou seja: um único Deus eternamente subsistente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (“pessoas” no sentido trinitariano, estamos nos referindo as distinções dentro da mesma substância). Não se trata de uma explicação de Deus, mas, sim, uma análise das evidências apresentadas pela Bíblia.

Assim sendo a Doutrina da Trindade “é uma doutrina bíblica que repousa essencialmente sobre duas premissas: 1ª) O monoteísmo é uma verdade: existe um único Deus; 2ª) a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade: existe três pessoas na unidade divina”.

O MONOTEÍSMO É UMA VERDADE

Como cristãos evangélicos cremos num único Deus. A Bíblia Sagrada diz explicitamente que existe um único Deus (Dt 6.4; Is 43.10; Jr 10.10-11; Mc 12.29-32; Jo 17.3).

A DIVINDADE DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO, TAMBÉM É UMA VERDADE

Como cristãos evangélicos cremos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas. A Bíblia Sagrada diz explicitamente que estas três pessoas é Deus.

O apóstolo João registrou essas palavras do Senhor Jesus Cristo ao Pai: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro...” (Jo 17.3a), deixando claro que existe um único Deus Verdadeiro, o Pai. Porém o mesmo João escreveu na sua Primeira Epístola Universal no capítulo 5 e versículo 20:“E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro, e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Essas palavras afirmam categoricamente a divindade de Jesus: ele é o Verdadeiro Deus e a vida eterna está nele.

O apóstolo João atribui a palavra Deus Verdadeiro, tanto à pessoa do Pai, como a pessoa do Filho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Esses textos são provas explícitas de que Deus como sendo único e verdadeiro, subsistente em mais que uma pessoa, neste caso específico duas pessoas: Pai e Filho. Não estou dizendo que o Pai seja o Filho, mas que o Pai e o Filho são duas pessoas como o próprio João declara: “Graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e caridade” (II Jo 1.3).

Em Atos dos Apóstolos no capítulo 5. Versículos 3 e 4 lemos: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herança? Guardando-a não ficava para ti? E vendida, não estava em seu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentistes aos homens, mas a Deus(GRIFO NOSSO) . Nessa passagem bíblica o Espírito Santo é chamado explicitamente de Deus.

Se o Pai é chamado de Deus Verdadeiro (Jo 17.3) e o Filho é chamado de Deus Verdadeiro (I Jo 5.20), e o Espírito Santo é chamado de Deus (Atos 5.3-4), então as três pessoas sem sombra de dúvida podem ser chamadas cada uma de Deus, no entanto, o Profeta Isaías no capítulo 43 versículo 10 e 11 escreve: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá”. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador”. Se existe três pessoas chamadas na Bíblia de Deus Verdadeiro e ela não admite outro deus ou deuses, senão o Deus único, ou admitimos a pluralidade na unidade, já que Deus é único (Is 43.10); ou cairemos nos erros dos unicistas (que entendem que há uma só pessoa e três manifestações), ou no erro dos unitaristas (onde Jesus não é Deus e o Espírito Santo uma simples força, emanação “Shekinah” ou sopro), ou ainda no erro politeísta, que é intragável e grosseiro (o Pai é Deus Todo-Poderoso e Jesus é um deus apenas poderoso, ou seja duas divindades, portanto politeísmo).

Se analisarmos a Palavra de Deus, no que se refere ao maravilhoso relacionamento do Pai e do Filho e do Espírito Santo, certamente entenderemos que só existe um Deus verdadeiro, e que essa unidade divina subsiste eternamente em três pessoas. A unidade chamamos Deus e como nessa unidade subsiste três pessoas, cada pessoa em particular também pode ser chamada de Deus. No entanto, não existem três unidades ou três deuses, mas somente uma unidade ou um só Deus.

A palavra Deus é uma polissemia, nome que se aplica a mais de uma pessoa na Bíblia. Ele se aplica ao Pai (Fp 2.11), ao Filho (Atos 20.28) e ao Espírito Santo (Atos 5.3-4). Aparece, na maioria das vezes, com referência à Trindade (Dt 6.4). Isso também ocorre com o nome YHWH (Senhor ou Jeová), aplica-se ao Pai (Sl 110.1), ao Filho (Is 40.3 ver Mt 3.3), e ao Espírito Santo (II Rs 17.14 ver Atos 7.51). No entanto aplica-se à Trindade (Dt 6.4; Sl 83.18).

ORIGEM DO TERMO TRINDADE

A palavra TRINDADE foi usada pela primeira vez, em sua forma grega por Teófilo e, em sua forma latina, por Tertuliano. Tertuliano escreveu em Contra Práxeas 2, um resumo da doutrina da Trindade e apresentou pela primeira vez essa nomenclatura: “Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa TRINDADE, colocando em sua ordem os três, Pai, Filho e Espírito Santo: três contudo...não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo” (Walker, W. História da Igreja Cristã, p. 98, Vol I e II, Juerp e Aste, Rio, 1980.

EVIDÊNCIAS BÍBLICAS DA DOUTRINA DA TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

Deus, no Antigo Testamento, é um só Deus, que se revela pelos seus nomes, pelos seus atributos e pelos seus atos. Mesmo assim o Antigo Testamento lança alguma luz sobre a pluralidade (uma distinção de Pessoas) na Deidade.

Em Gênesis 1.1, Deus é apresentado pela primeira vez com o nome hebraico (Elohim), o verbo está no singular (criou) e o sujeito no plural (Deus). Elohim é a forma plural de Eloah, mas o significado é o mesmo: Deus. Quando analisamos o contexto bíblico (Gn 1.26; 3.22; 11.7), podemos compreender a doutrina bíblica da Trindade. Embora, o nome Elohim por si só não prove a unidade composta, o contexto apóia a unidade composta de Deus:

Gn 1.26 : “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” – (v.27);

Gn 3.22: “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós...”;

Gn 11.7: “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua....”

Outras distinções pessoais na Deidade são reveladas nos textos que se referem ao “anjo do SENHOR” (Hb. Yahweh) – (Gn 16.7-13; 18.1-21; 19.1-28; 32.24-30);

A Bíblia declara que só existe um Deus (Dt 6.4; 2 Rs 19.15; Ne 9.6; Sl 83.18; Sl 86.10; Mc 12.29-32; 1Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6). Portanto o Cristianismo é MONOTEÍSTA (crença num só Deus). Em todas essas passagens a doutrina da Trindade permanece em pé, sem contradizer o monoteísmo, porque a unidade divina é composta, não absoluta. Deuteronômio 6.4 diz que YHWH (Senhor) é único. A palavra “único” no original hebraico é echad e está no construto. Se esta unidade fosse absoluta, a palavra correta aqui seria yahid, a mesma usada em Gênesis 22.2 “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque...”, para a unidade absoluta. A palavra echad é uma unidade composta, é a triunidade de Deus. Esta doutrina não foi bem esclarecida nos tempos do Velho Testamento para não confundir o povo com os deuses das religiões politeístas das nações vizinhas de Israel, todavia ela está implícita no Velho Testamento. Ela só pode ser ensinada explicitamente com o advento da segunda Pessoa, o Senhor Jesus Cristo, e com a manifestação da terceira Pessoa, o Espírito Santo.

Outras passagens do Velho Testamento apontam para a doutrina da Trindade, veja a visão do profeta Isaías (Is 6.1 ver Is 6.8). A respeito de Jesus: (Is 6.1-3 ver Jo 12.41), e a respeito do Espírito Santo (Is 6.8-10 ver Atos 28.26).

A TRINDADE NA EXPECTATIVA MESSIÂNICA DA ALMA HEBRÉIA

As profecias messiânicas (Jr 23.5; Sl 45.6-7 ver Hb 1.8; Sl 2.7 ver Atos 13.32-33; Hb 1.5;5.5). O messias fala (Is 48.16-17; 61.1 e 63.9-10). A revelação da pluralidade na Deidade fica muito claro nesse texto: (Zc 12.10). Assim saímos das sombras e prefigurações do Antigo Testamento para a luz maior da revelação no Novo Testamento.

UMA PERGUNTA FATAL: A QUEM FOI PAGA A NOSSA REDENÇÃO?

A quem Cristo pagou o resgate?

Se a doutrina ortodoxa da Trindade for negada (não há distinção entre as Pessoas da Deidade, conforme ensina o modalismo), Cristo teria pago o resgate para quem? A Bíblia responde a Deus Pai: “andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave(Ef 5.2), “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

“O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de Cristo como satisfação da justiça de Deus e, em última análise, anula a obra da cruz” (Teologia Sistemática. CPAD, 1ª. Edição, 1996, p. 280).


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com toda a confiança declaramos a nossa fé bíblica na doutrina da Trindade, porque:

Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõem a Bíblia Sagrada (Mt 28.19; Ef 4.4-6; I Co 12.4-6; II Co 13.13- Nm 6.24-26);

Não somos politeístas, já que cremos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Dt 6.4; Mc 12.29; I Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6);

Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Ex 20.2-3; Is 43.10-11);

Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos romanos ou o deus Todo-Poderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus Todo-Poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar a das Testemunhas de Jeová: Jeová o Deus Todo Poderoso e Jesus o deus poderoso;

Não aceitamos o critério da razão humana para conceber a divindade, já que Deus não é concebido através de um raciocínio lógico, nem por mentes enfermas pelo pecado, nem por uma demonstração matemática, Ele é Deus de mistério ( Is 45.15; I Tm 3.16);

“Se o cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torná-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventado religiões. Como poderíamos? Estamos lidando com Fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos!”.C. S. Lewis


PROFESSOR PASTOR ALBERTO ALVES DA FONSECA - é formado em Teologia pela FAETEL, formado em História (Licenciatura Plena) na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP, formado em Direito na Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí-SP. Foi vereador da cidade de Jundiaí, Presidente da Comissão dos Direitos Humanos na Câmara Municipal de Jundiaí, Professor e Diretor Técnico Executivo da Escola de Educação Teológica “Pr. Elyseu Queiroz de Souza” – ETEQS, Vice-Presidente e Diretor Teológico do ICP – Instituto Cristão de Pesquisas, sendo um dos coordenadores da Bíblia Apologética e da Série Apologética. Morou em Israel no Kibbutz Afikim (Jordan Valley – Israel). Atualmente é ministro do Evangelho da Assembléia de Deus de Campinas – Ministério Belém – SP, professor de diversas disciplinas teológicas da ESTEADEC, professor de História da Escola Estadual Dom Barreto, professor responsável pelo Curso de Capacitação para Professores de Escola Dominical de Jovens e Adultos, Diretor Pedagógico do Instituto Paulo Freire de Ação Social e é vereador da Câmara Municipal de Campinas-SP.